contos sol e lua

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Astrologia.


Stella – Os Inflexus.
De todas as artes saídas da magia dos antigos, a astrologia é agora a mais desconhecida. Não cremos mais nas harmonias universais de todos os efeitos com todas as causas. Aliás, a verdadeira astrologia, a que se une ao dogma único e universal da Cabala, foi profanada entre os gregos e romanos da decadência; a doutrina dos sete céus e três móveis, emanada primitivamente da década sefírica, os caracteres dos planetas governados por anjos, cujos nomes foram mudados nos das divindades do paganismo, a influenciadas esferas umas sobre as outras, a fatalidade unida aos números, a escala de proporção entre as hierarquias celestes correspondentes às hierarquias humanas, tudo isso foi materializado e feito supersticioso pelos genetlíacos e tiradores de horóscopos da decadência e da Idade Média. Levar a astrologia à sua pureza primitiva seria, de algum modo, criar uma ciência nova; procuremos somente indicar os seus primeiros princípios, com as suas conseqüências mais imediatas e mais próximas.
Dissemos que a luz astral recebe e conserva todas as impressões das coisas visíveis; resulta disso que a disposição do céu se reflete nesta luz, que, sendo o agente principal da vida, opera, por uma série de aparelhos destinados a este fim pela natureza, a concepção, o embrionato e o nascimento das crianças. Ora, se esta luz é muito pródiga de imagens para dar ao fruto de uma gravidez as impressões visíveis de uma fantasia ou deleitação da mãe, com maior razão deve transmitir ao temperamento ainda móvel e incerto do recém - nascido as impressões atmosféricas e as diversas influências que resultem a um momento dado, em todo o sistema planetário, desta ou daquela disposição particular dos astros.
Nada é indiferente na Natureza: uma pedra de mais ou de menos num caminho pode romper ou modificar profundamente os destinos dos maiores homens e até mesmo dos maiores impérios; com maior razão, o lugar desta ou daquela estrela no céu não poderia ser indiferente para os destinos da criança que nasce, e que, pelo próprio nascimento, entra na harmonia universal do mundo sideral. Os astros estão presos, uns aos outros, por atrações que os conservam em equilíbrio e os fazem mover- se regularmente no espaço; estas redes de luz vão de todas as esferas a todas as esferas, e não há um ponto em cada planeta a que não esteja preso um desses fios indestrutíveis. O lugar exato e a hora do nascimento devem, pois, ser calculados pelo verdadeiro adepto da astrologia; depois, quando tiver feito o cálculo exato destas influências astrais, resta - lhe contar as fortunas de estado, isto é, as facilidades ou obstáculos que a criança deve encontrar, um dia, no seu estado, nos seus pais, no temperamento que recebeu deles e, por conseguinte, nas suas disposições naturais para a realização dos seus destinos. E ainda é preciso ter em conta a liberdade humana e a sua iniciativa, se a criança chegar, um dia, a ser verdadeiramente homem e subtrair- se, por um corajoso querer, das influências fatais e da cadeia dos destinos. Vêem que não concedemos muito à astrologia; mas, também, o que lhe deixamos é incontestável: é o cálculo científico e mágico das probabilidades.
A astrologia é tão antiga e até mais antiga do que a astronomia, e todos os sábios da antigüidade lhe deram a mais inteira confiança; ora, não devemos condenar e rejeitar levianamente o que nos chega rodeado e sustentado por tão imponentes autoridades.
Longas e pacientes observações, comparações, conclusivas, experiências reiteradas muitas vezes tiveram de levar os antigos sábios às suas conclusões, e seria preciso, para pretender refutá - las, recomeçar, em sentido contrário, o mesmo trabalho. Paracelso foi, talvez, o último dos grandes astrólogos práticos; curava doenças por talismãs formados sob as influências astrais e reconhecia em todos os corpos a marca da sua estrela dominante, e era esta, conforme ele, a verdadeira medicina universal e a ciência absoluta da natureza, perdida pela falta dos homens e achada de novo somente por um pequeno número de iniciados. Reconhecer o sinal de cada estrela nos homens, nos animais, nas plantas, é a verdadeira ciência natural de Salomão, ciência que se considera perdida e cujos princípios são, todavia, conservados como todos os outros segredos da Cabala. Compreende - se que, para ler a escritura das estrelas, é preciso conhecer as próprias estrelas, conhecimento que se obtém pela domificação cabalística do céu, e pela inteligência do planisfério cabalístico, achado e explicado por Gaffarel. Neste planisfério, as constelações formam letras hebraicas, e as figuras mitológicas podem ser substituídas pelos símbolos do Tarô. É a este planisfério mesmo que Gaffarel atribui a origem da escritura dos patriarcas, que teriam achado nas cadeias de atração dos astros os primeiros delineamentos dos caracteres primitivos; o livro do céu, pois, teria servido de modelo ao de Henoque, e o alfabeto cabalístico seria o resumo do céu inteiro. Nisto não falta nem poesia, nem, principalmente, probabilidade, e o estudo do Tarô, que é, evidentemente, o livro primitivo e hieroglífico de Henoque, como o entendeu o sábio Guilherme Postello, bastará para nos convencer disso.
Os sinais impressos na luz astral pelo reflexo e a atração dos astros se produzem, como descobriram os sábios, em todos os corpos que se formam pelo concurso desta luz. Os homens trazem os sinais da sua estrela principalmente na fronte e nas mãos; os animais, na sua forma inteira e nos seus sinais particulares; as plantas os deixam ver nas suas folhas e nos seus grãos; os minerais, nas suas veias e nos aspectos de suas fendas.
O estudo destes caracteres foi o trabalho de toda a vida de Paracelso, e as figuras dos seus talismãs são resultados das suas investigações; mas ele não deu a chave disso, e o alfabeto cabalístico astral com suas correspondências ainda resta a fazer; a ciência da escritura mágica não convencional parou, para o público, no planisfério, de Gaffarel.
A arte séria da adivinhação repousa inteiramente no conhecimento destes sinais. A quiromancia é a arte de ler nas linhas da mão a escritura das estrelas, e a metoposcopia, procura os mesmos caracteres ou outros análogos na fronte dos seus consultantes. Com efeito, as dobras formadas na face humana pelas contrações nervosas são fatalmente determinadas, e a irradiação do tecido nervoso é absolutamente análoga a estas redes formadas entre os mundos pelas cadeias de atração das estrelas. As fatalidades da vida se escrevem, pois, necessariamente, nas nossas rugas, e reconhecemos, muitas vezes, ao primeiro olhar na fronte de um desconhecido, uma ou várias letras misteriosas do planisfério cabalístico. Esta letra é um pensamento inteiro, e este pensamento deve dominar a existência desse homem. Se esta letra é atormentada e se grava penosamente, há luta nele entre a fatalidade e a vontade, e já nas suas emoções e tendências mais fortes todo o seu passado se revela ao mago; o futuro é, então, fácil de ser conjeturado e se, às vezes, os acontecimentos enganam a sagacidade do adivinho, o consultante não fica, por isso, menos admirado e convencido da ciência sobre - humana do adepto.
A cabeça do homem é feita conforme o modelo das esferas celestes, e ela atrai e irradia, e é ela que, na concepção da Criança, se manifesta e se forma primeiro. Sofre, pois, de um modo absoluto para a influência astral e, pelas suas diversas protuberâncias, dá prova das suas diversas atrações. A frenologia deve, pois, achar a sua última palavra na astrologia científica e retificada, cujos problemas indicamos à paciência e à boa fé dos sábios.
Conforme Ptolomeu, o sol desseca, e a lua umedece; conforme os cabalistas, o sol representa a Justiça rigorosa, e a lua é simpática à Misericórdia. É o sol que forma as tempestades; é a lua que, por uma espécie de branda pressão atmosférica, faz crescer, decrescer e como que respirar o mar. Lemos no Zohar , um dos grandes livros sagrados da Cabala, que “a Serpente mágica, filha do Sol, ia devorar o mundo, quando o Mar, filho da Lua, pôs o pé sobre a sua cabeça e dominou- a ”. É por isso que, entre os antigos, Vênus era filha do Mar, como Diana era idêntica à Lua; é por isso que o nome de Maria significa estrela do mar ou sal do mar. É para consagrar este dogma cabalístico nas crenças do vulgo que disseram, em linguagem profética: “É a mulher que deve esmagar a cabeça da serpente ”.
Jerone Cardan, um dos mais ousados investigadores e certamente, o astrólogo mais hábil do seu tempo; Jerone Cardan, que foi, se dermos crédito à lenda da sua morte, o mártir da sua fé em astrologia, deixou um cálculo por meio do qual cada um pode prever a boa ou má fortuna de todos os anos da sua vida. Apóia a sua teoria sobre as próprias experiências e assegura que este cálculo nunca o enganou. Para saber, pois, qual será a fortuna de um ano, resume os acontecimentos dos que o precederam por 4, 8, 12, 19 e 30: o número 4 é o da realização; o número 8, o de Vênus ou das coisas naturais; o número 12, que é o do ciclo de Júpiter, corresponde aos sucessos; ao número 19 correspondem os ciclos da Lua e de Marte; o número 30 é o de Saturno ou da Fatalidade. Assim, por exemplo, quero saber o que me acontecerá neste ano de 1855: passarei na minha memória o que me aconteceu de decisivo e real, na ordem do progresso e da vida, há quatro anos; o que tive de felicidade ou infelicidade natural há oito anos; que pude contar de sucesso ou infortúnio há doze anos; as vicissitudes, desgraças ou doenças que tive há dezenove anos; e o que sofri de triste e fatal há trinta anos. Depois, tendo em conta os fatos irrevogavelmente realizados e o progresso da idade, conto com as sortes análogas às que já devo à influência dos mesmos planetas, e digo: Em 1851, tive ocupações medíocres, mas suficientemente lucrativas, com alguns embaraços de posição; em 1847 fui violentamente separado da minha família, e resultou, desta separação, grandes sofrimentos para mim e os meus; em 1843, viajei como apóstolo, falando ao povo e perseguido pelas pessoas mal intencionadas: em duas palavras, fui honrado e proscrito; enfim, em 1825, a vida de família cessou para mim, e me empenhei num caminho fatal que me levaria à ciência e à infelicidade. Posso, pois, crer que terei, este ano, trabalho, pobreza, penas, exílio do coração, mudança de lugar, publicidade e contradições, acontecimento decisivo para o resto da minha existência; e acho já, no presente, toda espécie de razões para crer neste futuro. Concluo disso que, para mim, e para o presente ano, a experiência confirma perfeitamente a exatidão do cálculo astrológico de Cardan.
Aliás, este cálculo se refere ao dos anos climatéricos, ou antes climatéricos dos antigos astrólogos. Climatéricos quer dizer dispostos em escalas ou calculados conforme os degraus de uma escada. João Trithemo, no seu livro Das Causas Segundas, computou muito curiosamente à volta dos anos felizes ou funestos para todos os impérios do mundo; daremos dele uma análise exata e mais clara do que o próprio livro, no vigésimo primeiro capítulo do nosso Ritual, com a continuação do trabalho de Trithemo até nossos dias e a aplicação da sua escala mágica aos acontecimentos contemporâneos, para deduzir deles as probabilidades mais notáveis, relativamente ao futuro próximo da França, da Europa e do mundo inteiro.
Conforme todos os grandes mestres da astrologia, os cometas são as estrelas dos heróis excepcionais e só visitam a terra para lhes anunciar grandes mudanças; os planetas presidem às coleções de seres e modificam os destinos das gerações de homens; as estrelas, mais afastadas e mais fracas na sua ação atraem os indivíduos e decidem das suas inclinações; às vezes, um grupo inteiro de estrelas influi sobre os destinos de um só homem e, muitas vezes, um grande número de almas é atraída por um raio longínquo de um mesmo sol. Quando morremos, a nossa luz interior vai - se embora conforme a atração da sua estrela, e é assim que revivemos em outros universos, onde a alma faz para si uma nova vestimenta, análoga aos progressos ou ao decrescimento da sua beleza; porque as nossas almas, separadas dos nossos corpos, assemelham - se a estrelas errantes, são glóbulos de luz animada que sempre procuram o seu centro para achar o seu equilíbrio e o seu movimento; mas antes de tudo, devem libertar- se das garras da serpente, isto é, da luz astral não purificada que as rodeia e cativa, enquanto a força da sua vontade não as levar para cima. A impressão da estrela viva na luz morta é um horrendo suplício, comparável ao de Mezêncio. A alma aí gela e queima ao mesmo tempo, e só tem como meio, para desembaraçar- se dela, entrar na corrente das formas exteriores e tomar um envoltório de carne, lutando depois com energia contra os instintos para fortalecer a liberdade moral que lhe permitirá, no momento da morte, romper as cadeias da terra e voar triunfalmente ao astro consolador, cuja luz lhe sorriu.
Conforme estes dados, entende - se o que é o fogo do inferno, idêntico ao demônio ou à antiga serpente; em que consiste a salvação e reprovação dos homens, todos chamados e todos sucessivamente eleitos, mas em pequeno número, depois de terem si expostos, pela sua falta, a cair no fogo eterno.
Tal é a grande e sublime revelação dos magos, revelação mãe de todos os símbolos, de todos os dogmas e de todos os cultos.
Já podemos ver quando Dupuis se enganava, quando julgava que todas as religiões riam somente da astronomia. É, pelo contrário, a astronomia que nasceu da astrologia, e a astrologia primitiva é um dos ramos da santa Cabala, a ciência das ciências e a religião das religiões.
Por isso, vemos, na décima sétima página do Tarô, uma admirável alegoria. Uma mulher nua, que representa, ao mesmo tempo, a Verdade, a Natureza e a Sabedoria, sem véu, inclina duas urnas para e a terra e nela derrama fogo e água; acima da sua cabeça brilha o setenário estrelado ao redor de um estofo de oito raios, o de Vênus, símbolo de paz e amor; ao redor da mulher verdejam as plantas da terra, e numa dessas plantas vem pousar a borboleta de Psiquê, emblema da alma, substituído, em algumas cópias do livro sagrado, por um pássaro, símbolo egípcio e, provavelmente, dos mais antigos. Esta figura, que no Tarô moderno traz o título de Estrela brilhante, é análoga a muitos símbolos herméticos, e não deixa de ter analogia com a Estrela flamejante dos iniciados da franco - maçonaria, exprimindo a maior parte dos mistérios da doutrina secreta dos rosacruzes.Eliphas Levi - Dogma e Ritual da Alta Magia.

Ishtar.


Ishtar para os semitas orientais, o nome de Astarte (ou Afrodite) foi também dado pelos Gregos a esta divindade. Era equivalente à deusa do Céu Inanna da Suméria, filha de Nanna e Ningal e irmã de Utu.
Tinha uma infinidade de nomes que dependiam dos povos que a veneravam como Ashratum na Babilónia, Ishhara, Irnini, e Astarteia e Astoreth na mitologia da Mesopotâmia. Asherah, Ashtaroth ou Ashtoreth é a deusa do amor, das plantas e da fertilidade de Canaã, sendo associada aos oceanos e à Lua. Não tem companheiro pois ama a sua liberdade e é belíssima. Por estas razões era considerada protectora da prostituição sagrada que se praticava nos templos que lhe eram dedicados.
Era a Grande Deusa Mãe semita, representada nua segurando serpentes ou flores de loto, ou com as mãos nos seios. Também podia aparecer a amamentar uma criança.
Tomou o lugar do deus Athar, sendo a deusa da Estrela da Tarde ou Vénus. Aparece com símbolos como um quarto crescente de lua que usa no cabelo, uma ovelha ou uma pomba. Com o nome de Astarte aparece também a deusa da Guerra, filha de Rá, na mitologia do Antigo Egipto e com o de Ashirat a deusa da Fecundidade da Fenícia, cujo culto orgiástico era condenado pelos patriarcas israelitas, tendo o profeta Samuel mandado derrubar a sua estátua aos Judeus.
Adquiriu da deusa virgem Anat uma característica guerreira, sendo representada com barba, armas, e nua com um pé sobre um leão. Mas cerca de dois mil anos a. C. ainda estava associada somente ao culto de Baal.
O nome primitivo desta divindade na Fenícia, procedente de Sídon, era Astaroth. A sua forma começou por ser cónica, passando para a de uma vaca e finalmente a de uma mulher.
Com o nome de Astaroth havia também um ser demoníaco e repelente casado com a diaba Astarte.
Como Ishtar, Ereshkigal ou Ininna, adorada pelos assírios, era irmã de Shamash (deus do Sol) e a segunda mulher de Anu, sendo filha de Ningal e de Sin, deus da Lua (aparece também como filha de Anu, deus do Ar e de Antum). Foi amante de Tammuz, deus agricultor, e tentou trazê-lo do inferno quando morreu. Ofereceu a Gilgamesh honras e riquezas se se tornasse seu amante e marido, coisa que ele recusou por ela ter morto ou ferido os seus anteriores amantes. Ela pede então a Anu para mandar o Touro do Céu matar Gilgamesh. Mas Gilgamesh e Enkidu matam-no e levam-lhe o corpo, insultando-a. Ela manda como vingança uma doença que mata Enkidu.
Era representada normalmente com um arco e um porta-flechas. Tinha como símbolo uma estrela de seis ou oito pontas, sendo-lhe atribuídos a estrela Sirius e o planeta Vénus.F.P.Wikepédia.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

MAGIA DO CAOS.


LIBER PACTONIS;
A ORDEM E A BUSCA.
Os segredos da magia são universais e possuem uma natureza física, de tal modo prática que desafia a simples explicação. Aqueles que percebem e praticam tais segredos são considerados como tendo alcançado a condição de mestres. Mestres irão, em diversos momentos da história, inspirar adeptos a criarem ordens mágicas, místicas, religiosas ou mesmo seculares, com o objetivo de conduzir outras pessoas a condição de mestre. Em algumas épocas, tais ordens tem abertamente se auto denominado Illuminati, em outras épocas, a clandestinidade tem sido mais prudente. Os mistérios podem ser preservados unicamente pela revelação constante. Neste sentido, os Iluminados de Thanateros continuam uma tradição de, talvez, sete mil anos atrás, embora a ordem, em seu aspecto externo, não possua história, sendo ela constituída como uma determinação dos Illuminati.
Numa ordem que não tem passado, não há motivo para camuflar o futuro, a partir do presente. Ela toma o seu nome dos deuses do sexo (Eros), e da morte (Thanatos). Além de serem as maiores forças motrizes das obsessões humanas, o sexo e a morte representam os métodos positivo e negativo de alcançar a consciência mágica. A iluminação e a libertação resultam do sucesso na aplicação destes métodos.
O propósito específico de qualquer ordem dos Iluminados de Thanateros é o de ajudar a determinar sob qual forma haverá de se manifestar o quinto AEON, ainda embrionário. Sua tarefa, embora histórica, consiste em disseminar o conhecimento mágico para os indivíduos. Pois nunca houve uma época desde o primeiro AEON, na qual a humanidade esteve tão carente de tais habilidades para ver o caminho adiante.
Não há hierarquia formal nos Iluminados de Thanateros. Existe uma divisão de actividades dependendo das habilidades, na medida em que elas se desenvolvem.
A maioria das tradições ocultas possuem uma complexa e alta organização da cosmologia de outros mundos e teorias metafísicas.
Até então, eles acompanham teorias mágicas frequentemente confusas.
Em contradição com tudo isso, um insight fundamental da CHAOS MAGIC é que a técnica mágica é aguçada, delimitá-la funciona porque o próprio universo é mais confuso do que parece.
Ou talvez, devesse mais respeitosamente dizer que o universo tem a propriedade mágica de configurar a maioria das interpretações ligadas a ele. Ainda que reciprocamente exclusivas, uma ampla variação de paradigmas metafísicos podem ser feitos para atacá-lo.
Então, para a selecção no supermercado de crenças, o questionamento crítico do caoísmo é:
Qual é a eficiência das técnicas mágicas? Por isso, a magia caótica é caracterizada pela falta de atenção à metafísica e a sua pura devoção à técnica empírica.
Por algum tempo, os caoistas ortodoxos consideraram que a desatenção à metafísica e à mitologia feita por você mesmo, são incompatíveis com a estrutura formal de uma ordem de ensinamentos mágicos.
De qualquer forma, isso não é necessário; apenas a técnica é ensinada e praticada. A experiência mostra que as pessoas se unem em mudanças profundamente produtivas de experiências práticas, e que uma estrutura formal e uma diversidade de tarefas encoraja isso.
O pacto mágico da IOT, ou "The Pact for Short", é uma estrutura organizacional para aqueles que desejam proceder na realização da Magia do Caos, na companhia de pessoas mentalmente afins.
O pacto explora a divisão de uma graduação hierárquica, com uma determinada checagem e equilíbrio, e se agrada em receber candidatos, os quais dirige e inicia à ascensão rápida, direta e estruturada.
Toda reavivação do oculto gera uma ou duas "crianças mágicas" e a magia caoista é a maior síntese para emergir do oculto, renascida dos últimos vinte anos. O pacto está entre os primeiros veículos designados para o desenvolvimento e leva a uma boa síntese para o próximo milénio. É bom que o pacto esteja nascendo na virada do século e que seja, de preferência, mais do que a G.D. foi em seu tempo, no século passado.
Na prática, o número de divisões formais do pacto é tratado até certo ponto, mais como iluminação do que convenções formais escritas podem levar em suposições, com membros estilizando a si próprios com excentricidades como Frater Ausência ou Soror Impropriedade e assim por diante, com deliberada paródia à tradição. A função primária da estrutura de graus é de proteger o mecanismo, com a exclusão de certos psicóticos misantrópicos e neuróticos arrepiantes que, às vezes, são atraídos para tais empreendimentos e para assegurar que qualquer necessidade organizacional seja atendida.
O PACTO MÁGICO DOS ILUMINADOS DE THANATEROS.
Desde o início da corrente CHAOS MAGIC, alguns indivíduos escolheram trabalhar sozinhos, enquanto outros escolheram fazê-lo em conjunto, em uma configuração livre de grupos aliados. A ordem mágica dos IOT têm, na prática, funcionado como uma desordem altamente criativa. Esta desordem criativa tem gerado, entre outras coisas, uma estrutura conhecida como "O PACTO". Contrastando com as implicações usuais deste nome, "O PACTO" é uma sociedade de amigos para suporte mútuo e encorajamento no campo da magia. O PACTO mágico dos IOT representa outro aspecto da corrente CHAOS MAGIC, no qual os seus praticantes escolheram trabalhar como uma força integrada.
O pacto é um veículo orientado para a Grande Obra da Magia e para os prazeres e loucuras que fazem parte desta busca. O Pacto também funciona como uma força psico-histórica na batalha pelo AEON.
Historicamente, todas as organizações mágicas e místicas têm usado uma estrutura hierárquica para exercerem pressão por excelência sobre aqueles que trabalham em todos os níveis da hierarquia.
Embora as posições de maestria nestas organizações tenham, freqüentemente, dependido mais de recursos de autoridade questionáveis, emanada de fontes obscuras, do que de uma verdadeira competência técnica, inevitavelmente, esses blefes têm levado à destruição destas organizações. Todavia, este velho mecanismo não deixa de ter seus méritos. O guru e o chela (discípulo) se põem sobre enormes pressões e se o chela finalmente se rebela, ambos vão ganhar muito, embora isso facilmente termine em desastre.
Enquanto a maioria dos indivíduos são relativamente sadios e competentes, a maioria dos organizadores agem como sendo loucos e estúpidos. Isto acontece porque a maioria das organizações permitem, apenas, um embasamento positivo desde baixo.
Deste modo, aqueles que estão no topo são condenados a se banharem nas enganosas reflexões das suas próprias expectativas, ao emitirem diretrizes ainda mais equivocadas.
A estrutura do pacto supre estes problemas tradicionais preservando, ao mesmo tempo, a valiosa pressão criada por uma estrutura hierárquica.
Nos templos do pacto, todos os membros são encorajados a apresentar, voluntariamente, técnicas e conceitos para que sejam experimentados e avaliados, e a estrutura de graus meramente reconhece a competência técnica mágica e a responsabilidade organizacional.
Aqueles de graus mais elevados têm que evitar comentários sobre o estilo de vida, o comportamento pessoal, os gostos e a moralidade dos outros membros. E no entanto, a estrutura do pacto força uma constante corrente do retorno negativo de baixo para cima, institucionalizando, assim, a rebelião no ofício dos Insubordinados. Portanto, tão logo um razoável nível de habilidade técnica e organizacional é alcançado, o Mestre do Templo, o Adepto, ou o Mago tornam-se, repentinamente, sujeitos a intenso criticismo, tanto como professores quanto como indivíduos, isso é considerado uma grande recompensa.
O PACTO é constituído de quatro graus; neófito, iniciado, adepto e mago, numerados respectivamente de 4, 3, 2, 1.
Adicionalmente, existem cinco ofícios.
O SACERDOTE OU SACERDOTISA DO CAOS podem ser tomados como um grau paralelo ao terceiro ou segundo.
O ofício de SUPREMO MAGO é desempenhado pelo cabeça do pacto, é designado grau zero.
O ofício de MESTRE DO TEMPLO designa o coordenador das atividades de um determinado templo, e pode ser desempenhado por qualquer indivíduo acima do terceiro grau.
O ARQUIVISTA é o responsável pelos registros do templo.
O ofício do INSUBORDINADO pode ser desempenhado por qualquer indivíduo do terceiro grau.
O INSUBORDINADO é um assistente pessoal de um outro membro do pacto, e age como crítico, inspetor e aguilhoador daquele membro.
O PACTO é uma oligarquia que se auto perpetua. A ascensão para um grau ocorre mediante convite dos demais indivíduos daquele grau ou de graus superiores.
O MAGO SUPREMO pode ser substituído, apenas, por acção unânime de todos os membros do primeiro grau. O acordo tácito na afiliação ao PACTO é de que os graus superiores forneçam organização, facilidades, instrução e material e, em retorno, os graus inferiores fornecem quaisquer serviços de ordem material, financeira ou mágica, que possam ser razoavelmente pedidos a eles. Em último recurso será apreciado pelo grau zero.
O TEMPLO DO PACTO.
O TEMPLO DO PACTO só pode ser fundado por um Adepto ou um Mago, o qual inspeciona, periodicamente, o trabalho do templo. O templo consiste na assembléia dos membros, podendo ser convocada em qualquer espaço fechado ou aberto, onde a privacidade possa ser assegurada. O Mestre do Templo manterá arquivo com os endereços de todos os membros do templo, para que possa contactá-los.
Este arquivo não pode ser mantido de forma que estranhos ao templo tenham a possibilidade de acessar informações a respeito dos membros. O Mestre do Templo também manterá seus superiores no PACTO informados do endereço pelo qual seu templo pode ser contatado, e eles manterão esta informação da mesma forma. Os membros poderão pertencer a mais de um templo. Por exemplo ,um iniciado de um templo "protegido" poderá precisar freqüentar o templo de seu ADEPTO ou MAGO "protetor", para receber treinamento específico e avançar para o próximo grau. Todos os templos adotam um nome característico pelo qual eles são conhecidos no PACTO.
Templos Supervisionados.
Pode ocorrer que por algum acidente geográfico um grupo de pessoas que desejem se associar nas formas do Pacto estejam em uma área distante dos centros de actuação. Neste caso um ou mais membros que representem este grupo, devem, de alguma forma, se apresentar pessoalmente perante um Adepto ou Magus do Pacto recebendo para cada membro uma carta escrita a mão ou assinada com os juramentos completos de Neófito, junto com qualquer outra exigência do supervisor. Então de acordo com a avaliação do Adepto ou Magus deve ser dado o 4o e em seguida o 3o dando-lhe o poder de abrir um templo e conduzir o trabalho nestes graus.
O Ofício de Mestre de Templo.
As atividades do templo são coordenadas pelo Mestre de Templo, que pode ser indicado por um Adepto ou Magus supervisor do templo ou escolhido pelos mais graduados presentes. O Mestre de Templo tem a responsabilidade de cuidar para que apenas membros do grau apropriado ou candidatos a este grau sejam admitidos nos rituais do Templo. Visitando membros de outros templos deve dar-lhes os sinais e palavras apropriados ao Mestre de Templo em particular. O Mestre de Templo deve delegar um ou mais Mestre de Templo auxiliares.
O Ofício de Arquivista.
O Arquivista guarda um registro das actividades do templo. O registro deve usar exclusivamente os nomes mágicos formais ou números dos presentes. Os registros devem detalhar o horário e o local das actividades, seguido de uma breve descrição de quaisquer trabalhos que foram feitos e os resultados alcançados. Se não for possível autorização para registos de informações confidenciais, tais informações devem ser codificadas mas não cifradas, por algum código autorizado pelo Mestre de Templo. O Arquivista é pessoalmente responsável pelos registros, respondendo caso eles venham a ser destruídos, perdidos ou roubados. Os registros do templo devem ser inspeccionados por qualquer iniciado ou grau mais avançado do Templo.
Os Graus e os Rituais de Grau.
Candidatos ao grau de Neófito são admitidos na base de entrevistas e conversas com membros do Pacto, por recomendação pessoal ou por pedido enviado ao Pacto. Nenhuma pessoa pode ser admitida em qualquer ritual do pacto sem antes ter se submetido ao ritual de Neófito.
O ritual de Neófito requer que o candidato tome algumas medidas preliminares como, providenciar um manto e um anel que sigam as determinações do Pacto, e tenha demonstrado ser uma pessoa de mente aberta, livre de crenças dogmáticas. A maioria das actividades e dos trabalhos mágicos do Pacto são abertos ao grau de Neófito. O grau de Neófito corresponde a um período em que o Pacto e o Neófito testam seus relacionamentos. O Neófito pode ascender de grau a qualquer momento como pode se desligar a qualquer momento.
O Ritual de iniciação corresponde a uma aceitação completa do candidato ao Pacto. O Pacto não oferece fronteiras para um Iniciado. As actividades confidenciais e as actividades mágicas são conduzidas com o templo aberto no grau de Iniciado. Os iniciados seguem todas as formas de magia e começam a trabalhar com o Liber kkk, e se desejarem, realizam um trabalho paralelo como Monges ou Monjas do Caos.
O ritual de Adepto marca o momento em que o candidato atinge capacidade mágica e, assume a obrigação de ensinar, de proteger o Pacto, administrar sua estrutura e tradição. Não é necessário abrir o templo neste grau.
Não é apresentado aqui o ritual de reconhecimento de Magus. Este grau é conferido aqueles que alem da habilidade mágica possuem potencial para liderarem dentro do Pacto.
A Insígnia do Pacto.
O adorno fundamental de qualquer templo do Pacto, seja ele aberto ou fechado, é a estrela de oito pontas do Caos, colocada proeminentemente.
Ela pode estar representada na forma de uma bandeira, ou na toalha do altar, uma esfera caótica, ou a estrela montada em algum material. Todos os graus devem usar mantos com mangas compridas e capuz. Os mantos são comumente pretos, contudo os templos individualmente podem eleger outra cor para seus membros. O anel da ordem é prata e tem gravado uma estrela de oito pontas do Caos. Ele pode ser usado em qualquer momento, mas não representa em si uma prova de afiliação ao Pacto ou graduação. Os membros escolhem um nome de uma só palavra e um número de três ou quatro dígitos, pelos quais eles serão conhecidos formalmente dentro do Pacto e pelo qual seus feitos e comentários serão registrados nos arquivos do templo. Os membros do sexo feminino serão chamadas de Sor. (Soror ou Irmã), e os do sexo masculino de Fra. (Frater ou Irmão). Desta forma um nome completo formal, seria por exemplo Fra. Aleph 251, 3o IOT.
O Simbolismo dos Rituais de Grau.
Os rituais apresentados aqui são o mínimo necessário para se abrir e fechar um templo e se reconhecerem membros no grau de Neófito, Iniciado e Adepto. Os templos podem decidir adicionar material extra a estes rituais. O ritual de Neófito é um casamento com o Pacto, de qualquer forma, em uma tradição moderna, o divórcio é permitido a qualquer tempo. O candidato é perguntado sobre as quatro qualidades da assim chamada pirâmide dos feiticeiros: Saber, Desejar, Ousar e Calar. O candidato é recepcionado com abraços aplausos e gestos de carinho.
O ritual de Iniciado marca uma entrada efetiva no Pacto, e o candidato oferece ao Pacto os poderes que possua nas virtudes mágicas, Desejo, Percepção, Imaginação e Concentração. A seriedade desta submissão é marcada por alguns momentos de profundo silêncio que encerram o ritual.
O ritual de Adepto marca a aceitação por parte do candidato, das responsabilidades e dos poderes executivos com o Pacto. O ritual se resume ao simbolismo das quatro armas elementais que são o Pantáculo, o Cálice, a Espada, e o Cajado. O candidato é recebido com fogo para purificar os votos assumidos.
Os Sinais e as Palavras de Grau.
Os sinais e palavras de grau protegem o Pacto de infiltrações e impostores. Elas consistem em gestos e palavras discretas para que possam ser trocadas em contatos sociais sem que se possa parecer que se tratam de sinais para os profanos. Os sinais e palavra são trocadas periodicamente pelo grau 1o.
Notas nos Rituais do Pacto.
Os rituais estão representados como sendo liderados pelo MT, eles podem ser liderados por qualquer membro do devido grau que seja designado pelo MT, é normal que o MT delegue funções dentro do Templo para que os membros possam praticar a liderança em rituais.
O Ofício de Insubordinado.
Todo MT é assistido pessoalmente por um insubordinado que deve ser escolhido entre os membros do Templo, exceto o MT. Junto a qualquer Adepto ou Mago que esteja liderando um estudo, também deve haver um insubordinado escolhido entre seus estudantes.
Os cinco mandamentos do Insubordinado são:
1) Verificar se todos os ensinamentos e instruções estão sendo são compreensíveis e criticar e pedir explicação sobre os que não são. Este é o mandamento do "Louco", para se desfazer a ignorância ou o fingimento de ignorância, quando os outros fingem que entendem.
2) Para transmitir o "criticismo" com uma certa leviandade. Este é o mandamento do brincalhão, para fazer graça com aquilo que os outros acham melhor ignorar.
3)Para apontar as falhas pessoais e a ignorância.
Este é o mandamento do Capelão, para tratar os problemas pessoais imparcialmente.
4) Para receber comunicados de progressos mágicos, sem que seja necessário comentá-los. Este é o mandamento do confessor, cuja existência é uma salvaguarda contra a preguiça e a complacência.
5) Para deter o poder do veto contra qualquer instrução, e notifica-lo ao 0o ou ao 1o sobre este exercício.
Este é o mandamento do inquisidor, para impedir abuso de autoridade.
Os detentores do ofício de insubordinado escolhem duas palavras como título para caracterizar sua actuação. Tais palavras podem ser escolhidas em qualquer combinação das palavras louco, brincalhão, capelão, confessor, ou inquisidor. Normalmente uma palavra é escolhida, na função em que o candidato está mais inclinado a realizar, e a outra na função menos favorecida. Desta forma, o Insubordinado pode escolher ser intitulado como Inquisidor-Brincalhão, Capelão-Louco, ou Confessor-Inquisidor e assim por diante.
O oficio de insubordinado toma lugar toda vez que um novo insubordinado é apontado para substituir um antigo, ou quando o iniciado detentor do ofício é reconhecido como Adepto.
Alguns templos preferem mudar constantemente a figura do insubordinado em cada encontro, seja randomica ou sucessivamente.
Em outra situações o posto é ocupado definitivamente e as partes envolvidas elegem aquele que será marcado pelo rito do insubordinado. De outra forma o medalhão do insubordinado que é o símbolo de seu ofício, é usado quando o ofício está sendo realizado, passando de um para o outro.
O insubordinado normalmente conduzirá os negócios oficiais com o recipiente da insubordinação em particular. O recipiente pode ser escolhido para levar ao insubordinado de antemão alguma instrução controversa para prevenir o exercício público do veto.
As Atividades do Templo.
As actividades do templo vão variar de acordo com a necessidade, circunstâncias e conforme com os graus e a cumplicidade dos presentes. As secções seguintes dão alguma indicação das actividades frequentes do templo e na sequência em que são comumente realizadas.
O Mestre de Templo será responsável pela privacidade do templo, e que qualquer visitante será do grau apropriado. O MT anunciará qualquer teoria para aprofundamento e dar qualquer explicações preliminares necessárias.
Abertura.
O templo pode ser aberto com um ritual de Grau ou com o ritual de abertura.
Prática e Treinamento.
Vários membros do Pacto, com a descrição do MT, liderarão exercícios particularmente disciplinas mágicas. Isso incluirá exercícios de controle da mente, práticas com técnicas de gnose e práticas com os vários instrumentos mágicos e técnicas. Leituras e demonstrações devem ser dadas e papeis lidos.
Atuação Mágica.
Com a discrição do MT, vários feitiços e rituais de evocação, divinação, encantamento, invocação e iluminação de acordo com as necessidades do Pacto, do templo ou individuais. A Missa do Caos deve ser realizada como uma celebração ou para ordenar um sacerdote ou sacerdotisa do Caos ou por algum outro propósito.
Debate.
O MT participa de um debate sobre questões administrativas, planejamento, progresso pessoal e pesquisa. Os indivíduos podem reportar seu trabalho com o Liber KKK e outros trabalhos. Publicações e comunicados de outros templos do pacto podem ser revistos.
Fechamento.
O templo é fechado com o ritual de fechamento e se necessário aberto em outro grau para propósitos específicos com participantes seleccionados.
É comum que o trabalho do templo seja seguido por uma confraternização.
Assuntos do Pacto.
Poucos rituais do Pacto possuem um fechamento escrito. Qualquer ritual que não possa ser memorizado deve ser revisto e simplificado em carácter de urgência. Em geral, quando um exercício ou ritual complexo é realizado, um membro explica detalhadamente aos outros de antemão e lhes guia na sequência a ser seguida, dando instruções para os outros participantes, para que estes dêem sua contribuição no momento apropriado se necessário. O MT precisa da autorização de Magus do Pacto, se o templo empreender trabalho mágico pago em benefício de pessoas de fora ou instituições. A aprovação também é necessária para que seja lançado um ataque mágico, de qualquer forma isso é condenado em circunstâncias que sejam coercivas.
Excomunhão.
Caso um membro do Pacto torne-se intolerável, os membros do templo podem forçar uma excomunhão do Pacto por uma simples maioria, o MT tem o voto de Minerva. Caso o membro a ser excomungado seja o MT, o insubordinado tem o voto de Minerva. Os excomungados estão afastados das actividades do templo até segunda ordem e os membros não poderão discutir os assuntos do pacto com eles. Um tratamento mais severo por parte do pacto será tomado em relação ao excomungado, que tenha trazido sérios prejuízos ao pacto.
Nada é verdadeiro, Tudo é permitido.
[D.A]

Os Orixás e os Quatro Elementos.


O PODER DA TERRA.
A Terra corresponde à figura da “Grande Mãe”, sentida ao mesmo tempo como fonte de vida e de ameaças, pois dela provém os seres vivos e é para ela que estes retornam. É também chamada de princípio passivo ou feminino e, segundo os mitos sobre o surgimento do mundo, foi o Céu que fecundou a Terra.
Não poderíamos existir da forma que somos sem a Terra, o nosso planeta é simplesmente uma manifestação deste elemento. A verdadeira energia da Terra existe também dentro de nós e em todo o universo.
No candomblé a Terra e os seus elementos são essencialmente associados aos Orixás: Ogum, Omolú, Nanã, Oxóssi e Ossain, que enfatizam questões sobre ecologia, saúde e a casa.
Ogum: é o lado masculino da Terra e tem uma personalidade impaciente, obstinada e agressiva. É considerado o deus da guerra e da tecnologia, sabendo trabalhar o metal para a fabricação de máquinas e armas.
Omolú: representa os aspectos negativos da vida e tem uma personalidade tímida e vingativa. É considerado o deus das epidemias e das doenças da pele, conhecendo os mistérios da morte, do renascimento e da cura. É considerado o médico dos pobres.
Nanã: representa o poder autoritário e rigoroso de um orixá considerado o mais velho de todos. Tem uma personalidade vingativa e mascarada e é considerada a deusa da lama e dos pântanos. Está constantemente associada à fertilidade, às doenças e à morte.
Oxóssi: como “o rei das florestas” só admite a caça se for como alimento. Tem uma personalidade intuitiva e emotiva e é considerado o deus da caça e o protector dos animais. É o patrono do candomblé brasileiro.
Ossain: é o que tem o conhecimento dos segredos das florestas e plantas para fins curativos. Tem uma personalidade instável e emotiva e é considerado o deus das folhas e ervas medicinais, conhecendo seus poderes para a vida ou a morte.
O PODER DA ÁGUA.
No candomblé a Água é essencialmente associada aos Orixás: Oxum, Oxumaré e Iemanjá que estão directamente ligados à saúde, física ou mental, à fertilidade e à abundância.
Oxum: representa o feminino passivo, o amor, a fecundação e a gravidez. Tem uma personalidade maternal, vaidosa e tranquila e é considerada a deusa das águas doces, do ouro e do jogo de búzios.
Oxumaré: representa o pacto entre os deuses e os homens sendo ao mesmo tempo de natureza masculina e feminina. Tem uma personalidade sensível e tranquila e é considerado o deus da chuva e do arco-íris, transportando a água entre o céu e a terra.
Iemanjá: é a “Grande Mãe” que devido ao seu amor e compreensão não vê os defeitos de seus filhos. Tem uma personalidade maternal, complacente e super protectora é considerada a deusa dos mares e oceanos, por ser a mãe de todos os orixás, simboliza a maternidade, inclusive acolhendo todas a crianças rejeitadas.
O PODER DO FOGO.
No candomblé o Fogo é especialmente associado aos Orixás: Exú, Iansã e Xangô que estão relacionados com qualquer processo de transformação.
Exú: é o emissário responsável pela comunicação deste mundo com o mundo dos deuses. Tem uma personalidade atrevida, agressiva e temperamental e é considerado o guardião da porta da rua e das encruzilhadas, sendo que só através dele é possível invocar os outros orixás.
Iansã: ela é uma mulher activa, muitas vezes parecendo-se com as amazonas, e conhece as coisas difíceis da vida. Tem uma personalidade impulsiva, imprevisível e perspicaz e é considerada a deusa dos ventos e das tempestades, sendo a senhora dos raios. É também a dona da alma dos mortos.
Xangô: ele resolve as questões de justiça e não dá descanso aos que mentem, cometem crimes ou injustiças. Tem uma personalidade atrevida e prepotente e é considerado o deus do fogo e do trovão. É viril, violento e justiceiro, castigando os mentirosos e protegendo os advogados e juízes.
O PODER DO AR.
No candomblé o Ar é essencialmente associado ao Orixá Oxalá, embora outros Orixás pertençam a este elemento, que é geralmente envolvido com questões de ética e de bom carácter. Oxalá é o Orixá que trás em si o princípio simbólico de todas as coisas, sendo inabalável na sua autoridade e extremamente generoso na sua sabedoria. Tem uma personalidade equilibrada, tolerante, obstinada e independente e é considerado o deus da criação, pois criou os homens e gerou muitos Orixás. Pode ser representado de duas maneiras: Oxaguiã, quando ainda jovem ou Oxalufã, depois de velho.F.P.Wikepédia.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Os Enfeitiçamentos.


FONS – OCULUS - FULGUR
O homem que olha uma mulher com um desejo impuro, profana esta mulher, disse o grande Mestre. O que se quer com perseverança, se faz. Toda vontade real se confirma por atos; toda vontade confirmada por um ato é uma ação. Toda ação é submetida a um juízo e este juízo é eterno. São dogmas e princípios.
Conforme estes princípios e estes dogmas, o bem e o mal que desejais, quer a vós mesmos, quer aos outros, na extensão do vosso querer e na esfera de vossa ação, virá infalivelmente, quer aos outros, quer a vós, se confirmardes a vossa vontade e se fixardes a vossa determinação por atos.
Os atos devem ser análogos à vontade. A vontade de fazer mal ou de fazer - se amar deve ser confirmada, para ser eficaz, por atos de ódio ou de amor.
Tudo o que traz a impressão de uma alma humana pertence a esta alma; tudo aquilo de que o homem se apropriou de um modo qualquer torna - se seu corpo, na acepção mais extensa da palavra, e tudo o que se faz ao corpo de um homem é ressentido, quer mediata, que imediatamente, pela sua alma.
É por isso que toda espécie de ação hostil ao próximo é considerada, pela teologia moral, como um começo de homicídio.
O enfeitiçamento é um homicídio tão covarde que escapa do direito de defesa da vítima e da vingança das leis.
Estabelecido este princípio, para descargo da nossa consciência e advertência dos fracos, afirmamos, sem temor, que o enfeitiçamento é possível.
Vamos mais longe, e afirmamos que não só é possível, mas também é, de algum modo, necessário e fatal. Realiza - se sem cessar, no mundo social, sem conhecimento dos agentes e pacientes. O enfeitiçamento involuntário é um dos mais terríveis perigos da vida humana.
A simpatia passional submete necessariamente o mais ardente desejo à mais forte vontade. As doenças morais são mais contagiosas do que as doenças físicas, e há certo sucesso de predileção e moda, que poderíamos comparar à lepra ou cólera - morbo.
Morremos por um mau conhecimento, como por um contato contagioso, e a horrível doença que, desde alguns séculos somente, na Europa, pune a profanação dos mistérios do amor, é uma revelação das leis analógicas da natureza, e não apresenta ainda mais do que uma imagem fraca das corrupções morais que todos os dias resultam de uma simpatia equívoca.
Falam de um homem ciumento e covarde que, para vingar- se de um rival, infectou a si próprio de um mal incurável e fez dele o flagelo comum e o anátema de um leito partilhado. Esta horrível história é a de todo mago ou antes a de todo feiticeiro que pratica enfeitiçamentos. Ele envenena- se para envenenar, ele aspira o inferno para o respirar, ele fere- se mortalmente para fazer morrer; mas, se tiver a triste coragem de o fazer, é positivo e certo que envenenará e matará unicamente pela projeção da sua perversa vontade.
Podem existir amores que matam tão bem como o ódio, e os enfeitiçamentos da benevolência são a tortura dos maus.
As preces que dirigimos a Deus para a conversão de um homem trazem infelicidade a este homem, se não quiser converter- se. Há, como já o dissemos, fadiga e perigo em lutar contra as correntes fluídicas excitadas por cadeias de vontades unidas.
Há, pois, duas espécies de enfeitiçamentos: o enfeitiçamento involuntário e o enfeitiçamento voluntário. Pode - se também distinguir o enfeitiçamento físico do enfeitiçamento moral.
A força atrai a força, a vida atrai a vida, a saúde atrai a saúde: é uma lei da natureza.
Se duas crianças vivem juntas e, principalmente, se dormem juntas, havendo uma fraca e outra forte, a forte absorverá a fraca, e esta perecerá. É por isso que importa muito que as crianças durmam sempre sós. Nos colégios, certos alunos absorvem a inteligência dos outros alunos e, em todos os círculos de homens, logo se acha um indivíduo que se apodera das vontades dos outros.
O enfeitiçamento por corrente é uma coisa muito comum, como notamos; somos levados pela multidão, no moral como no físico. Mas o que mais particularmente temos de constatar neste capítulo é o poder quase absoluto da vontade humana sobre a determinação dos seus atos e a influência de qualquer demonstração exterior de uma vontade até sobre as coisas exteriores.
Os enfeitiçamentos voluntários são ainda freqüentes nos nossos campos, porque as forças naturais, nas pessoas ignorantes e solitárias, agem sem serem enfraquecidas por nenhuma dúvida ou diversão. Um ódio franco, absoluto e sem mistura alguma de paixão repelida ou cupidez pessoal, é uma sentença de morte para aquele que o seu objeto em certas condições dadas. Digo sem mistura de paixão amorosa ou cupidez, porque um desejo, sendo uma atração, contrabalança e anula a força de projeção.
Por exemplo, um ciumento não enfeitiçará nunca eficazmente seu rival, e um herdeiro cobiçoso não abreviará pelo único fato da sua vontade, os dias de um tio avarento e vivaz.
Os enfeitiçamentos feitos nestas condições recaem naquele que os opera, e são antes salutares do que nocivos à pessoa que é o seu objeto, porque a desembaraçam de uma ação odiosa que destrói a si própria, exaltando - se fora da medida.
A palavra envoûtement , muito enérgica na sua simplicidade gaulesa, exprime admiravelmente a própria coisa que significa: envoûtement , ação de tomar, por assim dizer, e de envolver alguém num voto, numa vontade formulada.
O instrumento do enfeitiçamento não é outro senão o próprio grande agente, que, sob a influência de uma vontade má, se torna, então, real e positivamente o demônio.
O malefício, propriamente dito, isto é, a operação cerimonial com o fim de enfeitiçar, só age sobre a vontade do operador, e serve para fixar e confirmar a sua vontade, formulando -a com perseverança e esforço, duas condições que fazem eficaz a vontade. Quanto mais a operação é difícil ou horrível, tanto mais é eficaz, porque age mais sobre a imaginação, e confirma o esforço em razão direta da resistência.
É o que explica a bizarria e até a atrocidade das operações da magia negra entre os antigos e na Idade Média, as missas do diabo, os sacramentos administrados a répteis, as efusões de sangue, os sacrilégios humanos e outras monstruosidades que são a própria essência e realidade da goecia e da necromancia. São práticas semelhantes que atraíram, em todos os tempos, a justa repressão das leis sobre os feiticeiros. A magia negra é realmente uma combinação de sacrilégios e assassinatos graduados para perverter para sempre uma vontade humana e realizar num homem vivo o fantasma horrendo do demônio. É, pois, propriamente falando, a religião do diabo, o culto das trevas, o ódio do bem levado ao seu paroxismo; é a encarnação da morte e a criação permanente do inferno.
O cabalista Bodin, que pensariam erroneamente ter sido um espírito fraco e supersticioso, não teve outro motivo de escrever a sua Demoniomania senão na necessidade de prevenir os espíritos contra uma muito perigosa incredulidade. Iniciado, pelo estudo da Cabala, aos verdadeiros segredos da magia, estremeceu ao pensar nos perigos a que este poder abandonado à malvadez dos homens exporia a sociedade. Tentou, pois, o que ainda acaba de ensaiar entre nós o senhor Eudes de Mirville; e recolheu fatos sem os explicar, denunciando às ciências desatentas ou preocupadas alhures a existência das influências ocultas das operações criminosas da magia má. Bodin não foi mais ouvido no seu tempo do que será o senhor Eudes de Mirville, porque não basta indicar a sua causa para impressionar os homens sérios; é preciso estudar esta causa, explica - la, provar a sua existência, e é o que procuramos fazer.
Pode- se morrer pelo amor de certos entes como pelo seu ódio: existem paixões absorventes sob cuja aspiração nós nos sentimos desfalecer como as noivas dos vampiros. Não são só os maus que atormentam os bons, mas, por sua vez, os
bons torturam os maus. A docilidade de Abel era um longo e penoso enfeitiçamento para a ferocidade de Caim. O ódio do bem, nos homens maus, procede do próprio instinto da conservação; aliás, negam que os que atormenta seja o bem, e se esforçam para estar tranqüilos, em deificar e justificar o mal. Abel, no entender de Caim era um hipócrita e covarde que desonrava a altivez humana pelas suas submissões escandalosas à divindade. Quanto este primeiro assassino não teve de sofrer antes de se entregar a um espantoso atentado contra seu irmão! Se Abel pudesse tê - lo compreendido, teria ficado atemorizado.
A antipatia outra coisa não é senão o pressentimento de um enfeitiçamento possível, enfeitiçamento que pode ser de amor ou ódio, porque se vê, muitas vezes, o amor suceder à antipatia. A luz astral nos adverte das influências futuras por uma ação sobre o sistema nervoso mais ou menos sensível e mais ou menos viva. As simpatias instantâneas, os amores fulminantes são explosões de luz astral motivadas tão exatamente e não menos matematicamente explicáveis e demonstráveis que as descargas das fortes baterias elétricas. Vemos, por isto,quantos perigos imprevistos ameaçam o profano que se diverte continuamente com o fogo junto a barricas de pólvora que não vê.
Estamos saturados de luz astral e projetamo - la incessantemente para lhe dar lugar e atrair. Os aparelhos nervosos destinados quer à atração, quer à projeção, são particularmente os olhos e as mãos. A popularidade das mãos reside no polegar, e é por isso que, conforme a tradição mágica conservada ainda nos nossos campos, é preciso, quando nos achamos em companhia suspeita, termos o polegar dobrado e escondido na mão, evitando de fixar alguém, procurando, pois, olhar primeiro aqueles dos quais tememos alguma coisa, a fim de evitar projeções fluídicas inesperadas e os olhares fascinadores.
Existem também certos animais, cuja propriedade é romper as correntes de luz astral por uma absorção que lhe é peculiar. Estes animais nos são violentamente antipáticos e tem no olhar alguma coisa fascinadora, tais como o sapo, o basilisco e a toupeira. Aprisionados e levados vivos ou guardados nos quartos que a pessoa habita, garantem -na das alucinações e dos prestígios do embebedamento astral: o embebedamento astral, palavra que escrevemos aqui pela primeira vez e que explica todos os fenômenos das paixões furiosas, das exaltações mentais e da loucura.
Criai sapos e toupeiras, caro senhor, me dirá aqui um discípulo de Voltaire; trazei - os convosco e não escrevais mais. A isto, posso responder que pensarei seriamente no assunto, quando estiver disposto a rir do que ignoro e a tratar de loucos os homens, cuja ciência e sabedoria não entendo.
Paracelso, o maior dos magos cristãos, opunha ao enfeitiçamento as práticas de um enfeitiçamento contrário. Compunha remédios simpáticos e os aplicava não aos membros sofredores, mas sim a representações destes mesmos membros, formadas e consagradas conforme o cerimonial mágico. Os sucessos eram prodigiosos, e nunca médico algum se aproximou das curas maravilhosas de Paracelso.
Mas Paracelso tinha descoberto o magnetismo muito antes de Mesmer, e tinha levado até as suas últimas conseqüências esta descoberta luminosa, ou antes esta iniciação à magia dos antigos, que, mais do que nós, compreendiam o grande agente mágico e não faziam da luz astral, do azoth, da magnésia universal dos sábios, um fluido animal e particular somente emanando de alguns entes especiais.
Na sua filosofia oculta, Paracelso combate a magia cerimonial, de que certamente não ignorava o terrível poder, mas cujas práticas, sem dúvida, quer proibir, a fim de desacreditar a magia negra. Coloca a onipotência do mago no magnes interior e oculto. Os mais hábeis magnetizadores de nossos dias não diriam melhor. Todavia, quer que se empreguem os signos mágicos, e principalmente os talismãs, para cura das doenças. Teremos ocasião de voltar, no nosso décimo oitavo capítulo, aos talismãs de Paracelso, tocando, conforme Gaffarel, na grande questão da iconografia e da numismática ocultas.
Curamos o enfeitiçamento pela substituição, quando é possível, e pela ruptura ou desvio da corrente astral. As tradições dos campos sobre tudo isto são admiráveis e certamente vêm de longe: são restos dos ensinos dos druidas, que tinham sido iniciados nos mistérios do Egito e da Índia pelos hierofantes viajores. Sabem, pois, em magia vulgar, que um enfeitiçamento, isto é, uma vontade determinada e confirmada de fazer mal, obtém sempre seu efeito, e que ela não pode ser retratada sem perigo de morte. O feiticeiro que livra alguém de um encanto dever ter outro objeto da sua malvadez, do contrário é certo que ele próprio será ferido e perecerá vítima dos seus próprios malefícios. O movimento astral sendo circular, toda emissão azótica ou magnética que não acha seu médium , volta com força ao seu ponto de partida: é o que explica uma das mais estranhas histórias de um livro sagrado, a dos demônios enviados aos porcos que se precipitaram no mar. Esta obra de alta iniciação nada mais foi que a ruptura de uma corrente magnética infeccionada por vontades más. Chamo -me legião, dizia a voz instintiva do paciente, porque somos muitos.
As possessões dos demônios nada mais são que enfeitiçamentos, e existe nos nossos dias uma quantidade inumerável de possessos. Um santo religioso que se votou ao serviço do alienados, o irmão Hilário Tissot, chegou, por uma longa experiência e a prática constante das virtudes cristãs, a curar muitos doentes, praticando, sem sabê- lo, o magnetismo de Paracelso. Atribui a maioria das doenças a desordens da vontade ou à influência perversa de vontades estranhas; considera todos os crimes como atos de loucura, e queria que se tratassem todos os malvados como doentes, em vez de os exasperar e torna - los incuráveis, sob pretexto de os castigar. Quanto tempo passará ainda antes que o pobre irmão Hilário seja reconhecido por um homem de gênio! E quantos homens graves, ao lerem este capítulo, dirão ainda que Hilário Tissot e eu deveríamos tratar- nos mutuamente, conforme as idéias que nos são comuns, evitando bem de publicar as nossas teorias, se não quisermos que nos tomem por médicos dignos de serem enviados aos Incuráveis!
“E contudo gira! ”exclamava Galileu, batendo no chão com os pés. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos fará livres ”, disso o Salvador dos homens. Poderíamos acrescentar: Amareis a justiça, e a justiça vos tornará sadios. Um vício é um veneno, até para o corpo; a verdadeira virtude é um penhor de longevidade.
O método dos enfeitiçamentos cerimoniais varia conforme os tempos e as pessoas, e todos os homens artificiosos e dominadores acham em si mesmos seus segredos e sua prática, sem mesmo os calcular exatamente e raciocinar sobre a sua continuidade. Seguem, nesse ponto, as inspirações instintivas do grande agente, que se assimila maravilhosamente, como já dissemos, aos nossos vícios e às nossas virtudes; mas pode - se dizer que, geralmente, estamos submetidos às vontades dos outros pelas analogias das inclinações e, principalmente, dos nossos defeitos. Acariciar as fraquezas de uma individualidade é apoderar- se dela e fazer dela um instrumento na ordem dos mesmos erros e das mesmas depravações. Ora, quando duas naturezas análogas em defeito se subordinam uma à outra, opera- se uma espécie de substituição do mais forte ao mais fraco; é uma verdadeira obsessão de um espírito por outro. Muitas vezes, o fraco se debate e quereria revoltar- se, depois cai mais embaixo na escravidão. É assim que Luiz XIII conspirava contra Richelieu; depois, obtinha de algum modo a sua graça pelo abandono de seus cúmplices.
Todos nós temos um defeito dominante que é, para nossa alma, como que o umbigo do seu nascimento pecador, e é por ele que o inimigo sempre nos pode pegar; a vaidade para uns, a preguiça para outros, o egoísmo para o maior número. Que espírito hábil e mau se apodere desta mola, e estais perdido. Ficais, então, não louco, não idiota, mas positivamente alienado, em toda força desta expressão, isto é, submetido a um impulso estranho. Neste estado, tendes um horror instintivo a tudo o que vos levaria à razão, e até não quereis ouvir as representações contrárias à vossa demência. É uma das doenças mais perigosas que podem afetar o moral humano.
O único remédio contra este enfeitiçamento é apoderar - se da própria loucura para curar a loucura, e fazer o doente achar satisfações imaginárias numa ordem contrária àquela em que se perdeu. Assim, por exemplo, curar um ambicioso fazendo - lhe desejar as glórias do céu, remédio místico; curar um depravado por um verdadeiro amor, remédio natural; obter para um vaidoso, honrosos sucessos; mostrar desinteresse aos avarentos e obter- lhes um justo ganho por participação honrada em empresas generosas.
Reagindo da mesma forma sobre o moral, chegaremos a curar um grande número de doenças físicas, porque o moral influi sobre o físico em virtude do axioma mágico: “O que está em cima é como o que está em baixo ”. É por isso que o Mestre dizia, falando de uma mulher paralítica: “Satã a ligou ”. Uma doença provém sempre de um defeito ou de um excesso, e sempre achareis na origem de um mal físico uma desordem moral: é uma lei invariável da natureza.Eliphas Levi - Dogma e Ritual da Alta Magia.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Rhiannon.


A Deusa-Égua gaulesa do Inferno, Rigatona ou Ringatona (Itália), Epona (Gália), Bubona (Escócia), Grande Deusa Branca eram alguns dos nomes originais de Rhiannon.
Seu nome significa “Divina Rainha das Fadas”, sendo considerada uma Deusa da Lua. É também conhecida como a Deusa dos pássaros, dos encantamentos, da fertilidade e do submundo. Ela se identifica com a noite, a emoção, o sangue, o drama.
Rhiannon é a donzela saída do mundo subterrâneo e neste aspecto, relaciona-se com a Deusa Perséfone. Sua iconografia vincula-se ao simbolismo eqüino. Andava em um cavalo branco, vestida com um manto de penas de cisnes, sempre acompanhada por seus pássaros mágicos. Ela é venerada na Irlanda, no País de Gales, na Gália (Epona), mas também aparece na Iugoslávia, África do Norte e Roma.
Algumas imagens de Rhiannon, onde ela se apresenta com cestas de frutos e flores, nos remetem ao simbolismo da fertilidade e abundância da terra. Acho que realmente sempre houve sua associação com as Deusas-Mães.
Rhiannon era uma Deusa gaulesa da morte, filha de Hefaidd, Senhor do Outro Mundo. Vivia sempre acompanhada por três pássaros mágicos, que podiam encantar os vivos e acordar os mortos.
A saga de Rhiannon.
Pwyll Penn Anwfn, rei de Dyved Rhiannon, se encontra no cerro de Arbet. Vê aparecer uma jovem que chega com um vestido dourado brilhante, montada sobre um cavalo branco. Envia um de seus cavaleiros para buscá-la, mas ela desaparece. No dia seguinte, a mesma cena: a amazona desaparece. No terceiro dia, Pwyll em pessoa se lança a persegui-la. Não a alcança, mas consegue gritar:
”Mulher, por amor do homem a quem mais amas, espere-me!”.
A amazona se detêm e diz chamar-se Rhiannon, filha de Hyveid Hen e vinha pelo amor de Pwyll:
”Jamais vou querer ninguém, a menos que não me queiras.”
O rei aceita casar-se com ela e o casamento é marcado para um ano depois na corte de Hyveid. Quando a cerimônia está acontecendo, aparece um homem, que não é outro que Gwawl, um antigo pretendente de Rhiannon, o qual, graças ao costume de doação que se tem obrigação de realizar sem saber do que se trata, reclama a própria Rhiannon.
Porém, Rhiannon consegue obter uma demora de mais um ano, antes de casar-se com Gwawl, prazo que aproveita para tramar um plano maquiavélico por o quel Gwawl, derrotado e descontente, sai definitivamente do jogo.
Rhiannon se casa com Pwyll. Pouco tempo mais tarde, utiliza-se da magia para conseguir engravidar e deu a luz a um filho, o herdeiro para o rei. Mas pouco depois do nascimento, o menino é raptado. As donzelas responsáveis por cuidar dele, com medo de serem acusadas pelo seu desaparecimento, mataram alguns pássaros, esfregaram o sangue dos animais no rosto e nas vestes de Rhiannon, acusando-a de ter devorado o filho. Foi quando Pwyll estabeleceu um estranho castigo para o seu alegado crime:
”Durante sete anos seguidos, permanecerá na corte de Arbert, se sentará a cada dia junto ao estribo da pedra que há na entrada, no exterior, explicará sua saga a todo aquele que venha e pareça ignorá-la e proporá aos hóspedes e os estrangeiros, se desejam permitir que os leve sobre as costas até a corte”.
No entanto, a criança tinha sido colocada de forma misteriosa na cocheira de um homem de Gwent, um tal de Teyrnon. Cada noite do calendário de maio, sua égua tinha o costume de parir um potro e o dito potro, desaparecia sempre sem que se imaginasse o que sucedia. Uma noite, Teyrnon monta guarda, e não só encontra o potro recém-nascido, mas também uma criança envolta em panos e um manto ricamente adornado. Teyrnon cria o menino, ao que dá o nome de Gwri Gwallt Euryn (Gwri dos cabelos de ouro). Com três anos, a criança, que havia feito amizade com o potro, o doma e o monta.
Teyrnon que havia ouvido falar da saga de Rhiannon, decide levar o menino a corte de Dyved. Rhiannon se propõe carregá-los sobre as costas. O menino rejeita. Teyrnon conta toda sua história a Pwyll e Rhiannon, que reconhecem assim a seu filho. Rhiannon grita que enfim havia se libertado de sua “preocupação” (Pryderi), dano a seu filho o nome definitivo de Pryderi.
Pryderi cresce torna-se um belo jovem. Depois da morte de Pwyll, se converte em rei de Dyved e se casa com uma tal de Kicva. Após a desastrosa expedição de Bran a Irlanda, se encontra entre os sete sobreviventes que seguem levando uma vida mágica ouvindo cantar “os pássaros de Rhiannon, cujo canto desperta os mortos e adormece os vivos”. Regressa a Arbert com Manawydan, filho de Llyr. Manawydan se casa com Rhiannon. Porém um encantamento se abate sobre Dyved da terra que torna-se deserta. Rhiannon, Kicva, Pryderi e Manawydan que são os únicos seres vivos do território, esgotam suas provisões, e depois vão buscar fortuna em outros lugares. Regressam a Arbert carregados com novas provisões. Um dia um javali branco surgiu e desapreceu em uma fortaleza. Pryderi o persegue até a fortaleza, mas essa está deserta. No meio do pátio há uma fonte com uma taça de ouro presa a uma corrente que se dirige para o céu e não se vê o término. Pryderi agarra a taça, porém no mesmo instante perde a voz e suas mãos ficam presas a taça. Rhiannon se preocupa, pois seu filho demora para retornar. Vai então até a fortaleza e tenta libertar Pryderi, mas fica presa como ele. Em seguida, caiu uma noite muito escura, surgiu um raio seguido de uma nuvem espessa e a fortaleza, assim como ma~e e filho, desapareceram.
É Manawydan que faz cessar o encantamento que pesava sobre Dyved e que se devia a Llywyt, filho de Kilcoet, que queria vingar-se de Gwawl nas pessoas de Pryderi e Rhiannon. No entanto, durante seu desaparecimento, mãe e filho estavam na corte de Llwyt e Rhiannon levava no pescoço um cabresto de asno.
A deusa-égua
O que mais se destaca na saga de Rhiannon, é sem dúvida, o vínculo entre o cavalo e a Deusa. No início, é a Amazona que aparece montada num cavalo branco que vem em busca do amor de Pwyll. Essa é a imagem da Deusa de Outro Mundo, a fada apaixonada por um mortal, que vem levá-lo para o país da eterna juventude.
A Amazona não é só uma imagem da morte, mas também da ressurreição. Seu cavalo é branco, cor do dia, um símbolo solar. Pwyll vê pela primeira vez Rhiannon no cerro de Arbert, que um lugar mágico, que é idêntico aos cerros da Irlanda, os sidhs, onde vivem os Tuatha De Dannan, morada das fadas. Como Rhiannon surge desse cerro, ela é a Nossa Senhora da Noite.
Por outro lado, seu filho Pryderi aparece claramente associado a um potro. Ele é encontrado na cocheira de Teyrnon junto ao potro recém-nascido , e aos três anos domará e montará esse potro. Segundo seu primeiro nome, Gwri Gwallt Euryn, o jovem Pryderi possui uma cabeleira dourada comparável a crina de um corcel: a imagem não é só poética, mas também indica um símbolo solar fácil de entender.
Ao ser condenada injustamente pelo desaparecimento de seu filho, Rhiannon é obrigada a levar sobre suas costas os viajantes que se dirigem a fortaleza do rei. Seria uma associação à sua égua, pois servia como um animal de carga, o que reforça mais essa identificação.
O cavalo é um símbolo solar. O Sol, desde os tempos pré-históricos é figurado por um carro, que significa seu deslocamento e o cavalo em sua brancura solar é o seu condutor, que o faz percorrer o espaço. Os cavalos que puxam o Sol são consagrados a ele. Esse cavalo se presta, pois, para ser montaria dos heróis, das Deusas e dos conquistadores espirituais.
O cavalo é portanto, um animal mágico e misterioso, ligado às trevas e a Deusa-Mãe, que inúmeras vezes pode aparecer dessa forma. O aspecto de Deusa-Égua da Grande Deusa, não é assimilação somente celta. Deméter era honrada em toda parte sob o nome de Epona, ou das “Três Eponas” entre os gauleses.
O animal e, principalmente o cavalo, é utilizado com freqüência na simbologia religiosa celta e, por conseguinte, na iconografia e inclusive na decoração, algo que, por outra parte, resulta de todo normal para um povo que sempre se dedicou a criação de cavalos, assim como para equitação. Inclusive as moedas que usavam, todas elas magnificam o cavalo e faziam dele um animal fantástico, as vezes com cabeça de pássaro ou de homem.
Durante as comemorações de 1 de maio, que é celebrada na Cornualha, acontece a festa da Pele, a qual põe em cena um homem disfarçado de cavalo de madeira andrógino. Executa saltos na direção das jovens, levanta a roupa e exibe longo bastão colocado entre as pernas. Essas cabriolas obscenas são celebração dos ritos primaveris, tornada festa popular.
A deusa-pássaro.
Mas Rhiannon não era só a Deusa-Cavalo, mas também está relacionada com os pássaros. Os pássaros de Rhiannon são célebres na tradição gaulesa. Encontramos esses pássaros maravilhosos na narração de Branwen, na segunda parte do chamado Mabinogion:
A HOSPITALIDADE DA CABEÇA SAGRADA (País de Gales):
Depois da desastrosa expedição na Irlanda, que tinha como objetivo liberar a Branwen, irmã de Bran e recuperar o caldeirão da ressurreição, Bran resulta ferido. Pede aos sete sobreviventes que lhe cortem a cabeça, a levem com eles e regressem a ilha da Bretanha.
“Em Hardlech permaneceis sete anos sentados à mesa, durante os quais os pássaros de Rhiannon cantarão para todos vocês. Minha cabeça resultará em uma companhia tão agradável como nos melhores momentos, quando estava sobre meus ombros”.
Assim o fizeram. Se dirigiram a Hardlech e se instalaram ali. Começaram a prover-se de comida e bebida em abundância, e se puseram a comer e beber. A pareceram três pássaros a cantar-lhes um som que superava em encanto a tudo que já haviam ouvido. Os pássaros se mantinham longe, sobre as ondas, mas no entanto, os ouviam tão claramente como se estivessem com eles. Esse banquete durou sete anos.” (Joseph Loth, Mabinogion, I, pp. 147-148)
Nessa história não aparece Rhiannon em pessoa, mas sim os pássaros maravilhosos que pertencem a Deusa. São eles que faz com que os sete sobreviventes percam o sentido do tempo e permaneçam no festim da imortalidade por sete anos, sem recordarem-se dos momentos dolorosos.
Os três pássaros de Rhiannon são verdadeiramente mágicos e submergem a quem os escuta em um verdadeiro êxtase que faz esquecer a própria existência.
A Deusa dos Pássaros é, pois, um dos aspectos essenciais de Rhiannon, uma aspecto mais sereno, mas tranqüilizador do que seu aspecto de égua. Como Deusa Pássaro, Rhiannon representa a esperança e o esquecimento das grandes dores da vida.
A Deusa Mãe
Rhiannon, representa também, a Mãe da Consolação, que dedica-se e ama às crianças. Querendo ou não, é a mãe que indica ao homem o caminho a seguir.
O relacionamento embriônico, bem como o infantil, da criança e a mãe, é o protótipo de todos os relacionamentos primais. Somente a consecução do desapego ao relacionamento primal, e uma atitude objetiva em relação a este último leva a descoberta do “Eu” masculino e à estabilidade.
A missão do homem é resgatar o “Feminino” (anima) da dominação materna, necessário para o seu desenvolvimento.
A mãe doadora de vida e administradora da morte, o Grande Poder Feminino, está bem visível na saga de Rhiannon.
O que todos nós precisamos é experimentar como uma pessoa se sente quando é amada. E, se nenhuma pessoa estiver disposta a proporcionar -nos essa experiência, então precisamos a aprender a amar a nós mesmos.
Podemos identificar Rhiannon, nas mulheres do nosso dia-a-dia. São na maioria mulheres fortes e lutadoras, como também sobreviventes da violência doméstica.
Essa Deusa é ainda, o arquétipo da Senhora Godiva, uma mulher que monta nua coberta somente com um véu um cavalo branco.
Rhiannon dos pássaros, da égua branca do mar é a Deusa Donzela do amor sexual e da fertilidade. Ela é virgem significando que é completa em si. A “Donzela” é a face mais jovem da Deusa, relacionado com os descobrimentos e aspectos mais criativos da nossa personalidade. É pura inocência e despreocupação, é alegria de viver. Se associa também com a primavera que celebramos durante o Festival de Ostara.
Rosane Volpatto

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fairy Tale.Tradução.


Criança da pura fronte sem nuvens
E os olhos sonhando com maravilha!
Embora o tempo seja passageiro, e eu e tu
Estão a meio de uma vida em pedaços,

Teu sorriso amoroso certamente irá chamar
O dom do amor de um conto de fadas.
Eu não vi o teu rosto ensolarado,
Nem ouvi o teu riso de prata:
Ninguém pensou em mim é encontrar um lugar
Na vida de jovens teu futuro

O suficiente para que não queres tu agora não
Para ouvir o meu conto de fadas.

Um conto iniciado em outros dias,
Quando o sol brilhante de verão, foram-
A campainha simples, que serviu em tempos
O ritmo do nosso remo

ecos de quem vive na memória, no entanto,
Embora anos invejosos diriam 'esquecer'.

Vinde, ouvi, então, a voz antes de pavor,
Com a notícia amarga carga,
Convocará para a cama não desejados
Uma donzela melancólica!

Nós somos crianças, mas a ordem, querida,
Quem fret para encontrar a nossa hora de dormir. (X2)

Sem o gelo, a neve ofuscante,
A tempestade de vento, Moody loucura
Dentro, o brilho avermelhado da lareira, a
E ninho da infância de alegria.

As palavras mágicas são segurar-te rápido:
Tu não acatam a explosão delirante.

E, embora a sombra de um suspiro
Pode tremer com a história,
Em "Happy Days verão passou,
E desaparecia verão glória

Não se deve tocar, com fôlego de bala,
O Pleasance, do nosso conto de fadas.

Embora o tempo seja passageiro, e eu e tu
Estão a meio de uma vida em pedaços,

Teu sorriso amoroso certamente irá chamar
O dom do amor de um conto de fadas.Omnia.