contos sol e lua

contos sol e lua

domingo, 12 de maio de 2013

o dia das mães.

O Dia das Mães é um dia para celebrar e agradecer a todas as mães, para as que ainda estão presentes e para as que já se foram. O Dia das Mães é uma data móvel, ou seja, o dia a ser comemorado depende do ano, mas no Brasil é sempre no segundo domingo do mês de Maio. Em vários países é comemorado em outras datas, que vão desde março até dezembro. É comum no Dia das Mães os filhos fazerem surpresas às suas mães, dando presentes ou organizando atividades que demonstrem amor e carinho por ela. Origem do Dia das Mães. Dia das Mães na Antiguidade. A comemoração mais antiga do Dias das Mães tem origem na Grécia antiga, onde a entrada da primavera era comemorada por Reia, a Mãe dos deuses. A tradição de homenagem às mães continuou com as festas em honra de Cibele, também chamada Magna Mater (Grande Mãe). Dia das Mães na Inglaterra - Século XVII. Depois de cristianizado, o Império Romano continuou celebrando o Dia das Mães, mas no 4º domingo da Quaresma, em honra da virgem Maria, e da igreja-Mãe. Mas foi só no século XVII, na Inglaterra, que as pessoas começaram a voltar para suas igrejas-mãe no 4º domingo da Quaresma. Passou a ser conhecido na Inglaterra como "Domingo das Mães". O Dia das Mães se tornou um dia importante para os criados, que passaram a ter folga nesse dia, para visitarem as suas igrejas-mãe com suas mães e restante família. Os feriados ainda não tinham sido inventados, por isso o Dia das Mães era para essas pessoas a única oportunidade de terem uma folga para estarem com a família. Dia das Mães nos Estados Unidos - Século XX. No Século XX, uma jovem americana chamada Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em depressão. Preocupadas com ela, suas amigas resolveram dar uma festa, para perpetuar a memória da mãe de Anna e ao mesmo tempo tentar animá-la. Anna quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, independente de estarem vivas ou mortas, e em pouco tempo a comemoração se propagou por todo os Estados Unidos. Em 1914, a data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson, e passou a ser comemorada no dia 9 de maio. Aos poucos a homenagem foi se espalhando para outros países. Dia das Mães no Brasil. No Brasil o primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Mas foi só em 1932 que o presidente Getúlio Vargas oficalizou o segundo domingo de maio como Dia das Mães no Brasil. Em 1947 a data do Dia das Mães passou a ser incluída no calendário oficial da Igreja Católica no Brasil. Para Sempre - Carlos Drummond de Andrade. Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.

sábado, 4 de maio de 2013

Nos desertos da vida.

leticia carrijo de azevedo sá. Estamos correndo o tempo todo, porém não chegamos a lugar algum, nossa vida pode ser facilmente descrita, mas compreendida jamais. Não podemos parar para ouvir ninguém em conseguencia ninguém nos ouve. E quando se faz necessário ouvir se paga um profissional para nos escutar já que ele não vai intrometer na minha vida, apenas ouvir e me deixar encontrar a resposta. Queremos ser reconhecidos a todo custo, mostrando corpos, destruindo vidas, pichando muros e vendendo nossas vidas a realites shows onde o que importa é o ibope e não a mensagem a ser transmitida, queremos é ser conhecidos e reconhecidos. Queremos a bala e não desembrulhá-la para depois degustar. Queremos o mais fácil, queremos a conquista e não conquistar. Temos a vida mais sem sabor de todos os séculos, estamos em meio a maior tecnologia já vista e vivemos sós, sem graça eternamente cansada e enfadada a solidão. Criamos nosso próprio mundo com a tv, internet e estamos sempre exaustos, vista cansada e sem alegria. Estamos vivendo a farça da felicidade e da realidade. O sexo sem prazer e de fácil acesso, drogas como fuga de uma ferida não curada. Estudo sem vontade de vencer. Conhecimento sem crescimento interior. Comercializamos a nós mesmos na expectativa de ganhar algo como paz, felicidade e liberdade. Defendemos tudo que não agrada a Deus como se assim estivéssemos dizendo a todos que somos libertos de preconceitos e nem sabemos bem o que a palavra significa. Queremos aparecer e existir. Sermos alguém em meio ao deserto de palavras bem ditas e de amores vividos de forma irreal e ilusória, onde quando estamos longe sentimos saudade e perto não suportamos viver juntos. Estamos na era da razão, tudo tem que ter uma explicação, mas a solidão humana ninguém consegue explicar. Do deserto pessoal ninguém consegue sair. A razão deixou o coração e entrou na fria realidade do tudo pronto e imediato. O coração se esfriou dando lugar a uma rocha. É terra onde não deixamos ninguém pisar por medo de feridas. Então ficamos com outras pessoas enquanto elas nos fazem aparente bem. “Enquanto sentimos borboletas no estômago”, não para podermos dividir esperanças e alegrias e na dificuldade termos alguém com quem passar pelo deserto. Tudo é numérico, pessoas, doenças, expectativas de realização do sonho de uma casa, uma geladeira, uma vida melhor, a saúde cuidada. Somos apenas números. Não sabemos nomes nem filiação. Ninguém tem alma nem coração. Preferimos uma vida de pensamentos ao invés de uma vida de sensações. Não sentimos o computador sente por nós. A realidade é vista através de carinhas expressas na tela ao invés de estamos juntos compartilhando alegrias e tristezas, realizações e frustrações. Somos ausentes com aparente presença tecnológica. Vivemos desconfiados até da sombra, temos medo até do cão, já que é modificado pela tecnologia genética. Não confiamos no filho, marido amigo são meus inimigos em potencial. Estou e não estou tento estar, mas tenho medo de me ferir. Vivo a solidão em meio à multidão. Silencio meu coração no meu profissionalismo, não me deixo envolver, quero só o relativo. Nada de entregas. Isso só gerou em nós desamor e violência. Não sentimos nada por ninguém, não queremos nada com ninguém a menos que tenha algo que me interesse neste momento. Estamos nos desertos da vida, procurando um pouco de água para molhar a garganta, algo que não sabemos o que é. Desejamos tudo e nada nos satisfaz. Queremos alguém, mas não sabemos até quando. Se você não tem intimidade com seu filho amigos que são humanos como conhecerá Cristo que é necessário entrega, fé, verdade de sentimento, coração quebrantado, vida aberta. Com Cristo um pai ausente pode se tornar presente, uma mãe viciada pode se curar. Um filho rebelde pode voltar aos braços do pai como filho amado. Há um oásis neste deserto. Deus não se amoldará a sua vida, você é quem se molda a Ele. A fortaleza que nos acolhe, a água que falta no nosso deserto. Você vai estar no deserto, não tenha dúvida, mas precisa sair dele, ele não é para sempre na sua vida. Encha seu coração de vontade sua mente de coragem, abra o peito encha os pulmões de ar e grite alto, grito por socorro a Jesus Cristo. Ele não está surdo nem mudo. Te escuta e te responde já. Não está oculto em teclas do computador nem o encontrará nos orkut nem em sites de relacionamento, mas o encontrará no céu olhando para você esperando que o veja no íntimo da sua esperança – o coração. A chave para sair do deserto é esta. Entrega os teus caminhos ao Senhor, confia nele e o mais Ele fará. Vamos nessa!!! Tudo terá mais graça, paz e felicidade, não esta felicidade aparente devido à bebida, droga, libertinagem que vem e passa. Mas a felicidade mesmo em lutas, mesmo em problemas. Vamos, espero por você e Jesus também espera por você desde sua morte e ressurreição, não demore, o tempo de sua vinda está chegando

O valor de uma lágrima.

silvia leticia carrijo de azevedo sá. “Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre: não estão elas inscritas no teu livro?” Salmos 56:8 A alma está abatida, o mundo se fechou, não consigo enxergar nada a minha volta. Lágrimas quentes saem dos meus olhos. Elas que insistem em não me obedecer e caem. Não tem como segurar. É mais forte que eu. Estou sufocada em meio a tantos sentimentos, meu coração sente-se apertado. Só me resta deixar a lagrima rolar para aliviar minha dor e lavar minha alma. As lágrimas verdadeiras expressam o mais puro sentimento e dor. Elas expõem meu interior ferido e abatido. Nelas também encontro alivio e retorno a ver uma luz ao fim do túnel. Choramos de vergonha, alegria e tristeza. Não importa o motivo, precisamos chorar para sermos consolados. O Rei e Salmista Davi disse que sofreu e por isso chorou, mas suas lágrimas não caíram ao chão simplesmente, Deus as recolheu e trouxe a solução. Ele inicia o texto pedindo misericórdia a Deus, ele havia experimentado o melhor de Deus e sabia que Ele o ajudaria neste momento. Suas lágrimas vieram do fato que o salmista sabia em quem confiava, sabia que Deus estava atento a sua vida. Assim como está atento a nós hoje. Ele não descansa e nem dormi. A vida só pode vivida se envolver sentimento e possibilidade de sofrimento. Aquele que não enfrenta a possibilidade de perda não sabe o que é ganhar. Deus vê e Deus guarda e recolhe cada uma de nossas lágrimas. Elas demonstram nossa fragilidade em meio a uma situação. Faz com que reconheçamos que não somos tão independentes do criador como imaginamos. O que não chora é covarde consigo mesmo, não é feliz, pois não conhece o que é sentimento real, íntimo. Muitos choram escondido para que ninguém saiba que fracassou. Acovardam-se em meio às lutas e não conseguem pedir ajuda. O que chora é aquele que reconhece sua fragilidade de alma. Depende de Deus vir ao seu auxilio. Lágrimas sem valor, são aquelas egoístas, pelas perdas somente pessoais, que não leva em conta o outro. Perdas por ambição é choro sem consolo. Não há quem ajude. Devemos sim chorar de arrependimento, que evoca consolo divino, aquele que sai da alma, do mais íntimo do seu ser. Só você e Deus sabem o quanto dói. Quando choramos descobrimos a mansidão, a bondade de Deus “mesmo quando a alma vive imersa no sofrimento e não vê razão para isso.” Deus vê, Deus sabe, Deus te conhece. “A Mansidão é uma atitude interna de quem é rico de espírito e de quem chora” Ao chorarmos crescemos nos conhecemos e deixamos Deus agir por nós. Somente os que choram serão consolados. ”Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” (Mateus 5:4) O choro nos aquieta nos faz pensar e entender boa parte dos nossos dramas. Nos sentimos renovados após as lágrimas. “Olharei o mundo através das lágrimas. Talvez eu veja coisas que eu não veria com os olhos secos.”(Nicholas Wolterstorff). As lágrimas nos fazem entender o perdão, mesmo que leve tempo para isso. Qual o valor das lágrimas? Está no valor que você da à vida, no sentido em que deixa sua vida caminhar. Se você deixar seu coração quebrantado deixará lágrimas valiosas rolarem, mas se endurecer seu coração colherá lágrimas de amargura e sofrimento. Deus resiste aos soberbos, mas aos mansos concebe graça e sabedoria. “Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo.” (Salmos 30:5) Não deixe de chorar, que seja de raiva, para alivio, que seja de alegria para expressar sentimentos, que seja de vergonha para que transpareça seu desagrado. NÃO VIVA CHORANDO, mas chore quando for necessário. Diga sempre a Deus porque está chorando, só Ele pode recolher suas lágrimas e trazer alegria pela manhã. Que Deus em Cristo Jesus possa a cada manhã renovar suas forças e enxugar suas lágrimas.

domingo, 28 de abril de 2013

a flor do maracujá

A FLOR DO MARACUJÁ Pelas rosas, pelos lírios, Pelas abelhas, sinhá, Pelas notas mais chorosas Do canto do sabiá, Pelo cálice de angústias Da flor do maracujá! Pelo jasmim, pelo goivo, Pelo agreste manacá, Pelas gotas de sereno Nas folhas do gravatá, Pela coroa de espinhos Da flor do maracujá! Pelas tranças de mãe-d’água Que junto da fonte está, Pelos colibris que brincam Nas alvas plumas do ubá, Pelos cravos desenhados Na flor do maracujá! Pelas azuis borboletas Que descem do Panamá, Pelos tesouros ocultos Nas minas do Sincorá, Pelas chagas roxeadas Da flor do maracujá! Pelo mar, pelo deserto, Pelas montanhas, sinhá! Pelas florestas imensas, Que falam de Jeová! Pela lança ensangüentada Da flor do maracujá! Por tudo o que o céu revela, Por tudo o que a terra dá Eu te juro que minh’alma De tua alma escrava está!… Guarda contigo este emblema Da flor do maracujá! Não se enojem teus ouvidos De tantas rimas em – á - Mas ouve meus juramentos, Meus cantos, ouve, sinhá! Te peço pelos mistérios Da flor do maracujá! Fagundes Varela.

Flor do Maracujá: porque é conhecida como "flor-da-paixão"

O maracujá é uma planta tipicamente brasileira, muito apreciada pelo sabor de seus frutos e pelo perfume de suas flores. Estas flores, conhecidas como "Flores da Paixão", foram antigamente muito apreciadas e celebradas como "as graças dos prados, brincos da natureza e devoção da piedade cristã". Dizem que em princípio do século XVII, chegou a primeira planta da América a Roma que foi oferecida a Paulo V. Parece que também foi aqui que a piedosa fantasia se apoderou desta bela flor e descobriu-lhe as relações religiosas, com tanto entusiasmo expostas por Vasconcelos. Atribuem ao padre Ferrari a paternidade do nome, "flor da paixão ou passiflora", o qual a classificou na sua obra "De florum cultura", publicada em 1833. Esta elegante trepadeira no Brasil é conhecida pelo nome indígena "maracujá". É crença geral que o maracujá foi criado por Deus para perpetuar a lembrança do sacrifício do calvário. Esta flor de extraordinária beleza tem a singularidade de apresentar num simbolismo caprichoso da natureza, os principais instrumentos da Paixão de Cristo: coroa, açoites, cravos, chagas, etc. Sua aludida descrição de bela flor americana é célebre! Lozano adaptou-a quase palavra por palavra na sua história da conquista e outros historiadores a reproduziram. É esta: "A flor é o mistério único das flores. Tem o tamanho de uma grande rosa e, neste belo campo, formou a natureza como um teatro dos mistérios da redenção do mundo. Lançou por fundamento cinco folhas mais grossas, ao exterior verdes, no interior rosadas; sobre estas, postas em cruz, outras cinco púrpuras, todas a uma e outra parte. E logo deste como tono sangüíneo, vai armando um quase pavilhão feito de uns semelhantes a fios de roxo, com mistura de branco. Outros lhe chamavam coroa, outros molhos de açoites aberto, e tudo vem a ser. No meio deste pavilhão, ou coroa, ou molho, se vê levantada uma coluna branca, como de mármore, redonda, quase feita ao torno e rematada por uma preciosa maçã ou bola, que tira o ovalado. Do remate desta coluna nascem cinco quase expressas chagas, distintas todas e penduradas cada qual do seu fio, tão perfeitas que parece as não poderia pintar noutra forma o mais destro pintor: se não que, em lugar de sangue, tem por cima um como pó subtil, ao qual se aplicais o dedo, fica nele pintada a mesma chaga, formada de pó, como com tinta se poderia formar. Sobre a bola ovada do remate, se vêem três cravos perfeitíssimos, as pontas na bola, os corpos e cabeças no ar; mais cuidareis que foram ali pregados de indústria, se a experiência vos não mostrara o contrário. A esta flor por isso chamam da paixão, porque mostra aos homens os principais instrumentos dela, que são: coroa, coluna, açoite, cravos, chagas. É flor que vive com sol e morre com ele; o mesmo é sepultar-se o sol, que fazê-lo sepulcro daquele pavilhão ou coroa, já então cor de luto e sepultar nele os instrumentos da Paixão sobreditos, que, nascido o sol, torna a ostentar ao mundo." Complementamos a esta, outra descrição com belos versos do poema épico do Caramuru: "Nem tu me esquecerás, flor admirada Em quem não sei se a graça, se a natura Fez da Paixão do Redentor Sagrada Uma formosa e natural pintura Pende com pomos mil sobre a latada Áureos na cor, redondos na figura O âmago fresco, doce rubicundo Que o sangue indica que salvaria o mundo Com densa cópia se derrama, Que muito a vulgar hera é parecida, Entre sachando pela verde rama Mil quadros da Paixão do Autor da vida; Milagre natural que a mente chama Com impulsos da graça, que a convida, A pintar sobre a flor aos nossos olhos A cruz de Cristo, as chagas e os abrolhos. É na forma redonda, qual diadema, De pontas, com espinhos, rodeada, A coluna no meio, e um claro emblema Das chagas santas e da cruz sagrada; Vêm-se os três cravos e na parte extrema Com arte a cruel lança figurada; A cor é branca, mas de um roxo exangue Salpicada, recorda o pio sangue. Prodígio raro, estranha maravilha, Com que tanto mistério se retrata! Onde em meio das trevas a fé brilha Que tanto desconhece a gente ingrata! Assim, do lado seu nascendo filha A humana espécie, Deus piedoso trata, E faz que, quando a graça em si despreza, Lhe pregue com esta flor a natureza" Segundo folclore popular nordestino, quando Jesus estava na cruz, seu sangue escorreu pela madeira e molhou o solo. No pé da cruz havia uma planta que nunca deu flor e não tinha nenhuma virtude. Quando o sangue molhou a planta, ela soltou um botão, o botão virou flor e a flor trazia todos os sinais da crucificação. - "E havia junto da cruis, Um pé de maracujá, Carregadinho de frô, Aos pé de nosso sinhô. I o sangue de Jesus Cristo, Sangui pisado de dô, Nus pé du maracujá, Tingia todas as frô." Não é provável que os feiticeiros ou pajés, conhecessem estas relações que os cristãos puseram no maracujá. O que se sabe, porém, é que certos pajés de algumas tribos, ao serem iniciados nas superstições, abstinham-se dos frutos do maracujá. Maracujá, na língua tupi, quer dizer "alimento dentro da cuia". É mesmo na cuia, isto é, na própria casca, que o maracujá recebe total apreciação de norte a sul do país. Tanto que o Brasil conhece o recorde de mais de 150 variedades da fruta. Das quais são deliciosamente comestíveis o maracujá-amarelo, o maracujá-roxo e o avermelhado, bastante comuns nas regiões Sudeste e Sul. Devido as suas propriedades terapêuticas, o maracujá possui grande valor medicinal: as folhas e o suco contêm passiflorina, um sedativo natural e o chá preparado com as folhas tem efeito diurético. Seu uso principal, no entanto, está na alimentação humana, na forma de sucos, doces, geléias, sorvetes e licores. É rico em vitamina C, cálcio e fósforo. texto de rosane volpatto.

sábado, 13 de abril de 2013

NÁYADES E ONDINAS

Do ponto de vista etimológico "náyade" vem da palavra latina "naias-adis", que a sua vez provêm da palavra grega "vaia-adós", nome com que se designava na mitologia grega as ninfas da água e que encarnavam a divindade do manancial em que habitam. Em cada fonte poderia viver uma só ninfa, chamada ninfa da fonte, ou várias, todas iguais entre si e consideradas irmãs. Nas fontes era freqüente vê-las banharem-se e brincarem. Mortais, porém de grande longevidade, dizia Homero que eram filhas de Zeus com o Céu. Jovens e atrativas, tinham o dom de curar, porém podiam também ser perigosas por sua beleza. As náyades são primas das ondinas e compartem entre si muitas peculiaridades. No entanto, as náyades, contrárias as ondinas, preferem viver em lugares bem tranqüilos, tais como o fundo dos rios e os lagos. Algo que as aborrece é os humanos entrarem em suas águas sem permissão. Quando alguém comete esse sacrilégio, corria perigo mortal, independentemente de quem fosse. As náyades podiam castigar-lhe com uma doença incurável ou a loucura. Contam que nem Nero se livrou de sua ira, estando em Roma, se banhou na fonte de Marcia. Durante vários anos uma estranha parlisia e uma febre alta o manteve na cama. ONDINAS (NIXIE). Espírito elemental da água, as ondinas ou nixies, podem ser vistas no mundo todo com seus rostos ovais, longos cabelos verdes ou dourados e grandes olhos que podem ser verdes ou amarelos. São altas e esbeltas e possuem uma pele que varia de uma cor cinza até um branco com intenso brilho prateado. Suas asas são tão finas como teias de aranha, mas também são imensamente fortes. Carregam pequenas bolsinhas com encaixes feitas de mágicos pedregulhos de cor pálida e, se você encontrar uma dessas pedrinhas, lhe proporcionará uma sorte incomparável. Suas vestes (quando as usam) são transparentes e também com encaixes para carregar as bolsinhas. Gostam de colocar babados esvoaçantes em torno dos decotes, nas mangas e em torno da bainha do vestido, os quais, creio eu, refletem o seu amor pelas águas espumantes. As ondinas adoram cantar e pentear seus cabelos e buscam os humanos para conversar dentro da água. Por causa de uma antiga promessa, as ondinas têm que salvar uma vez ao ano uma alma humana que tenha se afogado na água. Guardam essas pequenas almas em pequenos recipientes de louça em forma de respingos que enterram no leito do rio, de modo que a alma humana pode voltar à Terra de visita uma vez ao ano em Samhain (Holtaalloween). Uma de suas brincadeiras preferidas é perseguir canoas e barcos. Seu lar se encontra geralmente se encontra embaixo das cascatas ou outras formações naturais nas quais a água flui com velocidade. Apesar disso, a tradição popular germânica nos conta que elas possuíam a capacidade de transformarem-se em mulheres maiores que iam andando sobre a terra aos mercados locais, maravilhando-se diante a diversidade de frutas e a variedade das verduras. LENDAS E APARIÇÕES DE ONDINAS. O LAGO CARUCEDO. O lago de Carucedo, na província de Léon (Espanha), com 30 metros de profundidade e quatro quilômetros de perímetro, o qual encerra várias lendas. Um de seus mistérios refere-se à sua origem. Dizem que se formou pela abundância das lágrimas vertidas pela ondina Carissia, que apaixonada pelo general romano Tito Carissio, que dominou o Bierzo no ano 19 a.C. e tomou Castro Bérgidum ou Castro Ventosa, que encontra-se perto de Cacabelos (declarado monumento nacional em 1931) e ali estabeleceu suas tropas de romanos para vigiar a exploração aurífera de Las Médulas. Carissia, segundo as lendas, vivia na mítica cidade de Lucerna e quando se apaixonou pelo general romano, esse mentiu para ela e a depreciou ao descobrir que tratava-se de uma ninfa, que naquela época era um povo inimigo. A ondina chorou tanto e durante anos que alagou a cidade de Lucerna e formou o lago. Todos os anos, ao amanhecer do dia de São João, se vislumbra no fundo do lago Carucedo o reflexo de Lucerna e nessa noite é quando sai nossa ondina a buscar um belo moço que peça seu amor. AGRILLA E A FONTE ENCANTADA. Conta uma lenda que há muito tempo, quando todavia os árabes ocupavam o reino de Granada, perto das areias do rio Darro, se escondia em uma gruta uma fonte de águas cristalinas. Essa fonte era conhecida por todos da região, que só a bebiam quando a sede era insuportável, temerosos pelos estranhos poderes que tinha a água. Contam que em alguns dias a água era doce como um torrão de açúcar e quem a bebia se sentia o mais afortunado da terra, porém em outros a água era tão amarga que despertava o ódio e a raiva de quem bebia. Inclusive diziam que foi culpada de muitas brigas entre os habitantes do povoado. Tantas foram as vezes que falavam do poder dessas águas, que o administrador da justiça de Granada, cansado de tantas disputas, ordenou aos soldados que fossem até lá para descobrir o que ocorria com ela. Passados alguns meses, não conseguiram descobrir nada, pois a cada noite, quando chegava as doze horas, esquisito sono os abatia e não conseguiam despertar até que chegasse o primeiro raio de sol. Cansados dessa situação,os soldados tentaram achar uma solução para o problema. Um deles ficaria, à noite, fora da gruta escondido atrás de uma árvore, sem tocar na fonte e dali ficaria espionando para descobrir seu mistério. Chegou a noite todos caíram adormecidos às doze horas, menos um, o valente que guardava a árvore. Pouco depois, uma linda jovem saía da água e se sentava na borda da fonte a cantar, enquanto penteava seus cabelos e os raios da lua a iluminavam. O jovem soldado se aproximou: -"Que fazes aqui..." -"Queria descobrir o mistério dessas águas. -"Não te aproximes, pois não quero causar-te mal. Meu nome é Agrilla e sou a fada dessa fonte. Vivo aqui desde muito tempo, antes que tu nasceste, por isso as vezes me sinto só e minhas lágrimas amargam essa água. Amanhã quando amanhecer desperte teus companheiros, diz que já sabes a verdade e tratem de partir, para nunca mais voltar. Se cumprires meus desejos, prometo não lhe causar dano nunca, nem a ti, nem aos teus." O soldado, cujo único encargo era descobrir o milagre dessas águas, que faria como ela lhe havia pedido. Acordou seus companheiros e todos se foram. Durante muitos anos as águas seguiam tal como o soldado as deixou, doce quando a fada sorria e amarga quando chorava. Um dia, ante a surpresa dos mouros, os cristãos tomaram Granada. Contam, que desde então, ninguém voltou a ver a fada, que abandonou a fonte. E contam também, que para sempre suas águas se tornaram agridoces: doce pela ternura do espírito que habitou suas águas e amarga pelas lágrimas que derramou quando teve que abandonar Granada. A ONDINA LUCÍA BOSÉ. Lucía Bosé é uma artista italiana que no ano de 1994, estava hospedada em uma localidade nos sul da França, em Aix-en-Provence, quando estava nos arredores da casa de André Malby. Esse local é uma dessas zonas mágicas que existem no mundo, onde inclusive a pessoa menos dotada sente presenças invisíveis que os estão rodeando-la, e esta é a impressão de quase todas as pessoas que freqüentam essas paragens. Ali existe um rio,com pequenos afluentes que confluem em um só e um bosque cheio dólmenes. Lucia estava sentada em uma rocha, perto de uma cascata, contemplando o rio em um processo de meditação. Fechou os olhos, se concentrou, abriu seus canais de percepção e quando voltou à abri-los viu no rio uma figura feminina que identificou como uma ondina ou uma sereia. Estava de pé,olhando-a sorridente. Media aproximadamente um metro de altura e toda ela era verde, desde sua longa cabeleira até seu pé escamoso, assim como seus profundos olhos...Suas pernas eram muito juntas que parecia uma só submergida do rio. A visão durou só uns segundos, porém foi o suficiente para que Lúcia não ficasse sem dúvida alguma sobre sua veracidade, experimentando também um intenso sentimento de paz e harmonia. AS ONDINAS SEGUNDO GEOFFREY HODSON (CLARIVIDENTE). EM WHITENDALE, ABRIL DE1922. "Sentado num quiosque recoberto de urze, ao lado de uma cachoeira que jorra de duas enormes pedras antes de cair de uma altura de um metro e meio a dois metros sobre os rochedos cobertos de musgos,faço uma tentativa para estudar as fadas da água, com as quais não é fácil entrar em conato imediatamente depois de a consciência ter estado sintonizada com os espíritos da terra. Sem dúvida, seus movimentos são mais rápidos e sutis. Sua figura, também modifica-se com desconcertante rapidez. Ao observá-las, elas se me afiguram pequenas mulheres, inteiramente nuas, com cerca de dez a quinze centímetros de altura; seus cabelos são longos e caem para trás e usam alguns enfeites, semelhantes a pequenas grinaldas e em volta da cabeça. Elas brincam no meio ou em volta da cachoeira, cruzando-a velozmente em muitas direções e emitindo sem parar um som frenético, que por vezes chega a configurar um som agudo. Tais chamados são infinitamente remotos,, mal chegando a mim, feito o chamado de um pastor que ecoa por um vale alpino. Trata-se de um som vogal, embora não me tenha sido possível identificar até agora as séries de vogais de que se compõe. Elas podem subir a cachoeira contra a corrente ou nela permanecer imóveis, mas geralmente são vistas a brincar à sua volta ou a cruzá-la velozmente. Quando uma nuvem passa no céu e a cachoeira volta a brilhar ensolarada, elas parecem experimentar uma alegria redobrada; então, incrementam o ritmo de seus movimentos e de sua cantoria. Posso representar aproximadamente o som desta última pelas vogais "e", "o", 'u", "a', "i', combinadas numa palavra, cuja emissão termina com uma cadência suplicante e queixosa. São entre oito a doze ondinas a brincar na cachoeira; algumas são bem maiores do que as outras, tendo a mais alta cerca de vinte centímetros de altura. Dentre as mais altas, uma acaba de expandir o seu tamanho em cerca de sessenta centímetros, para agora se arremeter velozmente cachoeira acima. Algumas possuem auras róseas, outras verde-claras, e um contato mais direto, que consigo agora estabelecer, mostra-me quão belas e ao mesmo tempo infinitamente distantes, em relação ao homem, são tais criaturas. Elas atravessam de um lado para o outro as grandes rochas que ladeiam a cachoeira sem encontrar qualquer tipo de obstáculo. Sinto-me inteiramente incapaz de atrair a sua atenção ou exercer sobre elas qualquer tipo de influência. Algumas mergulham na poça situada ao pé da cascata, reaparecendo, eventualmente, em meio ao turbilhão de espuma. A grinalda anteriormente mencionada é luminosa e aparentemente faz parte de suas auras." THIRLMERE. AO LADO DE DAB GHYLL. NOVEMBRO DE 1921. "Existem duas variedades distintas de espíritos da Natureza nesta cachoeira. Uma delas, aparentemente, está associada a todo o vale, e foi vista pela primeira vez ao galgar velozmente a montanha de onde se origina o curso da água. Pertence inequivocamente à variedade da ondina e, embora um tanto maior do que as outras antes observadas, assemelha-se a elas por suas demais características. É uma figura feminina, que brilha como se estivesse molhada, nua e desprovida de asas, insinuando-se os seus estranhos membros em meio à irradiação branca de sua aura. Os braços, invulgarmente longos e belos, são por ela graciosamente agitados ao voar. Possui cerca de dez centímetros de altura e uma cor predominante prateada-clara, com estrelas douradas em torno da cabeça. Ela sobe a cachoeira por meio de uma série de movimentos bruscos de estonteante rapidez, desaparecendo de vista como se tivesse sumido dentro da rocha, para de novo reaparecer e desaparecer. Ao acompanhar seus rápidos deslocamentos, ela parece subitamente torna-se lânguida; sua figura desvanece lentamente e sua consciência baixa à terra, como para repousar. No lugar exato em que ela desapareceu, uma grande escarpa rochosa recoberta de urze e de samambaias, posso sentir ainda, eu diria quase ver, a ondina, a uma profundidade de dois ou três metros sob o chão. Ela torna a reaparecer e, pelo visto, experimenta uma grande alegria, exprimindo deleite e prazer com a cachoeira, pairando de um modo a sugerir uma emoção próxima à ternura contemplativa. Ela mostra uma certa seriedade espontânea; nada tem daquela insensível negligência que caracteriza tantos espíritos da Natureza menos evoluídos. Em sua mente, há um senso de responsabilidade em relação a certos aspectos e processos de evolução que têm lugar aqui e que dizem respeito principalmente à água e à vegetação. Na rocha em que ela sumiu, persiste uma nítida influência magnética, sem dúvida devida à longa permanência ali, o que confere ao lugar uma aura marcante e uma atmosfera própria. Existem algumas ondinas menos evoluídas nessas mesmas cachoeiras que parecem constituir o seu reduto permanente. Também elas são capazes de atravessar as rochas ao bel-prazer. Diferenciam-se das que acabamos de descrever, principalmente pelo tamanho; possuem menos de trinta centímetros de altura e parecem emitir sons vocais com uma alegria mais desenfreada e sua conduta bem mais irrefletida. Chegam a somar cinco ou seis. Seus corpos são nus, esbeltos e graciosos, são extremamente maleáveis e elas assumem constantemente poses de grande efeito, enquanto flutuam em meio à torrente ou pairam acima da névoa líquida. Uma de suas poses características é com o corpo ereto e mais ou menos rijo, as pernas esticadas, os braços junto ao corpo, a cabeça ligeiramente reclinada para trás, os olhos mirando as alturas. Mantendo essa pose, elas se deslocam lentamente até o topo da cachoeira, feito bolha de água se inflando; lá chegando, elas lançam ao espaço aberto, liberando energia concentrada que parecem ter absorvido, proporcionando um esplêndido espetáculo de luzes e cores e irradiando graça e felicidade em todas as direções. Elas estão cantando com um timbre agudo, porém melodioso, que chega a mim como uma série de sons vogais abertos, geralmente em escala ascendente, terminando em uma nota incrivelmente alta. O sol, agora, bate em cheio na cachoeira, e elas aproveitam ao máximo a vitalidade magnética que daí resulta. Elas desprendem um grande esforço pata comprimir e conter o máximo possível essa energia vital, até que, incapazes de resistir por mais tempo, ela irrompe, tal como descrevemos, afetando sensivelmente as rochas, as samambaias e as árvores das proximidades. Tal processo enche de alegria a ondina; ela chega a palpitar durante o processo de absorção e compressão, e, chegada a hora da descarga, sente uma satisfação delirante. Perdem a cabeça, por assim dizer; a sua figura real torna-se indefinida por alguns instantes, durante os quais ela se dá a ver sob a forma de radiações luminosas intermitentes. Na verdade, foram estes clarões de intenso brilho que primeiramente atraíram a minha atenção e fizeram com que eu me dispusesse a estudá-las. Indubitavelmente, tudo isso representa um estímulo para o seu crescimento, como para o meio representa um estímulo para o seu crescimento, como para o meio ambiente em que habitam. Suponho que os exemplares menores estão, de certa forma, sob o controle dos espíritos da Natureza mais evoluídos que descrevemos anteriormente; certamente, foi ao divisá-los, durante o seu passeio pela cachoeira, que uma ondina se deteve no ar, proporcionando-me a oportunidade de observá-la pela primeira vez." CAPTURAR UMA ONDINA OU NIXIE. Só a capture se você tiver um local adequado para ela em sua casa como um lago ou uma fonte artificial. Em primeiro lugar, deve-se levar-lhe de presente uns nenúfares e deixá-los em um lugar aquoso onde você imagine que possa estar. Se os nenúfares afundarem ou desaparecerem, é sinal que foi aceito seu presente. Sente-se à margem da água e cante qualquer canção para atraí-la. Sussurra-lhe por que deseja que se mude para sua casa. e explique-lhe que será livre para fazer o que quiser (as ondinas são um tipo de fadas mais independentes que existem). Se sentir que houve aceitação do convite, é hora de voltar para casa e esperar sua chegada. Ao ser muito independente, a ondina chegará sozinha à sua casa. Não tenha medo quando perceber que a ondina decidiu viver com você e a partir de agora prestará atenção à tudo que fizer com a água. Entretanto, talvez se dê conta que haverá mais líquidos se derramando do que o normal. Os lugares que sofrem constantes inundações estão geralmente habitados por coleções de ondinas. Se desejar que a ondina vá embora, simplesmente livre-se de qualquer traço de água e ela irá em busca de locais mais úmidos. MENSAGEM DAS ANÁYDES E ONDINAS. As maioria das correntes de água são habitadas por fadas que se esforçam ao máximo para purificá-las e procuram manter seus próprios espíritos alegres para adicionar poder as águas. Mas as águas feéricas refletem o estado emocional dos seres humanos, de modo que quando chegam ao nosso mundo têm menos pureza e poder naqueles lugares onde vivem pessoas mais "civilizadas" e estressadas. Existem ainda no mundo inúmeros mananciais de água curativas, habitat dessas fadas, mas há também fontes e poços que elas habitam que outorgam sabedoria e habilidades, como a famosa fonte Hipocrena do monte Helicón, que outorga inspiração poética. Se tomares um gole, adquirirá certa destreza poética; o segundo gole incrementa tua habilidade e o terceiro leva ao pleno florescimento lírico. A razão pela qual o mundo não esteja cheio de poetas é porque é muito difícil encontrar o manancial. Há também fontes da juventude, como a Dun I, a colina mais alta de Iona, uma ilha mágica das ilhas Hébridas, na costa oeste da Escócia. Também é bem difícil de encontrá-la, mas em minha próxima viagem irei buscá-la com fervor, pois hoje já estou necessitando muito dela. As fadas da água nos falam de um tipo de troca em particular: uma troca emocional e uma troca também de nossa saúde. Temos de adotar decisões importantes a respeito de como enfrentar essas trocas e até onde elas podem nos levar: até a pureza calma e fluente das águas feéricas ou até um caldeirão fervente de temperamento irritante. Porém, as fadas da água nos recordam que podemos eleger sabiamente ou não, e nossa decisão determinará nosso futuro. As coisas que necessitamos na vida sempre são as mesmas, independentemente do que ocorra e de intensos que sejam as trocas e pressões que suportemos. Necessitamos cuidados e amor, e proporcioná-los depende em última instância de nós mesmos. As fadas nos ajudariam se fossem solicitadas. ROSANE VOLPATTO.

sábado, 6 de abril de 2013

Amazing Grace.

Amazing Grace. "Amazing Grace" é um conhecido hino tradicional protestante com a letra escrita pelo inglês John Newton e foi impresso pela primeira vez no Newton's Olney Hymns (1779). Quando “Amazing Grace” foi publicado pela primeira vez no “Newton’s Olney Hymns” somente a letra fora impressa sem partitura musical alguma. Acredita-se também que o texto era recitado na época e não cantado. Letra e História. "Amazing Grace" Amazing grace, how sweet the sound That sav’d a wretch like me! I once was lost, but now am found, Was blind, but now I see. ’Twas grace that taught my heart to fear, And grace my fears reliev’d; How precious did that grace appear, The hour I first believ’d! Thro’ many dangers, toils and snares, I have already come; ’Tis grace has brought me safe thus far, And grace will lead me home. The Lord has promis’d good to me, His word my hope secures; He will my shield and portion be, As long as life endures. Yes, when this flesh and heart shall fail, And mortal life shall cease; I shall possess, within the veil, A life of joy and peace. The earth shall soon dissolve like snow, The sun forbear to shine; But God, who call’d me here below, Will be forever mine. Graça Maravilhosa Graça maravilhosa! Quão doce é o som Que salvou um miserável como eu Eu estava perdido, mas fui encontrado Estava cego, mas agora eu vejo Foi a graça que ensinou ao meu coração a ter medo E a graça aliviou meus medos Quão preciosa essa graça apareceu Na hora em que eu acreditei Por muitos perigos, trabalhos pesados e armadilhas Eu já passei Essa graça que me trouxe em segurança de tão longe E graça vai me levar pra o lar O Senhor prometeu boas coisas para mim Sua palavra segura minha esperança Ele será meu escudo e quinhão Enquanto a vida durar E quando essa carne E coração passarem E a vida mortal cessar Eu terei No vale Uma vida de alegria e paz Quando estivermos estado lá dez mil anos Claro e brilhante como o sol Não teremos menos dias para cantar e louvar a Deus Que nos dias quando começamos Graça maravilhosa! Quão doce é o som Que salvou um miserável como eu Eu estava perdido, mas fui encontrado Estava cego, mas agora eu vejo John New­ton, Ol­ney Hymns (Lon­don: W. Ol­i­ver, 1779) Depois de um curto tempo na Marinha Real, John Newton iniciou sua carreira como traficante de escravos. Certo dia, durante uma de suas viagens, o navio de Newton foi fortemente afetado por uma tempestade. Momentos depois de ele deixar o convés, o marinheiro que tomou o seu lugar foi jogado ao mar, por isso ele próprio guiou a embarcação pela tempestade. Mais tarde ele comentou que durante a tempestade ele sentiu que estavam tão frágeis e desamparados e concluiu que somente a Graça de Deus poderia salvá-los naquele momento. Incentivado por esse acontecimento e pelo que havia lido no livro, Imitação de Cristo de Tomás de Kempis, ele resolveu abandonar o tráfico de escravos e tornou-se cristão, o que o levou a compor a canção Amazing Grace (em português: "Graça Maravilhosa"). [editar] História do autor do hino Amazing Grace Em torno de 1750, John Newton era o comandante de um navio negreiro inglês. Os navios fariam o primeiro percurso de sua viagem da Inglaterra, quase vazios, até que chegassem na costa africana. Lá os chefes tribais entregariam aos europeus as "cargas" compostas de homens e mulheres, capturados nas invasões e nas guerras entre as tribos. Os compradores selecionariam os espécimes mais finos, e os comprariam em troca de armas, munição, licor, e tecidos. Os cativos seriam trazidos, então, à bordo e preparados para o "transporte". Eram acorrentados abaixo das plataformas para impedir suicídios. Eram colocados de lado a lado, para conservar o espaço, em fileira após a fileira, uma após outra, até que a embarcação estivesse "carregada", normalmente com até 600 "unidades" de carga humana. Os capitães procuravam fazer uma viagem rápida, esperando preservar ao máximo a sua carga; contudo, a taxa de mortalidade era alta, normalmente 20% ou mais. Quando um surto de disenteria ou qualquer outra doença ocorria, os doentes eram jogados ao mar. Uma vez que chegavam ao Novo Mundo, os negros eram negociados por açúcar e o melaço, para manufaturar o rum, que os navios carregariam à Inglaterra para o pé final de seu "comércio triangular." John Newton transportou muitas cargas de escravos africanos trazidos à América no século 18. No mar, em uma de suas viagens, o navio enfrentou uma enorme tempestade e afundou. Newton ofereceu sua vida à Cristo, achando que iria morrer. Após ter sobrevivido, ele se converteu e começou a estudar para ser pastor. Nos últimos 43 anos de sua vida ele pregou o evangelho em Olney e em Londres. Em 82, Newton disse: "Minha memória já quase se foi, mas eu recordo duas coisas: que eu sou um grande pecador, e que Cristo é meu grande salvador!" No túmulo de Newton, lê-se: "John Newton, uma vez um infiel e um libertino, um mercador de escravos na África, foi, pela misericórdia de nosso senhor e salvador Jesus Cristo, perdoado e inspirado a pregar a mesma fé que ele tinha se esforçado muito por destruir." O seu mais famoso testemunho continua vivo, no mais famoso das centenas de hinos que escreveu: Amazing Grace! Mas há versões diferentes, como a de Niall Ferguson, autor do livro "Império - Como os britânicos fizeram o mundo moderno". Nesse livro, em que descreve a formação e desenvolvimento do império britânico, Ferguson afirma haver provas históricas de que John Newton continuou a comerciar escravos mesmo depois de se tornar pastor e de haver composto "Amazing Grace".