contos sol e lua

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Anões e Gnomos.


Os anões e os gnomos são os donos da terra, do solo e do subsolo e seu aspecto muitas vezes repulsivo não é mais do que o reflexo da matéria bruta e primária de que são hóspedes e guardiões. Podem até serem qualificados de feios, mas são muito sábios.

Por sua etimologia, a palavra gnomo significa o que sabe e também o que vive no interior da terra. Na Alemanha, a palavra gnomem foi tomada da França no século XIII. Entretanto, desde o século XI os montanheses balconeses evitavam as cavernas exploradas pelos gnomos. Esse pequeno povo que habitava as moradas subterrâneas, assegurava a germinação das plantas, escavavam galerias em busca de minerais, vigiavam o crescimento das pedras preciosas e guardavam os tesouros enterrados. São tradicionalmente excelentes ferreiros, admiráveis fabricantes de jóias e artesãos de espadas tão fortes e rápidas que torna invencível quem as usa.
Nas lendas do folclore popular, são os anões e os gnomos que guiam e protegem os mineiros, os exploradores subterrâneos e metalúrgicos. São associados as divindades da forja e dos Infernos como o deus grego Hefesto, que forjou o raio de Zeus.
Gnomos e anões vivem no coração da matéria mais densa, mais pesada e sua missão consiste em organizar a matéria bruta, refiná-la, limpá-la e unificá-la antes de sua saída para a terra.
Seja qual for sua origem, real ou sobrenatural, elemental ou demoníaca, os anões e os gnomos existem, com nomes diferentes, em todos os países e todas as culturas, inclusive no Brasil. Na França chamam-se de gobelins, na Escócia de browales, na Irlanda de cluricaunes, na Suécia de taitters ou tomtes, na Islândia trolls, na Noruega e na Dinamarca de pruccas ou pwcca, no País de Gales de klabbers, dauniessies, hobgoblis, na Espanha de grasgos ou trasgos, na Suiça de servants e na Alemanha de nis-kobolds.
Anões e gnomos são divindades minúsculas da forja e da mina, portanto, seres da noite e das cavernas.
Na origem do mundo, segundo as lendas nórdicas reunidas em a Edda, quando os deuses, os Ases, desmembraram o corpo do grande gigante Ymir para fazer com ele o céu, a terra, as nuvens, os bosques e os oceanos, quatro anões foram dispostos nos quatro cantos do firmamento para sustentar a cúpula celeste durante todo o tempo que durar o universo.
O anões, assim como os elfos, tiveram origem nos vermes formigantes do cadáver em decomposição de Ymir e a maioria deles foi morar nas profundezas da terra, em Niflheim, a Morada dos Mortos e também em Svartalfaheim, o reino dos elfos negros que haviam abdicado da luz do sol e jamais abandonariam suas tenebrosas moradas subterrâneas. Esses anões originais eram ferreiros dos deuses, que possuíam a habilidade de fabricar ferramentas mágicas e armas invencíveis.
Para alcançar a sombria morada dos anões era necessário passar por cima de Bifrost, a ponte do arco-íris que unia Niflheim, o Reino dos Anões, Midgard, a terra, o Reino Médio, e Asgard, o céu, a Cidadela Divina. Raro eram os que se aventuravam por este ponte multicolorida, cuja cor vermelha correspondia a barreira intransponível de um fogo ardente, que evitava que os gigantes das montanhas chegassem ao céu. Somente Loki, o deus do fogo, era um hóspede freqüente desse pequeno povo. Entretanto, Loki era astuto e pérfido e constantemente punha os deuses nas maiores dificuldades, tanto que era chamado de o caluniador dos Ases.
Com a giganta Angrboda a que anuncia a desgraça, Loki teve três filhos: um lobo monstro chamado Fenrir, a serpente Midgard, que vive no mar que rodeia a terra e Hel, a guardiã da morada dos mortos situada em Niflheim. Os deuses Ases, a princípio, acolheram o lobo em sua casa e o alimentaram. Entretanto, o lobo cresceu tanto em força e tamanho e umas profecias anunciavam que um dia devoraria o mundo com seus dentes de ferro. Por isso, os deuses decidiram amarrá-lo a fim de reduzir sua capacidade de destruição. Confeccionaram uma forte atadura, que se rompeu logo que o lobo foi envolvida nela. Então foi forjada uma segunda, que novamente não foi suficiente para imobilizar Fenrir. Os Ases começaram a se desesperar, pois não achavam possível dominar o lobo, cujo vigor só aumentava. Tiveram então a sábia idéia de recorrer aos anões, cuja a arte e habilidade associada a magia os tornavam insuperáveis. Eles, que sempre sofriam depreciação por causa de sua pequena estatura e feio aspecto, trataram de agradar os deuses e forjaram uma atadura mágica que chamaram de Gleipnir. Dizia-se que a Gleipnir foi criada com a utilização de seis ingredientes: o ruído do passo dos gatos, a barba das mulheres, as raízes das montanhas, os tendões dos ossos, o alento do peixe e a saliva dos pássaros. Esses ingredientes eram tão raros e impalpáveis como poderosos, pois sabemos que as mulheres não têm barba, o passo do gato não provoca ruído e não há raízes debaixo das montanhas.
A atadura mágica era lisa e flexível como uma cinta de seda, mas com uma solidez a toda prova e conseguiu prender o imenso e raivoso lobo Fenrir.
A lenda dos gnomos foi introduzida na Europa no princípio do século XVI por autores como Pico de la Mirándola, Marsilio Ficino, Paracelso, Jerônimo Cardam e Reuchlin.
Rosane Valpatto.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Espírito da Terra.


Muitos de nós andamos pela terra e vemos apenas uma massa aparentemente morta, mas um dos primeiros fatos revelados a nossa consciência pela iniciação é a realidade vivente do Espírito da Terra. Como a superfície do corpo é morta em comparação com os órgãos internos, assim também o invólucro externo da terra, sendo incrustado, não dá idéia da maravilhosa atividade interna. No caminho da Iniciação são reveladas nove diferentes camadas, e no centro dessa esfera rolante nós nos deparamos com o Espírito da Terra, face a face. É bem verdade que ele está "gemendo e labutando" na terra por todos nós, trabalhando e ansiosamente esperando por nossa manifestação como Filhos de Deus, para que, como a alma que busca e que agora está confinado, por nossa causa.

Naturalmente, o Espírito da Terra não deve ser imaginado como sendo um homem muito grande, ou como tendo uma forma física que não seja a própria Terra. O corpo vital de Jesus, no qual o Espírito de Cristo foi enfocado ,muito antes de seu real ingresso na Terra, tem a forma humana comum; está protegido e é apresentado ao candidato em um certo ponto de sua marcha progressiva. Algum dia, em um futuro distante, ele abrigará novamente o benevolente Espírito de Cristo em Seu retorno do centro da Terra, quando nós nos tenhamos tornado etéricos e quando Ele estiver pronto para elevar-se a esferas superiores, deixando-nos para sermos ensinados pelo Pai, cuja religião será maior do que a religião cristã.

O mito de Fausto apresenta uma curiosa situação no encontro do herói, que é a alma que busca, com diversas classes de espíritos. O espírito de Fausto, inerentemente bom, sente-se atraído para as ordens superiores; sente-se afim com o benevolente Espírito da Terra, e lamenta a incapacidade para dete-lo e aprender com ele. Face a face com o Espírito de Negação que está muito desejoso de ensinar e servir, - em certo sentido, ele se considera mestre - ele sabe que esse espírito não pode sair, passando sobre o símbolo da estrela de cinco pontas, na posição em que está colocado no chão. Mas, tanto sua incapacidade para prender o Espírito da Terra e obter ensinamentos desse exaltado Ser, como seu domínio sobre o Espírito de Negação, decorrem do fato de ter entrado com eles por acaso e não pelo poder da alma desenvolvido internamente.

Quando Parsifal, o herói de outro desses grandes mitos da alma, visitou o Castelo do Graal pela primeira vez, foi-lhe perguntado como havia chegado lá, e ele respondeu "Eu não sei". Apenas aconteceu ele entrar no lugar sagrado, como uma alma que, algumas vezes, tem um vislumbre do reino celestial; mas ele não pode ficar em Mont Salvat. Foi forçado a sair novamente pelo mundo e aprender sua lição. Muitos anos depois ele voltou ao Castelo do Graal, desgastado e exausto com a busca, e a mesma pergunta foi-lhe feita: "Como chegou aqui?" Mas dessa vez sua resposta foi diferente, pois ele disse: "Através da busca e do sofrimento, eu vim."

Este é o ponto cardeal que marca a grande diferença entre pessoas que, por acaso, entram em contato com espírito dos reinos suprafísicos ou tropeçam na solução de uma Lei da Natureza, e as pessoas que, por diligentes pesquisas e principalmente por viverem a vida, alcançam a Iniciação consciente nos segredos da Natureza. As primeiras não sabem como usar inteligentemente estes poderes, e são portanto indefesas. As últimas são sempre donas das forças que controlam, enquanto que as outras são um joguete para quem quer que deseje aproveitar-se delas.Max Heindel.

NASCIDO DO FOGO:


Una-se a minha busca para deixar a vida transformada
Atravessando o mundo, ondas de destruição
Vomitando a morte com o mal, eu remexi
Acordando os mortos de suas tumbas
O amor torna-se luxúria, sensações que eu caí
Explorando os prazeres do pecado
Fazendo a melhor jogada
Ajustando as diferenças então eu venço

Desencadeando minha fúria incendiante
Máquina mortal potencial
Derrubo todos que obstruem meu caminho
Diversão, tudo isso é obsceno... nascido das chamas

Príncipe de toda escuridão
Ritualmente batizado nas chamas
O próximo ao trono, minha abominação
Espalhando horror por todo o império
Senhor da arte que controla os impuros
Herda as chaves da infâmia
Milhares de séculos eu agüentarei
Tirano de todas as profecias

Alguns tem me chamado de filho de satã
Um nome que não posso negar
Exercendo a fúria como ninguém
Muito vil para ser detido...nascido das chamas

Todas as coisas mortas devem ressuscitar
Quando o crepúsculo chegar
Respingado de vermelho você encontrará minha caverna
Sangue gotejando das paredes

Sonhos nascidos do desejo
Modelado e forjado dentro do fogo
Deformado, deturpado, desordenado eu vejo
O mundo é insanidade corrupta

Os sonhos possuem imagens atemorizantes
Queimando, não se pode escapar das brasas
Perdidos estão aqueles que confiaram no mentiroso
Filho de satã, eu nasci das chamas.Slayer.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Voar Sempre...

Passamos uma vida presos,
qual pássaros em suas gaiolas!

Medo de amar, de olhar a vida de frente...
E, naquele pequeno espaço,
cantamos nossas dores e sonhos!

Muitas vezes, as portas de nossas gaiolas se abrem...
Mas permanecemos ali, acostumados,
encolhidos as nossas vontades e sonhos!

Não tenha dúvida amigo,
à primeira oportunidade,
deve alçar o vôo dos falcões,
calma, confiante, determinada!
Ame sem medo,
brinque um pouco com a vida !
Não tenha medo dos rochedos e
sobre eles,estenda a sua asa
corajosa de falcões!
Solte-se ao vento,
e deixe-na,levá-la ao sonho!

Como o Condor,
tente enxergar as pequeninas
coisas a sua volta e saber apreciá-las,
dando um sentido novo a sua vida !
Não seja passarinho de gaiola,
mas, Falcões e Condores do céu !
A cada dia existe uma renovação constante,
e nunca um será como o outro...
Não há dores eternas,
lágrimas eternas, perdas eternas!
Há sorrisos,
esperando-lhe,
dias de sol, o abraço dos amigos,dos filhos e tantos sonhos lindos !

Um amor lhe espera,para com você, voar...voar ...
Porque a vida é um recomeçar diário de um vôo!

E, gaiolas não foram feitas para pássaros...
Tão pouco para Falcões !

O SOL E O VENTO....

O sol e o vento discutiam sobre qual dos dois era mais forte.
O vento disse:

- Provarei que sou o mais forte.
Vê aquela mulher que vem lá embaixo com um lenço azul no pescoço?
Aposto como posso fazer com que ela tire o lenço mais depressa do que você.

O sol aceitou a aposta e recolheu-se atrás de uma nuvem.

O vento começou a soprar até quase se tornar um furacão, mas quanto mais ele soprava,
mais a mulher segurava o lenço junto a si.

Finalmente, o vento acalmou-se e desistiu de soprar.

Logo após, o sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente para a mulher.

Imediatamente ela esfregou o rosto e tirou o lenço do pescoço.

O sol disse, então, ao vento:

- Lembre-se disso:

"A gentileza e a amizade são sempre mais fortes que a fúria e a força."

[D. A.]

Forças de Períodos Diferentes.


No Período Lunar, o contato da esfera ardente com o Espaço frio gerou umidade e a batalha dos elementos começou em toda sua violência. A ardente bola de fogo tentava evaporar a umidade, empurrá-la para fora e criar um vácuo no qual preservasse sua integridade e ardesse tranqüila. Mas não há nem pode haver nenhum vazio na natureza, assim o vapor escapado condensou-se a uma certa distância da bola ardente e foi novamente enviado para dentro pelo frio do Espaço, para ser novamente evaporado e lançado para fora em um incessante vai e vem por eras e eras, como um volante entre as separadas Hierarquias de Espíritos que compõem os vários Reinos da Vida, representados na Esfera de Fogo e no Espaço Cósmico, que é uma expressão do Espírito Absoluto Homogêneo. Os Espíritos de Fogo estão, diligentemente, lutando para atingir um aumento de consciência. Mas o Absoluto repousa, sempre envolto na invisível roupagem do Espaço Cósmico. "Nele" todas as forças e possibilidades estão latentes e Ele procura desencorajar e impedir qualquer tentativa de desperdiçar forças latentes, como a energia dinâmica que é necessária para a evolução de um sistema solar. A água é o agente que Ele usou para extinguir o fogo de espíritos ativos. A zona entre o centro quente do separado Espírito da Esfera e o ponto onde sua atmosfera individual encontra o espaço Cósmico, é um campo de batalha de espíritos em desenvolvimento, em vários estados de evolução.

Os Anjos atuais eram humanos no Período Lunar e o mais graduado Iniciado é o Espírito Santo.

A nossa humanidade e os outros Reinos de Vida na Terra são diversamente afetados pelos elementos atuais e assim como alguns gostam de calor e outros preferem o frio, como alguns desenvolvem-se na umidade e outros necessitam de ambiente seco, assim também no Período Lunar, entre os Anjos, alguns tinham afinidades pela água, outros a detestavam e amavam o fogo.

Do ponto de vista ou ângulo Cósmico notamos que o Templo de Salomão é o Universo Solar, e Hiran Abiff, o Grande Mestre, é o Sol que viaja ao redor dos l2 Signos do Zodíaco, desempenhando aí o drama místico da Lenda Maçônica. No Equinócio da Primavera, o Sol deixa o aquoso Signo de Peixes, (no hemisfério norte) que é também feminino e dócil, pelo belicoso, marcial vigoroso e ígneo signo de Áries, o carneiro ou cordeiro, onde é exaltado em poder. Enche o Universo com um fogo criador que é imediatamente absorvido pelos inumeráveis bilhões de Espíritos da Natureza que, com isso, constróem o Templo do ano vindouro em florestas e pântanos. As forças de fecundação aplicadas às intocáveis sementes que dormitam no solo, fazem com que elas germinem e encham a terra de vegetação luxuriante, enquanto os Espíritos-grupo acasalam os animais e as aves que estão a seus cuidados, para que eles possam procriar e aumentar suficientemente, para conservar a fauna de nosso planeta na normalidade.

A Consciência Objetiva pela qual adquirimos conhecimento do mundo externo, depende do que percebemos por meio dos sentidos. A isto chamamos real, em contraposição aos nossos pensamentos e idéias que nos vêm através de nossa consciência interna: sua realidade não é aparente para nós da mesma maneira que o é de um livro, de uma mesa, ou de outros objetos visíveis ou tangíveis no espaço. Pensamentos e idéias parecem vagos e irreais, por isso falamos de um "mero" pensamento, ou de "apenas" uma idéia.

Contudo, as idéias e pensamentos de hoje têm diante de si uma evolução; estão destinados a tornarem-se tão reais, claros e tangíveis como quaisquer dos objetos do mundo externo que agora percebemos através dos sentidos físicos. Atualmente, quando pensamos em uma coisa ou uma cor, o quadro ou a cor apresentadas pela memória à nossa consciência interna, não é mais do que uma vaga sombra comparada com a coisa pensada.

No princípio do Período de Júpiter haverá uma notável mudança a este respeito. Depois, os quadros oníricos do Período Lunar voltarão, mas estarão sujeitos ao chamado do pensador, e não serão meras reproduções dos objetos externos. Assim, haverá uma combinação dos quadros do Período Lunar e dos pensamentos e idéias desenvolvidos conscientemente durante o Período Terrestre, isto é, será uma consciência pictórica consciente de Si.

Quando um homem do Período de Júpiter diz "vermelho", ou profere o nome de um objeto, uma reprodução clara e exata do determinado tom de vermelho sobre o qual está falando ou do objeto ao qual se refere, será apresentada à sua visão interna e será também perfeitamente visível a seu ouvinte. Não haverá interpretação errada sobre o significado das palavras proferidas. Pensamentos e idéias serão vivas e visíveis, portanto a hipocrisia e a bajulação serão inteiramente eliminadas. As pessoas serão vistas exatamente como são. Haverá o homem inteiramente bom e o completamente mau, e um dos maiores problemas dessa época será como lidar com estes últimos. Os Maniqueus, uma Ordem de espiritualidade ainda mais elevada do que a dos Rosacruzes, estão atualmente estudando esse exato problema. Uma idéia da situação prevista pode ser formada por um rápido resumo de sua lenda. (Todas as ordens místicas têm uma lenda simbolizando seus ideais e aspirações).

N lenda dos Maniqueus há dois reinos, o dos Duendes da luz e o dos Duendes das Trevas. Os últimos atacam os primeiros, são vencidos e devem ser punidos. No entanto, como os Duendes da Luz são inteiramente bons e como os Duendes das Trevas são inteiramente maus, os primeiros não podem infligir o mal a seus inimigos, portanto estes devem ser punidos com o Bem. Em decorrência disto, uma parte do reino dos Duendes da Luz é incorporada com a dos Duendes das Trevas e, desta maneira, o mal será no tempo devido dominado. O ódio que não se submeter ao ódio deve sucumbir ao Amor.

Os quadros internos do Período Lunar eram uma certa manifestação do ambiente externo do homem. No período de Júpiter os quadros serão expressados de dentro; serão uma conseqüência da vida interna do homem. Ele também possuirá a capacidade adicional, que ele cultivou no Período Terrestre, de ver coisas no espaço fora dele próprio. No Período Lunar ele não via as coisas concretas, mas apenas as suas qualidades de alma. No Período de Júpiter ele verá ambas, e assim terá uma total percepção e compreensão do que o cerca. Em um estágio posterior, no mesmo Período, esta qualidade de percepção será seguida de uma fase ainda mais superior. Seu poder de formar nítidas concepções mentais de cores, objetos ou tons, capacitá-lo-á a contatar e influenciar seres supersensitivos de várias ordens e assegurar sua obediência, empregando as forças deles, como desejar. Terá a capacidade de emanar de si as forças com as quais realizará seus propósitos e estará sob a dependência do auxílio destes seres suprafísicos, que, então, estarão às suas ordens.

Ao aproximar-se do Período de Vênus estará capacitado a usar sua própria força para dar vida a seus quadros e manifestá-los de si mesmo, como objetos no espaço. Ele possuirá, então, um conhecimento criador objetivo e consciente de Si.Max Heindel.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aracne: A Maldição da Teia.


Na mitologia grega, existem vários casos de maldições, um deles é o da Aracne, uma linda moça que foi amaldiçoada pelas mãos de Athena, e obrigada a viver o resto de sua vida fazendo teias e vivendo com oito patas.

Segundo a mitologia grega, Aracne era uma jovem tecelã que vivia na Lídia, em uma região da Ásia Menor chamada Meônia. Seu trabalho era tão perfeito que, em todas as cidades da Lídia, Aracne ganhou fama de ser a melhor na arte de fiar e tecer a lã.

Eram os deuses, com sua generosidade, que concediam às criaturas seus talentos e habilidades, mas os mortais, com sua capacidade natural de esquecer as coisas, às vezes cometiam a tolice de gabar-se de seus próprios feitos. Assim aconteceu a Aracne, que deixou-se dominar pela vaidade e passou a vangloriar-se de sua habilidade como tecelã. Até que um dia alguém veio lembrá-la de que ela era discípula de Atena. Atena (Minerva, na mitologia romana) era filha de Zeus, e além de ser a deusa da Sabedoria ,era a deusa que presidia as artes e os trabalhos manuais — a tecelagem inclusive. Aracne ficou extremamente ofendida e, querendo provar sua independência e auto-suficiência, caiu na fraqueza de afirmar que podia competir com Atena e seria capaz de derrotá-la na arte da tecelagem.

Ao saber da presunção de Aracne, Atenas foi procurá-la disfarçada como uma anciã e pediu-lhe que a escutasse, devido à experiência de sua idade avançada: “Busque entre os mortais toda fama que desejar, mas reconheça a posição da deusa”. Porém, a famosa Aracne não percebeu que se tratava de Atena e, além de zombar da anciã, reafirmou seu desafio: “Por que motivo sua deusa está evitando competir comigo?”

Ao ouvir isto, Atenas apareceu em sua forma verdadeira, e todos se puseram a reverenciá-la, exceto Aracne, que permaneceu impassível, pois o senso de poder que sua habilidade lhe dava tornava-a ousada em excesso.

Atenas desafiou Aracne a provar que seria capaz de vencê-la e as duas deram início à competição. Sentaram-se e começaram a tecer, cada qual procurando produzir a obra vencedora.

Atena retratou a cidade de Atenas e os deuses em seus tronos, e entre os deuses a oliveira que ela havia criado durante uma disputa com Posseidon e graças à qual foi proclamada a protetora da cidade. Retratou também Niké, o símbolo da Vitória e nos quatro cantos da tela, desenhou quatro cenas mostrando o que havia acontecido a alguns mortais que desafiaram os deuses e em que eles acabaram sendo transformados.
Coroando o trabalho, Atena teceu uma grinalda de folhas de oliveira, que é até hoje um símbolo de paz.

Aracne, a perfeita tecelã, achou de retratar o maior de todos os deuses –Zeus – por ocasião de suas conquistas amorosas. E então foi tecendo diversas cenas em que ele aparece disfarçado ou toma a forma de um animal: Zeus, sob a forma de touro, arrebatando Europa; sob a forma de águia, abordando Astéria; sob a forma de cisne, conquistando Leda; sob a forma de sátiro, fazendo amor com Antíope; Zeus fazendo-se passar por Anfitríon para seduzir Alcmene, mãe de Heraclés (Hércules); Zeus, o pastor que fez amor com Mnemosine, mulher-titã; e, ainda, Zeus conquistando Egina, Deméter e Danae, disfarçado, respectivamente, de chama, serpente e chuva de ouro. No afã de “tricotear” sua espantosa obra, Aracne incluiu ainda os amores de Posseidon, Apolo, Dionísio e Cronos.
E ao redor de todas as cenas, teceu uma graciosa moldura de hera e flores entrelaçadas.

Tão perfeita foi a obra de Aracne que Atena não conseguiu encontrar nela a mínima falha. Irritada, Atena rasgou a tecelagem em pedaços e golpeou Aracne na cabeça. Aracne ficou muito triste e, em seu desespero, terminou tentando se enforcar. Atena, ao saber o que sua cólera havia provocado, compadeceu-se de Aracne e transformou a corda que ela usara para enforcar-se em uma teia. Em seguida, derramou sobre Aracne fluidos retirados das ervas da deusa Hecate e transformou-a em uma aranha. Dessa forma, Aracne foi salva da morte e, embora condenada a ficar dependurada em sua teia, a beleza de sua arte não ficaria perdida para sempre neste mundo.F.P.Wikepédia.