contos sol e lua

contos sol e lua

terça-feira, 29 de março de 2011

Um Poema para o Vento.


Adivinha quem é.
Criado antes do Dilúvio.
Uma criatura forte,
sem carne, sem osso,
sem veias, sem sangue,
sem cabeça e sem pés.
Não será mais, não vai ser mais jovens,
do que era no início.
Não virão de seu projeto
o medo ou a morte.
Ele não tem quer
das criaturas.
aclara o mar
quando se trata do começo.
Sua grande beleza,
o que fez.
Ele em campo, ele na madeira,
sem mãos e sem pés.
Sem idade, sem idade.
Sem o destino mais ciumentos,
e ele é contemporâneo
com os cinco períodos de cinco séculos.
E também é mais velho,
embora haja 500 mil anos.
E ele é tão grande
como a face da terra,
e ele não nasceu,
e ele não foi visto.
Ele no mar, ele na terra,
ele não vê, ele não é visto.
Ele não é sincero,
ele não vem quando é desejado.
Ele na terra, ele no mar,
ele é indispensável,
Ele não está confinado,
ele é desigual.
Ele de quatro regiões,
ele não estará de acordo com o advogado.
Ele começa sua jornada
de cima da pedra de mármore.
Ele é alto de voz, ele é mudo.
Ele é descorteses.
Ele é veemente, ele é corajoso,
quando olhares sobre a terra.
Ele é mudo, ele é alto de voz.
Ele é impetuoso.
sobre a face da terra.
Ele é bom, ele é ruim,
ele não é brilhante,
ele não se manifesta,
para a vista não vê-lo.
Ele é mau, ele é bom.
Ele está lá, ele está aqui,
ele vai desordem.
Ele não vai reparar o que ele faz
e estar sem pecado.
Ele está molhado, ele é seco,
ele vem com freqüência
a partir do calor do sol e o frio da lua.
Taliesin.

Poema.


Que voz vem no som das ondas
que não é a voz do mar?
E a voz de alguém que nos fala,
mas que, se escutarmos, cala,
por ter havido escutar.

E só se, meio dormindo,
sem saber de ouvir ouvimos
que ela nos diz a esperança
a que, como uma criança
dormente, a dormir sorrimos.

São ilhas afortunadas
são terras sem ter lugar,
onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos despertando
cala a voz, e há só o mar.
Fernando Pessoa.

Taliesin.


“Bom Elffin, cesse o seu lamento!
Falar em vão não faz bem a ninguém.
Não faz mal ter esperanças,
Nem nenhum homem vê o que lhe suporta,
A prece de Cynllo não é um tesouro vazio,
Nem Deus quebra suas promessas.
Nenhuma pescaria na rede de Gwyddno
Foi tão boa quanto a de hoje.

Bom Elffin, seque suas bochechas!
Tal tristeza não lhe faz bem,
Apesar de se sentir traído,
Tristeza em excesso não traz bem algum,
Muito menos duvidar dos milagres de Deus.
Apesar de ser pequeno, sou habilidoso.

Do mar e da montanha,
Das profundezas do rio,
Deus dá seus dons aos abençoados.
Elffin do espírito generoso,
Seu propósito é covarde,
Não deves ficar tão triste.
Bons agouros são melhores que maus.
Apesar de ser fraco e pequeno,
Nas ondas do mar revolto,
Serei melhor para você
Que trezentas cargas de salmão.
Elffin de nobre generosidade,
Não entristeça ante seu pescado.

Apesar de ser fraco no fundo da cesta,
Há maravilhas na minha língua.
Equanto eu estiver cuidando de você,
Nenhuma grande necessidade há de ter.
Lembre-se do nome da Trindade
E nada te vencerá.”

“Flutuando como um barco nas águas,
Fui jogado numa bolsa escura,
E num mar infinito, fiquei à deriva.
Logo quando estava sufocando, tive um bom agouro,
E o mestre dos céus me libertou.”

Taliesin .


Taliesin (c. 534 – c. 599) é o poeta mais antigo da língua galesa cujo trabalho sobrevive. Seu nome é associado ao Livro de Taliesin, um livro de poemas escrito na Idade Média (John Gwenogvryn Evans datou o livro de 1275). A maioria dos poemas é relativamente recente (aproximadamente dos séculos X e XII), mas alguns são mais antigos. Onze deles, de acordo com Ifor Williams, são do século VI. Acredita-se que Taliesin foi um bardo que cantava nas cortes de ao menos três reis celtas britânicos da era. Na lenda e na poesia galesa medieval, refere-se a ele como Taliesin Ben Beirdd ("Taliesin, Chefe dos Bardos"). Algumas "marcas" que (acredita-se) eram dadas aos melhores poemas - ou que mediam seu valor - estão presentes na margem do livro de Taliesin. A vida do Taliesin mitológico pode ser encontrada em diversas versões escritas após seu tempo, a mais antiga sendo de Elis Gruffydd (em meados do século XVI), que se baseou em contos orais sobre ele.
Biografia.

Pouco se sabe, além do que se pode captar dos poemas históricos, sobre a sua vida. Os poemas sobre ele indicam que tornou-se o bardo da corte do rei Brochwel Ysgithrog de Powys por volta de 555 e permaneceu lá durante os reinados de seus sucessores Cnan Garwyn, Urien de Rheged e Owain mab Urien. A idéia de que foi bardo na corte do rei Arthur vem aproximadamente do século XI e foi elaborada na poesia moderna. De qualquer modo, a carreira do Taliesin histórico pode ter acontecido na última metade do século VI, enquanto historiadores que discutem a existência de Arthur datam sua vitória em Mons Badonicus do ano 500; Cambriae diz que sua morte ou desaparecimento na batalha de Camlann foi no ano 532, apenas alguns anos antes da data de 542 encontrada no livro Historia Regum Britanniae (História dos Reis Britânicos), onde primeiro se ouviu falar do rei Arthur.

De acordo com os contos registrados apenas no século XVI, Taliesin era o filho adotivo de Elffin ap Gwyddno, que lhe deu o nome de Taliesin (significando "testa radiante") e que tornou-se depois rei em Ceredigion. A lenda diz que ele então foi criado na corte em Aberdyfi e que aos 13 anos, ao visitar o rei Maelgwn Gwynedd, tio de Elffin, profetizou corretamente a iminência da morte de Maelgwn e como ocorreria.

Bedd Taliesin, um túmulo da Idade do Bronze no topo de uma montanha em Ceredigion é um suposto local de seu túmulo. A vila de Tre-Taliesin, localizada no sopé da montanha, recebeu seu nome em homenagem ao bardo no século XIX.
Nascimento.

De acordo com a versão mitológica do nascimento de Taliesin, ele começou a vida como um garoto chamado Gwion Bach, um servo da feiticeira Ceridwen. Ceridwen tinha uma bela filha e um filho horrível chamado Morfran (às vezes Avagddu), cuja aparência não poderia ser curada nem por magia. Sendo assim, ela resolveu dar-lhe o dom da sabedoria em compensação. Usando um caldeirão mágico, Ceridwen cozinhou, por um ano e um dia, uma poção que daria inspiração e sabedoria. Um homem cego chamado Morda mantinha o fogo sob o caldeirão enquanto Gwion mexia o conteúdo. As três primeiras gotas do líquido davam sabedoria; o resto era um veneno letal.

Três gotinhas quentes espirraram no polegar de Gwion enquanto ele mexia, queimando-o. Instintivamente, o menino levou o dedo à boca e instantaneamente ganhou grande conhecimento e sabedoria. O primeiro pensamento que lhe ocorreu foi que Ceridwen iria ficar muito brava por aquilo. Com medo, ele fugiu, mas logo ouviu da fúria da mulher e o som de sua perseguição.

Enquanto Ceridwen perseguia Gwion, ele se transformou numa lebre. Em resposta, ela virou uma raposa. Ele então virou um peixe e pulou num rio e ela transformou-se numa lontra. Ele se tranformou em um pássaro e ela, em resposta, em um falcão. Finalmente, ele se transformou em um mero grão de milho. Ceridwen virou uma galinha, comeu-o e, ao voltar a sua forma humana, ficou grávida. Resolveu matar a criança assim que nascesse, sabendo que era Gwion, mas o bebê era tão lindo que ela não conseguiu cumprir o que queria. Ao invés disso, jogou-o no mar envolto numa espécie de bolsa de couro. A criança não morreu e foi resgatada por um rei.

A história de Gwion e da poção da sabedoria se parece muito com o conto irlandês de Fionn mac Cumhail e o salmão da sabedoria, indicando que ambas histórias possam ter a mesma fonte.
Achado por Elffin.

O bebê foi encontrado por Elffin, o filho de Gwyddno Garanhir, "Senhor de Ceredigion", que achou a criança enquanto pescava salmão. Ficou surpreso com a brancura da testa do menino e exclamou "Dyma dal iesin" ("Que testa radiante"). Taliesin respondeu, "Sim, isso será suficiente". Enquanto Elffin carregava o bebê numa cesta para dar ao seu pai, lamentando seu destino de achar um bebê mas nenhum salmão, Taliesin começou a recitar uma bela poesia que dizia:

"Bom Elffin, cesse o seu lamento!
Falar em vão não faz bem a ninguém.
Não faz mal ter esperanças,
Nem nenhum homem vê o que lhe suporta,
A prece de Cynllo não é um tesouro vazio,
Nem Deus quebra suas promessas.
Nenhuma pescaria na rede de Gwyddno
Foi tão boa quanto a de hoje.
Bom Elffin, seque suas bochechas!
Tal tristeza não lhe faz bem,
Apesar de se sentir traído,
Tristeza em excesso não traz bem algum,
Muito menos duvidar dos milagres de Deus.
Apesar de ser pequeno, sou habilidoso.
Do mar e da montanha,
Das profundezas do rio,
Deus dá seus dons aos abençoados.
Elffin do espírito generoso,
Seu propósito é covarde,
Não deves ficar tão triste.
Bons agouros são melhores que maus.
Apesar de ser fraco e pequeno,
Nas ondas do mar revolto,
Serei melhor para você
Que trezentas cargas de salmão.
Elffin de nobre generosidade,
Não entristeça ante seu pescado.
Apesar de ser fraco no fundo da cesta,
Há maravilhas na minha língua.
Enquanto eu estiver cuidando de você,
Nenhuma grande necessidade há de ter.
Lembre-se do nome da Trindade
E nada te vencerá."

Maravilhado, Elffin perguntou como um bebê poderia falar. Novamente, Taliesin respondeu com uma poesia, recontando a perseguição de Ceridwen. Acabando, ele disse:

"Flutuando como um barco nas águas,
Fui jogado numa bolsa escura,
E num mar infinito, fiquei à deriva.
Logo quando estava sufocando, tive um bom agouro,
E o mestre dos céus me libertou."
Na corte de Maelgwn Gwynedd.

Alguns anos depois, quando Taliesin tinha treze anos, Elffin estava preso na corte do rei Maelgwn Gwynedd, que exigiu que Elffin elogiasse e adorasse a ele e a sua corte. Elffin se recusou dizendo que Taliesin era melhor que seus bardos e que sua mulher era mais bonita. Apesar de não estar presente, Taliesin sabia o que estava acontecendo (porque tinha a visão) e contou tudo à mulher de Elffin, para que se preparassem. O filho de Maelgwn, Rhun, foi até a casa de Elffin a fim de seduzir sua mulher e provar que as alegações do outro eram falsas.

Rhun a embebedou e, quando ela desmaiou, tentou tirar seu anel de casamento para provar sua infidelidade. Ao ver que o anel não saía, ele cortou-lhe o dedo. Quando o rei Maelgwn tentou mostrar o dedo a Elffin, o último justificou que sua mulher cortava as unhas mais curtas que a daquele dedo. Além disso, a unha estava suja com massa de pão, mas sua mulher sempre tivera servos para lhe preparar a massa. Ainda mais, o anel de sua mulher ficava folgado no dedo, mas aquele estava apertado.

Maelgwn então mandou Taliesin ir à sua corte para provar que era o melhor bardo. Taliesin respondeu com um desafio onde ele e o bardo do rei teriam de compor um épico em apenas vinte minutos. Nenhum dos bardos da corte conseguiu, mas quando chegou a hora de Taliesin recitar sua obra, ele fez um vento forte sacudir o castelo. Com medo, Maelgwn mandou trazerem Elffin. A canção que Taliesin cantou fez as correntes de Elffin se desprenderem.F.P.Wikepédia.

domingo, 27 de março de 2011

ÁMEN - Um Mantra Cristão.


O poder da música para produzir emoções (individuais ou colectivas) ou para tornar as pessoas emocionalmente iguais durante algum tempo tem sido útil nas organizações religiosas e militares. De todas as artes, a música é a mais própria para agir sobre a inteligência.

O som (ou música) é um poder físico e não apenas emocional, intelectual ou espiritual. O corpo reage directamente a certas ressonâncias, timbres e ritmos, factos bem conhecidos desde o alvor da civilização.

O mantra é uma palavra ainda muito usada nas cerimónias religiosas do Oriente. É uma fórmula de encantamento, de valor mágico, constituída por sílabas ou palavras místicas, que representam a raiz de uma concepção mágica de elevação ou de uma concepção cósmica. Esta fórmula é uma "Palavra de Poder" que também é usada no Ocidente e no cristianismo. Pode ser dita ou simplesmente pensada, forma que é considerada mais perfeita. Um dos mantras mais conhecidos é AUM ou OM. Usa-se na frase Aum, Mani Padme, Hum, como expressão laudatória ou glorificadora. As sílabas-chaves são Aum e Hum.

No Ocidente, os "pagãos" também usavam mantras, como sabemos, nas suas palavras de júbilo, durante certas cerimónias rituais. Como palavra de poder associadas à aplicação mágica dos sons e tons (música), o seu uso é frequente nas obras alquímicas ou herméticas. Também está associado à ortodoxia hebraica e cristã. Baseia-se numa teoria desenvolvida em todo o mundo, em íntima consonância com o uso da música e dos tons harmónicos capazes de alterar a consciência e o conceito amplo de um Verbo original e criador, isto é, com a origem espiritual de toda a existência. Note-se que a palavra "espírito" encerra a ideia de "sopro" ou "respiração"1, algo como um fluxo misterioso de energia proveniente do além.

Mantras Muçulmanos e Budistas.

A universalidade dos mantras permite encontrá-los em diversas regiões do mundo. Os muçulmanos têm o Dhikr palavra árabe que significa "recordar" ou "invocar". O dhikr consiste normalmente na palavra El ou na frase Lâ ‘ilâh’ illâh-Llâh (Não há Deus senão Alá) A recitação desta frase é por vezes acompanhada de penitências (flagelação, exercícios respiratórios, etc.) que levam ao êxtase.

O dhikr islâmico corresponde ao nembutsu do budismo, à contemplação dos nomes divinos pelos cabalistas e à oração-do-coração. Esta oração é usada no misticismo cristão-bizantino, que tomou forma no Monte Atos, sendo uma espécie de ponte entre as técnicas espirituais do Oriente e as do Ocidente. Esta oração, também se chama "meditação secreta". Consiste na invocação do "Nome-de-Jesus", repetindo-o constantemente "dentro do coração", segundo um processo que parece não ter sido transmitido pela igreja latina. Tem por base o princípio de que, na ausência física, a invocação do nome torna a pessoa espiritualmente presente, com todo o seu poder. É por isso que os apóstolos agiam em nome de Cristo

Mantras Cristãos.

O cristianismo também usa vários mantras. Por exemplo: AMÉN, ALELUIA, HOSANA ou KYRIE ELEISON. Se estas palavras fossem traduzidas perderiam todo o valor. Foi por isso que os tradutores as mantiveram inalteradas, sendo esta a primeira regra para as utilizar com êxito. Mais adiante faremos referência à segunda. O mais importante destes mantras é o primeiro: amén. Alguns estudiosos admitem uma até uma relação de parentesco entre as palavras aum e amén.

Efeito dos Mantras.

O uso dos mantras baseia-se no efeito do som sobre a matéria. A matéria (e o nosso corpo físico) está num estado de vibração contínua. Qualquer pensamento, desejo ou som altera as vibrações básicas do corpo. O mantra actua, portanto, segundo as leis da ressonância. Existem vários métodos para combinar sons vocais, padrões instrumentais e harmónicos com a teoria da "palavra de poder". O mais antigo conceito de "palavra de poder" (ou "palavra perdida) está associado com o "centro da laringe", à emissão do som criador e à sua acção organizadora (talvez ainda alguém se lembre das "figuras sonoras" usadas para despertar a atenção dos alunos: grãos de areia e partículas de pó derramado numa placa de vidro assumem formas simétricas muito bonitas quando o bordo da placa é tangido por um arco de violino). Na palavra amén há duas vogais orais: "a" e "e". A passagem de "a" a "e" é uma consoante nasal, "m". A terminação é também uma nasal, "n". A técnica consiste em concluir a ressonância da letra "a" com o zumbido murmurante final da letra "n". Esta letra "empurra" o som para cima, até ao nariz, produzindo efectivamente uma ressonância no interior das narinas, nas cavidades nasais superiores e na região limítrofe. É a região indicada como o "assento do espírito interno" ou "centro de energia da testa". Está directamente ligada ao corpo vital, que é sensibilizado pela oração e o ponto de partida do desenvolvimento espiritual, A ressonância física da letra "n" é o prenúncio do despertar desse centro de energia porque ajuda os veículos internos a organizarem-se.

O efeito físico dos mantras aum e amén é bem diferente. O primeiro faz vibrar a região do ventre e do púbis. O segundo, pelo contrário, faz vibrar a cabeça, a garganta e o tórax. Segundo a maneira de pensar e sentir do asiático, o centro da vida humana está no ventre. Bem pelo contrário, no Ocidente, o homem vive "graças à sua cabeça"2. Este exemplo alerta claramente para a inconveniência de os ocientais usarem métodos desenvolvidos no Oriente3.

Cabe ainda referir a segunda condição para a eficácia do mantra: a maneira correcta de o dizer, em estado de "consciência mântrica"4. Handel dá-nos uma lição sobre a arte de pronunciar tão importante mantra como é o amén, na sua oratória O Messias. É onde encontramos uma das suas ex-pressões mais poderosas. E se quisermos outro exemplo poderemos recorrer ao rosacruciano Bach e à sua Missa em Si menor para ouvirmos (e sentirmos) o tremendo efeito do Hosana.

Há Palavras e Palavras.

Muito mais do que uma vulgar palavra, sinal de pontuação ou fórmula de conclusão5 o amén é, na concepção esotérica, uma palavra de poder equilibrado, um mantra que ajuda a despertar o fogo interior e a abrir os centro de força que nos colocam em sintonia com mundos mais elevados.

Bibliografia.

Berendit, Joachim-Ernst - The World is Sound, 1991; Cuttat, J. A. - O Encontro das Religiões, 1968; Goldman, Jonatham - Healing Sounds, The Power of Harmonics, 1992; Stewart, R. J. - Music and the Elemental Psych, 1987; Vasconcelos, Evaristo de - Do Mantra Oriental à "Oração-de-Jesus", in "Brotéria", nº 5-6, vol. 136 (1993).

Os Ventos.

Parti com os ventos
Pelas rotas do mundo,
Em busca de encantos
Dos longes sem fim...
Que das brumas chamam
Que das névoas nascem...

Voei com os ventos,
Entrei pelas brumas
Deixando, sem mágoa,
Precisos contornos,
Arestas cortantes
Das físicas coisas...

Nas brumas, nas névoas
Que os encantos fazem
Pelos longes sem fim,
Encontrei meu sonho
Brilhando e vivendo,
Dizendo meu nome,
Chamando por mim...

Os ventos sabiam
Onde o encontrar
E, sem eu pedir,
Para lá me levaram
Por névoas e brumas,
Como por encanto
Como por amar...

Fiquei com meu sonho
Lá longe, nos longes
Que não têm fim...
Os ventos nos guardam
Nos trazem encantos...
Porque amam meu sonho,
São parte de mim...

Maria Ana Tavares.

Os Ventos.

Parti com os ventos
Pelas rotas do mundo,
Em busca de encantos
Dos longes sem fim...
Que das brumas chamam
Que das névoas nascem...

Voei com os ventos,
Entrei pelas brumas
Deixando, sem mágoa,
Precisos contornos,
Arestas cortantes
Das físicas coisas...

Nas brumas, nas névoas
Que os encantos fazem
Pelos longes sem fim,
Encontrei meu sonho
Brilhando e vivendo,
Dizendo meu nome,
Chamando por mim...

Os ventos sabiam
Onde o encontrar
E, sem eu pedir,
Para lá me levaram
Por névoas e brumas,
Como por encanto
Como por amar...

Fiquei com meu sonho
Lá longe, nos longes
Que não têm fim...
Os ventos nos guardam
Nos trazem encantos...
Porque amam meu sonho,
São parte de mim...

Maria Ana Tavares.