contos sol e lua
sábado, 20 de outubro de 2012
Panteão das 1.001 Noites.
Ea.
Ea (Keter): Deus Criador, Criador dos humanos, Deus dos Oceanos, Protetor de toda a Raça Humana. Seus Sacerdotes utilizam o peixe como seu símbolo sagrado, na forma de amuletos ou desenhos em suas túnicas.
Poderes Concedidos: Purificação. Uma vez por dia, os sacerdotes conseguem purificar alimentos para um Personagem por Graduação [1 para Normal, 2 para Bom, 3 para Ótimo, 4 para Incrível e assim por diante], removendo venenos, podridão e qualquer tipo de impurezas do alimento.
Marduk.
Marduk (Hochma): Filho mais velho de Ea, possuidor de cinqüenta nomes. Os sacerdotes mais importantes carregam um anel mágico e um cetro representando seu poder. Governador dos quatro cantos da Terra, patrono do destino, da cura, da magia, das colheitas e de todo o ciclo de morte e ressurreição.
Poderes Concedidos: Anel de Proteção. Todos os Sacerdotes de Marduk recebem um anel mágico que lhes dá um bônus em seus Testes de Resistência, de acordo com a Graduação [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico]. O anel só funciona com os sacerdotes.
Tiamat.
Tiamat (Binah): Deusa do Abismo Primordial, Deusa das magias Ritualísticas, da Disciplina, da Guerra e da Regeneração. Possuía duas faces, a da deusa dragão maléfica e a da Grande Mãe. Na sua forma de dragão vermelho, Tiamat possui quase 50m de comprimento, contando da cabeça até a ponta de sua cauda, e asas gigantescas capazes de criarem tempestades. Seu bafo de fogo e ácido é capaz de destruir sem nenhuma dificuldade as armaduras mais poderosas.
Poderes Concedidos: Os sacerdotes de Tiamat conhecem um Ritual secreto que demora cerca de três horas para ser executado e não pode ser interrompido. Ele precisa permanecer deitado em um círculo, com cinco velas de cores diferentes (branca, azul, verde, negra e vermelha) acesas durante todo o tempo do Ritual. Ao final dos cânticos, o sacerdote terá regenerado todos os seus PVs, doenças naturais e envenenamentos.
Ashur.
Ashur (Hesed): Criador do céu e dos Reinos Subterrâneos. Seu símbolo é um disco solar com duas asas, ou um disco solar representado sobre um touro. Deus da fertilidade, da habilidade com as armas, da vitória e do sucesso.
Poderes Concedidos: Todas as armas que o sacerdote de Ashur empunhar são consideradas mágicas para fins de acertar criaturas que só podem ser acertadas por armas mágicas (mesmo as que precisem de armas +2 ou +3 para serem acertadas).
Inanna.
Inanna (Giburah): Deusa da Guerra dos Sumérios. Representada como uma garota acompanhada de um leão e de cachorros de guerra, armada com arco e flechas e possuidora de asas sagradas.
Poderes Concedidos: Flecha Abençoada. O sacerdote pode tocar em uma flecha por Graduação [1 para Normal, 2 para Bom, 3 para Ótimo, 4 para Incrível e assim por diante], CAR vezes por dia, no momento em que ela vai ser disparada, fazendo com que ela cause +1d3 pontos de dano (não cumulativos).
Mithra.
Mithra (Tiferet): Deus Sol, Deus da Guerra, Deus da Luz que precede o pôr-do-sol, da Sabedoria e do Conhecimento. Suas armas são flechas mortais e uma grande clava, que costumam ser as armas preferidas de seus sacerdotes e devotos. Seus principais templos estão erguidos em cavernas. Quando seus sacerdotes não conseguem encontrar cavernas naturais para servirem de templo, eles escavavam cavernas artificiais. Seu símbolo é o disco solar.
Poderes concedidos: Os sacerdotes de Mithra podem invocar CAR vezes por dia um raio de Sol que parte de seu disco solar contra seus inimigos. Este Raio causa 2d6 pontos de dano (Luz) +1d6 para cada Graduação do sacerdote [3d6 para Normal, 4d6 para Bom, 5d6 para Ótimo, 6d6 para Incrível e assim por diante]. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. 9 para reduzir o dano à metade.
Ishtar.
Ishtar (Netzach): Deusa Feminina, Protetora de todas as Mulheres. Suas sacerdotisas são especializadas na arte da magia sexual, cujas festas e celebrações são realizadas durante a lua cheia. Seu planeta é Vênus e sua pedra sagrada é o lapis azuli. Todas as sacerdotisas de Ishtar precisam pelo menos uma vez em suas vidas permanecer nos templos sagrados esperando algum homem lhes dar uma moeda de ouro e uma doação para o templo. Quando isso ocorrer, ela deve se deitar com este homem. Após isto, está iniciada como sacerdotisa de Ishtar e deve guardar a moeda como seu símbolo sagrado (a moeda possuirá poderes mágicos).
Poderes Concedidos: Sempre que a sacerdotisa tiver relações sexuais, ela ficará com um bônus não cumulativo de +1 em Focus (+1d6 de dano e +1,5m/1 casa em alcance) em todos os Caminhos durante 24 horas.
A Moeda Sagrada funciona como um item mágico que confere apenas à sacerdotisa um bônus em Testes de Resistência de acordo com a Graduação neste poder [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico].
Nabu.
Nabu (Hod): Deus da Escrita e do destino, Patrono de todos os Poetas, Escritas e Artistas. Deus da literatura, da fala e dos discursos. Seu Avatar é um jovem carregando tábuas e talhadeira, montado em um dragão voador com cabeça de serpente.
Poderes Concedidos: Os sacerdotes de Nabu são capazes de compreender textos escritos em qualquer língua (mas não textos codificados). Eles conseguem ler, mas não escrever ou passar informações.
Lilith.
Lilith(Yesod): Patrona das Bruxas, Magas e Feiticeiras, representante do Princípio Feminino. Deusa da Lua, Protetora das Mães e de suas Crianças, Portadora de todas as características sexuais e sensuais femininas. Seu símbolo sagrado é uma coruja.
Poderes Concedidos: Círculo de Proteção Feminino. CAR vezes por dia, a sacerdotisa pode conjurar um círculo de proteção com 3m de raio centrado nela mesma, que fornece um Bônus de Resistência de acordo com a Graduação, durante uma Cena [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico] para todas as mulheres que estiverem dentro do círculo.
A Sacerdotisa também pode ter uma Coruja como Familiar, a partir da Graduação Ótima (Ver regras para Familiares). A coruja pode possuir até 3 Pontos de Familiares para gastar em Poderes e recebe +1 poder novo a cada Graduação acima de Ótimo.
Ninurshag.
Ninurshag (Malkuth): Esposa de Ea, Deusa da Fertilidade e dos Campos, Senhora das Plantações e das Colheitas Férteis, Deusa da Regeneração, da Ressurreição e das Árvores. Seu símbolo é um galho com folhas, que é usado como varinha mágica e possui muitos poderes.
Poderes Concedidos: Sacerdotes de Ninurshag conseguem conversar com os Elementais da Terra. Eles falam e compreendem a linguagem dos Elementais da Terra (e também a língua dos Duendes e Gnomos). Sua varinha mágica lhes fornece um bônus Focus para o Caminho da Terra e em Rituais envolvendo Plantas [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico].
Dagon.
Dagon: Deus dos Nagah e dos demais homens serpentes e muitas raças de homens-peixes ou anfíbios. É Patrono dos navegadores e fazendeiros. Seu Avatar é representado por um homem com o dorso de peixe ou serpente.
Poderes Concedidos: Sacerdotes de Dagon recebem um bônus nas Perícias Navegação e Agricultura de acordo com a Graduação [+1 em cada uma para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico].
Uma vez ao dia, o Sacerdote pode pedir a Dagon que lhe indique em uma bússola a direção exata e precisa de um Personagem, criatura ou objeto conhecidos pelo Sacerdote.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Panteão Egípcio
Ra.
Ra (Keter): o Deus Primordial, o Criador, o Poder Supremo, a Águia, o Deus-Escaravelho. Seu principal santuário fica em Heliópolis e ele é venerado na forma de obeliscos (que representam o raio de sol petrificado). É representado com um homem com cabeça de carneiro e um disco solar sobre sua cabeça.
Poderes concedidos: CAR vezes por dia, os sacerdotes de Rá podem invocar um Raio de Sol sobre seus inimigos (para funcionar, o sacerdote precisa estar em um local iluminado pela luz do sol). Este raio causa 2d6 pontos de dano (Luz) +1d6 para cada Graduação do sacerdote [3d6 para Normal, 4d6 para Bom, 5d6 para Ótimo, 6d6 para Incrível e assim por diante]. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. 10 para reduzir o dano à metade.
Anubis.
Anúbis (Daath): Mensageiro dos Deuses, Deus das Tumbas, Protetor dos Mortos, Deus da Sabedoria, da Inteligência, da Justiça, dos Cemitérios e Protetor Contra as Forças Malignas do Astral, Senhor dos Reinos Subterrâneos. É representado como um deus com cabeça de chacal ou cachorro, ou como um chacal de pelagem escura. Quando Osíris morreu, Anúbis inventou os rituais de embalsamento e mumificação.
Poderes Concedidos: O Personagem recebe +1 em qualquer Teste de Resistência envolvendo Magias ou Rituais malignos disparadas contra o Personagem. Este Poder não possui Graduações.
Neftis.
Neftis (Binah): Deusa do Subterrâneo, a Iniciadora. Descrita como uma mulher lindíssima sempre com olhos verdes, irmã de Ísis e protetora das coisas sagradas. Guardiã da sabedoria oculta e dos reinos dos sonhos. É retratada muitas vezes carregando um cesto sobre sua cabeça.
Poderes Concedidos: O Personagem é capaz de abrir Portais para o Reino dos Sonhos ou para o Reino Subterrâneo. O Portal demora uma hora para ser aberto, permanece aberto por 3d6+INT rodadas e permite a passagem de até seis Personagens de cada vez. O Portal abre a cerca de 1km de distância do local onde o Personagem deseja ir, se for um local específico.
Amon.
Amon (Hesed): O Grande Pai, Grande Deus de Tebas, com as mesmas características de Júpiter e Zeus, Deus da Fertilidade, da Reprodução, do Ar, das Profecias e da Agricultura. Retratado como um homem com uma coroa sobre a cabeça ou com o rosto de um carneiro. Seu templo principal fica na cidade de Karnak.
Poderes concedidos: Os Sacerdotes de Amon podem conjurar CAR vezes por dia um golpe incorpóreo, na forma de uma cabeça de carneiro translúcida, sobre seus inimigos. Este golpe causa 2d6 pontos de dano (espiritual) mais 1d6 para cada Graduação do Sacerdote [3d6 para Normal, 4d6 para Bom, 5d6 para Ótimo, 6d6 para Incrível e assim por diante]. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. 10 para reduzir o dano à metade.
Hórus.
Hórus (Geburah): O Deus-Falcão, Deus dos Céus, da Guerra, da Vingança, do Sucesso, Resolvedor de Problemas, Protetor da Família, dos Lares e das Armas. Seu Avatar é um homem extremamente belo com um olho de cada cor (um representando o sol e outro a lua) ou um homem com rosto de falcão.
Poderes Concedidos: Uma vez por dia para cada Graduação [1 para Normal, 2 para Bom, 3 para Ótimo e assim por diante], o sacerdote de Hórus pode invocar a visão do falcão, que é a descrição da região onde estão como se fosse visto pelos olhos de um falcão, durante 1d3+CAR rodadas. Este poder não funciona em locais subterrâneos.
Osíris.
Osíris (Tiferet): Deus da Vida depois da Morte, Patrono de todos os sacerdotes, Protetor do Comércio, do Sucesso, do Ciclo da Morte e do Renascimento, dos Códigos das Leis, da Disciplina e da Estabilidade. No Egito, durante suas cerimônias, os sacerdotes repartem entre si um bolo representando o Corpo de Osíris. Osíris é representado como um homem bronzeado de cabelos claros, às vezes com o rosto pintado de verde (muitos de seus sacerdotes também fazem esta pintura durante rituais).
Poderes Concedidos: Os sacerdotes de Osíris podem ser ressuscitados uma vez para cada Graduação [1 para Normal, 2 para Bom, 3 para Ótimo, 4 para Incrível e assim por diante]. Para este poder funcionar, o corpo do sacerdote falecido precisa ser levado por seus amigos para um templo de Osíris e os rituais apropriados devem ser realizados.
Hathor.
Hathor (Netzach): Deusa do Oeste, dos Céus, Senhora dos Deuses, Deusa do Céu e da Lua, Associada com os Sete Planetas, Hathor é a personificação das forças da natureza. Protetora das mulheres, dos prazeres, das flores e da beleza. É representada como uma mulher com a cabeça de uma vaca, que também é considerado seu animal sagrado.
Poderes Concedidos: Proteção. Todos os Sacerdotes de Hathor recebem um bônus em seus Testes de Resistência, de acordo com a Graduação [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico].
Toth.
Toth (Hod): Senhor dos Livros e juiz dos Deuses, Diretor dos Planetas e das Estações do ano, Inventor dos Hieroglifos e dos Números. Mais antigo e mais poderoso de todos os Magos de Arcádia, foi ele quem inventou o Tarot (conhecido no Egito como “O livro de Thoth”). É representado como um homem com a cabeça de íbis.
Poderes concedidos: Oráculo - Tarot em [Normal]. A Graduação neste Poder equivale à Graduação na Habilidade.
Ísis.
Ísis (Yesod): A Deusa da Lua, a Grande Deusa Mãe, Protetora dos Véus de Mistério, Sacerdotisa dos Nós Mágicos, capazes de prender ou soltar as vidas dos humanos. Seu Avatar é uma belíssima mulher de cabelos negros e olhos azuis. Ísis é uma maga muito poderosa, protetora das Sacerdotisas e de todo o poder feminino. Seu símbolo principal é o ankh ou cruz ansata.
Poderes Concedidos: a Sacerdotisa pode usar seu ankh para ampliar o efeito de todas as suas Magias como se tivesse Focus +1 (+1d6 em Dano e +1,5m/+1 casa na Distância).
Bastet.
Bastet (Malkuth): Deusa Mãe de todos os Gatos e Felinos, Senhora do Leste, Deusa do Casamento, da Música, da Dança e da Proteção contra os Maus Espíritos.
Seu principal templo fica em Bubastis, principal cidade dos Malkar no Egito. Para todos os seguidores de Bastet, o gato preto é o símbolo mais sagrado de todos, sendo que todas as malkares bastet que nascem com pelagem negra são escolhidas no nascimento para serem suas principais sacerdotisas.
Poderes Concedidos: Amizade com os gatos. O Personagem pode conversar com gatos e outros felinos, ou até mesmo pedir favores a eles (passando em um Teste de CAR contra Dif. relacionada com o pedido, variando entre 7 e 11).
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Panteão Nórdico.
Audhumla.
Audhumla (Keter): A Mãe-Terra, a Grande Vaca Sagrada, a Grande Progenitora. No início, existiam apenas Audhumla e o gigante Ymir. A Vaca Sagrada produzia o leite que alimentava Ymir. Audhumla é venerada na forma de uma estatueta representando uma vaca.
Poderes Concedidos: Sacerdotes de Audhumla não precisam se alimentar ou beber água por um período de dois dias por Graduação [2 dias para Normal, 4 dias para Bom, 6 dias para Ótimo, 8 dias para Incrível e assim por diante]. Além disso, são imunes a dano causados por Frio ou Gelo.
Odin.
Odin (Chesed): Rei Aesir dos Deuses, Senhor dos Céus. Odin foi o primeiro deus nórdico a estudar as Runas, através da Árvore da Vida Yggdrasil. Considerado o mais poderoso de todos os deuses deste panteão.
Odin é descrito como um viking enorme e ancião, com longa barba branca e armadura prateada, cego de um dos olhos e sempre acompanhado de dois corvos.
Poderes concedidos: Oráculo - Runas em [Normal]. A Graduação neste Poder equivale à Graduação na Habilidade.
Frigg.
Frigg (Binah): Esposa de Odin e Rainha dos Deuses, Capaz de mudar sua forma, Mãe de Baldur. Deusa da independência, do Amor, da Sabedoria, das Magias e dos Encantamentos.
Frigg (ou Frigga) pode assumir qualquer forma que desejar. A única característica que nunca se altera, não importa a forma que assuma, são seus olhos azuis da cor do céu.
Poderes Concedidos: Uma vez ao dia por Graduação [1 vez para Normal, 2 vezes para Bom, 3 vezes para Ótimo, 4 vezes para Incrível e assim por diante], o Sacerdote ou Sacerdotisa pode assumir outra forma (idêntico ao Ritual Transformação Momentânea). A cor de seus olhos, porém, nunca se altera.
Heimdall.
Heimdall: Deus Vanir da Luz e do Arco-íris, Senhor dos Portais de Midgard, conhecido como “O Vigilante”. Nenhuma ilusão consegue enganá-lo. O Deus Branco, Protetor da ponte Bifrost, que separa Midgard do castelo dos deuses. É patrono de todas as defesas contra o mal.
Poderes Concedidos: Imunidade contra Rituais de Ilusão. Seus Sacerdotes também recebem um bônus para CAR [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico].
Thor.
Thor (Geburah): o Deus do Trovão, Campeão dos Deuses, Inimigo dos Gigantes e dos Trolls. Filho de Odin. Seu símbolo é o martelo mágico Mjolnir (o Destruidor). Sua carruagem é puxada por dois carneiros. Apesar de impetuoso, Thor é um grande aliado e amigo nas batalhas. Os sacerdotes de Thor estão sempre vestidos com roupas de batalha e cota de malha.
Poderes Concedidos: O martelo sagrado de um sacerdote de Thor pode ser energizado CAR vezes por dia para causar dano (Elétrico) de +1d3 por Graduação [+1d3 para Normal, +2d3 para Bom, +3d3 para Ótimo, +4d3 para Incrível e assim por diante] durante uma batalha. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. dif. 10 para reduzir o dano elétrico pela metade.
Baldur.
Baldur (Tiferet): O Deus-Sol. Filho de Odin e Frigg. Deus da Beleza, Gentileza, Harmonia, Felicidade e Sabedoria. Todas as coisas do mundo juraram nunca fazer mal a Baldur, com exceção do visgo. Os Sacerdotes de Baldur sempre procuram ajudar ao próximo e aos Personagens em necessidade.
Poderes Concedidos: Sacerdotes de Baldur podem ativar o Poder de Baldur uma vez por dia por Graduação [1 vez para Normal, 2 vezes para Bom, 3 vezes para Ótimo, 4 vezes para Incrível e assim por diante]. Quando estão sob a influência de Baldur, são imunes a qualquer tipo de dano que não seja causado por armas de madeira, por 3d6+INT rodadas.
Freyia.
Freyia (Netzach): A Senhora das Valkírias, Deusa-Mãe. Ela possui uma carruagem puxada por dois gatos, Bygul e Trjegul. É a Senhora da Magia, do amor, da beleza, dos animais, do sexo, da dança, da música, das flores e da poesia.
As melhores guerreiras e Sacerdotisas de Freyia, quando morrem em batalha, tornam-se Valkirias e passam a fazer parte do Exército Celestial de Freyia,
Poderes Concedidos: Enfeitiçar Pessoas. Uma vez por dia por Graduação [1 vez para Normal, 2 para Bom, 3 para Ótimo e assim por diante], a sacerdotisa pode enfeitiçar um humanóide do sexo masculino que esteja a até 9m (6 casas) de distância. A Vítima precisa passar em um Teste de WILL vs. dif. 10 ou permanecerá sob o domínio da sacerdotisa por uma hora. Em combate, recebe um bônus em Ataque na Perícia Espada se usar uma espada longa [+1 para Normal, +2 para Bom, +3 para Ótimo, +4 para Incrível e assim por diante]
Loki.
Loki (Hod): Deus do Fogo e das Trapaças, Deus dos ladrões, enganadores e também dos que gostam de aventuras. Loki é filho do Gigante Farbauti. Um deus perigoso de se invocar, pois nunca se sabe como ele responderá às invocações. Loki é muito bonito e consegue tudo o que quer com as mulheres.
Poderes Concedidos: O sacerdote de Loki pode mentir sem ser pego pelos poderes de detecção de mentira dos sacerdotes outros deuses (faça um Teste de Graduação vs Graduação para ver qual magia é mais poderosa neste caso). Os sacerdotes de Loki podem invocar uma vez por dia chamas sobre seus inimigos. As chamas causam 2d6 pontos de dano (Fogo) +1d6 para cada Graduação do sacerdote [3d6 para Normal, 4d6 para Bom, 5d6 para Ótimo, 6d6 para Incrível e assim por diante]. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. 10 para reduzir o dano à metade.
Hel.
Hel (Yesod): Deusa do Reino Subterrâneo e da Morte, Senhora das almas e dos mortos, Governante de Nifheim. Hel é a filha de Loki e Senhora dos Reinos Subterrâneos Nórdicos. Hel veste uma armadura de batalha das Valkírias, confeccionada em cobre, porém toda esverdeada, como se o cobre estivesse todo oxidado.
Poderes Concedidos: Controlar Mortos Vivos. CAR vezes por dia, o sacerdote pode controlar de uma só vez até 1d3 mortos-vivos por Graduação, pela duração de uma cena [1d3 para Normal, 2d3 para Bom, 3d3 para Ótimo, 4d3 para Incrível e assim por diante]. O Sacerdote pode controlar mortos-vivos menores (esqueletos, zumbis, ghouls e carniçais).
Sif.
Sif (Malkuth): Deusa da Terra, esposa de Thor. É conhecida por seus belíssimos cabelos. Deusa das colheitas fartas, da generosidade e das frutas.
Poderes Concedidos: Sacerdotisas podem usar seus cabelos como se fossem braços, manipulando pequenos objetos, armas ou itens [os cabelos possuem FR 1 para Normal, Bom e Ótimo, FR 2 para Incrível e Superior e FR 3 para Heróico]. A sacerdotisa pode ainda comprar uma Perícia com armas específica chamada “Ataque com os cabelos” para fazer um ataque extra usando alguma arma pequena.
domingo, 14 de outubro de 2012
“Falar em perdas é falar em solidão, tristeza, desesperança, medo.”
Quando digo perdas, não estou me referindo apenas aos que morrem, mas a todos que, de alguma forma, nos deixam prematuramente, antes que estejamos preparados.
Um amigo que se muda para longe, um namoro interrompido abruptamente e até mesmo um ente querido que se vai, sempre provoca em nós uma sensação de vazio.
E por que isso? Porque sofremos tanto mesmo sabendo que estas perdas ou partidas inesperadas são inerentes à vida e que, portanto, não podemos controlá-las?
Não saberia responder com precisão as perguntas acima, mas, o que me parece mais coerente é que nunca estaremos prontos para nos acostumarmos com a falta dos que amamos. Por mais que saibamos que a qualquer instante eles nos faltarão, temos sempre a predisposição em acreditarmos que quem nos ama nunca nos trairia, nos privando de seu afeto, carinho e amor.
Ledo engano.
São justamente aqueles que amamos que mais nos machucam com suas partidas inesperadas.
Vão-se sem aviso prévio e nos levam a felicidade, a fé na vida, o equilíbrio.
O que fazer então? Não amarmos? Não nos permitirmos gostar de alguém pelo simples fato de que seremos, mais cedo ou mais tarde, deixados para trás na vida, entregues às nossas angústias e remorsos por não termos dito tudo ou feito o suficiente por eles?
Creio que não.
Se há algo na vida que mais nos trás felicidade é sabermos que somos queridos e não seria honesto nos privarmos de tal sentimento por covardia.
Um amor de pai e mãe, o carinho de um amigo ou afeto de uma relação a dois deve sempre se sobrepujar ao medo da perda.
Porque ela é inevitável; o sentimento, não. Deve ser exercitado todos os dias de nossas breves vidas.
Ele é o que nos move, nos dá o chão para que possamos caminhar pela vida com a certeza de que, haja o que houver, teremos sempre alguém com quem contar, que nos apoiará mesmo nos momentos em que não tenhamos razão.
Esta, deve ser a maior lição deixada pelos que partem sem nos avisar. Lembrar-nos que devemos sempre curtir aqueles que amamos com a intensidade proporcional à brevidade de uma vida.
Porque, quando nos faltarem, saberemos que amamos e fomos amados, que demos e recebemos todo o carinho esperado, que construímos um sentimento que nenhuma perda poderá apagar. Este sentimento transcende o espaço e o tempo, não se limita ao contato físico.
Torna-se parte de nós, impregnado em nossa alma, nos confortando nos dias difíceis, sendo cúmplice de nossas vitórias pessoais, norteando nossa conduta, nos fazendo sentir eternamente amados.
Que me perdoem os físicos, mas, neste caso, acredito sim que dois corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço.
Basta que permitamos sentir a presença dos que amamos dentro de nós, como se fossem parte de nossa alma. Só assim seremos inteiros.
“Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós".
A UM AUSENTE.
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Carlos D.de Andrade.
sábado, 13 de outubro de 2012
O ESPÍRITO – VIAJOR DO INFINITO.
Tu és um espírito. Sempre foste. E sempre serás...
O teu nome, tua cor de pele e teu sexo são transitórios.
Assim como o teu próprio corpo.
Mas tua consciência é perene.
Tu não nasces nem morres.
Está em ti o princípio imperecível.
Tu és centelha divina brilhando eternamente.
Tu entras e sais dos corpos perecíveis, sempre aprendendo...
Tua forma física pode sofrer danos irreparáveis.
Mas que coisa do mundo poderá te ferir?
Teu envoltório sutil é de luz astral.
Teu berço ou tua tumba, meras ilusões.
Tu pertences ao eterno. Tua casa real é no Céu.
Tua família é todo ser vivo. Tua senda é o infinito.
Não te esqueças disso. E nem negues a ti mesmo.
Tu és bem mais do que o mundo sabe de ti.
Em ti viaja o fogo das estrelas.
Por isso teus olhos brilham.
Em ti viaja o maior Amor de todos.
Por isso teu coração ama e sonha.
Tu és um viajor do infinito...
Mas, momentaneamente, estás num corpo carnal.
E isso é para o teu bem e o teu progresso.
Portanto, torna o teu corpo um pedacinho do Céu.
Teu é esse momento.
Tua existência é um presente.
Tu és muito amado.
Tua jornada não é só tua.
Tu és um espírito. Sempre foste. E sempre serás...
Wagner Borges.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
A Passagem.Jean Bazerque.
O simples bom senso deveria ser suficiente para se compreender que, no organismo humano, o mau funcionamento de uma pequena engrenagem pode comprometer muitos sonhos. Mas escondemos a morte. Nós a temos sempre na mente porque ela se impõe independente de nós mesmos; mas nunca falamos dela. Outrora, fazia-se o sinal da cruz; hoje em dia, bate-se na madeira. Portanto, a despeito de se fazer isso ou não, quer o queiramos ou não, ela estará lá na sua hora. O homo-sapiens, diferentemente do animal, pensa, mas é tomado de cegueira quando se trata de ver o que é essencial; como se o essencial fosse justamente não pensar nisso! A que seria devida esta obstinação no desinteresse?
É calúnia pretender que com sua pompa fúnebre, suas missas, seu cerimonial, a religião católica tenha contribuído em grande parte para a tristeza da perspectiva da última viagem. Diz-se que no tempo do cristianismo primitivo os enterros se efetuavam com acompanhamentos de cantos alegres, em cortejos de jovens vestidos de branco agitando palmas. Seria essa angústia do mistério da vida de além-túmulo, que não tem podido comover as religiões, o que aperta os corações das testemunhas na partida para a viagem aparentemente sem retorno?
Não é essencial que o Espiritismo tenha trazido ao homem o conhecimento, pela intermediação dos médiuns, de uma parte das leis que regem a vida, a descrição do estado dos seres (entrantes e retirantes) após a grande partida?
O essencial é que o Espiritismo, procurando sob o véu, traz ao ser sofredor um clarão de esperança que dá a certeza da sobrevivência do ser querido.
NÃO! O ESSENCIAL NÃO ESTÁ NAQUILO QUE TU ÉS.
A confiança na vida futura não exclui as apreensões provocadas pelo desconhecimento da passagem de uma vida à outra. A ciência e a religião são mudas nesse assunto porque lhes falta, a uma e outra, o conhecimento das leis que regem as relações do espírito e da matéria; uma se detém no limiar da vida material e a outra em fazer artigo de fé. O Espiritismo dá alguns passos a mais; pelas manifestações mediúnicas daqueles que deixaram a vida terrestre, permite uma visão mais completa da questão.
A passagem para o lado de lá é diferente para cada indivíduo, em função de certas leis decorrentes das vidas anteriores e das leis da reencarnação, às quais os seres humanos estão submetidos. A grosso-modo as diversas situações tornaram-se conhecidas após a aurora do Espiritismo; é fácil tomar conhecimento do assunto nas obras de Allan Kardec, particularmente em "O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina" onde se encontram as descrições para toda sorte de situações.
Para facilitar a compreensão da passagem do estado de encarnado (a vida terrestre) ao estado de desencarnado (a vida no lado de lá), nós decompusemos aqui o movimento esquematicamente em quatro fases sucessivas (os quatro pontos cardinais do espaço) que têm apenas um valor didático, porque de fato essas fases são variáveis segundo o grau de evolução espiritual de cada um.
A primeira fase é a separação da alma do corpo físico.
A segunda fase é o estado de perturbação, de inconsciência, no qual a alma se encontra com muita freqüência, para não dizer sempre, após seu desligamento.
A terceira fase é o momento em que o espírito reconhece sua nova situação.
A quarta é o período mais penoso; freqüentemente o espírito tem uma visão exata do que se tinha imposto fazer ao longo de sua vida terrestre e do que fez em realidade. De uma maneira geral, este exame não lhe dá nenhuma satisfação, causando-lhe remorso e desejo de reparação.
Essas situações são perfeitamente conhecidas graças ao Espiritismo e aos livros de divulgação de Allan Kardec; pode-se dizer que a questão está ali perfeitamente tratada, assim não nos retardaremos a descrevê-las sobre o plano teórico, contentando-nos em publicar algumas manifestações espirituais relevantes no curso de nosso trabalho.
A primeira fase da desencarnação, isto é a separação do espírito do corpo físico, malgrado o aspecto dramático que freqüentemente possui, é a fase menos penosa. Assim quando uma pessoa morre subitamente, em seguida a uma embolia, por exemplo, ouvimos esta reflexão: «Ela teve uma boa morte» porque não sofreu. Atendo-nos aos fatos, lembramos que a mãe de um dos irmãos do Grupo morreu subitamente em seguida a uma embolia e ele foi procurar a Irmã Maria Munoz, nossa fundadora, que ao ver o corpo lhe disse: "Ela não está mais aí", a separação da alma e do corpo foi efetivamente constatada pela médium vidente.
Exemplos de visões da partida do espírito dos moribundos tem sido objeto de numerosas narrativas nos conhecidos livros espíritas de Ernesto Bozzano ou de Flammarion. Não acrescentaremos nada mais a isso.
Eis o ponto de vista de Allan Kardec em seu livro "O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina" para o que é a primeira fase:
"A extinção da vida orgânica leva à separação da alma e do corpo pela ruptura dos laços fluídicos que os une; mas esta separação não é nunca brusca; o fluido perispiritual se desliga pouco a pouco de todos os órgãos de modo que a separação não está completa e absoluta senão quando não reste mais um só átomo do perispírito unido a uma molécula do corpo. A situação dolorosa que a alma experimenta nesse momento é em razão da soma dos pontos de contato que existem entre o corpo e o perispírito e da maior ou menor dificuldade e lentidão que apresenta a separação. Não é preciso então se dizer que, segundo as circunstâncias, a morte pode ser mais ou menos penosa”.
Colocamos inicialmente, como princípio, as quatro circunstâncias seguintes, que podem ser observados como situações extremas, entre as quais há uma infinidade de nuances:
Se no momento da extinção da vida orgânica, o desligamento do perispírito estivesse completamente operado, a alma não sentiria absolutamente nada.
Se nesse momento a coesão dos dois elementos está em toda sua força.
Se a coesão for fraca, a separação é fácil e se opera sem abalo.
Se, após a cessação completa da vida orgânica, existisse ainda numerosos pontos de contato entre o corpo e o perispírito, a alma poderia sentir, até que os laços estivessem totalmente rompidos, os efeitos da decomposição do corpo e com mais forte razão as chamas em caso de incineração do corpo.
Do acima, resulta que o sofrimento que acompanha a morte está subordinado à força de aderência que une o corpo e o perispírito; que, para ajudar a diminuição dessa força e a rapidez do desligamento, tudo o que pode ser feito for operado sem nenhuma dificuldade, a alma não experimentará nenhuma sensação desagradável.
Na passagem da vida corporal à vida espiritual, produz-se ainda um outro fenômeno de importância capital; é o da perturbação.
Este ensinamento de Allan Kardec resulta de sua experiência mediúnica, das mensagens dos guias instrutores espirituais, de manifestações de espíritos no momento de seu desencarne e não, como o pretendiam certos detratores, de sua inteligência fértil. Temos a sublinhar que essas mensagens, como ele as teve, os grupos sérios continuam recebendo atualmente. A fonte não está seca.
Não poderia deixar de ser dito que, quanto mais o espírito é evoluído espiritualmente ou elevado no plano moral, menos ele tem laços com seu corpo carnal e a separação se faz mais facilmente, sem choques e sem sofrimento. O caso mais rápido que conhecemos é aquele da partida de nossa fundadora, a irmã Maria Munoz; ela estava sentada sobre sua poltrona onde, impotente, passava seus dias, e deixou seu corpo escrevendo: « Viva a liberdade ». Evidentemente, ela se referia à liberdade espiritual. No retorno do enterro do corpo, os irmãos do grupo estavam reunidos na sua pequena barraca, ela tomou o médium falante e deu uma mensagem censurando inicialmente os irmãos lacrimosos por não haverem compreendido nada dos ensinamentos, pois que se lamentavam enquanto ela estava toda alegre de ser liberada desta prisão carnal que era seu corpo fatigado, e de se encontrar entre os irmãos espirituais que a acolheram no espaço. Ela tinha seguido o cortejo fúnebre andando ao lado de seus companheiros humanos e estava sabendo de tudo.
Caso nos seja dado assistir à partida de irmãos no instante crucial, podemos ajudá-los dando passes fluídicos no corpo para facilitar o desligamento da alma. Uma prece, em tal momento, ajuda também a separação.
As preces podem ser encontradas no livro de Allan Kardec "O Evangelho segundo o Espiritismo" (cap. 28): ‘prevendo sua morte próxima’ (40), ‘por um agonizante’ (57), ‘por alguém que acaba de morrer’ (59 a 61). Nós as assinalamos não por convicção religiosa, mas por experiência. Conhecemos a força e a eficácia do pensamento. O defunto, mesmo estando invisível ainda que presente na câmara mortuária (os médiuns videntes o vêem inconscientes ou semiconscientes), na sua perturbação, capta os pensamentos das pessoas da assistência. Espíritos têm se comunicado dizendo ouvir os cantos da cerimônia religiosa ou as preces da missa, ainda que ignorem que são para eles.
Um filósofo disse que o sono é uma pequena morte.
É certo que durante o sono, abandonando o corpo em repouso, nosso espírito percorre o espaço para efetuar um certo trabalho durante um tempo mais ou menos longo. Geralmente não temos consciência disso. Algumas vezes, na hora de acordar, o sonhador pode guardar a lembrança de sua atividade espiritual; esse fenômeno é provocado por seu guia visando sua informação. Vários membros do Grupo têm vivenciado esta experiência. O fato de ver seu próprio corpo esticado, inerte, sobre a cama, produz um pequeno choque quando não se está habituado, porque pensamos que se trata da grande partida.
Eis aqui um exemplo:
Uma jovem médium estudante em meio católico se perguntava com certa angústia o que se pode sentir no momento da morte quando se tem medo desse evento. Seu guia espiritual provocou a seguinte experiência educativa, durante seu sono, que ela conta assim: "Estou estirada e experimento uma ânsia de vomitar em todas as partes de meu corpo: os cabelos, as unhas, os dedos, etc... e por três vezes alguma coisa me aspirou por toda parte. Na terceira aspiração alguma coisa se desligou e me encontrei de pé, meu corpo estando inerte diante de mim, aos meus pés. Penso: ”É isso a morte? A morte, não é ausência total de tudo“. Experimento a ânsia de partir e me volto para me afastar. Não vejo nada nem ninguém em torno de mim. Uma vontade superior à minha me ordena: "É preciso se reintegrar ao seu corpo". Recuso, mas esta vontade dominante se impõe. Sem saber como, encontro-me instantaneamente incorporada, com uma impressão muito forte de repugnância ao contato de meu corpo, desta carne. Recupero-me logo após."
Esta má impressão de repugnância continuou a ser sentida durante várias semanas após esta experiência.
De um outro ponto de vista, eis a descrição que fez uma testemunha espiritual da primeira fase de uma desencarnação à qual ele assistiu como espírito. A voz desconhecida que lhe deu explicações é a de seu guia espiritual. Esta narração é feita pela intermediação do médium falante em transe, irmão M.B.:
"Assisti um dia à partida de uma alma no momento em que ela deixava seu corpo. Ela formava um vapor claro que se desligava lentamente e que eu distinguia perfeitamente. Percebi em seguida algo como um gás, mais sombrio, menos nítido, quase invisível, que era atraído pelo vapor, mas que, entretanto, permanecia ligado ao corpo. À medida que o vapor se afastava do corpo, esse gás se esticava, se alongava, mantendo sempre contato com o corpo. O vapor, retido por esta espécie de laço elástico voltava então, depois tentava de novo se desligar. Cada vez que se afastava, o sujeito parecia sofrer. Percebia-se isso por suas crises e suas lágrimas. O vapor voltava então para o corpo endurecido, mas não podia retomar contato, separado dele pelo gás.
Observei esse fato com atenção perguntando-me o que isso significava até que o quadro mudou. O vapor, percebendo a presença de uma pessoa que ali se encontrava, se dilata, se desliga e por um fenômeno de condensação, toma a forma de um fantasma. Qual não foi minha surpresa ao reconhecer nela a mesma imagem daquela do corpo inanimado que permanecia estendido. O gás também estava se desunindo do corpo e envolvia agora o vapor saído do corpo inanimado que permanecia estendido com uma espécie de corda enlaçada.
Observei isso perplexo até que escutei uma voz desconhecida me dando a seguinte explicação:
"O vapor irá logo embora. O gás permanecerá enganchado durante algum tempo e depois desaparecerá por sua vez".
Efetivamente, pouco depois, o fantasma se afasta e desaparece, levando com ele o gás sombrio, e não resta mais que o corpo imóvel e sem vida.
Tinha guardado na minha memória a impressão da forma deste vapor. Ora, algum tempo após, veio a mim este mesmo vapor, sob o mesmo aspecto daquele sob o qual o havia visto. Reconheci-o imediatamente, e no mesmo instante percebo a matéria etérea que formava o gás se separar do vapor. Este se transforma aos nossos olhos, tomando logo a aparência de um homem que me dirige a palavra pela primeira vez nesses termos:
« Sinto-me atraído para você, não sei porque. Pode me indicar a razão? »
Eu mesmo ignorava esse fenômeno e sua causa, assim me era bem difícil dar-lhe a mínima explicação. Não sabendo o que responder, contei-lhe textualmente o que tinha visto quando ele deixou seu corpo material, omitindo todavia a repetição das palavras pronunciadas por não sei quem, que eu havia nitidamente percebido. Tive então a surpresa de ouví-lo me dar esta resposta:
« Enfim, sinto-me aliviado. Se bem que não tivesse visto ninguém, o som de sua voz me fez bem. Há longo tempo que vivo em isolamento completo. Queria, entretanto, que me dissesse porque sua voz me atraiu, e como posso ouvi-lo sem o ver. »
Estava desolado de não poder lhe dar a explicação desse fato que eu mesmo não compreendia. Queria lhe dar uma satisfação, a fim de apaziguar a tristeza que adivinhava nele, mas não sabia como me expressar. Escutei então a voz desconhecida me dizer:
« Faça um apelo à sua memória; lembre-se da cena que você assistiu enquanto deixava a existência. Faça uma comparação com o que você mesmo passou e poderá lhe dar a explicação que ele pede.
Não se deu conta da rapidez com a qual você se desloca? Como é que você pode fazer, quase que instantaneamente, tão longa viagem através o espaço? Jamais se fez esta pergunta? E acredita você que o som poderia atravessar o vazio, para além da atmosfera onde, entretanto, você consegue ir facilmente? Não! Além do mais o som não poderia te alcançar em seus deslocamentos vertiginosos. É então impossível à voz chegar até você, e se ouves pronunciar estas palavras, é uma falsa impressão. Em realidade, é o seu pensamento que percebe diretamente as radiações que um outro pensamento emite e você tem a impressão de ouvir. O pensamento é este vapor que você viu, é a alma mesmo, imaterial, imponderável, infinita, sem forma, que continua a viver e a trabalhar no espaço.
Quando ela deseja se manifestar a outros espíritos, ela se envolve de seu invólucro semimaterial e toma a forma que tinha no momento de sua desencarnação. A alma pode então, por intermédio de seu envelope perispiritual, emitir vibrações que traduzem seu pensamento e que outros espíritos poderão captar e compreender. É o porque de você ter visto por duas vezes o espírito que acabou de lhe falar tomando a forma humana; o fato havia lhe intrigado então, você agora conhece a razão.
Se a alma desejar se manifestar diretamente a um ser encarnado, ela se aproxima dele e atrai o pensamento desse ser; este, exteriorizando-se parcial ou totalmente, pode então captar as radiações do pensamento; ela tem então a sensação de ouvir uma voz, ainda que em realidade não haja nenhuma emissão de som. Durante esta exteriorização o corpo permanece animado por esse gás sombrio que você tem visto e que não o deixa. »
Foi assim que pude ter uma luz sobre os fatos que me haviam intrigado fortemente porque sempre tenho procurado raciocinar e compreender os fenômenos aos quais me é dado assistir.
Que a paz e o amor estejam sobre vocês meus irmãos!»
Os estados da alma no momento da passagem são muito diversos. São as manifestações mediúnicas provocadas pelos guias que nos fazem conhecê-los. Os críticos religiosos gostam de nos lembrar a Lei: "Deixai os mortos enterrarem os mortos"; A11an Kardec já respondeu a esta objeção; mas quando sabemos a eficácia da ajuda que levamos àqueles que nos deixam, quanto esta objeção nos parece pueril e a Lei mal compreendida e mal interpretada. Compreender a diferença que há entre «evocar » e «invocar » é então uma necessidade.
Assinar:
Postagens (Atom)





