contos sol e lua

contos sol e lua

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

As Profecias.


Raul Seixas
comp/ Raul Seixas / Paulo Coelho

Tem dias que a gente se sente
Um pouco, talvez, menos gente
Um dia daqueles sem graça
De chuva cair na vidraça
Um dia qualquer sem pensar
Sentindo o futuro no ar
O ar, carregado sutil
Um dia de maio ou abril
Sem qualquer amigo do lado
Sozinho em silêncio calado
Com uma pergunta na alma
Por que nessa tarde tão calma
O tempo parece parado?

Está em qualquer profecia
Dos sábios que viram o futuro,
Dos loucos que escrevem no muro.
Das teias do sonho remoto
Estouro, explosão, maremoto.
A chama da guerra acesa,
A fome sentada na mesa.
O copo com álcool no bar,
O anjo surgindo no mar.
Os selos de fogo, o eclipse,
Os símbolos do apocalipse.
Os séculos de Nostradamus,
A fuga geral dos ciganos.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia.

Um gosto azedo na boca,
A moça que sonha, a louca.
O homem que quer mas se esquece,
O mundo dá ou do desce.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia.
Sem fogo, sem sangue, sem ás
O mundo dos nossos ancestrais.
Acaba sem guerra mortais
Sem glorias de Mártir ferido
Sem um estrondo, mas com um gemido.

Os selos de fogo, o eclipse
Os símbolo do apocalipse
A fuga geral do ciganos
Os séculos de Nostradamus.

Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia
Um dia...

Sim, sim, sim...

As 7 Profecias Maias.


Os maias nos deixaram uma mensagem escrita nas pedras.... Uma mensagem que contém sete profecias, com uma parte de alerta e outra de esperança. A mensagem de alerta profetiza o que acontecerá em nosso tempo; a de esperança, nos fala das mudanças que devem haver dentro de nós mesmos para impulsionar a humanidade para uma nova era... Revelar cada uma dessas profecias implicará submergir em seu mundo científico, religioso e espiritual.
Desde anos atrás, nossa civilização vem sendo ameaçada pela guerra, a devastação dos recursos naturais, o materialismo e o caos tecnológico. Os maias, a partir de seus estudos científicos sobre o universo, e a absoluta precisão com que elaboraram seus calendários, sabiam exatamente quando isso aconteceria. Por isso, para nos alertar, deixaram uma mensagem escrita em
pedras que contêm sete profecias. Algumas advertem o homem sobre os perigos em prosseguir com seu comportamento destrutivo; outras, são uma mensagem de esperança que fala da atitude que deve ser tomada para impulsionar a
civilização para uma nova era de solidariedade e harmonia. As mudanças climáticas, sociais e psicológicas anunciadas por tais profecias aconteceram de todos os modos, e os maias asseguram que uma transformação na consciência do homem pode alterar essas previsões e moderar seus efeitos. Porém, para poder compreender este legado, é necessário conhecer
sua cultura, seus conhecimentos e sua maneira de ver a vida.
A arte, a ciência e a religião maia estão baseados em sua relação com o sol. Acreditavam que era a única via para se comunicarem com Hunab Ku, seu único deus, cujo coração e mente se encontram no centro da galáxia. Os
maias mediram o tempo e elaboraram seus calendários a partir de seu conhecimento exato sobre os movimentos do sol.
Descobriram que o sistema solar inteiro se move de maneira elíptica em ciclos de 25.625 anos, um dia
galáctico. Por sua vez, a cada 5.125 anos, o sol central da galáxia envia um raio de luz que sincroniza todos os planetas e seres vivos para conduzi-los a uma nova etapa, com maior harmonia. Observaram também que, nos últimos vinte anos de cada ciclo, o sol modifica seu eixo de rotação e produz grandes cataclismos na Terra. Esse período, o katún, funciona como um gonzo: nos impulsiona para uma nova fase evolutiva. Utilizaram seus calendários para prever todas estas mudanças e alinhar seu comportamento com o dos ciclos galácticos. A pirâmide de Kukulcan foi construída como um gigantesco relógio solar, que servia para ajustar os calendários e determinar, antecipadamente, as variações de energia no ser humano.
Há algumas décadas, cientistas de todo o mundo se dirigem às ruínas das cidades maias para estudar as datas e números gravados nos muros e livros sagrados. Assim, enquanto reaparecem seus conhecimentos, a misteriosa
mensagem dos "donos do tempo" vai sendo decifrada.

Primeira profecia.
Segundo esta profecia, em 22 de dezembro de 2012, o sol receberá um raio que, sincronizando o centro da galáxia, iniciará um novo ciclo. Será o fim do mundo do materialismo e destruição em que vivemos, e o início de uma nova etapa de respeito e harmonia. Antes desse dia, a humanidade deverá optar entre desaparecer como espécie pensante, que atenta contra o planeta, ou evoluir para uma nova era de integração com o resto do universo.

Segunda profecia.
A segunda profecia anunciou que, a partir do eclipse de 11 de agosto de 1999, as transformações físicas do sol alterariam o comportamento humano. Disseram que alguns perderiam o controle de suas emoções e outros afinariam sua paz interior para entrar em sincronismo com os ritmos da galáxia. Poderão, assim, neutralizar as mudanças drásticas que descrevem as
seguintes profecias.

Terceira profecia.
Na terceira profecia, os maias asseguram que a conduta antiecológica do homem aumentará a temperatura da Terra e produzirá desequilíbrios climáticos e geológicos. A falta de sincronismo entre nosso comportamento e a natureza trará grandes problemas, como a evaporação da água dos solos, incêndios florestais e a destruição das colheitas. A atitude a ser tomada será crucial para transformar esta época de crise.

Quarta profecia.
Aqui, é prevista uma onda de calor que provocará o derretimento de gelo dos pólos. Segundo os maias, este será o tempo em que o planeta se tornará limpo e verde, todavia as costas serão inundadas e as milhares de pessoas que vivem próximo ao mar correrão sérios riscos...

Quinta profecia.
Segundo a quinta profecia, se não sintonizarmos nosso comportamento com os ritmos da natureza e da galáxia, antes de 2012 veremos falhar todos os sistemas sobre os quais está baseada nossa civilização. Produzir-se-á um
colapso da rede informática, eletricidade, o sistema econômico e a religião. A partir disso, o homem perceberá a necessidade de reorganizar a sociedade de um modo mais harmonioso e menos competitivo.

Sexta profecia.
Fala-se da aparição de um cometa que trará transformações físicas muito bruscas em nosso planeta. A partir de seus cálculos, os maias asseguram sobre a existência de alta probabilidade de que um cometa se choque com a Terra. Contudo, sustentam que é possível desviar sua trajetória, por meios físicos ou psíquicos.

Sétima profecia.
Nesta sétima profecia, os maias nos deixaram uma mensagem de esperança. Disseram que, a partir de um esforço voluntário para obter harmonia e paz interior, poderemos desenvolver novos sentidos e integrá-los ao funcionamento da galáxia. Assim, poderemos reduzir os efeitos nocivos anunciados por outras profecias e renascer em uma nova era, "a era da luz".R.Planeta.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Hinduismo.


Embora nos últimos anos, as religiões, especialmente as recém-fundadas, estejam assumindo um valor salvífico mais material “do aqui e do agora”, a essência das religiões foi – e ainda é – a resposta essencial à vida e ao depois da morte. No homem, encerram-se medos e esperanças, alienações e liberdade, solidão e amor, superações e contradições. Pode-se negar o além, mas, no âmago da consciência humana, existirá sempre o anseio de saber se existe algo depois da vida.
Vedas, os seculares livros sagrados do hinduísmo.
As respostas aos enigmas da vida e do além tornam-se a finalidade das religiões e, conforme o tipo de salvação admitida, organiza-se a prática religiosa na vida terrena do fiel. As religiões oferecem os meios, os caminhos, os guias e os mediadores para se conseguir o status final. A salvação depois da morte pode ser entendida como uma libertação pessoal da vida terrena, de uma situação existencial provisória e passageira, ponto de chegada definitiva, como acontece no islã, no judaísmo e no cristianismo.
Pode ser considerada, como a liberação da história ou da existência individual, para se perder na divindade, como no hinduismo, no budismo, nas religiões orientais ou cósmicas. De qualquer maneira, percebe-se a busca incessante de felicidade que pode consistir na existência eterna, na anulação total ou no perder-se individualmente na divindade.
Salvação como libertação da angústia.
O hinduísmo atual é a religião da salvação individual e do perder-se na divindade, embora em sua origem, a salvação fosse um pouco diferente. Nos Vedas, os seculares livros sagrados do hinduísmo, encontra-se o desejo de continuação da vida humana na morada dos deuses, onde os virtuosos e os justos gozariam da imortalidade num reino de luz, enquanto os malvados sofreriam os tomentos do inferno. Sucessivamente, foram se infiltrando os conceitos dos ciclos e épocas cósmicas que modificaram totalmente o conceito primitivo.
O célebre mito da Bramavaivarta Puruna relata Vishnu mostrando a Indra, o rei dos deuses, uma miríade de formigas que são as reencarnações que sofreu e sofre o mesmo Indra, ao longo dos ciclos cósmicos. “Quem contará o número dos universos, tendo cada qual seus Vishnu e Brahma?... os universos nascem e desaparecem indefinitivamente... os universos flutuam nas águas puras e sem fundo que forma o corpo de Vishnu”.
Peregrinos hindus banham-se às margens do rio Ganges, considerado sagrado pelos indianos
Neste turbilhão de nascimentos e renascimentos cósmicos, surge a idéia da transmigração das existências dos corpos em outros, através dos tempos cíclicos. Os seres humanos e divinos reencarnam-se numa seqüência de vidas (Samsara), dentro da lei inexorável do karma, que amarra, indissoluvelmente, todo o peso dos atos realizados nas vidas anteriores e o transmite às vidas posteriores, até seu desaparecimento na divindade como forma de purificação.
O ciclo dos milênios.
Atualmente, estaríamos na idade de Kali-Kaliyuga que, por sua vez, foi precedida por três ciclos de yuga (idade): o Dvaparayuga, o Tretayuga e o Kritayuga, épocas felizes da humanidade. Essas quatro idades ou yugas formarão a grande idade de 4.321 milhões de anos, ao término da qual, Brahma, o criador, descansará, provocando uma dissolução cósmica. Ao seu despertar, o processo recomeçará e assim até o infinito.
Montados no touro, a deusa Parvati e o deus Shiva
Nesses ciclos de nascimentos e renascimentos cósmicos que acontecem de um corpo ao outro, concentra-se a angústia dos hindus e o desejo de fugir desses ciclos que, praticamente, fundamentam a vida religiosa seja dos eruditos mestres, dos gurus como do povo. A aspiração de se livrar destes ciclos infinitos e doloridos é o componente mais importante do hinduísmo.
A condição humana.
As escrituras sagradas do hinduísmo – Upanishad e Bhagavad-Gita – apontam as raízes da condição humana na ignorância, no desejo, no egoísmo. De tudo isto, brota um agir – karma – cheio de egoísmos e de paixões que proíbem ou retardam a chegada ao Brahma e seu aniquilamento nela. “A árvore do desejo nasce no coração da confusão mental; a ignorância é a sua raiz, a ira e o orgulho são o tronco e o fruto provém das ações realizadas nas vidas passadas”.
Indra, o rei dos deuses.
A solução, portanto, estaria na renúncia radical de todos os desejos que levam a essas ações más. “O homem, que está dominado pelas paixões, – diz o livro da Upanishad – por causa das ações, pode alcançar a finalidade de sua mente. Quando esgotou o efeito das obras que fez aqui, do outro mundo volta a esta terra para continuar a agir. Isso para quem é dominado pelos desejos. Mas, para quem está livre de desejos, quem já apagou seus desejos... ele já é brahma e se reúne com Brahma”.
Isso explica por que os cadáveres dos sadus, que já conseguiram chegar a esse estado de libertação, não são cremados, mas simplesmente abandonados às águas do rio Ganges e de outros rios sagrados. O invólucro dos seus corpos não é mais necessário, porque já se auto-identificaram com a realidade profunda de Brahma que é o termo final da salvação: “Quando todos os desejos do coração foram anulados, então o mortal se torna imortal e goza no Brahma.
Como a serpente que perde a pele morta, assim este corpo; permanece, porém, o espírito incorpóreo, imortal, puro Brahma, pura luz.”. Tornar-se Brahma significa tornar-se um ser puro e atingir a suprema felicidade de perder-se na divindade. Esse encontro com Brahma tem diferentes interpretações, conforme os mestres hindus: para alguns é chegar aos pés do Brahma, para outros a salvação é comparada ao amor dos esposos, para outros ainda é um aniquilamento na divindade.
Aliás, para alguns místicos, isso deveria acontecer já durante a vida e a interpretação dessa chegada final é o que diferencia os grandes caminhos místicos do hinduísmo: o do conhecimento, o das obras e o da dedicação amorosa. “Qualquer coisa que vocês façam – comer, sacrificar, dar uma esmola – ou qualquer sofrimento aceito, ofereçam tudo a mim. Trabalhem para mim, me amem lealmente, abandonem qualquer outro afeto, não cultivem ódio, porque todos os que assim agem, chegarão até mim” diz Krishna. Importante para a salvação, portanto, é não ter ou cultivar o egoísmo.
Os mediadores e os meios da salvação
Além do esforço pessoal e da ajuda divina, o hindu que busca a salvação pode contar com outros meios e mediadores como o avatar, o guru e o mantra. O avatar é a encarnação da realidade última – divindade – que se manifesta em forma humana, mas pode aparecer também sob a forma de outros seres, como nos animais sagrados, e desce à terra, quando há algum desvio ético, como está escrito na Bhagavad-Gita: “Eu sou imutável não gerado... Todavia, pela minha energia criativa, me associo à natureza que é minha e venho existir no tempo.
Todas as vezes que a lei da justiça é instável e triunfa a ilegalidade, então eu me encarno aqui na terra”. O guru é um componente importante na via da salvação, é o guia indispensável de quem procura encurtar os ciclos cósmicos. Verdadeiro mestre de espiritualidade com autoridade absoluta para seus seguidores, é o guru que escolhe para o seu discípulo a divindade a ser venerada, a meditação a ser feita, a invocação ou mantra, fórmula sagrada, cuja meditação e repetição freqüente facilita o encontro com o divino e com a salvação.
Ele pode receber, ainda em vida, honrarias e apelativos divinos de seus discípulos. O mantra, instrumento indispensável no caminho da salvação, é a repetição e a meditação de frases místicas que interligam profundamente o humano ao divino. O hinduísmo insiste também na importância da vida moral ensinada pelos mestres espirituais. Os pontos mais importantes dessa moral hindu podem ser resumidos em: domínio de si mesmo, compaixão pelos outros, pessoas ou animais, e a esmola.
No Bhramasutra, encontram-se outros conselhos, como a renúncia das coisas não reais deste mundo, uma nítida separação intelectual entre o eterno e o humano transitório, a prática das virtudes e o desejo intenso da salvação.
Ashram e devoção popular
Os preceitos da salvação são praticados, sobretudo, entre as classes religiosamente mais preparadas e no ashram, centro de espiritualidade que se forma ao redor de um guru. Às vezes, esses princípios são polêmicos, privilegiando a espiritualidade dos gurus e de seus discípulos. O povo, longe das discussões místicas, procura sua salvação nos templos, nos rios sagrados, nas romarias aos santuários das divindades mais populares, com orações, votos, na purificação das culpas, por meio de autopunições e penitências, numa mistura de ingenuidade e espontaneidade, criando práticas espirituais pessoais que desembocam numa magia de cores que são as da Índia.
O objetivo dos peregrinos hindus é o banho na confluência do rio Ganges e Yamuna: para eles, isso lava as culpas das pessoas, compensando até uma vida inteira de comportamentos pecaminosos e oferece a chance de uma existência mais nobre e em melhores condições na próxima reencarnação. É verdade que, todos os dias do ano, chegam peregrinos para se banharem nas águas dos rios sagrados e que para muitos, em qualquer dia, se consegue a purificação desejada.
Contudo, segundo alguns hindus ortodoxos, fazer isso no tempo do Kumbh Mela e no dia da lua nova, dá maior garantia de ter suas culpas lavadas e até pode garantir a salvação total, isto é, a liberdade de novas reencarnações depois da morte. Kumbh Mela é a maior das peregrinações indianas e a maior reunião de pessoas que uma confissão religiosa jamais conseguiu realizar no mundo inteiro. Milhões de peregrinos de todos os rincões da Índia e até do exterior, falando diferentes línguas, dos mais variados costumes e culturas, encontram-se para o santo mergulho nos rios sagrados.Wikepédia

A luz Astral.


A luz astral permite ao iogue ou à pessoa com dons parapsicológicos mobilizar ou fazer levitar objetos, ter pressentimentos e outras percepções extra-sensoriais. Um grande iogue é capaz de materializar ou desmaterializar objetos atuando a partir do interior da sua estrutura atômica. Ele pode fazer isso porque se reduziu à condição de um espírito universal. Ele nada mais é, além da lei eterna, e nada mais deseja, a não ser o bem absoluto. Antes de alcançar esse ponto, ele deve aprender a desidentificar-se totalmente do mundo físico tridimensional. Quando vence, ele atinge o nirvana e transcende o estágio atual de evolução humana. Alcança o chamado “adeptado”, a completa aptidão em matéria de sabedoria divina. Porém, segue aperfeiçoando-se em outros níveis, em direção a círculos cada vez mais amplos de consciência planetária e cósmica.
Esses seres de luz conservam seus corpos físicos. Podem viver bem mais de um século, e trabalham retirados do mundo, inspirando a evolução humana de “dentro para fora” e estimulando os impulsos mais elevados em nossos corações e mentes. Chamados de iogues perfeitos por Yogananda, tais seres são conhecidos como imortais pelo taoísmo, como rishis pelo hinduísmo e budas ou arhats pelo budismo.
No final do século 19, alguns desses mestres inspiraram a criação do movimento teosófico moderno. Em colaboração com eles, a escritora russa Helena Blavatsky fazia demonstrações de psicocinese, desmaterializações e materializações de objetos e outros fenômenos. O espiritualismo abriu uma profunda brecha no materialismo cego daquele momento. A revolução industrial estava no auge e se apoiava em um cristianismo dogmático e autoritário. Alfred Sinnett, um dos principais jornalistas da época, manteve correspondência durante anos com dois adeptos que viviam nos Himalaias. As cartas recebidas por Sinnett estão hoje depositadas no setor de manuscritos raros do Museu Britânico, em Londres, e os estudantes podem examiná-las. Além do seu conteúdo extraordinário, elas eram escritas mentalmente no Tibete e materializadas na Índia, muitas vezes aparecendo misteriosamente do nada diante dos olhos atônitos de pessoas da elite social. Sinnett descreveu muitos desses fenômenos, feitos diante de testemunhas cujos relatos foram publicados nos jornais da época e que estão reunidos hoje em livro. Em uma dessas cartas, um adepto explica os fenômenos de materialização e desmaterialização de objetos:O cérebro humano é um gerador inesgotável, e da melhor qualidade, que produz força cósmica a partir da energia baixa e bruta da natureza; o adepto completo se tornou um centro do qual se irradiam potencialidades que geram correlações e mais correlações durante épocas sem fim do tempo que virá. Esta é a chave do mistério pelo qual ele é capaz de projetar no mundo e materializar nele as formas que sua imaginação construiu no mundo invisível a partir da matéria cósmica. O adepto não cria qualquer coisa nova, mas apenas utiliza materiais que a natureza apresenta ao redor dele ” (O Mundo Oculto, a Verdade Sobre as Cartas dos Mahatmas, de Alfred P. Sinnett, Editora Teosófica).
A partir da segunda metade do século 20, a levitação, a materialização e outros fenômenos extraordinários que rompem os limites do mundo físico convencional vêm sendo abordados de muitas maneiras diferentes pela mente humana. A ciência avança em sua luta com os mistérios da mecânica quântica, da astrofísica e da criação do universo. Outro enfoque é o do sonho e da imaginação. Nas histórias em quadrinhos e filmes, super-heróis como o Capitão América, o Super-Homem e até o desajeitado Superpateta (o amigo de Mickey) lutam pelo bem e, para alcançar objetivos altruístas, são capazes de levitar e têm intuição, entre outros poderes ióguicos. Voam em altas velocidades, em nosso planeta ou fora dele. Ao mesmo tempo, preservam a sua identidade pessoal. O segredo é uma regra básica da sua atuação pelo bem da humanidade. Os anjos que ajudam pessoas em dificuldades, em seriados de televisão, são outro exemplo. O herói gaulês Asterix tem elementos desse arquétipo. Tais personagens são, na verdade, diferentes versões populares dos adeptos ou mahatmas. A presença protetora desses grandes seres está no centro do inconsciente coletivo humano, e é captada pela criatividade dos escritores de todas as nações.R.Planeta.

A ciência imita os místicos.


Nas últimas décadas, a ciência vem aprendendo a dominar parcelas cada vez maiores da luz astral, produzindo verdadeiros milagres sobre a matéria, façanha antes realizada apenas por místicos e grandes iogues.
Ter pensamentos, perceber o futuro, caminhar sobre as águas, levitar, mover objetos com a força da mente ou desmate- rializá-los e rematerializá-los no mesmo instante a grande distância. A força da mente parece infinita, e a história humana está repleta de relatos sobre os poderes extraordinários conquistados por santos e iogues adiantados.
De onde vêm esses poderes que tantos sábios (e mesmo pessoas comuns) têm demonstrado possuir ao longo da história? Qual o ponto de encontro desses fatos com o pensamento científico atual? Não se pode dizer que o progresso científico seja a única forma de ampliação da força mental humana. Há formas de expansão que o pensamento racional ainda não pode descrever com facilidade.
"A mente humana é um mistério”, escreve o cientista Adrian W. Clark, em um livro dedicado ao fenômeno da psicocinese (capacidade de movimentar objetos físicos com a força mental). “Quanto mais tentamos saber sobre o funcionamento da mente, mais misteriosa ela fica. Como ela funciona? O que são percepções extra-sensoriais e como ocorrem? Qual é o limite da inteligência do cérebro? Como os cérebros humanos se associam para produzir façanhas como o pouso de homens na Lua (...), a invenção da televisão, os radares, os automóveis e aviões? Há limites para os estranhos poderes da mente?” (Psycho-Kinesis, Moving Matter with the Mind, de Adrian V. Clark, Parker Publishing Company, Nova Iorque, 1973.)
Na verdade, o futuro da mente é de uma glória e de uma felicidade sem limites. O desenvolvimento humano apenas começou. Os sábios e iogues com poderes extraordinários são precursores da humanidade. Abrem caminho para que o resto da população expanda mais rapidamente sua consciência.
O iogue Paramahansa Yogananda discute em sua autobiografia a relação entre a ciência moderna e a sabedoria do Oriente. Com a conversibilidade da matéria em energia e da energia em matéria, os físicos de vanguarda redescobriram, segundo Yogananda, a antiga lei de maya, de acordo com a qual o universo físico é de certo modo uma ilusão sensorial que não tem existência de fato, exceto em um plano superficial da realidade.
E, se a matéria pode ser convertida em energia pura, temos a explicação para os “milagres”. Segundo Yogananda, “mestres capazes de materializar e desmaterializar seus corpos e outros objetos, de mover-se com a velocidade da luz e de utilizar os raios da luz criadora para produzir instantaneamente qualquer manifestação física têm, do ponto de vista da física, uma quantidade imponderável, ou infinita, de massa”. E ele acrescenta: “A consciência de um iogue perfeito identifica-se, sem esforço, não com um corpo limitado, mas com a estrutura do universo. A lei da gravitação (...) é impotente para obrigar um mestre a exibir a propriedade do peso, que é condição inerente a todos os objetos materiais. Quem tem consciência de ser espírito onipresente não está mais sujeito à solidez do corpo no espaço e no tempo.”
A “luz criadora” de que fala Yogananda é a luz astral, ou o akasha da filosofia esotérica, e constitui uma contrapartida sutil e invisível do mundo físico. Ela possui vários níveis de densidade e sutileza. Os seus níveis mais elevados são território do espírito imortal e controlam o que é externo e denso. Assim no céu como na terra, assim no espírito como na matéria. No livro O Universo Inteligente, o físico Fred Hoyle afirma que o universo evolui e é controlado do seu interior, e sua evolução flui sempre de dentro para fora (O Universo Inteligente, Fred Hoyle, Editorial Presença, Lisboa, 1993). O mesmo ocorre com cada um de nós. Nosso comportamento físico é guiado por nossas emoções, que são guiadas pelos nossos pensamentos, que são guiados pelas nossas intuições mais elevadas, algumas das quais são quase desconhecidas do nosso cérebro consciente.R.Planeta.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Rosa-Cruz.


A história dos rosa-cruzes teve início na cidade alemã de Kassel no ano de 1614, com a publicação de um documento anônimo intitulado Fama Fraternitatis (Testemunho da Fraternidade). Ele foi seguido, um ano depois, pelo Confessio Fraternitatis (Confissões da Fraternidade) e, em 1616, por O casamento alquímico de Christian Rosenkreutz. Esses três documentos estabeleceram a história, os estatutos e o programa de uma fraternidade até então desconhecida, chamada de a “Ilustre Ordem dos Rosa-cruzes”. Em uma época de enorme tumulto político e religioso, esses documentos louvavam a importância da espiritualidade, que poderia salvar o homem dos erros ocasionados pelos costumes mundanos. Os textos alcançaram um público inesperadamente numeroso, e foram publicados em vários países. A Europa inteira tomou-se de entusiasmo pelo personagem que ocupava o centro desses novos ensinamentos, um personagem de perfil lendário: Christian Rosenkreutz.
De acordo com o Fama Fraternitatis, Christian Rosenkreutz – de início mencionado apenas pelas iniciais C.R. – nasceu em 1378 nas margens do Rio Reno, filho de uma família pobre, mas fidalga. Aos 4 anos foi entregue aos cuidados de uma abadia, onde aprendeu o grego, o latim, o hebraico, e teve noções de magia. Aos 16 anos, foi confiado aos cuidados de um monge que o levou em peregrinação à Terra Santa. Contudo, o monge faleceu em Chipre, e Rosenkreutz prosseguiu sozinho a viagem, até que uma doença o obrigou a permanecer por algum tempo na Arábia. Ali, ele foi curado por sábios que lhe transmitiram ensinamentos sobre um conhecimento ancestral, e o iniciaram em práticas científicas secretas. Em seguida, confiaram-lhe a missão de propagar esses conhecimentos pelo mundo cristão da Europa Ocidental, e de criar uma irmandade secreta, que “possua uma quantidade suficiente de ouro e pedras preciosas, e que possa educar os monarcas”.
Rosencreutz voltou à Europa e passou cinco anos na Espanha. Ali, três companheiros lhe juraram lealdade e, sob sua orientação, redigiram os documentos basilares da fraternidade. Em um local secreto, os quatro homens formaram o “Novo Templo do Espírito Santo”, onde curavam doentes e confortavam desamparados. Rosenkreutz foi aos poucos construindo a fraternidade que leva seu nome e que conduz a sua obra missionária. Uma vez por ano, a fraternidade se reúne no Templo do Espírito santo.
A fim de manter o número de membros da ordem, cada rosa-cruz deve nomear um sucessor antes de sua morte, se possível. Quanto ao fundador, afirma-se que ele teria morrido em 1484 aos 106 anos. Seu túmulo teria sido descoberto em 1604, 120 anos após sua morte, tal como ele próprio havia predito.
A mirabolante história de C.R. parece ter a intenção de simbolizar uma outra narrativa mais profunda. Felizmente, os registros nos dão um vislumbre das idéias da fraternidade.
O Fama Fraternitatis consiste de três seções. A primeira delas examina de modo crítico e, em parte, satírico as condições sociais e espirituais da época.Ele fornece numerosas sugestões para resolver todos os problemas referentes à religião, à arte e à ciência. O documento afirma que a redenção só pode ocorrer através de uma religião voltada para o coração e o ardor místico. A segunda parte dirige críticas à alquimia, atividade “ateísta e maldita” que procura transformar em ouro os metais não-preciosos. A terceira seção narra a vida de C.R. O enigma da criação do mundo é discutido no Confessio Fraternitatis. Nesse documento, o Papa é chamado de serpente e Anticristo. Também aprendemos aqui que a fraternidade usa um código secreto, atribui grande importância à astrologia e rejeita a concepção ptolomaica do Universo – Para a qual a Terra é o centro do sistema solar. É a essa altura que o nome completo de C.R. é revelado.
O último texto, O casamento alquímico, foi publicado em Kassel e na cidade francesa de Estrasburgo. Em frases carregadas de simbolismo, ele narra um episódio decisivo na vida de Christian Rosenkreutz – uma experiência de iluminação mística que durou sete dias ocorrida quando ele tinha 81 anos de idade. Durante esse episódio, o eremita passou por sucessivas revelações e testes, que vieram a constituir as bases de sua experiência espiritual.
Em qualquer outra época, esses três livros provavelmente teriam sido considerados uma leitura pouco mais que interessante, ainda que fora do comum. Mas não foi esse o caso. Em uma Europa dilacerada por guerras religiosas entre católicos e protestantes, o conteúdo dos manifestos rosa-cruzes encontrou solo fértil. Os panfletos circularam rapidamente e logo as idéias da fraterniadade eram assunto de conhecimento geral.
Havia diversas razões para tal sucesso. Muitas pessoas se sentiam atraídas pela personalidade de Christian Rosenkreutz e pela independência de suas idéias. Ao mesmo tempo, europeus de mentalidade progressista simpatizavam com os objetivos e as declarações da fraternidade, visto que, quando se tratava de admitir novos membros, os rosa-cruzes não faziam distinção de raça, sexo ou posição social. Em vez disso, eles achavam que as pessoas inteligentes de todo o mundo deveriam unir-se para melhorar a sorte da humanidade e aprofundar seus conhecimentos sobre Deus e a natureza.
Os objetivos da ordem correspondiam aos propósitos sociais, espirituais e intelectuais das novas elites literárias e científicas européias. Os mais conhecidos adeptos – ou pelo menos simpatizantes – dos rosa-cruzes foram o matemático, físico e astrônomo inglês Sir Isaac Newton (1673-1727), o filósofo e cientista francês René Descartes (1596-1650) e o filósofo holandês Baruch Spinoza.
Após a publicação dos documentos e instauração da fraternidade, os rosa-cruzes se tornaram um importante tema de debates, inspirando uma verdadeira avalanche de publicações. Por volta de 1717, nada menos que mil comentários, teses, notas e panfletos, de mais de 400 autores, já haviam sido publicados.
Em meio a essa multidão de documentos, somente um elucidava a origem dos rosa-cruzes. Em um documento publicado em 1617, o editor do terceiro manifesto rosa-cruz revelou a própria identidade: Johann Valentin Andreae (1586-1654), um pastor protestante de Württemberg, no sul da Alemanha. Andreae era parentede um pastor de grande renome e tornou-se um dos homens mais eruditos de sua época. Tendo aprendido a falar com fluência línguas antigas e modernas, além de ter se dedicado a geografia, história, genealogia, matemática e teologia, Andreae era um homem de vasta cultura. Ele alegava ter escrito O casamento alquímico de Christian Rosenkreutz.
Na verdade tudo indicava que que os dois primeiros manifestos eram fruto de sua pena. Eles pareciam ser o resultado do trabalho conjunto de Andreae e dois amigos seus, Christoph Besold e Arndt Gerhardt. Em tempos violentos como aqueles, os autores provavelmente adotaram o anonimato por medida de segurança.
Andreae, que fora profundamente impressionado pelos ensinamentos de Martinho Lutero – líder da Reforma protestante – também desenhou a rosa-cruz, o símbolo dos rosa-cruzes. Inspirado no brasão de armas do próprio Lutero, ele era formado por uma cruz de santo André em forma de X emoldurada por uma rosa.
Mas o que Andreae não foi simplesmente apresentar-se como autor da obra. Em um livro intitulado Menippus, ele também afirmou que O casamento químico de Christian Rosenkreutz não passara de um ludibrium, palavra latina para “farsa, logro”, com o qual ele quisera estimular de maneira divertida as reivindicações por reformas sociais. Em outras palavras, a rosa-cruz não passava de uma invenção literária. O impacto de seus livros acabou sendo muito diferente do que ele imaginara. Ao que parece, o jovem e entusiasmado escritor criou, de modo involuntário, um poderoso movimento espiritual, que logo ganhou autonomia e nem mesmo seu fundador foi capaz de detê-lo. As primeiras irmandades rosa-cruzes formadas durante o século XVII eram, em sua maioria, associações informais sem muito rigor ou regulamentos, mas as fraternidades que surgiram a partir delas eram muito mais organizadas. Já no século XVIII, era cada vez maior o número de grupos que adotavam o símbolo da rosa e da cruz.
A mais famosa organização rosa-cruz continua a ser, até hoje, a Irmandade da Ordem Dourada e Rosa-Cruz, fundada em 1710 por Samuel Richter da Silésia (hoje parte da Polônia). Essa sociedade secreta era uma ordem organizada hierarquicamente e administrada por um conselho de diretores. Antes de se tornar um membro, o candidato tinha de ser submetido a rituais de admissão. Os membros da ordem usavam itens específicos de joalheria e revelavam essa condição uns aos outros através de palavras, sinais e apertos de mão. Muito em breve os rituais dos rosa-cruzes começaram a se assemelhar aos de outra fraternidade secreta, a dos maçons, a qual surgiu das atividades e rituais dos pedreiros (“franc-maçons”) da Idade Média. Outras fraternidades famosas se associaram aos ideais da rosa-cruz, tais como os Illuminati de Avignon, no sul da França, fundada em 1716, e os Illuminati da Baviera, no sul da Alemanha, fundada dos anos depois.
Por volta do final do século XIX, a tradição rosa-cruz experimentou um reflorescimento. Em 1888, o poeta e advogado francês Stanislas de Guaïta (1861 - 1897), um ardente adepto do ocultismo, fundou uma irmandade rosa-cruz na França, com o romancista Joséphin Péladan (1859 – 1918). Pouco depois, no entanto, Péladan abandonou a irmandade, queixando-se de que seu perfil era demasiado anticatólico para seu gosto. Ele fundou outra organização, também sob o rótulo da rosa-cruz, dedicada ao amor fraternal e às atividades intelectuais e artísticas. Péladan abriu um salão rosa-cruz em uma galeria de arte em Paris, que acabou por se tornar um ponto de encontro muito freqüentado e de grande influência, especialmente para as pessoas ligadas ao mundo das artes.
Ordens rosa-cruzes também foram fundadas no século XX: por exemplo, a sociedade esotérica AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosa-Cruz) foi criada em 1915 na Califórnia. Hoje, essa sociedade possui lojas em mais de 50 países.
Atualmente, mais de três séculos após o aparecimento do primeiro manifesto rosa-cruz, os ensinamentos dessa ordem continuam surpreendentemente a vigorar. Isto é especialmente notável se considerarmos que não era esta a intenção de seu autor. Mas, mesmo que o Fama Fraternitatis, o Confessio Fraternitatis e O casamento químico de Christian RosenKreutz tenham surgido como uma brincadeira intelectual, eles transmitem o espírito inquieto e curioso da época em que foram criados. A mensagem rosa-cruz, de amor fraterno, busca do conhecimento e cooperação entre as pessoas, é atemporal e, ainda hoje, continua a encantar muita gente.Wikepédia

MAAT.

Um estudo dos textos antigos da religião egípcia convencerá a qualquer um que os egípcios acreditavam em só um deus, que existia por si mesmo, imortal, invisível, eterno, onipresente, todo poderoso e inescrutável. Não é mesmo certo que ao longo dos anos desenvolveram uma série de crenças politeístas, e que as cultivavam em certos períodos de sua história, influindo nas nações que os rodiavam, e que inclusive aplicavam aos estrangeiros, e que por isso tem legado até nossos dias a idéia de que os egípcios foram um povo politeísta e idolatra.
Passando dos textos religiosos aos que contêm preceitos morais, encontramos que estes últimos jogam muita luz sobre a idéia que tinham os antigos egípcios sobre estes conceitos, e um destes é o "conceito de Maat". Maat é o conceito abstrato do bem, da ordem e da verdade dos antigos egípcios, personificado como uma mulher com uma pluma de avestruz em sua cabeça, era considerada como filha do deus criador Atum-Rá, surge com os "mitos da criação" estando associada a Thoth, ptahe Khemenu neste trabalho, seu nome significa "retidão" e enfatiza o que é correto, verdadeiro, confiável, real, genuíno, justo, inalterável e coisas por este estilo. Este papel foi estabelecido por seu predecessor divino Horus, que derrotou as forças do deus caótico Seth É a responsável pelas estações, o dia e a noite, o movimento dos astros e a chuva. Os juizes em esferas humanas e divinas foram conhecidos como representantes de Maat.
De acordo com alguns egiptólogos, seu antiquíssimo culto contou com seus próprios sacerdotes e um templo em Tebas. O culto de Maat foi difundido desde Tebas e o limite sul de Kemet até o delta do Nilo. Outro trecho que fala do sem-número de seguidores é que muitos faraós incorporam seus nomes no elemento Maat. A personificação de Maat como deusa pode-se ver no "Livro dos Mortos", onde no " Salão de duas verdades " o coração do defunto seria pesado por Anubis de encontro à pena da verdade, que era símbolo de Maat. Se o veredito fosse favorável então o defunto poderia olhar para a frente e ter uma pós-vida feliz; se não, a alma era devorada rapidamente pela Ammut híbrida.
Qualquer que seja sua descrição, seu conteúdo é o mesmo, o coração deve ser tão leve como Maat para chegar a ser "O da palavra verdadeira" ou o "justificado" e poder entrar no reino de Osíris. Esta era a culminação das metas de qualquer egípcio, uma vez que a região do inframundo estava ao alcançe do povo em geral. A idéia conceitual de Maat também pode ser descrita como uma personificação da deusa. Muitos templos egípcios tem representações de cenas de culto onde o faraó ou o sumo sacerdote, sustenta em suas mãos elevadas uma
estatuinha de Maat que representa uma divindade criadora.
Desta forma a oferenda de Maat aos deuses como parte de um ritual diário no templo, simboliza a unidade, e a harmonia dentro do cosmos. Já que sua presença difundida profundamente dentro dos templos era a personificação da ordem cósmica, da ordem social e o comportamento da humanidade, já que estes valores ditam o nível de "retitude do grupo", já que "o mal é inerente ao não existente" e por tanto estava presente desde antes da criação.
Os preceitos de Maat podem ser encontrados em vários documentos e considerados como "instruções", assim uma pessoa correta que conduz sua vida pelo caminho de Maat, será justificada na morte e existirá eternamente na "Região do mortos abençoados". Um caráter secundário de Maat é sua personificação, a qual como idéia abstrata se assemelha a idéia judeo-cristã da arca da aliança que contém os dez mandamentos.Wikepédia.