contos sol e lua

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O Significado Cósmico do Natal

Mais uma vez, no decorrer do ano, estamos às vésperas de Natal. A visão de cada um de nós sobre esta festividade difere uma da outra. Para o religioso devoto é um período reverenciado, sagrado e repleto de mistério, não menos sublime por ser incompreendido. Para o ateu é uma tola superstição. Para o puramente intelectual é um enigma, pois está além da razão. Nas igrejas narra-se a história de como na noite mais santa do ano, Nosso Senhor e Salvador, imaculadamente concebido, nasceu de uma virgem. Nenhuma outra explicação é dada; o assunto é deixado a critério do ouvinte que o aceita ou rejeita, de acordo com o seu temperamento. Se a mente e a razão levam-no a excluir a fé, se ele vê apenas o que pode ser demonstrado aos sentidos, então, é forçado a rejeitar a narrativa como absurda e desarmônica com as várias e imutáveis leis da natureza. Interpretações diferentes têm sido dadas para satisfazerem a mente, principalmente as de natureza astronômica. Diz-se que na noite de 24 para 25 de dezembro, o Sol começa sua jornada do sul para o norte. Ele é a "Luz do Mundo". O frio e a fome exterminariam inevitavelmente a raça humana se o Sol permanecesse sempre no sul. Por isso, é motivo de grande regozijo quando ele começa sua jornada em direção ao norte, pelo que é então aclamado "Salvador", pois vem "salvar o mundo", vem para dar o "pão da vida" quando amadurece o grão e a uva. Assim, "Ele dá sua vida na cruz (cificação) do equador (no equinócio da primavera) e começa sua ascensão no céu (norte). Na noite em que começa sua jornada em direção ao norte, o signo Virgo, a Virgem Celestial, a "Rainha do Céu", está no horizonte astrologicamente, "seu signo Ascendente". Portanto Ele "nasce de uma virgem", sem intermediários, sendo daí "concebido imaculadamente". Esta interpretação pode satisfazer a mente quanto à origem da suposta superstição, mas o lamentável vazio que existe no coração de todo cético, esteja ou não ciente do fato, deve permanecer até que a iluminação espiritual seja alcançada, a qual fornecerá uma explicação aceitável tanto ao coração como à mente. Derramar tal luz sobre este mistério sublime será nosso empenho neste livro. A concepção imaculada será o assunto da lição seguinte. Por enquanto, queremos mostrar como as forças materiais e espirituais fluem e refluem alternadamente no decurso do ano, e por que no Natal é realmente um "dia santo". Digamos que concordamos com a interpretação astronômica, assim como é verdadeiro o que se segue quando contemplamos o nascimento místico sob outro ngulo. O Sol nasce, ano após ano, na noite mais escura. Os Cristos Salvadores do mundo nascem também quando as trevas espirituais da humanidade são maiores. Há um terceiro aspecto de suprema importncia, isto é, não há nenhuma futilidade nas palavras de Paulo quando ele fala do Cristo sendo "formado em vós". É um fato sublime que todos somos Cristos-em-formação, de modo que quando compreendemos que temos de cultivar o Cristo interno antes que possamos perceber o Cristo externo, mais apressaremos o dia da nossa iluminação espiritual. Citamos novamente nosso aforismo preferido, de Angelus Silesius, cuja sublime percepção espiritual fê-lo proferir: "Ainda que Cristo nascesse mil vezes em Belém, Se não nascer dentro de ti, tua alma ficará perdida. Em vão olharás a Cruz do Gólgota A menos que dentro de ti, ela seja novamente erguida. " No solstício de verão, em junho, a Terra está mais distante do Sol, mas o raio solar atinge-a quase em ngulo reto em relação ao seu eixo no Hemisfério Norte, resultando daí o alto grau de atividade física. Nessa ocasião, as irradiações espirituais do Sol são oblíquas a essa parte da Terra e são tão fracas como os raios físicos quando são oblíquos. Porém, no solstício de inverno, a Terra está mais perto do Sol. Os raios espirituais caem em ngulos retos na superfície da Terra no Hemisfério Norte, estimulando a espiritualidade, enquanto as atividades físicas diminuem em razão do ngulo oblíquo em que o raio solar atinge a superfície de nosso planeta. Por este princípio, na noite entre 24 e 25 de dezembro, as atividades físicas estão no seu mais baixo nível e as forças espirituais no seu mais elevado fluxo, por isso, ela é chamada a "noite mais santa do ano". Por sua vez, o pleno verão é a época de divertimento para duendes e entidades semelhantes interessadas no desenvolvimento material do nosso planeta, conforme demonstrado por Shakespeare no seu "Sonho de Uma Noite de Verão". Se nadarmos quando a maré está mais forte, alcançaremos uma distncia maior com menos esforço do que em qualquer outra ocasião. É de grande importncia para o estudante esotérico saber e compreender as condições especialmente favoráveis que prevalecem na época do Natal. Sigamos a exortação de Paulo, Cap. 12 aos Hebreus, atirando à distncia toda carga embaraçante, como fazem os indivíduos que correm numa competição. Batamos no ferro enquanto ele está quente. Isso significa que devemos nessa época do ano concentrar todas as nossas energias em esforços espirituais para colher o que não conseguiríamos obter em nenhuma outra ocasião. Lembremo-nos também que o aperfeiçoamento próprio não deve ser a nossa única consideração. Somos discípulos de Cristo. Se aspiramos ser distinguidos, lembremo-nos do que Ele disse: "Aquele que quiser ser o maior entre vós, seja o SERVO de todos". Existe muita aflição e sofrimento à nossa volta; há muitos corações solitários e doloridos em nosso círculo de conhecidos. Busquemo-los de maneira discreta. Em nenhuma outra época do ano serão mais sensíveis aos nossos desvelos. Espalhemos a luz do Sol em seus caminhos. Desse modo ganharemos suas bênçãos e também as dos nossos Irmãos Maiores. Por sua vez, as vibrações resultantes promoverão um crescimento espiritual impossível de ser atingido por qualquer outro modo.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Maias - Ciências e Artes.

MEDICINA O saber médico entre os maias contava com um amplo leque de conhecimento sobre o diagnóstico e o tratamento de diversas doenças. Os remédios produzidos tinham origem diversa e utilizavam matérias de fonte animal e vegetal. Além disso, os tratamentos envolviam o uso de banhos, substâncias alucinógenas, infusões e sangrias. Influenciado por uma forte conotação religiosa, os tratamentos eram conduzidos por xamãs que vinculavam os males físicos a tormentas espirituais. Os xamãs compunham uma classe exclusiva de sacerdotes conhecedora de diferenciados tratamentos médicos. Entre os diversos sacerdotes, os h’menes eram os que se incumbiam da tarefa de tratar das enfermidades da população. Exercendo atividades auxiliares, os nacomes e chaacoob realizavam sacrifícios e os rituais necessários para um determinado tratamento ou na fabricação de algumas medicações. Além disso, os maias contavam com hábitos de higiene que incluíam banhos diários e o uso de uma goma chamada chicozapote, muito utilizada na higiene bucal. ASTRONOMIA e MATEMÁTICA. Tendo grande interesse na movimentação dos corpos celestes, os maias desenvolveram um denso conhecimento astronômico. Observando o Sol e a Lua, conseguiram conceber um preciso calendário composto por meses de 29 dias, e um ano com 365 dias. Além de contarem o tempo pela observância dos movimentos solares e lunares, os maias calcularam o ciclo no qual Vênus encontrava-se alinhada à Terra. A contagem do tempo entre os maias era realizada pelo uso de dois calendários. O primeiro, chamado tzolkin, possuía 260 dias divididos em 20 períodos de 13 dias. Esse calendário era utilizado para a marcação das principais festividades religiosas dos maias. O segundo, conhecido como haab, era utilizado no controle dos fenômenos naturais e na contagem de qualquer fenômeno desvinculado da esfera religiosa. A junção dos calendários ainda auxiliava em outra contagem de tempo que era marcada a cada 52 anos. O domínio de tantas formas de contagem do tempo foi possível graças ao saber matemático desenvolvido por este povo. Muitos historiadores apontam que o cálculo maia foi o primeiro a conceber a noção do numeral zero. A base de contagem era feita por um sistema vigesimal que organizava as ordens numéricas da matemática maia. ESCRITA. A escrita maia representa uma das mais instigantes áreas do conhecimento desta civilização pré-colombiana. Contando com um sistema composto por aproximadamente mil caracteres, sua escrita concebe a junção de um sistema fonético e simbólico. As mais recentes pesquisas, contando com avançada tecnologia, conseguiram decifrar metade dos sons e símbolos da escrita maia. Sem uma sistematização rígida, os escritos maias utilizavam de diferentes recursos para representar uma mesma idéia. A escrita, mais que uma via de expressão, representava um artifício de distinção social. Somente as elites tinham o privilégio sobre essa área de conhecimento. Materiais como a cerâmica e a pedra eram utilizados para o registro de informações. Além disso, os maias conseguiram, através de uma fibra vegetal coberta com resina e cal, fabricar uma espécie de papel. Vários livros e códices foram confeccionados a partir desse tipo de papel. Nesses documentos escritos ficaram registrados muitos dos hábitos e ações cotidianas dos povos maias. ARTE E ARQUITETURA. A arte maia tinha suma importância na preservação das tradições religiosas. Ao mesmo tempo em que contava e reproduzia as feições de suas principais divindades, a arte maia também envolvia uma importante questão política. Os murais e as esculturas relatavam a grandeza das dinastias que controlavam uma determinada cidade-Estado. Sendo indicada como uma família abençoada pelos deuses, as expressões artísticas maias eram importantes na legitimação do poder político. Os maias trabalhavam com pedras, matérias em madeira e cerâmica para construírem estátuas e figuras em baixo relevo que adornavam os templos e demais construções urbanas. Na cidade de Bonampak encontram-se várias construções e pinturas da civilização maia. No chamado Templo das Pinturas existem câmaras que relatam a história política, cultural e militar dos povos que se fixaram naquela região. Em outras regiões encontramos ainda o importante legado deixado pela arquitetura maia. As cidades da civilização maia contavam com avenidas, calçadas, templos e palácios, configurando a grande engenhosidade de suas construções. Em Chichén Itzá e Tikal podem ser encontrados poços, pirâmides e palácios que demonstram a grande riqueza do traçado arquitetônico maia. As residências contavam com três ou quatro cômodos pouco iluminados. Espalhadas por toda Meso-América, as cidades astecas são grande fonte de conhecimento da cultura e da história maia. Por Rainer Sousa. Graduado em História.

Maias - Religião.

Os maias, ao serem influenciados pela tradição cultural dos povos olmecas, difundiram uma concepção de mundo onde a contagem cíclica do tempo era fundamental. A observância do movimento dos astros e dos fenômenos climáticos trazia ao pensamento religioso maia uma noção de que os fenômenos eram marcados por uma repetição. A circularidade temporal influenciava, até mesmo, a origem do homem na terra. Segundo o Popol Vuh, livro sagrado dos maias, os deuses criaram primeiro os seres que não possuíam consciência de si e, por isso, não poderiam adorá-los. O homem surgiu após dois grandes dilúvios, que varreram as primeiras versões humanas feitas a partir de barro e madeira. Na terceira e última tentativa, os deuses resolveram criar o homem a partir do milho, ofereceram a ele a consciência de si e seu sangue foi obtido dos próprios deuses. Para merecerem a dádiva de sua própria existência, os homens deveriam reverenciar os deuses. O mundo terreno seria a base de outros 13 extratos celestiais que representariam uma escada que conduziria os indivíduos à morada dos deuses. Os templos maias, inspirados nesta escada para o céu, possuíam degraus que alcançavam um determinado topo. Durante os rituais religiosos, a subida do sacerdote ao topo do templo representava a aproximação destes homens com os deuses. Segundo a cosmogonia maia, o mundo era plano e dividia-se entre quatro regiões de diferentes cores. Além da realizada terrena e celestial, os maias também acreditavam na existência de um submundo habitado pelos mortos. Ah Puch, O Descarnado, era a divindade que controlava esse local. O principal deus dos maias era Itzmana, considerado o rei dos céus. Ixchel, esposa de Itzmana, era uma deusa responsável pelas chuvas e também pelas inundações. Os maias ainda faziam reverências a outros deuses e elementos da natureza. Os rituais religiosos eram de suma importância para os maias. Sem essas manifestações, os deuses e o universo poderiam vir a desaparecer. Além de preservar a existência do mundo espiritual, os rituais também deveriam apaziguar as divindades com o oferecimento de flores e alimentos. Outro importante aspecto dos rituais religiosos dos maias envolvia o oferecimento de sacrifício humano e animal. A principal importância do sacrifício era a oferenda do sangue, que saciaria a fome dos deuses. Em geral, um escravo, um inimigo de guerra ou uma virgem eram utilizados durante os sacrifícios humanos. Os sacrificados poderiam ter seu coração extraído, ser executado à flechadas ou afogado em um rio. Durante alguns rituais, a cabeça de um sacrificado era utilizada para a prática de um jogo que representava o movimento e a importância dos astros na manutenção do equilíbrio universal. Nas cidades maias eram erguidos templos de adoração. Neles ocorriam grandes celebrações públicas que marcavam diferentes épocas do calendário maia. O ano novo, por exemplo, era celebrado por uma diversidade de ritos que faziam referência ao nascimento e à fertilidade. É importante também citar os rituais funerários, que indicavam a crença maia na vida após a morte. Os mortos eram preparados para uma espécie de viagem para uma outra existência. Nas sepulturas eram colocados alimentos e utensílios pessoais que, segundo a religião maia, poderiam ser utilizados pelo morto durante a sua viagem. Em alguns casos, escravos e mulheres eram juntamente sacrificados para acompanhar o morto durante sua jornada. Rainer Sousa. Graduado em História.

LOS CISNES.

II Los he visto pasar en la hora imponente Bajo el palio de plata de una noche de Enero Mientras el lago negro se hacía cancionero De una rima de paz misteriosa y silente; En la tinta movible de las aguas del lago Rielaba de la luna una franja espectral! Y los cisnes cortaban la franja en un canal Hecho para sus cuerpos en el oleaje vago; El temblor de la noche transmitido en el viento Se asombraba del blanco plumaje inmaculado Y por no desflorarlo se ocultó avergonzado Un lirio, en el ramaje informe y ceniciento. Los he visto de día bajo el palio del sol Cuando enel lago quieto se miraba el azul Del cielo y el espacio era así como un tul Bordado en polvo de oro y enfermo de arrebol; Puestos en la blancura como una nueva blancura Triunfaban sobre todo y hasta el sol los mimaba, Por besarlos más suave sus rayos tamizaba En las flores y luego los ponía en sua albura. Los he visto en la aurora como raro diamante Irisarse el plumaje y volverse una rosa Que surcaba las aguas sobre una mariposa Gigantesca y de cuello tornado interrogante. Los he visto en la tarde cuando el sol se moría Y el lago era de sangre y era sangre su pluma, Pluma que se tornaba al correr de la bruma Nenúfar azulado que en la sombra se abría. ¡Y yo no sé en qué hora los encontré más bellos!... Os cisnes I Como uma branca ronda de flores cujo talo Sob as águas se erguesse, mórbido e elegante Vão os cisnes de espuma em fila deslizante É uma procissão fantástica! Parecem - volúveis e elegantes- alminhas femininas Mansamente indolentes, mansamente felinas. Feito um interrogante seu colo é como símbolo Da alma que encarnaram e lá vão suavemente Perguntando ao Mistério o mistério insolvente. E ao vê-los feito enigmas desfilando, se pensa Naquela lenda branca do raro Lohengrin Puxado por um cisne sobre as águas do Rhin. Outras vezes, bem quietos sobre o lago azulado, Nos lembram um parêntesis concedido ao sentido, Um sono de um espírito que ficou adormecido... E se ocultam o colo de beleza soberba, Sob a asa de uma neve ricamente bordada Voltam-se, sem o pescoço, a Beleza truncada! II Eu já os vi passar naquela hora imponente Sob o pálio de prata das noites de Janeiro Enquanto o lago negro fazia cancioneiro De uma rima de paz misteriosa e silente; E na tinta movível das águas desse lago A lua tremulava um reflexo espectral! E os cisnes cortavam o brilho num canal Feito para seus corpos nesse refluxo vago; O tremor dessa noite transmitido no vento Se admirava da branca pluma imaculada E ocultou-se uma flor virgem envergonhada Temerosa ante o ramo disforme e cinzento. E eu já os vi de dia sob o pálio do sol Quando o azul do céu olhava-se no lago E era o espaço como algum véu fino e vago Bordado em pó de ouro e enfermo de arrebol; Postos nessa brancura como nova brancura Triunfavam sobre tudo e até o sol os mimava, Por beijá-los mais suave os raios tamisava Entre mil flores e logo punha-os em sua alvura. Eu os vi na aurora, como raro diamante Irisar-se a plumagem e tornar-se uma rosa Que sulcava as águas sobre essa mariposa Gigantesca e de colo feito interrogante. Eu os vi ao entardecer, quando o sol morria E o lago era de sangue e era sangue sua pluma, Pluma que se tornava na corrida da bruma, Nenúfar azulado, que na sombra se abria. E eu não sei em que hora os encontrei mais belos!... Alfonsina Storni.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Término do Calendário Maia. Maiana Lena.

Este evento sagrado que, em sua forma mais articulada, começará na data de 21 de Dezembro de 2012 - a data tão esperada que muitos aguardaram ansiosamente e outros temeram - é o início de algo, não o fim, o início de uma nova onda de energia cósmica que vem do Grande Sol Central de nossa galáxia. É uma onda de energia de vibração mais elevada, que deve inaugurar também um novo nível de consciência. O término do Calendário Maia, com aqueles que temiam o pior pensamento de que o mundo também terminaria, é este tempo, como o conhecemos, da virada das eras. Pois a nossa percepção da realidade está muito condicionada pela nossa percepção do tempo, e a nossa percepção do tempo, como ele tem sido, terminará em suas formas conhecidas de ser, com uma expansão para o infinito e o eterno que as pessoas começarão a sentir, mesmo enquanto encarnadas. O final do tempo, como ele tem sido conhecido, não é o final do mundo, mas a entrada para uma realidade de dimensão superior, da qual a Terra já está se tornando parte, uma realidade que está além do tempo. Esta nova onda de energia cósmica anunciada pelo Solstício de Verão trará também com ela uma nova e crescente habilidade de perceber a realidade espiritual. Ela irá trazer para aqueles que esperaram por tanto tempo, um senso de realidade espiritual que não foi antes possível. Esta data do Solstício é sagrada. É divina. É uma mudança das eras e o início da nova, de acordo com o que tem sido a conclusão de um ciclo de 26.000 anos que a Terra já atravessou - a "precessão dos equinócios". Este ciclo chegará ao fim e um novo irá começar nestes dias, e os efeitos não serão visíveis subitamente, mas eles serão visíveis. Para a Terra, é um momento de reverência, gratidão, alegria e celebração, pois não importa que dificuldades aconteçam como resultado da maior purificação da Terra, provocada pela intensificação da Luz, o caminho em direção ao amor e à unidade foi limpo, e um final para a dualidade irá entrar progressivamente na consciência humana, como as ondas do oceano rolando em uma praia. Isto não será instantâneo, mas será como se onda após onda aumentasse o conhecimento interior para um e todos, de que a realidade espiritual é realmente real, e que Deus, seja qual for o nome que Ele seja chamado, está no centro. Orem pela manifestação de tudo o que esta grande mudança trará. Pois mesmo na presença das trevas que permanecem na Terra e no coração humano, o final da dualidade está chegando com um passo mais seguro e definitivo do que existia antes. Luz Omega.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Almas Gêmeas.

Para a tradição esotérica e segundo os estudos angelicais todos nós temos em algum lugar do Universo uma parte de nós que por merecimento espiritual e sabedoria irá se juntar a nós para que o amor se concretize em sua forma mais sublime. Sabemos também que esse encontro só acontece quando estamos preparados para compreender a grandiosidade do amor em sua manifestação espiritual que se baseia na compreensão, fidelidade, tranqüilidade e aconchego, sendo assim, um sentimento desprovido de egoísmo, ciúme, insegurança ou possessividade. Partindo deste princípio todos, um dia, de acordo com a elevação espiritual e merecimento encontrarão sua alma gêmea podendo inclusive, ser nesta vida ou em outra dimensão. Sabe-se também que todos nós já tivemos em algum momento de nossas encarnações passadas a dádiva deste encontro, mas por questões cármicas e necessidade de evoluirmos ainda mais, fomos separados de nossa “outra metade”, não por castigo divino ou punição espiritual mas porque a busca em si de um amor de almas gêmeas também é uma forma de aprimorarmos o desenvolvimento do espírito que necessita de infinitas experiências (em diversos níveis) para atingir a iluminação superior para prosseguir seu caminho. Devemos nos lembrar que não existem regras concretas para que se defina um encontro de almas gêmeas, ou então uma “receita” para que ela seja encontrada mais rapidamente. O que vale é acreditarmos de todo o coração que existe em algum lugar, uma alma generosa, pura e serena a nossa procura também. De qualquer forma precisamos nos conectar com o amor de forma fraterna, precisamos praticar a compaixão e nos tornarmos cada vez melhores para sermos merecedores dessa união tão especial. Vale também lembrar que os estudos esotéricos nos ensinam que existem mais dois tipos de relacionamentos que compreendem a trajetória de cada um de nós. Estes relacionamentos são chamados de “Almas Cármicas” e “Almas Companheiras”. Os relacionamentos cármicos ou de almas companheiras são muito importantes para nosso desenvolvimento espiritual, pois são através deles que aprendemos lições importantes quanto aos nossos sentimentos e geralmente antecedem os encontros das Almas Gêmeas na Terra. Os anjos, assim como os seres espirituais de luz, nossos guardiões querem e trabalham para que os encontros de almas gêmeas sejam cada vez mais constantes, porém só através de nosso livre-arbítrio poderemos acelerar ou atrasar esse encontro. Quanto mais evoluirmos, quanto mais nos dedicarmos amorosamente ao nosso auto-conhecimento mais teremos chances de estarmos juntos de nossa alma gêmea. Revolta, tristeza, frustração e pessimismo amargam a alma e nos condena à solidão eterna, portanto seja sempre feliz e esteja de coração aberto para receber o amor de sua alma gêmea. relacionamento de almas gêmeas Este relacionamento é os mais especial no sentido de nos trazer satisfação e plenitude e nos dá a sensação de conforto e acolhimento espiritual. Geralmente, as almas gêmeas se encontram depois de períodos difíceis que passam em outros relacionamentos, ou então quando superamos definitivamente as decepções do passado e nos modificamos positivamente como pessoa, superando grandes desafios através do auto-conhecimento. Precisamos limpar nossos corações de sentimentos negativos para que tenhamos a chance de preenchê-lo com o amor abundante. São relações intensas na fidelidade, companheirismo, romantismo e altruísmo onde os interesses em comum são muito parecidos. Existe uma cumplicidade espiritual muito grande e os desentendimentos são poucos, porém, o diálogo e o amor incondicional do casal fortalecem a união fazendo com que as crises sejam passageiras. Não existe nesse relacionamento mágoas, tristezas ou decepções, pois o amor se torna a solução para todas as dificuldades, prevalecendo sempre os bons sentimentos e as boas intenções para a construção cada vez mais sólida de um amor que transcende as condições humanas. O encontro de almas gêmeas acontece através da energia que emanamos em nosso chacra cardíaco (ponto de energia que gera amor e a concretização da felicidade), por isso a atração que sentimos não é somente física, mas acima de tudo espiritual e intelectual. Reconhecemos de alguma forma (mesmo sem conhecer profundamente o parceiro) uma parte de nós ou algo muito semelhante ao que sentimos e acreditamos diante da vida. A paixão desenfreada, cega ou doentia não é sentida em nenhum momento, mas apenas um amor tranqüilo, cristalino, puro e incondicional que nasce naturalmente e se fortalece com o passar do tempo. Quando encontramos nossa alma gêmea jamais nos separamos dela, pois acredita-se que tamanho merecimento quando conquistado se transforma num elo sem fim que só poderá ser desfeito com o desencarne de alguma das partes que necessita partir para prosseguir sua jornada em outras dimensões, mas que estará sempre à nossa espera. O amor de almas gêmeas não julga, não cobra e não espera nada em troca, porque o amor que as une nutre suas vidas com felicidade e quando a encontramos não sentimos dúvida ou qualquer tipo de conflito, pois nessa situação o coração bate mais forte, sinalizando uma dádiva divina. relacionamento de Almas Companheiras. Os relacionamentos de Almas Companheiras também são felizes e podem trazer um aprendizado ou missão importante a serem cumpridos pelas duas partes. O que irá unir estas almas em primeiro lugar será a amizade, portanto, é comum nestas situações amigos depois de um longo tempo se apaixonarem, ou então iniciar um relacionamento baseado no companheirismo, afeto e sinceridade sem os sintomas da paixão. São histórias que costumam ser duradouras, trazidas de encarnações passadas e dificilmente existe uma separação traumática ou sofrida. Se vierem a separar-se, com certeza continuarão amigos e parceiros para todas as horas, um dando apoio ao outro sempre. Podem constituir famílias, ter filhos e consolidar laços sentimentais muito profundos e a compreensão é a solução para todos os possíveis conflitos. A sensação que experimentamos nestes relacionamentos é de que nos “casamos” com um (a) grande amigo (a) que há tempos conhecemos e por isso nos traz tranqüilidade. Estas almas precisam se reencontrar para concluir algo que não foi feito no passado (de outras encarnações) para se libertarem de seus resgates e aprenderem juntos algo valioso que contribua para o desenvolvimento de ambos nas questões afetivas. O amor de almas companheiras é na verdade, bem parecido com o de almas gêmeas no sentido de ser um sentimento bom e satisfatório, porém sem a plenitude espiritual e felicidade absoluta. Uma das formas de reconhecermos esse encontro é facilmente percebido quando em algum momento (provavelmente quando a missão já tiver sido cumprida pelas duas partes), eles sentirão que existe apenas uma grande amizade entre os dois e que “algo está faltando para ser feliz”. Nestes casos a separação é natural para que cada um siga seu próprio caminho e vivencie outras experiências importantes. Também podemos identificar o encontro de almas companheiras através de nossos amigos e familiares que mesmo não havendo uma união de namoro ou casamento, nos são tão especiais e que permanecerão interligados em nossas vidas para sempre, podendo inclusive voltar várias encarnações para nos reencontrar. relacionamento de Almas Cármicas. Os relacionamentos de Almas Cármicas são os mais comuns e recorrentes em nosso dia-a-dia, infelizmente. Vivendo numa esfera de grandes desafios e provações importantes para o desenvolvimento espiritual de cada um de nós, estes relacionamentos são os que mais nos ensinam e nos libertam de amarras cármicas que possam impedir o encontro de nossa alma gêmea. Como o próprio nome diz, as almas cármicas são resgates sérios e profundos que trazemos de outras encarnações, e geralmente expressam todas as lições que nosso espírito precisa aprender para dissolver seus elos negativos com a vida. São histórias que dependem de nossa força de vontade, entrega, compaixão e sabedoria para nos libertarmos pois geralmente são carregadas de insatisfação, sofrimento, frustração e decepção. A atração sexual forte aproxima essas almas e esses encontros são carregados de possessividade, cobranças, ciúme, brigas e desentendimentos constantes. Quando essas histórias terminam quase sempre deixam marcas muito profundas e o grande desafio é sair delas com a força do perdão para não termos a chance de reencontrá-las outras vezes. Enquanto não aprendemos o que estes relacionamentos tem a nos ensinar iremos em algum momento passar por tais desafios novamente até que ampliemos nossa consciência e nos libertemos de tais situações. Falta diálogo, compreensão, a paixão não se transforma em amor e, por vezes, a traição poderá ocorrer trazendo decepções. O maior desafio das almas cármicas é evoluir através das experiências deste encontro e não se deixar levar pelo rancor, ódio ou ressentimento que atrapalharão e muito no encontro de sua alma gêmea. André Mantovanni.

o poder dos Anjos.

Para a angelologia, segmento filosófico que estuda os anjos, Deus é energia, ou seja, não existe a extinção de energia, mas sim a transformação. Por isso, quando Deus não pode nos ajudar, o anjo tem o poder para fazê-lo. A vontade dos anjos confere poder (II Ped. 2.11) maior do que os seres humanos. Mesmo assim, estão sujeitos a Deus. Santo Agostinho em seus tratados relatava: "Deus comanda os anjos, os anjos têm poder para ajudar os seres humanos. E numa continuidade, estes ajudam as pessoas e também os animais". No Salmo 102 (103), versículo 20, é reconhecido o poder dos anjos. É importante ressaltar que todo poder provém de Deus, ou seja, o poder angelical é limitado. Acredita-se que o anjo pode influenciar algumas ações humanas, da mesma maneira que um ser humano pode fazê-lo com outro. Segundo os estudiosos Tácito da Gama Leite Filho e Ursula Regina da Gama, os anjos usam seu poder para o bem, utilizando suas energias benéficas para o serviço da misericórdia. Não faltam exemplos bíblicos para comprovar o poder dos seres angélicos. Em um deles, Paulo afirmou que "o poder dos anjos está a serviço de Jesus Cristo na sua vinda" (II Tess. 1:7). "Um anjo conseguiu remover a pedra em frente ao sepulcro de Jesus" (Mat. 28:2). Quando fazemos um pedido ao nosso anjo, a vontade e o poder angélico em nos ajudar é algo extraordinário, se o pedido estiver dentro do nosso merecimento e se estivermos com o pleno conhecimento do bem e da verdade. Os brasileiros acreditam no poder dos anjos. Recentemente, uma grande empresa de consultoria buscou conhecer o comportamento dos executivos em relação a um futuro emprego. Descobriu-se que em cada grupo de mil, 10% dos entrevistados recorreram a uma consulta esotérica; metade deles era do sexo masculino. Nesta pesquisa, realizada em março de 2008, descobriu-se que a grande maioria acreditava no poder do anjo da guarda. Entre os quarenta mil entrevistados do País, 18% revelaram que buscavam ajuda e apoio nas orações feitas ao anjo da guarda quando precisam tomar uma decisão profissional. Se você quer obter a ajuda dos seres angélicos, acredite no poder deles. Faça uma oração diária durante sete dias consecutos. Você receberá a graça entre o oitavo e vigésimo primeiro dia. A oração indicada é o salmo 90/91, conhecido como Salmo dos Anjos, transcrito abaixo. Salmo dos Anjos A leitura deste salmo, segundo os cabalistas, protege contra a adversidade, favorece o magnetismo pessoal e as grandes descobertas. Guarda o lar, abençoa os bens, protege contra assaltos, acidentes e armas em geral. Também combate a mentira e a irritação. Ilumina as lembranças de fatos ocorridos em outras encarnações e dá proteção contra os espíritos ignorantes e primitivos. Deus, protetor dos justos 01. Deus, eu moro sob a proteção do Altíssimo e descanso à sombra do onipotente. 02. Digam todos: "O Senhor é meu refúgio e meu escudo, meu Deus em quem confio". 03. Porque o Senhor há de livrá-lo do laço do caçador e das doenças perigosas. 04. Com suas penas o cobrirá e o abrigará sob suas asas. Escudo, verdade e aliança são lealdade divina. 05. O filho que crê no Pai não teme jamais, nem à noite nem à luz do Sol. 06. As doenças que se propagam ou os flagelos que arrasam o dia. 07. Podem cair mil a seu lado, e à direita, mais dez mil, mesmo assim nada o atinge. 08. Inclinará os seus olhos em tudo, e verá que o caminho contrário não leva a nada. 09. Pois ele é de fato meu refúgio. Sinto-me confortado no Senhor Altíssimo. 10. Nada poderá me atingir. Em minha casa não haverá doenças nem desavenças. 11. Pois o Senhor deu ordens aos anjos para que guardasse seu filho por onde quer que ele caminhe. 12. Eles irão levá-lo,segurando suas mãos, para que não machuque os pés nas pedras. 13. Andará por sobre os contrários mais temíveis, como o leão, o dragão...E Seu filho pisará a salvo. 14. Porque quem está unido ao Senhor estará salvo e protegido. 15. "Se invocado, Eu ouvirei. Serei seu amigo nos momentos mais difíceis, Eu lhe darei a salvação e a glória. 16. Darei fartura, prolongando a vida. Mostrarei minha salvação." Monica Buonfiglio.