contos sol e lua

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

A FÊNIX QUE MORA EM MIM.


O mundo baila em carrosséis de brumas...
E, nele, às vezes, fico a meditar.
Enquanto o tempo embala o longe-estar
Dos sonhos meus que se vão como espumas...

E a inquietude, que me chega em rumas,
Atormentando o meu ser-avatar,
Desencadeia em meu peregrinar
Vertigens que contundem quais ascumas...

Mas trago a fé e as dádivas ancestrais
Que me prolongam perante os umbrais
De um reino de transcendental elã.

Somente assim eu atravesso as noites,
Buscando a luz, em meio aos meus aloites,
E a esperança em cada antemanhã.
Rubenio Marcelo.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Asatru, o Neo Paganismo Nórdico.


O Neopaganismo nórdico, conhecido como odinismo ou asatru, é bem menos difundido e possui bem menos aderentes do que o Neopaganismo que se diz de origem celta.
Também os odinistas pretendem serem os herdeiros de uma cultura que ‘sobreviveu’ ao cristianismo, nos países nórdicos e na Grã-Bretanha. O odinismo adora os deuses nórdicos da guerra e a deusa da fertilidade. Usam o surrado argumento de que o catolicismo converteu a elite, mas o povo do interior continuou fiel à tradição pagã. Isto, óbvio, é uma canhestra tentativa de aplicação da teoria da luta de classes de Marx à religião. A cultura de um povo é moldada pela elite, e todos os movimentos populares, sejam religiosos, políticos ou sociais, só conseguem se concretizar se houver apoio das camadas mais esclarecidas ou poderosas da sociedade.
Como disse anteriormente Hutton, não existem registros históricos de que religiões pagãs tenham sobrevivido à cristianização de maneira oculta.
Religião oculta que sempre existiu, e que de vez em quando se mostra à tona, como uma seita ocultista, ou neopagã, como se diz hoje em dia, é a gnose, que é mãe de todo ocultismo pagão, e é a anti-religião por natureza, arquitetada pelo próprio demônio aproveitando-se das tendências más do homem decaído, e oposta à verdadeira religião, que é a Católica Apostólica Romana, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo sobre Pedro.
Em seu livro, Gods of the Blood, o professor da universidade de Estocolmo, Mattias Gardell, diz que a “avó” da renovação do odinismo folclórico foi Elsie Christiansen, uma exilada dinamarquesa e anarquista com um pitoresca historia de dissidência vinculada ao anarquismo e socialismo internacional, e que foi vivamente influenciada pela obra Imperium, de Francis Parker Yockey, uma obra de apologia do fascismo. Segundo Gardell esta obra do neo nazista Yockey influenciou fortemente o princípio da Asatru no mundo ocidental.
Gardell também mostra em seu livro como as convicções dos odinistas são animadas por pensamentos derivados de Nietzche, do historiador Oswald Spengler, de Carl Jung, e de místicos racistas.
Hoje em dia, os membros da ASATRU tentam se livrar da pecha de neonazistas, dizendo-se apenas uma seita que ama a natureza, e adora deuses nórdicos, etc. da mesma forma que os praticantes da Wicca dizem que não são satanistas.
Evidentemente, não se deve pensar que os adeptos da Asatru são todos racistas ou neo nazistas. Muitos deles alegam que religião e política não devem se misturar, e seguem sua superstição adorando seus ‘deuses’ e praticando sua ‘magia’, que é baseada em runas nórdicas. Contudo, como o nazismo e o racismo estão nas raízes do odinismo, não se pode desvincular as suas causas de sua situação atual. Odinistas que se dizem contrários ao racismo, ou melhor dizendo, ao eugenismo, seriam como satanistas que dizem não acreditar em satã.F.Wikepédia.

Gnose, a religião do diabo.


"Dois amores deram nascimento a duas cidades: a cidade terrestre procede do amor de si até ao desprezo de Deus; a cidade celeste procede do amor de Deus levado até ao desprezo de si” (Santo Agostinho, De Civitas Dei, lib. XIV, c. 17).
Sem pretender aprofundar o estudo da gnose, da qual se pode conseguir melhores informações no artigo Gnose: Religião Oculta na História, de autoria do professor Orlando Fedeli e no Espaço do Leitor, na seção sobre Gnose, procuramos explicar qual é a relação da gnose com a crescente onda de paganismo que assola o mundo.
Gnose significa conhecimento. Não um conhecimento que pode ser alcançado com o uso do intelecto, mas um conhecimento místico, uma espécie de iluminação, que pretende ser “magicamente” adquirida pelo iniciado.
Segundo a explicação mais comum que a gnose utiliza para a criação do universo, no começo Deus era tudo que existia, o todo era divisível, e todas as partículas resultantes dessa divisão (éons) eram idênticas entre si. Cada partícula era idêntica ao todo; assim, cada parte se reconhecia no todo e o todo se reconhecia em cada parte.
Isso permaneceu assim até o surgimento de um éon diferente. Como este era diferente, os outros não se reconheciam nele. Isso causou, de alguma forma, a criação do mundo material e o aprisionamento dos éons (partículas divinas) na matéria.
Foi então que, segundo a teoria gnóstica, o demiurgo (a divindade má em essência, porque era diferente) criou o mundo material e aprisionou a divindade boa nele. O papel do gnóstico então seria conseguir o “conhecimento” para liberar a divindade contida na matéria, ou mais especificamente, nele mesmo.
Assim, enquanto que para os cristãos Deus salva o homem, para a gnose, o homem salva Deus.
Daí também a pretensão metafísica do homem de efetivamente ser Deus.
Os pagãos alegam que sua religião é muito antiga, e eles têm razão nisto, se considerarmos em última instância sua religião é a gnose, pois está escrito no Gênesis, capítulo 3, versículos 1 a 6:
" A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha formado. Ela disse a mulher: É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?
A mulher respondeu-lhe: Podemos comer do fruto das árvores do jardim.
Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.”
"Não! – tornou a serpente – vós não morrereis!
Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.”
A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente.”
Assim, a serpente (o demônio) seduziu a Eva e esta a Adão para comer da árvore do conhecimento (Gnosis em grego) pois assim – através do “conhecimento” – eles seriam deuses. Eis a fundação da gnose.
No sistema religioso gnóstico, não existe uma entidade superior transcendental, ou seja, um Deus sobrenatural, exterior à natureza. A divindade estaria aprisionada dentro da própria natureza. Deus seria imanente ao mundo. Dessa forma, para o gnóstico a matéria é má.
O panteísmo é uma forma grosseira de traduzir a imanência divina, identificando a divindade com o universo material, e preparatória para a Gnose, ao identificar a divindade com a matéria. Assim, contrariamente à gnose, o panteísmo passa a ver a matéria como boa, pois a identifica com a própria divindade.
Panteísmo significa exatamente isto: tudo é divino. Assim sendo, não se espera de uma pessoa cujo pensamento seja essencialmente panteísta que acredite em Deus separado da natureza, ou que acredite na graça sobrenatural. Para ele, tudo o que acontece, seja no âmbito visível (mundo material) ou no invisível (mundo espiritual), acontece de acordo com leis naturais, conhecidas ou não.
No paganismo, adotou-se quer o panteísmo, quer a Gnose. Conforme diz o Padre Festugière, em sua grande obra sobre Hermes Trismegisto, havia no mundo greco-romano duas religiões: uma otimista e panteísta, que divinizava a matéria; outra pessimista, gnóstica, que considerava a matéria má (Cfr. R. P. Festugière, La Revélation de l´Hermes Trismegite, Lecofre Gabalda, Paris, 1954, 4 vol.).
No paganismo panteísta, cultuam-se diversas entidades naturais, diretamente vinculadas ou relacionadas com o mundo material. No fundo, as divindades pagãs refletem o próprio homem com suas fraquezas e misérias.
O neopaganismo se manifesta mais perfeitamente panteísta que o paganismo antigo, no sentido de que mais diretamente adora a natureza, mesmo que em seus cultos sejam envolvidas entidades espirituais, que em seu entendimento também são naturais.
O pai da gnose, e por conseguinte do panteísmo, é o mesmo demônio que tentou Adão e Eva no paraíso, para que comessem do fruto do conhecimento do bem e do mal. Dessa forma , de acordo com o demônio, eles se tornariam como deuses. E assim, hoje, o homem come do fruto da gnose, que é a mentira essencial, pois ele se acredita deus, negando a graça sobrenatural e a existência de um Deus transcendental criador do Universo.F.Wikepédia.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

SAUDAÇÕES SER.


OLHANDO DIANTE DAS LUZES DA CIDADE, AS ESTRELAS, COM BRILHOS QUE ENCHEM OS OLHOS, LOGO A LUA SURGE E VEM CHEIA DE COISAS, CHEIA DE TUDO.
DIA DEPOIS, VEM A ESCURIDÃO, NENHUMA LUA, NENHUMA LUZ DA CIDADE, NENHUMA ESTRELA. SÓ A TREVA, UM BREU INFINITAMENTE NEGRO.
O SILÊNCIO SÓ É QUEBRADO COM O SOM DAS BATIDAS FORTES DO MEU CORAÇÃO QUE SANGRA, QUE SOFRE, QUE SENTE.
MAS, ESSA TREVA É QUE VAI ME ACALMANDO SEGUNDO APÓS SEGUNDO, ATÉ QUE ADORMEÇO SOB A TREVA. DURMO PROFUNDAMENTE, ININTERRUPTAMENTE.
DURMO...PROFUNDAMENTE DURMO
BY LADY ANGEL DEVIL

domingo, 4 de abril de 2010

Clérigos.


O Mundo Ausente é povoado de criaturas exóticas ocultas dos olhos da humanidade. Inclusive Deuses Antigos, que travam uma eterna batalha silenciosa pelo coração e a fé das pessoas. Sua origem é incerta, seus propósitos, gananciosos ou desesperados, são sempre obscuros e lutam para não serem esquecidos, para não desaparecerem nas brumas implacáveis do Tempo. Algumas destas Divindades ainda detém poder o suficiente para compartilhar com os mortais e escolher aqueles que representarão sua vontade no mundo físico. Estes mortais são conhecidos como Clérigos.
O Clérigo é um veículo da vontade da Divindade que o escolheu e tem deveres a cumprir, palavras a espalhar, missões a executar para continuar sob as graças do Imortal. Um Clérigo que demonstre incapacidade ou insubordinação, na melhor das hipóteses perderá todos os dons recebidos. Na pior das hipóteses, será vítima de uma catástrofe fatal ou tombará morto diante de seu substituto.
Por razões óbvias, Clérigos são intolerantes com outros que servem outros Poderes. O resultado desta intolerância irá variar de acordo com a Divindade a que se serve: Deuses mais sombrios exigirão reações mais drásticas de seus Clérigos.
Embora existam dezenas de Divindades disponíveis em Naipes Estranhos (tanto no Plano Coeso quanto no Plano Etéreo), abordaremos por enquanto apenas três casos: Clérigas de Morrigan, Clérigos de Anúbis e Clérigos de Thor.
Clérigas de Morrigan Morrigan é a Deusa Celta da Batalha. Freqüentemente aparece para seus seguidores na forma de um grande corvo negro. Na Antiguidade, seu culto (ou variações) se estendia desde a Irlanda até o interior da França, entre os Gauleses com seu mito sofrendo pequenas variações. Seu mito costuma estar associado também às lendárias guerreiras Valquírias. Recentemente, porém, durante a Segunda Guerra Mundial, as Valquírias se posicionaram ao lado de Hela e das forças do Eixo para desestabilizar o planeta. Morrigan e suas Clérigas ofereceram seus préstimos aos Aliados.
Morrigan ama a guerra acima de tudo. Acima de ideologias, facções políticas ou justiça, para Morrigan o importante é o estado de permanente batalha. A Deusa, segundo um poema antigo, "extrai o sangue do coração de seus inimigos e o cerne de seus valores". Suas escolhidas são sempre mulheres e cruzam o mundo atrás de guerras e conflitos, para abençoar os guerreiros e prometer-lhes a vitória. A carnificina é sua meta, em grandes quantidades.
As Clérigas de Morrigan raramente entram na linha de frente de uma guerra. Sua função é encantar os soldados que irão lutar em nome da Deusa e manter acesa a chama da batalha. Apesar disto, são oponentes perigosas, capazes de se defender com maestria e dotadas de força sobre-humana. Por imposição da divindade, estas Clérigas estão proibidas de usar armas de fogo ou Magias de dano direto (magias de Projétil, Toque Mortal etc) em seus oponentes. Uma Clériga de Morrigan luta somente com armas brancas e utiliza encantos apenas para ampliar suas chances na batalha.
Podem ser convencidas a participar de aventuras ao lado de outros seres sobrenaturais, mas apenas se a contagem de corpos for elevada.
Clérigos de Anúbis Anúbis é o Deus Egípcio da Morte. Entidade de origem misteriosa, idolatrado desde os primórdios do Reino Antigo e mencionado nos Textos da Pirâmide como o guardião dos mortos, o senhor de Necrópolis. Posteriormente foi perdendo espaço no Panteão para Osíris, supostamente sua mãe, tornando-se aquele que julga a alma dos mortos, separando os justos, que seriam conduzidos por ele até a presença de Osíris, daqueles de coração impuro, que teriam suas almas destruídas. Com o fim do politeísmo no Egito, os velhos Deuses foram desaparecendo no esquecimento, com poucas exceções.
Alguns afirmam que Anúbis foi despertado de seu sono no Antigo Egito pelas tropas nazistas de Rommel, durante a Segunda Guerra. Outros acreditam que ele tenha se tornado um Deus da Morte nômade desde o fim da última dinastia egípcia, sobrevivendo das matanças provocadas pelos Executores e os Clérigos. Independentemente de seu paradeiro anterior, Anúbis declarou guerra a Hela e a Emma-O, disputando o trono unificado de Deus da Morte.
Os Clérigos de Anúbis são grandes assassinos, em muito parecidos com seus supostos "irmãos", os Serial Killers. Ainda que Anúbis raramente lhes encarregue de alguma missão, a obrigatoriedade de tirar a vida humana pelo menos uma vez por semana os persegue. A certeza de que suas ações são aprovadas (e incentivadas) pela própria Morte, os tornam excessivamente confiantes. Ao contrário dos Assassinos Seriais, entretanto, seus poderes estão mais relacionados ao aspecto místico da morte: Clérigos de Anúbis são capazes de revelar a visão da morte em seus inimigos, conversar com os espíritos dos falecidos e mesmo drenar a essência vital de suas vítimas.
Indivíduos sombrios, endurecidos pelo peso (ou pela "honra") de suas funções, poucas vezes são vistos em companhia de outros membros do Mundo Ausente. Não apresentam nenhuma intolerância específica: aos seus olhos todos os seres vivos são oferendas em potencial ao Deus-Chacal, sem distinção.
Há rumores de uma guerra secreta entre Anúbis e poderosas entidades entrópicas, que se arrasta desde antes de seu período no Egito Antigo. Isto explicaria a capacidade inata de seus Clérigos de provocar dano maciço em mortos-vivos.
Clérigos de Thor Thor é o Deus Nórdico do Trovão. O poderoso filho de Odin é geralmente retratado como um homem largo e forte, com barba vermelha e olhos faiscantes. Apesar da aparência intimidadora, tornou-se muito popular por ser o protetor de deuses e homens contra as forças do mal. Ao contrário do seu pai, primeira divindade do Panteão Nórdico, Thor não exigia sacrifícios humanos em seus templos. Seu culto foi proibido durante a dominação Juliot na Europa e sua influência no coração dos homens diminuiu. Entretanto, por ser uma divindade recente, muitos dos seus poderes permanecem e ele foi visto combatendo pessoalmente a insana deusa Hela durante a Segunda Guerra Mundial.
Por ordens de Odin, Thor não está mais autorizado a lutar ao lado dos mortais, mas isto não o impede de ocasionalmente se misturar entre os humanos em festejos ou mesmo em momentos difíceis. Thor pode dar conselhos a seus Clérigos ou a seus amigos, mas não é conhecido por sua sabedoria.
Clérigos de Thor devotam sua vida a cumprir os desígnios da Divindade, em sua eterna luta contra o avanço das Trevas. Não fogem da luta se o motivo for justo e se valem dos poderes místicos de controlar relâmpagos, trovões e ventos violentíssimos para subjugar seus oponentes. Não apenas por uma força sobre-humana, mas o dano provocado por um Clérigo de Thor é sempre maior do que o normal, como se o próprio deus conduzisse seus golpes.
Apesar da tradição do uso do martelo de guerra como arma de preferência, estes clérigos não estão impedidos de aprender a usar outras armas, inclusive as de fogo. Afinal, os martelos de combate são pesados, grandes e muito difíceis de se transportar sem chamar atenção.
Clérigos de Thor são diferentes dos clérigos das demais divindades por carregarem uma grande alegria de viver em seus corações. Isto se reflete na dificuldade de seus inimigos em subjugarem sua vontade, mas também está presente em seu desejo incontrolável de celebrar. Podem ser grandes aliados em aventuras ao lado das forças do bem. Entretanto, tem o hábito de agir primeiro e pensar depois.Wikepédia.

Vampiros.


Também conhecidos como Noctívagos. Formam quatro grupos distintos neste Mundo e outras duas ramificações também são conhecidas, exclusivas da Faéria.
* Primevos, mais comuns. Oriundos da Primeira Expedição.
* Anjos Maculados, de rara beleza. Oriundos da Segunda Expedição.
* Quasímodos, de carne deformada. Oriundos da Segunda Expedição.
* Shutomah, exilados no Arquipélago Japonês. Oriundos da Terceira Expedição.
* Colônia, de organização social similar à das formigas. Derivação mutante da Primeira Expedição, habitam o interior de determinadas montanhas do continente Elgiano no Plano Etéreo.
* Leviatãs, adaptados para a vida submarina. Derivação mutante da Primeira Expedição, habitam o fundo dos Oceanos Rubros do Plano Etéreo. Raramente são vistos.
Anatomia e Sociedade dos Vampiros Fato inegável: Vampiros são seres vivos. Qualquer Magia relacionada a organismos vivos se aplica a eles. Eles nascem de um ventre humano, crescem, se alimentam, se reproduzem (na época certa) e morrem após alguns séculos devido à idade avançada (existem boatos de criaturas vampíricas entre a Casa Juliot, que através da Magia Negra teriam alcançado a casa dos mil anos, mas provavelmente são lendas).
Apenas uma mulher humana pode gerar um Vampiro, processo que sempre lhe é fatal: o primeiro ato do pequeno ser que nasce é drenar brutalmente a vitalidade de sua genitora. Tal sina não pode ser contornada, exceto talvez nos primeiros meses de gestação, quando um Sucesso Decisivo em Remoção de Maldição pode anular a gravidez. As mulheres escolhidas para este fim são sabiamente protegidas pelas vampiras responsáveis. A escolha da genitora varia de Casa para Casa e até de Vampiro para Vampiro. Há aqueles que preferem contar a verdade e transformar tudo em um ato de amor e há também aqueles que tratam-nas como gado procriador, escolhendo aquelas de maior vitalidade. O macho Vampiro apresenta apenas três ou quatro períodos férteis em toda a sua vida, apesar de seu apetite sexual ser completamente normal dentro de nossos padrões. Estes períodos são muito claros para ele, embora difíceis de explicar para aqueles que não sentem. Normalmente são descritos como um estado de euforia e paz consigo mesmo. Dentro da sociedade vampírica a mulher da espécie é vista como dotada de uma papel inferior ao do homem, servindo apenas como guardiã da genitora e posteriormente como tutora do pequeno Vampiro. Sua organização social evolui muito lentamente em relação à sociedade humana, por isso o Feminismo ainda é um fenômeno raro e inconveniente.
O Vampiro cresce sempre dentro de uma estrutura familiar: ele conhece seu pai e irmãos, assume sua tutora como se fosse uma mãe, respeita seus tios e avós e se dá com seus primos. A esta Estrutura se dá o nome de Casa e existem dezenas de Casas Vampíricas espalhadas pelo Plano Terrano e Etéreo. No passado eram comuns conflitos e até mesmo guerras entre elas e muitas foram completamente dizimadas ao longo da História. A época atual é um período de relativa paz dentro da comunidade.
O Vampiro é capaz de consumir alimentos e bebidas. Aliás, como todo organismo vivo, ele precisa consumir estas coisas. Ainda que seja possível um Vampiro passar fome e sede, ele nunca irá sofrer Dano em decorrência disto. Um redutor de Concentração pode ser aplicado na pior das hipóteses e nada mais. Entretanto, uma vez por mês, pelo menos, ele precisará drenar toda a HT de um ser humano até a morte, ou sofrerá os efeitos nocivos de uma Dependência Comum. Um Vampiro não precisa respirar, mas sofre os efeitos da falta de sono como um simples humano; durante o dia é um ótimo período para descansar e dormir.
Existem apenas quatro formas de um Vampiro morrer. A primeira delas é através de Dano provocado por madeira, seja Perfurante, de Corte ou Contusão. Uma árvore gigante caindo em cima de um deles é um trágico fim. A segunda forma é através da exposição a luz de um Sol (qualquer sol, mas não tem nenhuma relação com raios ultravioleta). Este efeito não pode ser evitado por roupas, embora possa ser evitado por meios místicos (Trevas , por exemplo) ou se escondendo (dentro de uma tumba...). A terceira forma de se matar um Vampiro é utilizando Magia: feitiços que provocam Dano e armas místicas. Criaturas sobrenaturais não entram nesta categoria. Por fim, o Vampiro pode morrer devido à idade avançada, o que acontece depois do quarto século aproximadamente, quando ele literalmente vira cinzas. Geralmente, ele adoece antes disso e morre em seu leito final. Agora, é importante ressaltar que qualquer Vampiro pode ser ferido por qualquer arma, de qualquer forma. Mas ele regenera rapidamente.Mesmo que ele seja completamente destruído em um acidente nuclear, ele recomeçará a se reconstruir no segundo seguinte e estará pronto para outra tão logo atinja um patamar de HT que permita isto de acordo com as regras normais.
A origem desta raça encontra-se envolta em Trevas e ignorância. Os Vampiros mais antigos raramente ultrapassam o tempo de 400 anos de idade e seus registros históricos variam de família para família, geralmente se confundindo com superstições primitivas ou explicações pseudo-científicas.
O relato mais fidedigno do surgimento da Maldição foi obtido através do Oráculo da Cidade Perdida de Trancentral e deverá ser utilizado pelo GM sempre que for necessário. Entretanto, vale ressaltar, que a esmagadora maioria da população vampírica não tem conhecimento desta Verdade e irá acreditar em teorias diversas e muitas vezes contraditórias. O Mestre de Jogo deve se sentir livre para criar suas próprias conjecturas, desde que não atrapalhem a mecânica de Naipes Estranhos. Um Vampiro que tenha, de alguma forma, acesso à Verdade tenderá a duvidar dela ou dar-lhe tanto crédito quanto a qualquer outra hipótese fantasiosa em voga.
Seu surgimento está ligado à origem do Universo, quando a Essência Vital fluía livremente através do Vazio do espaço. Da associação coerente de focos desta Essência surgiu a primeira consciência do que viria a ser o Vampiro. Determinados focos aglutinados formaram os primeiros seres vivos, ainda incorpóreos, talvez proto-almas de Deuses, o relato de Trancentral não é muito claro. Outros focos desta Essência formaram planetas e estrelas. Mas alguns desenvolveram um instinto parasitário que os levavam a consumir outras formas de vida e mesmo a energia das ainda nascentes estrelas. O Universo estava fadado ao colapso diante da imensa fome destes parasitas, se uma força maior não interferisse. Foi quanto a Voz proclamou a Maldição: os focos degenerados seriam confinados dentro de algo novo chamado Matéria e constituiriam Corpos condenados a vagar pelo Vazio vulneráveis à Vida e luz das estrelas, em eterna fome.
Mas o passar das Eras aprimorou a inteligência destes Corpos e sua Mente moldou-lhes a matéria em uma forma perfeita, construiu-lhes meios de locomoção e eles passaram a se alimentar de outros seres materiais que haviam surgido, levando a morte e o desespero aos confins do cosmos. Uma vez mais a Voz proclamou: mandamentos foram criados e um objetivo foi dado aos degenerados, fugir desta sina seria a condenação final, a aniquilação. Seus novos Corpos aprimorados (bizarras formas de asas membranosas e virtualmente indestrutíveis) não poderiam mais ser utilizados para caçar vítimas: os condenados seriam obrigados a se mesclar aos habitantes nativos de cada mundo visitado, nascer e morrer como um mortal qualquer e aprender o sentido da existência, para assim alcançar uma libertação.
Foi então que a Primeira Expedição alcançou um pequeno planeta com vida consciente em desenvolvimento: a Terra. Os primeiros Vampiros abandonaram seus corpos monstruosos e fecundaram humanas, esqueceram suas origens e se desenvolveram em uma nova raça no novo mundo. Através de portais abertos naqueles primeiros tempos eles alcançaram também a Faéria. Um Vampiro em seu corpo original foi deixado para zelar e estudar aquela colônia na Terra e ele é conhecido como O Primeiro. Seu paradeiro é desconhecido, mas ele está lá, vigiando sempre. Assim, o veículo que os trouxe partiu para a imensidão do espaço, para inseminar outros mundos na eterna busca pelo conhecimento.
Para assegurar a vulnerabilidade dos Vampiros à Vida, a madeira foi escolhida como ponto fraco desta nova espécie, como símbolo da vida neste novo planeta .Wikepédia.

Os Ventos.



Parti com os ventos
Pelas rotas do mundo,
Em busca de encantos
Dos longes sem fim...
Que das brumas chamam
Que das névoas nascem...

Voei com os ventos,
Entrei pelas brumas
Deixando, sem mágoa,
Precisos contornos,
Arestas cortantes
Das físicas coisas...

Nas brumas, nas névoas
Que os encantos fazem
Pelos longes sem fim,
Encontrei meu sonho
Brilhando e vivendo,
Dizendo meu nome,
Chamando por mim...

Os ventos sabiam
Onde o encontrar
E, sem eu pedir,
Para lá me levaram
Por névoas e brumas,
Como por encanto
Como por amar...

Fiquei com meu sonho
Lá longe, nos longes
Que não têm fim...
Os ventos nos guardam
Nos trazem encantos...
Porque amam meu sonho,
São parte de mim...

Maria Ana Tavares