contos sol e lua
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
A Passagem.Jean Bazerque.
O simples bom senso deveria ser suficiente para se compreender que, no organismo humano, o mau funcionamento de uma pequena engrenagem pode comprometer muitos sonhos. Mas escondemos a morte. Nós a temos sempre na mente porque ela se impõe independente de nós mesmos; mas nunca falamos dela. Outrora, fazia-se o sinal da cruz; hoje em dia, bate-se na madeira. Portanto, a despeito de se fazer isso ou não, quer o queiramos ou não, ela estará lá na sua hora. O homo-sapiens, diferentemente do animal, pensa, mas é tomado de cegueira quando se trata de ver o que é essencial; como se o essencial fosse justamente não pensar nisso! A que seria devida esta obstinação no desinteresse?
É calúnia pretender que com sua pompa fúnebre, suas missas, seu cerimonial, a religião católica tenha contribuído em grande parte para a tristeza da perspectiva da última viagem. Diz-se que no tempo do cristianismo primitivo os enterros se efetuavam com acompanhamentos de cantos alegres, em cortejos de jovens vestidos de branco agitando palmas. Seria essa angústia do mistério da vida de além-túmulo, que não tem podido comover as religiões, o que aperta os corações das testemunhas na partida para a viagem aparentemente sem retorno?
Não é essencial que o Espiritismo tenha trazido ao homem o conhecimento, pela intermediação dos médiuns, de uma parte das leis que regem a vida, a descrição do estado dos seres (entrantes e retirantes) após a grande partida?
O essencial é que o Espiritismo, procurando sob o véu, traz ao ser sofredor um clarão de esperança que dá a certeza da sobrevivência do ser querido.
NÃO! O ESSENCIAL NÃO ESTÁ NAQUILO QUE TU ÉS.
A confiança na vida futura não exclui as apreensões provocadas pelo desconhecimento da passagem de uma vida à outra. A ciência e a religião são mudas nesse assunto porque lhes falta, a uma e outra, o conhecimento das leis que regem as relações do espírito e da matéria; uma se detém no limiar da vida material e a outra em fazer artigo de fé. O Espiritismo dá alguns passos a mais; pelas manifestações mediúnicas daqueles que deixaram a vida terrestre, permite uma visão mais completa da questão.
A passagem para o lado de lá é diferente para cada indivíduo, em função de certas leis decorrentes das vidas anteriores e das leis da reencarnação, às quais os seres humanos estão submetidos. A grosso-modo as diversas situações tornaram-se conhecidas após a aurora do Espiritismo; é fácil tomar conhecimento do assunto nas obras de Allan Kardec, particularmente em "O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina" onde se encontram as descrições para toda sorte de situações.
Para facilitar a compreensão da passagem do estado de encarnado (a vida terrestre) ao estado de desencarnado (a vida no lado de lá), nós decompusemos aqui o movimento esquematicamente em quatro fases sucessivas (os quatro pontos cardinais do espaço) que têm apenas um valor didático, porque de fato essas fases são variáveis segundo o grau de evolução espiritual de cada um.
A primeira fase é a separação da alma do corpo físico.
A segunda fase é o estado de perturbação, de inconsciência, no qual a alma se encontra com muita freqüência, para não dizer sempre, após seu desligamento.
A terceira fase é o momento em que o espírito reconhece sua nova situação.
A quarta é o período mais penoso; freqüentemente o espírito tem uma visão exata do que se tinha imposto fazer ao longo de sua vida terrestre e do que fez em realidade. De uma maneira geral, este exame não lhe dá nenhuma satisfação, causando-lhe remorso e desejo de reparação.
Essas situações são perfeitamente conhecidas graças ao Espiritismo e aos livros de divulgação de Allan Kardec; pode-se dizer que a questão está ali perfeitamente tratada, assim não nos retardaremos a descrevê-las sobre o plano teórico, contentando-nos em publicar algumas manifestações espirituais relevantes no curso de nosso trabalho.
A primeira fase da desencarnação, isto é a separação do espírito do corpo físico, malgrado o aspecto dramático que freqüentemente possui, é a fase menos penosa. Assim quando uma pessoa morre subitamente, em seguida a uma embolia, por exemplo, ouvimos esta reflexão: «Ela teve uma boa morte» porque não sofreu. Atendo-nos aos fatos, lembramos que a mãe de um dos irmãos do Grupo morreu subitamente em seguida a uma embolia e ele foi procurar a Irmã Maria Munoz, nossa fundadora, que ao ver o corpo lhe disse: "Ela não está mais aí", a separação da alma e do corpo foi efetivamente constatada pela médium vidente.
Exemplos de visões da partida do espírito dos moribundos tem sido objeto de numerosas narrativas nos conhecidos livros espíritas de Ernesto Bozzano ou de Flammarion. Não acrescentaremos nada mais a isso.
Eis o ponto de vista de Allan Kardec em seu livro "O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina" para o que é a primeira fase:
"A extinção da vida orgânica leva à separação da alma e do corpo pela ruptura dos laços fluídicos que os une; mas esta separação não é nunca brusca; o fluido perispiritual se desliga pouco a pouco de todos os órgãos de modo que a separação não está completa e absoluta senão quando não reste mais um só átomo do perispírito unido a uma molécula do corpo. A situação dolorosa que a alma experimenta nesse momento é em razão da soma dos pontos de contato que existem entre o corpo e o perispírito e da maior ou menor dificuldade e lentidão que apresenta a separação. Não é preciso então se dizer que, segundo as circunstâncias, a morte pode ser mais ou menos penosa”.
Colocamos inicialmente, como princípio, as quatro circunstâncias seguintes, que podem ser observados como situações extremas, entre as quais há uma infinidade de nuances:
Se no momento da extinção da vida orgânica, o desligamento do perispírito estivesse completamente operado, a alma não sentiria absolutamente nada.
Se nesse momento a coesão dos dois elementos está em toda sua força.
Se a coesão for fraca, a separação é fácil e se opera sem abalo.
Se, após a cessação completa da vida orgânica, existisse ainda numerosos pontos de contato entre o corpo e o perispírito, a alma poderia sentir, até que os laços estivessem totalmente rompidos, os efeitos da decomposição do corpo e com mais forte razão as chamas em caso de incineração do corpo.
Do acima, resulta que o sofrimento que acompanha a morte está subordinado à força de aderência que une o corpo e o perispírito; que, para ajudar a diminuição dessa força e a rapidez do desligamento, tudo o que pode ser feito for operado sem nenhuma dificuldade, a alma não experimentará nenhuma sensação desagradável.
Na passagem da vida corporal à vida espiritual, produz-se ainda um outro fenômeno de importância capital; é o da perturbação.
Este ensinamento de Allan Kardec resulta de sua experiência mediúnica, das mensagens dos guias instrutores espirituais, de manifestações de espíritos no momento de seu desencarne e não, como o pretendiam certos detratores, de sua inteligência fértil. Temos a sublinhar que essas mensagens, como ele as teve, os grupos sérios continuam recebendo atualmente. A fonte não está seca.
Não poderia deixar de ser dito que, quanto mais o espírito é evoluído espiritualmente ou elevado no plano moral, menos ele tem laços com seu corpo carnal e a separação se faz mais facilmente, sem choques e sem sofrimento. O caso mais rápido que conhecemos é aquele da partida de nossa fundadora, a irmã Maria Munoz; ela estava sentada sobre sua poltrona onde, impotente, passava seus dias, e deixou seu corpo escrevendo: « Viva a liberdade ». Evidentemente, ela se referia à liberdade espiritual. No retorno do enterro do corpo, os irmãos do grupo estavam reunidos na sua pequena barraca, ela tomou o médium falante e deu uma mensagem censurando inicialmente os irmãos lacrimosos por não haverem compreendido nada dos ensinamentos, pois que se lamentavam enquanto ela estava toda alegre de ser liberada desta prisão carnal que era seu corpo fatigado, e de se encontrar entre os irmãos espirituais que a acolheram no espaço. Ela tinha seguido o cortejo fúnebre andando ao lado de seus companheiros humanos e estava sabendo de tudo.
Caso nos seja dado assistir à partida de irmãos no instante crucial, podemos ajudá-los dando passes fluídicos no corpo para facilitar o desligamento da alma. Uma prece, em tal momento, ajuda também a separação.
As preces podem ser encontradas no livro de Allan Kardec "O Evangelho segundo o Espiritismo" (cap. 28): ‘prevendo sua morte próxima’ (40), ‘por um agonizante’ (57), ‘por alguém que acaba de morrer’ (59 a 61). Nós as assinalamos não por convicção religiosa, mas por experiência. Conhecemos a força e a eficácia do pensamento. O defunto, mesmo estando invisível ainda que presente na câmara mortuária (os médiuns videntes o vêem inconscientes ou semiconscientes), na sua perturbação, capta os pensamentos das pessoas da assistência. Espíritos têm se comunicado dizendo ouvir os cantos da cerimônia religiosa ou as preces da missa, ainda que ignorem que são para eles.
Um filósofo disse que o sono é uma pequena morte.
É certo que durante o sono, abandonando o corpo em repouso, nosso espírito percorre o espaço para efetuar um certo trabalho durante um tempo mais ou menos longo. Geralmente não temos consciência disso. Algumas vezes, na hora de acordar, o sonhador pode guardar a lembrança de sua atividade espiritual; esse fenômeno é provocado por seu guia visando sua informação. Vários membros do Grupo têm vivenciado esta experiência. O fato de ver seu próprio corpo esticado, inerte, sobre a cama, produz um pequeno choque quando não se está habituado, porque pensamos que se trata da grande partida.
Eis aqui um exemplo:
Uma jovem médium estudante em meio católico se perguntava com certa angústia o que se pode sentir no momento da morte quando se tem medo desse evento. Seu guia espiritual provocou a seguinte experiência educativa, durante seu sono, que ela conta assim: "Estou estirada e experimento uma ânsia de vomitar em todas as partes de meu corpo: os cabelos, as unhas, os dedos, etc... e por três vezes alguma coisa me aspirou por toda parte. Na terceira aspiração alguma coisa se desligou e me encontrei de pé, meu corpo estando inerte diante de mim, aos meus pés. Penso: ”É isso a morte? A morte, não é ausência total de tudo“. Experimento a ânsia de partir e me volto para me afastar. Não vejo nada nem ninguém em torno de mim. Uma vontade superior à minha me ordena: "É preciso se reintegrar ao seu corpo". Recuso, mas esta vontade dominante se impõe. Sem saber como, encontro-me instantaneamente incorporada, com uma impressão muito forte de repugnância ao contato de meu corpo, desta carne. Recupero-me logo após."
Esta má impressão de repugnância continuou a ser sentida durante várias semanas após esta experiência.
De um outro ponto de vista, eis a descrição que fez uma testemunha espiritual da primeira fase de uma desencarnação à qual ele assistiu como espírito. A voz desconhecida que lhe deu explicações é a de seu guia espiritual. Esta narração é feita pela intermediação do médium falante em transe, irmão M.B.:
"Assisti um dia à partida de uma alma no momento em que ela deixava seu corpo. Ela formava um vapor claro que se desligava lentamente e que eu distinguia perfeitamente. Percebi em seguida algo como um gás, mais sombrio, menos nítido, quase invisível, que era atraído pelo vapor, mas que, entretanto, permanecia ligado ao corpo. À medida que o vapor se afastava do corpo, esse gás se esticava, se alongava, mantendo sempre contato com o corpo. O vapor, retido por esta espécie de laço elástico voltava então, depois tentava de novo se desligar. Cada vez que se afastava, o sujeito parecia sofrer. Percebia-se isso por suas crises e suas lágrimas. O vapor voltava então para o corpo endurecido, mas não podia retomar contato, separado dele pelo gás.
Observei esse fato com atenção perguntando-me o que isso significava até que o quadro mudou. O vapor, percebendo a presença de uma pessoa que ali se encontrava, se dilata, se desliga e por um fenômeno de condensação, toma a forma de um fantasma. Qual não foi minha surpresa ao reconhecer nela a mesma imagem daquela do corpo inanimado que permanecia estendido. O gás também estava se desunindo do corpo e envolvia agora o vapor saído do corpo inanimado que permanecia estendido com uma espécie de corda enlaçada.
Observei isso perplexo até que escutei uma voz desconhecida me dando a seguinte explicação:
"O vapor irá logo embora. O gás permanecerá enganchado durante algum tempo e depois desaparecerá por sua vez".
Efetivamente, pouco depois, o fantasma se afasta e desaparece, levando com ele o gás sombrio, e não resta mais que o corpo imóvel e sem vida.
Tinha guardado na minha memória a impressão da forma deste vapor. Ora, algum tempo após, veio a mim este mesmo vapor, sob o mesmo aspecto daquele sob o qual o havia visto. Reconheci-o imediatamente, e no mesmo instante percebo a matéria etérea que formava o gás se separar do vapor. Este se transforma aos nossos olhos, tomando logo a aparência de um homem que me dirige a palavra pela primeira vez nesses termos:
« Sinto-me atraído para você, não sei porque. Pode me indicar a razão? »
Eu mesmo ignorava esse fenômeno e sua causa, assim me era bem difícil dar-lhe a mínima explicação. Não sabendo o que responder, contei-lhe textualmente o que tinha visto quando ele deixou seu corpo material, omitindo todavia a repetição das palavras pronunciadas por não sei quem, que eu havia nitidamente percebido. Tive então a surpresa de ouví-lo me dar esta resposta:
« Enfim, sinto-me aliviado. Se bem que não tivesse visto ninguém, o som de sua voz me fez bem. Há longo tempo que vivo em isolamento completo. Queria, entretanto, que me dissesse porque sua voz me atraiu, e como posso ouvi-lo sem o ver. »
Estava desolado de não poder lhe dar a explicação desse fato que eu mesmo não compreendia. Queria lhe dar uma satisfação, a fim de apaziguar a tristeza que adivinhava nele, mas não sabia como me expressar. Escutei então a voz desconhecida me dizer:
« Faça um apelo à sua memória; lembre-se da cena que você assistiu enquanto deixava a existência. Faça uma comparação com o que você mesmo passou e poderá lhe dar a explicação que ele pede.
Não se deu conta da rapidez com a qual você se desloca? Como é que você pode fazer, quase que instantaneamente, tão longa viagem através o espaço? Jamais se fez esta pergunta? E acredita você que o som poderia atravessar o vazio, para além da atmosfera onde, entretanto, você consegue ir facilmente? Não! Além do mais o som não poderia te alcançar em seus deslocamentos vertiginosos. É então impossível à voz chegar até você, e se ouves pronunciar estas palavras, é uma falsa impressão. Em realidade, é o seu pensamento que percebe diretamente as radiações que um outro pensamento emite e você tem a impressão de ouvir. O pensamento é este vapor que você viu, é a alma mesmo, imaterial, imponderável, infinita, sem forma, que continua a viver e a trabalhar no espaço.
Quando ela deseja se manifestar a outros espíritos, ela se envolve de seu invólucro semimaterial e toma a forma que tinha no momento de sua desencarnação. A alma pode então, por intermédio de seu envelope perispiritual, emitir vibrações que traduzem seu pensamento e que outros espíritos poderão captar e compreender. É o porque de você ter visto por duas vezes o espírito que acabou de lhe falar tomando a forma humana; o fato havia lhe intrigado então, você agora conhece a razão.
Se a alma desejar se manifestar diretamente a um ser encarnado, ela se aproxima dele e atrai o pensamento desse ser; este, exteriorizando-se parcial ou totalmente, pode então captar as radiações do pensamento; ela tem então a sensação de ouvir uma voz, ainda que em realidade não haja nenhuma emissão de som. Durante esta exteriorização o corpo permanece animado por esse gás sombrio que você tem visto e que não o deixa. »
Foi assim que pude ter uma luz sobre os fatos que me haviam intrigado fortemente porque sempre tenho procurado raciocinar e compreender os fenômenos aos quais me é dado assistir.
Que a paz e o amor estejam sobre vocês meus irmãos!»
Os estados da alma no momento da passagem são muito diversos. São as manifestações mediúnicas provocadas pelos guias que nos fazem conhecê-los. Os críticos religiosos gostam de nos lembrar a Lei: "Deixai os mortos enterrarem os mortos"; A11an Kardec já respondeu a esta objeção; mas quando sabemos a eficácia da ajuda que levamos àqueles que nos deixam, quanto esta objeção nos parece pueril e a Lei mal compreendida e mal interpretada. Compreender a diferença que há entre «evocar » e «invocar » é então uma necessidade.
O Jardim Secreto.
Mary Lennox era criada por uma Ayah na Índia . Ela recebia tudo o que queria de seus criados. Após a contaminação da água com substâncias que incluiram a côlera, morreram tanto sua Ayah como seus pais e ela foi trazida para a Inglaterra a seu tio, Archibald Craven, que agora detém sua guarda.
Seu tio tinha atitudes semelhantes a de seus pais: Ele quase nunca ficava em casa, esquece-a em sua viagem, mas preocupa-se em garatir-lhe tudo que ela precisa. Em sua educação colabora também a criada Martha.
Uma vez que não há coisa alguma a se brincar, resta-lhe apenas a possibilidade de brincar lá fora. Num dia ela encontrou o Jardim Secreto, que estava fechado já há dez anos. A todos era proibido entrar no Jardim. Mas Mary muito curiosa resolveu entrar. Logo após conheceu Dickon (irmão de Martha), pois ouvia várias histórias que Martha contara a ela. Então Mary resolveu contar a ele sobre a descoberta do jardim que a 10 anos ninguém entrara.
Em uma noite turbulenta ela encontrou Collin, seu primo, filho do Sr.Craven. Como todos acreditavam que ele iria logo morrer, era também realizado todo desejo e vontade, e todos faziam tudo o que ele manda. Entretanto Mary não se deixava amedrontar por ele, muito pelo contrário: quando ela ficava irritada, ela o diz claramente o que pensa sobre seu comportamento.
Por fim Collin desejava ver o Jardim e ficar mais forte, para impressionar seu pai. No Jardim todos os três se libertam, cuidam das plantas e fazem marcha; mas em casa Colin banca o doente terminal, para que ele não seja levado a seu pai tão cedo. Por fim Sr. Craven volta para sua casa em razão de uma "magica" de seu filho. Ele encontrou seu filho no Jardim e ambos voltaram para casa juntos no final. Mary era uma menina muito mal criada e mal humorada, até que descobriu que um simples sorriso pode nos fazer feliz, e a partir daí ela começou a mudar. Não radicalmente,é claro, mas tornou-se uma menina mais curiosa e interessada. Mary mostra como com pequenas atitudes, pensamento positivo e praticidade podemos alcançar aquilo que queremos. Ela era simplesmente uma criança, agia como tal. E foi como criança que conseguiu ajudar seu primo Collin, modificando seu modo de pensar para que enfim se curasse. Ela mostra como uma pequena mudança de atitude podemos mudar toda uma situação. Talvez Colin estivesse realmente doente, talvez ele fosse morrer, no entanto ela se recusou a aceitar isso, e fez com que Collin também se recusasse.Frances Hodgson .Burnett
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Panteão Celta
O Único.
O Único (Keter): Normalmente, todos os Sacerdotes do Panteão élfico, faérico, wiccano e celta veneram o Único, o Deus e a Deusa em maior ou menos intensidade. São os três deuses mais importantes do Panteão e, mesmo se o seu Personagem servir algum outro Deus deste Panteão, ele sempre prestará respeito aos três deuses primordiais de Arcádia.
Poderes Concedidos: O Sacerdote recebe um bônus em seus Testes de Resistência contra Magia [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico].
O Deus Chifrudo.
O Deus Chifrudo (Hochma): Também conhecido como o Grande Deus da Floresta, o Deus-Pai, O Caçador, O Senhor das Florestas. Ele pode se manifestar na forma de um homem vestindo um manto e utilizando uma coroa de espinhos/galhos na forma de chifres de cervo.
Poderes Concedidos: Algumas vezes por dia, de acordo com sua Graduação [1 vez para Normal, 2 vezes para Bom, 3 vezes para Ótimo, 4 vezes para Incrível e assim por diante], o Sacerdote pode invocar a força do Deus Primordial e ignorar TODO o dano causado a ele pelo próximo ataque que sofrer, seja o dano normal ou mágico.
A Grande Deusa.
A Grande Deusa (Binah): A Grande Mãe, A Senhora das Florestas, a Deusa Primordial. Venerada por todas as Bruxas, Druidas, Rangers, Elfos, Fadas, Sprites, seres feéricos e outras criaturas de Nova Arcádia. É uma das deusas mais importantes de Arcádia.
Poderes concedidos: Círculo de proteção. Uma vez ao dia, a sarcedotisa pode traçar um círculo no chão (o tempo para traçar corretamente o círculo mágico é de uma rodada por metro de raio), formando uma barreira mágica que anula completamente rituais de Círculo igual ou menor que a Graduação [1o Círculo para Normal, 2o círculo para Bom, 3o círculo para Ótimo, 4o círculo para Incrível e assim por diante]. O Ritual dura 3d6+INT rodadas a partir do momento em que o traçado é finalizado.
Dagda.
Dagda (Chesed): Deus Pai, Arquidruida, Patrono de todos os trabalhadores das florestas, protetor dos Pagani (povo da floresta), Deus da Morte e do Renascimento, Rei de Tuatha de Danann. Dagda é senhor de quatro castelos, nas profundezas da Terra e nos reinos Subterrâneos. Possui muitos filhos e filhas.
Poderes Concedidos: Assim como Dagda possui o Undry, o caldeirão de comida infinita, os Sacerdotes de Dagda carregam consigo um pequeno caldeirão de ferro que, em uma hora, pode preparar magicamente comida suficiente para alimentar seis Personagens. A refeição restaura PVs de acordo com a Graduação para todos os devotos de Dagda que se alimentarem [+1PV para Normal, Bom e Ótimo, +2PVs para Incrível e Superior e +3PVs para Heróico].
Lugh.
Lugh (Geburah): Deus da Guerra, possui aspectos do Sol e de Justiça também. Deus Carpinteiro, Escultor e Construtor, seu símbolo é um corvo, mas seus sacerdotes também veneram o cavalo branco, que costumam usar como montaria. A arma preferida de Lugh é a lança.
Poderes Concedidos: A lança sagrada de um sacerdote de Lugh pode ser energizado CAR vezes ao dia para causar dano (Luz) de +1d3 por Graduação [+1d3 para Normal, +2d3 para Bom, +3d3 para Ótimo e assim por diante] durante uma batalha. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. dif. 10 para reduzir o dano mágico pela metade.
Bel.
Bel (Tiferet): Deus-Sol, venerado por Druidas, Faunos, Ninfas e outras criaturas da floresta. Sua principal festividade é Beltane
Poderes Concedidos: Seus Sacerdotes podem fazer um Teste de Música+Graduação vs. Resistência de um animal ou monstro com Inteligência [Animal] para dominá-lo. A criatura fica parada, encantada com a música, pelo tempo em que o sacerdote estiver tocando. Se a criatura for atacada neste período, ela ficará imune a este poder.
Bridgit.
Bridgit (Netzach): Deusa venerada apenas por mulheres, grande feiticeira, deusa da feritilidade, do amor e do sexo. Suas Sacerdotisas eram as guardiãs das chamas sagradas nos Templos. Seu festival principal é Imbolc.
Poderes Concedidos: Enfeitiçar Pessoas. A Sacerdotisa de Bridgit pode usar este poder uma vez por dia por Graduação. Qualquer homem ou mulher que receba um beijo na boca de uma sacerdotisa precisa passar em um Teste de WILL vs. Dif. 8+Graduação da Sacerdotisa ou ficará sob o poder dela durante 3d6 rodadas.
Além disto, Sacerdotisas de Bridgit são imunes a todo o dano causado por fogo normal.
Ogma.
Ogma (Hod): Deus dos Bardos, dos Poetas e dos Escribas, professor das artes mágicas, da música, dos Cantos de Inspiração, Literatura e Reincarnação. É descrito como um Druida idoso e careca carregando um arco e uma lira em suas mãos.
Poderes Concedidos: O sacerdote de Ogma possui um conhecimento sobre o mundo, que recebe em sonhos. Sempre que chegar a um local novo, na primeira noite, o Personagem pode fazer um Teste deste Poder vs. Dif. 9 (usando a Graduação como bônus no Teste). Se passar, o Mestre pode contar alguma informação importante para o Personagem durante o sonho.
Cerridwen.
Cerridwen (Yesod): A Grande Mãe, Deusa da Lua e da Natureza. Possui um caldeirão mágico onde pode preparar qualquer tipo de poção. Uma senhora belíssima, está associada com o feminino, com a intuição, com ervas, poções e magias de conhecimento.
Poderes Concedidos: Caldeirão Mágico. Usando seu caldeirão, Sacerdotes de Carridwen são capazes de criar qualquer tipo de poção como se tivesse a Perícia Herbalismo ou Alquimia com Graduação igual à do Poder Concedido [+1 para Normal, +2 para Bom, +3 para Ótimo, +4 para Incrível e assim por diante].
Cernunnos.
Cernunnos (Malkuth): Uma manifestação do Grande Deus na forma do “Green Man”, que é um ser formado por folhas e galhos e que conversa com seus seguidores nas matas através das copas das árvores e das folhas espalhadas no chão. Seus poderes ilimitados regem as plantações, festividades, colheitas e tudo o que for relacionado com prosperidade.
Poderes Concedidos: Pele de Carvalho. CAR vezes por dia, o sacerdote pode revestir sua pele como se fosse a casca de uma árvore e ignorar TODO o dano causado a ele pelos próximos Ataques que sofrer, seja o dano normal ou mágico. [1 ataque para Normal, 2 ataques para Bom, 3 ataques para Ótimo, 4 ataques para Incrível e assim por diante].f.p.wikepédia
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Panteão Azteca.
Itzamna.
Itzamna (Keter): Deus dos Céus e das Tempestades. Criador da Humanidade. Considerado um Deus bem afastado, que não responde aos humanos. Seu símbolo é uma mão direita impressa em vermelho-sangue, que pode ser usado para curar os doentes. É representado entre um sol e uma lua.
Poderes Concedidos: Nos templos de Itzamna, o sacerdote pode recrutar Guerreiros iniciante (5 pontos de criação de Personagem), de acordo com a Graduação [1 Guerreiro para Normal, 2 Guerreiros para Bom, 3 Guerreiros para Ótimo e assim por diante], para agir como guarda-costas do sacerdote em missões. O Mestre controlará estes NPCs e pode usá-los para adicionar ganchos de aventura na Campanha.
Tezcatlipoca.
Tezcatlipoca (Hochma): Deus dos Espelhos e da Fumaça. Seu símbolo é um jaguar. Ele é o Deus Sombrio, o aspecto noturno de Quetzacoatl. Deus dos Espelhos Negros, das adivinhações e dos guerreiros que utilizam-se de magia. É sempre descrito como um esqueleto muito alto, vestindo trapos e roupas antigas, com um chapéu pontudo e carregando um espelho.
Poderes concedidos: Poderes concedidos: Oráculo - Espelho e Velas em [Normal]. A Graduação neste Poder equivale à Graduação na Habilidade.
Quetzacoatl.
Quetzacoatl (Chesed): A Serpente Emplumada, O Grande Deus Criador, Mestre da Vida, Deus dos Ventos. É considerado um deus bondoso, pois exige “apenas” um sacrifício humano por ano de seus grupos de seguidores.
Quetzacoatl é representado por uma serpente gigantesca, com cerca de 4m de comprimento, cujas escamas apresentam diversas tonalidades nas cores do arco-íris, de acordo com seu temperamento no momento, e enormes asas multicoloridas.
Poderes Concedidos: O poder de controlar fisicamente seus inimigos. O sacerdote pode se concentrar em um oponente que esteja a até 30m (20 casas) de distância. A vítima faz um Teste de FR vs 8+Graduação do Sacerdote. Se o Sacerdote vencer o Teste, as ações da vítima passam a ser controladas pelo Sacerdote (cujo corpo fica paralisado enquanto estiver mantendo a concentração). A vítima pode fazer um Teste a cada 1d6 rodadas para tentar reconquistar o controle sobre o próprio corpo. Uma vítima que consiga escapar do controle do sacerdote fica imune a este poder por uma semana.
Cit Chac Choc.
Cit Chac Choc (Giburah): Deus da Guerra. Seu símbolo é um jaguar pintado de vermelho com o sangue de seus inimigos. Os sacerdotes usam uma capa feita de pele de jaguar, tingida com sangue de seus oponentes.
Seu Avatar é um homem-jaguar com quase 3m de altura, garras afiadas e pele avermelhada, coberta por manchas de sangue e ferimentos de batalha.
Poderes Concedidos: Uma vez por semana por Graduação [1 vez para Normal, 2 vezes para Bom, 3 vezes para Ótimo, 4 vezes para Incrível e assim por diante], o Sacerdote é capaz de se transformar em um Homem-Jaguar durante uma batalha. Na forma de homem-jaguar, ele recebe os seguintes bônus: FR +1, AGI +1, PER +1, Ataque por “garras” com Graduação comprada como se fosse uma Perícia, capazes de causar 1d6+bônus de FR de dano e capacidade de saltar até 6m por rodada.
Ixchel.
Ixchel (Netzach): Deusa da Lua, do Arco-Íris e da Medicina. É a deusa que preside sobre os nascimentos, os filhos e as mães. É descrita como uma donzela de traços orientais.
Poderes Concedidos: O cajado especial do Sacerdote de Ixchel (que também serve como símbolo religioso) pode ser energizado CAR vezes por dia para causar dano (Luz) de acordo com a Graduação [+1d3 para Normal, +2d3 para Bom, +3d3 para Ótimo, +4d3 para Incrível e assim por diante], durante uma batalha. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. dif. 10 para reduzir o dano de Luz pela metade. O cajado deixa um rastro de árco-íris conforme vai sendo movimentado.
Bacabs.
Bacabs (Hod): Deus dos Quatro Ventos. Deus patrono de todos que trabalham com mel ou com abelhas. Também é invocado pelos marinheiros para se conseguir bons ventos.
Seu Avatar está sempre vestindo uma roupa cerimonial pintada nas cores representando uma abelha.
Poderes Concedidos: Conjurar abelhas. Uma vez por dia, o sacerdote consegue conjurar um enxame de abelhas capaz de cobrir uma área (em casas) proporcional à Graduação [1x1 para Normal, 2x2 para Bom, 3x3 para Ótimo, 4x4 para Incrível e assim por diante]. Todos os oponentes que estiverem dentro desta área sofrerão 1d3 picadas de abelha por rodada, causando 1 ponto de dano cada. Magias e Rituais que exijam concentração não podem ser conjurados dentro desta área.
O enxame permanece ativo durante 3d6 rodadas e o enxame pode se deslocar até 4,5m (3 casas) por rodada, sob comando do sacerdote. Com Graduação Heróica, o sacerdote também pode ter uma abelha gigante como montaria se desejar (ver Monstros para detalhes sobre Abelhas Gigantes)
Aupuch.
Aupuch (Yesod): Deus da morte, associado com sacrifícios humanos, suicídios por enforcamento e decapitações. É recomendado apenas para NPCs, pois requer sacrifícios humanos de seus seguidores pelo menos algumas vezes ao ano. Aupuch é descrito como uma figura sombria, sempre vestindo capas ritualísticas negras e carregando utensílios de tortura.
Poderes Concedidos: A espada escolhida pelo sacerdote de Aupuch pode ser energizada uma vez por dia para causar dano (Trevas) de acordo com a Graduação [+1d3 para Normal, Bom, e Ótimo, +2d3 para Incrível e Superior e +3d3 para Heróico] durante uma batalha. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. dif. 10 para reduzir o dano de Trevas pela metade. Além disso, durante esta batalha, se o sacerdote rolar um “12” natural, ele decepará a cabeça do adversário (este poder anula o Poder Maestria com armas ou qualquer outro poder que afete a rolagem dos dados. apenas 2d6 podem ser rolados para fazer ataques enquanto este Poder está ativado, e CAr não pode ser usado para rolar novamente os ataques).
Chac.
Chac (Malkuth): O Deus do Nariz Longo. Deus da chuva e da vegetação, é um deus bem popular nos Impérios. Ele cavalga uma serpente e possui poderes sobre elas. Sua arma é uma tocha.
Seu Avatar é um deus vestindo uma máscara com um longo nariz, vestindo roupas verdes que lembram um pouco o couro de serpente e cavalgando uma serpente gigantesca, que pode chegar a 10m de comprimento, cuja coloração varia de acordo com o temperamento do deus, mas cuja picada é fatal.
Poderes Concedidos: Controle sobre serpentes. O sacerdote pode fazer um Teste usando o bônus de sua Graduação [+1 para Normal, +2 para Bom, +3 para Ótimo, +4 para Incrível e assim por diante] vs. 7+Resistência da serpente (ou criatura com traços de serpente como Nagah, Medusas, Amphisbaena, Serpentes do Mar e outras) para dominá-la. Enquanto mantiver a concentração, a criatura-serpente ficará sob o seu poder.
Ek Huak.
Ek Huak: Deus Negro dos Escorpiões, venerado pelo povo-escorpião de Hi-Brazil e por algumas vilas de homens-escorpiões no Egito. É um aspecto do Deus da Guerra também, venerado por sacerdotes humanos. O Avatar de Ek Huak é um homem-escorpião enorme, com roupas sacerdotais, que carrega sempre uma lança de ouro e um sabre capaz de cortar pedra como se fosse madeira.
Poderes Concedidos: imunidade a venenos. Na Graduação Normal e Boa, ele não é afetado por venenos naturais e a partir de Ótimo, nem por venenos mágicos. O sacerdote consegue envenenar magicamente uma adaga de ferro cerimonial que possua, causando dano extra por Graduação [+1d3 para Normal, +2d3 para Bom, +3d3 para Ótimo e assim por diante]. A vítima pode fazer um Teste de WILL vs. dif. 10 para reduzir o dano do veneno à metade.
Sacerdotes de outras raças humanóides (apenas raças com corpo “humano”, ou seja, duas pernas, dois braços e volumetria semelhante a de um ser humano recebem este poder), quando chegam a Graduação Heróica, podem, uma vez ao dia, durate uma batalha, se transformarem em um Homem-Escorpião.f.p.Wikepédia
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Paixão de Primavera : Célia Xavier de Camargo
Na Rússia dos czares, no início da primavera, um bando de cossacos, cansados de lutar, acampa numa aldeia dos Monteis Urais. Ludmila, uma linda camponesa, apaixona-se por Yuri, o líder dos guerreiros. Seduzido, ele a arrebata, contra sua vontade, e faz dela sua mulher. Dimitri, inconformado com o rapto, quer resgatar a amada, vingar-se derramando sangue. A adorada Ludmila é desejada, amada e traída. Em Moscou, no luxuoso palacete da extravagante madame Trussot, ela convive com aqueles que vendem o amor, mas só entregam o prazer. Se o conde Alexander – vítima de terrível obsessão –, é o seu tormento, Gregory, um rico comerciante, é sua maior esperança. Uma doce paixão de primavera ainda vive em seu coração, ameaçada pelo cruel e traiçoeiro inverno russo, devorador de almas e ilusões...
Ludmila uma moça de quatorze anos vivia em uma pequena aldeia nos montes Urais, na Rússia, com seus pais Boris e Macha. Ludmila atraía a atenção de todos por sua beleza e graça. O mais interessado pela moça era Dimitri Alexeievitch, um jovem trabalhador, honesto e filho dedicado. A família de Ludmila fazia gosto no interesse do rapaz, e todos já imaginavam que o noivado entre ambos já era certo. Mas Ludmila não o amava, assim como não amava nenhum homem. Mas estava disposta a aceitar seu destino se assim fosse.
Ludmila sentia vontade de conhecer outros lugares, novas pessoas, e não conseguia se sentir totalmente feliz. Sua vida era simples e tranquila.
Um belo dia um grupo de cossacos cansados de lutar, pede para acampar na aldeia. Os aldeões ficam com medo e inseguros, mas acabam aceitando. Entre os cossacos havia Yuri, o líder dos guerreiros. A jovem Ludmila não queria admitir, porém sentia-se diferente desde o memento que o viu pela primeira vez. Ludmila não sabia, mais Yuri também só conseguia pensar nela. Os cossacos iriam levantar acampamento no outro dia, mais por obra do destino a carroça deles se quebra, e eles são impedidos de partir. Sem poder se controlar, Yuri vai ao encontro de Ludmila.
"O cossaco abraçou-a com carinho, tentando transmitir-lhe seu calor. A proximidade dele produzia-lhe uma agradável sensação. De repente, ele ergueu seu rosto e beijou-a nos lábios, palpitantes de amor." Pág. 31
Alguns dias depois, a carroça está arrumada e preparada para partir. Ludmila fica agitada só pensar que nunca mais verá seu valente Yuri. Depois de uma conversa, ela diz a ele que não pode deixar seus pais, sua aldeia e amigos, para partir com ele. Yuri fica triste, mais respeita sua decisão. Quando todos os aldeões vão para praça se despedirem dos cossacos, Ludmila e sua família também estão presente. Os dois trocam olhares de dor, desespero e amor. E isso é o bastante para Yuri perceber nela um amor tão intenso, onde havia medo de partir e, ao mesmo tempo, o desejo de segui-lo. E de súbito, toma uma decisão de momento, e rapta sua amada, levando-a em seus braços. Ludmila lutava e gritava, mais Yuri Vanilevitch estava determinado. Seus pais ficam desesperados, e Dimitri inconformado parte em busca dela, acreditando que a trará sã e salva, sem saber que na verdade o destino reservava outras coisas.
Ludmila passa por muitos acontecimentos, muitas lágrimas são derramadas, o percurso é longo é cheio de espinhos, mas também cheio de amor, perdão e conhecimento.
Este livro é psicografado pela médium Célia Xavier de Camargo e ditado pelo espírito Leon Tolstói. Paixão de Primaveira é um livro espírita maravilhoso. Aborda assuntos como amor, perdão, conhecimento e espiritualidade entre outros. Recebi este romance da editora Petit, parceira aqui do blog. Já tive a oportunidade de ler outros livros espíritas e digo que sou fã de cada um, e afirmo que "Paixão de Primavera" se tornou meu favorito.
O livro traz uma história que tira o fôlego do leitor a cada página virada. De uma linguagem simples, fluída, "Paixão de primavera" me deixou sem palavras. Não sou espírita, mas à algum tempo atrás, conheci uma amiga que é, e desde então comecei a me interessar cada vez mais. (Conhecimento nunca é demais).
O livro é bem escrito, uma leitura leve. Conhecer a história de Ludmila foi maravilhoso. Um livro que te faz chorar, rir, brigar se emocionar de todas as maneiras possíveis. Uma lição de vida, é assim que resumo este livro. Ludmila passou por muito sofrimento, muitas provações... Tinha tudo para se tornar uma pessoa cheia de revoltas, mais ao contrário disso ela aceitava seu destino, aguentou tudo com coragem, superando cada obstáculo. Vencendo ou não, ela soube perdoar as pessoas e principalmente a vida. Este romance traz algumas mensagens interessantes e ótimas para reflexão.
"O Altíssimo sempre nos assiste com infinito amor e nos concede aquilo que precisamos para a elevação de nosso espírito."
"Quando plantamos o mal, prejudicando a outrem, colhemos dores e sofrimentos; quando fazemos o bem, sentimo-nos agraciados, pois infinitas bênçãos vertem sobre nós."
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
A Libertação Suprema.
Um degrau acima da libertação final situa-se a libertação suprema que significa o retorno até o nível Divino.
Tudo quanto existe passível de ser detectado são meras criações mentais, isso é o que está explícito no Primeiro Principio Hermético.
Deus existe como Consciência e se manifesta como Mente. O Mundo Imanente pode ser considerado como uma criação daquilo que usam chamar de Mente Cósmica. Nos temas precedentes tentamos mostrar como o ser pode se libertar dessa condição limitante e voltar à natureza de Ser. Se o universo é uma creação mental, então qualquer coisa, ou componentes dele, pode ser “criado” e vivenciado.
Em temas anteriores usamos uma metáfora para facilitar o entendimento sobre a natureza holográfica do mundo, consistindo de uma sala de cinema. Nela aquilo que está sendo projetado não é a realidade, mas a pessoa só se dá conta disso porque registros de memória são evocados. Sem memória a pessoa não tem como saber se uma cena é uma realidade ou uma ilusão. Para afirmar ser uma ilusão é preciso que ela evoque conhecimentos, que são lembranças – memória – para poder avaliar a realidade das cenas. Sem memória a pessoa nem sequer saberia que existem ilusões, pois em tal condição tudo o que ela percebe não tem como saber se tratar de uma ilusão. Diante de uma percepção a única coisa que permite a pessoa saber se tratar de uma ilusão ou realidade é a analise mental daquilo que é observado. Sem memória não há referencial para se avaliar a natureza da realidade de algo.
A pessoa que tem conhecimento das implicações do Primeiro Princípio sabe que a realidade é algo que pode ser gerado. O mundo é aquilo que se percebe e se entende, por isso mudando o foco de percepção a realidade muda também. Quando o ser entende isso ele está a um passo de poder gerar sua própria realidade, qualquer que seja ela, qualquer uma que bem desejar, bastando ter suficiente capacidade de concentração mental e especialmente de energia. Por exemplo, diante de uma situação desprazerosa ela pode simplesmente desligar aquele mundo, aquela cena, e sintonizar outra que lhe seja prazerosa. Desativar o projetor daquela cena e ativar o de outra. Para isso é bastante que ele tenha suficiente domínio da arte de concentração mental, de visualização e especialmente disponha de um elevado gradiente de energia.
O “volume” de energia requerido para a efetivação de acentuada mudança de realidade é muito grande. Mudar apenas algumas características de um determinado mundo é exeqüível a muitas pessoas, mas mudar a totalidade dele é algo que requer um limiar energético inconcebivelmente elevado, e incomparavelmente maior é preciso para anular e libertar o ser da condição de imanência. Isso é a meta final e suprema de todo ser, é à volta à condição de Ser.
Mesmo que ainda não seja capaz de mudar um mundo em totalidade ainda assim uma pessoa pode afastar de si tudo aquilo que por algum motivo não lhe convier. Quando esse limiar é atingido então se trata de um ser liberto, liberto porque nada mais o pode atingir, não pode mais ser vítima de qualquer ilusão ou vicissitude. A pessoa comum é atingida porque não sabe, e nem pode ainda, fugir de uma vicissitude, ele vive preso por grilhões, vezes tremendamente poderosos, mas muitas outras por elos simples, mas o prende inexoravelmente por não saber como eliminá-lo por falta de conhecimento – cientificação –, ou de energia.
A possibilidade absoluta de mudar realidades só é dada ao Ser, o ser, contudo, pode fazer mudanças o suficiente para se posicionar fora de qualquer problema, ele não sofre, está liberto de reencarnações, pode vivenciar somente condições prazerosas. Na linguagem das religiões pode-se dizer que em tal nível o ser “vive no céu”, embora ainda não haja atingido a União definitiva, ou seja Vicência sua condição de Deus. Pode transformar as condições infernais em celestiais. Por isso se diz que a libertação é um estado celestial e viver no mundo imanente é um estado infernal.
Pensem num ser capaz de mudar as “realidades” a seu bel-prazer. Para ele não existe impossibilidades, não existe dor, sofrimento, coisa alguma a não ser aquilo que ele queira. Nessa condição ele pode ser considerado um verdadeiro Creador, o próprio Deus. “E vós sois Deus” – disse Jesus.
Não é fácil a pessoa acreditar no que afirmamos nos três derradeiros temas, mas a essa conclusão que se chega se examinando o Unismo; não tem outra forma. Se tudo é Um então o caminho é um só. No Unismo não cabe a existência de seres independentemente da do Ser único.
Acima do nível dos seres libertos resta o Absoluto – Inefável – o Nada, o repouso eterno, um nível sem espaço, sem tempo, sem divisibilidade, sem movimento, sem qualquer possibilidade de percepção. É um nível em que não há dependência alguma, nem mesmo de qualquer lei, desde que as leis são criadas por ele.
Trata-e da libertação suprema, daquilo que chamam de volta à unicidade.
Para um Ser liberto não existe limite, qualquer limite é ditado pelo seu querer, isso acontece em decorrência dele poder mudar qualquer realidade que se lhe apresente. O ser liberto pode mudar todas as possibilidades, e se hipoteticamente ele mudar tudo quanto há então para ele não existe o mundo imanente, pois esse pode ser transformado. Ao nível da Unicidade não existe descontinuidades, tudo é homogêneo.
O Poder de criar as próprias realidades depende do poder pessoal, ou seja, da energia que o ser seja capaz de mobilizar. Para se salvar das injunções ele precisa crear, mas só o faz se tiver energia, portanto temos que admitir que energia seja a única fonte de salvação, de libertação. Como no mundo imanente tudo se manifesta em polaridades, então podemos dizer que a recíproca é verdadeira, a energia também é a fonte de todo o mal.José Laércio do Egito - F.R.C.
domingo, 30 de setembro de 2012
Esta Não É Uma Canção de Amor.Bon Jovi.
Eu deveria ter notado quando as rosas morreram
Deveria ter visto o fim do verão em seus olhos
Eu deveria ter ouvido quando você disse "boa noite"
Você quis dizer "adeus"
Baby, não é engraçado como nunca se aprende a cair
Você está de joelhos quando pensa que está de pé
Mas somente os bobos são os sabe-tudo e eu fui esse bobo para você
Eu chorei e chorei todas as noites
Até que eu morri por você baby
Eu tentei e tentei negar que seu amor me deixou louco baby
Se o amor que eu tinha por você se foi
Se o rio que eu chorei não foi suficiente
Então eu errei, sim eu errei
Esta não é uma canção de amor
Baby, eu pensei que você e eu poderíamos
Passar pelo teste do tempo
Como se tivéssemos escapado com o crime perfeito
Mas nós fomos apenas uma lenda em minha mente
Acho que eu estava cego
Lembra daquelas noites dançando no baile a fantasia
Os palhaços usavam sorrisos que não iam desaparecer
Você e eu eramos renegados algumas coisas nunca mudam
Isso me deixou tão louco pois eu queria tanto isso para nós baby
E agora isso é tão doloroso que o que quer que nós tínhamos
Não vale a pena ser salvo oh oh oh
Se o amor que eu tinha por você se foi
Se o rio que eu chorei não foi suficiente
Então eu errei, sim eu errei
Esta não é uma canção de amor
Se a dor que estou sentindo tão forte
É a razão pela qual estou aguentando
Então eu errei, sim eu errei
Esta não é uma canção de amor
Eu chorei e chorei todas as noites
Lá eu morri por você baby
Eu tentei e tentei negar que
Seu amor me deixou louco, baby
Se o amor que eu tinha por você se foi
Se o rio que eu chorei não foi suficiente
Então eu errei, sim eu errei
Esta não é uma canção de amor
Se a dor que estou sentindo tão forte
É a razão pela qual estou aguentando
Então eu errei, sim eu errei
Esta não é uma canção de amor
Então eu errei, sim eu errei
Esta não é uma canção de amor
oh oh oh no no
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