domingo, 14 de maio de 2017
Psicologia dos Chakras.
Cada um de nossos sete chakras está ligado a uma parte de nossa psicologia e, assim, podemos associar diferentes sentimentos, emoções, desejos ou medos aos respectivos chakras. Conforme cada chakra está vitalizado ou sem energia e conforme o grau de consciência com que lidamos com ele, irá alimentar um comportamento diferente em nós.
Escolherei aqui um tema ligado a cada um dos sete chakras para usar como exemplo.
Os Chakras são centros energéticos distribuídos pela coluna vertebral, desde o períneo até o alto da cabeça. Eles têm como funções principais receber e irradiar energia vital.
Sua forma se assemelha a uma antena parabólica ou a um auto-falante, o primeiro um objeto que capta e o segundo um que irradia. Eles funcionam, em parte, como radares que percebem o mundo em volta e sofrem o impacto emocional e energético de acontecimentos e pessoas à sua volta e, ao mesmo tempo, funcionam como verdadeiras usinas que irradiam energia, emoções e pensamentos. Eles buscam interagir da maneira mais positiva ao seu alcance para conseguir um equilíbrio em meio às diversas situações de pressão do dia-a-dia.
Além de interagir com o meio-ambiente, os chakras têm um papel importante na regulação interna do organismo, atuando sobre nossa vitalidade, emoções e pensamentos. Eles fazem a ponte entre o nosso corpo físico e o mundo subjetivo; atuando sobre as glândulas de secreção interna, eles integram as emoções ao corpo. Conforme o nosso estado emocional, eles enviam mensagens às glândulas para que secretem ou não seus diferentes hormônios. Por exemplo, se estamos ansiosos, ativamos de maneira excessiva o terceiro chakra e esse provocará uma ativação maior do pâncreas, influindo na nossa absorção de glicose, além de influenciar também o funcionamento dos rins. Além disso vai estimular nossas supra-renais a dispararem jatos de adrenalina e cortisol, dois hormônios estimulantes, o segundo, conhecido como hormônio do estresse. Já se formos extremamente vaidosos e preocupados com a nossa imagem, vamos coibir o funcionamento do quinto chakra, alterando a liberação de hormônios da tireóide e gerando uma disfunção em todo o metabolismo.
Enfim, os chakras são fundamentais na regulação de nosso organismo, proporcionando equilíbrio e harmonia entre o físico, o emocional e o mental. Um chakra vitalizado e harmonizado nos deixa aptos a lidar com um meio ambiente desorganizado sem comprometer nosso próprio equilíbrio e organização internas, apesar das pressões externas.
Há várias maneiras de se trabalhar os chakras. Pode-se, por exemplo, trabalhá-los a partir das glândulas, ou de determinadas posturas, ou a partir das emoções, e levá-los a uma mudança de comportamento. Eu, particularmente, gosto de trabalhá-los com os ritmos respiratórios e meditações específicas para cada um. As técnicas de “respirações dos chakras” têm uma eficácia muito grande em limpá-los e vitalizá-los; elas têm o dom de tornar difícil à pessoa que as pratica, que engane a si própria durante os exercícios e não desenvolva o chakra. Já as meditações têm duas virtudes. A primeira é o equilíbrio impecável que produzem entre a saúde emocional e o funcionamento dos chakras; a segunda é que elas internalizam e sutilizam os sentidos, ampliando a sensibilidade e nos levando à consciência direta dos chakras. Com isso, passamos a participar ativamente de nossos processos internos, podendo dissolver com certa facilidade os medos e receios ligados a cada chakra e clarear o caminho para desenvolver as capacidades e talentos ligados a cada um deles.
As respirações e meditações têm ainda o mérito de serem democráticas. Pela minha experiência, elas acabam funcionando em pessoas dos mais diferentes tipos de temperamento e formação cultural.
As meditações e respirações de primeiro chakra, por exemplo, proporcionam à pessoa uma grande auto-confiança, ânimo e disposição física. Elas dissolvem ou amenizam os medos de realizar, de exteriorizar, de se posicionar, e o medo de sobrevivência. Elas regularizam o funcionamento das glândulas seminais, funcionando como um estimulante natural e aumentando a saúde sexual.
As meditações e respirações de segundo chakra dão à pessoa um grande centramento e capacidade de discernimento. Mestres indianos dizem que neste chakra mora o nosso “Buda Interno”. Elas nos dão a base para uma visão própria e diferenciada da vida e atenuam os medos da solidão, da vulnerabilidade e da morte. Elas regularizam o funcionamento das glândulas supra-renais regularizando a produção de adrenalina, o que é fundamental para que mantenhamos o estado de vigília. Elas aumentam ainda a nossa capacidade de sentir prazer.
As meditações e respirações do terceiro chakra nos proporcionam capacidade de decisão; e nos levam à possibilidade de enxergar a verdade com nossos próprios olhos. Ao chegar no terceiro chakra, não queremos mais viver conforme nos ensinaram, mas, viver a cena em loco e aprender com a experiência. Essas práticas aumentam nossa força de vontade e capacidade de luta para afirmação de nossos ideais. Elas dissolvem o nosso medo da submissão e do fracasso, nos ajudando a interagir de maneira harmoniosa com o meioem redor. Elasregularizam o funcionamento do pâncreas, otimizando a absorção e o aproveitamento da glicose.
As meditações e respirações do quarto chakra nos proporcionam um aumento da auto-estima e uma maior capacidade para o amor, a amizade e os relacionamentos humanos em geral. Elas dissolvem medos diversos, como o de rejeição, o de ser ferido, o de respirar e o de sofrer constrangimentos. Elas regularizam o funcionamento do timo, melhorando o sistema imunológico e criando condições propícias ao nosso crescimento espiritual.
As meditações e respirações do quinto chakra proporcionam um aumento da nossa criatividade e capacidade de expressão. Elas dissolvem o medo da tristeza, o medo de desestruturar-se ao contato com a própria criatividade e com o desconhecido, e o medo da perda de controle. Elas atuam sobre a tireóide e paratireóides regularizando todo o metabolismo interno e atuando sobre o equilíbrio térmico do corpo.
As meditações e respirações do sexto chakra ampliam a nossa intuição e clareza interna. Elas nos possibilitam enxergar cada vez mais nossos processos internos, desmontando nossas defesas antigas e desnecessárias e deixando-nos atualizados emocional e psicologicamente. Essas práticas aumentam nossa capacidade de articulação mental e dissolvem o medo de entrega e de relaxar, além do medo de conhecer. Elas atuam sobre a hipófise e o hipotálamo, que formam o centro regulador de todas as outras glândulas.
As meditações de sétimo chakra nos levam a conhecer a paz, o silêncio interno mais profundo e os “estados nirvânicos”. Elas dissolvem o medo do vazio e da perda de identidade que parece acontecer quando mergulhamos em dimensões mais amplas da consciência. Elas dissolvem o medo da liberdade. Essas meditações atuam sobre a glândula pineal, ajudando a regular nosso sono e todos os ritmos internos naturais. Ajudam-nos a chegar a estados de descanso profundo e relaxamento integral.
Como a cultura indiana valoriza mais a prática que a teoria, as meditações e respirações dos chakras têm o propósito de tornar experimental o que é dito sobre os chakras. E isso, se consegue saboreando-as. Experimente as meditações pessoalmente em você mesmo.Pedro Tornaghi.
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O Jardim Interno Intocado.
A palavra Anahata, que nomeia o Chakra do Coração em sânscrito, significa invicto, inviolado. Se carregamos mágoas no peito, elas se hospedam no espaço externo desse Chakra, encobrindo-o e impedindo nosso contato com ele, mas não penetram no íntimo dele. No momento em que entramos em contato com o chakra, percebemos que a essência de nosso sentimento nunca foi violada por nada que possa ter contrariado nossas vontades e convicções.
O centro do Anahata Chakra é um espaço onde a pureza e a inocência estão intocadas e preservadas. Esse espaço secreto é o Shangri-lá que todos temos no peito, nosso jardim secreto, com flores de uma fragrância especial e divina, de um aroma íntimo, que revela os segredos da inspiração e da felicidade. Ao tocá-lo, evaporam-se quaisquer sentimentos de rancor, vingança ou mesquinhez. O Chakra do Coração traz consigo a possibilidade de entrarmos em contato com um espaço interno que permanece puro e intocado por todas as incompreensões e violentações de nossa biografia. Nesse lugar, nos percebemos plenos, sadios e capazes de lidar com cada situação nova à nossa frente, de maneira harmônica. Muitos dizem que esse chakra possui uma infinita capacidade de regeneração emocional, mas, na verdade, ele permite o contato com algo que nunca chegou a ser maculado e não precisa ser regenerado – a capacidade de amar, que se mostra inteiramente viva dentro de nós. No caminho até o centro do chakra podemos encontrar barreiras, nuances, sinuosidades e até caminhos tortuosos. Se anteriormente fomos estimulados a abafar a manifestação do chakra, as dificuldades se apresentam, mas o caminho até ele existe. E, se fomos nós quem o tampamos por inconsciência, podemos desimpedí-lo com a meditação. De qualquer modo, o centro do chakra permanece intacto e fresco. O tesouro permanece aí, inviolado.
O Anahata Chakra promove regularidade à vida, sem que essa regularidade se confunda com monotonia. No centro dele é possível escutar o “anahata-nada”. Nada, na Índia ancestral, significa som. O Anahata-nada é um som contínuo, não corrompido, sem início e sem fim, que podemos escutar desde o princípio até o final dos tempos – se é que existe um final dos tempos. É um som infinito e ao escutá-lo, temos – só por esse ato – uma conexão direta com o infinito, uma afinidade de nossa alma individual com a alma universal e ilimitada.
A palavra Anahata também pode ser traduzida por “não tocado”. Este chakra – do coração e do afeto – nos leva a uma sensação de virgindade em relação ao mundo, nos sentimos virgens em cada novo instante que vivemos, limpos e livres para viver o momento de uma maneira totalmente fresca e nova. Quando se chama o conteúdo desse chakra de “não tocado”, evidencia-se que o amor experimentado anteriormente é diferente do amor que brota agora. E será sempre diferente, a cada vez. É como ilustra a parábola de Heráclito: “não se pode pisar duas vezes no mesmo rio”; você pode dar o mesmo nome ao rio que está à sua frente e ao que estava ontem, mas a água que está passando nele é outra. Ele é outro. O amor é sempre inédito, é sempre verde, é sempre algo surgindo do nada dentro de nós. É uma força brotando do zero.
Brahman
A expressão “não tocado” remete ao imanifestado: Brahman. Brahman é o nome que se dá na Índia à essência divina que não tem forma. Esse chakra permite uma intimidade tal com Brahman – o impalpável – que parece que ele foi apalpado. Ele permite sentir a fragrância do não manifestado, ouvir o som do silêncio maior. Por um lado, percebemos que a sua essência é tão sutil que não pode ser tangida, mas, por outro lado, tão próxima que parece tateável. Aqui podemos vivenciar o que não pode ser tangido pelos dedos, o que as mãos emitem, mas não podem segurar: o amor.
O amor, essa substância formadora da própria existência. São Francisco de Assis dizia: “Amor clamam todas as pedras”. O amor quando o experimentamos, percebemos que tudo em volta grita por ele, tudo em volta o almeja, o quer, o deseja ardentemente, anseia por ele, tudo em volta se alimenta dele e se desenvolve a partir dele, da energia dele. A expressão “não tocado” faz referência ao som que se ouve quando se penetra fundo no Anahata Chakra, o som de Brahman, a perfeita melodia do silêncio. É um som não expresso, não é proferido por nós – ele é apenas escutado, apenas percebido. Quando o contatamos o espaço onde ele ecoa, não podemos mais interferir, só podemos usufruir, curtir.
O coração físico cuida do ritmo da circulação. O Chakra do Coração, quando funcionando na plenitude, ordena as funções do coração e organiza os diversos ritmos do corpo. Ele sintoniza o pulsar do coração físico com o emocional, o vital, o mental e o espiritual, proporcionando a harmonização entre os ritmos dos seus diferentes corpos.
Nesse estado de integração, ele nos evidencia Brahman – o criador – dentro de nós e dos outros. Ele evidencia a presença do “Não manifestado” dentro de cada objeto existente, seja ele vivo ou inanimado. Ele nos leva a descobrir o amor de Brahman e a perceber o que há de mais digno dentro do que antes podia parecer indigno. O Anahata Chakra muda a concepção de julgamentos que possamos ter dos que estão em volta de nós. Ao meditarmos no “Quarto Chakra” e nos afinarmos com Brahman, um sentimento profundo de afeto nos invade e contatamos com o lugar de onde toda a criação vem. Sentimos uma entusiasmada afeição por tudo que é criado ou incriado e percebemos que a própria essência da criação é o amor. Com isso, nossas palavras se tornam mais inspiradas e com uma música própria. Elas fluem de maneira original e tocam o coração do outro, tornando-o receptivo. Quando as palavras vêm da mente, parecem arrumadas de uma forma lógica, quando fluem do coração, têm uma delicadeza genuína e exalam frescor e poesia.
Meditar no Anahata Chakra restaura a inocência e o sentimento de pureza, levando-nos a enxergar cada coisa que vivemos como algo especial e de maneira totalmente original e fresca. Aumentamos a nossa capacidade de compreensão, e nos sentimos invadidos por um sentimento de generosidade e alegria. Encontramos uma incrível capacidade de aceitação e de compaixão e nos vemos vivendo numa atmosfera de receptividade e aceitação. A abertura emocional que acontece em nós, aliada à sintonia e sensação de eixo, nos levam a uma bondade espontânea e a uma constante sensação de auto-estima e felicidade.
Por tudo isso, o Anahata Chakra equilibra as diversas intenções e tendências dentro de nós e tem a chave de todos os equilíbrios. Ele é o chakra que, com suas meditações, mais facilmente aproxima o mestre do discípulo. E o ser comum do mestre interior.Pedro Tornaghi.
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Amor e Consciência.
Todas as linhas de aprimoramento espiritual convergem, ao menos teoricamente, para um ponto: a busca de consciência. Se derramarmos amor sobre essa busca, teremos mais fôlego para concretizar o longo caminho, durante o qual tantas dispersões e sabotagens acontecem, desviando muitos que sinceramente desejam a realização pessoal. A importância do amor é nuclear para evoluirmos em qualquer direção que signifique crescimento.
No entanto, o que fazer se não fomos educados para amar como poderíamos – e até deveríamos? Como desfazer os tirânicos nós de hábitos repetitivos e medos compulsivos que nos inibem e paralisam? Como descongelar corações empedernidos por maus tratos e falta de uso? Como inverter o rumo de desacertos e descaminhos continuados? Será que ainda podemos almejar o luxo do amor pleno?
A resposta é: sim. Podemos. Enquanto estivermos vivos, carregaremos essa capacidade conosco. Enquanto respirarmos e o coração bater, ele será capaz de ressoar o ritmo do amor. E, quando você começar a ressoar amor, se surpreenderá de ver como o amor ressoará em torno de você, como uma onda. Quando a melodia do amor sair de você, todas as suas funções vitais serão afetadas por ondas harmonizadoras, e o universo se predisporá a acatá-lo, a cura já terá começado.
A mudança, porém, não é instantânea, desfazer um hábito restritivo requer alguma paciência, uma teimosa persistência e a espera do tempo necessário para que as sementes que você começa a plantar, aprofundem raízes, busquem seu lugar ao sol para, enfim, florescer. A natureza não dá saltos e, nossa trilha em direção ao amor, começa pelo amor à nossa própria natureza, à nossa condição humana e animal. Sem respeitarmos nossa natureza, como conhecer o amor?
Então, surge a pergunta inevitável: enquanto ainda preso ao longo inverno da alma que o exílio de um ambiente amoroso lhe impingiu, enquanto essa primavera não vem, como lidar com as velhas mágoas, ressentimentos, sentimentos de rejeição, traumas e sentimentos “contra-mão” em geral? No primeiro momento alguma terapia é útil – ou necessária – para predispor o coração à sua função original de tornar a vida feliz e realizada. E, podemos começar por mudar nossos padrões de respiração.
Toda emoção se reflete diretamente na respiração. Da mesma maneira, toda mudança na respiração modifica imediatamente o estado emocional. Mais que isso. Algumas técnicas de respiração são capazes de limpar resíduos de experiências emocionais mal vividas, mal resolvidas e mal elaboradas, nos deixando disponíveis e animados para um novo momento emocional. A respiração, por seu peculiar poder de conexão, tem o potencial de nos afinar conosco mesmos e abrir o caminho para o aumento de nossa vitalidade e auto-estima.
Mas nem todo o trabalho precisa – ou pode – ser feito pela respiração, para complementar a “terapia de restauração” da saúde emocional, podemos contar também com meditações que envolvem o chakra do coração. Aliadas às respirações, elas nos levam a transcender, de forma definitiva, obstáculos emocionais internos e criam um ambiente propício para o florescer da auto-estima, da confiança e de uma atitude amorosa frente à vida.
Muitos de nós passamos a vida pensando que a felicidade emocional virá quando acharmos uma certa pessoa, aquela que “nos foi prometida desde o início dos tempos”, que nos amará, nos fará felizes, nos curará e protegerá de todos os males passados, presentes e futuros. É desnecessário e inútil colocar a responsabilidade de nossa saúde emocional em um futuro providencial. Podemos mudar nossa condição, nós mesmos. E podemos começar já.
Se mudarmos o estado de nosso chakra do coração, descobriremos a principal lei da felicidade amorosa: que “um coração amoroso sempre encontra outro coração amoroso”. E, felizes, descobriremos que cabe a nós a escolha, esperar que a felicidade venha de fora ou investir na direção dela. Se escolhermos o primeiro caminho, é melhor separar de antemão alguma energia para reclamar da vida por não providenciar o que desejamos. Se escolhermos o segundo, vale separar algum tempo para aproveitar a colheita do que semeamos.
Para os que escolhem a segunda opção, é possível lançar mão das técnicas de meditação e respiração sufis, restauradoras da saúde emocional pela via da realização espiritual. É possível lançar mão delas, a qualquer momento em que a decisão aconteça, uma vez que são acessíveis a quem ainda engatinha no caminho da espiritualidade. De maneira geral, são técnicas estimulantes, que transformam em uma inocente brincadeira o ritual de limpar, desintoxicar e harmonizar o chakra do coração, tornando-nos, desde o primeiro momento e progressivamente, cada vez mais, alegres, amorosos e conscientes.
A maneira despojada com que elas nos ajudam a operar uma revolução interna, transformando a insegurança em confiança, o medo em amor, a escuridão em luz, tornam o caminho de auto-descoberta mais prazeroso que custoso. Gerando auto-estima e amor próprio, elas nos provêm do estímulo e ânimo necessário para que persistamos no trabalho de auto-consciência ao mesmo tempo em que a relação com o mundo em volta revela possibilidades mais agradáveis. As meditações sufis contemporâneas nos humanizam, no melhor sentido da palavra, propiciando condições para que mudemos partes de nossa personalidade que são inadequadas ao desenvolvimento pessoal e descubramos aos poucos, uma crescente sensação de conforto interno. Uma vez tendo as técnicas à mão, só depende de quem as pratica escolher o tom de humor e lucidez com que lidar com essa experiência – fabulosa ou terrível, apreciada ou temida – que chamamos de vida. Experimente, dê uma chance a elas. Ou a você.Pedro Tornaghi.
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Lar é onde o coração está.
O chakra do coração é o cerne da receptividade e da aceitação. Um dos benefícios de mergulhar nas meditações que envolvem esse chakra é a possibilidade ou mesmo a facilidade de tornar-se uma pessoa cada vez mais receptiva. A palavra receptividade vem de recipiere – receber, acolher. Com esse chakra desenvolvido, revela-se uma capacidade natural de acolher toda sorte de contrariedades e você se sente emocionalmente acolhido pelo mundo. Quando harmonizado ele lhe dá a sensação de pertencer ao lugar onde você está pisando, ser amparado por uma “atmosfera espiritual” e “sustentado” pela força que organiza o Universo. O chakra do coração saudável leva você a acolher o outro e esse é um dos segredos da felicidade por ele gerada. Ele produz um vívido senso de companheirismo e sentimento de cumplicidade pelo próximo.
O seu quarto chakra é hospitaleiro também com você mesmo, nele você encontra o seu “lar”. Osho diz em seus discursos: “lar é onde o coração está”. Você se sente em casa quando o coração está presente. Na verdade, você se sente em casa “dentro” do seu coração, quando aprende a habitar o chakra cardíaco; quando passa a aceitar a infinita hospitalidade que ele tem em relação a você, a infinita hospitalidade que você carrega no centro do peito. Quando aprende a abrir mão da mente para confiar na hospitalidade do coração. Para conhecer a meditação precisamos, mesmo que por momentos, abrir mão de nossas mentes, mas não o fazemos por medo da morte, pressupondo que ficar sem pensar é perder o controle e que isso significaria a morte. E este medo da morte está ligado ao medo de ficar sozinho. Porém, você nunca irá se sentir sozinho se conhecer com intimidade seu chakra do coração. Em lugar de se sentir sozinho, irá sentir-se consigo mesmo, e integrado a todo o universo. Se você se sente sozinho, na verdade, é por estar afastado do seu quarto chakra.
O chakra do coração é um “telefone desocupado”. A mente é um telefone sempre ocupado. Há uma história tradicional sufi que fala do discípulo que foi reclamar com o mestre: “Mestre, eu tenho tentado de tantas maneiras, mas não consigo falar com Deus, como fazer?”, é quando o Mestre vira-se e sentencia: “em vez de me pedir o telefone de Deus, seria melhor você desocupar o seu telefone, pois Ele tenta ligar para você insistentemente, mas encontra sempre sua linha ocupada”. A mente é um telefone sempre ocupado. O coração é como um poderoso PABX para onde podem ligar 300 pessoas, sempre haverá uma linha disponível para acolher a quem chega.
A aceitação do chakra do coração não deve ser confundida com passividade. Ela é pura afabilidade, é uma capacidade de atender ao que vem do lado de fora, enquanto a passividade é resistir ao que vem de fora. A passividade é a habilidade de evitar estímulos enquanto a aceitação do quarto chakra é uma resposta plena e completa do estímulo que chega a você.
O acolhimento do quarto chakra começa por agasalhar a própria pessoa, o dono do chakra. Começa por abrigá-lo e ampará-lo. O primeiro a poder se refugiar em seu quarto chakra é você mesmo; ele lhe dá a capacidade de acolher ao outro sem que você perca o seu centro. Basta que você se lembre de que também pode se acolher nele.
Quando você entra em meditação está entrando no caminho do desconhecido; se você está buscando a meditação, está buscando algo que desconhece e não uma confirmação daquilo que conhece e, para que você possa entrar plenamente em uma área desconhecida, é melhor ter a aceitação e a confiança que esse chakra proporciona. A espiritualidade é algo que não se pode enxergar com os olhos costumeiros. É necessário estar receptivo para poder entrar em contato direto com ela; na verdade, é ela quem se contata com o seu ser, da forma e na medida em que é possível, na medida em que você permite. Esse é o sentido da aceitação e da receptividade para a experiência espiritual. A busca da espiritualidade consciente talvez dependa muito mais de uma atitude receptiva do que ativa. Meditação é, no fundo, a arte de saber aceitar integralmente. A realização espiritual já está aqui o tempo todo, não precisa ser buscada, mas “recebida”.
Meditação é entrar em contato com uma “contra-parte” sua. Essa “contra-parte” está sempre observando e testemunhando o que se passa, o que acontece com a sua “parte consciente”. Na meditação você tem a atitude de testemunhar a si mesmo, para entrar em sintonia com esta “contra-parte”. Para a meditação acontecer, é necessário ir aos poucos se tornando receptivo, e desta maneira estabelecer o contato com essa consciência que já existe em você.
E para você chegar aí e poder contar com a receptividade necessária, o caminho mais simples e curto é abrir, limpar e vitalizar o chakra do coração. A receptividade deste chakra é a mais democrática; ela está ao alcance de qualquer ser humano, por mais simples ou complexo que seja. Incluindo, é claro, eu e você. A abertura do chakra do coração é o primeiro e principal segredo para o sucesso da meditação sufi.
Pedro Tornaghi
sábado, 21 de janeiro de 2017
Moisés.
Na história da Humanidade, Moisés apresenta um dos mais notáveis e sugestivos exemplos do poder da fé indomável, coragem e força de vontade. Ele foi, incontestavelmente, um eleito de Deus, destinado a cumprir uma nobre missão no período mais grave da transição para um novo ciclo.
As condições especiais que lhe rodearam a existência, após o seu nascimento, são prova daquela afirmativa.
Devido a preconceitos raciais, os hebreus sofriam vexames sem conta, que iam desde a escravidão à morte dos seus próprios filhos, logo que as suas mães os davam à luz. Era este o fim reservado a Moisés, se sua mãe, Jacobed, não recebesse do Céu a inspiração destinada a salvá-lo.
Sabendo que a princesa Themutis passava por determinado local junto ao rio Nilo, ela arranjou, por suas próprias mãos, no meio do maior segredo, uma cesta do feitio de um berço, que revestiu com pez e betume, de forma a poder manter-se sobre as águas.
Neste cesto meteu ela o menino, incumbindo sua filha Maria, nascida antes do abominável édito, e vigiar atentamente o irmão.
Não tardou que a princesa chegasse. Ouvindo o choro da criança, por ela se interessou, entregando-a a uma ama, que veio a ser a própria Jacobed.
Hosarsiph foi o primeiro nome dado ao pequeno, depois transformado em Moisés, que significa “salvo das águas”. Foi com este nome que ele se perpetuou de século em século, constituindo um símbolo.
Terminada a sua passagem pela Terra, ele aqui voltou – segundo nos instrui Max Heindel – incarnado na pessoa do profeta Elias, e depois na do apostolo S. João Baptista.
Tomando a seu cargo a defesa dos pobres e dos oprimidos, Moisés conduziu o seu povo com grande tacto administrativo e a mais sábia justiça, quer como general, quer como condutor das multidões, aliando a estas qualidades a de legislador e a de profeta.
A ele se deve o maior e mais elevado código moral conhecido até hoje. As suas Tábuas são outras tantas sentenças recebidas por ele de Deus. Para as obter, Moisés recolhia-se no Tabernáculo, e aí, sozinho, em adoração sincera e fervorosa ao Senhor, obtinha as inspirações necessárias para prosseguir na sua obra. Nada fazia de grande sem ouvir Aquele que o mandara à Terra.
– Esperai que eu consulte o Senhor – respondia ele a quem lhe exigia resposta a um assunto grave. Não podia proceder de outra maneira quem, como Moisés, era um iniciado e Sacerdote de Osíris, conhecedor, portanto, dos mais elevados mistérios, com um fim determinado a realizar, sob a vigilância divina.
O código proclamado por Moisés, permanece e permanecerá como Lei universal, e só por si constitui o resgate do Homem, quando ele souber ouvir, compreender e praticar esses maravilhosos ensinamentos.
Subindo o Monte Sinai, aí passava dias e noites no doce convívio com Aquele de quem tudo depende e de quem há sempre a esperar as mais preciosas dádivas espirituais, e quando regressava, trazia consigo, inscritos nas Tábuas, os preceitos pelos quais o seu povo se regularia. Abarcavam esses mandamentos os mais diversos aspectos morais e sociais. Compêndio da mais elevado filosofia, esse suplanta tudo quanto os homens possam inventar, porque estão impregnados da Sabedoria Suprema:
“Honra teu pai e tua mãe para teres uma dilatada vida sobre a Terra, que o Senhor Deus te há-de dar”.
“Não matarás; não adulterarás; não dirás falso testemunho contra o teu próximo”.
Por si só, estes conselhos, dados pelo Senhor a Moisés, seu filho dilecto, resumem uma enciclopédia moral. Mas eles valorizam-se ainda, com estes outros:
“Não cobices a casa do teu próximo, nem desejes a sua mulher, nem o seu servo, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem outra coisa que lhe pertença”
“Não faças mal algum à viúva ou ao órfão”.
“Não te desvies da justiça para condenar o pobre”.
“Não oprimas o pobre com usura”.
“Ama os inimigos como se fosses tu próprio”.
Os animais não são esquecidos.
“Se vires o jumento do teu inimigo caído por terra, debaixo da carga, não passes adiante sem o ajudar a levantar-se”.
“Se quando fores pelo caminho, encontrares uma árvore, ou por terra, o ninho duma ave, e a fêmea sobre os ovos, não os apanhes, e deixa-os em paz, a fim de que sejas bem sucedido e vivas muito tempo”.
É que ninguém pode jamais ser feliz, fazendo mal seja a quem for, ainda que se trate de uma avezinha.
Moisés foi, como se vê, um guia e um mestre da Humanidade, numa época em que a sua acção era bastante necessária.
Deus mando-o à Terra com esse encargo e nele o acompanhou com o amor que sempre dispensa aos seus filhos.
Afirmando a sua crença absoluta num Deus único, criador e Senhor de todas as coisas, o profeta foi, talvez, o primeiro monoteísta.
Ao exalar o último suspiro, rodeado de muitos dos que o seguiam e o tinham como mestre, ele proclamou a mais surpreendente das revelações:
– Voltai para Israel, quando os tempos forem chegados, o Eterno vos suscitará, de entre os vossos irmãos, um profeta como eu, e porá o Verbo na sua boca, e esse profeta vos dirá tudo o que o Eterno lhe tiver mandado. E acontecerá que aquele que não escutar as suas palavras, o eterno lhe pedirá contas.
Cumpriu-se, como não podia deixar de ser, a profecia do grande iniciado, de quem a Bíblia diz “ter sido o mais manso de todos os homens que havia na Terra”.
Jesus, o Cristo, surgiu na época própria, com a sua mensagem de paz e amor, dando aos homens a esperança dos seus pecados, e a certeza do regresso ao seio do Pai.Revista rosacrus n/404 junho 2012.
A Simplicidade da Fênix.
Um dos 12 trabalhos de Hércules foi limpar os dejetos fecais de centenas de cavalos no estábulo de um rei. Muitos se perguntam se isso é uma façanha digna de estar elencada entre os 12 feitos do mais emblemático dentre os heróis. Talvez seja difícil entender o que há de tão heroico na missão. Hércules não sujou suas mãos. Foi muito prático, desviou o curso de dois enormes rios de maneira que eles lavassem, de uma só tacada, todo o perímetro afetado pela manada real. Mostrou possuir a criatividade, agudeza e objetividade de uma fênix.
Às vezes precisamos evocar a eficiência e frieza de uma fênix para dar passos necessários ou para nos desembaraçarmos de percalços em nossas vidas. Entender esse animal, sua natureza e estratégias pode ser fundamental em momentos de dificuldades ou de impasses.
A fênix é um pássaro quase onipresente em mitologias, ela está presente nas tradições chinesa, indiana, persa, egípcia e grega, entre outras. Ninguém sabe afirmar onde ela surgiu primeiro, por muito tempo se acreditou que ela vinha do “benu”, pássaro que habitava o antigo Egito. Em tempos recentes passou-se a crer que a alegoria nasceu no oriente, provavelmente na Índia.
Seu mito fala de um pássaro nascido no coração do Deus-Sol que, quando sente a morte se aproximar, constrói ele mesmo uma pira de ramos de plantas sagradas e aromáticas, em cujas chamas morre queimado. De suas cinzas, mais tarde, brota uma nova fênix, que junta os restos da sua antecessora dentro de um ovo de mirra e voa com ele à cidade do Sol, onde o coloca em um altar.
Trata-se de uma história de renascimento e perpetuação que sempre teve o poder de fascinar por falar de alguns elementos essenciais ao ser humano. Mas por outro lado, diferentemente da façanha pedida a Hércules, de limpar um estábulo, a capacidade da fênix de renascer das próprias cinzas parece sobre-humana e inalcançável por um mortal comum. Talvez porque levemos o mito ao pé da letra e percamos de vista possíveis significados apontados por ele.
A engenharia e a força desse mito começam pela fênix morrer de auto-combustão. Seus recados mais essenciais já estão presentes aí. Como uma fênix, é preciso sabermos o momento de morrer para aquilo que vínhamos fazendo e sendo e com isso saber quebrar o ciclo de hábitos repetitivos, já destituídos de importância ou de possibilidades de crescimento, para mais adiante recuperar o contato com a essência milagrosa da vida.
Mas morrer é uma palavra forte. Fica menos dramático se lembramos que a fênix na China é comparada ao sol, que aparentemente morre todo final de dia para renascer pela manhã. Sim, na verdade ele não morre, apenas se esconde no horizonte ao fim da tarde, para reaparecer no lado oposto pela manhã. Ou podemos olhar para uma árvore que aparentemente morre no inverno porque sua seiva se retira toda para as raízes, de maneira a economizar forças no inverno e ter a necessária energia para, na próxima primavera, ressurgir com disposição e criar novos caminhos no tronco em direção ao Sol.
Sim, o aparente renascimento dramático das cinzas pode ser apenas o retomar de um vigor guardado nas profundezas de si. Dessa forma, a missão de nossa fênix pode ser a de mergulhar em nossas próprias raízes e contatar a verdade interior esquecida pela excitação do verão, para que ela volte com força à superfície, recuperando para nossos dias, o sentido evolutivo guardado a sete chaves e esquecido em algum lugar do passado.
A fênix se torna brasa, depois cinza, depois adubo que fertilizará o – solo para o – novo nascimento. Uma grande fênix – que não podia mais crescer – se vai, uma pequena surge, com todas as possibilidades de crescimento em si.Pedro Tornaghi.
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Respiração: Porta para uma Nova Dimensão.
Respiramos continuamente desde o momento do nascimento até o momento da morte. Tudo muda entre esses dois pontos. Tudo muda, nada permanece o mesmo;
Somente a respiração é algo constante entre o nascimento e a morte.
A criança se tornará um jovem; o jovem envelhecerá. Ele ficará doente, seu corpo se tornará feio, doentio; tudo mudará. Ele será feliz, infeliz, em sofrimento; tudo continuará mudando. Mas o que quer que aconteça entre esses dois pontos, a pessoa terá que respirar. Seja feliz ou infeliz, jovem ou idoso, bem sucedido ou não – o que quer que você seja, isso é irrelevante – uma coisa é certa: entre esses dois pontos, do nascimento e da morte, você precisa respirar.
Respirar será um fluxo continuo; nenhum intervalo será possível. Se, mesmo por um instante, você esquecer de respirar, você não mais será. Eis porque não é exigido que você se lembre de respirar, porque então seria difícil. Alguém poderia esquecer por um momento, e então nada poderia ser feito. Assim, realmente, você não está respirando, porque você não é necessário. Você está bem adormecido, e a respiração continua; você está inconsciente, e a respiração continua; você está em coma profundo, e a respiração continua. Você não é solicitado; o respirar é algo que continua, apesar de você.
Esse é um dos fatores constantes na sua personalidade – essa é a primeira coisa. É algo que é muito essencial e básico para a vida – essa é a segunda coisa.
Você não pode viver sem a respiração. Portanto, respiração e vida se tornaram sinônimos. Respirar é o mecanismo da vida, e a vida está profundamente relacionada com o respirar. Eis porque na Índia chamamos isso de prana. Temos usado uma palavra para ambos: prana significa vitalidade, vivacidade. Sua vida é a sua respiração.
Terceiro, sua respiração é uma ponte entre você e seu corpo.
Constantemente, a respiração está interligando você com o seu corpo, lhe conectando, lhe relacionando com o seu corpo. A respiração não é somente uma ponte para o seu corpo, é também uma ponte entre você e o universo. O corpo é apenas o universo que veio até você, que está mais perto de você.
Seu corpo é parte do universo. Tudo no corpo é parte do universo – cada partícula, cada célula. É a abordagem mais próxima para o universo. A respiração é a ponte. Se a ponte for partida, você não estará mais no corpo. Se a ponte for partida, você não estará mais no universo. Você se moverá para alguma dimensão desconhecida; e não mais poderá ser encontrado no espaço/tempo.
A respiração, portanto, se torna muito importante… a coisa mais significativa. Se você puder fazer alguma coisa com a respiração, você irá repentinamente estar no presente. Se você puder fazer alguma coisa com a respiração, você irá alcançar a fonte da vida.
Se você puder fazer alguma coisa com a respiração, você pode transcender o tempo e o espaço. Se você puder fazer alguma coisa com a respiração, você estará no mundo e também além dele.
A respiração tem dois pontos. Um é onde ela toca o corpo e o universo, e o outro é onde ela toca você e aquilo que transcende o universo.
Conhecemos somente uma parte da respiração. Quando ela se move para o universo, para o corpo, nós a conhecemos. Mas ela está sempre se movendo do corpo para o “não-corpo”, do “não-corpo” para o corpo. Não conhecemos o outro ponto. Se você se tornar cônscio do outro ponto, do outro lado da ponte, do outro pólo da ponte, repentinamente você será transformado, transplantado para uma dimensão diferente.
O indivíduo não precisa praticar um estilo particular de respiração, um sistema particular de respiração ou um ritmo particular de respiração – não! A pessoa precisa tomar a respiração como ela é. A pessoa precisa apenas tornar-se cônscia de certos pontos da respiração.
Existem certos pontos, mas não estamos cônscios deles. Temos estado respirando e continuaremos a respirar – nascemos respirando e morreremos respirando – mas não estamos cônscios de certos pontos. E isso é estranho. O homem está buscando, investigando fundo no espaço. O homem está indo para a lua; o homem está tentando alcançar mais longe, da terra para o espaço, e o homem ainda não aprendeu a parte mais próxima de sua vida.
Existem certos pontos na respiração os quais você nunca observou, e esses pontos são as portas – as portas mais próximas a você, de onde você pode entrar para um mundo diferente, para um ser diferente, para uma consciência diferente.Osho.
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