contos sol e lua

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

EQUINÓCIO CELTA.


Os Celtas, povo que praticava a magia 4 mil anos antes do nascimento de Cristo, faziam grandes celebrações em homenagem à Natureza, pois sabiam que sua força energética favorecia a realização dos pedidos. Os rituais eram feitos todos os meses, nas noites de lua cheia, período lunar que fortalece o poder da mente. Além desses eventos, eram realizados em datas específicas oito festivais mágicos chamados Sabbats. São eles: Samhain, Solstício de Verão, Imbolc, Equinócio de Outono, Beltame, Solstício de Inverno, Lunasa, Equinócio de Primavera. Para que os Sabbats ganhassem um sabor especial, essa civilização antiga preparava bolos, pães e sucos para cada comemoração. Por isso, além de descrever os rituais, explicar sua finalidades e dizer quando celebrá-los, ensinarei as receitas que os complementam. Faça os Sabbats com carinho e atenção e, a cada ritual, você estará renovando sua energia e atraindo harmonia e bem-estar para o ano inteiro.
Solstício de Verão Celebrado quando o Sol entra no signo de Capricórnio, em 22 de dezembro, este ritual comemora o dia mais longo do ano( para nós portugueses o mais pequeno). É motivo de alegria e festa, de agradecer as energias do Verão que se inicia. O momento também favorece o armazenamento de forças para o Outono. RITUAL
- Use uma roupa bem alegre, com cores vivas, dê preferência amarelo, azul ou verde.
- Separe: quatro velas (1 verde, 1 azul, 1 vermelha e 1 amarela); um punhado de sal; 1 vareta de incenso de sua preferência, a fruta e a flor que regem Saturno* (abacaxi e folhas de cipreste); suco de abacaxi e um pedaço de bolo de especiarias.
- Monte um pequeno altar: pode ser uma mesinha de centro com uma toalha branca por cima. Coloque todos os objetos relacionados em cima do altar.

Reverencie os elementos:
TERRA: acenda a vela verde, ofereça o bolo de especiarias ao altar, coma um pedaço e espalhe um pouco de sal pelo altar; avalie seu progresso material.
ÁGUA: acenda a vela azul, ofereça o suco ao altar e tome um pouco; reflita sobre suas dificuldades emocioanais e como conseguiu superá-las.
AR: acenda a vela amarela, incense o ambiente com o aroma dele, ofereça o abacaxi (se quiser coma um pouco); agradeça por ter enfrentado os momentos críticos com calma.
FOGO: acenda a vela vermelha e ofereça as folhas de cipreste ao altar; pense na sua saúde e na de seus familiares.
Pronto. Agora feche o ritual com a oração de sua preferência.
Deixe as velas e o incenso queimando em cima do altar, retire o bolo, o suco e o abacaxi,oferecendo às pessoas que você mais gosta.

RAINHA DAS SOMBRAS.

Ciclos infindáveis da árvore de prata,
Da infinita alegria à triste lembrança
Um tempo passado e repassado
Que jamais volta atrás.
Caminhando pela estrada da vida,
Verde esmeralda dos ancestrais,
Gira a Roda sem parar
E festeja a escuridão de Samhain.
Onde a noite ultrapassa o dia,
Rumo a um novo despertar.
Salve, Grande Rainha,
Senhora do começo, meio e fim!

SAMHAIN.


Grande Sabá, celebrado no dia 30 de abril, onde a Roda finalmente completa seu ciclo. Samhain, pronuncia-se ("Sou-ein"), é conhecido como a Noite Sagrada. Oíche Shamhna, na língua gaélica, representa o fim da colheita e o último Festival do Fogo. Ritual dedicado aos Deuses: Ceridween, Morrighan e Dagda.
Para nós é a comemoração do Ano Novo, momento misterioso que não pertence nem ao passado, nem ao presente, nem a este mundo e nem ao outro, é o momento onde os portões dos mundos se abrem e o véu que os separa se torna mais tênue. Época ideal para se honrar os antepassados.
Apalavra Samhain significa "sem luz" ou "o fim do verão", pois nessa noite o Deus morre e o mundo mergulha na total escuridão, preparando-se para a chegado do inverno. A Deusa vai ao mundo das sombras em busca do seu amado. Eles se amam e desse amor é gerada a semente da luz, no útero da Grande Mãe, para que possa novamente renascer em Yule, como a criança da promessa, o retorno do verão.
Samhain é a noite queSamhain marca o início de um novo período e um novo recomeço em nossas vidas. Homenageie a memória dos antigos preparando alimentos de sua preferência e conte suas histórias aos seus descendentes.

FOLHAS DO OUTONO.

Num tempo não muito distante,
A vida segue as mansões da Lua,
A dança cósmica da natureza.
Realinha seu eixo energético
E cresce um pouco a cada dia.
A Roda do Ano completa seu ciclo
Nesta segunda colheita,
Girando sem parar, na sua infinita jornada.
Na linha do tempo não existem tradições
E nem contradições...
Existe, apenas o principio maior da criação,
O equilíbrio da unidade dentro de nós.

MABON.


Pequeno Sabá, celebrado no dia 21 de março, marca a entrada do Equinócio de Outono, onde se comemora a segunda colheita iniciada em Lammas. Mais uma vez os dias e as noites são iguais e o Deus agora é o ancião que caminha para o Outro Mundo e a Deusa alcança maturidade e sabedoria. As folhas começam a cair e o Sol a minguar rapidamente. A natureza declina e se prepara para a chegada do inverno.
Mabon Conhecido também como: Alban Elfed, Alban Elued ou a Luz de Outono, é o oposto de Ostara, onde a vegetação e a luz solar diminuem e o mistério da vida e da morte se fazem presentes novamente. Este é o Sabá do equilíbrio, da gratidão e do tempo de se fazer uma avaliação de tudo que foi plantado e colhido.
Este festival homenageia o Deus galês Mabon, representando a colheita dos frutos, a despedida do verão e a prepração para o inverno. No panteão celta, Mabon, também é conhecido como Angus, o Deus do Amor.

A PRIMEIRA COLHEITA.

Benditas sejam as águas sagradas
Que purificam a alma e o coração
Sob a Lua dessa colheita
Sombras anciãs trançam suas raízes pela terra
Ofertam seus primeiros grãos
Aos Senhores da semente e da fartura
Guiados pela lança sagrada de Lugh
Sofrimentos são banidos
Para uma terra distante
Girando pelas espirais do tempo
Caminho pela luz do dia
Rumo às estrelas da noite
Agradecendo o pão que nos é oferecido
Neste altar de feixes e de grãos
Consagro meu claddagh
Ao nobre de alma brilhante
Elo que une a verdadeira união
Pela doçura desse ciclo sem fim.

LAMMAS.


Lammas ou Lughnasadh é um grande Sabá, celebrado no dia 02 de fevereiro. "Lá Lúnasa" é um dos quatro Festivais do Fogo, basicamente um ritual de agradecimento, onde se comemora o primeiro dos três festivais da colheita, dedicado ao Deus Lugh e a Deusa Dana. Época ideal para agradecer todas as nossas colheitas, sejam elas boas ou não, pois sabemos que tudo é necessário para o nosso crescimento espiritual.
Neste festival são confeccionados bonecos com espigas de milho ou ramas de trigo, representando os Deuses, que são chamados de Senhor eLammas Senhora do Milho. O Sabá de Lammas ou Lughnasadh, significa "A massa de Lugh". Isso se deve ao antigo costume celta de colher os primeiros grãos para se fazer um grande pão, que depois seria dividido entre as pessoas do povoado.
O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do caldeirão juntamente com grãos de cereais e papéis, onde serão escritos todos seus agradecimentos.
Amuletos e talismãs antigos deverão ser queimados neste ritual, onde simbolicamente nos livramos de tudo aquilo que está velho e desgastado. Pois a vida se torna morte e a morte se torna vida, o ciclo eterno da criação.