contos sol e lua

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

O MITO PSIQUE.


Na mitologia grega, mortal que tornou-se deusa do amor e que mudou a ênfase da história mitológica anterior a sua existência. Filha de um rei cujo nome é desconhecido, antes dela, os demais heróis da mitologia agiam todos por motivos de ordem patriarcal: poder, conquista, civilização, cultura, etc. O mito, narrado no livro O Asno de Ouro de Apuléio, conta que de tão bela despertou a fúria de Afrodite, deusa da beleza e do amor, pois as pessoas deixaram de prestar culto regular a deusa da divina beleza para admirar a extraordinária formosura de simples mortal. A deusa teve um acesso de raiva e pediu a seu filho Eros, deus grego do amor, também conhecido como Cupido, que usasse suas flechas encantadas para que a mortal se apaixonasse pela criatura mais desprezível do mundo. Ele a encontrou enquanto ela dormia e ficou tão encantado por sua beleza que, acidentalmente, aranhou a si mesmo com a flecha e se apaixonou por ela. Levou-a dali para bem longe, para um maravilhoso palácio e, apaixonado, disse à sua mãe que finalmente ela estava livre da rival. Sem nenhuma ajuda visível, todos os desejos da princesa eram cumpridos enquanto ele ia visitá-la todas as noites. Durante muito tempo, ela não havia olhado para o seu marido, pois este lhe tinha proibido de olhá-lo, uma vez que intimamente ele queria que o amasse, como humano, e não como um deus. Mas a curiosidade finalmente se apoderou dela e uma noite, enquanto ele dormia, ela ascendeu uma lâmpada e iluminou seu rosto para vê-lo. Espantada e admirada com a beleza de seu marido, desastradamente deixou cair uma gota de óleo quente sobre ele. Percebendo que fora traído, Eros enlouqueceu e sem pronunciar uma palavra, abriu suas belas asas e voou pela janela afora. O palácio e tudo o que ele continha desapareceu e ela, desesperada com seu erro, vagou dias e noites, sem comer e sem dormir, procurando seu amado, enquanto ele estava preso no quarto da mãe por causa de sua ferida. Afrodite, descobrindo que fora enganada e mantendo Eros sob seus cuidados, decide ela mesmo atacar. Prometendo-lhe ser a única maneira de recuperar o amor de Eros, impôs à princesa uma série de tarefas, esperando que delas nunca se desincubisse, ou que tanto esforço se desgastasse que perdesse a beleza. Então surge a lenda dos Quatro Trabalhos de Psiquê: A separação dos grãos, A lã de ouro, As águas da nascente do Rio Estige e A beleza de Perséfone. Depois de muitas atribulações, com a ajuda de outros deuses e para desespero de Afrodite, ela conseguiu realizar as tarefas julgadas impossíveis e sem perder sua beleza. Eros já curado de sua queimadura vai ao socorro de sua amada, e dirigiu-se ao Olimpo para pedir a Zeus que os unisse em casamento. Zeus mandou Hermes buscar a jovem à sua presença e deu-lhe de beber a ambrosia, que lhe conferiu o dom da imortalidade. Depois declarou-a oficialmente para sempre esposa de Eros, tornando impotente o ciúme de Afrodite. Dessa união, a união do amor e da alma, pois psiquê significa alma, nasceu Volúpia.

Natureza Morta.


Heitor Mazzotti / Silvio Kazza.
Enquanto o tempo passa.
Nos aproximamos do fim.
A humanidade em chamas.
Traída pelo próprio poder.

A ganância nos consome.
Neste instinto animal.
Será que veremos.
Nossa autodestruição.

Vejam nossos filhos.
E lembrem que eles irão viver.
Nesse inferno criado por nós,

Nós temos chance.
De mudar agora.
Este destino negro.
Antes do nosso fim.

O verde que nos cobria.
Já não existe mais.
Pode a consciência humana.
Avançar como sua / tecnologia.

A água que bebemos.
Está cada vez mais rara.
Em um piscar de olhos.
Não existirá mais nada.

Vejam nossos filhos.
E lembrem que eles irão viver.
Nesse inferno criado por nós.

Nós temos chance.
De mudar agora.
Este destino negro.
Antes do nosso fim.

A maior dificuldade de relatar um mito não está em traduzir as suas múltiplas conexões e desdobramentos, mas em resolver onde parar, onde recortar este mito do todo da mitologia. Por isso, a história de Pandora começa antes da própria Pandora.
Desde que Zeus (Júpiter) e seus irmãos (a geração dos deuses olímpicos) começaram a disputar o poder com a geração dos Titãs, Prometeu era visto como inimigo e seus amigos mortais como ameaça.
Sendo assim, para castigar os mortais, Zeus privou o homem do fogo, simbolicamente, da luz na alma, da inteligência. Prometeu, "amigo dos homens", roubou uma centelha do fogo celeste e a trouxe à terra, reanimando os homens.
Ao descobrir o roubo, Zeus decidiu punir tanto o ladrão quanto os beneficiados. Prometeu foi acorrentado a uma coluna e uma águia devorava seu fígado durante o dia, o qual voltava a crescer à noite.
Para castigar o homem, Zeus ordenou a Hefesto (Vulcano) que modelasse uma mulher semelhante às deusas imortais e que tivesse vários dons. Atená (Minerva) ensinou-lhe a arte da tecelagem, Afrodite (Vênus) deu-lha a beleza e o desejo indomável, Hermes (Mercúrio) encheu-lhe o coração de artimanhas, imprudência, ardis, fingimento e cinismo, as Graças embelezaram-na com lindíssimos colares de ouro.Zeus enviou Pandora como presente a Epimeteu, o qual, esquecendo-se da recomendação de Prometeu, seu irmão, de que nunca recebesse um presente de Zeus, o aceitou. Quando Pandora, por curiosidade, abriu uma caixa que trouxera do Olimpo como presente de casamento ao marido, dela fugiram todas as calamidades e desgraças que até hoje atormentam os homens. Pandora ainda tentou fechar a caixa, mas era tarde demais: ela estava vazia, com a exceção da "esperança" que permaneceu presa junto à borda da caixa.
Pandora é a deusa da ressurreição. Ela por não nascer como a divindade é conhecida como uma semi-deusa. Pandora era uma humana ligada a Hades. Sua ambição em se tornar a deusa do Olimpo e esposa de Zeus fez com que ela abrisse a ânfora divina. Zeus para castiga-la tirou a sua vida. Hades com interesse nas ambições de Pandora, procurou as pacas (dominadoras do tempo) e pediu para que o tempo voltasse, sem permissão de Zeus elas não puderam fazer nada. Hades convenceu o irmão a ressuscitar Pandora, devido os argumentos do irmão Zeus a ressuscitou dando a divindade que ela sempre desejava. Assim Pandora se tornou a deusa da ressurreição. Para um espírito ressuscitar Pandora entrega-lhe uma tarefa, se o espírito cumprir ele é ressuscitado. Pandora com ódio de Zeus por ele ter a tornado uma deusa sem importância, entrega aos espíritos somente tarefas impossíveis. Assim nenhum espírito conseguiu e nem conseguirá ressuscitar.

PANDORA.E OS MALES DO MUNDO.


Zeus inventa a forma mais rápida de destruir o paraíso dos homens: a mulher. Chama Hefestos, o habilidoso deus artesão, e pede-lhe que confeccione uma imagem feminina em bronze. Ela deveria assemelhar-se ao homem, mas em alguma coisa deveria diferir dele, de tal forma que o encantasse e comovesse, atrasando-lhe o trabalho e transtornando-lhe a alma. E cada deus oferece uma coisa àquela criatura, que já nasce para colocar em desconcerto a vida dos mortais. Atena, que não se considera mais amiga de Prometeu, pois este havia desafiado seus companheiros divinos, entrega à mulher recém-criada um lindo vestido bordado, que lhe cobre as harmoniosas formas. Depois, coloca-lhe um véu sobre o rosto sereno e enfeita-lhe a delicada cabeça com uma guirlanda de flores coloridas. Quando a virgem está inteiramente vestida, Afrodite lhe oferta a beleza infinita e os encantos que seriam fatais aos indefesos homens. Hermes presenteia-lhe com a língua. Apolo confere-lhe suavíssima voz. Enfim, a bela Pandora, dotada por todos, está pronta para cumprir sua missão. Os astros iluminam a formosa figura que se prepara para descer à terra. Antes de enviá-la em sua caminhada até os homens, Zeus entrega-lhe uma caixa coberta com uma tampa. Nela estão contidas as misérias destinadas a assolar os mortais: reumatismo, gota, dores para enfraquecer o espírito humano. E inveja, despeito, vingança para desesperar-lhes a alma, antes pura e solidária. Quando Pandora chega ao mundo, encontra Epimeteu. Tão logo a vê, ele se encanta e, comovido, recebe de suas delicadas mãos a perigosa caixa que ela lhe oferta. - É um presente de Zeus, declara Pandora. Nem por um instante Epimeteu suspeita de que todo sofrimento humano dali emergiria. Ainda desorientado pelo deslumbramento que lhe causa a bela figura, esquece o juramento feito a seu irmão Prometeu, de jamais aceitar qualquer presente de Zeus. Agradecido, abre a tampa da caixa fatal. Imediatamente, saltam de dentro dela todas as desgraças do mundo. Entretanto, no fundo do recipiente maldito, permanece um tesouro. Um sentimento precioso, que poderia estragar toda a vingança dos deuses e destruir-lhes definitivamente qualquer praga: a esperança. Zeus não quer que os homens esperem mais nada. A um só gesto do deus, Pandora fecha a caixa, deixando a esperança calcada no fundo, escondida para sempre. E o homem perde seu paraíso. As pragas da caixa de Pandora espalham a miséria. A Terra povoa-se de homens frágeis, cansados, medrosos e doentes. A inveja tumultua o trabalho das criaturas. Há guerras intermináveis. Fome e peste abatem-se sobre o mundo. Os astros brilham sem alegria, sobre a humanidade imersa em perdição. Já não existe mais inocência. O amor é corrupção, agonia, brutalidade. No entanto, os homens festejam, com banquetes intermináveis, comemorando a grande derrota de seu espírito. A raça que Prometeu criara, entre lágrimas emocionadas e a água viva que brotava do seio da terra, não tem mais a face erguida, em atitude de orgulho. O que existe é um festim inútil. Pandora tornara-se a esposa de Epimeteu e outras mulheres povoaram o mundo, com sua graça e desgraça. Os deuses estão contentes agora. Os homens não tentam mais sobrepujá-los: estão fracos e aceitam a escravidão. Mas resta punir Prometeu, que um dia ousara criar a humanidade para sublevá-la contra os olímpicos.Wikepédia.

A Górgona Medusa .


Seu nome e origem.
Medusa significa "sabedoria feminina soberana", em sânscrito it'sMedha, grego Metis, egípcio Met ou Maat.
Medusa realmente importou para a Grécia da Líbia onde ela era adorada pelo Amazonas líbias como Serpente-Deusa. Medusa (Metis) foi o aspecto destruidor da Grande Deusa Tripla também chamado de Neith, Anate, Athene ou Ath-enna no Norte de África e Athana em 1400 c. BC minóica em Creta.
Medusa era originalmente um aspecto da deusa Atena da Líbia onde ela era a Deusa Serpente das Amazonas líbias. Em suas imagens, o cabelo dela às vezes lembra dread locks, mostrando suas origens na África. Lá ela tinha um rosto, escondido perigoso. Foi inscrito que ninguém poderia levantar o véu, e que olhar para o rosto dela foi a uns vislumbre própria morte que viu o seu futuro.

Medusa como um arquétipo.
Medusa tem sido historicamente considerada como o arquétipo da mãe desagradável, porém ela é muito mais complexo. Ela simboliza o seguinte:
Sabedoria feminina soberana. Os mistérios do sexo feminino. Todas as forças primordiais da Grande Deusa: Os Ciclos de tempo como passado, presente e futuro. Os ciclos da natureza como vida, morte e renascimento. Ela é universal, criatividade e destruição em Transformação eterna. Ela é a guardiã dos limites e da Medianeira entre os reinos dos céus, a terra e o mundo subterrâneo. Ela é dona das Bestas. Latente e a energia ativa.
Ligação à terra. A união do céu e da terra. Ela destrói a fim de recriar o equilíbrio. Ela purifica.
Ela é a verdade última da realidade, a totalidade além da dualidade. Ela rasga afastado nossas ilusões mortais. Proibida a sabedoria ainda libertadora. As forças indomáveis da natureza. Como uma mulher jovem e bonita, ela é de fertilidade e vida. Crone como ela consome devorando tudo no plano da terra. Através da morte, devemos retornar à fonte, o abismo de transformação, o reino eterno. Temos de ceder a ela e seus termos de mortalidade. Ela reflete uma cultura em harmonia com a natureza.
Em sua imagem só podemos encontrar essa constelação de significados arquetípicos. Ao longo da história arqueológica, foram os padrões de correspondência de sua imagem em todo o mundo como os antigos traduziu os poderes do mundo natural em uma imagem orgânica que era acessível, prático, cerimonial, místico e poderoso. No início, suas imagens representam uma poderosa força natural que é adorado e venerado por culturas como sagrado e santo como era um símbolo da potência total do Triple Grande Deusa.
"na Velha Europa a vários milhares de anos antes de sua reinvenção no clássico mito grego. No Paleolítico Superior, seu poder é representado no labirinto, vaginal, uterina, e outros modelos do sexo feminino. Durante todo o período Neolítico, suas forças são simbolizadas pela figura feminina sagrada posicionado em posturas e gestos de capacitação, com a presença de animais, principalmente pássaros e cobras que ela está intimamente ligada. Essas imagens aparecem na zona do Mediterrâneo e continuar a estender para o final da Idade do Bronze da Creta minóica, (1600 aC), onde ela é representada como a serpente refinado deusa-sacerdotisa. (imagem moderna copiado da deusa-serpente priestessAriadne e a serpente original deusa-sacerdotisas encontrada no Palácio dos Knosses inivory ouro e infaience)
As aves são aparecem na cabeça ou no ombro, significando sua geradora, bem como a morte com poderes de seu aspecto escuro, anciã. Eles também representam o céu do céu.
Snakes bobina em torno de seus braços, pernas ou estão entrelaçadas em seu cabelo e são mostrados sussurrando em seu ouvido. A serpente é um totem dos ciclos de vida, morte e renascimento e as estações. É a ligação à terra fértil e ao submundo. Ele também simboliza a imortalidade como ele foi pensado para verter sua pele indefinidamente.
Devido a isso a serpente foi colocado em relação às mulheres durante a Antiguidade uma vez que correspondem às propriedades imortal do sangue da menstruação. Naquela época, as mulheres menstruadas eram temidas por homens com temor santo como eles inexplicavelmente sangrado sem ferida ou dor sincronizado com a lua-ciclos de maré.
A serpente é também um emblema do oceano como o mar era conhecido como uma terra anelamento serpente. Séculos mais tarde, os mitos da Grécia clássica elenco da serpente como um mal caráter, enganador revoltante associado a "bruxa" (sábios), mulheres.
Em 750 aC, a imagem full-bodied da Medusa na Grécia é uma peça central no seu templo mais velho sobrevivente, o de Artemis, um dos seus mais antigos deuses. Ela é a Senhora das Feras que carrega com ela as memórias de Creta e Angolia. Como Medusa, ela mata de uma forma tão sagrado que a vida pode continuar. Nesta imagem da Medusa, as cobras são amarradas na cintura no nó de cura sagrada como eram usadas para fins medicinais. Ela mantém a espiral de cabelo, grandes asas de pássaro nas costas e até mesmo em seus pés que às vezes têm garras. As asas simbolizam a liberdade e movimento dinâmico entre os mundos. Há ainda imagens de sobreviventes de Artemis vestindo a máscara da Medusa, também chamada de máscara da Górgona ou Hecate.
Símbolo Medusas ", antigo amplamente reconhecida da sabedoria feminina foi a sua máscara, ameaçando cerimonial. Tem grandes olhos arregalados que refletem sua imensa sabedoria. Eles estão todos sabendo, vendo todos os olhos que vêem através de nós, penetrando nossas ilusões e olhando para o abismo da verdade. Sua boca é mortal, que se parece com um crânio. É devoração de toda a vida, voltando-nos para a fonte. Às vezes, ela tem as presas assustadoras de um javali que se destina a assustar os homens, mas estes ouvidos de volta para o porco, um antigo símbolo do útero do renascimento. Sua língua se projeta como um cobras e seu rosto está rodeado por um halo de cabelo, serpentina em espiral que simbolizam os ciclos de grande sabedoria e sua serpente.
A máscara foi utilizada para guardar e proteger as mulheres e os conhecimentos secretos do Divino Feminino. É, literalmente, advertiu que os homens "Keep Away! Mistérios Feminino". Foi erguido em pedra, (correspondente ao seu olhar de pedra), em grutas e passagens em locais sagrados dedicado à Deusa. Ela também apareceu em pilares de pedra erigido em honra dos seus amantes falecido. Mesmo após a degradação da Medusa cultura ateniense após 7 c. BC, sua imagem máscara continuou a ser usado até o reino do cristianismo.
Sua contaminação começou na Grécia no 7o-6o C BC, mas neste momento ainda existem imagens que Medusa reverenciam em sua potência plena. Lá foi encontrado um cretense-como a imagem da Medusa Gorgon em uma carruagem de guerra ladeado por leões. Ela se parece muito com a Grande Mãe deusa Cibele, deusa da fertilidade e os animais selvagens da natureza. Ao mesmo tempo, não havia encontrado um alívio de uma mulher vestindo a máscara Gorgon enquanto no menstrual / nascimento / posição erótica, uma postura de poder das mulheres no imaginário Neolítico. Mas o rosto ea máscara continuou a ser usado nos templos e santuários, e para ser normalmente colocados em colunas, portas e portões, significando seu papel de guardiã dos limiares e mediadora entre reinos. (Face da Medusa em Didyma, Templo de Apolo e uma descrição da sua imagem que aparece no templo em Kalaaktepe)

Medusa em Patriarcal Grécia.
Patriarcado começou no bronze e Idade do Ferro do primeiro milênio da Grécia. Neste espírito do mundo não é mais nascida de uma divindade sagrada mãe, mas de um pai supremo. Terra e céu estão divididos eternamente. No mito de heróis e deuses são criados para dominar e subjugar as forças naturais do sexo feminino e uma e outra vez em várias formas, o mais comum deles sendo serpentes gigantes e monstros serpente. Um bom exemplo disto é o dragão serpente chamada Eurinaes que é dominado por Apollo.
O deus Apolo representa o patriarcado de aumentação e os interesses contemporâneos do sexo masculino. O Eurinaes é uma força dinâmica feminina representando o velho, civilizações matrifocal, e os valores femininos que data da pré-deuses do Olimpo. O Eurinaes é subordinado, dominado e domesticado por Apolo como ela é forçada a deixar o santuário, para que ele possa estabelecer o seu santuário no templo de Delfos. Através de dominação, o herói sempre vence o padrão cíclico da natureza e tenta fazê-la linear. Ele doma as forças selvagens feminino e torna as mulheres estejam em conformidade com homens serviço papéis de gênero.
Logo a sagrada imagem da Medusa Gorgon como um antigo símbolo do poder feminino e sabedoria tornou-se totalmente inaceitável. Pelo c. 6 BC seus ritos foram desfeitos, seus santuários invadidos, os bosques sagrados eram cortadas, suas sacerdotisas foram violados e sua imagem contaminada. Suas imagens, (assim como as mulheres), está dominado e domesticado. Sua máscara foi utilizada na elaboração de Etruscan lanterna luminárias e fogões, provavelmente por sua relação com o fogo alquímico. Embora a máscara foi amplamente utilizado por países-folk, sua sabedoria feminina, as forças naturais, os poderes da criatividade, da destruição e regeneração foram demonizados e fez mal. Ela foi feita em um monstro horrível feio, (a maioria dos monstros eram do sexo feminino ou nascido da Terra). Sua imagem se tornou mais popular que o de sua derrota no mito ateniense de Perseus.
Na arte Archaic o momento na história da maior parte das vezes é retratada a perseguição após a decapitação, quando Perseu foge com a cabeça decepada perseguido pelas irmãs do Medusas "Gorgon. Em 550-450 aC, pintado, principalmente no início e proto-vasos sótão negro figura era a imagem do herói aprontar com sua vítima enquanto ela dorme ou cortar sua garganta, enquanto os deuses olhar. Nessas, ela é representada como um monstro horrendo de serpentes. (imagem vaso de decapitar Medusa Perseus enquanto Hermes olha e sua descrição, também, a descrição do assassinato de outro vaso) No seu tempo os rituais restante da Medusa eram permitidas apenas para a função militar e sua imagem foi reservada para a armadura, no breat chapa ou em seu escudo. (descrição da sua imagem em um escudo sagrado)
No decorrer do século V, ela surgirá novamente como uma linda mulher em seu aspecto de solteira. Mas quando os persas introduzir a serpente emplumada, seus poderes são transformados novamente em um dragão que é phallicaly lanceado em sua boca, uma imagem que é muito popular em toda a Idade Média.
Mito ateniense fragmentada e reduzida a deusa Atena da Líbia Triplo de Atena, Métis, Medusa e suas irmãs Gorgon. Gorgo, Gorgon, ou Gorgopis foi o `Grim Face'-e além de Medusa (Metis), foi o título de Atena como Death Goddess. A irmã mais velha foi Medusa, que representou o Brasil Sabedoria, suas irmãs mais novas foram Stheino como força, e Euryale como universalidade. Todos nasceram de Ceto e Phorcys, mas Medusa era a única mortal. Eles foram originalmente bonito. Como Medusa, que tinha asas nas costas e nos tornozelos, e usava a máscara de Hécate, a máscara da Górgona. (uma imagem de uma irmã Gorogn vestindo a máscara enquanto perseguia Perseus após o assassinato)
Na c. 7 AC, atenienses Athene recriado como sua padroeira. Através do mito os gregos antigos cortou suas raízes na cultura das mulheres, dividindo-la de seu aspecto sombrio como Medusa e Metis. Na separação de Atena da Metis e Medusa, os dois foram sobrepostos; Metis tornou-se mãe e Medusa seu inimigo.
Sua mãe Metis do Shape Shifter foi dito para ser a mãe original, bem como o mais sábio e maior de todos os deuses. Para os atenienses, ela foi estuprada e engolido por Zeus. Assim, Zeus ganhou seu poder sobre os outros deuses por consumir sua linhagem antiga junto com sua imensa sabedoria. [Ele usou sua forma muda principalmente a capacidade de seduzir / fêmeas estupro]. Metis sabedoria foi tão grande que impregnados cabeça de Zeus e dele nasceu o novo Athena.
Traindo sua antiga linhagem, traidor de Athena se tornou a filha obediente, que manteve apenas o seu aspecto, virginal fértil. Ela era a deusa da inteligência municipal de Zeus, a serviço do homem ego-solares, fazendo com que os homens em heróis que dominam as mulheres ea natureza, e que representam os valores patriarcais, os papéis e os ideais de Atenas. Ela oferece às mulheres um papel novo abençoado; ausente da esfera pública e no serviço do sexo masculino. Mulheres são prescritos o papel da mulher virgem e mãe. Como prova, virgem de sua paternidade seja confirmada. Como mãe, ela é a babá de seus filhos. E, como mulher, ela está em serviço devotado de seu homem.
Em 458 aC, ela rejeita blatently Metis sua mãe na Orestéia de Ésquilo, como ela também justifica a prioridade dos homens sobre as mulheres: "É minha tarefa de tornar julgamento final aqui ... Não é a mãe dele que me deu o nascimento ... Estou sempre para o sexo masculino, com todo meu coração, e firmemente do lado do meu pai. Então, num caso em que a mulher matou o marido, senhor da casa, sua morte não significa mais para mim. "(p.161 )
No entanto, caráter Athenas 'contém muitas contradições que mostram a luta do fim do sexo masculino para gerir o seu passado e potente. Um exemplo é que o seu animal favorito é a coruja, um antigo símbolo de ave de morte e regeneração, assim como a sabedoria feminina, a escuridão da noite, a lua e mistério. No entanto, nunca Athena usa a escuridão para realizar seu self.
Athenas novo "inimigo Medusa rivalizava com ela em beleza e poder. Mesmo Perseu foi dito ter admirado a beleza de Medusa enquanto ela estava morta, que é porque ele tomou a cabeça com ele para mostrar os gregos. Quando Medusa tornou-se um monstro mitológico, era Atena, que fez Medusa feio. Segundo Ovids Metamorphosis ', quando Medusa era uma virgem, ela foi estuprada por Poseidon no templo de Athena. Athena Medusa responsabilizado pelo ato sacrílego e puniu alterando sua característica mais bela, seus cabelos, em cobras, (neste momento as cobras foram considerados revoltante). Mas mesmo o monstro Medusa responde ao abuso de raiva, uma taxa de queima de uma vitalidade impetuosa para proteger a vida. A partir de então ela sempre usa seu poderoso olhar para transformar seus inimigos em pedra do sexo masculino, entre outros, a Atlas é transformada em uma montanha de pedra.
O mito de Medusa o Monstro.
No mito ateniense do Perseu herói grego, sabedoria feminina Medusa, juntamente com o potencial das mulheres em geral, é silenciado e as forças da natureza são conquistados em um ato final de dominação e vingança.
Perseu é enviado em uma missão, pelo rei Polydictes de Serifos e Atena, para recuperar a cabeça da Górgona, disse uma ação para exigir o máximo de coragem-heróico masculino e habilidade. Ele é dado magia sandálias aladas, um boné e uma bolsa, (kibisis um), de Hermes. Guided by Athena o tempo todo, ele voa sobre o oceano ao Lago Tritonis na Líbia, onde faz seu caminho através bruto, madeiras grossas. No caminho para o palácio de Medusa vê diversas estátuas de homens e animais. Há também colunas de pedra erigido em honra dos seus amantes falecido. Perseu vem sobre as Górgonas dormindo. Enquanto a Athena tem um escudo como um espelho, Perseu decapita Medusa com sua espada Crescent, (harpe a). Enfurecido, as irmãs Gorgon atrás dele mas não adiantou como seu boné torna invisível.
Perseu não poderia ter concluído esta tarefa sem a ajuda do traidor guerreiro deusa Atena. É ela que guia e instrui-lo ao longo de sua jornada e assassinato. Desde o mito simbolizava a usurpação de suas raízes poderosos em uma cultura onde ela e Medusa eram um, é conveniente que só ela conhece os segredos para encontrar e derrotar Medusa. (Apollodorous versão do mito de Perseu andPausanias racional do mito)
O sangue de Medusa:
Mesmo na morte do sangue de Medusa mantém os seus poderes. Ele dá vida a Pegasus, o cavalo alado, militante de Zeus, que cria serpentes na terra com o toque de seu casco, e que também introduziu o culto dionisíaco para Atenas. Também Chrysaor, o gigante de lâminas de ouro, nasce o pescoço sangrando. Medusas sangue é drenado de seu corpo e mais tarde usado para ressuscitar os mortos, (fazendo um grande curador Asclepius). Usado de sua veia direita que cura e alimenta a vida, de sua serpente esquerdo ele mata.
As serpentes, o rosto temido, seu olhar de pedra, e seu sangue mágico todos os correlacionam com o antigo tabu menstrual. Folk primitivos acreditavam que o olhar de uma mulher menstruada poderia virar um homem de pedra. O sangue menstrual também foi pensado para ser a fonte de toda a vida mortal e também da morte, como os dois são inseparáveis.
O chefe da Medusa:
Perseu coloca a cabeça de Medusa em sua bolsa. Ele usa sua cabeça como uma arma durante a outras explorações, e quando ele chega em casa ele retorna para Athena. A cabeça da Medusa é então feito para o centro da égide de Athena e escudo de Zeus, que é dado a Athena. (descrição da égide de Atena no Partenon) Mesmo depois de sua derrota, o rosto de Medusa para sempre manter o seu poder de Gorgon para proteger a Deusa dos inimigos, transformando-os em pedra. É a imagem marcante central em renderizações de Athena. Medusas cara 'continua a simbolizar a sua força feroz no ritual e militar no combate a armadura do guerreiro.
O simbolismo do Mito.
A decapitação mitológica da Medusa simboliza o silenciamento final da sabedoria feminina e de expressão. É o ato que interrompe seu crescimento, os limites de seu potencial, o movimento e as contribuições culturais. Ela é obliterado e sua cabeça decepada é ostentado na Acrópole e outras obras de arte em orgulho dela e de subjugação de todas as mulheres por homens violentos. Ela está quebrada, e seu corpo escravizado. Seu espírito, sua mente, seus poderes espirituais são mortos. Suas forças, uma vez homenageado da criatividade feminina e destruição são interrompidas. Seu papel como mediadora dinâmica degradada. Ela dá vida, a morte, com poderes e as forças selvagens da natureza são controladas, domesticada, e masterizado por despacho do sexo masculino. Os ciclos da vida e da natureza são feitas em conformidade com a sua perspectiva linear.
O motivo por trás do mito.
O mito de Perseu foi inventada para explicar o aparecimento de rosto Gorgon Medusa, ou máscara, no escudo de Athena e égide, a imagem de Atena, que foi herdado do período pré-helênico. Não é de surpreender ao saber que as primeiras imagens de Athena tinha uma impressionante semelhança com a serpente-deusa reverenciada cretense-sacerdotisa. Embora as mudanças Athena, na arte ela é consistentemente associada com as serpentes que aparecem em seus ombros e sobre sua armadura, junto com o rosto de Medusa como a imagem central.
O mito de Perseu também foi uma tentativa de esconder as raízes de Athena na Líbia Amazônia Serpente-Deusa-Trinity-Atena, (uma divindade que também esteve presente na Creta minóica). Na pré-mitos Helénica Athena foi dito ter vindo do útero do Lago Tritonis, (que significa Three Queens), o mesmo lugar que a Medusa é dito que têm governado, caçadas e liderou tropas no mito ateniense. Os mitos mais velhos são mais específicos, dizem que Atena nasceu da Queens Três da Líbia si, a deusa tríplice, com Metis-Medusa como seu aspecto destruidor.
Bibliografia:
Barbara Walker: Enciclopédia TheWoman de mitos e segredos, e TheWoman Dicionário de Símbolos e objetos sagrados.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A caça às Bruxas 1233 - 1750 ... milhares mortos em nome de Deus.


N unca será esquecido... não pode ser esquecido ... nunca mais
O TEMPO DAS FOGUEIRAS
Texto do Livro "Wicca, a feitiçaria moderna" de Gerína Dunwich.

Após a Igreja Católica ter sido formada e haver adquirido poder, os costumes dos Pagãos foram vistos como uma ameaça ao sistema religioso recentemente estabelecido e a adoração dos Deuses da religião Antiga, foi banida. Os antigos festivais foram superados pelos novos feriados religiosos da Igreja, e os antigos Deuses da Natureza e da Fertilidade, transformados em terríveis e maléficos demônios e diabos. A igreja patriarcal chegou até a transformar várias Deusas pagãs em diabos masculinos e maus, não somente para corromper deidades da Religião Antiga, como, também para apagar o fato de o aspecto feminino ter sido objeto de adoração. No ano de 1233, o Papa Gregório IX, instituiu o Tribunal Católico Romano, conhecido como Inquisição, numa tentativa de terminar com a heresia. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXIII) declarou oficialmente que a Bruxaria, e a Antiga Religião dos Pagãos (alem do judaísmo e islamismo) constituíam um movimento e uma "ameaça hostil" ao Cristianismo. Os bruxos tornaram-se heréticos e a perseguição contra todos os Pagãos, espalhou-se como fogo selvagem por toda a Europa. É interessante notar que, antes de uma pessoa ser considerada herética, ela tem, primeiro, que ser cristã, e os Pagãos nunca foram cristãos. Eles sempre foram Pagãos.
Os Bruxos (junto com um número incalculável de homens, mulheres e crianças que não eram Bruxos), foram perseguidos, brutalmente torturados, muitas vezes violados sexualmente ou molestados, e, então, executados pelas autoridades sádicas, sedentas de sangue da Igreja, que ensinavam que seu Deus era um Deus de amor e compaixão. A Bruxaria na Inglaterra tornou-se uma ofensa ilegal no ano de 1541, e, em 1604, foi adotada uma Lei que decretou a pena capital para os Bruxos e Pagãos. Quarenta anos mais tarde, as 13 colônias na América do Norte, decretaram também a pena de morte para o "crime de bruxaria". No final do século XVII, os seguidores que permaneciam leais à Religião Antiga, viviam escondidos, e a Bruxaria tornou-se uma Religião subterrânea secreta após uma estimativa de um milhão de pessoas ter sido levados à morte na Europa e mais de trinta condenados em Salem, Massachusetts, em nome do cristianismo.
Embora os infames julgamentos das Bruxas de Salem, em 1692, sejam os mais conhecidos e bem documentados na história dos Estados Unidos da América, o primeiro enforcamento de um Bruxo na Nova Inglaterra realmente aconteceu em Connecticut, em 1647, 45 anos antes que a história contra a Bruxaria se abatesse na Vila de Salem. Ocorreram outras execuções pré-Salem, em Providence, Rhode Island, em 1622.
O método mais popular de extermínio dos Bruxos na Nova Inglaterra era a forca. Na Europa,, a fogueira. Outros métodos incluíam a prensagem até a morte, o afogamento, a decapitação e o esquartejamento.
Durante 260 anos, após a última execução de um Bruxo, os seguidores da Religião Antiga mantiveram suas práticas pagãs ocultas nas sombras do segredo e, somente após as Leis contra a Bruxaria terem sido finalmente revogadas na Inglaterra, foi que os Bruxos e Pagãos, em 1951, oficialmente saíram do quarto das vassouras.
A INQUISIÇÃO NA IDADE MÉDIA.
AInquisição era um Tribunal Eclesiástico, também chamado de “Tribunal do Santo Ofício”, criado para combater heresias cometidas pelos cristãos confessos e muçulmanos vindos do Oriente.
Ainquisição, ou Tribunal do Santo Ofício, foi iniciada em Verona sob o Papa Lúcio III no ano de 1184, inspirado em escritos de Santo Agostinho, fortaleceu-se sob o Papa Inocêncio III (1198-1216) e o Concílio de Latrão (1215), de 1231 a 1234,Gregório IX multiplicou pela Europa os Tribunais de Inquisição, presidido por inquisitores permanentes.
Todos os inquisitores deveriam ser doutores em Teologia, Direito Canônico e Civil e os inquisitores devem ter no mínimo 40 anos de idade ao serem nomeados, e a autoridade do inquisitor é dada pelo Papa através de uma bula, às vezes o Papa pode delegar o seu poder de nomear os inquisitores, a um Cardeal representante, bem como aos superiores e padres provincianos dos dominicanos, e frades Franciscanos, (foram os papas Inocencio IV e Alexandre IV), que deram esse poder aos superiores e padres provincianos de suas respectivas ordens “Licet ex Omnibu” e “Olim Praesentiens”. O Inquisidor não pode nomear um escrivão, pois será assistido pelo escrivão público das dioceses, somente em 1561 e que os Papas puderam nomear o escrivão. No ponto de vista da Inquisição são Heréticos.
Os Perseguidos:

a) Os Excomungados
b) Os Simoníacos
c) Que se opuser a igreja de Roma e contestar a autoridade que ela recebeu de Deus
d) Quem cometer erros na interpretação das sagradas escrituras
e) Quem criar uma nova seita ou aderir a uma seita já existente
f) Quem não aceitar a doutrina Romana no que se refere aos sacramentos
g) Quem tiver opinião diferente da igreja de Roma sobre um ou vários artigos de Fé
h) Quem duvidar da fé Cristã
A Inquisição usava como método de obtenção de confissão a tortura, e usada em alguns casos ao extremo, levando o torturado à morte. Segundo Enry Thomas, grande historiador norte-americano, poderia ser escrito um livro somente sobre as torturas empregadas pela inquisição, embora pouco agradável. Vamos colocar apenas quatro:
"O prisioneiro, com as mãos amarradas para trás, era levantado por uma corda que passava por uma roldana, e guindado até o alto do patíbulo ou do teto da câmara de tortura, em seguida, deixava-se cair o indivíduo e travava-se o aparelho ao chegar o seu corpo a poucas polegadas do solo. Repetia-se isso várias vezes. Os cruéis carrascos, as vezes amarravam pesos nos pés das vítimas, a fim de aumentar o choque da queda.“
"Depois havia a tortura pelo fogo. Colocavam-se os pés da vítima sobre carvão em brasa e espalhava-se por cima uma camada de graxa, a fim de que este combustível estalasse ao contato com o fogo."
Os inquisitores estavam ali enquanto o fogo martirizava a vítima, e incitavam-na, piedosamente, a aceitar os ensinamentos da Igreja em cujo nome ela estava sendo tratada tão delicadamente e tão misericordiosamente. Para que houvesse um contraste com a tortura pelo fogo, também praticavam a da água:
"Amarrando as mãos e os pés do prisioneiro com uma corda trancada que lhe penetrava nas carnes e nos tendões, abriam a boca da vítima a força despejando dentro dela água até que chegasse ao ponto de sufocação ou confissão.”
Todas as imaginações bárbaras do espírito de Dante, quando descreveu o Inferno, foram incorporadas em máquinas reais que cauterizavam as carnes, esticavam os corpos e quebravam os ossos de todos aqueles que recusavam crer na branda misericordia dos inquisitores. De acordo com a lei, tortura só podia ser infligida uma vez, mas essa regulamentação era burlada facilmente... quando desejavam fazer repetir a tortura, mesmo depois de um intervalo de alguns dias, infringiam a lei, não alegando que fosse uma repetição, mas simplesmente uma continuação da primeira tortura.... Esse jogo de palavras dava margem a crueldade e ao zelo desenfreado dos inquisitores.
1186- A “SANTA INQUISIÇÃO” É ESTABELECIDA NO CONCÍLIO DE VERONA.
"Um certo número de papas havia cometido assassinatos, mas Inocêncio III suplantou todos os seus predecessores no número de crimes de morte. Embora não matasse pessoalmente, ele promoveu a coisa mais diabólica da história humana – a Inquisição. Estimativas o número de heréticos que Inocêncio III havia matado chega ao número de 1 milhão de pessoas! Por mais de 500 anos os papas usaram a inquisição para manter seu poder contra aqueles que não concordavam com os ensinamentos da igreja romanista.”
"É difícil explicar como a Igreja Católica que se vale do Evangelho pôde queimar vivos aqueles que não aceitavam seus ensinamentos.”
1229- CONCÍLIO DE TOULOUSE: IGREJA CATÓLICA PROIBE AOS LEIGOS A LEITURA DA BÍBLÍA E REAFIRMA A INQUISIÇÃO
"Em 1229, o Concílio de Toulouse (França), o mesmo que criou a diabólica Inquisição, determinou: ‘Proibimos aos leigos de possuírem o Velho e o Novo Testamento...Proibimos ainda mais severamente que estes livros sejam possuídos no vernáculo popular. As casas mais humildes lugares de esconderijo, e mesmo os retiros subterâneos de homens condenados por possuírem as Escrituras devem ser inteiramente destruídos. Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e cavernas, e qualquer que os abrigar será severamente punido.’ (Concil. Tolosanum, Papa Gregório IX, Anno Christus 1229, Canons 14:2). Foi este mesmo Concílio que decretou a Cruzada contra os albigeneses. Em ‘Act of Inquisition, Philip Van Limborch, History of Inquisition, cap. 8’, temos a seguinte declaração conciliar: ‘Essa peste (a Bíblia) assumiu tal extensão, que algumas pessoas indicaram sacerdotes por si próprias, e mesmo alguns evangélicos que distorcem e destruíram a verdade do evangelho e fizeram um evangelhos para os seus próprios propósitos...eles sabem que a explanação da Bíblia é absolutamente proibida aos membros leigos’.”
1415- O CONCÍLIO DE CONSTANÇA CONDENA WYCLIFF COMO HEREGE
"O Concílio de Constança (1414-15) em 1415, o santo Wycliff, protestante, foi postumamente condenado como ‘o pestilento canalha de abominável heresia, que inventou uma nova tradução em sua língua materna’.”
1591- O INÍCIO DA INQUISIÇÃO CATÓLICA NO BRASIL.
"O Brasil teve tribunais de Inquisição desde 1591 (quando foram condenadas mais de cem pessoas) até 1761.”
"A Inquisição se instalou no Brasil em 3 ocasiões: Em 09.96.1951, na Bahia, por 3 anos; em Pernambuco, de 1593 a 1595; e novamente na Bahia, em 1618. Há notícia de que no século XVIII a Inquisição atuou no Brasil. Segundo o jornal ‘Mensageiro da Paz’, n° 1334, de maio de 1998, 139 pessoas foram queimadas vivas no Brasil, entre 1721 e 1777. Todos os que confessavam não crer nos dogmas católicos eram sentenciados. De acordo com dados históricos, quase todos cristãos-novos (judeus convertidos) presos no Brasil pela Inquisição, durante o século XVIII, eram brasileiros natos e pertencentes a todas as camadas sociais. Praticamente a metade dos prisioneiros brasileiros cristãos-novos era mulheres. Na Paraíba, Guiomar Nunes foi condenada à mortes na fogueira em um processo julgado em Lisboa. A Inquisição interferiu profundamente na vida colonial brasileira durante mais de 2 séculos. Um dos exemplos dessa interferência era a perseguição aos descendentes de judeus. Os que estavam nesta condição podiam ser punidos com a morte, confisco dos bens ou, na melhor da hipóteses, ficavam impedidos de assumir cargos públicos.”
SALÉM, 1692.
QUANDO A IGNORÂNCIA ATINGE AS RAIAS DA LOUCURA
Corria o ano de 1692 na Nova Inglaterra, EUA (então colônia da Inglaterra). Depois de um rigoroso inverno, a vida parecia fluir rotineiramente na pacata localidade de Salém, perto de Boston, capital da província de Massachusetts.
Salém fora colonizada pelos puritanos, que ali construíram uma comunidade de cunho teocrático e voltada para si mesmo. Desde 1626, quando ali chegaram ali, fugindo da perseguição religiosa na velha Inglaterra, tiveram que conviver com animais selvagens, índios e um nova terra muito diferente do que tinham no velho mundo. Isso fez com que lendas e superstições do local influenciassem o rígido estatuto sobre o comportamento religioso da comunidade.
Os puritanos seguiam uma moral severa, com base na Bíblia, e se consideravam o povo escolhido por Deus, não permitindo a ingerência de pessoas que não seguissem os seus ditames fundamentalistas. Ninguém em Salém podia entrar na igreja senão eles, nem ter terras na região senão eles.
A cidade era administrada pelos ministros da religião, que não titubeavam em excomungar quem não participasse do culto na igreja, punindo com a perda do direito de voto e de propriedade o faltoso pregresso. Não se permitia praticamente nada senão a participação no culto na igreja e conversas entre vizinhos. Dançar era considerado pecaminoso; festas ou diversão para jovens eram proibidas, tudo que dava prazer era considerado obra do diabo, e era dever de cada membro da comunidade zelar para que o diabo não marcasse presença ali. A comunidade acreditava ainda que seus principais líderes haviam sido escolhidos por Deus e que o paraíso já lhes estava reservado antecipadamente. Para os demais membros, a salvação era considerada difícil, pois o zelo pelos bons princípios estava permanentemente ameaçado pelo diabo, com suas artimanhas, enganações e tentações fatais. Desse modo, era preciso levar uma vida austera e trabalhar duro para afastar as tentações e cair nas graças de Deus.
Baseavam seus preceitos nos rígidos preceitos bíblicos do Velho Testamento. Para eles, Satanás tinha seus coadjuvantes na terra: bruxas, feiticeiros, e outros seres que escolheram servir à obra do mal, fazendo um pacto com ele.
Foi sob esse cenário que Betty Parris, filha adolescente do revendo Parris, pastor da comunidade, e suas amigas Abigail Williams, Anne Putnan, e Mary Walcot, começaram a ter pesadelos e alucinações, acusando algumas pessoas da comunidade de bruxaria.
Isso se explica pelo fato da família Parris ter uma escrava, Tituba, que havia trazido de Barbados, lugar em que os negros mantinham crenças como o vodu. Na verdade, Tituba era originária da Venezuela, de raizes indígenas, em cujas crenças acreditava. Fora levada para Barbados, de onde a família Parris a trouxe como criada.
Como não tinham lazer algum, elas se reuniam para ouvir estórias que Tituba contava de seu lugar de origem. Parece que certa vez Tituba as levou inocentemente para a floresta, no começo da noite, e dançou com elas, como faziam os negros em Barbados. Essa transgressão, porém, pesou na consciência das meninas. E por esse “crime”, as meninas começaram a se autopunir, tendo crises de choros, desmaios, catalepsias, convulsões e falta de concentração quando estavam no culto na igreja. Tinham pesadelos, e mesmo nos pesadelos as mocinhas – a mais nova com 9 anos e a mais velha com 16 – compartilhavam da mesma representatividade: viam um homem negro, muito alto, que as raptava e as obrigava a assinar um livro de capa preta, que as tornaria um membro adorador do diabo. Como se recusavam, ele xingava, e as obrigava a assistir a uma cerimônia onde muitas pessoas que já haviam aceito seu convite beijavam-lhe os pés e as mãos.
A primeira a apresentar esses sintomas foi Betty Parris, a filha do reverendo. Como não encontrassem explicações para o fato, passaram a acreditar que ela estivesse possuída pelo demônio, a mando de alguém. Sua prima Abigail acabou confessando a dança com Tituba, e a escrava foi forçada, sob castigo, a confessar que o diabo estava se servindo dela para corromper as meninas. Ela foi a primeira a ser acusada de bruxaria, mas se safou da morte pelo fato de confessar o seu “crime” e reconhecer que o diabo a estava usando contra sua vontade.
Para se livrarem da culpa, elas começaram a acusar as pessoas do lugar de terem parte com o demônio. Às vezes olhavam fixamente para um ponto, com o olhar vazio, diziam que tinham visões onde viam algumas pessoas da comunidade participando do culto de adoração ao diabo, beijando-lhe as mãos e se submetendo aos caprichos dele.
Considerando-se predestinados a herdar o reino dos céus, os puritanos viram nesses acontecimentos uma forte tentativa de Satanás para subverter essa predestinação, como na tentação de Jesus, onde ele prometia os reinos do mundo ao sagrado Mestre. Acreditavam ainda que o diabo vivia nas florestas próximas, aguardando a melhor ocasião para agir e destruir a comunidade, de modo que a dança na floresta não foi considerada somente uma transgressão aos rígidos princípios dos puritanos, mas um indício da vitória de Satanás sobre o Bem que eles representavam.
SALÉM, 1692.
Sarah Good no banco dos réus:foi enforcada

(Museu de Salém)
Depois de Tituba, as três primeiras pessoas a serem acusadas pelas meninas foram Bridget Bishop e Sarah Good, duas mulheres meio mendigas da comunidade, e Sarah Osborne, que, simplesmente pelo fato de quase não freqüentar a igreja, era considerada uma mulher de vida dissoluta.
Foi instaurado um tribunal na cidade para julgar os casos de bruxaria, e o governador de Massachusetts mandou um representante - que também era puritano -, para comandar o tribunal.
As meninas acusavam sistematicamente, e em determinado momento 150 pessoas abarrotavam a prisão esperando sua vez de depor, enquanto outras eram torturadas e executadas na forca. Doze pessoas foram executadas, dezenas de outras torturadas. A histeria tomou conta do lugar, e mesmo pessoas influentes começaram a ser acusadas, e nem mesmo os animais foram poupados da acusação de bruxaria: dois cachorros foram enforcados.
Por mais paradoxal que pareça, se a pessoa confessasse que realmente tinha parte com o demônio, escapava das punições, pois se acreditava que a confissão quebrava o pacto com o diabo, minando-lhe a força de atuação. Mas a vergonha de confessar isso, de ficar marcado frente à comunidade, levou muitas pessoas a preferir os mais hediondos métodos de tortura, como a colocação gradual de pedras sobre o corpo do acusado, que, se não confessasse, morria esmagado. Com os que morreram sob tortura, as vítimas chegaram a 20.
Rebecca Nursey, 72 anos, foi torturada e acorrentada pelo pescoço

(Museu de Salém)
Ciúmes, rixas, invejas, cobiça, intriga, tudo foi levado para o tribunal como se fosse bruxaria. Perdeu-se qualquer consideração pelas pessoas: Rebecca Nursey, uma senhora de 72 anos, mãe de 11 filhos e 26 netos, caridosa e religiosa, foi sumariamente enforcada simplesmente porque o tribunal apresentou nos autos “provas concretas” contra ela.
Oterror pairava sobre a comunidade, os órfãos vagavam famintos pela cidade, e a normalidade só voltou a Salém quando a própria mulher do governador foi acusada de bruxaria, por ser amiga da senhora Carey, cujo marido, rico e influente, subornou os guardas da prisão para que a libertassem.

O governador extinguiu o tribunal, e, mais tarde, as excomunhões foram suspensas, as famílias dos acusados indenizadas e a reputação dos executados foi restaurada.
Betty Parris alguns anos mais tarde se casou com um comerciante, e se mudou de Salém. Mary Walcott morreu jovem. Abigail Williams enlouqueceu. E de Anne Putnan nada se sabe. Salém se tornou a meca das Bruxas, e hoje a cidade mantém um museu estilo noir para os turistas.
No chão do MUSEU DE SALÉM ...
UM disco com a inscrição de todos os nomes das pessoas que foram executadas por bruxaria. Desde então, ninguém nunca mais foi condenado nos Estados Unidos por prática de bruxaria.

Aradia e Il Vangelo delle Streghe (o evangelho das bruxas).


Aradia é uma personagem importante e interessante na Bruxaria Italiana; eu me arriscaria a dizer em toda a bruxaria até. Algumas coisas foram escritas sobre ela, existe um livro com seu nome, porém alguns mitos foram criados. Tentando esclarecer dúvidas e mostrar um pouco do que é o livro "Aradia, o evangelho das bruxas" e a Aradia, la Bella Peregrina eu escrevo a coluna desta quinzena.
La Bella Peregrina, nome com o qual ficou conhecida nos montes albanos até a Sicília, tem um significado grande para muitas tradições e clãs da Bruxaria Italiana, como a Ariciana e a Tríade de Tradições - Janarra, Fanarra e Tanarra. Lembrada como a professora e mestra das Streghe, Aradia não queria ser adorada: seu intuito era reviver com os camponeses dos feudos os Caminhos Antigos. Passou seus ensinamentos viajando e conversando, reaproximando as pessoas de suas raízes. Ela apontava a Vechia Religione como um alívio ao massacre religioso do cristianismo da época. Com o tempo, ela passou a ter discípulos, 6 homens (um deles era celta) e 6 mulheres. Quando Aradia passou a ser perseguida, esses discípulos saiam em casais para levar seus ensinamentos a diante. Seu símbolo, após sua partida era, e ainda é, a Chama Sagrada que é acesa no meio do altar. Ela é o fogo perene de seus ensinamentos e de nossa ligação com o Espírito do Caminho Antigo. Por fim, seus discípulos também foram perseguidos e muitos mortos e acredita-se que os pergaminhos, nos quais seus ensinamentos foram registrados, trancados no Vaticano. Alguns documentos históricos indicam a passagem de uma mulher peregrina pelo norte da Itália e indicam que talvez ela tenha passado seus últimos anos na Romênia.
Os ensinamentos de Aradia têm um cunho de simples entendimento e observação completa da Natureza. Ela fala sobre a Deusa Diana e o Deus Dianus ou Lúcifer; discorre como a Natureza é a maior de todas as professoras; deixa para os camponeses o valor e a importância do casamento baseado no amor e no respeito; sobre a força da sexualidade e sua magia; ela deixa um alerta sobre os cristãos, um cuidado que deveria ser tomado naquele momento de perseguição; e deixa um elenco de 13 "conselhos", que são conhecidos como "Covenant of Aradia": visando a convivência harmoniosa entre todos os seres da Criação.
O Evangelho das Bruxas foi escrito em 1889 por Charles G. Leland, folclorista inglês e estudioso de diversas culturas. Nesta publicação ele expõe ao público o relato de tradições, costumes e estórias de mulheres que se chamavam streghe (bruxas). A fonte de Leland era uma delas, Magdalena. Não se sabe bem ao certo se o que está no livro é a cópia fiel dos escritos das streghe ou se eles foram romanceados. Ele conta como Diana e Lúcifer deram a vida a Aradia e como ela se tornou a primeira Strega. A Aradia do livro também tem um caráter de professora, mas ela é nascida dos deuses. Existem no texto de Leland também uma larga influência de termos e ideais judaíco-cristãos, como no momento em que diz que Aradia não será como a filha de Caim (este mencionado algumas vezes), e o uso da palavra "amen" no fim de alguns feitiços. Raven Grimassi (1999) ainda coloca que o uso do nome de Lúcifer tenha sido por uma propaganda, o que atiçaria ânimos: será que este povo tem alguma ligação com o satânico? A resposta clara é não, uma vez que Lúcifer é a Estrela da Manhã, ou seja, o Sol - Appolo, o irmão gêmeo de Diana.
A leitura do Evangelho deve ser feita com critério. Nada do que está lá pode ser levado ao pé da letra. No entanto é mister percebermos que ele traz uma grande gama de tradições e idéias que podem ser bem aproveitadas na nossa prática. Ele é um parâmetro de cultura e ética antiga. Ele deixa claro que se faziam maldições, rogavam pragas e ameaçavam as deidades (como fazem os católicos que penduram santos de cabeça para baixo e afins). Tudo isso era visto como legítimo para essas streghe e como uma coisa corriqueira. Elas não sofriam a influência de uma filosofia mais oriental que fala de kharmas e coisas nesse gênero. Eram camponesas, filhas da Natureza que agiam como tal: pisas no meu pé, eu imediatamente piso no teu. Eu acredito que, de um ponto de vista histórico e social, é impossível fazer um juízo de certo ou errado sobre essas práticas.
Uma curiosidade sobre o Evangelho está no capítulo XI que descreve um pouco sobre a Casa dos Ventos e sua história. Existem muitas semelhanças com a vida da Aradia histórica.
Conclusões: existe o fato interessante de alguns relatos do livro se parecerem com práticas neopagãs, como o "Charge of Aradia" que tem grandes semelhanças com o "Charge of the Goddess" apresentado por Doreen Valiente. Além da similaridade com práticas feitas por bruxas italianas de muito antes da publicação do Vangelo (evangelho), como a nudez ritual como símbolo de liberdade e sinceridade, o que traz credibilidade aos escritos do livro - ou pelo menos, parte deles.
Por tudo que eu li, estudei e pratiquei até agora, a conclusão mais importante é que "os livros são bons conselheiros". Não é possível seguir um livro em 100% dele - isso se torna fundamentalismo. Hoje temos a capacidade e a oportunidade de sermos críticos: bruxos, magistas capazes de reflexão sobre o que lemos, ouvimos e praticamos a fim de não nos basearmos numa verdade infundada e cega.
Aceitemos que o livro é um ponto de partida, mas é necessário desprendimento e vontade para saber mais a fundo sobre, por exemplo, quem foi Aradia, qual a importância de Diana, por que Lúcifer é citado e quem ele é realmente para que não nos tornemos meros repetidores de versos. Sejamos bruxas e bruxos responsáveis e cientes de nosso papel como tais: investindo em nosso conhecimento e crescimento.
Os Dons de Aradia.
No séc. XIV, Aradia ensinou que os poderes "tradicionais" de uma Bruxa pertenceriam àqueles que seguissem a Velha Religião. Ela os chamo de Dons, porque ela colocava que são apenas "um adicional" aos poderes de uma verdadeira bruxa, e não a razão pela qual alguém deveria ser tornar uma ou seguir La Vecchia. Estes são os seguintes:
1. Atrair sucesso nos assuntos do coração
2. Abençoar e consagrar
3. Falar com os espíritos
4. Saber das coisas ocultas
5. Chamar espíritos
6. Conhecer a Voz do Vento
7. Ter o conhecimento da transformação
8. Ter o conhecimento da divinação
9. Conhecer os Sinais Secretos
10. Curar males
11. Trazer a beleza
12. Ter influencia sobre as feras selvagens
13. Conhecer os segredos das mãos.
Aradia também ensinou que uma Bruxa deve seguir aos Ritos Sazonais e os
momentos da Lua Cheia para manter os dons.

INTRODUÇÃO
Iniciaremos com um pouco de História. A Itália passou a ser o país como o conhecemos a pouco mais de 100 anos. Antes disso, era apenas a península Itálica, dividida em diversos reinos. Voltando um pouco mais no tempo, mais ou menos a 1000 ac, vemos esta região populada por diferentes povos: dos etruscos, altamente desenvolvidos tecnologicamente para a época, passando pelos Latinos e terminando nos Villanovanos, que são considerados os indo-europeus do local. Neste momento histórico, os romanos ainda não são donos de um império e os gregos mostram muita influência sobre estes povos. A religião etrusca é influenciada pelos gregos e as práticas dos neolíticos – passando sua influencia, agora, para os romanos – que nunca foram detentores de uma cultura própria. Este caldeirão de culturas deu origem à Itália e sua Vecchia Religione.
A Vecchia Religione ou Stregaria é a velha religião ligada a Natureza (como a Wicca), é a bruxaria italiana. Em italiano temos palavras para designar bruxa e bruxo que seriam, strega e stregone, respectivamente. Há também uma palavra para coven, boschetto.
Na Itália central, as bruxas adoravam a deusa Diana e seu consorte, o deus Dianus. Fora de Roma, na região dos Montes Albanos, elas se reuniam nas ruínas de um templo de Diana, às margens do Lago Nemi.
No século XIV, uma mulher muito sábia que se “intitulavaâ€� Aradia, renasceu a Velha Religião. Deste esforço, se formaram três tradições, que em origem, eram uma só. As tradições são conhecidas como Fanarra, Janarra e Tanarra. Coletivamente, são conhecidas como a Tríade de Tradições.
A Fanarra é original do norte da Itália e são conhecidos como Guardiões dos Mistérios da Terra; a Janarra e Tanarra são do centro da Itália. A Janarra é conhecida como Guardiões dos Mistérios da Lua e a Tanarra dos Mistérios das Estrelas. Cada tradição tem um “líderâ€� chamado Grimas. Ele deve ter conhecimento das outras duas tradições e sua função é fazer com que a sua tradição continue. \
Existe também a tradição Aridiana proveniente da vila de Arida – dizem que as maiores parte dos discípulos de Aradia vieram desta localidade no centro da Itália. As maiorias dos praticantes modernas da Stregaria seguem essa tradição. A maioria dos ritos desta apostila são Aridianos.
Como uma religião baseada na natureza, os Aridianos reconhecem a polaridade de gênero dentro da Ordem Natural, e personificam isso como A Deusa e o Deus. O ano é dividido em meses do Deus (outubro a fevereiro) e meses da Deusa (março a setembro). Ambos, Deusa e Deus, são reverenciados e são iguais em importância. Um detalhe é que durante os meses do Deus, os rituais são feitos com robes/ túnicas e nos meses da Deusa, sem roupa alguma. Outra coisa é que durante os meses do Deus, o sacerdote se ocupa de mais “incumbênciasâ€� nos esbaths.
Os grupos/ covens da tradição Aridiana possuem diversos cargos. Estes são de Sacerdotessa e Sacerdote; em seguida vem a Dama D’onore e La Guardiã, que são respectivamente, a Donzela que auxilia a Sacerdotisa nos rituais, e o Guardião que é responsável pela segurança da Sacerdotisa (o que de fato é interessante, pois não vivemos mais em uma época de perseguição, ou não deveríamos :)). É interessante também ressaltar a similaridade com o sistema gardeniano e alexandrino. Os sacerdotes são a representação dos Deuses nas encenações dos rituais...

Stregherie.
A velha religião na Itália começou com os povos Etruscos que apareceram na Itália por volta de 1.000a.c, por serem povos místicos e possuidores de conhecimento de magia eles influenciaram em muito a religião da Itália.
Os povos Etruscos deixaram tumbas magníficas decoradas, pintadas e ás vezes com jóias armas, utensílios de uso pessoal, todos esses objetos indicavam o nível social da pessoa que ali estava enterrada, acreditavam na vida após a morte e que os deuses se fossem bem celebrados durante suas vidas na terra, poderiam lhes reservar uma boa vida após a morte.
Os deuses ocupavam um lugar importante na vida dos Etruscos, influenciavam seus comportamentos, seus relacionamentos e a idéia principal dos Etruscos era o poder que os deuses podiam emprestar "aos humanos", portanto o poder divino era consciente entre os Etruscos, com seus hábitos, sua religião e seus conhecimentos influenciaram sobre maneira toda a região da Itália.
A vinda do cristianismo na Itália determinou a queda do Paganismo e os cultos mágicos aos deuses foi considerado ilegal .As sacerdotizas de Diana se refugiaram em vilas isoladas... onde hoje é encontrado o templo de Diana em ruínas, portanto a Velha Religião foi conservada nessas áreas rurais e o seu conhecimento existem até hoje na Itália moderna.
A perseguição das bruxas na Itália não foi violenta como foi em outros países pois as bruxas italianas se concentravam em vilas isoladas e eram geralmente muito bem toleradas.
A bruxa italiana chama-se Stregha e o bruxo italiano chama-se Streghone e o coven de bruxos é chamado de Boschetto A Stregheria também tem várias tradições conforme as regiões da Itália, por exemplo na Sicilia, norte da Itália, sul da Itália etc...
Na Stregha é muito importante os laços familiares, os espíritos que protegem e preservam a antiga religião e seus conhecimentos. Ha muitas diferenças entre as bruxas americanas e as bruxas italianas, essas diferenças além de serem históricas são devidas a diferentes tradições e diferentes crenças. Os Estados Unidos fica muito longe da Itália e numa época passada, nos tempos primitivos é lógico que o conhecimento da Itália eram diferentes dos conhecimentos americanos assim como a sua história, por exemplo: uma bruxa Strega nunca ouviu falar sobre karma há tempos atrás, por que o conceito oriental místico só chegou na Itália neste século, portanto não se escutava falar sobre tantra, I'ching, chákra, yoga, estes conceitos não estavam presentes na Itália no ano de 1.300... Como a Stregha italiana têm seus alicerces na velha religião praticada nessa época, genuinamente ela não usa conceitos orientais .
Outro exemplo: Na Itália temos quase 200 dialetos diferentes, o que originam diversas formas de conhecimentos, tradições e clãs.
A magia Stregha usa muitos objetos da natureza, amuletos, talismãs, adivinhações, feitiços, os círculos mágicos também são feitos, é muito comum se encontrar chaves feitas de ouro ou prata, tesouras ferraduras, pérolas, fitas vermelhas e sal.
Já foi dito que é muito importante os laços familiares na bruxaria Stregha e geralmente a iniciação de uma bruxa Stregha começa desde o momento de seu nascimento. as mulheres mais velhas da família gradativamente vão oferecendo conhecimentos para a iniciada e vão notando quais os dons que esta iniciada nasceu com eles.
Isto também se dá com os meninos que florescem mais tarde na magia que as meninas.

A herança de Aradia.

Trago a questão da herança. Resolvi pegar um dos pilares mais tradicionais das práticas de Stregheria - ou de qualquer vertente mais tradicional (e hereditária): o sangue. Para muitas streghe, ele é o passaporte para a entrada nos "mistérios". A herança do sangue é bem forte e une muitos clãs e praticantes. Para alguns, o simples nascer em determinada família já é um rito iniciático. A questão central aqui é: fazer parte de uma família, ter uma descendência "mágicka" conta - e muito! Muitas famílias não abrem seu livro mágicko ou sua linhagem para ninguém e os únicos estranhos são os cônjuges dos filhos.
"Poxa vida... então, se eu não vier de uma família bruxa, nada feito?", alguns podem estar pensando. :(
Na verdade, muitas trilhas levam ao Caminho. Algumas streghe acreditam que o processo evolutivo permite aos iniciados estar sempre juntos dos seus - porém, nada garante que com o mesmo sangue terreno. Eu acredito fortemente nisso. Alias, vale observar as pessoas que seguem religiões africanas; tradições de sangue negro. Muitos têm esse sangue correndo em suas veias, no entanto alguns daqueles que se dedicam e se iniciam são de descendência preponderantemente européia. O que as traz até o terreiro? Aleph, meu companheiro mágicko, diz "que são pessoas de alma negra". Quem remexeu caldeirão uma vez, fatalmente o fará novamente.
Aqui então se firma um ponto interessante: não importa de onde vem a sua ancestralidade, mas para onde ela te leva - além de sabermos reverenciar isso com propriedade.
Se seus avós são como os meus, católicos e espíritas, isso não impede que ninguém de trilhar uma estrada de (neo)paganismo. Nossos rituais e nomenclaturas podem ser diferentes, mas nossa essência é como a água: molda-se ao recipiente que a carrega. Procuramos o divino; eu o vejo no Sol, na Lua ou na Terra, mas minha família o vê em Jesus. Ainda assim, somos uma família e temos nossas particularidades e cultos: somos a nossa tradição.
Esta é a herança de Aradia. A famosa figura da Stregheria - principalmente pelas mãos de Charles Leland e seu Gospel - traz essa força: de quem volta às suas origens e as incorpora, saindo depois para levar a outros este mesmo processo. Eu penso que este é um processo que tem de acontecer para entrarmos em processo iniciático. Algo como "Conhece a ti mesmo". Se conhecer é tirar o primeiro véu de seus olhos e assumir sua personalidade mágicka - independentemente de qual seja seu Caminho. Ao centrar meus estudos na Bruxaria Italiana, recebi uma grande oportunidade: a de poder olhar os meus e entender melhor por que estava fazendo aquilo (e por que continuo).
Eu creio que esta é uma das lições da mestra Aradia. A lição de trazer seu sangue e honrá-lo. Isto é dizer aos seus ancestrais: "não me esqueci de quem somos!".
Benedizioni di Diana.
por Pietra D C Luna.