contos sol e lua

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Trinity Blood.


Quando a população da Terra teve um aumento muito grande, os humanos tentaram colonizar Marte. Durante a colonização, eles descobriram duas tecnologias extra-terrestes: os Bacillus e as nanomáquinas Kresnik. Os colonos injetaram os Bacillus em seus corpos e se transformaram em Methuselahs. Eles injetaram os Kresnik no corpo de quatro bebes de tubo de testes: Seth, Cain, Abel e Lilith de quem achavam ser os únicos corpos que poderiam sobreviver aos testes.
Quando os colonos voltaram para a Terra, uma guerra se iniciou entre os Methuselahs e os humanos sobreviventes na terra. Abel, Cain e Seth ficaram do lado dos Methuselah – Mas Lilith ficou do lado dos humanos. A guerra continua levou ao “Armageddon”, o apocalipse que aconteceu 900 anos antes de começar a historia. Durante a guerra, Cain ficou louco e matou Lilith. Sofrendo, Abel levou seu corpo para o Vaticano onde ela foi enterrada. Abel ficou ao seu lado, chorando, por 900 anos.
No começo da historia, os vampiricos Methuselahs, tem uma política e força militar superior, continuam a manter a guerra contra os “Terrans”, que eles chamam de Humanos normais. A Igreja Católica de Roma é a maior força militar determinada à proteger os humanos dos Methuselahs, tendo seu centro de poder o Vaticano. Os Methuselahs tem a capital de Bizzantium, que é cercado por um campo de partículas para filtrar a radiação UV, protegendo a população Methuselah.
Ambos grupos usam a “tecnologia perdida” de mísseis, aviões e computadores, para travarem o combate na guerra fria. O terceiro grande poder, Albion joga a guerra com um arsenal superior da tecnologia perdida e armas. A monarquia independente de Albion é um país essencialmente humano, porem o segredo de sua perícia em tecnologia perdida é encontrado no Ghetto, uma cidade subterrânea de Methuselahs escravos. São estes Methuselah quem operam e manufaturam a tecnologia perdida, mas com a morte da Rainha de Albion, alguns dos escravos vampiros começaram uma rebelião pela liberdade do todos residentes no Ghetto.
O cenário é o futuro distante, um mundo pós-apocalíptico depois da destruição causado pelo Armageddon. A guerra entre humanos (Terran) e vampiros (Methuselah) continua, com uma disputa entre duas facções: o Vaticano e o Império Neo-Humano. Apesar do derramamento de sangue e da violência, muitos anseiam por uma coexistência pacífica entre as duas espécies. Entretanto, entre estes e esse objetivo está a Ordem de Rosenkreuz, um grupo de extremistas que manipulam os dois lados e colocam-os um contra os outros com o objetivo de acabar com o mundo. Para combatê-los, o grupo "AX", de Operações Especiais do Vaticano, liderado pela Cardeal Caterina; precisa usar de todas as suas armas - até mesmo um vampiro que se alimenta do sangue de outros vampiros.
O vaticano fica em Roma como centro da existência humana depois do Armageddon. Na luz da devastação, pessoas buscaram refugio e proteção em igrejas, dando ao Vaticano responsabilidades e liderança sobre os humanos. Apesar de sua autoridade suprema, os humanos começaram a por sua fé em nobre e lideres locais, Tomando a autoridade do Vaticano. Apesar de sua pressão enfraquecendo-se sobre as nações, o Vaticano ainda são os maiores lideres dos humanos, depois do Armageddon.
Lideres:
Papa Alessandro XVIII.
Alessandro tem pouca ou nenhuma confiança em si próprio, e constantemente depende de Francesco ou Caterina para conselhos. Apesar de ser o Papa, ele não é capaz de tomar decisões sozinhos, o que o torna uma simples marionete. Ele concentra seus esforços no objetivo de um novo mundo de coexistência pacífica entre terrans e methuselas.
Cardeal Francesco di Medici.
Com um forte ódio contra vampiros, ele freqüentemente discute com sua irmã mais nova, Caterina, devido à preferência dela por negociação e diplomacia. Ele prefere responder com violência, geralmente tomando decisões que custam vidas inocentes "em nome de Deus". É o comendante do Departamento de Inquisição. É conhecido também como Duque da Toscana.
Cardeal Caterina Sforza.
Uma mulher de vontade firme e determinação, lidera o Grupo de Operações Especiais AX, uma sub-seção do Departamente do Assuntos Externos. Apesar de seus subordinados frequentemente realizarem missões que envolvam subjugar ou erradicar vampiros, ela busca firmemente a paz com o Império e com o conceito de terrans e methuselas coexistindo em paz. Ela exerce o cargo de Duquesa de Milão.
Abel Nightroad ~ codinome
Kresnik.
Apesar de aparentar ser nada mais que um desastrado e avoado padre, na verdade ele é um "Kresnik", um vampiro de extremo poder que se alimenta do sangue de outros vampiros. Porém, apesar de sua força, ele aderiu a um princípio de paficismo, e freqüentemente recusa-se a matar seus oponentes. Abel mostra-se em flashbacks como tendo um grande ódio pela humanidade, mas em algum ponto isso muda para sua atual atitude pacífica. Ele admite ter cometido grandes pecados em algum momento de sua vida, e muito de sua personalidade atual é baseada no seu arrependimento por eles. É possível se notar uma semelhança com o personagem Vash The Stampede do anime Trigun, tanto pela maneira de agir quanto pensar, pois também é um personagem que tem muito poder e se recusa a usa-lo.
Esther Blanchett.
Originária da cidade de István (nome do futuro para Budapeste), Esther cresceu com uma freira, Reverenda Laura, que a tratou como filha. Quando Abel a conhece, ela havia acabado de assassinar um homem para vingar a morte de Laura. Possui uma marca de nascença em forma de estrela no corpo, marcando-a como a "estrela da esperança". Mais tarde, essa marca mostra-se uma prova de sua ascendência da família real de Albion (antiga Londres), e ela sobe ao trono como rainha.
Noelle Bor.
Uma mulher charmosa e imprevisivel, muito pouco dela foi mostrado,mais uma coisa que ficou muito evidênte no anime é que ela amava muito Abel Nightroad. Morreu em uma missão dada a ela e seu amor em Barcelona, sendo ela nessa missão a primeira a descobrir o plano do acerbisbo Alfonse d'ESTE
William W. Wordsworth - Codinome 'Professor'.
Conhecido como cavaleiro de Albion, uma pessoa muito culta, porém, às vezes um pouco equivocado com seus inventos, ele da aulas da Universidade de Roma (não existe mais detálhes sob esta parte de sua vida). Tem constantes brigas com a irmã Kate Scott, mesmo sendo velhos amigos.
Leon Garcia De Astulia - Codinome 'Dandelion'.
Está preso, mas ajuda em alguma missões da AX para dimunuir a sua pena. Sua primeira aparição é quando é enviado junto a Abel para a ilha Never Land, investigar ataques de vampiros contra embarcações locais. Leon possui uma filha, mas seu paradeiro é desconhecido.
Padre Tres - Codinome 'Tres'.
Um Cyborg programado para sequir ordens. Arma principal: Pistolas.Wikepédia

VAMPIRIROS: FOLCLORE DO VELHO MUNDO

O significado do vampirismo perde-se muito longe no passado, desde que o caçador primitivo descobriu que juntamente com o sangue que sai de um animal, ou de um outro homem, a vida também escapa e se extingue. O sangue é a fonte da vitalidade. Por isso os homens besuntaram a si mesmos de sangue , e às vezes o beberam. Foi assim que a idéia de beber sangue para renovar a vitalidade entrou na história. Para o Vampiro na verdade, "o sangue é a vida", como Drácula cita do Deuterônomio12:33, segundo o romance de Stocker, embora a passagem bíblica real seja uma advertência contra beber sangue humano. A crença em Vampiros é universal. Ela é documentada na antiga Babilônia, no Egito, em Roma, na Grécia e na China . Os relatos sobre Vampiros existem em civilizações completamente separadas, entre as quais quaisquer influências diretas foram impossíveis . O Vampiro é conhecido por vários nomes : - Vrykolakes , Brykilakas , Barbalakos , Borbolakos , Bourdoulakos , em grego moderno ; Katakhanoso ou Baital em sânscrito antigo ; Upiry em russo ; Upiory em polonês ; Blutsäuger em alemão ,etc. Os chineses antigos temiam o Giang Shi, um demônio que bebia sangue . Na China ,os Vampiros já existiam em 600 a.C. Descrições de Vampiros são encontradas nas antigas cerâmicas da Babilônia e da Assíria ,milhares de anos antes de Cristo .A crença também floresceu no novo mundo, assim como no antigo . Os peruanos pré-colombianos acreditavam numa classe de demônios chamados Canchus ou Pumapmicuc os quais sugavam sangue dos jovens adormecidos de modo a partilhar sua vida . Os astecas sacrificavam o coração dos prisioneiros ao Sol ,na crença de que seu sangue conservava a energia solar .Na Grécia antiga havia a Empusa ou Lamia, parente do Vampiro horrível homem-mulher-demônio de asas ,que levava os jovens a morte para beber seu sangue e comer sua carne . Lamia foi uma vez amada por Zeus ,que enlouqueceu com o ciúme de sua esposa, Hera . Lamia assassinou seus próprios filhos e vagava pela noite para matar os filhos dos humanos por vingança .A primeira mulher na terra foi Lilith ,ou Lilitu ,de acordo com a antiga crença semita .No Tamulde, livro das Leis, dos costumes e da tradição judaicas, Adão teve uma mulher antes da Eva, chamada Lilith . Mas ela foi desobediente a Adão ,desafiando a sua autoridade. Tomada de raiva ,ela abandonou Adão .Devido a sua desobediência , seus filhos foram mortos e ela se transformou num monstro que perambulava na noite e Eva entrou na história . Lilith com raiva tentava atacar os filhos do casal, e os judeus medievais tinham amuletos especiais p/ se proteger de seus ataques, um feito para meninos e outro para meninas , que representavam os três anjos que tentaram persuadir Lilith a não abandonar Adão. Durante o século XVIII , um Vampiro famoso chamado Peter Poglojowitz surgiu em uma pequena aldeia da Hungria . Após sua morte em 1725 , seu corpo foi desenterrado . Encontraram sangue fresco escorrendo de sua boca e seu corpo não aparentava os sinais de rigor mortis ou de decomposição. Assim, os camponeses locais imaginaram que se tratava de um Vampiro e queimaram o corpo . Em 1732 , o caso do Vampiro sérvio Arnold Paole ,de Medvegia , estimulou a pesquisa científica do século XVIII sobre Vampiros. Em pleno ápice do racionalismo , em 1751 ,um erudito dominicano, Augustin Calmet, escreveu um trabalho sobre Vampiros na Hungria e na Morávia. Uma teoria acerca de prevalência da crença em Vampiros na Transilvânia sugere que uma vez que os mongóis tibetanos acreditavam em Vampiros e deuses-morcegos, estes podem se comunicar com tais asiáticos que emigraram em grande número para a Transilvânia .Os húngaros (magiares) e os sículas da Transilvânia passaram inicialmente da Ásia para a Europa . Nesse contexto é revelador notar que para Stocker, Drácula reivindica uma ascendência sícula .Outra teoria relativa as razões da aparente riqueza na crença em Vampiros na Transilvânia baseia-se no fato de que muitos diferentes grupos étnicos habitam área, criando uma elaborada mistura de folclore que inclui alemães , húngaros , ciganos e romenos.Wikepédia

O VAMPIRO.


Tu que, como uma punhalada,
Em meu coração penetraste,
Tu que, qual furiosa manada
De demônios, ardente, ousaste,

De meu espírito humilhado,
Fazer teu leito e possessão
- Infame a qual estou atado
Como um galé ao seu grilhão,

Como ao barulho ao jogador,
Como à carniça ao parasita,
Como à garrafa ao bebedor
- Maldita sejas tu, maldita!

Supliquei ao gládio veloz
Que a liberdade me alcançasse,
E ao veneno, pérfido algoz,
Que a covardia me amparasse.

Ai de mim! Com mofa e desdém,
Ambos me disseram então:
"Digno não és de ninguém
Jamais te arranque a escravidão,

Imbecil! - se de teu retiro
Te libertássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria
O cadáver de teu vampiro!
CHARLES BAUDELAIRE.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Os pássaros também choram.


Quando levam minhas tristezas etérea
Pelo ciberespaço aleatório,...
Quando lêem meus apelos de amor a ela,...
Quando percebem em meu coração a existência
Da essência dela,...
Os pássaros também choram
Quando percebem a ausência
De minha existência no coração dela
Quando percebem em mim a dor
Da falta dela, o mesmo amor,...
Os pássaros também choram
Da distancia tão longa
Mesmo ela visível...
Os pássaros também choram
Minhas asas arrancadas
Minhas tentativas de conquistas falidas
Solto meu grito de desespero
Até mesmo apelador àquela "idéia abstrata"
__Oh "idéia abstrata" que tanto aterroriza,...
As boas sanidades,...
Dê-me essa mulher!

Dentro do choro dos pássaros
Minha imagem flagelada...

__Por quanto tempo ainda irão chorar os pássaros?
M. Shytara Lira

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Tédio.


O tédio é um sentimento humano, um estado de falta de estímulo. Aborrecimento, fastio, nojo, desgosto. Ter muito ou pouco tempo pode ocasionar o tédio. Para as pessoas entediadas, o tempo parece passar mais lentamente do que quando elas estão O tédio é um insulto à fraternidade humana, porque a dor e a necessidade, a tristeza e a doença, a pobreza e a morte não se acham longe de ti.
Desde a Antiguidade até a Idade Média o termo correspondente ao tédio é acédia. Os pensadores cristãos do fim da Antiguidade e começo da Idade Média tinham o termo como indiferença e ociosidade. Esta concepção fez Heidegger dizer que o tédio é "a raiz de todos os males". Há, porém, uma diferença entre os termos acédia e tédio. O primeiro refere-se à alma, à moral; o segundo, ao estado psicológico.
Evágrio Pôntico entendia a acédia como demoníaca. O demônio do meio-dia (daemon meridianus) é um tipo de acédia, o mais ardiloso de todos, pois ataca o monge em pleno dia, fazendo com que tudo lhe pareça uma ilusão. O demônio o faz detestar o lugar onde se encontra - e até a própria vida, lembrando-o dos atrativos que tinha antes de se devotar a Deus. Segundo Evágrio, quem consegue resistir à acédia, mediante vigor e paciência, será também capaz de resistir a todos os outros pecados e encontrará aí a alegria.
No Renascimento, o conceito de acédia foi substituído pelo de melancolia. A acédia diferia da melancolia por estar ligada à alma, enquanto esta última estava ligada ao corpo.
Após o século XIV a acédia foi considerada menos um pecado que uma doença, e seus aspectos morais criaram, em certa medida, uma base para o tédio.
Em vista do exposto, temos para com o tédio uma atitude de censura, considerando-o como um defeito grave do caráter. O TÉDIO COMO UM PROBLEMA FILOSÓFICO.
Por que deveríamos considerar o tédio como um problema filosófico e não apenas psicológico, religioso e sociológico? O problema filosófico mostra uma certa desorientação, algo que não temos uma resposta de imediato. Observe que para Wittegenstein, um problema filosófico tem a forma: "Não sei por onde ir". Nesta mesma linha de pensamento, Martin Heidegger diz que "Um conhecimento não completo" transforma-se em um problema filosófico.
O tédio se encaixa bem a essas observações, por isso pode ser considerado como uma das grandes questões de filosofia.
TIPOS E TÉDIO.
Martin Doehlemann distingue quatro tipos de tédio:
tédio situacional – aquele que sentimos ao esperar alguém, ao ouvir uma conferência, ao assistir a um filme.
tédio da saciedade – quando obtemos demais de uma coisa e tudo o mais se torna banal e sem valor. tédio existencial – em que a alma está sem conteúdo e o mundo em ponto morto.
tédio criativo – quando sentimos que temos que fazer algo novo.
POSIÇÕES DE ALGUNS FILÓSOFOS SOBRE O TÉDIO
Kierkegaard descreveu o tédio como "a raiz de todo o mal". Rochefoucauld, referindo-se à corte francesa, disse: "Quase sempre somos entediados por pessoas para as quais nós mesmos somos entediantes". Para Pascal, "o homem sem Deus está condenado à diversão". Para Nietzsche, o tédio é "a 'desagradável calma' da alma" que precede os atos criativos, e enquanto os espíritos criativos o suportam, "natureza menores" fogem dele. No romance Lucinde (1799), no capítulo "O Idílio do Lazer", Friedrich Schlegel escreve: "Toda atividade vazia, agitada, não produz qualquer coisa senão tédio – o dos outros e o nosso".
TÉDIO: SIGNIFICADO E TRANSGRESSÃO.
ATITUDES IMPULSIVAS.
O tédio pode levar a atitudes impulsivas e às vezes mesmo excessivas, que não servem para nada e podem causar danos. Por exemplo, estudos mostram que acionistas da Bolsa de Valores podem vender ou comprar ações sem nenhuma razão objetiva para tal, simplesmente porque eles sentem-se entediados por não terem nada para fazer, onde o tédio é desencadeado por uma situação de saída de uma atividade rotineira de fazer contas, verificar investimentos etc.
INFORMAÇÃO E SIGNIFICADO.
O tédio relaciona-se com informação e significado. Sabemos que informação e significado não são a mesma coisa. Significado consiste em fazer uma conexão da parte com o todo; a informação, não. Podemos encher o nosso cérebro com dados, fórmulas e as mais variadas técnicas, mas sem significado algum para nós. Nesse caso, temos de distinguir o essencial do acessório, a novidade, da verdade. Quantas não são as informações que recebemos diariamente que nada tem a ver com o nosso crescimento moral? O tédio aqui representa a perda de significado.
TRANSGRESSÃO.
transgressão, por seu turno, é a satisfação da necessidade que só se sacia na novidade. Para fugir ao tédio, procuramos os divertimentos, as festas, as peças teatrais, as viagens, as discotecas, os barzinhos etc. Nada disso, porém, preenche-nos intimamente. Incita-nos, pelo contrário, a fugirmos de nós mesmos. Contudo, com mais ou menos tempo, o tédio volta a nos visitar, pois desprezamos a verdadeira necessidade de nosso espírito, que é a evolução espiritual.
A MELANCOLIA.
O sentimento de que existe um mundo melhor, além deste, vem de longa data. Os Espíritos degredados de Capela sonhavam em voltar ao mundo mais evoluído do qual eram procedentes. Daí, a melancolia.
O Espírito François de Genève esclarece-nos que a vaga tristeza que o Espírito sente, quando está jungido a um corpo físico, é porque aspira à felicidade e à liberdade, a qual não encontra neste mundo. Consequentemente surge o desânimo, o cansaço, a descrença, gerando pensamentos sombrios e impelindo-nos ao tédio.
Anotemos um trecho de sua mensagem: "Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para suportá-los. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra". TÉDIO NO LAR.
No relacionamento entre os casais, muitas arestas devem ser aparadas, pois cada qual, em sua posição, deve consertar erros do passado e preparar-se para um futuro mais promissor.
"Verificada a presença do tédio, é imperioso ausculte, cada um deles, o próprio íntimo, de modo a saber se o desequilíbrio estará enraizado nos desregramentos poligâmicos, que nos marcaram a individualidade em existências pretéritas, a fim de corrigir-se, em salvadora dieta emotiva, a compulsão que, porventura, os arraste ainda para a fome de prazeres inúteis". . SIRVAMOS EM PAZ.
Não são poucas as pessoas que se sentem angustiadas, doentes, passando de médico em médico, de religião em religião, sem encontrar uma solução para o seu desânimo. Prostram-se e choram de tédio.
A imprensa dedica-se à tragédia, ao crime, ao sensacionalismo. Isso é inevitável. O Espírito Emmanuel, porém, adverte-nos: "Basta empregar exageradamente a energia mental, num escândalo ou num crime, para entrar em relação com os agentes destrutivos que os provocaram... Se consumimos alimento deteriorado, rumamos para a doença; se repletamos o cérebro de preocupações descontroladas, inclinamo-nos, de imediato, ao desequilíbrio".
Em síntese, da mesma forma que nos imunizamos dos alimentos deteriorados, o mesmo deveríamos fazer para com os nossos pensamentos.
CONCLUSÃO.
O tédio pode ser positivo e negativo. É positivo, quando esse sentimento nos leva a criar, a sair do nosso mundo interior e progredir. É negativo, quando nos faz abaixar a cabeça e chafurdarmo-nos em nossas desgraças.Wikepédia.

A Lâmina do Imortal.


Blade -
Conrad Editora
Agora é a hora de lançar produtos ligados a samurais - um blockbuster(bom ou ruim, não é o caso) estrelado por Tom Cruise é, por si só, retaguarda mercadológica para garantir o sucesso de qualquer produto do gênero. E nada mais apropriado que um mangá. Afinal, um dos precussores do quadrinho japonês no Brasil foi justamente Lobo Solitário, um clássico do estilo.
A escolha de Blade foi muito acertada: embora aborde um tema já bastante explorado no mangá (a ponto de levar a pecha de "faroeste oriental"), o gibi o faz introduzindo elementos próprios. Tais desvios vão desde homenagens a bandas ocidentais como Sex Pistols e Black Sabbath até a adaptação do estereótipo "anti-herói", em contraposição ao detalhismo histórico e aos códigos de honra, tão comuns em outras obras.
Claro, nem tudo isso salta aos olhos do leitor ocidental, salvo aquele que já tenha lido muito mangá de samurai. Mas quem não é tão veterano também deve gostar, já que os elementos "clássicos" também estão muito bem explorados. A simbologia exige interpretação fora do contexto ocidental(só para se ter uma idéia: o personagem "do bem" usa uma suástica). Felizmente a Conrad fez o costumeiro bom trabalho de adaptação.
A atitude macabra dos personagens, a narrativa mais aprofundada, a arte, enfim, todos os elementos que constituem um bom mangá de samurai estão presentes.

Uma animada festa na casa da Morte.

Morte - A Festa.
Jill Thompson.
Para quem conhece o universo do personagem de quadrinhos Sandman, criado por Neil Gaiman, o episódio é arquiconhecido. O Senhor dos Sonhos entra no Inferno disposto a lutar com Lúcifer, o Príncipe da Luz, para recuperar a alma de sua antiga amada. No entanto, ao chegar nas terras tenebrosas, encontra tudo vazio, abandonado. Lúcifer desistiu de ser dono do Inferno! Está cansado. Fechou a conta. Esvaziou seus domínios, expulsou as almas e todos os demônios que ali habitavam e está acabando de fechar os últimos portões quando Sonho se aproxima.
Aproveita para lhe pedir que corte suas asas celestiais: agora, ele vai curtir uma vida de ermitão de meia-idade no litoral (que tem toda a cara de ser a Califórnia) e nunca mais voltará. Antes de partir, seu último gesto soberano: entrega a chave do reino para Sandman. Ele que faça o que quiser com ela.
Sandman é o novo rei de um reino triste e esvaziado. E ainda ouve de Lúcifer, quando este vai embora: "A chave é sua agora, Senhor dos Sonhos. Talvez isto vá te destruir. Talvez, não. Mas, duvido que sua vida se torne mais fácil!"
O que fará Sonho com tal poder? Ninguém sabe. Nem o próprio. Enquanto tenta decidir, começam a chegar diversas delegações reivindicando a chave para si, com toda série de propostas, presentes ou ameaças: de Odin e seu filho Thor, acompanhado de Loki Skywalker, Filho dos Gigantes; Anúbis, Senhora dos Mortos do Delta do Nilo; Azazel, formalmente um príncipe do Inferno, além de outros. E também os anjos Remiel e Duma que vieram... observar.
Pois bem. Como disse, essa história é antiga e os velhos leitores da saga de Morpheus, o Senhor dos Sonhos, sabem muito bem como isso termina. Acontece que um certo detalhe no meio dessa bagunça nunca havia sido revelado anteriormente: afinal de contas, para onde foram todas aquelas almas subitamente libertas da eterna prisão infernal? Ora, elas foram realizar seus desígnios últimos, foram para onde havia Luz, dirigiram-se para a ultima coisa conhecida que viram antes de irem pagar suas penas. Em outras palavras, para a casa da querida irmã de Sandman, a Morte!
Subitamente, Death vê sua cuidada e bonita casinha invadida por milhares de almas perdidas procurando por um caminho e que a cada segundo vão aumentando cada vez mais. Com uma pequena ajuda de suas irmãs Despair (Desespero) e Delirium (Delírio), precisa dar um jeito de distrair as almas enquanto sai para trabalhar. Cuidando para que os "convidados" sejam "alimentados" e ninguém faça muita sujeira no carpete, nem destrua a mobília! E torcendo para que seu irmão decida logo o que vai fazer da vida. E da morte.
"Morte - A Festa" é uma hilária e muito bem sacada adaptação do universo dos Perpétuos realizada por Jill Thompson, uma ganhadora do prestigiadíssimo Prêmio Will Eisner de HQ e fã ardorosa do trabalho do genial Neil Gaiman. Thompson traçou perfeitamente os personagens, trazendo humor e agitação sem perder em nada suas características originais: Morte está tão sensual, lúcida, carismática e inteligente como sempre. Delírio está perfeita como uma criança maluca e não a costumeira adolescente; e vemos um inesperado affair de Desespero com ninguém menos que Edgar Allan Poe!
E os desenhos ainda trazem um inusitado sabor a mais: estão no formato de mangá. É uma perspectiva bem diferente e, para dizer a verdade é bem esquisito. Não sei se me acostumei, não. Creio que continuo preferindo os traços e desenhos e arte originais.
Além do que, Morte está aqui. Em plena ação.