contos sol e lua

contos sol e lua

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sê Forte!


Tu que aspiras à retidão e á justiça, sê forte.
Sê forte e poderás ser reto
e poderas ser justo!

Nas Palavras acima não ha o menor traço de burla
ou de ironia.São expressão exata da verdade.

porque não ha nada que ajude tanto ao perverso,
não ha nada que fomente tanto a injustiça
nem que estimule tanto a violência, como a
fraqueza.

O fraco carece de forças para
sublevar-se contra o
perverso, nem pode lutar contra a
opressão ou opor-se
à crueldade. Não pode ajudar ao justo,
nem defender ao honesto.

Mas - e isto é ainda pior - o fraco vê se obrigado,
frequentemente, a unir-se ao perverso para oprimir ao
justo, e a juntar-se ao mau na burla que
este prepara
ao inocente.

O fraco subsiste graças ao sangue
vertido de seus próximos.
O fraco é cúmplice do mau.

Não pretendas justificar tua debilidade
dizendo que temes
que o uso da força termine por te
submeter à violência.

Por que não temes que tua fraqueza
jogue os demais à violência?

NÃO! Não é que temes às possíveis
derivações do uso de tua força.
o que temes são as obrigações que a força te impõe.

A Primeira destas obrigações é de lutar
contra a violência,
de defender a justiça;

Tú, que aspiras à justiça e à retidão, Sê Forte!
Sê forte, e poderás ser reto! Poderás ser Justo!
David Shimonovich.

Mistérios Wiccano,e da bruxaria Moderna.


A cultura celta foi uma das mais importantes culturas que predominaram na Europa milhares de anos antes da ascensão e conquista de Roma. Os celtas surgiram na Europa Central em meados do II milênio a.C. e provavelmente se originaram dos povos indo-europeus do continente Asiático, na época do Bronze Tardio e espalharam-se por todo continente europeu a partir da Idade do Ferro.
Os primeiros relatos da existência dos Celtas na Inglaterra e Península Ibérica datam de 1000a. C. Começaram a ocupar as margens do rio Danúbio e Sul da Alemanha a partir de 600 a. C. O avanço das artes e da cultura céltica aconteceu na Suíça às margens do rio Neuchâtel e em La Téne. A partir daí entre os séculos III e V a. C espalharam-se por toda Europa chegando à Turquia e Ásia Menor. Pesquisadores afirmam que os Celtas permaneceram na Irlanda até a época de Cronwell, mais ou menos no século XVII.
Apesar de terem se espalhado por longas distâncias e países diferentes, a cultura celta jamais se fragmentou, pois haviam forças maiores que os unia: a língua, a arte e a religião.
A Religião dos celtas era o Druidismo, uma das religiões mais antigas do mundo. Na organização da sociedade celta, os Druidas exerciam um papel fundamental e de maior importância, já que eram os ministros da religiosidade, guardiões das tradições, cultura e da teologia. O Druidismo eram uma religião politeísta e seus ritos sempre eram realizados ao ar livre, pois os Deuses jamais poderiam ser reverenciados em templos feitos pelas mãos humanas e assim a natureza era reverenciada como a Única forma de atingir a essência das divindades.
A raiz filosófica-espiritual dos Celtas era baseada na reverência à duas Grande Divindades: a Grande Deusa Mãe e o Deus Cornífero, chamados de Ceridwen e Cernunos.
Essas duas Grande Divindades garantiam a prosperidade da descendência, da agricultura, do gado e o sucesso na guerra. O calendário céltico tinha uma estreita relação com a agricultura e os ciclos sazonais da natureza. O Druidismo ou a religião céltica pode ser exprimida como o culto à Grande Deusa Mãe, a própria natureza, em todas as suas manifestações.
Os Druidas ensinavam sobre a arte da agricultura, da cura com ervas, da caça entre outras coisas. Realizavam as festas ritualísticas em homenagem as Divindades, além de iniciarem as pessoas nos preceitos da arte da Magia.
A iniciação nos mistérios druídicos durava em média 20 anos e os ensinamentos eram transmitidos oralmente, pois temiam que a palavra escrita pudesse se tornar veículo de Magia incontrolável. Eram versados na adivinhação, onde utilizavam bastões oculares chamados de coelbren para predizer o futuro.
A classe sacerdotal era dividida entre homens e mulheres, mais a sociedade era extremamente matriarcal. Originariamente o sacerdócio era totalmente feminino. As Druidesas eram divididas em 3 classes: a primeira vivia enclausurada para alimentar o constante fogo da Deusa Brigit. As outras 2 classes se casavam e eram as principais participantes nos rituais sagrados.
A raiz filosófica-espiritual dos celtas era baseada na reverência à GRANDE DEUSA MÃE e ao DEUS CORNÍFERO. Os pagãos diziam que o Universo foi criado à partir do corpo e da mente da Grande Deusa. Ela é o princípio que simboliza a fecundação e a criação, Mãe de todos os Deuses. Seu filho e consorte, o Deus Cornífero, representa a fertilização.
No final da Idade de Bronze, que data de 5000 a.C. à 2000 a.C., encontramos muitos indícios de culto à Deusa Mãe. Pesquisas arqueológicas trouxeram à tona diversas obras de arte, da mais antigas, que são representações humanas do arquétipo da mãe. Estas descobertas se estendem por toda Europa, África, Escandinávia e diversas outras localidades.
Estatuetas femininas esculpidas em osso, marfim, barro, argila e pedra representando mulheres nuas com longos cabelos, grandes ventres e seios, sempre foram encontradas nas proximidades de lugares sagrados e em sepulturas, significando algo sagrado e de simbologia religiosa.
Foram encontrados também alguns objetos ritualísticos com desenhos da Deusa, que pela data constatada através de testes com carbono 14, datam de 500.000 a.C., o que seriam no paleolítico inferior.
A adoração a Cernunos, filho e consorte da Deusa, também era muito difundida na Europa. Foram encontradas diversas estátuas na Suécia e em Mohenio Daro, no vale Indo, com representações do Deus Cornífero com galhos de cervo e cercado por diversos animais.
Os homens primitivos, nossos ancestrais, sempre consideraram que o poder divino que presidia a criação era feminino e não masculino, como o cristianismo impôs ao mundo. Torna-se evidente que as crenças religiosas centrais da Europa envolvia a adoração da Grande Deusa Mãe (a Terra e a Lua) e ao Deus (o sol).
Com o advento do século XXI e consequentemente da Era de Aquário, todos estes velhos conceitos estão voltando à tona e ressurge em todo mundo com uma força brutal as crenças e todo o poder da Magia dos Antigos Celtas. A bruxaria é a antiga religião dos povos da Europa, que após quase 2000 anos de exclusão e desaparecimento ressurgiu nos idos de 1940 sob o nome de WICCA, como muitos usam hoje quando se referem às crenças e práticas de origem pagãs.
Talvez o mais antigo relato sobre a prática e a continuidade dos cultos da Bruxaria em nosso século, data de 1921 quando Margaret Murray publicou o livro The Witch Cult in Western Europe. Neste livro a famosa e respeitada Dra. Murray revelou que os cultos pagãos pré-cristãos ainda eram conhecidos e realizados em inúmeras partes da Europa. Nesta obra, mencionou que o culta a Cernunos e Ceridwen, os Deuses primordiais dos Celtas, tinha sido incorporado por inúmeros grupos Neo-pagãos atuantes da época.
Quando Robert Graves publicou em 1948 o livro The White Goddess, a Wicca começou a ser reavivada. Mas somente em 1951, quando a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi sancionada e Gerald Gardner publicou o famoso livros Witchcraft Today, que a Bruxaria explodiu e tornou-se uma religião oficial, constitucional e reconhecida por toda a Inglaterra e de lá imigrou para todo o mundo.
Desde 1979 o interesse pela Bruxaria cresceu incrivelmente, podemos notar isto através dos vários livros sobre o assunto que foram publicados desta época para cá nos EUA e na Europa.
A Bruxaria tornou-se muito conhecida e professada entre os europeus e norte americanos, porém, nos últimos dois anos houve um crescente interesse pela Bruxaria no Brasil.
A Magia Wicca surgiu no neolítico nas regiões européias entre os povos da Irlanda, Inglaterra, País de Gales, percorrendo os povos da Itália e da França. O povo Celta, ao invadir a Europa, trouxe suas crenças nativas, que se mesclaram ao conjunto de crendices da população local, dando assim início às práticas Wiccanianas. Apesar da Wicca ter criado raízes entre o povo Celta, é de suma import6ancia ressaltar que a Bruxaria é anterior à estes povos.
A palavra Wicca vem do saxão witch ou do inglês arcaico wicce que significa girar, moldar ou dobrar. Alguns estudiosos porém, afirmam que esta palavra vem da raiz germânica wit que quer dizer saber. Deduzimos daí que a palavra Wicca significa a A SABEDORIA DE GIRAR, DOBRAR E MOLDAR AS FORÇAS DA NATUREZA AO NOSSO FAVOR, um dos objetivos da Bruxaria.
Assim como na crença Celta, na Wicca existem duas forças primárias que são veneradas nos rituais, sortilégios e petições: A Grande Deusa Mãe e o seu filho e consorte o Deus Cornífero, um ser meio homem, meio animal, responsável pelos rebanhos e pelas florestas.
A Deusa é o princípio da feminilidade, da fecundidade e da criação. Seu símbolo é a Lua e na Bruxaria ela é a detentora de 3 personalidades e 3 faces que representam o presente, o passado e o futuro; as 3 fases da Lua que são veneradas: Crescente, Minguante e Cheia; os 3 ciclos da vida: Juventude, maturidade e velhice; as 3 cores sagradas da Bruxaria: branco, vermelho e preto. A Deusa é a Grande trindade feminina de Donzela, Mãe, Anciã, tão comum nas mitologias de várias culturas antigas.
A Wicca é uma filosofia mágica de vida baseada nos ciclos da natureza, incluindo várias formas de Magia Branca e rituais para harmonização pessoal, através das forças da natureza, envolvendo o poder das fases lunares e da 4 estações do ano. Como representação primordial do ressurgimento Pagão numa versão moderna, revive o culto à Grande Deusa e aos Deuses Antigos através de rituais, quase esquecidos, de nossos ancestrais.
A Bruxaria foi muito deturpada através dos tempos, principalmente pelo clero da igreja Católica que se sentiu ameaçada pelo seu poder, já que o Paganismo era a religião oficial da Europa, antes da chegada do catolicismo. Devido à forte influência da Bruxaria entre os europeus, a igreja promoveu a Caça às Bruxas, através da Santa Inquisição.
Em 330 d.C., o cristianismo foi estabelecido e imposto como religião oficial. A partir daí, muitos dos velhos rituais e Deuses que eram venerados foram abandonados. A aristocracia, sedenta em querer dominar a população e adquirir riquezas uniu sua força ao poder político da nova religião. Mas os camponeses, os verdadeiros pagãos se recusavam veementemente em aceitar a religião cristã e se o fizeram foi por extremada imposição. Mesmo assim, nunca abandonaram seus ritos, práticas mágicas e continuaram a cultura seus Deuses.
Na idade média, a bruxaria foi colocada em segundo plano e marginalizada pela igreja católica. O objetivo principal da Inquisição era acabar de vez com as crenças wiccanianas, que eram ameaçadoras à nova religião que se preocupava muito mais em enriquecer e acumular fortunas do que levar ao mundo o evangelho.
Em nenhum momento a bruxaria foi uma religião maligna ou que cultuava os poderes do mal, mas apenas uma forte crença arraigada no coração de todos os antigos europeus e que precisava ser eliminada à qualquer custo pelo cristianismo que crescia.
Os sacerdotes do início da era cristã adaptaram diversos rituais da Bruxaria, anulando desta forma o Culto Pagão pela absorção. Assim, mesmo que de forma disfarçada ocorreu um sincretismo religioso, e massacrando as Divindades e crenças antigas a religião católica ganhou forças e dominou o mundo.
A Wicca tenta trazer novamente ao conhecimento público os rituais antigos. Hoje nada pode ocorrer além disso, pois muitos dos segredos que a envolviam foram perdidos quando a Bruxaria era considerada crime. Hoje também não existe mais uma linhagem de Sacerdotes como antigamente, mais sim pessoas normais que praticam rituais antiquíssimos cuja origem se perde no tempo.
A Wicca é a prática mais antiga do mundo, a mesma que inspirou os homens a gravar caracteres rupestres nas cavernas. Por ser uma filosofia centrada na natureza e realidade de vida primitiva, muito do que se era praticado foi adaptado. Porém sua essência não foi perdida e suas práticas possuem tanta eficácia quanto às que eram praticadas no Neolítico.
A Wicca prega a liberdade de ação e expressão, ensinando o homem a compreender sua verdadeira relação com a Terra e com o que a envolve, pois segundo a crença pagão os Deuses se manifestam através de todas as coisas.
Celebrando os ciclos da natureza, as estações sazonais, as fases da Lua, os poderes do Sol e das estrelas, os Bruxos realizam seus ritos mágicos e adoram as duas grandes forças polares do Cosmos manifestadas como a Deusa Tríplice do Círculo do Renascimento e o Deus Cornífero, o fecundador da Vida.
Os Bruxos e Bruxas da Magia Wicca acreditam que essa Deusa e esse Deus estão presentes dentre e fora de nós mesmos, por isso todas as formas de vida devem ser respeitadas como expressão da Grande Divindade. Acreditando que a Terra é a própria manifestação da Deusa, nós Bruxos amamos e cultuamos a natureza ao contrário da maioria das crenças patriarcais que fizeram dos homens os maiores exploradores da Terra, colocando-os contra a natureza.
Na atualidade onde dificilmente há lugar para expressão dos valores femininos e onde não existe qualquer figura feminina como caráter sagrado principal, a perspectiva matrifocal da Wicca contribui para o seu crescimento, tanto junto aos homens como das mulheres.
A cada dia mais e mais pessoas se voltam às práticas Wiccanianas, já que a Bruxaria é uma filosofia adequada às crises ecológicas, psíquicas e espirituais do homem moderno. Hoje centenas de milhares de pessoas vêm participando freqüentemente de Sabás, Esbats e rituais específicos da Bruxaria. Além disso, a procura por cursos e informações sobre a Wicca cresceu enormemente.
A Wicca prega o amor incondicional à natureza e por isso tem muito a oferecer ao homem da atualidade que se encontra perdido em meio ao avanço científico e tecnológico. DO LIVRO: Wicca Ritos e Mistérios da Bruxaria Moderna, AUTOR: PRIETO, Claudiney/ EDITORA: Germinal.

terça-feira, 27 de abril de 2010

BRUXAS DO SÉCULO 21.


As bruxas wicca acreditam no poder da mulher e adoram uma antiga deusa pagã. Elas realizam rituais mágicos, celebram a lua e a natureza e encaram a sexualidade sem culpa. A religião tem mais de 12 milhões de adeptos no mundo, foi legalizada nos Estados Unidos e não pára de crescer no Brasil
Os bruxos evocam os guardiões do círculo mágico no sabá de Litha, que comemora o solstício de verão.
Para as bruxas, Deus é mulher. As novas bruxas são feministas, femininas e ecológicas. Acreditam na força da magia e na divindade mais velha do mundo, a Deusa. Senhora da lua, ela regula as marés, os partos, o cio e o humor instável das mulheres e apresenta-se em três aspectos principais: a virgem, associada à lua crescente, aos impulsos e à alegria dos começos; a mãe, grande nutridora associada à plenitude feminina e à lua cheia; e a anciã, que simboliza a velha sábia, representada pela lua minguante. Mas a deusa também é associada à Terra, mãe dos bichos, dos homens e das colheitas —ou dos terremotos e das tempestades devastadoras. A deusa personifica o feminino sagrado, o princípio criativo que ama e conecta tudo, incluindo o bem e o mal.
Altar de bruxa: velas, punhal, cálices e, ao centro, a estrela de cinco pontas.
As bruxas não acreditam em diabo —uma invenção cristã, segundo elas. Nem fazem rituais satânicos. Para o bruxo Claudiney Prieto, “não existe magia do bem e do mal. A magia é uma só. O que define resultados negativos ou positivos é a ação do bruxo. O mesmo remédio pode curar ou matar, dependendo da intenção com que é manipulado”, explica Prieto, primeiro brasileiro a lançar um livro sobre o tema, autor de “Wicca, a Religião da Deusa” (editora Gaia). Segundo ele, o que vale para os bruxos é o princípio da polaridade: “O bem e o mal estão dentro de nós, não fora. Todos os seres contêm o negativo e o positivo, o feminino e o masculino”, conclui.
Para ingressar na religião, as bruxas wicca fazem um juramento e têm que se sujeitar às leis da feitiçaria. O dogma principal reza: “Faça o que quiser, desde que não faça mal a ninguém”. Quem desobedece pode ser expulso do grupo. Outro regulador natural é a “lei tríplice”, que garante que “tudo o que uma pessoa faz de bom ou mal volta para ela triplicado”.
Membros do coven carioca Ceridween.
O movimento wicca, que congrega as feiticeiras modernas no mundo todo, é na verdade um resgate da bruxaria, uma das mais antigas religiões do Ocidente. A deusa que as bruxas cultuam também é conhecida como a Grande Mãe, a mais velha de todas as divindades (cultuada desde o período paleolítico, 25 mil a.C.), e se manifestou em várias civilizações, com formas e nomes diferentes —como Ishtar, Ísis ou Ártemis — antes que o poder feminino fosse soterrado pelo patriarcado e que as bruxas fossem condenadas à fogueira.
Segundo os estudiosos, o arquétipo da deusa é a fonte original de todas as divindades, incluindo Nossa Senhora (freqüentemente representada num pedestal com a lua crescente). Mas para a deusa pagã (não-cristã), a sexualidade é reverenciada como um poder criador, desvinculado da noção de pecado. Seu parceiro, o deus Cornífero, é símbolo da natureza intocada e dos animais selvagens. Representa a fertilidade e o vigor sexual.
No caldeirão, a sacerdotisa prepara poção mágica com ervas
A bruxaria moderna é baseada na mitologia celta (povo que vivia em 700 a.C. onde hoje é a Escócia, Irlanda e norte da Inglaterra) mas utiliza elementos de várias civilizações primitivas e muitas vezes recorre às teorias do psiquiatra Carl Jung, que utilizou a mitologia para explicar a psique humana.
Uma das maiores habilidades da bruxa é saber direcionar a energia inesgotável da natureza a seu favor —como indica a origem da palavra wicca, do inglês arcaico wicce, que significa girar, dobrar, moldar. Os feitiços não utilizam sangue ou animais, mas símbolos mágicos e invocações aos deuses da natureza. Com esse caráter libertário, a bruxaria seduziu as feministas americanas nos anos 70.
Foram elas que deram o maior impulso ao movimento depois de a religião ter sido resgatada da clandestinidade pelo bruxo inglês Gerald Gardner, que ousou publicar um livro em 1949, dois anos antes de cair a última lei contra a bruxaria na Inglaterra. No Brasil, as bruxas —identificadas pelos seus colares e amuletos com uma estrela de cinco pontas— estão sobretudo no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Elas se reúnem nos chamados covens, grupos organizados que ensinam e praticam a Arte, um dos muitos nomes da bruxaria, também chamada de Antiga Religião ou Religião da Deusa.
F.Wikepédia.

As sete leis da Bruxaria.


A bruxaria na sua forma mais pura segue a algumas leis, que são tão antigas quanto a própria bruxaria, são as leis herméticas, assim intituladas pela física.
1 – Lei da Causa e Efeito
Segundo a lei da causa e efeito tudo que fazemos resulta em determinado acontecimento em nossa própria vida, ou seja, toda ação tem uma reação, segundo essa lei ficamos cientes que todo bem ou mal que fazemos volta para nós. É uma cadeia circular e infinita de causas e conseqüências. Essa lei age independente da nossa vontade quer tenhamos consciência dela ou não.
2 – Lei da Correspondência
Segundo essa lei o que está em cima está em baixo, assim como está no macrocosmo está no microcosmo, A característica de um é de certa forma a característica do outro e vice-versa. Como macrocosmo podemos compreender todo Universo e como microcosmo nosso próprio corpo, e um tem correspondência com o outro.
3 – Lei do Gênero
Tudo no Universo tem o lado feminino e masculino, assim ele é formado destes dois princípios. Dentro de tudo e de todos existem esses dois princípios, todos nós temos o masculino e o feminino dentro de nós. E esses dois elementos devem estar em harmonia um com o outro. O terno chinês yin-yang parte desde principio de dualidade onde o masculino e o feminino estão em harmonia e equilíbrio.
4 – Lei da Polaridade
Segundo essa lei tudo tem o seu oposto para o perfeito equilíbrio e funcionamento contínuo do ciclo do Universo. Somente os lados opostos uns aos outros conseguem se unir, transformando-se em uma parte do conjunto do Universo. Na minha opinião essa lei e bem semelhante a lei do gênero.
5 – Lei do Mentalismo
Segundo essa lei tudo que existe no Universo faz parte de um todo. Tudo faz parte da criação de uma mente suprema, de um poder supremo, que assim como cria todo universo cria nossa própria existência, A essa mente dê o nome que preferir, Deus , Deusa ou o que achar melhor porque na realidade o nome é o que menos importa e sim o objetivo.
"Assim como tudo no universo partiu de uma mente, e nós somos imagem e semelhança a essa mente, logo somos tão capazes e poderosos quanto Ela”.
6 – Lei da Vibração
Segundo essa lei nada neste mundo está em repouso, tudo está em constante movimento e vibração, mesmo os objetos que parecem sólidos e estáveis suas moléculas estão sempre em vibração, afinal tudo no Universo é energia e a energia está sempre vibrando.
7 – Lei do Ritmo
Segundo essa lei, muito similarmente a anterior, todas as coisas estão em constante movimento e esta lei explica o ritmo desses movimentos. É através da seqüência circular e repetida de um mesmo movimento ou caminho que se compõe o resultado da transformação.
Essa é a lei antiga e aceita, tal como se prescreveu.
F.Wikepédia.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Eu Sou.


"Eu sou a Deusa de dez mil nomes e infinitas possibilidades...

Eu danço e com meu corpo traço a magia de Ser e Existir...

Minha cabeça se movimenta como a SERPENTE que é o meu símbolo...

Sou SERPENTE... sinuosa, escorregadia, misteriosa... vivo na mente dos homens e nem por isso sou conhecida... sou temida, pois desconhecem minha força... troco de pele e com isso renasço...

Tenho asas... os meus BRAÇOS se estendem em todas as direções, expandindo minha energia, me levando para todos os lugares... sou pássaro que voa sem destino, sou serpente que chega aonde quer...

Tenho em mim o segredo dos elementos, minhas MÃOS dão e recebem de acordo com minha vontade... doar... reter... receber... ações determinadas por mim, de acordo com o momento... mas sempre... sempre... interagir... ser uma em tudo... 0009

Os meus SEIOS despertam o desejo e saciam a vontade dos homens, sou o leite que dá a vida, e em mim todos encontram o ritmo perfeito de Morgana das fadas... mesmo em um leve movimentar de OMBROS...

O meu VENTRE... ele é o caldeirão do conhecimento, chave dos tesouros, dos mistérios, dos prazeres escondidos... mas para chegar até ele, não tente ir em linha reta... não sou racional... me procure na SINUOSIDADE dos movimentos da terra, o meu corpo é a própria terra... Em movimentos eu me entrego e me faço querer...

Se estiver pronta, me siga... deixo através de meus PÉS cada pegada marcada, ensinando a você como chegar até mim... e quando me encontrar, esteja preparada para olhar em meus OLHOS... pois são eles o portal para o meu mundo...

Lá, encontrará o CORRER DAS ÁGUAS... o DESPERTAR DO FOGO... e então, você poderá dizer se conhece ou não a FORÇA DA MÃE TERRA". Allys Madron.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lilith a Lua negra.


No começo era a Grande Deusa e a Grande Deusa era a Terra e a Terra era a Grande Deusa. Lilith – relevo sumérioAs origens do culto à Grande Deusa jazem obscurecidas na indistinta penumbra dos tempos pré-históricos. A Deusa imperou durante centenas de milhares de anos. Com o passar dos tempos, a Deusa-mãe foi sobrepujada e superada pelo mais patriarcal dos arquétipos – Javé (Yaweeh), Deus-Pai, Alá. Este arquétipo patriarcal aperfeiçoou-se nos mundos judaico, cristão e muçulmano. Alguns aspectos da Deusa-mãe foram permitidos, porém de forma controlada, na imagem de Maria, mãe de Deus. São algumas Madonas Negras, de antigos santuários, que ainda nos dão testemunho da Deusa-mãe.
A figura de Lilith representa um aspecto da Grande Deusa. Na antiga Babilônia, ela era venerada sob os nomes de Lilitu, Ishtar e Lamaschtu. A mitologia judaica coloca-a em domínios mais obscuros, como um demônio (feminino) do mal, a adequada companheira de Satã, que tenta os homens e assassina as criancinhas.
A Lilith astronômica.
A Lua descreve uma trajetória elíptica ao redor da Terra. Uma elipse possui dois pontos focais e aquele que fica vazio foi denominado Lua Escura, Lua Negra ou Lilith. Isto se constitui numa definição um tanto simplificada, pois, na realidade, a Lua e a Terra movem-se ambas ao redor de seu centro comum de gravidade, e a trajetória da Lua não é uma elipse exata, mas um tanto oscilante. Assim é necessário estabelecer a diferença entre a órbita média da Lua, que é uma elipse levemente alongada, e a órbita real, que oscila ao redor da órbita média devido a diversas interferências. Assim como há um Nodo Lunar “médio” e outro “real”, e como há uma elipse “média” e outra “real”, também há uma Lilith “média” e outra “real”. Escrevo real entre aspas salientando que o Nodo da Lula só é “real” umas duas vezes ao mês, quando a Lula se encontra realmente sobre ele, já que no resto do tempo, ele é tão “irreal” quanto o Nodo Médio. A propósito, quando se trabalha com um ponto tão próximo à Terra, devemos considerar o efeito paralaxe, isto é, devemos ponderar que um determinado ponto da Terra é visto a partir de um certo ângulo de um ponto no céu. A Astrologia observa os planetas sob o ponto-de-vista geocêntrico, ou seja a partir da Terra, e não de maneira topocêntrica, a partir do ponto de vista de um observador.
A Lua também já foi definida como um apogeu da órbita lunar, isto é, como aquele ponto da órbita mais distante da Terra. Ambos os pontos, o apogeu e o segundo ponto focal, localizam-se no eixo maior da elipse orbital, chamado também de linhas das apsides. Vistos da Terra, estão na mesma direção, portanto, ocupam o mesmo lugar no Zodíaco. O segundo ponto focal se encontra a uma distância aproximada de 36.000 km da Terra, enquanto o apogeu a cerca de 400.000 km. À parte dessa diferença de distâncias, as duas definições podem ser consideradas equivalentes. Tendo em vista que a órbita da Lua move-se para frente continuamente no espaço, a Lua Negra percorre o Zodíaco cerca de 40º por ano. Uma revolução completa demora 8 anos e 10 meses.
Lilith no mapa astral.
O glifo de Lilith é uma lua negra, oposto àquele empregado para a Lua real. Lilith é incluída nos gráficos de cartas tipo 2.AC. Outros tipos de gráfico, como os 2.AT, apresentam Lilith na tabela das posições planetárias.

A interpretação de Lilith
A Lua Negra descreve nosso relacionamento com o Absoluto, com o sacrifício como tal, e mostra-nos como abrimos mão de certas coisas. Em trânsito, a Lua Negra indica-nos alguma forma de castração ou frustração, freqüentemente nos assuntos relacionados ao desejo; uma incapacidade da psique; ou uma inibição em geral. Por outro lado também indica nossas áreas de autoquestionamento, a nossa vida, nossos trabalhos, nossas crenças. Acho que é isto é importante, pois nos dá a oportunidade de abrir mão de algo. A Lua Negra mostra onde podemos deixar que a Totalidade fale dentro de nós, sem atravessar um “eu” pelo caminho, sem erigir um muro formado pelo nosso ego. Ao mesmo tempo, ela não nos indica a passividade. Ao contrário, simboliza a firme vontade de mantermo-nos abertos e confiantes, de deixar que o Mundo Transcendental infiltre-se em nós, confiando inteiramente nas grandes leis do Universo, naquilo que chamamos Deus. A fim de nos preparar para essa abertura, a Lua Negra cria um vazio necessário.”
"Joëlle de Gravelaine in “Lilith und das Loslassen”

A Declaração da Deusa Negra.


A Deusa Negra fala conosco pelas bocas de Lilith, Kali, Tiamat, Hekate, Nix,
A Madonna Negra, Nêmesis, Morgana, Cerridwen, Perséfone, Ereskhigal,
Arianrhod, Durga, Inanna e muitas outras.
Eu sou as trevas por trás e por baixo das sombras.
Eu sou a ausência de ar que espera no início de cada respiração.
Eu sou o fim antes que a vida recomece, a deterioração que fertiliza o que vive.
Eu sou o poço sem fundo, o esforço sem fim para reivindicar o que é negado.
Eu sou a chave que destranca todas as portas.
Eu sou a glória da descoberta, pois eu sou o que está escondido, segregado e proibido.
Venha a mim na Lua Negra e veja o que não pode ser visto, encare o terror que é só seu.
Nade até mim através dos mais negros oceanos, até o centro de seus maiores medos.
Eu e o Deus das trevas o manteremos em segurança.
Grite para nós em terror e seu será o poder de suportar o insuportável.
Pense em mim quando sentir prazer e eu o intensificarei. Até o dia em que eu terei o maior prazer de encontrá-lo na encruzilhada entre os mundos.
Sabedoria e a capacidade de dar poderes são os meus presentes.
Ouça-me, criança, e conheça-me por quem eu sou. Eu tenho estado com você desde o seu nascimento e ficarei com você até que você retorne a mim no crepúsculo final.
Eu sou a amante apaixonada e sedutora que inspira o poeta a sonhar.
Eu sou aquela que te chama ao fim de sua jornada. Quando o dia se vai,
minhas crianças encontram seu descanso abençoado em meus braços.
Eu sou o útero do qual todas as coisas nascem.
Eu sou o sombrio, silencioso túmulo; todas as coisas devem vir a mim e suportar a morte e o renascer para o todo.
Eu sou a Bruxa que não será governada, a tecelã do tempo, a professora dos mistérios.
Eu corto as linhas que trazem minhas crianças até mim. Eu corto as gargantas dos cruéis e bebo o sangue daqueles sem coração. Engula seu medo e venha até
mim, e você descobrirá a verdadeira beleza, força e coragem.
Eu sou a fúria que dilacera a carne da injustiça.
Eu sou a forja incandescente que transforma seus demônios internos em ferramentas de poder. Abra-se a meu abraço e domínio.
Eu sou a espada resplandescente que te protege do mal.
Eu sou o cadinho no qual todos os seus aspectos se misturam em um arco-íris de união.
Eu sou as profundezas aveludadas do céu noturno, as brumas rodopiantes da meia-noite, coberta de mistério.
Eu sou a crisálida na qual você irá encarar o que te apavora e da qual você irá florescer vibrante e renovada.
Procure por mim nas encruzilhadas e você será transformada, pois uma vez que você olhe para meu rosto não existe volta.
Eu sou o fogo que beija as algemas e as leva embora.
Eu sou o caldeirão no qual todos os opostos crescem para se conhecer de verdade.
Eu sou a teia que conecta todas as coisas.
Eu sou a curadora de todas as feridas, a guerreira que corrije todos os erros a seu tempo.
Eu faço o fraco forte. Eu faço humilde o arrogante. Eu ergo o oprimido e dou poderes ao desprivilegiado. Eu sou a justiça temperada com compaixão.
Eu sou você, eu sou parte de você, estou dentro de você.
Me procure dentro e fora e você será forte. Conheça-me, aventure-se nas trevas para que você possa acordar com equilíbrio, iluminação e plenitude.
Leve meu amor consigo a toda parte e encontre o poder interior para ser quem você quiser.Fonte Wikepédia.