contos sol e lua

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Tempo da Serpente.

Escolhemos habitar um tempo de transição para o qual julgamos não estar preparados. A mudança traz múltiplas transformações dentro e fora de nós que, pela sua rapidez, nos convocam a responder de forma igualmente rápida e decidida. No entanto, escolher num período caracterizado pela dispersão, pela mudança, pela incerteza, pelas dificuldades torna-se um desafio às nossas capacidades, ensonadas por alguns anos de facilitismo e alguma apatia. De todas as faculdades há uma que, neste tempo, precisamos de desenvolver: o poder de regeneração aos níveis interior e exterior. Somos, assim, semelhantes à serpente que despe a pele velha e cujo o próprio corpo tem a capacidade de se regenerar. Empurrados pelo instinto de sobrevivência, não podemos ser levados pela emoção numa corrente desabrida. É preciso parar, renascer, equilibrando o lado mental e afectivo, seguir uma orientação, ter um objectivo a cumprir de cada vez; saber também visualizar o resultado esperado. Para que aflore em nós o novo, há uma casca velha e pesada que precisamos de abandonar: a lamentação, a autocomiseração, a vitimização que faz de nós presas fáceis da indolência e da insegurança. No entanto, antes de renascer muitas questões necessitam de ser equacionadas: faremos nós aquilo de que realmente gostamos?Gostamos do que fazemos, mas necessitamos de renovar o modo como o fazemos? Deitamo-nos agradavelmente cansados ou frustrados por não termos feito aquilo de que gostaríamos? Gerimos bem o nosso tempo? Somos suficientemente disciplinados para cumprirmos o que estipulámos? Fomos generosos connosco e com os outros? Sentimo-nos conectados conscientemente com o nosso interior e com o divino? Estas e outras perguntas podem ser aclaradas durante o processo de regeneração que acontece muitas vezes durante a vida e se processa por ciclos mais ou menos lentos. Vagarosamente, umas vezes por nossa iniciativa, outras por imposição da vida, vamos abandonando as cascas grossas que pesam, magoam e atrasam o nosso processo evolutivo. Se escolhemos viver na transição entre dois tempos, devemos consciencializarmo-nos de que chegou o tempo de arrumar o quarto interior e de participar também na reorganização exterior em marcha, numa grande parte dos países. Chegámos ao final de uma estação; é tempo de colocar de lado o que nos faz dispender energia desnecessária, abandonar hábitos nocivos, deixar para trás padrões de pensamentos negativos, revitalizar a fé, reencontrar quem somos; observar se quem somos coincide ou não com quem nos tornámos. As fissuras que abundam no exterior quer sejam em forma de guerras, divisões entre famílias, atritos entre países, entre outros, espelham a divisão existente em cada um de nós. Renascer é um exercício semelhante ao arrumar o roupeiro em fim de estação; pomos de lado o que está desadequado ao tempo presente, usamos apenas o necessário e adequado ao novo tempo. É preciso ter coragem e sentido prático para deitar fora o que já não serve o nosso momento evolutivo. Do poder de regenerar não só faz parte aprender a reutilizar, reciclar mas também aprender a lidar com o corte, com as separações, com as fissuras. Regenerar é sinónimo de mudança, delineando com segurança o que já não queremos voltar a viver e a ser. Regenerar é sinónimo de transformação criativa; renascer deverá ser um acto con(sentido). Maria Coriel.

Almas Perdidas.

DEUS é LUZ e VERDADE! Por este motivo dizemos que não há religião superior à verdade; e tantas vezes se diz, também, que “a voz do povo é a voz de Deus”, querendo com isto significar, exactamente, que na voz do povo anda a verdade. E a verdade é que dentro de cada um de nós há um deus, que chamamos EGO, ESPÍRITO, EU. Temos dentro de nós mesmos um deus e um demónio! O deus chama-se EU SUPERIOR ou EGO, ou ESPÍRITO, a parte de nós mesmos que pertence à eternidade e por isso não morre com o corpo, mas volta a renascer para se libertar inteiramente das suas condições mesquinhas de luz obscurecida pela carne e pelos seus instintos; o demónio chama-se EU INFERIOR e é a sombra do EU SUPERIOR, tendo sido criado nas relações deste com a Terra e as suas leis, que sempre conspiram contra o Céu. As condições terrenas buscam as celestes, e estas, por meio da Luz e da Verdade, procuram elevar as terrenas a mais altas possibilidades. Portanto, a nossa existência terrena traz consigo mesma altíssima finalidade. E quando tivermos atingido este glorioso estado – glorioso porque foi conquistado pelo nosso esforço pessoal e persistente –, seremos DEUSES de facto, e não podemos voltar às condições dolorosas da Terra, porque despimos inteiramente as nossas vestes materiais, terrenas e vestimos a nossa própria luz criadora, que atrairá outros seres ao mesmo estado em que existimos. Nos esforços para atingir a craveira divina vamos pondo em vibração certas camadas de matéria. Os espíritos que vivem nela estão infinitamente abaixo de nós. Por isso dizemos que pertencem ao reino sub-humano. Estes Espíritos da Natureza, que se movem e vivem nesses estados de matéria, ajudam-nos a graduar para mais altos destinos. Mas fazem-no criando-nos dificuldades, aumentando as nossas debilidades! Por isso dizemos que as leis que regem a matéria nos limitam os movimentos e nos prendem às condições terrenas, utilizando para esse fim as ilusórias satisfações que se nos deparam no atrito com o mundo material. E como não conhecemos outras de maior transcendência, vamo-nos deixando vencer por estes efémeros prazeres, que sempre se esvaiem como fumo. E tal como este deixa um resíduo que chamamos fuligem, assim também o poder vibratório da matéria posta em acção pelo espírito que demanda o prazer terreno deixa resíduo a que chamamos EU INFERIOR. Será depois o SACRIFICADOR de que tanto falam as religiões, o TENTADOR, o nosso CARRASCO IMPLACÁVEL! Porém, desta mesma substância terrena, o EU SUPERIOR vai extraindo uma essência, subtilizando muito mais a já subtil matéria que nos dá sensações gratas mas ilusórias; e com ela forma aquilo que chamamos ALMA. É ela que nos permite entrar, de vida em vida, em novos corpos, umas vezes masculinos, outras femininos, para irmos provando bem e profundamente as ilusões terrenas e sentindo a necessidade pungente de mais elevadas condições. Desde que o homem pôde ter apurado na matéria com que formou a ALMA, ele pôde também entrar em corpos terrenos e usá-los, estando dentro deles, em plena posse de todas as suas células! Sem ALMA os seres humanos ficam totalmente impedidos de RENASCER, de continuar as suas experiências em corpos terrenos até se graduarem como deuses. E a ALMA, que representa um penosíssimo esforço do EGO para preparar um meio de poder entrar em corpos de matéria para com eles acelerar a sua evolução, pode perder-se também, exactamente como sucede com todas as nossas aquisições que, assim como vieram, se podem perder! E muitas vezes, em vez de chamar ao criminoso “alma perdida”, exclama dum modo simples: “Que desalmado!” Nestas duas expressões o povo afirma que podemos perder a ALMA, essa aquisição admirável que nos permitiu iniciar a ascese a mais altas esferas, que nos capacitou para evoluir, para ascender gradualmente a melhores condições! Mas o povo não diz – porque não sabe: as tais verdades que emergem da voz do povo são sempre veladas, limitadas, não permitindo um exame profundo de cada problema posto à nossa resolução – é como se perde a ALMA. Nem vislumbram como poderá o criminoso perder uma tão importante conquista! Mas, como a ALMA foi criada gradualmente, ao longo de muitas vidas e de penosíssimos esforços, assim também a podemos perder, ao longo de vidas mal vividas, criminosamente vividas. Todo aquele que vive contrariando as leis da Natureza, desprezando a virtude e dando largas aos seus instintos viciosos, vai negando à sua alma o alimento predilecto, que se resume na prática de boas obras, em viver virtuosamente, em seguir a doutrina pregada por CRISTO para nossa redenção. E assim definha as energias psíquicas, tornando a sua alma cada vez mais débil até que se perde! Praticando a caridade, o amor puro, a virtude, e buscando constantemente a luz da sabedoria, a alma vai sendo ampliada. Torna-se cada vez mais forte! Vivendo a vida pelo seu lado mais grotesco e grosseiro, contrariando a virtude que sempre pode elevar-nos, recusando a prática da bondade, da caridade, dando largas aos instintos é como vamos debilitando a ALMA. E quando esta debilidade atinge certo grau perde-se o que restava! É a morte da ALMA! Por isso os grandes clarividentes, que puderam sondar estas coisas, nos dizem como tais desgraçados seres estão inteiramente despidos, nus, sem possibilidade alguma de voltarem a RENASCER para continuarem a sua evolução! Pretende-se, no tempo em que vivemos, fomentar os prazeres materiais, numa total descrença dos poderes divinos. E isto é muito mau sintoma! E a culpa deste estado reside no materialismo que tudo subverte, inclusivamente o campo religioso, onde se despreza um princípio fundamental que é negado aos fiéis. Este princípio é o selo de santidade que deve ser impresso SEMPRE nos ensinamentos religiosos! Ao pregar, será bom que se pregue apenas o que de cristalino existe em nossos corações! Se assim não for, se pregarmos apenas com os lábios, as nossas palavras são ocas ou envenenadas. E, então, o que pregamos é mau, fomenta o materialismo, a descrença. Só pode afundar-nos, desarmar-nos! Atentem nisto os que ministram a religião! E sigam CRISTO, vivendo a sua doutrina de modo que, ao pregá-la, as suas palavras levem conteúdo bom e santo para contagiar os ouvintes. Não o façam como simples fariseus, dados apenas às cómodas aparências. Se assim não fizerem será grande a sua responsabilidade! O EGO é de natureza divina. E tudo quanto é divino perdura, não pode perder-se irremediavelmente! Portanto, os EGOS caídos no caos ou Inferno não ficam para sempre perdidos. Mas terão de aguardar nessas tremendas condições uma oportunidade para voltarem à evolução. Essa oportunidade só virá quando a Humanidade a que pertencem tenha concluído a sua evolução, terminado o seu dia de manifestação, passado a noite cósmica que sempre vem após o fim de um ciclo evolutivo e cuja duração é sempre de muitos milhões de anos. Nessa altura ser-lhes-á dada a libertação das condições infernais e irão dirigir, como pioneiros, os novos seres que iniciam a sua evolução. O Purgatório também não é um lugar onde crepitam fogueiras para envolverem as almas! É simplesmente um estado de espírito em que se faz o exame de todo o mal que fizemos enquanto vivemos neste mundo, com o sofrimento emergente de cada acção praticada. A permanência no estado purgatorial é limitada a cerca de um terço da vida que vivemos neste mundo; a permanência no estado infernal é muito longa, parece eternizar-se! Mas ao fim todos serão salvos! As ALMAS PERDIDAS são como as folhas a que foi recusada a seiva e amareleceram e caíram, sendo depois arrastadas pelo vento, acabando por apodrecerem e se dissolverem na terra, donde tinham sido edificadas. Os seus materiais voltarão a ser utilizados em novas criações, porque tudo tem a sua utilidade, nada se perde irremediavelmente! Que nenhum de nós se deixe vencer pela maldade nem pelos vícios, para que não perca a sua alma! Cultivemos a virtude, pratiquemos a caridade, falemos sempre a VERDADE e só a VERDADE! Não aticemos, NUNCA, as chamas devoradoras do ódio, que sempre desgraça a ALMA! Vivamos sempre em AMOR PURO a todos os seres da Criação, dando-lhe todo o auxílio para que subam a melhores alturas! E desta maneira fortaleceremos as nossas almas, daremos maior brilho ao que CRISTO chamou dourado traje de bodas, que é o CORPO GLORIOSO com que havemos de entrar na vida eterna, na Glória Eterna! Francisco Marques Rodrigues.

A Árvore da Vida.Max Heindel.

A árvore da Vida, de que fala a Bíblia, é a mesma coisa que a pedra filosofal dos alquimistas? Em parte. Para compreender o assunto é necessário retroceder na História da Humanidade. Houve tempo em que a Humanidade era bissexual e cada um dos seus membros podia gerar corpos sem ajuda de outro. Porém, quando foi necessário formar um cérebro, para que o espírito pudesse criar por meio do pensamento, metade da força sexual foi retirada, para se construir com ela o órgão do pensamento. Tornou-se então necessário a cada ser humano, procurar a cooperação de outro que tivesse o polo contrário. Como antes da separação dos sexos, os seres humanos ainda não tinham cérebro e os seus olhos ainda não estavam abertos, viviam inconscientes no Mundo Físico e não se podiam guiar por si mesmos. Por isso, os Anjos juntavam-nos em certas épocas do ano, quando as forças planetárias eram propícias à realização do acto gerador, como um sacrifício religioso, no qual davam parte dos seus corpos para gerar veículos para outros espíritos. Nesse simples contacto o espírito atravessava por um momento o véu da carne e Adão conheceu a sua esposa. Os precursores da Humanidade dessa época notaram também que os corpos morriam; por isso, começaram a preocupar-se com a maneira de substitui-los. A solução deste problema foi dada por certa classe de espíritos, saídos dentre os Anjos, e que eram uma espécie de semi-deuses. Estes espíritos, também chamados lúciferes, ou dadores da luz, iluminaram a Humanidade nascente, mostrando-lhes que podia gerar corpos em qualquer altura. Desde então os corpos foram gerados sem terem em conta as condições planetárias e por isso o parto passou a ser acompanhado com dor, como profetizara o Anjo e daí por diante produziram-se corpos inferiores. Então, os Anjos ensinaram à Humanidade como deviam construir corpos de crescente e gradual perfeição entre a morte e o novo nascimento. Se o Homem nesse afastadíssimo passado tivesse aprendido a renovar o seu corpo vital, como se lhe ensinou a construir o seu corpo denso, a morte teria sido impossível e então seria imortal como os deuses; mas como era ainda um ser imperfeito, também seriam imortalizadas as suas imperfeições, e o progresso, a evolução, seria impossível. Nesta peregrinação contínua entre a vida e a morte, chegará o tempo em que o Homem estará pronto para possuir os poderes da Vida. Só então o seu corpo se purificará e o tempo de Vida terrena será muito maior. Só então encontrará a pedra filosofal, ou elixir da Vida. Os alquimistas procuraram obter esse veículo puro e santo, mas não foi da maneira como supõe a maior parte dos ignorantes, segundo processos químicos, em laboratórios. A nomenclatura que deu essa impressão foi necessária porque viviam numa época em que uma igreja dominadora os arrastaria para a morte se conhecessem a verdade. Quando diziam que tratavam de transformar os metais pobres em ouro, diziam a verdade, não só no ponto de vista material como no espiritual. O ouro foi sempre o símbolo do espírito. E esses alquimistas tratavam de tratar os seus corpos, que eram de natureza inferior, e transmutá-los em corpos superiores e espiritualizados, pela sublimação dos instintos. Sempre se empregaram os símbolos para designar o poder da pureza. No Antigo Testamento fala-se no templo de Salomão, que se construiu sem ruído de martelos. O mais formoso ornamento dele era o mar fundido, que Hirão Abiff, o construtor, conseguiu, pela transformação de todos os metais da terra, tornando-os tão transparentes como o cristal! Também no Oriente o Iniciado procura converter-se numa alma diamantina, pura e transparente. Aí, a Pedra Filosofal é o símbolo duma alma purificada, saída dos corpos que se foram transformando e espiritualizando, O corpo da alma que peca, morre, mas o da alma pura, será imortal mediante o elixir da vida, a “Árvore da Vida”, convertendo-se num corpo vital que durará milénios como veículo do espírito. Quando abusa dele, isto é, quando o usa para satisfazer os sentidos, como um vício, com ou sem matrimónio legal, então peca contra o Espírito Santo. Esse pecado tem de ser expiado. A humanidade está actualmente sofrendo por causa desse pecado. Os corpos débeis, as enfermidades que nos assaltam, foram causados por centenas de abusos; e, enquanto não aprendamos a dominar as nossas paixões, não haverá saúde perfeita na raça humana. Nascemos de pais que satisfizeram as suas paixões em qualquer momento e de qualquer modo, sem o devido respeito pelo seu semelhante. Por isto sofremos, e estamos lançando as mesmas enfermidades sobre os nossos filhos de geração em geração, seguidos de sofrimento e tristezas, até que compreendamos que a criança tem de nascer bem, porque tem esse direito, assim como tem de receber os cuidados devidos e ter as necessárias condições físicas durante o período subnatal.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Cura da alma Bruno J. Gimenes

No século XXI, as pessoas começaram a perceber que as nossas doenças não são só do corpo. Definitivamente, nós estamos nos atentando para este fato por nós mesmos. Não é nenhum cientista ou guru, ou xamã ou espiritualista ou médium que está nos dizendo isso. Por nós próprios estamos vendo que as doenças estão associadas à alma. E a alma é o que? Há muitas definições, mas quando nós começamos a perceber que as dores, as doenças e os problemas estão associados a um campo de energia, a um estado mental, emocional, psicológico e espiritual, a um estado de consciência, nós começamos a entender a relação: se estou feliz vem saúde; se estou triste ou chateado vem doença. E se eu continuo me mantendo num estado angustiado, triste, depressivo, pessimista, vem doença, as coisas trancam. Agora se eu começo a melhorar, a encontrar alegria, se volto a me relacionar com outras pessoas, dar risada, contar piada, ver crianças bonitas ou me divertir mais, eu me curo. Já está mais do que associada essa relação, está mais do que entendido que nós temos uma alma, uma consciência. Se você já segue o Luz da Serra, você sabe o quanto nós damos importância às questões da sua alma, do seu espírito, da sua essência. Este corpo que você está vendo aqui ou o corpo que você vê quando se olha no espelho, ele é um corpo de carne que acopla nele, que magnetiza nele um corpo de energia, é o que Paulo de Tarso chamava de "corpo de luz", é o que os gregos chamavam de "psicossoma" e os egípcios chamavam de "nefesh". Nós estamos falando de uma consciência que está em nós. Essa consciência se relaciona com o que nós somos e essa consciência é o que nós somos! Então, daí a diferença. O que acontece? Quando alguém me chama pelo nome numa fila e eu vou lá assinar, está escrito lá "Bruno José Gimenes". Quando olho minha identidade,está lá, quando entro com uma senha na internet está lá. Aí eu começo a achar que eu sou quem? O Bruno José Gimenes. Calma, vou lhe explicar, não ache que estou louco, não! Eu sou o Bruno José Gimenes, embora, na verdade, o certo é dizer que eu "estou" Bruno José Gimenes. A minha estrutura física é a carapaça, é o veículo que a minha consciência precisa para viver nessa Terra. Quando eu morrer não é o Bruno José Gimenes ou a identidade dele, o corpo dele vai morrer, mas a consciência que hoje apelidaram de Bruno José Gimenes não vai morrer. E é essa consciência que nós chamamos de "alma" e esta alma é um campo de energia. Esse campo de energia tem algumas particularidades e é por isso que a cura deve atuar na alma, porque a doença vem da alma. Quando você pensa, sente, age, interage, você cria estados energéticos. Esses estados energéticos são baseados no que você pensa e no que você sente. Você pensa coisas boas e sente coisas boas. Se você pensa medo, sente medo. Se você pensa angústia, sente angústia. Se você pensa em escassez, você sente escassez. E você traz todo esse pensamento e sentimento para a sua energia. Quem reage primeiro não é o seu corpo, quem reage primeiro é a sua aura. Aura A aura é o campo de energia da alma. E a aura dilata e se expande de acordo com os seus estados emocionais. Então, quanto mais feliz, tranquilo, altivo e confiante você estiver, nós sentimos que a aura se expande e ela fica mais leve. Quanto mais medo, mais interação ruim com a vida, sentimento ruim, mais a aura se contrai, assim como o músculo que vai atrofiando. E com o nosso campo de energia atrofiado, os campos de energia da Terra, do Sol e da natureza não passam mais por ele, assim as doenças começam a surgir. E é por isso que quanto mais os pensamentos de medo, mágoa, raiva, tristeza, ansiedade forem recorrentes, pior será para o seu corpo, porque a sua aura fica intoxicada com o padrão energético. E uma vez que ela fica intoxicada, ela transfere este padrão para o corpo. A cura da alma é o passo essencial da cura do corpo, da cura da vida. A cura da alma é a ação que nós devemos tomar diariamente. E curar a alma dá trabalho, mas é mais simples, mais fácil de começar do que parece. Você pode começar com uma boa oração, você pode começar com boas piadas. Eu tenho livros de piadas, às vezes, eu estou sem paciência para a vida, eu abro o livro e enquanto eu não consigo dar risada, eu não paro. É uma terapia. Você pode usar áudios de meditação. No próprio Luz da Serra, nós temos tantos áudios de meditação. Você pode se instruir e fazer cursos, quantas vezes eu já convidei você para alguns cursos que nós fazemos, alguns pagos e outros gratuitos, você tem todas as ferramentas para evoluir. E você tem a responsabilidade nas suas mãos. Se você não está feliz, se você está doente, se você está com muitos problemas de saúde, isso indica que a sua alma não está bem. E por favor, trate a alma enquanto seu médico trata o seu corpo! Não dá só para a gente tratar o corpo físico, assim como em muitos casos, a pessoa está com febre e não adianta só rezar, ela vai precisar tomar um antitérmico, ela vai precisar tomar um remédio. Então, nós precisamos associar a medicina da alma com a medicina do corpo físico para encontrar uma saúde integral. A Cura é na Alma Se você tratar somente o corpo físico, você vai esquecer do que é mais importante, que é a matriz, que é a origem de tudo, que é de onde você veio, que é o seu espírito e ele manipula tanto a sua doença quanto a sua cura. Este é o maior exemplo de que o Livre-Arbítrio está nas nossas mãos. O que o livre arbítrio diz? Se você agir certinho, direitinho, você se cura. Agora se você despertar para o dia reclamando, se lamentando, xingando e criticando é essa carga tóxica que você traz para o seu corpo. E uma vez que você traz isso para o seu corpo, aí a chance de você passar mal em todas as áreas é muito grande. Então, antes da gente limpar o nosso corpo, antes da gente fazer qualquer prática, seja na área médica ou educação física, o que for, nós precisamos nos lembrar que nós somos pessoas que pensam, sentem, agem, emocionam-se e é nessa base espiritual que nós do Luz da Serra acreditamos. A gente acredita que quando você encontra e realiza a missão da sua alma, você simplesmente se ilumina. Patrícia Cândido, eu e toda minha equipe acreditamos que a consciência espiritual é o caminho para a cura da alma, para você viver melhor. E muitas pessoas perguntam: mas o que é essa tal de consciência espiritual? É você começar a saber que você é um espírito, que esse espírito está dentro de um corpo e que você tem que cuidar dos dois, mas que a vida não só o que os olhos físicos podem ver, que pensamentos elevam ou prejudicam as coisas de acordo com a sua sintonia, que emoções têm muito mais poder do que parece, que o que você faz para o outro sempre gera consequências, de modo que se você faz coisas boas, gera consequências boas. Viver de forma espiritual é saber que nada passa ileso neste mundo e que você pode fazer a diferença sim. E o caminho não acaba com o final da vida física e também não é o começo com o começo da vida física, a alma é imortal. E isso eu falo independente de religiões, mesmo porque se você olhar todas as religiões falavam disso: todas, sem exceção.

A Conexão entre Almas e Corações .. Anderson Coutinho

Existe um momento em que, desapercebidamente, paramos nossos afazeres e nossos olhos (as janelas da alma) se fixam em um ponto qualquer. É o momento em que os pensamentos assumem o controle e nossa mente começa a desenhar diante dos olhos a lembrança de fatos, lugares, circunstâncias ou pessoas. Às vezes, essa lembrança cria em nós temores, outras vezes nos induz a sorrir discretamente, e em outras, somos tomados por uma estranha “saudade do que ainda não foi”. A alma - que possui o registro de tudo o que somos pelas sucessivas vidas de forma aglutinada neste corpo - então, começa a assumir o controle. Esse momento que nos remete da dureza do presente para a suavidade de um passado gracioso, sorrateiramente, começa a nos transportar para uma espécie de futuro de possibilidades, onde nossos pensamentos viajam por cenas como aquelas dos filmes em que a câmera se fixa no olhar do personagem enquanto, em segundo plano, ele vive as experiências mágicas das conexões com o outro – seja do que foi, ou do que gostaria que fosse. Quantas não são as vezes em que nos conectamos com o outro sem nem ao menos percebermos que estamos “on line” no pensamento? Falamos mentalmente com as pessoas, proferimos discursos belíssimos no pensamento, fazemos declarações de ódio ou de amor (prefiro as de amor) supondo como seria se aquelas palavras fossem ouvidas pelo outro, ensaiamos a confabulação mais intensa simulando como seria se tudo aquilo fosse dito, ou melhor, se tudo aquilo fosse ouvido pelo outro, sem nos darmos conta que, de algum modo, e por algum motivo inalcançável à inteligência dos céticos, o outro recebe aquela mensagem na alma. As almas mais sensíveis sabem: a sonoridade das palavras é apenas um elemento coadjuvante. O coração sente. O ódio ou o amor que envolve as criaturas (e eu prefiro o amor) se faz entender pela sua simples existência. Você já se deparou consigo mesmo(a) exercitando discursos que nunca conseguiram ser reproduzidos “na hora H” com a fidelidade das palavras ditas na “preparação”? Mas você já se deu conta que muitas vezes não é necessário que nada seja reproduzido porque a mensagem inicial foi assimilada mesmo quando você pensou estar só com seus pensamentos ensaiando o momento? O fato é que dependendo “do que” e “para quem”, as palavras do “ensaio” já foram percebidas e recebidas pelo destinatário com uma clareza que só perde para os discursos mais eloquentes e objetivos. No momento em que nossos olhos se fixam naquele ponto qualquer e nossa mente começa a desenhar enredos de passado, presente e futuro, nossa energia emite ao universo o maior de todos os chamados: o da alma, que sem explicação aparente, ou motivo humanamente justificável dentro dos convencionalismos sociais, faz ecoar pelo cosmo os silenciosos gritos de dor ou de amor (e eu prefiro os de amor) que não conhecem distâncias, e muito menos barreiras físicas, e sempre, invariavelmente e independentemente de qualquer nível de crença, chegam até o outro. Coração conversa com coração. A verbalização é apenas o aval para o gesto de repudio ou de aconchego (e eu prefiro o aconchego) que por um motivo “misteriosamente óbvio” faz com que você “pré-viva” todas as emoções daquele contato, antes mesmo que ele aconteça de fato. E se vai acontecer ou não, pouco importa – embora importe. Mas o que faz mesmo a diferença é saber que quando você se conecta ao coração do outro, olhar no olho e se fazer ouvir com a voz, é apenas uma forma de registrar na história aquilo que os corações já sentiram, seja um manifesto de violência ou de amor (e eu prefiro os de amor). As almas se conhecem e conversam entre si. E aquilo que você emite, invariavelmente chegará ao outro. Um tapa na face, ou um abraço interminável, são apenas formas de nos certificarmos conscientemente de algo que no plano astral, já se manifestou. Sua violência tresloucada ou sua inexplicável sensação de simpatia vai envolver o outro. Talvez ele tenha menos sensibilidade para perceber, talvez tenha mais, mas independente disso, o espírito sempre saberá perceber aquilo que as palavras não conseguirem – ou não puderem – verbalizar. Eis o mistério mais belo dos encontros e reencontros: quem os vive, os sente, sem precisarem de “provas”.

Almas Perdidas . Nadya Prem

Alma é a denominação dada ao espirito encarnado. Termo derivado do latim ânima, que significa "o que anima" . A alma dá sentido à vida e determina o caminho que percorreremos. Para se manifestar, o espírito se reveste de vários corpos. Em cada dimensão ele apresenta um corpo energético característico. Na vida terrena, o espírito é envolvido por uma camada fluídica bastante densa, que acaba por ocultar a sua essência, a ponto do ser se sentir desconectado de sua condição espiritual. Nesse estado, o homem-espírito passa a ser uma alma. Um espírito animado num corpo humano. Os sentidos mais sutis se tornam obscurecidos, por toda essa pesada crosta que o envolve. À medida que vai se desenvolvendo dentro dos moldes terrenos, a alma passa a vivenciar com mais intensidade a vida material. Há um "aterramento", a alma cria raízes, como numa árvore. A ligação do espírito com a matéria proporciona experiências singulares, que sem a encarnação, não seria possível vivenciar. Assim como a árvore, o homem-espírito, além de suas raízes, desenvolve seus ramos e sua copa, que se abrem aos céus e o conectam com sua essência espiritual. A alma cresce, floresce, frutifica e espalha suas sementes pelo terreno fértil. Então, é necessário que a alma tenha raízes e copa, que seja como uma árvore. E todo o processo acontece... Conectado a natureza e a espiritualidade, com a terra e com o céu. Quando o homem-espírito está em harmonia com sua natureza humana e sua essência espiritual, ele se torna forte e tem uma vida saudável em todos os âmbitos. Relacionamentos pacíficos, nutridos por sentimentos elevados, mente e emoções equilibrados. Há discernimento, as atitudes são conscientes e a sensação é de plenitude. Porém, sem essa integração, o ser começa a adoecer. A energia que deve fluir entre as dimensões física e espiritual, fica estagnada e provoca desequilíbrios de toda espécie. A falta de conexão com a natureza, provoca no homem o descompasso em seu corpo físico. O corpo tem seu metabolismo e seu equilíbrio dinâmico alterados. A falta de conexão com a essência espiritual, tornam o ser egoísta. Sua mente fica presa às armadilhas que ela própria cria. Falta o alimento espiritual. Pensamentos negativos, impulsionados pelos venenos mentais, sofrimento mental. Perde-se aos poucos o contato efetivo com a alma que é responsável por impulsionar, movimentar e fazer fluir a energia no ser animado, mantendo-o em harmonia. Constrói-se uma imagem pessoal para o ser, que passa a se identificar por "eu", o ego. A vida é um aprendizado, através do qual o ser, em sua relação consigo mesmo, ruma em direção ao autoconhecimento, que se deflagra na vivencia dual entre o "eu" e o "outro". O ser encarnado experimenta o conflito da dualidade. Porém, o homem-espírito, quando se deixa levar pelas artimanhas do "eu" e age sob o domínio do "eu quero", acaba por se perder pelo caminho. Tem-se, então, a alma perdida. A falta de integração com a alma provoca uma lacuna, que o "eu" não sabe como preencher. É um vazio interior que traz sofrimento e falta de direcionamento. No intuito de reprimir a dor que sente, o ser passa a buscar algo que possa lhe trazer prazer e preenchimento. No entanto, por ignorância, em vez de buscar a completude interior, ele se deixa dominar pelas vontades do ego, que apenas conhece o mundo concreto dos desejos. Na relação a dois, procura acalmar sua necessidade de dar sentido a vida e preencher o vazio. No vínculo de dependência com o outro, de uma forma delituosa e prejudicial a si mesmo, tenta dar continuidade e significado a sua existência. O outro passa a ser seu ponto de apoio e o motivo de sua vida. Cria o apego exagerado não só em suas relações com as pessoas, mas também com objetos dos quais se considera proprietário. A dependência e o apego se tornam cada vez mais intensos e prejudiciais, fazem crescer sentimentos de possessividade, fortalecendo o ego e todas os desequilíbrios que ele traz; aumentando o distanciamento do ser com sua alma. Um robô, sem vida, controlado pelo ego. Cria expectativas, descontrola-se. Já não consegue ver a beleza da vida, da natureza e não sente mais o Deus que lhe habita. Nesse estado, encontramos os corações endurecidos, feridos que, quando há o rompimento de uma relação em sua vida, seja amorosa, profissional ou qualquer outro vínculo, assim como perdas financeiras e materiais, acabam em depressão e em desesperança. O remorso passa a alimentar o ser. Doenças do corpo e da mente resultam de suas criações mentais e emocionais. Muitos buscam preencher o vazio através das compulsões de toda espécie. Há uma carência de amor próprio, uma ansiedade que não se acaba. Surgem os transtornos psicológicos e as enfermidades crônicas, entre outros desequilíbrios. A dependência química, os vícios de toda ordem, instalam-se como chagas que encontram espaço para crescer, envenenar e corroer as camadas protetoras do espírito, que perde o prumo e enlouquece. Em desespero, alguns optam pelo suicídio, por não conseguirem preencher o vazio e não aguentarem mais o sofrimento interior. Mas o sofrimento é um caminho para o despertar e, por esse prisma, o ser através da doença e da dificuldades materiais e em suas relações, é convidado a mudar o rumo de sua jornada, providenciando o reencontro com sua alma perdida. Para que nossa alma não se perca, precisamos estar sempre atentos. Vivenciando o presente, o aqui e o agora e se, por descuido a perdemos, façamos o caminho do reencontro. Acordar e contemplar o dia, a natureza. Cumprimentar o sol, o planeta e todas as manifestações de vida. Agradecer pelo momento presente, pela oportunidade de compartilhar. Unir a essência espiritual à manifestação de Deus, que os olhos podem ver, as mãos podem tocar. Podemos sentir o aroma das flores, ouvir os sons da natureza, abraçar nosso irmão de jornada. Agradecer o alimento de cada dia. Cantar, dançar, celebrar... O Divino está presente ao nosso redor e em nós mesmos, basta presenciar. Amar incondicionalmente a si e ao outro. Aceitar que cada um de nós está exatamente onde deve estar. Toda dor, todo sofrimento será um bálsamo, uma bênção, para que o nosso coração se desprenda de todo o apego. Dessa forma, a alma estará realizando aquilo a que se propôs, entregar-se e fundir-se ao Todo, como uma gota que se torna o oceano. Se você está sofrendo por perdas, sejam quais forem, não se deixe levar pela mágoa e pelo ressentimento. Ore com o seu pensamento e o seu coração conectados a Deus. Uma ótima prática para se reconectar, é se sentar em silêncio em um local tranquilo e contemplar a si mesmo. Procure estar presente, sinta sua respiração, perceba a vida que flui em você e agradeça! Você pode também ir a uma praça, ou em qualquer cantinho onde tenha uma árvore. Abrace-a bem forte! Sinta a presença Divina na natureza! Se quiser, podemos nos unir nesse reencontro com sua alma, eu lhe darei as mãos e lhe ajudarei em sua busca. Mas, entenda, que é o seu momento e você terá que estar presente.

terça-feira, 24 de junho de 2014

coração de luz.

Ao acordar, andar, comer, trabalhar, pense em si mesmo como sendo feito de luz. Imagine que no seu coração arde uma chama e o seu corpo nada mais é que uma leve aura ao redor da chama. Apenas uma luz ao redor da chama. Faça com que esse pensamento se aprofunde na sua mente e na sua consciência. Absorva-o. Levará tempo, mas, se continuar a pensar e sentir assim, dentro de algum tempo você será capaz de se lembrar disso o dia inteiro. Ao acordar, ao andar pela rua, será uma chama em movimento. No início, ninguém perceberá isso, mas se persistir, depois de três meses, haverá outros que também irão perceber. Só depois que os outros perceberem isso é que você se sentirá à vontade. Não diga nada a ninguém. Apenas imagine uma chama e o seu corpo como sendo a aura ao redor dela - não um corpo físico, mas um corpo elétrico, um corpo de luz. Continue a fazer isso. Se persistir, em cerca de três meses as pessoas se darão conta de que lhe aconteceu alguma coisa. Perceberão uma luz sutil ao seu redor. Quando você se aproximar, sentirão um calor diferente. Se tocá-las, sentirão um toque ardente. Sentirão que está acontecendo alguma coisa estranha. Não conte nada a ninguém. Quando os outros perceberem, você se sentirá à vontade e estará apto para passar à segunda etapa, mas não antes disso. A segunda etapa é levar essa sensação para os sonhos. Você já será capaz de senti-la sonhando. Tornou-se uma realidade, não é mais imaginação. Por meio da imaginação, você descobriu uma realidade. Tudo consiste em luz e isso é real. Você é luz - mesmo sem saber - porque cada partícula de matéria é luz. Os cientistas dizem que a matéria é feita de elétrons. É a mesma coisa: a luz é a origem de tudo. Você também é luz condensada: por intermédio da imaginação, é possível descobrir essa realidade. Absorva-a; quando já estiver pleno, pode levá-la para os sonhos, mas não antes. Então, enquanto estiver quase dormindo, continue pensando na chama, continue a vê-la, sentindo que você é a luz. Lembrando-se disso... lembrando... lembrando enquanto pega no sono e a lembrança continua. No princípio, você terá sonhos em que se sentirá como se tivesse uma chama dentro de si, sonhos em que você é luz. Em pouco tempo, você se moverá nos sonhos com o mesmo sentimento. E uma vez que esse sentimento entre nos seus sonhos, eles começarão a desaparecer. Haverá cada vez menos sonhos e cada vez mais sono profundo. Quando essa realidade for revelada durante os sonhos - que você é luz, uma chama ardente -, todos os sonhos desaparecerão. Apenas quando os sonhos desaparecerem você será capaz de levar essa sensação para o sono. Então estará na porta. Depois que os sonhos desapareceram e você se recordar de si mesmo como uma chama, você estará na porta do sono. Aí poderá entrar com o sentimento, e, quando puder entrar no sono com a sensação de que é uma chama, estará perceptivo dentro do sono. E então apenas o seu corpo estará dormindo. A ioga e o tantrismo dividem a vida da mente humana em três partes: despertando, dormindo, sonhando. Essas não são as divisões da sua consciência, são as divisões da sua mente - a consciência é a quarta parte. Essa técnica serve para ajudá-lo a ir além desses três estados. Se tiver consciência de que é uma chama, uma luz, de que o sono não está acontecendo com você, será possível estar consciente. Você está fazendo um esforço, está cristalizado ao redor daquela chama. O corpo está adormecido, mas você não. Isso é o que Krishna diz no Gita: os iogues nunca dormem. Enquanto os outros dormem, os iogues estão acordados. Não significa que o corpo deles nunca dorme: o corpo dorme, mas só o corpo. A matéria precisa de repouso, a consciência não, porque o corpo é um mecanismo e a consciência não. O corpo precisa de combustível, assim como de repouso. É por isso que quando nasce ele é jovem, depois fica velho e finalmente morre. A consciência nunca nasceu, nunca envelhece, nunca morre. Ela não precisa de combustível, não precisa de repouso. É pura energia, energia perpétua. Se você for capaz de atravessar a porta do sono com essa imagem da chama e da luz, nunca voltará a dormir, só seu corpo descansará. E enquanto seu corpo estiver dormindo, você terá a percepção disso. Quando isso acontecer, você terá se tornado o quarto elemento. Agora o despertar e o sonhar e o dormir são partes da sua mente. São partes, e você se tornou o quarto elemento - aquele que perpassa todos eles sem ser nenhum deles. (Osho)