contos sol e lua

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

O MARTELO DE TOR.


Antes de o cristianismo chegar aos países nórdicos, acreditava-se que Tor cruzava os céus numa carruagem puxada por dois bodes. E quando ele agitava seu martelo, produziam-se raios e trovões. A palavra trovão em norueguês (Thor-døn) quer dizer o "rugido Tor". Em sueco (åska) quer dizer a jornada dos deuses no céu.

Quando troveja e relampeja, geralmente também chove. E como a chuva era vital para os camponeses da era dos vikings, Tor era adorado como o deus da fertilidade.

A resposta mitológica à questão de saber por que chovia era de que Tor agitava seu martelo. E quando caía a chuva, as sementes germinavam e as plantas cresciam nos campos.

Os camponeses não entendiam por que as plantas cresciam, mas sabiam que tinha algo a ver com as chuvas. Além disso, todos acreditavam que a chuva estava relacionada a Tor, que tornou-se um dos deuses mais importantes do norte da Europa.

Os vikings imaginavam o mundo habitado como uma ilha, constantemente ameaçada por perigos externos. Esta parte habitada do mundo eles chamavam de "Midgard", o reino do meio. Em Midgard também havia "Åsgard", a morada dos deuses. Fora de Midgard havia "Utgard", o reino de fora, habitado pelos perigosos trolls, que não se cansavam de tentar destruir o mundo com toda sorte de golpes baixos. Estes monstros malignos também são chamados de "forças do caos". Na religião nórdica e também na maioria das culturas, as pessoas acreditavam que havia um equilíbrio entre as forças do bem e do mal.

Uma das possibilidades que os trolls tinham de destruir Midgard era roubar Freyja, a deusa da fertilidade. Se conseguissem isso, nada mais cresceria nos campos e as mulheres não teriam mais filhos. Por isso, os bons deuses tinham que manter os trolls afastados. E justamente por isso Tor era tão importante, pois com seu martelo, que lhe conferia poderes quase infinitos, ele mantinha os trolls afastados.

Esta era a explicação mitológica para o funcionamento da natureza. Quando catástrofes aconteciam, as pessoas também tinham que participar da luta contra o mal. E isto elas faziam através de toda sorte de rituais ou cerimônias religiosas.

O principal ritual religioso era o sacrifício. Oferecer alguma coisa em sacrifício a um deus aumentava seu poder para que ele continuasse a luta contra o mal. Isto podia ser feito sacrificando-se um animal. Presume-se que a Tor eram sacrificados sobretudo bodes. Para Odin sacrificavam-se às vezes também pessoas.

MITOLOGIA NÓRDICA.


Os povos nórdicos, chamados de escandinavos, são aqueles que habitam os países hoje conhecidos como Suécia, Dinamarca, Noruega e Islândia. As narrativas mitológicas dos povos nórdicos estão contidas em duas coleções chamadas "Edas". A mais antiga é uma poesia que data de 1056 e a mais moderna é uma prosa de 1640.

Segundo as Edas, no princípio, não havia nem céu em cima, nem terra em baixo, mas apenas um abismo sem fundo e um mundo de valor no qual flutuava uma fonte. Dessa fonte saíam doze rios, e depois deles terem corrido até muito distante de sua origem, congelaram-se, e tendo uma camada de gelo se acumulando sobre a outra, o grande abismo se encheu.

Ao sul do mundo de vapor havia um mundo de luz, do qual uma vibração quente soprou sobre o gelo, derretendo-o. E os vapores elevaram-se no ar formarando nuvens, das quais surgiram Ymir, o gelo gigante e sua geração e a vaca Audumbla, cujo leite alimentou o gigante. Essa vaca alimentava-se lambendo o gelo, de onde retirava água e sal. Certo dia, quando estava lambendo as pedras de sal, surgiram os cabelos de um homem; no segundo dia a cabeça e, no terceiro, todo o corpo, que tinha grande beleza, agilidade e força. O novo ser era um deus e dele e de sua esposa, filha da raça dos gigantes, nasceram os três irmãos: Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir, formando com seu corpo a terra, com seu sangue os mares, com seus ossos as montanhas, com seus cabelos as árvores, com seu crânio o céu e com seu cérebro as nuvens carregadas de neve e granizo. Com a testa de Ymir, os deuses formaram Midgard (terra média), destinada a tornar-se a morada do homem. Odin estabeleceu depois os períodos do dia e da noite e as estações, colocando no céu o sol e a lua, determinando-lhes os respectivos cursos. Logo que o sol começou a lançar seus raios sobre a terra fez brotar e crescer os vegetais.

Pouco depois de terem criado o mundo, os deuses passearam juntos ao mar, satisfeitos com sua obra recente, mas verificaram que ela ainda estava incompleta, pois faltavam seres humanos. Tomaram então um freio e dele fizeram um homem, e de um amieiro fizeram uma mulher, chamando-os de Aske e Embla, respectivamente. Odin deu-lhes então a vida e a alma, Villi a razão e o movimento e Ve, os sentidos, a fisionomia expressiva e o dom da palavra. A Midgard foi-lhes então dada para moradia, e eles tornaram-se os progenitores do gênero humano.

VOYAGE-VOYAGE.TRADUÇÃO.GREGÓRIAN.


Voyage Voyage
Gregorian.

Acima dos velhos vulcões
Deslizando tuas asas sob o tapete do vento
Viaje, viaje, eternamente
Das nuvens aos pântanos
Do vento da espanha à chuva do equador
Viaje, viaje, voe até as alturas
Acima das capitais, das idéias fatais
Olhe o oceano

(refrão)
Viaje, viaje, mais longe que a noite e o dia
Viaje, viaje, no espaço inaudito do amor
Viaje, viaje, sobre a água sagrada de um rio indiano
Viaje, viaje e jamais retorne

Sobre o ganges ou o amazonas
Entre os negros, entre os sikhs, entre os amarelos
Viaje, viaje em todo o reino
Sobre as dunas do saara
Das ilhas Fiji ao monte Fuji
Viaje, viaje, não pare
Acima das cercas, dos corações bombardeados
Olhe o oceano
[refrão]
Acimadas capitais, das idéias fatais
Olha o oceano

VOYAGE-VOYAGE.GREGORIAN.


MUNDO DARK.


Mundo Dark
Vida sem sentido,
Onde tudo é o oposto,
Onde ninguém me vê,
Ouve-me, me entende.
Tudo é negro
Nada se encaixa.
Portas e janelas se fecham .
O que resta é voltar para meu mundo dark e sofrer calada
Isso já virou rotina,
Não vai ser tão difícil.
Afogando-me em lagrimas e sangue
Cansei de tudo isso,
Agora o que quero é dormir,
Dormir para nunca mais acordar
Ninguém vai sentir minha falta mesmo,
Afinal sou invisível.
bloody lady

ENOMINE-MONDENGEL.


PARA O AURA AZUL.


UM CANTO AZUL
Vai meu canto,
Em aura azul e perfumada ,
Risca o céu
Como uma estrela dourada,
Mas não leva contigo o pranto.
Leva apenas dos versos, a melodia
Harpejada pela lua
Que clareia a noite escura
Das ausências do meu bem.
Vai meu canto,
Beijá-lo melifluamente
Em seu sono profundo
Sob os lençóis de lírio
Colhidos pelo mundo
Onde deixei a semente
Nesse canto aqui fremente
De uma flor na madrugada.