contos sol e lua

contos sol e lua

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Conferencia.... Templo Rosacruz da Fraternidade Rosacruz in Lusitania no Solstício do Verão de 2015.

UMA INTERPRETAÇÃO ESOTÉRICA DA «ESTRELA DE CINCO PONTAS» * Segundo HELENA P. BLAVATSKY 1 “os mais famosos Kabalistas ocidentais, tanto da Idade Média como da Moderna, representam ou simbolizam o microcrosmo por meio do pentagrama 2 ou estrela de cinco pontas e o Macrocosmos pelo duplo triângulo ou estrela de seis pontas. ELIFHAS LÉVI e cremos que também Kunrath, um dos mais insígnes ocultistas de tempos passados, dão a razão do pentagrama. Na obra Rosacruzes de Hargrave Jermings aparece a exacta relação do Microcosmos com o homem no centro do pentagrama.” ELIFHAS LÉVI dedica à estrela de cinco pontas o capítulo V da sua obra Dogma e Ritual de Alta Magia onde refere que o pentagrama exprime a dominação do Espírito sobre os elementos 3 e é por este signo que nos conectamos com os Silfos do ar, as Salamandras do Fogo, as Ondinas da Água 4 e os Gnomos da terra. 5 Armado deste símbolo e convenientemente disposto, podeis ver o infinito através daquela faculdade que é como que o olho da vossa alma, e vós vos fareis servir por legiões de anjos e colunas de demónios, adianta ainda ELIPHAS LÉVI. 6 O pentagrama é um signo que resume, exprimindo-as, todas as forças ocultas da natureza, um signo que sempre manifestou aos espíritos elementais e outros um poder superior à sua natureza, naturalmente os enche de respeito e temor e os força a obedecer, pelo império da ciência 7 e da vontade sobre a ignorância e a fraqueza. 8 9 É também pelo pentagrama que se medem as proporções exactas do grande e único athanor necessário à confecção da pedra filosofal à realização da Grande Obra. O alambique mais perfeito que possa elaborar a quintessência é conforme esta figura e a própria quintessência é figurada pelo signo do pentagrama. Assim como a natureza está povoada por uma quantidade infinita de criaturas vivas, no equivalente invisível 11 e espiritual da natureza visível (composta pelos princípios ténues dos elementos visíveis) vivem, segundo Paracelso, grande quantidade de seres peculiares, afirmando que há duas espécies de natureza: a de Adão e a que não lhe pertence. A primeira é palpável, objectivável, por estar formada de terra. A segunda não é nem palpável, nem visível, porque é subtil, porque não está formada de terra. A natureza de Adão é composta; o homem não pode passar através de muros se eles não tiverem uma abertura. Para os seres de outra natureza os muros não existem, penetram através dos obstáculos mais densos sem ter necessidade de os deteriorar. Por último, existe uma terceira natureza que particicipa das outras duas e são espécies da natureza espiritual: as ninfas (ou ninfos), gnomos (pigmeus ou duendes), silfos e salamandras: a estas quatro espécies havia que acrescentar os gigantes e muitos outros. Segundo MAX HEINDEL “as ondinas que vivem na água e os silfos no ar, também estão sujeitos à morte, seus corpos formados pelo éter vital e o éter luminoso, respectivamente, que os torna com mais longevidade, de modo que, enquanto os gnomos não vivem mais do que algumas centenas de anos, as ondinas e os silfos podem viver milhares de anos, e as salamandras cujos corpos são formados principalmente pelo quarto éter, se diz que vivem muitos milhares de anos. A consciência que anima e forma estes corpos pertence a um número de hierarquias divinas, que desta forma, estão obtendo cada vez mais e mais experiência, e as formas que estão construídas de matéria e estão assim animadas, atingiram um certo grau de consciência de si mesmas. Durante essas larguíssimas existências, tem um certo sentido de sua própria vida transitória, e em rebeldia contra esse estado de coisas, se produz a guerra dos elementos, notavelmente entre o Fogo, o Ar e a Água. Imaginando-se que estão em um cativeiro, tentam libertar-se de suas amarras pela força, e como eles têm sentido para se guiarem por si mesmas, correm desordenadamente em forma destrutiva, que por vezes vezes podem levar a grandes catástrofes”. A consciência dos gnomos é muito pequena para serem capazes de tomar a iniciativa, mas muito frequentemente se fazem cúmplices dos demais espíritos da natureza, abrindo fissuras nas rochas, que favorecem imediatamente as erupções”. Os Espíritos da Natureza formam as plantas, os cristais de rocha e conjuntamente com outras numerosas hierarquías estão trabalhando contínuamente em torno de nós, ainda que invisívelmente, contudo, estão sempre ocupadíssimos em fazer o que chamamos de Natureza. São seres em evolução como os humanos, e por essa mesma razão de que estão evolucionando, se vê que não são perfeitos e que, portanto, podem cometer erros que resultem em deformações ou mal conformações, de maneira que pode dizer-se que as inteligências invisíveis que fazem o que chamamos a Natureza, da mesma maneira que nós, são culpados de frequentes erros. É conhecido o homem vitruviano, desenho de LEONARDO DA VINCI, figura humana de braços e pernas abertas, circunscrito a um quadrado e a um círculo, representando o pentagrama. HOMEM-VITRUVIANO-DE-LEONARDO-DA-VINCI... O pentagrama é um símbolo que tem sido adoptado por diversas organizações esotéricas (15) atento o seu profundo significado, aparecendo também como símbolo mágico capaz de atrair ou afugentar entidades conforme a posição em que é colocado. Em forma de pentagrama foi a disposição que os navios tomaram na Quinta Jornada das Bodas Alquímicas de Christian Rosencreuz, em torno do qual as ninfas fizeram um círculo para cantar um Hino ao Amor. A organização The Rosicrucian Fellowship que é a seguidora e representante da Fraternidade Rosacruz que foi fundada em 1313 por CHRISTIAN ROSENCREUZ, tem no seu emblema um pentagrama e que simboliza o Dourado Manto Nupcial dos Auxiliares Invisíveis que em torno dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, diariamente dão cumprimento ao segundo mandamento de Cristo – curar os enfermos. 16 O referido emblema, que anda em volta da constituição do Ser Humano, a rosa branca representa o coração do Auxiliar Invisível, as rosas vermelhas o seu purificado sangue e a cruz branca representa o seu corpo físico. As cinco pontas mais as sete rosas, representam ainda as doze hierarquias zodiacais responsáveis pela evolução da Humanidade. Numa outra organização esotérica como seja a Maçonaria, que entendemos seja uma Escola de Mistérios cujos ritos e símbolos se mantêm perenes, ou pelo menos, devem manter-se,17 também a estrela de cinco pontas aparece simbolizada no percurso iniciático. O segundo grau ou de companheiro, que em termos de numerologia anda em torno do número cinco, a estrela de cinco pontas ou radiante, também designada por Estrela Flamígera, substituindo o Triângulo Luminoso, aparece como decoração no oriente, com a letra G no centro, simbolizando a letra o Generante (o que gera), o Geómetra 18, GOD/GOTT 19 ou o GADU 20, 21 cuja invocação é feita nas sessões de abertura e encerramento do primeiro grau no R.E.A.A. Segundo MAX HEINDEL, sabemos que Deus geometriza, e que todos os processos da Natureza estão fundados no cálculo sistemático efectuado pela Mente Maestra. Quando Deus, como Grande Arquitecto do Universo, há construído todo o mundo de acordo com cálculos matemáticos, então sabemos que consciente o inconscientemente o matemático vai-se dirigindo por un caminho que eventualmente o levará a encontrar-se frente a frente con Deus e isto em si mesmo supõe uma expansão da conciência. (cap. VI Espíritos da Natureza). A Estrela Flamígera aparece-nos ou é susceptível de diversos significados interpretativos, que andam associados em torno da composição do Ser Humano, ao grau de evolução e consciência, que cada um possa ter e ver no esotérico símbolo. Reduzindo o Ser Humano à sua componente meramente material, a mais simples das interpretações, pode ser entendida como correspondendo às duas pernas e aos dois braços abertos, mais a cabeça, os cinco dedos das mãos e dos pés ou ainda os aos cinco sentidos: visão, audição, tacto, gosto e olfacto. Segundo Boanreges B. Castro 22 23 os cinco sentidos interligam-se com as cinco funções da vida vegetativa a saber: respiração, digestão, circulação, excreção e reprodução. Numa composição dual do Ser Humano, ainda segundo BOANREGES B. CASTRO o homem é constituído por quatro elementos inertes (terra, água, ar e fogo) e por um elemento que vivifica todo o conjunto: a quinta-essência ou o Espírito. A quinta-essência capaz de manter em vibração os quatro elementos primários consta do II capítulo do Livro de Génesis e que diz: Gen. 11,6 – “Mas uma neblina (ar e água) 24 subia da terra (pela accção do calor ou seja do fogo) e regava toda a superfície do solo. 7 – “Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser uma alma vivente”. 25 O número cinco representa os cinco elementos da matéria: o fogo, a terra, a água, o ar e o éter, este último já conhecido do filósofo de Samos, 26 mas ainda muito pouco conhecido da ciência académica. Segunto MAX HEINDEL (cf. Conceito Rosacruz do Cosmos, cap. I) a região etérea do mundo físico é constituída pelo éter químico, o éter de vida, o éter luminoso e o éter reflector. - «Éter Químico. Este éter é simultaneamente positivo e negativo em suas manifestações. As forças que produzem a assimilação e a excreção agem por seu intermédio. Assimilação é o processo de incorporação dos diferentes elementos nutritivos do alimento no corpo da planta, do animal ou do homem. Esta operação é levada a efeito por forças que conheceremos mais adiante. Elas agem pelo pólo positivo do Éter Químico, atraindo os elementos necessários e modelando-os em formas apropriadas. Tais forças não actuam cega ou mecanicamente, mas de modo selectivo (muito conhecido dos cientistas por seus efeitos), realizando assim o seu propósito, que é o crescimento e a manutenção do corpo. A excreção é efectuada por forças da mesma espécie, mas actuantes pelo pólo negativo do Éter Químico. Por meio deste pólo são expelidos do corpo os materiais que, contidos no alimento, são impróprios para o seu uso ou que, tendo prestado toda a utilidade ao organismo, devem ser eliminados do sistema. Estes processos, como todos os independentes da vontade humana, são também sábios, selectivos e não exclusivamente mecânicos em sua actuação, o que se pode verificar, por exemplo, na acção dos rins. Quando estes órgãos estão sadios só a urina é filtrada, mas sabe-se que quando estão doentes a valiosa albumina escapa-se também com a urina. Assim, não há selecção apropriada em conseqüência dessa condição anormal. - Éter de Vida. Assim como o Éter Químico é o meio que possibilita a acção das forças que mantêm a forma individual, assim também o Éter de Vida é o meio pelo qual atuam as forças de propagação, cujo objectivo é a manutenção das espécies. Como o Éter Químico, este éter tem também seus pólos positivo e negativo. As forças que trabalham pelo pólo positivo são aquelas que actuam na fêmea durante o período de gestação, capacitando-a para o trabalho activo e positivo de formação de um novo ser. Por outro lado, as forças que trabalham pelo pólo negativo do Éter de Vida dão ao macho a capacidade de produzir o sémen. No trabalho de impregnação dos óvulos animal e humano, bem como no da semente da planta, as forças que actuam pelo pólo positivo do Éter de Vida produzem plantas, animais e homens do sexo masculino, enquanto que as forças que se expressam pelo pólo negativo geram fêmeas. - Éter Luminoso. Este éter é também positivo e negativo. As forças que actuam pelo seu pólo positivo são as que geram o calor do sangue nos animais superiores e no homem, convertendo-os em fontes individuais de calor. As forças que actuam pelo seu pólo negativo operam através dos sentidos, manifestando-se como funções passivas de visão, audição, tacto, olfacto e paladar. São também as que constroem e nutrem os olhos. Nos animais de sangue frio, o pólo positivo do Éter de Luz é o veículo das forças que fazem circular o sangue. Quanto às forças negativas, estas actuam do mesmo modo que nos animais superiores ou no homem com relação aos olhos. Onde estes não existem, as forças que trabalham pelo pólo negativo do Éter Luminoso possivelmente constroem e nutrem outros órgãos sensoriais conforme o fazem em tudo o que possui tais órgãos. Nas plantas, as forças que actuam pelo polo positivo deste Éter produzem a circulação da seiva. Portanto no Inverno, quando o Éter de Luz carece de Luz solar, a seiva deixa de fluir, até que o sol do Verão volte a recarregá-lo com sua força. As forças que actuam pelo polo negativo do Éter Luminoso formam a clorofila - a substância verde das plantas - e também cobrem as flores. Numa palavra, todas as cores de qualquer reino da Natureza são criadas mediante a acção do polo negativo do Éter Luminoso. Por esse motivo os animais têm as cores mais acentuadas no dorso, e as flores as têm no lado mais exposto à luz solar. Nas regiões polares da terra, onde os raios do sol são mais fracos, todas as cores são atenuadas. No caso de alguns animais elas se acham tão parcamente formadas que no Inverno chegam a desaparecer, ficando brancos esses animais. - Éter Reflector. Afirmamos atrás que a ideia de uma casa, que existia como imagem mental, pode ser recuperada da Memória da Natureza mesmo após a morte do arquitecto. Todo acontecimento deixa depois de si, sua imagem indelével nesse Éter Reflector. Assim como os gigantescos fetos da infância da Terra deixaram suas marcas no carvão petrificado, e tal como a marcha de uma geleira de eras remotas pode ser determinada pelos sinais que deixou nas rochas, assim também os pensamentos e actos de todos os homens são gravados indelevelmente pela Natureza neste Éter Reflector, onde o vidente treinado pode ler a história de cada um com exatidão proporcional à sua habilidade.» 27 Em jeito de conclusão, a estrela de cinco pontas também designada na maçonaria de Estrela Flamígera ou Estrela Flamejante – que etimologicamente é a estrela que gera chama, que gera calor – não podemos deixar de a associar à constituição do Ser Humano. A constituição do corpo físico é representada pelas duas pontas inferiores, correspondentes aos membros inferiores do Homem de Vitruvius, mais as duas pontas intermédias que correspondem aos braços, sendo que, as quatro pontas simbolizam ainda os quatro elementos – terra, água, fogo e ar. A ponta superior que para uns corresponde à cabeça, para outros simboliza o Espírito, podendo ainda corresponder ao quinto elemento – o éter – que nas suas diversas componentes corresponde ao corpo vital, 28 existente nos humanos, nos animais e também nas plantas, embora, com especificidades próprias. No conjunto dos quatro éteres destacamos os dois inferiores – químico e de vida – associados às funções vitais do corpo físico (existentes nos animais e nas plantas) e os dois éteres superiores – luminoso e reflector – que constituem o Dourado Manto Nupcilal a que também se referem as Bodas Alquímicas de Christian Rosenkreuz (cf. sétima jornada) ou HIRAN ABIFF, Mestre dos artífices construtores do Primeiro Templo de Salomão. 29

Exilados de Capela......

A CONSTELAÇÃO DO COCHEIRO.... - “Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres compulsam em seus estudos, observa-se, desenhada, uma grande estrela na Constelação do Cocheiro que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela”. “Magnífico Sol entre os astros que nos são mais vizinhos, ela, na sua trajetória pelo Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundos, cantando as glórias divinas do Ilimitado." (A Caminho da Luz, Emmanuel, cap. III) A Constelação do Cocheiro é formada por um grupo de estrelas de várias grandezas, entre as quais se inclui a Capela, de primeira grandeza, que, por isso mesmo, é a alfa da constelação. (Fig. 1) Capela é uma estrela inúmeras vezes maior que o nosso Sol e, se este fosse colocado em seu lugar, mal seria percebido por nós, à vista desarmada. Dista da Terra cerca de 45 anos-luz, distância esta que, em quilômetros, se representa pelo número de 4.257 seguido de 11 zeros. Na abóbada celeste Capela está situada no hemisfério boreal, limitada pelas constelações da Girafa, Perseu e Lince: e, quanto ao Zodíaco, sua posição é entre Gêminis e Tauro. Conhecida desde a mais remota antigüidade, Capela é uma estrela gasosa, segundo afirma o célebre astrônomo e físico inglês Arthur Stanley Eddington (1882-1944), e de matéria tão fluídica que sua densidade pode ser confundida com a do ar que respiramos. Sua cor é amarela, o que demonstra ser um Sol em plena juventude, e, como um Sol, deve ser habitada por uma humanidade bastante evoluída. * ver O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, perg.188. CAPELINOS. Periodicamente acontecem as chamadas "rondas planetárias", que são migrações de consciências para outros planetas, onde poderão dar continuidade ao seu aprendizado e desenvolvimento. Falarei agora da ronda que trouxe para a Terra os espíritos que transformaram de vez a face do nosso planeta: Os clássicos povos antigos (egípcios, hindus, etc) que fizeram florescer a civilização como a conhecemos foram compostos de espíritos provenientes do sistema de Capela. Ali havia um planeta com alto grau de conhecimento e espiritualidade, mas, como em toda escola, havia a "turma do fundão" que não quer saber de nada, que usam o conhecimento para fins egoístas e não muito louváveis. Como a maioria da população do planeta, através da evolução, atingiu um nível espiritual incompatível com as atitudes e freqüência dessa minoria, esses espíritos recalcitrantes no mal foram então transferidos (banidos seria um termo mais correto) para o planeta Terra, para que pudessem ser a mola propulsora na evolução do povo daqui (espíritos terrícolas). Há alguns milhares de anos, quando os espíritos dos degredados começaram a encarnar aqui, tudo o que encontraram em nosso planeta eram tribos, sociedades rudimentares baseadas na força bruta. Claro que esses espíritos degredados não gostaram nadinha de sair de seu luxo, conforto e tecnologia para um planeta atrasado como o nosso, e muito menos encarnar nesses corpos diferentes. Mesmo com o véu do esquecimento causado pela reencarnação, esses espíritos traziam em seus olhos - além de toda a sua evolução espiritual (essa que não se perde) - uma saudade indefinível, um sentimento de perda de algo e desejo de voltar não se sabe ao certo para onde. Então, com o passar dos anos, inconscientemente esses espíritos adiantados foram se juntando - por afinidades sentimentais e linguísticas que os associavam na constelação de Cocheiro - em quatro grandes grupos: os arianos, egípcios, hindus e o povo de Israel. Assim, pela sua inteligência superior, essas raças facilmente sobrepujaram as outras, e assim nascem as grandes civilizações como as conhecemos. Numa simples descrição encontramos referência a vôo orbital, descida de seres do espaço, mísseis dirigidos, explosões nucleares e contaminação radioativa. Nada de novo sobre a Terra... isso mostrava aos seres do espaço que a turminha de "gente ruim" não havia aprendido nada com o banimento e que aqui iria virar um Carandiru mesmo. Então, percebendo que sua ajuda comprometeria gravemente a evolução do planeta, os extraterrestres foram embora da nossa vista, estabelecendo uma quarentena para o nosso planeta (para nosso próprio bem). Nada como um romance com personagens cativantes e boa história para passar uma mensagem. Então foi isso que Albert Paul Dahoui fez com o livro A saga dos Capelinos, onde misturou ficção com o que se sabe sobre a nossa origem espiritual, através de relatos espíritas e teosóficos. A introdução é tão didática que a publicarei aqui para que entendam melhor como se deu o expurgo dos Capelinos para a Terra: "Há cerca de 3.700 a.C., num dos planetas que gravitam em torno da estrela dupla Capela, existia uma humanidade muito parecida com a terrestre, à qual pertencemos atualmente, apresentando notável padrão de evolução tecnológica. Naquela época, Ahtilantê, nome desse planeta, o quinto, a partir de Capela, estava numa posição social e econômica global muito parecida com a da Terra do século XX d.C. A humanidade que lá existia apresentava graus de evolução espiritual extremamente heterogêneos, similares aos terrestres do final do século XX, com pessoas desejando o aperfeiçoamento do planeta, enquanto outras apenas desejavam seu próprio bem-estar. Os governadores espirituais do planeta, espíritos que tinham alcançado um grau extraordinário de evolução, constataram que Ahtilantê teria que passar por um extenso expurgo espiritual. Deveriam ser retiradas do planeta, espiritualmente, as almas que não tivessem alcançado um determinado grau de evolução. Elas seriam levadas para outro orbe, deslocando-se através do mundo astral, onde continuariam sua evolução espiritual, através do processo natural dos renascimentos. No decorrer desse longo processo, que iria durar cerca de oitenta e quatro anos, seriam dadas oportunidades de evolução aos espíritos, tanto aos que já estavam na carne, como aos que estavam no astral - dimensão espiritual mais próxima da material - através das magníficas ocasiões do renascimento. Aqueles que demonstrassem endurecimento em suas atitudes negativas perante a humanidade ahtilante seriam retirados, gradativamente, à medida que fossem falecendo fisicamente, para um outro planeta que lhes seria mais propício, possibilitando que continuassem sua evolução num plano mais adequado aos seus pendores ainda primitivos e egoísticos. Portanto, a última existência em Ahtilantê era vital, pois demonstraria, pelas atitudes e pelos pendores do espírito, se ele havia logrado alcançar um padrão vibratório satisfatório dos requisitos de permanência num mundo mais evoluído e pronto para novos vôos ou se teria que passar pela dura provação de um recomeço em planeta ainda atrasado. Os governadores espirituais do planeta escolheram para coordenar esse vasto processo um espírito do astral superior chamado Varuna Mandrekhan, que formou uma equipe atuante em muitos setores para apoiá-lo em suas atividades. Um planejamento detalhado foi encetado de tal forma que pudesse abranger de maneira correia todos os aspectos envolvidos nesse grave cometimento. Diversas visitas ao planeta que abrigaria parte da humanidade de Ahtilantê foram feitas, e, em conjunto com os administradores espirituais desse mundo, o expurgo foi adequadamente preparado. Ahtilantê era um planeta com mais de seis bilhões de habitantes e, além dos que estavam ali renascidos, existiam mais alguns bilhões de almas em estado de erraticidade. O grande expurgo abrangeria todos, tanto os renascidos como os que se demoravam no astral inferior, especialmente os mergulhados nas mais densas trevas. Faziam também parte dos passíveis de degredo os espíritos profundamente desajustados, além dos assassinos enlouquecidos, dos suicidas, dos corruptos, dos depravados e de uma corja imensa de elementos perniciosos. Varuna, espírito nobilíssimo, destacara-se por méritos próprios em todas as suas atividades profissionais e pessoais, sendo correto, justo e íntegro. Adquirira tamanho peso moral na vida política do planeta que era respeitado por todos, inclusive por seus inimigos políticos e adversários em geral. Os capelinos foram trazidos em levas que variavam de vinte mil a pouco mais de duzentas mil almas. Sob a direção segura e amorosa dos administradores espirituais, vinham em grandes transportadores astrais, que venciam facilmente as grandes distâncias siderais e que eram comandados por espíritos especializados em sua condução. A Terra, naquele tempo, era ocupada por uma plêiade de espíritos primitivos, os quais serão sempre denominados terrestres nestes escritos, para diferenciá-los dos capelinos que vieram degredados para cá, a fim de evoluir e fazer com que outros evoluíssem. Uma das funções dos capelinos, aqui na Terra, era ser aceleradores evolutivos, especialmente no terreno social e técnico. Embora fossem a escória de Ahtilantê, eram mais adiantados do que os terrestres relativamente a níveis de inteligência, aptidão social e, naturalmente, sagacidade. Os terrestres, ainda muito embrutecidos, ingênuos e apegados a rituais tradicionais, pouco ou nada criavam de novo. Cada geração se apegava ao que a anterior lhe ensinara, atitude muito similar à em que vemos demorarem-se os nossos índios, que estagiam comodamente no mesmo modo de vida há milhares de anos. Havia entre os exilados um grupo de espíritos que, em Ahtilantê, se intitulavam de alambaques, ou seja, dragões. Esses espíritos, muitos deles brilhantes e de sagaz inteligência, eram vítimas de sua própria atitude negativa perante a existência, preferindo serem 'críticos a atores da vida'. Muitos deles se julgavam injustiçados quando em vida e, por causa desses fatos, aferravam-se em atitudes demoníacas perante os maiores. Era mais fácil para eles comandar a grande massa de espíritos inferiores que os guardiões do astral inferior, que eram em pouco número. Por isso, Varuna foi até as mais densas trevas, para convidar os poderosos alambaques a se unirem a eles e ajudarem as forças da evolução e luz a triunfarem sobre eventuais espíritos recalcitrantes. Varuna, através de sua atitude de desprendimento, de amor ao próximo e de integridade e justiça, foi acolhido, após algum tempo, pela maioria dos alambaques, como o grande mago, o Mykael, nome que passaria a adotar como forma de renovação que ele mesmo se impôs ao vir para a Terra. A grande missão de Mykael era não apenas de trazer as quase quarenta milhões de almas capelinas para o exílio, porém, principalmente, fundamentalmente, levá-las de volta ao caminho do Senhor, totalmente redimidas." Referência: A caminho da luz, de Emmanuel / Chico Xavier; Vinha de luz, de Emmanuel / Chico Xavier; Exilados de Capela, de Edgar Armond

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

À procura da felicidade.

Procustes: o ladrão de almas. Este mito conta a história dos caminhantes que viajavam para Atenas e eram atraídos por Procustes que lhes oferecia abrigo e comida. Uma vez deitados, Procustes amarrava-os e verificava se cabiam na cama, cortando-lhes as partes sobrantes, se fossem demasiado grandes, ou esticando-os dolorosamente, se fossem muito pequenos. Esta narrativa constitui uma metáfora de uma parte da nossa vida. Atenas simboliza o centro dos nossos objectivos, o sucesso a atingir, o êxito que delineámos. Mas nós não somos os únicos autores desta construção mental, do que idealizámos para nós. Os nossos pais começaram desde cedo, estabelecendo patamares que gostariam de ver realizados, depositando em nós muitas expectativas. No entanto, na maior parte das vezes, o seu sonho ainda menino não tem em conta a nossa singularidade, as nossas possibilidades e tendências, traços que a Astrologia ensina a identificar. O bebé que recebem é uma projecção do ser ideal, distante do ser real. Deste modo, Atenas é a metáfora de felicidade que varia consoante a cultura em que nascemos, o grupo social, a educação que recebemos, o sexo e a religião em que nos encontramos integrados. Atenas resulta, assim, de um triângulo nem sempre em equilíbrio: do meio envolvente, do que desejamos e do que os outros esperam de nós, aos níveis familiar, afectivo, profissional e social. Desde que nascemos que nos empurram para Atenas, ensinando-nos, moldando-nos, castigando-nos ou premiando-nos, durante as sucessivas etapas da infância e da juventude. Primeiro a família, depois a escola, o grupo de amigos, vamo-nos moldando, sempre em função de padrões comportamentais, em busca de sucesso, de reconhecimento, de aprovação, de afecto. Este processo de automutilação psíquica e de sacríficio desmedido acontece-nos amiúde e de forma inconsciente, muitas das vezes: quando a família nos crítica por determinadas atitudes ou devido a traços da nossa personalidade, quando o grupo nos rejeita por algum aspecto do nosso carácter, quando somos humilhados pela imagem física, quando sentimos que podemos ser abandonados por uma determinada atitude e tememos actuar, quando as memórias nos magoam e as amachucamos no fundo de nós, quando adoptamos posturas para não perdermos o emprego ou para subirmos na escala social. Desmembrando-nos ou esticando-nos, lá vamos a caminho de Atenas, aquela que projectámos, a terra prometida. O processo de moldagem – através do castigo, do prémio, da humilhação, do medo, da culpa, do julgamento social, da dor - de adaptação à cama de Procustes é dolorosa porque vamos abdicando de partes de nós, esquecendo outras, adormecidas e jogadas para o fundo do nosso íntimo, sacrificando-nos até não podermos mais. Aprendemos, ainda que distorcidamente, que devemos tudo isso para não sermos abandonados, rejeitados, humilhados, para não deixarmos escapar a felicidade, o sucesso profissional, o amor. Com o tempo, vamos perdendo a autenticidade, afastamo-nos da nossa natureza divina, amorosa e livre. Ficamos presos à cama de Procustes. Corremos sérios riscos de nos tornarmos inseguros, medrosos, ansiosos, amargos, intolerantes, perdendo pouco a pouco a autoestima. Vamo-nos isolando em terrenos íntimos, descrentes de que alguma vez atinjamos Atenas, mas, ainda assim, ela permanece como a terra prometida, até se tornar uma imagem distante, embaciada, difusa. Quando somos lançados em ciclos de crise profunda, somos convidados a descer ao mais íntimo de nós. Aí, olhamo-nos e vemo-nos a caminhar coxeando, porque mutilados; perdemos o equilíbrio, a segurança no andar. O sacrifício trouxe-nos um cansaço que secou a alma. Ao que sobrou de nós, juntam-se anos de medos, de culpas, de cansaços, de humilhações, de dor, de ressentimentos, de mágoas. Olhamos pedaços de nós que foram esquecidos, adiados, cortados e jogados fora. As crises podem ser processos de recuperação do nosso ser, de retorno à nossa autenticidade, de (re)decoberta da nossa natureza divina. Só nós podemos iniciar a mudança, só nós podemos resgatar-nos do processo de mutilação e de sacríficio desmesurado a que concordámos em nos submeter. Só nós podemos libertar-nos do que nos oprime e restringe. Só nós podemos sonhar Atenas, de novo, em função do que somos, do que queremos, do que valorizamos, do que é autêntico e verdadeiro para nós, do que amamos. Só nós podemos devolver a nós próprios a inteireza perdida. Maria Coriel

terça-feira, 21 de junho de 2016

Hooponopono.

Hooponopono é um dos métodos de auto-cura mais efetivos que existe, porque se baseia no amor expressado através de tuas palavras para chegar até seu subconsciente, que é onde residem as memórias que obstaculizam os processos vitais. Hooponopono foi impulsionado pelo Dr. Len que se baseou na filosofia hawaiana para sanar memórias, pessoas, espaços e situações. Para praticar Hooponopono não necessitas determinados estados de relaxamento. Podes pronunciar suas frases chaves em qualquer momento do dia, mesmo que estejas desenvolvendo outra atividade. Com Hooponopono podes eliminar pela raiz tua dor emocional ou física, simplesmente reconhecendo-a como uma memória e agradecendo-a por ter saído à superfície, para que possas curá-la. Igualmente sucede quando tens conflitos com as pessoas ao teu redor e para iniciar teu processo de limpeza estabeleces em tua consciência o ponto comum entre elas e ti, para que desta forma, possa pedir-lhes perdão, por esse difícil momento que foi ocasionado no passado ou em um momento paralelo a este, criando uma mesma consciência universal. Desta forma, recuperas tua paz interior e teu equilíbrio em relação com os demais seres da Terra. Hooponopono te libera da trama mental que significa fazer entender, convencer alguém de que deve mudar. Te libera da ilusão que significa pretender modificar os comportamentos dos demais. É a prática interior e individual que limpa e transmuta as memórias do passado que constantemente penetram tua mente, transformando-a em pura luz, de maneira que chegue a ti a inspiração da Divindade. O ideal é que tenhas a disposição de praticar este áudio as vezes que sejam necessárias, tendo em conta que quanto mais o faça, mais curarás memórias de teu passado, sem ter que reviver lembranças dolorosas. As frases de Hooponopono estão dirigidas à Divindade que há em ti, ao Deus/Deusa que tu és e de igual maneira a toda a humanidade com sua história de sofrimento que é exatamente quem tu és. Agora escutarás as chaves que te permitem desde já aceder a tua história pessoal de maneira tranqüila e a sua vez, te permitem sentir mais satisfação e sentido de pertencer com teu lugar neste Planeta. Oração ao Criador Divino Criador Pai, Mãe, Filho, todos em Um, Se eu, minha família, meus parentes e antepassados Ofendemos tua família, parentes e antepassados Em pensamentos, palavras, fatos ou ações Desde o inicio de nossa criação até o presente; Nós pedimos teu perdão Deixe que isto se limpe, purifique, libere E corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas Transmuta essas energias indesejáveis em pura luz. E assim é. Para limpar meu subconsciente De toda a carga emocional armazenado nele, Digo uma e outra vez durante meu dia As palavras chaves do Hooponopono Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo. Me declaro em paz com todas as pessoas da Terra E com quem tenho dívidas pendentes Por esse instante em seu tempo Por tudo o que não me agrada de minha presente vida Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo. Eu libero todos aqueles de quem acredito Estar recebendo danos e mal tratos Porque simplesmente me devolvem O que eu os fiz antes Em alguma vida passada Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo. Ainda que me seja difícil perdoar alguém Eu sou quem pede perdão a esse alguém agora Por esse instante em todo tempo Por tudo o que não me agrada de minha vida presente Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo. Por este espaço sagrado que habito dia a dia E com o qual não me sinto confortável com isto Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo. Pelas difíceis relações das quais guardo somente lembranças ruins Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo. Por tudo o que não me agrada na minha vida presente De minha vida passada, de meu trabalho Ou o que está ao meu redor Divindade, limpa em mim o que está contribuindo com minha escassez Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo. Se meu corpo físico experimenta Ansiedade, preocupação, culpa, medo, tristeza, dor... Pronuncio e penso: minhas memórias, eu te amo Estou agradecida pela oportunidade de libertá-los a voces e a mim Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo. Neste momento afirmo que ...eu te amo. Penso em minha saúde emocional E na de todos os meus seres amados...te amo Para minhas necessidades e para aprender a esperar sem ansiedade, sem medo Reconheço as memórias aqui.....sinto muito, te amo. Minha contribuição para a cura da Terra Amada Mãe Terra, que és quem Eu sou Se eu, minha família, meus parentes e antepassados Te maltratamos com pensamentos, palavras, fatos e ações Desde o inicio de nossa Criação até o presente Eu peço teu perdão Deixa que isto se limpe, purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmuta estas energias indesejáveis em pura luz. E assim é. Para concluir, faço de teu conhecimento Que este áudio é minha contribuição À tua saúde emocional Que é a mesma minha Então esteja bem. E na medida que tu vais te curando, eu te digo que Eu sinto muito pelas memórias de dor que comparto contigo. Te peço perdão por unir meu caminho a ti para curar Te dou as graças porque estás aqui por mim E eu te amo por ser quem és.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

o poder mistico da coruja.

A coruja é a ave soberana da noite. Para muitos povos ela significa mistério, inteligência, sabedoria e conhecimento. Ela tem a capacidade de enxergar através da escuridão, conseguindo ver o que os outros não veem. A coruja simboliza a reflexão, o conhecimento racional e intuitivo. Na mitologia grega, Atena, a deusa da sabedoria e da guerra, tinha a coruja como símbolo. Atena ficou tão impressionada com a aparência da coruja, que a tomou como sua ave favorita. Ela é também escolhida como mascote dos escoteiros, cursos universitários de Filosofia, Pedagogia e Letras. Havia uma tradição que dizia que quem come carne de coruja, adquire seus dons de previsão e clarividências, mostrando poderes divinatórios. Enquanto todos dormem a coruja fica acordada, com os olhos arregalados, vigilante e atenta aos barulhos da noite. Por isso, representa para muitas culturas uma poderosa e profunda conhecedora do oculto. A coruja tem a particularidade de conseguir girar o pescoço, quase atingindo um ângulo de 360º, para observar algo ao seu redor, permanecendo com o resto do corpo sem o menor movimento. O que amplia seu angulo de visão, muito superior ao do ser humano. Sua grande capacidade de visão e audição as torna exímias caçadoras. Conta-se, que em uma língua nórdica antiga, ela era chamada de "Ugla", palavra que imita o som do seu canto, e que daria origem ao termo "Ugly", feio em inglês. É interessante que ao identificar um animal para símbolo disso ou daquilo, a cultura universal escolhe àqueles de aparência esquisitas. Como o sapo, símbolo da fartura e boa sorte, e a águia símbolo da transformação do ser humano. Conforme a história, diferentes civilizações adotaram estranhos animais para simbolizar a sabedoria. Como a tartaruga para os chineses e um peixe para os Celtas. No esoterismo que envolve parte da simbologia da Coruja, encontramos uma sociedade secreta chamada Bohemian Club, fundada em 1872, em São Francisco, EUA, onde os membros se reúnem periodicamente. Anualmente, a sociedade convida para um grande encontro, homens poderosos da elite, e o encontro é realizado em um grande bosque chamado Bohemian Grove, onde há uma grande pedra em forma de coruja no centro. O termo "coruja", geralmente, também é usado para referir-se ao pai ou a mãe, que ressaltam com certo exagero, as qualidades dos filhos, mas também é estendido a outros familiares como tios, avós e outros. A coruja nas mais diferentes culturas África do Sul: A coruja é a mascote do feiticeiro zulu. E no xamanismo é reverenciada por enxergar a totalidade. Argélia: A crença diz que colocar o olho direito de uma coruja na mão de uma mulher dormindo, fará com que ela conte segredos. Austrália: Os aborígenes acreditam que a coruja representa o espírito da mulher. O espírito do homem é representado pelo morcego. Babilônia: Origem do mito de Lilith, onde amuletos de coruja protegiam as mulheres durante o parto. O mito foi citado pela primeira vez no épico Gilganesh, escrito em 2000 A.C. . Lilith era uma linda jovem com pés de coruja, que denunciavam sua vida notívaga. Ela era uma vampira da curiosidade, que dava aos homens o desejado leite dos sonhos. Brasil: Matita Perê é uma velha vestida de preto, com os cabelos caídos pelo rosto. Diz a lenda, que ela tinha poderes sobrenaturais e preferia aparecer nas noites sem luar, sob a forma de uma coruja. Na tradição guarani, o espírito Nhamandu, o criador, manifestou-se na forma de coruja para criar a sabedoria. No dicionário, o adjetivo corujeiro é um elogio, e significa agradável e, o melhor, disposto a tudo. No folclore brasileiro, diz que para que os seus filhotes não fossem vítimas de predadores, ela avisava que seria fácil reconhecê-los, eles eram os "mais bonitos" da floresta. Daí o dito popular: "Toda a coruja gaba-se do seu toco", referindo-se ao ninho de seus horríveis filhotes. Assim como uma mãe elogia seus rebentos, mesmo sabendo que eles não têm nada de beleza. China: A coruja está associada ao relâmpago. Usar imagens de coruja em casa protege contra os raios. Estados Unidos: A tradição dos índios norte-americanos, diz que a coruja mora no Leste, lugar de iluminação. Assim como a humanidade teme a escuridão, a coruja enxerga o breu da noite. Onde os humanos se iludem, ela percebe com clareza, acreditavam os índios. Entre os índios americanos, a coruja tinha muito poder: Para os apaches, sonhar com ela significava a morte. Os dakotas viam a coruja como um espírito protetor. Os hopis tinham a coruja como guardiã do fogo. França: A coruja é o símbolo de Dijon, cidade francesa. Há uma escultura de coruja na Catedral de Notre Dame, e quem passa a mão esquerda nela ganhar sabedoria e felicidade. Grécia: Os gregos consideravam a noite o momento propício para o pensamento filosófico. Por sua característica noturna, era vista pelos gregos como símbolo da busca pelo conhecimento. Elas faziam seus ninhos na Acrópole, e os gregos achavam que sua visão noturna vinha de uma luz mágica. Ela era símbolo de Atenas, ao lado dos exércitos, na guerra. As antigas moedas gregas (dracmas) tinham uma coruja cunhada no verso. Índia: Sua carne é considerada uma iguaria afrodisíaca. E também serve para curar dores reumáticas. Inglaterra: A coruja branca servia para que os ingleses pudessem prever o tempo. Quando a ouviam guinchar, significava que iria esfriar, ou que uma tempestade, estava vindo. Os curandeiros curavam a bebedeira e a ressaca, com ovos de coruja crus. O costume britânico de pregar uma coruja na porta do celeiro para espantar o mal, durou até o século XIX. Marrocos: O olho de uma coruja, preso em um cordão no pescoço, é um excelente talismã. Peru: Cozido de coruja serve de remédio para quase tudo. Roma Antiga: No Império romano, ela era tida como animal agourento. Ouvir o seu pio era presságio de morte iminente. As mortes de Júlio César, Augusto, Aurélio e Agripa, foram anunciadas por uma coruja. Betty Ziade

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A vida é uma tela vazia.Osho.

A vida em si é uma tela vazia. Ela torna-se qualquer coisa que você venha a pintar. Você pode pintar a miséria, você pode pintar o êxtase. Esta liberdade é a sua glória. Você pode usar esta liberdade de maneira tal que toda a sua vida se torne um inferno, ou de maneira que sua vida se torne bela, abençoada, cheia de êxtase, uma coisa divina. Depende de você – o homem tem toda liberdade. Perceba que é por isso que existe tanta agonia; porque as pessoas são tolas e não sabem o que pintar nelas. Tudo depende de você – essa é a glória do homem. Essa é uma das maiores dádivas que Deus lhe deu. Nenhum outro animal recebeu a dádiva da própria liberdade. Todos os animais são programados, exceto o homem. A rosa tem que ser uma rosa, a flor de lótus tem que ser uma flor de lótus; o pássaro terá asas, o animal andará sobre quatro patas. O homem é totalmente livre. Esta á a sua beleza. Você é deixado desprogramado. Você tem que criar a si mesmo. Portanto, tudo depende de você: você pode se tornar um Buda – ou você pode se tornar um Hittler. Você pode se tornar um assassino ou um meditador. Você pode permitir a si mesmo tornar-se um lindo florescimento da consciência, ou você pode se tornar um robô. Mas lembre-se: A vida não é nem miséria nem glória. A vida é uma tela vazia e requer uma grande arte. Você é o responsável – e somente você, ninguém mais.

O Desapego.Osho.

O amor é a única libertação do apego. Quando você ama tudo, não está preso a nada. Na verdade, o fenômeno do apego precisa ser entendido. Por que você se agarra a algo? Porque tem medo de perdê-lo. Talvez alguém possa roubá-lo. Seu medo é de que amanhã você não possa ter o que tem hoje. Quem sabe o que acontecerá amanhã? A mulher ou o homem que você ama… qualquer movimento é possível: vocês podem se aproximar ou podem se distanciar. Vocês podem novamente se tornar estranhos ou podem ficar tão unidos que não seria correto dizer nem mesmo que vocês são duas pessoas diferentes; é claro, existem dois corpos, mas o coração é um só, a canção do coração é uma só e o êxtase os envolve como uma nuvem. Vocês desaparecem nesse êxtase: você não é você, ela não é ela. O amor passa a ser tão total, tão grande e irresistível que você não pode permanecer você mesmo; você precisa submergir e desaparecer. Nesse desaparecimento, quem se prenderá, e a quem? Tudo é. Quando o amor desabrocha em sua totalidade, tudo simplesmente é. O receio do amanhã não surge, daí não surgir a questão do apego. “Todas as nossas misérias e sofrimentos não são nada mais do que apego. Toda a nossa ignorância e escuridão é uma estranha combinação de mil e um apegos. Nós estamos apegados a coisas que serão levadas no momento da morte, ou mesmo, talvez, antes. Você pode estar muito apegado a dinheiro, mas você pode ir à bancarrota amanhã. Você pode estar muito apegado a seu poder e posição, mas eles são como bolhas de sabão. Hoje eles estão aqui; amanhã eles não deixarão nem um traço. (…) Todas as nossas posições, todos os nossos poderes, nosso dinheiro, nosso prestígio, respeitabilidade são todos bolhas de sabão. Não fique apegado a bolhas de sabão; senão, você estará em contínua miséria e agonia. Essas bolhas de sabão não se importam por você estar apegado a elas. Elas continuam estourando e desaparecendo no ar e deixando-o para trás com o coração ferido, com um fracasso, com uma profunda destruição de seu ego. Elas o deixam triste, amargo, irritado, frustrado. Elas transformam sua vida num inferno. Compreender que a vida é feita da mesma matéria que os sonhos é a essência do caminho. Desapegue-se: viva no mundo, mas não seja do mundo. Viva no mundo, mas não permita que o mundo viva dentro de você. Lembre-se que ele é um belo sonho, porque tudo está mudando e desaparecendo. Não se agarre a nada. Agarrar-se é a causa de sermos inconscientes. Se você começar a se desprender, uma tremenda liberação de energia acontecerá dentro de você. A energia que estava envolvida no apego às coisas trará um novo amanhecer ao seu ser, uma nova luz, uma nova compreensão, um tremendo descarregar – nenhuma possibilidade para a miséria, a agonia, a angustia. Ao contrário, quando todas essas coisas desaparecem, você se encontra sereno, calmo e tranqüilo, numa alegria sutil. Haverá um riso no seu ser. (…) Se você se tornar desapegado, você será capaz de ver como as pessoas estão apegadas a coisas triviais, e quanto elas estão sofrendo por isso. E você rirá de si mesmo, porque você também estava no mesmo barco antes. O desapego é certamente a essência do caminho.”