contos sol e lua

contos sol e lua

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CONTOS DRUÍDICOS.


DA MORTE.
A todos os iniciantes, sob o Carvalho:
Um olhar claro que saiba ver a Natureza;
Um coração simples capaz de senti-la;
Um espírito reto que ouse seguí-la.

Adoro caminhar sozinha pela floresta ao , só eu e a deusa, como uma só. O som da natureza ao meu redor, os grilos e cigarras, as arvores conversando entre si e balançando ao som do vento. Sou uma druida, a floresta é minha casa, as arvores e animais são a minha família, a terra é minha mãe. Um olhar claro que saiba ver a Natureza.

A quatro noites ando sem para o oeste. Tenho como missão para entra na ordem dos druidas de Tollon, pegar os cogumelos silvestres verde, que cresce apenas em caverna perto das Montanhas Uivantes. Seria bem simples, se não fossem os Trols, e se levar em consideração a sua alta e sádica inteligência... Mais sou Narnnia Calda Branca, não temo Trols, eu os mato. Portanto curto a caminhada em minha forma de lobo cinza com calda branca, corro pela floresta junto com a matilha de pata branca, conversamos por boa parte do caminho.

Quando sinto fome eu colho algumas frutas, mais tenho por habito de pegar primeiro as que já caíram no chão para não ofende a arvore. A noite durmo debaixo de alguma arvore, ou mesmo em minha forma lupina já que os pelos o tornam bem quentes. As varias nascentes de nas cavernas com sua água refrescante ou mesmos as lagoas de água da chuva. Viajo leve e rápido.

É quase manha do oitavo dia. Levanto antes do sol e faço minhas orações à Deusa. Não resisto à tentação de ver a floresta de cima ao nascer do sol. Em um salto me transformo em um falcão e subo alem das copas das arvores. A brisa fria de fim de noite em meu rosto é logo banida quando primeiros raios quentes de sol de outono me atingem. Grito de satisfação e louvo a Allihanna, acordado toda floresta como um falcão barulhento que anuncia o novo dia. Um coração simples capas de senti-la.

Mais os olhos de falcão me fazem ver mais do que gostaria. Caçadores de Ahlen, os piores caçadores daquela região. Caçavam ursos e lobos por esporte, não respeitam nada nem a ninguém. Nunca haviam cruzado meu caminho, ate hoje. Sinto uma dor profunda ao ver Pata Cinza morto em um cavalo. Mergulho para ver melhor mais uma flecha me atinge em pleno ar, grito e caio para a morte certa.
AO RENASCIMENTO.


Um espírito reto que ouse seguí-la;
Tanto na morte como na vida;
Recebera de sua Deusa;
A gratidão merecida.

Desperto na fria lama que amorteceu minha queda; Meu corpo todo dói, com dificuldade me sento e empurro a flecha que esta preza em meu ombro. Ela sai do outro lado e finalmente eu a retiro. Pego um pouco de musgo e coloco na ferida, uma colméia perto me fornece mel para o ferimento. As poucas orações de cura me ajudaram com meus ossos. Sim, agora eu sabia da minha verdadeira missão. A Deusa me avia dado uma segunda chance para vingar meus amigos e ela mesma.

Transformo-me em minha forma favorita, e uivo, uivo tam alto que as aves nas copas das arvores saem voando. É um chamado a todos que querem vingança, não demorou muito e parte da matilha aparece para vingar seu líder. Apesar do dia já esta acabando não é difícil achá-los, pois não se preocupam em esconder seu rastro, e o cheiro de morte que vem das peles ainda ensangüentadas que eles levam só atiçam mais a sede de sangue dos meus companheiros.

Em fim aviamos encontrado o acampamento deles, eram uns deis. Esperamos ate o amanhece e na forma humana fui falar com eles enquanto a matilha esperava ansiosa envolta do acampamento..

Sou Narnnia Calda Branca, e ordeno que soltem os cativos e enterrem os corpos e peles dos meus irmãos que vocês assassinaram.
Muitos riram e olhavam para minhas roupas simples.

Olha menina loba, nada sei sobre sua família mais eu adoraria esticar sua pele em minha parede como a que eu irei fazer com a daquele lobo ali. todos riram.Pequem la, ela não eve contar que estamos em terás Tollonesas.

Ela sentiu seu sangue ferve, enrijeceu sua mão e sentiu raízes crescerem do cão e se enroscarem nela como uma armadura. A sua frente cresceu uma espada feita de raízes e uma madeira negra como as arvores que dão nome ao reino. Mesmo surpresos eles me atacam. Tolos, a espada de madeira corta dão bem como a de metal e em um movimento rápido seu saque lava a terra como em uma libação.

Derepente eu paro, nunca avia matado ninguém. Nunca avia invocadas as forças da natureza tão forte a ponto de conjura uma arma. Mais eu sentia ódio, ódio e vontade de matar aquele homem e vinga os lobos. Oro e peço que as vinhas e raízes os prendam. Mesmo presos eles eram cegos e arrogantes. Não me davam ouvido a nada e sempre tinham uma desculpa no final.

Escute aqui menina loba, é como na natureza é a lei dos mais fortes. Ate os animais matam.
Eles não matam por prazer.argumentei pela ultima vez.

Matam sim, ate seus amigos lobos matam pelo prazer de matar.e todos mais uma vez riram. Decidi que aquela era a desculpa final.

Talvez tenham razão, mais antes do fim se arrependeram de tela. Adeus!! Sai dali sem olhar para traz e os gritos para soltá-los; continuei para o oeste.

E mais uma manha de Outono, só que dessa vez; a floresta foi acordada pelos gritos dos caçadores e o som de carne rasgando.F.P.Wikepédia.

Druida com classe.


Muitos jogadores acreditam que os druidas pertencem ao selvagem, onde eles podem trabalhar com os animais e usarem magias que são úteis para a vida fora das cidades. Para estas pessoas, um druida numa cidade ou numa caverna parece estar fora de seu contexto, e tão útil quanto um barco a remo no deserto. Como geralmente é o caso, a opinião popular não é inteiramente errada, mas não chega nem perto de cobrir todo o potencial do personagem.

Os prós e contras do druida
As diversas habilidades de um druida o fazem um dos personagens mais versáteis e poderosos, que podem se destacar em qualquer ambiente que se encontrem.


Características dos druidas.

Quando você decide interpretar um druida você recebe acesso à diversas magias que afetam plantas e animais, mas a classe tem muito mais a oferecer do que isso, e tem poderes em potencial que não são tão óbvios assim. Abaixo estão listadas diversas características que devem ser consideradas ao interpretar um druida.



* Companheiro Animal: No 1º nível um druida tem o direito de ter um companheiro animal que confia nele e até mesmo o obedece. Quando o druida avança em níveis seu companheiro animal se torna cada vez mais poderoso.

* Habilidades relativas à natureza: Mesmo um druida iniciante tem habilidades que ajudam a lidar com o mundo natural e os animais. Ao longo de seu progresso em níveis o druida ganha a habilidade de se mover em áreas selvagens, resistir a venenos e mesmo impedir o seu envelhecimento.

* Forma Selvagem: Iniciando no 5º nível, o druida poderá assumir diversas formas animais. Dependendo da forma que selecionar um druida pode melhorar sua mobilidade, poder de combate, furtividade – ou mesmo todas em um só. Níveis adicionais na classe podem lhe conceder mais usos da habilidade e acesso a formas menores e maiores de animais, eventualmente podendo se tornar as forças elementares da natureza.

* Bons testes de Fortitude e Vontade: Um Druida usa a progressão de Teste de Resistência mais alta do jogo para seus testes de Fortitude e Vontade. Esta resistência física e mental natural lhe protege de efeitos que atacariam sua mente, espírito e corpo – incluindo compulsões, encantamentos, ilusões, medo, metamorfose, venenos e mesmo desintegração. Além disso, como ele geralmente tem um alto valor de Sabedoria, sua jogada de resistência de Vontade é excepcionalmente alta. Poucas classes podem se comparar ao druida em suas jogadas de resistência.

* Boa seleção de Magias: A lista de magias do druida está lotada de magias que manipulam as energias ou o mundo natural, como Constrição, Torcer Madeira, Criar Chamas, Esfriar Metal, Esquentar Metal, Convocar relâmpagos, Mesclar-se às Rochas e Coluna de Chamas. Muitas destas magias são úteis para atacar inimigos, e muitas podem providenciar uma habilidade especial útil durante certo tempo. Ele também recebe acesso a magias salva-vidas como Retardar Venenos, Neutralizar Venenos, Remover Doenças, e as sempre populares magias de curar ferimentos. Além disso o druida tem acesso a ótimas magias defensivas e de utilidades. Melhor ainda, ele tem acesso à toda a lista de magias de Druida, não apenas que ele domina ou tem anotadas em seu livro de magias.

* Magias Espontâneas: Um druida pode espontâneamente converter qualquer magia que ele tenha preparado em uma magia de Invocar Aliado da Natureza. Esta habilidade permite que ele possa decorar magias mais úteis para o grupo e então converter suas magias para magias de invocação quando a necessidade aparecer.

* Bons Pontos de Vida: O druida usa um dado de oito faces para determinar seus pontos de vida, o que lhe concedem uma quantidade muito boa de pontos de vida.

* Bom Bônus de Ataque: O bônus base de ataque do druida – +3 a cada quatro níveis – é o segundo melhor bônus de ataque, perdendo apenas para a evolução das classes mais marciais, como o guerreiro. Desta forma se o seu druida decidir entrar em combate, ele terá um bom desempenho.

Fraquezas do Druida.

As muitas vantagens de um druida tem um preço. Aqui estão algumas das desvantagens que você deve ter em mente quando for interpretar um druida.



* Seleção de Armas Medíocre: O druida é treinado apenas no uso de algumas armas simples e comuns que se encaixam na ética druídica. A maioria destas armas é razoavelmente boa, mas elas não são as mais letais que existem.

* Classe de armadura medíocre: O druida tem acesso a certas magias que melhoram sua classe de armadura, como Pele de Árvore, e magias que o ajudam a sustentar mais dano, como Pele Rochosa. Mesmo assim um druida só é treinado no uso de armaduras leves e escudos (menos o de corpo). Para piorar as coisas, sua armadura e escudo não podem ser feitos de metal. Estas limitações ainda proporcionam uma defesa pessoal decente, mas sua classe de armadura nunca será a melhor, e um druida sofrerá por causa disso durante uma batalha prolongada.

* Baixo teste de Reflexos: Druidas utilizam a pior progressão para o teste de Reflexos. Assim, não são muito bons para desviar de coisas que estejam vindo em sua direção.



Interpretando um Druida com Classe.

Grandes druidas geralmente usam as seguintes técnicas. Portanto, se você decidir interpretar um druida, tente levar em consideração estes conceitos.


Planejamento Antecipado.

Como um druida, você deve fazer a maioria de suas decisões antes do início de uma aventura ter início. Sua preparação diária de magias tem um grande efeito em como você participar da aventura naquela ocasião. Muitas das suas magias mais eficientes lhe darão a maior vantagem se estiver em um ambiente externo ou selvagem. Portanto, se você estiver se preparando para uma aventura numa caverna ou na cidade, evite memorizar magias como Convocar Relâmpagos ou Constrição, afinal, a vegetação destes locais não é forte o suficiente para sustentar muitas das magias que a manipulem. No entanto, tenha em mente que muitas das suas magias podem funcionar muito bem em locais onde outras não teriam tanto sucesso. Em uma cidade, por exemplo, existe uma infinidade de animais para serem interrogados com a magia Falar com Animais, e a maioria dos calabouços e cavernas são feitos de pedra, que proporciona diversos usos criativos de Moldar Rochas.

De qualquer maneira, planeje estar o mais próximo da ação quanto possível, para que suas intervenções mágicas ou ataques físicos possam ser feitos quando necessários. Você é relativamente mais durão quando comparado a outros personagens, e seu grupo pode acabar em uma enrascada se você se intimidar quando as coisas estão indo mal. Mesmo assim você não precisa se colocar em perigo sempre, em algumas situações seu companheiro animal ou um animal invocado podem cuidar da situação tão bem quanto você.


Seus amigos são suas melhores armas.

Você pode causar um grande impacto no jogo se trabalhar através dos outros, esteja sempre preparado para provir ajuda quando necessário.

Aliados Naturais: Magias como Pele de Árvore, Presa Mágica e Aumentar Animais são ótimas maneiras de ajudar seu companheiro animal ou dar uma mãozinha para criaturas que você tenha conjurado. Mas não seja exagerado, seus outros aliados podem ficar chateados se você estiver investindo magias demais em seus animais – especialmente magias de cura.

O Lutador Principal do grupo: Uma única magia de Curar Ferimentos Leves ou Curar Ferimentos Moderados pode manter um guerreiro de pé, causando mais dano a longo prazo do que qualquer das suas magias poderia. Se você não tiver magias de cura preparadas, considere usar uma magia de conjurar animais para dar uma ajuda ao lutador, distraindo inimigos e posicionando os animais em posições que possibilitem flanquear os oponentes.

O Batedor do grupo: Personagens furtivos como ladinos, rangers e monges geralmente irão meter o nariz onde não foram chamados. Sua habilidade de Forma Selvagem pode ser a única maneira de chegar até eles em certas ocasiões, e até mesmo ir ao lado deles.

Outros Usuários de magia: Você geralmente terá mais pontos de vida e uma melhor classe de armadura que ou outros usuários de magias em seu grupo, portanto tente estar sempre por perto deles para que possa protegê-los caso um oponente consiga furar a linha de frente do grupo.

Quando for possível, tente coordenar a sua seleção de magias com os demais conjuradores de seu grupo. Sua seleção de magias geralmente oferece mais opções as deles, portanto esteja pronto para preencher qualquer buraco em suas listas de magias. Magias úteis como Detectar Magias ou respirar na Água serão provavelmente melhor oferecidas por você, especialmente se pelo fato de poder trocá-las por magias de Invocar Aliado da Natureza se elas não forem necessárias.


Use Forma Selvagem com Cautela.

Pressupondo que suas Formas Selvagens o proíbam de usar armas e ferramentas e sua habilidade de se comunicar com o grupo. Também lhe impede de usar magias a não ser que você tenha o talento Magia Natural. Por todas estas razões, Forma Selvagem não é uma habilidade para se usar inconseqüentemente – sua melhor estratégia é manter-se em sua forma natural até que você realmente necessite usar outra forma.


Um pouco de Equipamento-Chave.
O equipamento de um druida é quase tão importante quanto suas magias, portanto não o negligencie. Abaixo estão alguns conselhos sobre as peças essenciais para levar com você.

* Armadura: Pense em comprar a melhor armadura que você puder (geralmente um Gibão de Peles para um druida) e carreguar um escudo pesado de madeira também – você nunca se arrependerá de ter a melhor classe de armadura possível. E não deixe de considerar outros itens de proteção que você possa usar, como Anéis de Proteção. Amuletos de Armadura Natural podem ser úteis, mas não funcionam em conjunto com magias de Pele de Árvore. Vários itens de pouco poder geralmente são melhores, e mais baratos, que um único item poderoso.

* Arma de combate Corpo-a-Corpo: Você é formidável em combate, portanto esteja preparado para ele. Uma cimitarra ou uma lança cusam a maior quantidade de dano.

* Arma de combate à Distância: Uma bala de funda ou um dardo pode ser tão útil quanto uma magia de ataque de baixo nível contra certos oponentes. Use-a sempre que você quiser conservar suas magias ou quando os inimigos não forem uma ameaça digna do uso de suas magias.

* Magias reserva: Você nunca sabe quando irá ficar sem magias. Além disso, você nunca sabe quando precisará de uma determinada magia – e precisar muito mesmo. Portanto é sempre bom manter algum poder de conjurar magias através de uma seleção de pergaminhos, varinhas ou ambos. Pergaminhos são uma ótima maneira de levar consigo magias úteis (como Pedra em Lama, Dissipar magias ou Remover Doenças) que você não usa constantemente em toda aventura. Melhor ainda, você pode criar você mesmo seus pergaminhos se tiver o talento Escrever Pergaminhos, embora isso consuma tempo e experiência, é mais barato que comprar pergaminhos de terceiros. Varinhas são mais úteis para aquelas magias pão com manteiga, que você usa a toda hora, especialmente magias de cura como Curar Ferimentos leves.F.P.Wikepédia.

Magia druida.


O druidismo é, por natureza, educativo. Os filósofos do druidismo ensinam-nos que a luz da inteligência sobressairá e dissolverá a sombra da superstição e ignorância que ainda cega a humanidade nos dias de hoje. O serviço para a humanidade é um fator importante na vida e no carácter de um druida: preservar os rios e ribeiros, florestas e vida selvagem das nossas nações, assim como contribuir para combater os problemas de poluição em geral.
Os druidas acreditam que é necessário respeitar e amar a Natureza como dadora e sustento de vida. A Natureza engloba tudo como a essência da vida, do universo e seus fenómenos, forças, energias, personalidade, comportamento instintivo ou intuitivo, e outros. Sem a luz e calor solar, em os animais nem as plantas podiam existir um segundo sequer. O sol é responsável pelo clima e pelo crescimento das plantas, pelo correr dos rios, pela composição de um poema ou do surgir de uma nota musical mas também pelos danos da fome. Naturalismo, em teologia, é a doutrina em que todas as verdades podem ser recolhidas a partir da observação do mundo natural sem recurso ao sobrenatural para revelações. Divina por direito, a Mãe-terra é altamente venerada pelos druidas. A Natureza em geral não é adorada da mesma forma que as árvores. As árvores são muito valiosas para a nossa ecoestrutura e servem de ligações poderosas entre os Deuses e nós, assim como para os nossos rituais.
Os carvalhos são os mais usados e relacionados com o druidismo. Os Homens, pelo poder da razão e do discurso sentem-se superiores às outras espécies animais. Como druidas sabemos que não estamos sozinhos no mundo, mas que fazemos parte dele. Tal torna a nossa defesa da Natureza e da terra ainda maior. Os druidas também não crêem que estamos no mundo como responsáveis por dar um destino ás criaturas dos Deuses, nem que estamos acima delas. Nós não somos a base da criação, livres de fazermos o que queremos porque os Deuses nos deram algum poder sobre o mundo. Nós somos um bebé na barriga da mãe que nos protege, por isso não a devemos magoar. Muitos druidas aceitam a teoria da “hipótese de Gaia”, que a bioesfera do nosso planeta é um ser vivo que merece todo o amor e respeito que nós, Seus filhos, Lhe podemos dar.
Os problemas ambientais são aceites normalmente como as nossas questões sagradas em ordem de preservar a terra em que vivemos e da qual somos parte. Uma descrição simples do “bem em druidismo” resume-se numa tríade irlandesa que diz: “Três velas iluminam toda a escuridão: Conhecimento, Natureza, Verdade”. A tríade é a convenção da poesia celta e, porque muita sabedoria druida é comunicada pela poesia, aconselha-se o estudo dos poemas celtas. Os antigos druidas geralmente desacreditavam as coisas escritas e, apesar de existir o ogham, raramente era usado fora dos monumentos fúnebres, divisões de propriedade e arcas na terra. Escrever coisas é enfraquecer a memória, que os druidas cultivavam cuidadosamente, e desonrar as coisas escritas. Em vez disso, os druidas confiavam nas suas vozes. Eles acreditavam que a voz era o instrumento ritual mais potente.
Os druidas no treino tinham de aprender poesia bárdica, de uma forma que podemos chamar privação sensorial. A inspiração poética era uma importante prática espiritual. Os druidas acreditavam na reincarnação, ou renascimento numa vida além da morte noutro mundo. Este outro mundo é-nos às vezes acessível, e particularmente perto, em certas alturas do ano (como em Samhain). Eles acreditavam que havia uma grande conexão e continuidade entre a vida e a morte. A morte era vista como uma fase transitória no curso de uma vida longa, mesmo eterna. Não há divisão entre o submundo e o mundo superior, assim como as entidades que vivem no outro mundo nem são boas em são más, assim como nós mesmos.
A magia druida resulta de uma consciência forte e saudável da natureza, assim como dos seus espíritos e Deuses. Um druida tem de compreender a linguagem que a Natureza usa para passar o seu conhecimento. Tudo o resto parte daí. A magia druida é votiva; é feita a partir de um chamamento dos Deuses para cumprirem um serviço, oferecendo-se algo em troca. Os druidas míticos usavam muitas vezes o êxtase para alcançar os seus propósitos. Mas nos mitos muito pouca atenção é prestada ao chamamento ou contrlo dos espíritos ou Deuses, em vez disso, os druidas procuravam comunicação e comunhão.
Mantém em mente, contudo, que a melhor maneira de experenciar druidismo é desligar o computador, pousar os livros e procurar a Natureza. Encontra uma área agradável, olha para uma gruta que chamarias tua e faz alguma cois. Qualquer coisa. Apenas mantém os teus olhos abertos porque os espíritos e a magia estão aí para serem descobertos tanto quanto fores receptivo às suas mensagens.F.P.Wikepédia.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Set e Kundalini, a magia Egípcia


Set, é uma divindade egípcia muitíssimo conhecida e cultuada.Seu culto remonta desde 5000 a.C.,mas com bases mais conhecidas a partir de 3200 a.C. Em sua trajetória Set sofreu períodos de rejeição e de total culto ao longo da História Egípcia. No período pré-dinástico este não era associado a nenhuma visão negativa,e sim a uma estética positivista. Era associado as metamorfoses decorrentes no ser Humano e das expansões deste, ou seja ao rompimento dos limites e idas além do véu fronteiriço limitante de cada um.
A primeira área onde existe registro do culto a Set foi, muito provavelmente, Pelosium. Mas o culto, posteriormente, acabou disseminado-se ao longo de todo Delta do rio Nilo. Sendo até mesmo cultuado com outras nomenclaturas como Ash, na cidade de Ombos na Segunda Dinastia, por exemplo.
O declínio ao culto de Set ocorreu graças a visão de culto ao Sol e a figura de Rá ter-se disseminado como uma peste negra em sórdidas ruas medievais, ao início da Quarta Dinastia até assumir uma posição de culto supremo. Desde a ascensão da idéia funerária de pirâmides-solares, Set começou a ser posto em descrédito. A última estrutura no qual analisa-se correlações funerárias dos faraós com Set foi a pirâmide de Gizé, onde um orifício no cume desta era exatamente colocado abaixo donde ocorria o ápice luminoso de Alpha Draconis - Estrela associada a Set.
Durante o Médio-Império é que surgiu a primeira visão de Set como um indivíduo "maléfico".Este foi acusado da execução de Osíris, sendo que originalmente Osíris nem era um deus egípcio e havia morrido afogado. Com a invasão dos Hicsos no Egito ocorreu uma renovação do culto setiano, com uma nova capital sendo estabelecida em Avaris, antigo lugar famoso pelo culto de tal divindade.Set foi então associado ao antigo Deus Asno dos Hicsos, e por tal, ganhou enorme projeção.
Mas o maior florescimento de Set, posteriormente quando seu culto disseminou-se largamente, ocorrendo até mesmo a entrada de um grupo de sacerdotes setianos na linha de sucessão faraônica. Por tal pode-se vislumbrar faraós com nomes com alusões a Set (vide o faraó Seti por exemplo) drapejar aqui e acolá.
Na vigésima segunda dinastia, Set tornou-se impopular ao extremo, a decadência egípcia mostrava fortes sinais e muitos sacerdotes rivais aos sacerdotes de Set, acusaram o culto da divindade como responsável direto de tal. Set tornou-se uma figura de ojeriza e ficou relegado a pequenos cultos na cidade de Tebas onde por fim este fundiu-se ao deus Montu tebano.
Com a invasão helênica no Egito, a figura de Set como ideal de liberdade voltou a espalhar-se pelo Egito. Mas isto durou pouco,pois com a posterior entrada de conceitos cristãos no Egito,este foi associado a Satã e tornou-se "mais um bode-expiatório da pútrida Igreja".
Bem,quanto a parte mitológica de Set,já é sabido por todos,que este foi o destruidor de Osíris e por sua vez aquele que acarretou o nascimento de Hórus, indiretamente e diretamente, permitindo que Hórus trouxesse assim o Novo Aeon.Como dito por Crowley:"Hórus carrega em seu interior Set".
A Kundalini é a Serpente que localiza-se em seu períneo e por sua vez hei de elevar-se e acender todos os seus chacras empreendendo,desta feita,um processo de elevação da sua condição atual a uma condição de maior gama de poder e conhecimento. Pode ser associada a um catalisador se não o próprio como muitos versam,incluindo eu, do SAG ou Azoth (vide Liber Cordis Cincti Serpente de Aleister Crowley).Então o processo de elevação da Kundalini seria um processo de também auto-encontro e auto-conhecimento.
Set, é sua Kundalini. Pois o Xeperu setiano pode muito bem ser correlato a elevação da Kundalini em alguns estágios do acendimento dos chacras. O conceito de Xeperu advém da Lenda dos Dois Irmãos.Este mito retrata como Set, indentificado no conto como o deus Bata, tendo em análise que na época este era uma deidade perseguida, portanto era cultuado com outro nome,sofre uma série de metamorfoses denominadas Xeperu. Set, sendo apenas um colono na Lenda, através de seu "Trabalho Árduo","Aptidões Mágicas" e uso da "Resistência de Mundo" sofre o Xeperu e torna-se Alpha Draconis(uma Estrela Brilhantíssima na Constelação de Ursa Maior) e "Dei-Ascendido".
O processo de Elevação da Kundalini dá-se da mesma maneira,com o fim do processo transformando o indivíduo em um ser transmigrado e numa condição impreterivelmente superior que seu paupérrimo status anterior.
O primeiro passo é o do "Trabalho Árduo",que no processo de elevação da Kundalini trata-se do estágio preparatório onde o ser começa a desenroscar sua Serpente do períneo e deixá-la ativa para a escalada através do canal de Ida e Pingala permitindo assim o acendimento ou despertar dos chacras.Na preparação,à Ioga assume uma forma importantíssima,principalmente como processo de conhecimento do próprio corpo e de seu funcionamento: "Aquele que conhece os outros é sábio.Aquele que conhece à si mesmo é Iluminado" - Máxima Tao-te-King. O processo de preparação pode ser empreendido solitariamente ou em comunhão com outro Ser de extrema afinidade(que tenha o "Encaixe de Vatsyayana Perfeito" ou seja sua Alma-Gêmea) através do Ioga Tântrico.
Depois chega-se ao o estágio de psicometabolismo, onde o indivíduo após ter todo o conhecimento do corpo passa a controlá-lo através de Magick("Aptidões Mágicas") de forma que este torna-se Senhor de si("Aquele que Vence os outros é Potente.Aquele que vence à si mesmo é Forte" - Máxima Tao-te-King)e apruma-se para a Elevação próxima.
Através das "Aptidões Mágicas" gera-se a Alquimia Sexual Real ou Ioga Verdadeiro,levando o Ser a elevar à Serpente em direção dos primeiros chacras(Chacras Básicos).O processo mágico é único e adaptável à cada Ser de forma diferenciada.Por sua vez quaisquer quantidade ou miríade de Fórmulas ditas são fúteis.Pois cada Grande Obra é feita diferenciadamente e sem utilizar nenhuma outra como paradigma.
E em derradeiro,a "Resistêcia do Mundo".No último Estágio(tendo em vista que a Kundalini já acendeu os chacras menores),o indivíduo coloca-se em oposição ao Meio Ilusório(utilizando as contradições deste a seu favor ou meramente opondo-se de forma desveladora ao mesmo)para deste modo ascender sua Kundalini aos chacras elevados( e,obviamente,"despertando-os" com este ato)
Ao fim do Processo Todo,o Chumbo tornou-se Ouro;o antigo "Meng"(Inexperiente) tornou-se "Fêng-Hêng-Li"(Plenitude-Duração-Luz ou Plenitude Durável na Luz);um ser que pronunciou a Palavra Eterna(o cerne de Xeperu):"Xeper"("Eu crio a mim mesmo")!
F.P.Wikepédia.

Magia Egpcia.


Tal como a magia wicca ou outra religião, a bruxaria egípcia é baseada na tradição do país, mitos, lendas, rituais, teatro, poesia, música, dança, oração, magia e vivem em harmonia com a terra.
Os praticantes da magia egípcia homenageam os antigos deuses e deusas egípcios, incluindo a Tríplice Deusa, plena e o Deus Cornudo deuses da lua e do sol.
As fases da lua tem um lugar importante na magia egípcia, pois tanto os homens como as mulheres, nas cidades de todo país, reúnem-se nas luas e Festejam todas ocasiões e vários motivos, para aumentar a energia e harmonizar-se com as forças naturais.
Congregações em magia egípcia, são artesanais e legiadas de covens e templos onde os bruxos e bruxas são iniciadas em aprender a magia. A mudança de padrões de repetidas temporadas têm grande importância na magia egípcio. Rituais e festivais evoluíram para comemorar estes ciclos sazonais mais especialmente durante de épocas de sementeira e colheita.
Os Egípcios,usam em magia uma orientação por uma imagem da “Roda do Ano” com seus oito raios, que simbolizam os quatro agrícola e pastoril e os quatro festivais solares festivais sazonais, comemorando equinócios e solstícios. Tal como os antigos Pagãos e bruxas, os feiticeiros egípcios consideram o dia que começa no pôr do sol e terminando no pôr do sol no dia seguinte.
Os Bruxos Egípcios têm mediunidade adivinhatória aprimorada por suas habilidades no aumento da luz da lua e à medida que o Inverno começa, eles trabalham com os aspectos positivos das marés.
Portanto vésperas 31 outubro, é o período mais propício para o egípcio bruxo entrar em contato com energias sutis, e aumentar seus poderes em magia. Este prazo permite que os mortos voltem ao mundo dos vivos quando os seus amigos e parentes são bem-vindos e festejados em rituais.
Egípcios executam magias em encontros chamados Lua Celebrações ou Esbats que coincidem com as fases da lua. Práticas de cura mágica, a de proteção, a de visão e a canalização da energia para desenvolverem-se espiritualmente.
Eles criam meios para trabalhar magia. O principal instrumento que eles usam para trabalhar é um ritual mágico chamado uma faca ou Athame Sagrado Blade. O sagrado athame fica carregada com a energia do proprietário e é utilizada para definir espaço, como um desenho sagrado do círculo onde o proprietário da vontade e da energia trabalha. Uma tigela de água é utilizada para simbolizar o elemento da água e as suas propriedades: limpeza, regeneração, e emoção.
Outras ferramentas importantes identificar os elementos terra, ar, fogo e água. Um pentagrama traçado sobre um disco, como um pequeno prato, é freqüentemente utilizado para simbolizar a terra e as suas propriedades, a estabilidade, a riqueza material e prática dos assuntos. Alternativamente, um pequeno prato de sal pode ser utilizado para simbolizar o elemento terra.F.P.Wikepédia.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Livro dos Mortos dos egípcios.


Durante o Império Novo (c. de 1550 a 1070 a.C.) a maior parte das fórmulas dos textos dos sarcófagos, acrescidas de diversas estrofes novas, passaram a ser escritas em rolos de papiro, os quais eram colocados nos ataúdes ou em algum local da câmara sepulcral, geralmente em um nicho cavado com essa finalidade. Quando postos no sarcófago costumavam ser encaixados entre as pernas dos corpos, logo acima dos tornozelos ou perto da parte superior das coxas, antes de serem passadas as bandagens. Tais textos, que formam um conjunto com cerca de 200 estrofes referentes ao mundo do além-túmulo, ilustrados com desenhos para ajudar o defunto na sua viagem para a eternidade, foram intitulados pelos modernos arqueólogos de Livro dos Mortos. Entretanto, conforme explica o especialista em história antiga, A. Abu Bakr, esse título é até certo ponto enganoso: na verdade, nunca existiu um "livro" desse gênero; a escolha das estrofes escritas em cada papiro variava segundo o tamanho do rolo, a preferência do adquirente e a opinião do sacerdote-escriba que as transcrevia. Um "Livro dos Mortos" médio continha entre 40 e 50 estrofes.
Para os egípcios esse conjunto de textos era considerado como obra do deus Thoth. As fórmulas contidas nesses escritos podiam garantir ao morto uma viagem tranquila para o paraíso e, como estavam grafadas sobre um material de baixo custo, permitiam que qualquer pessoa tivesse acesso a uma terra bem-aventurada, o que antes só estava ao alcance do rei e da nobreza. Em verdade, essa compilação de textos era intitulada pelos egípcios de Capítulos do Sair à Luz ou Fórmulas para Voltar à Luz (Reu nu pert em hru), o que por si só já indica o espírito que presidia a reunião dos escritos, ainda que desordenados. Era objetivo desse compêndio, nos ensina o historiador Maurice Crouzet, fornecer ao defunto todas as indicações necessárias para triunfar das inúmeras armadilhas materiais ou espirituais que o esperavam na rota do "ocidente".
As cenas do julgamento do falecido fazem parte daquela rota e, portanto, de tais papiros. ANÚBIS & AMMUT A decisão era tomada no Saguão das Duas Verdades, um grande salão no qual ficava uma grande balança destinada a pesar o coração do morto. A solenidade é assim resumida pelo egiptólogo Kurt Lange: Osíris, senhor da eternidade, está sentado como um rei no seu trono. Tem em suas mãos o cetro e o leque. Por trás dele, mantêm-se habitualmente suas irmãs Ísis e Néftis. Na outra extremidade, vê-se a deusa da justiça, Maat, introduzir o morto ou a morta. No meio do quadro está desenhada a grande balança em que o peso do coração é comparado ao duma pluma de avestruz, símbolo da verdade. A pesagem é confiada a Hórus e ao guardião das múmias, de cabeça de chacal, Anúbis. O deus Thoth, de cabeça de íbis, senhor da sabedoria e da escrita, anota o resultado da pesagem sobre um papiro, por meio de um cálamo. Quarenta e dois juízes — correspondendo quarenta e duas províncias do Egito — assistem à operação. Diante desse tribunal é que o candidato à eternidade deve fazer as declarações nas quais afirma nunca se ter tornado culpado de certo número de faltas para com seus semelhantes, para com os deuses, para com sua própria pessoa e o bem alheio. Se a sentença dos juízes fosse favorável ao morto, Hórus tomava-o pela mão e o conduzia ao trono de Osíris, que lhe indicava seu lugar no reino do além. Essa é a cena que vemos na ilustração do alto da página. Ela pertence ao Livro dos Mortos de Hunefer, obra originária de Tebas e datada da XIX dinastia (c. 1307 a 1196 a.C.). Caso contrário, o morto estaria cheio de pecados e, então, seria comido por um terrível monstro, Ammut, o devorador dos mortos, que vemos na ilustração acima ao lado de Anúbis.
A idéia central do Livro dos Mortos é o respeito à verdade e à justiça, mostrando o elevado ideal da sociedade egípcia. Era crença geral que diante de Osíris de nada valeriam as riquezas, nem a posição social do falecido, mas que apenas seus atos seriam levados em conta. Foi justamente no Egito que esse enfoque de que a sorte dos mortos dependia do valor de sua conduta moral enquanto vivo ocorreu pela primeira vez na história da humanidade. Mil anos mais tarde, — diz Kurt Lange — essa idéia altamente moral não se espalhara ainda por nenhum dos povos civilizados que conhecemos. Em Babilônia, como entre os hebreus, os bons e os maus eram vítimas no além, e sem discernimento, das mesmas vicissitudes.
Não resta dúvida de que o julgamento de seus atos após a morte devia preocupar, e muito, a maioria dos egípcios, religiosos que eram. Mas — pondera Crouzet — a provação era de tal espécie, que podia ser sobrepujada por uma memória eficaz, ajudada pelo papiro colocado junto ao cadáver, que possibilitaria ao defunto enunciar certas sentenças soberanas. Como afastar a palavra "magia", e negar que o emprego destas fórmulas era considerado suficiente para apagar os erros da vida terrena? É claro que o crente era convidado a não cometê-los: seria a melhor maneira de garantir a sua salvação futura. Mas nenhuma reserva, em parte alguma, limitava a eficácia das receitas de que tratava de munir-se, desde que fosse obstinado, embora culpado.
É preciso que se diga que embora o Livro dos Mortos tenha aparecido grafado em papiros apenas a partir do Império Novo, sua origem é muito mais antiga, anterior até mesmo ao período dinástico. Inicialmente, contando apenas com poucas estrofes relativamente simples, adequadas aos costumes de uma época remota, seu conteúdo era transmitido de forma oral. Com o aumento da quantidade e da complexidade dos textos, os sacerdotes se viram obrigados a escrevê-los antes que se perdessem da memória dos fiéis. Num processo de cópias sucessivas foram introduzidas variações e enganos, tanto por equívoco na leitura dos caracteres quanto por desleixo, cansaço do copista e acréscimos feitos pelo próprio escriba interessado em impor sua opinião. A cópia mais antiga encontrada foi escrita para Nu, filho do intendente da casa do intendente do selo, Amen-hetep, e da dona de casa, Senseneb. Esse valioso documento, avaliam os arqueólogos, não pode ser posterior ao início da XVIII dinastia (c. de 1550 a.C.). Ele faz referência a datas dos textos que transcreve e uma delas se refere aos idos de um dos faraós da I dinastia (c. de 2920 a 2770 a.C.).
Foi nos sepulcros de Tebas que os pesquisadores encontraram a maior parte das cópias do Livro dos Mortos. Em tais papiros os comprimentos variam entre 4,57 e 27,43 metros e a largura entre 30,48 e 45,72 centímetros. No início do Império Novo os textos são sempre escritos com tinta preta e os hieróglifos dispostos em colunas verticais, separadas entre si por linhas pretas. Títulos, palavras iniciais dos capítulos, rubricas e chamadas são grafadas com tinta vermelha. Os escribas também enfeitavam os papiros com vinhetas de traços pretos, às vezes copiadas de ataúdes e documentos de dinastias bem anteriores como a XI (c. de 2134 a 1991 a.C), por exemplo. A partir da XIX dinastia (c. de 1307 a 1196 a.C.) as vinhetas passaram a ser pintadas com cores muito brilhantes e cresceram de importância, ao passo que o texto passou a ocupar uma posição secundária. Um dos mais belos papiros ilustrados que existem é o assim chamado Papiro de Ani, cujas vinhetas representam cenas mitológicas, nomes de deuses e cenas do julgamento dos mortos.
No decorrer da XXI e da XXII dinastias (c. de 1070 a 712 a.C.) houve deterioração do trabalho de escribas e desenhistas e a qualidade do mesmo diminuiu sensivelmente, além de ter havido alterações no conteúdo dos textos. Outros temas não relacionados com o mundo dos mortos, como a criação do mundo, por exemplo, foram incluídos nos papiros dessa época. Às vezes o texto nada tem a ver com a vinheta que o acompanha. Nesse período também se estabeleceu o costume de encher com os papiros figuras ocas de madeira do deus Osíris, as quais eram colocadas nos túmulos. Quando os papiros diminuíram de tamanho, passaram a ser armazenados em cavidades menores nas bases de tais figuras. Do final da XXII dinastia em diante, até o início da XXVI dinastia (664 a.C.) ocorreu um período de desordem e tumulto. Os sacerdotes perderam gradualmente o seu poder religoso e temporal e a crise provocou redução das despesas com cerimônias funerárias, tendo caído em desuso o costume de se fazer cópias do Livro dos Mortos.
Quando os faraós da XXVI dinastia assumiram o poder houve uma renovação dos antigos costumes mortuários, templos foram restaurados e textos antigos esquecidos foram relembrados e novamente copiados. No que se refere ao Livro dos Mortos tais cópias passaram a ser feitas de forma sistemática. Os capítulos passaram a ter uma ordem fixa, mantidos na mesma ordem relativa nos diversos papiros, ainda que alguns contivessem mais texto do que os outros, e quatro capítulos novos foram acrescentados, refletindo as novas idéias religiosas da época. Esses escritos continuaram a ser usados durante o período ptolomaico (304 a 30 a.C.). Nessa época, porém, só eram grafados os textos que se acreditava absolutamente necessários à salvação do morto. Textos que refletiam uma mitologia há muito esquecida eram ignorados.Tradução:Via ferramentas de idiomas.

Mumificação - Pesagem das Almas.


Deus Osíris - Soberano dos Mortos.
Segundo a lenda, Osíris foi um bom governante do Egito. Seth, seu írmão, movido pela inveja e utilizando as suas artes maléficas, mandou assassiná-lo e cortá-lo em pedaços. A esposa de Osíris, Ísis, procurou os seus restos por todo o Egito e, com a ajuda de Néftis, embalsamou-o.
A maldade de Seth não ficou impune, uma vez que os Deuses, instigados por Hórus, filho de Osíris, o levaram a julgamento e o condenaram. Baseados nisso, os egípcios, inclusive o faraó, deviam submeter-se a este julgamento para poder gozar junto a Osíris de uma eternidade nos campos de Iaru (paraíso).
Embora as origens dessa crença remontem ao Antigo Império, segundo atestam alguns túmulos, as representações da psicostasia foram mais abundantes durante o Novo Império. Diodoro Sículo (século I a.C.) também fala de um tribunal a que se submetia a múmia antes de ser sepultada. Antes de chegar à Sala das Duas Verdades para o julgamento, o morto já se havia purificado mediante alguns rituais e para agradar aos deuses, oferecia-lhe flores de lótus, símbolo da criação e do renascimento, pois essas flores fecham-se à noite e abrem-se de dia.
Antes da Pesagem das Almas (Julgamento) ocorria a mumificação, que para os antigos egípcios era um ritual sagrado, para eles o corpo era constituído de diversas partes: o ba, ou alma, o ka, ou força vital, e o akh, ou força divina inspiradora da vida. Para alcançar a vida depois da morte, o ka necessitava de um suporte material, que habitualmente era o corpo (khet) do morto. Este devia manter-se incorrupto, o que se conseguia com a técnica da mumificação. Os sacerdotes funerários encarregavam-se de extrair e embalsamar as vísceras do corpo. A técnica de embalsamar era muito complicada, e os sacerdotes deviam ter conhecimentos de anatomia para extrair os órgãos sem danificá-los.
Primeiro extraíam o cérebro introduzindo um gancho no nariz, depois de terem partido o osso etmóide. A seguir; marcavam, com um pincel, uma linha no lado esquerdo do corpo, onde faziam um corte para extraír as vísceras. O coração, que devia controlar o corpo no Além, e os rins, aos quais o acesso era difícil ou por motivos ainda não revelados (descobertos), permaneciam dentro do morto. As vísceras eram lavadas com substâncias aromáticas e colocadas em Vasos Canopos (vasos ou urnas de pedra), representando divindades chamadas Filhos de Hórus, que protegiam as vísceras da destruíção. Eram quatro vasos, com tampas em forma de homem, de chacal, de falcão e de macaco. A partir da XXI dinastia, estes órgãos eram enfaixados e colocados dentro do corpo do morto.
O fígado ficava em um vaso com tampa em forma de cabeça humana.
O estômago era guardado em um vaso com tampa em forma de chacal ou cão selvagem.
Um vaso com a cabeça de falcão guardava os intestinos.
Os pulmões eram guardados em um vaso com cabeça de babuíno.
A seguir, o corpo era depositado em natrão (carbonato de sódio natural) durante algum tempo e, depois, lavado e massageado com perfumes, óleos e incenso para a cabeça. Colocavam-se olhos de vidro, para dar sensação de realidade, cobria-se a incisão do lado esquerdo do corpo, da qual eram extraídas as vísceras, com uma placa de madeira, cera ou metal com o símbolo Udyat (Olho de Hórus). Assim, o cadáver estava pronto para ser enfaixado.
O morto devia ser reconhecido no Além. Por isso, depois de enfaixado o corpo mumificado, colocava-se uma máscara com um retrato idealizado do morto. As máscaras dos faraós eram feitas de ouro e lápis-lazúli. Segundo os egípcios, a carne dos deuses era de ouro, seu cabelo de lápis-lazúli e os ossos de prata, material muito raro no Egito. Os faraós eram representados como o Deus Osíris, soberano dos mortos. Na cabeça levavam o nemes, adorno listrado enfeitado na parte da frente com a serpente protetora dos faraós. Os braços ficavam cruzados sobre o peito. Numa das mãos, seguravam o cetro real e na outra, um chicote.
Uma vez preparado o cadáver e depositado no sarcófago, fazia-se uma procissão. Quando a procissão chegava ao túmulo, o sacerdote realizava o ritual de abrir a boca da múmia, para que ela (múmia) voltasse à vida. Todo o material funerário, juntamente com o sarcófago e as oferendas, era depositado no túmulo, que, a seguir, era selado para que nada perturbasse o eterno repouso do defunto. Assim, o morto iniciava um longo percurso pelo mundo Além-Túmulo.
Deus Anupu (Anúbis) representado pela figura de um homem com cabeça de chacal ou de cão.
Anupu (Anúbis), guardião das necrópoles e Deus da mumificação, levava-o perante Osíris, soberano do reino dos mortos, o qual, juntamente com outros deuses, realizava a chamada psicostasia, em que o coração do defunto era pesado. Se as más ações fossem mais pesadas que uma pena, o morto iria para o Inferno Egípcio. Se passasse satisfatoriamente por essa prova, podia percorrer o mundo subterrâneo, cheio de perigos, até o paraíso (Campos de Iaru).
A cerimônia da psicostasia (julgamento) realizava-se na Sala das Duas Verdades. Em uma das extremidades dessa sala, encontrava-se Osíris, sentado no trono e acompanhado por outros Deuses e 42 juízes. No centro da sala, colocava-se a balança em que se pesava o coração.
Representado por um chacal ou por um cão deitado, ou ainda pela figura de um homem com cabeça de chacal ou de cão, o deus Anúbis (Anupu em egípcio, "o que conta os corações") era um dos responsáveis pelo julgamento dos mortos no além-túmulo.
Enquanto o morto fazia sua declaração, Anúbis ajoelhava-se junto a uma grande balança colocada no meio do salão e ajustava o fiel com uma das mãos, ao mesmo tempo em que segurava o prato direito com a outra. O coração do finado era colocado num dos pratos e, no outro, uma pena, símbolo de Maat, a deusa da verdade (a verdade era o contrapeso com o qual se pesava o coração do morto durante o julgamento). O coração humano era considerado pelos egípcios a sede da consciência.
Pesagem das almas.
Assim, ao ser pesado contra a verdade, verificava-se a exatidâo dos protestos de inocência do defunto. Como as negativas vinham de seus próprios lábios, ele seria julgado pelo confronto com o seu próprio coração na balança.
Diante dessas divindades e juízes, o morto devia realizar a confissão negativa, a sua declaração de inocência. Antes de fazê-la, o morto dirigia-se ao seu coração e pedindo-lhe que não o contradissesse. Freqüentemente, esta fórmula aparecia escrita no "escaravelho do coração", um amuleto que se colocava entre as ataduras da múmia, perto do coração.
Depois de recitar essa fórmula, o morto colocava-se diante de cada um dos juízes e recitava outra fórmula, na qual se declara inocente de todos os pecados:
"Não pratiquei pecados contra os homens. Não maltratei os meus parentes. Não obriguei ninguém a trabalhar para lá do que era legítimo. Não pratiquei enganos com o peso da minha balança. Não causei a fome de ninguém. Não pratiquei fraudes na medição dos campos. Não subtrai o leite da boca das crianças."
Curiosamente, essa declaração era à respeito de atos cometidos contra os homens e não contra os deuses. Se o morto tivesse pecado, o prato da balança pesava mais, não era absolvido no julgamento e tornava-se demônio, que ameaçava o equilíbrio cósmico, e Amut, um monstro com cabeça de crocodilo e patas de leão e de hipopótamo, devorava-o.
Se não fosse devorado, deuses como Chesmu arrancavam-lhe a cabeça e inflingiam-lhe uma série interminável de castigos (Inferno Egípcio).
Maat, a deusa da verdade.
Só os justos de coração eram admitidos no reino de Osíris, nos Campos de Iaru, o que era o desejo de cada egípcio, identificar-se com Osíris (Deus dos Mortos) e assim poder renascer como ele o fizera (essa identificação com o deus vem expressa no Livro dos Mortos). O morto absolvido no julgamento ia para o paraíso, este era representado como uma planície com canais, à qual se chegava por uma escada. Ali se vivia feliz, porque os uchebtis realizavam todo o trabalho.
Os uchebtis, significa "os que respondem", eram pequenas estatuetas colocadas no túmulo para servir o morto no Além. Os mais valiosos eram feitos de ouro e de lápis-lazúli, mas também havia os fabricados em terracota, pedra, faiança ou madeira. Muitas vezes eram figuras masculinas, com um arado ou uma enxada e um cesto às costas. Na parte da frente, escrevia-se um capítulo do Livro dos Mortos.
Ao recitar esse texto, ganhavam vida e podiam trabalhar no lugar do morto. Em alguns túmulos encontraram-se 365 uchebtis, uma para cada dia do ano. Nos túmulos dos faraós, o número de uchebtis pode ser até superior.
A Psicostasia Românica.
"A idéia de um julgamento após a morte, de um castigo para os ímpios e de uma recompensa para os justos não é patrimônio exclusivo dos egípcios. A balança como instrumento de justiça aparece na Índia, no Japão e no Tibet, tal como no mazdeísmo, no cristianismo e no islamismo. As mitologias grega e romana falam de um julgamento no Além e descrevem o paraíso para os justos e o inferno para os maus."
"O cristianismo reuniu e adaptou algumas dessas crenças. No livro Apocalipse, fala-se de um Juízo Final e de um julgamento particularizado depois da morte, com recompensas e castigos. O tema da pesagem da alma, da balança nas mãos de um arcanjo, como São Miguel, ou de algum santo, foi um tema muito comum durante a Idade Média. Note que os capitéis, as colunas e os tímpanos das portas das igrejas aparecem decorados com cenas assim."F.P.Wikepédia.