contos sol e lua

contos sol e lua

domingo, 13 de março de 2011

Psicologia do arco-íris.


Laranja dá energia, azul relaxa, verde tranquiliza. O vermelho é excitante, mas pode elevar a pressão arterial. Quem pretende ser mais sensual veste negro. As cores exprimem nosso estado de ânimo e nossas emoções. Por que somos atraídos por algumas cores e por outras não?
Na escola aprendemos que as cores não existem. De fato, aquilo que vemos e interpretamos como cores são apenas diferentes vibrações da luz sobre os objetos. Basta apagar a luz e as cores desaparecem. Esse fato, no entanto, não diminui o poder efetivo que as cores exercem sobre nós. Nem o seu significado cultural, simbólico e psicológico.

As cores são associadas aos nossos sentimentos e estados de ânimo, aos rituais, às festas, às religiões, à arte e à saúde física e mental. Sabe-se também que as cores são energias, forças irradiantes que exercem influência sobre nós. As cores preferidas contam muito sobre nós, nossas aversões e emoções.

E a casa? Pintamos as paredes de seus ambientes interiores e, segundo as cores que escolhemos, eles nos relaxam, descontraem, estimulam, alegram e não nos deixam entristecer. Até os sonhos têm cores dominantes e, por meio delas, os psicanalistas conseguem interpretar o que se passa em nosso inconsciente. As cores têm história, características e vida.
Conhecê-las pode ajudar a nos conhecermos melhor.

Azul.
É o céu, o mar, o gelo. Hipnótico e atraente, evoca o espaço sideral, o abismo infinito, sem fim. Azul é o medo e também a depressão. É a cor da introversão e da introspecção, do controle racional do instinto, da devoção, da religião e da meditação. Induz à calma e ao relaxamento. Por isso, é usado em salas operatórias, como alternativa à cor verde, e em centros cirúrgicos.

Quem aprecia o azul exprime uma personalidade equilibrada, fortemente ancorada em valores espirituais e morais. Esses mesmos valores são atribuídos à União Europeia pela própria cor de sua bandeira, que é adornada por um círculo de estrelas douradas, símbolo da comunidade entre os povos.

Laranja.
Pela sensação de calor e de prazer que dá, é a cor preferida das pessoas cheias de energia. Reunindo a luminosidade do amarelo e a vitalidade do vermelho, a força do laranja e o seu impacto visual são poderosos: basta ver que ele é usado na sinalização rodoviária (veja a cor das roupas usadas pelos trabalhadores que fazem a manutenção das estradas) e na sinalização de emergência (as lâmpadas que piscam nos veículos de primeiros socorros e nos da polícia). Símbolo de ardente passionalidade, é também a cor dos místicos e do êxtase. Os monges hindus e budistas vestem-se de laranja – neste caso, sinônimo de iluminação.

Amarelo.
Associado à luz do Sol, às flores e ao grão maduro, ao mel, ao âmbar, ao ouro, mas também à icterícia (conhecida mais popularmente como amarelão), à urina, ao pus, ao veneno de cobra.

É a cor preferida dos extrovertidos, mas também dos esquizofrênicos e dos coléricos. Amarelo é a cor da aura que os epiléticos acreditam ver quando sofrem um ataque. Quem o prefere às demais cores exprime a esperança de ficar rico e de abrir seus caminhos futuros, além de possuir uma sincera ânsia de liberdade. Já quem não aprecia a cor denuncia que as suas próprias esperanças foram desapontadas, convive com o sentimento de vazio e tem tendência ao isolamento.

Verde.
É associado à vegetação, por isso é também vinculado a um ciclo que nasce, cresce e morre. Para os povos do deserto, é sinônimo de vida. Para aqueles que vivem onde existe uma vegetação rica e exuberante, essa cor representa o emblema da grande mãe, aquela que fornece aos indivíduos fartura e abundância para suprimir as necessidades humanas. Simboliza o Islã, onde representa o paraíso – quase todas as bandeiras das nações islâmicas têm ao menos uma faixa na cor verde.

Para nós, ocidentais, o verde proporciona um efeito de harmonização, compensativo. Por isso, é usado nos hospitais e consultórios odontológicos. Exprime também a capacidade de introspecção, de autocontrole e de conter dentro de si as emoções, vontades e pensamentos. Para os psicólogos, é a cor da desconfiança, da inveja, do pensamento obsessivo e da rigidez de opinião. Daí ser usada pelas diferentes divisões militares.

Branco.
Representa negação, inacessibilidade, silêncio. Também a claridade e a luz. Nas religiões da Grécia Antiga, Apolo, o deus da luz (e posteriormente do Sol), montava cavalos brancos. No cristianismo, o branco é a luz de Deus, muitas vezes envolto em vestes cândidas, e a magnitude divina, a revelação.

Brancos são os paramentos dos altares nos dias da Páscoa e do Natal, da Epifania e Ascensão. Sempre no âmbito religioso, o branco é a cor do início e do fim. Por isso, na China, na Índia e no Japão é relacionada ao luto e aos rituais fúnebres. Roupas brancas são usadas em muitos sacramentos e ritos de iniciação e de passagem: por quem recebe o batismo, assim como pelas noivas e noviças. O branco também é atributo de poderes mágicos – por acreditarem nisso, os indígenas americanos acolheram os conquistadores espanhóis (de tez branca) como semideuses e ingenuamente os idolatraram.

Preto.

O termo deriva de negro, morto. Como o branco, o negro não é uma cor. É tido como a força que apaga todas as cores. É sempre associado à noite e à sombra que envolve a morte, ao luto, à desgraça. Corvos, gralhas e cães negros são sinônimos de mau agouro devido a sua cor. O mesmo acontece com os gatos pretos, que são considerados como portadores de azar no Brasil e na Itália, ao contrário da Inglaterra, onde anunciam o sucesso no amor. O preto é ainda usado nas roupas, pois é prático, elegante, fatal e contrastante. Salienta a sensualidade e também, por oposição, a renega: não é por acaso que é a cor das batinas dos padres, dos hábitos das freiras, das sóbrias mulheres que encobrem o rosto no Islã e dos juízes dos tribunais.

Violeta.
Aumenta a produção endógena de adrenalina e exprime uma inquietação criativa ou patológica. Pode-se defini-lo como a cor dos distúrbios: na maior parte das pessoas produz um efeito depressivo, inquietante, triste e nostálgico. A Igreja Católica associa o violeta à chegada da Quaresma, um tempo de meditação e jejum.

É também a cor dos mártires, das viúvas e dos velhos. Na moda, os primeiros a eleger o violeta como uma cor cult foram os costureiros e estilistas. Algumas mulheres e homens preferem o violeta às cores estressantes, pois ele é intermediário entre o vermelho e o azul. Pela mesma razão, é a cor preferida dos homossexuais. Em grego antigo, o termo amethysios (ametista) significava “non ebbro” (contra embriaguez). Por isso, na Antiguidade a pedra foi usada como antídoto contra o vício da bebida.

Vermelho.
Cor da vida, dos instintos, da paixão (Eros). Nas mulheres, ele é associado ao nascimento e ao ciclo menstrual, e também à sensualidade e à reprodução. Nos homens, remete à circuncisão e a feridas, além de estar relacionado às agressões da guerra.

De vermelho se trajavam os generais do Exército romano. O vermelho excita, aquece, acelera a pulsação, aumenta a pressão sanguínea e intensifica a frequência respiratória. Quem gosta dessa cor vive bem com seu corpo, ao contrário de quem a detesta, que está de mal e não se sente bem com ele. Não é por acaso que a tradição cristã relaciona essa cor às transgressões. A raiva é vermelha, a cor que geralmente tinge nossa face quando nos indignamos e defendemos um princípio em que acreditamos. Por isso, os grandes movimentos revolucionários do século 20 adotaram o vermelho para marcar a vontade e a solidariedade que precisava existir para com os oprimidos.

Cromoterapia.
São muitas as medicinas da Antiguidade (a greco-romana, a egípcia, a hindu e a chinesa, entre outras) que recorreram à exposição do corpo às cores, utilizando-as para tratar variadas patologias.

Hoje, baseados nesses mesmos princípios, temos a cromoterapia, que consiste na administração de cores ao paciente por meio de luz colorida aplicada diretamente sobre a epiderme, de água e de alimentos coloridos, do vestuário e de pigmentos. Nos centros especializados em cromoterapia existem equipamentos que emitem fachos de luz colorida, projetando-os no corpo do paciente enquanto ele permanece deitado num sofá. A luz rosa, por exemplo, é utilizada para tratar o reumatismo, as artrites e a depressão. O verde, para desintoxicar o organismo. O azul, para os distúrbios cardiocirculatórios. O amarelo, para patologias e problemas do aparelho digestivo.

Nos tratamentos, a irradiação da cor pode ser substituída e/ou alternada com banhos e com técnicas de meditação e visualização.

Rosa.
Evoca a sensação de delicadeza, afetividade, suavidade. Tira a violência, a agressividade, a raiva. Quando usado deliberadamente por um homem, revela a particular confiança que ele tem em si próprio, a ponto de demonstrar preferir a sensibilidade à força.

As mulheres mais românticas são totalmente apaixonadas pelo rosa. Já os mais pragmáticos abominam a cor: no tempo de Hitler, nos campos de concentração, os homossexuais tinham de usar triângulos cor-de-rosa (já os judeus usavam uma estrela de Davi amarela em seus uniformes; alguns prisioneiros eram obrigados a usar as duas insígnias). A obrigatoriedade do uso de um acessório dessa cor nos uniformes dos homossexuais era um meio de evidenciar o preconceito do nazismo contra essa condição sexual (mais tarde, a partir de 1943, os comandantes dos campos de concentração foram autorizados a castrar os prisioneiros homossexuais). Preconceitos à parte, rosa também é a cor de nossa pele e a do nosso corpo quando está saudável.

Quando estamos apaixonados, “vemos o mundo cor-derosa”. O rosa transmite ainda uma fresca leveza e feminilidade, afetiva e ao mesmo tempo sutilmente voluptuosa.
F.P.revista planeta.

sexta-feira, 11 de março de 2011

As faces menos conhecidas da Deusa.

O aspecto menos compreendido da Grande Mãe - e, por isso, o mais temido - é a Deusa Negra, a Face Ceifadora.

Assim como a Donzela, a Mãe e a Anciã regem etapas do eterno ciclo da vida - do nascimento (plantio), amadurecimento (florescimento e frutificação) e do inevitável declínio, a Deusa Negra encerra o ciclo e representa a decomposição e a morte.

Como Ceifadora, ela é a destruidora de tudo que esgotou seu tempo, de tudo que cumpriu sua finalidade e não serve mais. É ela quem limpa a terra após a colheita para o repouso necessário à germinação de novas sementes. Seu poder é da Lua Negra, dos mistérios ocultos na escuridão, do vazio e do silêncio que antecedem o surgimento da luz, o raiar do dia e o começo de um novo ciclo. Ela ensina que sem morte não há renascimento, sem fim não pode haver um novo começo, sem dissolução do velho não há a renovação.

Como mestra da escuridão, ela orienta e conduz ao encontro da “sombra”, o aspecto perturbador e renegado do próprio ser. Se você pedir sua ajuda e tiver a coragem de mergulhar nas profundezas de seu mundo interior para descobrir, encarar, reconhecer e aceitar sua sombra, você encontrará sua autêntica identidade, livre das máscaras da personalidade. Confrontar, contemplar e assimilar o poder da sombra representam a verdadeira iniciação nos mistérios da Deusa Escura e da Lua Negra, iniciação que exige, como preço, mudanças, transformações e novos rumos. "Abraçar a sombra" significa aceitar-se assim como você realmente é - mescla de dor e alegria, medo e coragem, conquistas e perdas, sucessos e fracassos, acertos e erros, luz e sombra. Somente assim encontrará seu verdadeiro e completo poder de mulher e a integração de sua totalidade.

São manifestações da Deusa Negra: Hécate, Kali, Baba Yaga, Lilith, Cailleach, Morrigan, Hel, Ran, Sekhmet, Ereshkigal, Coatlicue.

Outro aspecto que foge da costumeira manifestação da Deusa Tríplice, relacionada à lua crescente, cheia e minguante, é a Rainha, conhecida como a Imperatriz e as rainhas dos naipes do tarot.

Esta face da Deusa corresponde à fase da lua balsâmica, entre a lua minguante e a negra. Ela rege a maturidade, entre os 40 e os 50 ou mais anos, da mulher que ultrapassou ou negou a fase da maternidade, que está no auge e plenitude de sua expressão, afirmação e realização, mas que ainda não atingiu a sabedoria da Anciã.

Nesta fase, chamada de pré-climatério, ocorrem mudanças no corpo físico, a mente torna-se inquieta, os pensamentos são voláteis e tumultuados, a percepção é aguçada, a sensibilidade exacerbada, as emoções em conflito. É um período de inquietação e aparentes contradições, de mudanças de gostos e atitudes, de busca de “algo” vago ou indefinido no campo espiritual, profissional ou afetivo. Surgem temores em relação ao futuro, o medo do desconhecido, a preocupação com o envelhecimento, ainda mais em uma sociedade que enaltece o valor e o viço da juventude.

Dependerá da mulher passar por esta fase com dor ou com a alegria de quem já venceu batalhas, cumpriu deveres, plantou e colheu e está se aproximando de um tempo de paz e realização interior, com a segurança da experiência e as promessas de futura sabedoria. Abençoar esta fase, rever o passado e transmutar os resíduos com o auxílio da Deusa Negra, agradecer à Donzela e à Mãe pelo plantio e a colheita, são medidas recomendáveis que abrem as portas para a Grande Mudança, quando seu sangue não mais será vertido, mas retido em seu ventre, e quando o tempo assinalará sua coroação - não mais como Rainha, mas como uma Sábia Mulher Coroada, herdeira das Matriarcas e das Mães de Clã do passado ancestral.F.P.Wikepédia.

A Deusa possui três faces: Donzela, Mãe, e Anciã.

Donzela.

A Donzela é representada pela lua crescente, é o aspecto jovem da Deusa, põe a mostra nosso lado independente irreverente sendo a virgem, mas, não virgem no sentido sexual como usamos atualmente, virgem para os antigos significava a não casada.

É a dona do amor livre ou puramente do amor sexual, a nossa parte criativa e descomprometida, a inocência de nossa personalidade, a plena alegria de viver.

Sendo associada com a primavera onde celebramos o Ostara. A Donzela é quase uma coisa inconcebível para uma sociedade parcial com a que vivemos.
Podemos dar vários nomes de muitos Panteões a essa face Donzela da Deusa no panteão grego-romano seria Ártemis, ou Diana; Ninniane também chamada de Nimue, dentro do Mito Arthurico; Perséfone e Proserpina, cujos nomes significavam donzela; Rhianom,dentro da cultura Celta. Donzela saída do inframundo que tem relação com Perséfone.

A Deusa de face tripla se mostra muito além das fazes da lua, ou dos arquétipos de Deusas em diversos Panteões, ela é parte de nós e parte do mundo em que vivemos. Somos e Habitamos no corpo da Deusa, depois que adentramos no caminho e estudamos um pouco da História de nossas civilizações e temos noção de arqueologia, encontramos a grande mãe por onde olhamos não só no sentido científico, mas em nosso corpo, alma, e em nossa fé.

Os homens que normalmente se envolveram com as donzelas, ou tiveram a visita da morte por suas mãos ou tiveram que se sacrificar muito para ter o amor e a atenção delas. As cores associadas a Donzela são o rosa e o branco, as flores associadas são as silvestres, os animais seriam cervos e todos os animais silvestres.

Dê preferência por usar esse aspecto da Deusa em rituais que você deseje novos trabalhos, algo de novo, novas perspectivas criativas.

Mãe.

A imagem de Mãe como eterna doadora de vida foi uma das primeiras representações religiosas que se tem notícias.Antes que os deuses patriarcais posteriores, a deusa era reverenciada em seu aspecto de criadora.

Em estudos sobre as religiões comparadas, nos traz a amplitude e extensão de seu culto, é a face da Deusa que é mais conhecida e reverenciada, por ser a Deusa doadora da vida, tudo provinha da terra essa que por si só vicejava, para os homens da pré-história, era muito intrigante como as mulheres podiam dar a luz, acharam em escavações neolíticas pinturas rupestres de mulheres grávidas, entalhes em paredes de cavernas simbolizando a vulva, essa também marcada sob tumbas, como para prometer o renascimento a partir do corpo divino, estátuas de mulheres nuas com seios abundantes segurando serpentes, as mulheres sempre com as formas acentuadas simbolizando a fertilidade.

Existem numerosos exemplos deste aspecto da Deusa, Demeter entre os gregos, é encarregada da fertilidade da terra e das colheitas. Esta, intimamente relacionada à Perséfone ou Proserpina, um aspecto da Donzela Gaia, anterior até a própria mitologia Grega, representa a Terra , e foi ela quem deu a Luz aos Titãs. Curiosamente hoje em dia se da o nome à terra de Gaia novamente, dentro do marco da teoria da Terra como um único organismo vivo. Isis para os Egípcios, chamada também a Grande Mãe Criadora e Doadora da vida, é também associada à Lua. Badb na Irlanda, a Mãe dentro da divindade junto a Anu e Macha, possuía um caldeirão Mágico como símbolo do ventre sagrado, era também conhecida por acertar em suas profecias.Freya na mitologia nórdica, considerada a líder das Matriarcas divinas. Intimamente ligada a magia, tinha habilidade de voar.

Em alguma das imagens mitológicas habituais a visão da Mãe criadora, se une a da destruidora, isso acontece pelo referencial com Mãe Natureza ampla em suas faces.

Às vezes é difícil diferenciar essas faces, mesmo sendo distintas elas se entrelaçam, como uma imagem única de uma deusa única. A Mãe é associada à Lua Cheia, sendo a deusa das colheitas, velando pela fertilidade tanto das mulheres quanto a dos animais e de toda Natureza em geral. A principal festa na Roda do Ano em que celebramos a Deusa Mãe é o Imbolc, a cor é o roxo, e os animais associados a Deusa Mãe são o gato, pomba e o golfinho. Devemos invocar esse aspecto da Deusa quando relativo a maternidade, proteção, casamento, adquirir paz interior, desenvolvimento espiritual, intuição e dons psíquicos.

A Anciã.

A Donzela nos fala do começo, a Mãe da maturidade e a Anciã nos faz pensar no final. Este é um dos aspectos mais difíceis de entendermos ou melhor de aceitarmos dentre as Faces da Deusa Tríplice, essa face que nos leva inevitavelmente a contemplarmos a Morte e a nossa Sombra.

A Anciã foi reverenciada nas antigas culturas como regente do Inframundo, visto nessa época como um lugar de descanso das almas entre as encarnações, antes de voltarmos ao plano terrestre.

As associações posteriores que se deram em nome do inframundo, pelas religiões de revelações, como cristãos e Judeus, mostram esse inframundo como inferno associando essa Deusa ao Demônio e ao Mal, por eles também inventados. Morrer é como nascer algo inevitável, para uma vida cíclica, tudo na natureza é assim porque seriamos nós Humanos os diferentes, as sementes precisam morrer para germinar, os animais mais velhos morrem para dar lugar aos seus filhotes, as chuvas em tempestades arrasam cidades, mas essa mesma chuva faz a terra germinar, essa face Bem e Mal, se mostra mais visivelmente na face da Anciã.

A função desta face da Deusa é nos preparar para um renascimento muito mais do que para a morte em si. Para a bruxaria em geral sendo qual for a Tradição, usar este aspecto da Deusa é uma das coisas mais difíceis, por simplesmente, ser muito difícil para cada um de nós lidarmos com a nossa Sombra.

Muito vem a Anciã como a lua Minguante, ainda sobre cada um ver as coisas a seu modo, acho a Anciã a própria lua Nova. O momento para olharmos para dentro de nós e descobrirmos nosso lado Negro, e sabermos lidar com ele, não o renegando, mas o acolhendo e entendendo e aprendendo a usá-lo para nosso próprio bem.

Como em todas as faces existem muitos nomes para a Deusa Anciã:
Hécate para os Gregos, chamada na Idade Média como a Rainha das Bruxas, era uma deidade do Inframundo da Lua, Hel é a Deusa Germânica do Inframundo, à ela todos retornavam após a vida física ter acabado, Morrigan, Deusa do Mortos como era conhecida na Bretanha, Gales e Irlanda, era quem também regia as batalhas.Tinha o aspecto Tríplice em si mesma também sendo chamada de Três Morrigans, Nephthys para os Egípcios, esposa de Seth e regente de Inframundo, Mãe de Anúbis, deusa da cabeça de Chacal que guia os Espíritos em sua viagem até o lado do Mortos.

A Lua nova como face Deusa, suas cores seriam o preto, azul profundo e violeta mais escuro, a estação no ano é o inverno seus animais o lobo o corvo e o burro o festival correspondente é claro o Samhain o festival dos Mortos. Devemos invocar este aspecto da Deusa quando precisamos lidar com relacionamentos que estão acabando, menopausa, descanso e calma para depois adentrarmos em novos projetos, proteção tanto para o corpo físico quanto para a alma, comunicação com os espíritos guia.F.P.Wikepédia.

terça-feira, 8 de março de 2011

Ave maria das mulheres.


Mãe,
Aqui, agora e a sós
Quero lhe pedir por todas nós
Por aquelas que foram escolhidas
Para dar a vida
Mulheres de todas as espécies
De todos os credos, raças e nacionalidades ;

Todas aquelas nas quais a vida
Está envolvida em sorrisos, lágrimas,
tristezas e felicidades
Aquelas que sofrem por filhos
que geraram e perderam
As que trabalham o dia inteiro
Em casa ou em qualquer emprego;

Quero pedir pelas mães
Que penam por seus filhos doentes
Quero pedir pelas meninas carentes
E pelas que ainda estão dentro de um ventre;

Pelas adolescentes inexperientes
Pelas velhinhas esquecidas em asilos
Sem abrigo, sem família, carinho e amigos
Peço também pelas mulheres enfermas
Que em algum hospital
aguardam pela sua hora fatal;

Quero pedir pelas mulheres ricas
Aquelas que apesar da fortuna
Vivem aflitas e na amargura
Peço por almas femininas mesquinhas,
pequenas e sozinhas
Por mulheres guerreiras a vida inteira
Pelas que não têm como dar a seus filhos
o pão e a educação;

Peço pelas mulheres deficientes
Pelas inconseqüentes
Rogo pelas condenadas,
aquelas que vivem enclausuradas
Por todas que foram obrigadas
a crescer antes do tempo
Que foram jogadas na lavoura
Ou em alguma cama devastadora;

Rogo pelas que mendigando nas ruas
Sobrevivem apesar dessa tortura
Pelas revoltadas,
as excluídas e as sexualmente reprimidas;

Peço pela mulher dominadora e pela traidora
Peço por aquela que sucumbiu sonhos dentro de si
Por todas que eu já conheci
Peço por mulheres solitárias e pelas ordinárias
As mulheres de vida difícil
e que fazem disso um ofício
E pelas que se tornaram voluntárias
por serem solidárias;

Rogo por aquelas que vivem acompanhadas
Embora tristes e amarguradas
E por todas que foram abandonadas
As que tiveram que continuar sozinhas
Sem um parceiro, um amigo, um ombro querido;

Peço pelas amigas
Pelas companheiras
Pelas inimigas
Pelas irmãs e pelas freiras
Suplico por aquelas que perderam a fé
Que se distanciaram da esperança
Quero pedir por todas que clamam por vingança
E com isso se perdem em sua inútil andança;

Rogo pelas que correm atrás de justiça
Que a boa vontade dos homens as assista
Peço pelas que lutam por causas perdidas
Pelas escritoras e as doutoras
Pelas artistas e professoras
Pelas governantes e pelas menos importantes
Suplico pelas fêmeas
que são obrigadas a esconder seus rostos
E amputadas do prazer vivem no desgosto;

Quero pedir também pelas ignorantes
E por todas que no momento estão gestantes
Por aquela mulher triste dentro do coração
Que vive com a alma mergulhada na solidão
Por aquela que busca um amor verdadeiro
Para se entregar de corpo inteiro
E peço pela que perdeu a emoção
Aquela que não tem mais paz dentro do coração
E rogo, imploro, por aquela que ama
E que não correspondida, vive uma vida sofrida
Aquela que perdeu o seu amor
E por isso, sua alma se fechou
Por todas que a droga destruiu
Por tantas que o vício denegriu
Suplico por aquela que foi traída
Por várias que são humilhadas
E pelas que foram contaminadas;

Mãe,
quero pedir por todas nós
Que somos o sorriso e a voz
Que temos o sentimento mais profundo
Porque fomos escolhidas tanto quanto você
Para gerar e, apesar de qualquer coisa,
Amar...
Independente de quem forem nossos filhos
Feios ou bonitos
Amáveis ou rebeldes
Perfeitos ou deficientes
Tristes ou contentes

Mãe,
ajuda-nos a continuar nessa batalha
Nessa guerra diária
Nessa luta sem fim
Ajuda-nos a ser feliz como a gente sempre quis
Dai-nos coragem para continuar
Dai-nos saúde para ao menos tentar
Resignação para tudo aceitar
Dai-nos força para suportar nossas amarguras
E apesar de tudo
continuarmos a ser sinônimo de ternura;

Perdoa-nos por nossos erros
E por nossos insistentes apelos
Perdoa-nos também por nossas revoltas
Nossas lágrimas e nossas derrotas
E não nos deixe nunca mãe, perdermos a fé
E sempre que puder
Peça por nós ao Pai
E lembre-lhe que quando ele criou EVA
Não deixou com ela nenhum mapa de orientação
Nenhum manual com indicação
Nenhuma seta indicando o caminho correto
Nenhuma instrução de como viver
De como, a despeito de tudo vencer
E mesmo assim.....conseguimos aprender.
Amém!

DEDICADO A VOCÊ MULHER, PORQUE SER MULHER...
É SEMPRE SER VENCEDORA!!!!
Silvana Duboc.

A parábola da rosa.


Um certo homem plantou uma rosa e
passou a regá-la constantemente e,
antes que ela desabrochasse, ele a examinou.
Ele viu o botão que em breve desabrocharia,
mas notou espinhos sobre o talo e pensou,
"Como pode uma bela flor vir de uma planta
rodeada de espinhos tão afiados?"
Entristecido por este pensamento,
ele se recusou a regar a rosa, e,
antes que estivesse pronta para
desabrochar, ela morreu.

Assim é com muitas pessoas.
Dentro de cada alma há uma rosa:
as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós
crescendo em meio aos espinhos de nossas faltas.
Muitos de nós olhamos para nós mesmos
e vemos apenas os espinhos,os defeitos.
Nós nos desesperamos,achando que nada de bom
pode vir de nosso interior.
Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e,
consequentemente, isso morre.
Nós nunca percebemos o nosso potencial.
Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas;
alguém mais deve mostrá-la a elas.
Um dos maiores dons que uma pessoa pode
possuir ou compartilhar é ser capaz
de passar pelos espinhos e encontrar
a rosa dentro de outras pessoas.
Esta é a característica do amor:
olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas.
Aceitar aquela pessoa em sua vida,
enquanto reconhece a beleza em sua alma e
ajuda-la a perceber que ela pode superar suas
aparentes imperfeições.
Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa,
elas superarão seus próprios espinhos.
Só assim elas poderão desabrochar
muitas e muitas vezes.

O elefante Acorrentado.


Você já observou um elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais.

Mas, antes de entrar em cena, o elefante permanece preso, quieto,contido somente por uma corrente que aprisionava uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.

Sem dúvida a estaca é um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa parece óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.

Que mistério! Por que não foge?
Perguntei então a um adestrador, sobre o
mistério do elefante. Ele explicou que o elefante não escapa porque está amestrado. Fiz então a pergunta óbvia.
Se está amestrado, por que o prendem? Não houve resposta.

Há alguns anos descobriram que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: 'o elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno'.

Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido logo preso. Naquele
momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar. E apesar de todo o esforço, não pode sair. A estaca era certamente muito pesada para ele.
E o elefantinho, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino. Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode.

Jamais, jamais voltou a colocar em prova sua força, e isso muitas vezes acontece com a gente! Vivemos crendo em um montão de coisas que "não podemos, que não vamos conseguir", por mais que tentemos, simplesmente porque, quando éramos crianças e inexperientes, algo não deu certo ou ouvimos tantos "nãos", que isso ficou gravado na nossa memória com tanta
força, que perdemos a criatividade e aceitamos o: "sempre foi assim".

De vez em quando sentimos as correntes e confirmamos o estigma: "Não posso, Nunca poderei é muito grande pra mim!". A única maneira é tentar de novo e não ter medo de enfrentar as barreiras, colocar muita coragem no coração e não ter medo de arrebentar as correntes.

O URSO FAMINTO.


Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.

Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.
Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo.
Na verdade, era o calor da tina...
Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.
Começou a urrar muito alto.
E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.

Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.
O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.
Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.
Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a panela!