contos sol e lua

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domingo, 25 de junho de 2017

Felicidade.

Perceba que é muito difícil ser feliz e muito fácil ser infeliz As pessoas quase sempre escolhem o mais fácil – e ser infeliz é muito fácil. Não é preciso nenhum talento para ser infeliz. Ser feliz necessita de um grande talento. Muita inteligência e consciência – quase um gênio é necessário para ser feliz. Ser infeliz não é nada. Até as pessoas estúpidas são infelizes. Isso não é nada. E é muito fácil ser infeliz porque a mente vive através da infelicidade. Se vc permanecer feliz por um tempo maior, a mente começará a desaparecer, porque não há nenhuma conexão entre felicidade e a mente. A felicidade é algo transcendental, algo do além. Observe um momento de imensa felicidade. Num momento realmente intenso de felicidade, não há nenhum pensamento. Ele é puro. Ele é completamente vazio de pensamento. Portanto, observe isso. Uma vez que se aprende como ser feliz, deve-se começar, pouco a pouco, a abandonar o hábito de ficar infeliz. E isso é apenas um hábito, nada mais. É inacreditável que as pessoas sejam infelizes apenas por causa dos hábitos. Não há nenhuma causa para serem infelizes. O mundo está absolutamente pronto para fazê-lo feliz. Tudo é como deve ser, mas de algum modo, a pessoa continua perdendo isso. Continua vivendo em sua própria nuvem – escura, sombria. Então, sempre que vc vir que a mente está surgindo novamente com seus velhos truques, imediatamente caia fora disso. Imediatamente faça alguma coisa para se distrair. Uma vez que vc começa a viver na felicidade, uma vez que conhecer o seu sabor e ela entrar profundamente no seu ser, nada mais será necessário. Ela estará simplesmente aí. Por isso esteja muito alerta. Quando alguém é infeliz, pode permanecer sem estar alerta, não há nada a perder. Mas quando alguém é feliz, tem de tomar muito cuidado e cautela porque agora tem um tesouro que pode ser perdido, e perdido em um segundo. Uma pessoa que tem um tesouro deve ser muito cautelosa, pois poderá perdê-lo em qualquer momento de inconsciência.Osho.

A flor de lótus da lei III

A questão existencial é: Quem sou eu? Com Buda, a religião transformou sua qualidade. Ela se tornou realista, pragmática (prática). Buda disse: “Não há necessidade de se preocupar com Deus”. Deixe que ele se preocupe com ele mesmo – se ele quiser saber quem é ele pode perguntar “Quem sou eu?” Por que você deveria se preocupar? E em primeiro lugar, Deus é sua criação. Esse é seu esforço final para evitar a si mesmo. Você fica criando problemas fictícios. As pessoas ficam muito preocupadas com problemas falsos, e acham que são grandes buscadoras. Buda os golpeou duro e destruiu seus egos, o ego de serem buscadoras. Ele disse: “Se você está procurando e buscando Deus, você está simplesmente se enganando”. Deus não é problema de ninguém! Simplesmente perceba o ponto essencial. As pessoas acham que esse é um problema. Ao torná-lo um problema, eles podem evitar seus próprios problemas. Elas ficam demasiadamente ocupadas com Deus e começam a pensar, juntar respostas, a filosofar, a especular; elas investigam escrituras e se perdem na floresta de palavras. E acabam se esquecendo da simples questão, a qual era realmente a questão delas: “Quem sou eu?” Deus pode ser a maior escapatória. Observe se você acha o que vou dizer familiar... Foi observado pelos psicólogos que nos tempos de angústia, miséria, guerra e problemas as pessoas começam a pensar em coisas abstratas – Deus, verdade, paraíso, após vida... Nos tempos de estresse, quando as pessoas estão muito pouco à vontade nesta terra, elas começam a olhar para o céu. Elas focam seus problemas ali, de tal modo que possam evitar os problemas reais da terra. Isso tem sido observado repetidamente. Após a guerra, há um grande ressurgimento da religião – a pretensa religião. E você também sabe disso pela sua própria experiência pessoal. Sempre que você está infeliz, sofrendo, você se lembra de Deus. Sempre que você está feliz, quando você está fluindo e a vida é uma celebração, você não se importa nem um pouco com Deus, não se lembra dele. Essa é uma experiência muito simples; nenhum psicólogo é necessário para observar isso. O que significa? Significa simplesmente que, quando você está sentindo angústia, você precisa evitá-la e criar um falso problema para se afastar dela – uma grande ocupação... Perceba... Você começa a orar. E você nunca orou. Na verdade, quando as coisas estão indo bem, você nunca procurou um sacerdote. Quando as coisas estavam se desenrolando de uma maneira bela e você estava sendo bem sucedido na vida, e a vida era um mar de rosas, você não se lembrava de Deus. Mas, quando a vida se torna um mar de neuroses, então, de repente, você se lembra de Deus. Deus é uma fuga. Bertrand Russel está certo ao dizer que, se a vida sobre a terra se tornasse realmente abençoada, as pessoas se esqueceriam de tudo sobre Deus e não haveria religião. Sim, religiões como cristianismo e hinduísmo desapareceriam. Mas se a vida fosse realmente feliz sobre a terra algo da mensagem de Buda se tornaria predominante. Quando a vida está indo bem, lindamente, e tudo está fluindo e florescendo, essa questão surge no fundo do seu ser: “Agora é hora de saber – quem sou eu?” Quando a vida não está fluindo, quando tudo está bloqueado e há somente infelicidade e tudo é um inferno, como você pode perguntar “Quem sou eu?” É até perigoso se aproximar tanto de você mesmo, pois há somente fogo do inferno e nada mais. Como você pode se aproximar tanto? Como você pode se sentar em silêncio com os olhos fechados e investigar a si mesmo? Você precisa evitar, fugir, escapar. Assim, qualquer coisa serve. É assim que as coisas sempre acontecem. Sempre que uma sociedade está em agitação, as pessoas ficam muito interessadas em coisas ocultas e esotéricas... E a imaginar todos os tipos de tolice. E pense em seu pobre Deus, se ele existir. Qual será sua situação? Pense nele; todos os tipos de pessoa orando, gritando com ele e se queixando. E isso tem acontecido continuamente. Ou ele absolutamente não escuta, ou já ficou maluco. Tente compreender: Deus não é o problema – o problema é o ser humano, descubra sua fonte interior, e tudo será resolvido. E lembre-se, novamente, Buda não é ateu, ele não está dizendo que Deus não existe, mas seu conceito de Deus é totalmente diferente. Quando você chegar à essência mais profunda de seu ser, à sua própria fonte, você saberá que você é Deus. Todavia, para saber disto, nenhuma oração irá ajudar, nenhuma filosofia dará algum suporte. Para saber disto, a pessoa precisa penetrar completamente em si mesma – com somente uma questão, como uma flecha perfurando seu coração: “Quem sou eu?” E quanto mais fundo você for mais profundamente você perceberá que você não existe como um indivíduo.Osho.

domingo, 14 de maio de 2017

Signos Astrológicos e Chakras.

A Astrologia e a ciência dos chakras têm algo essencial em comum: ambas lidam com vibrações, com o estudo de diferentes intensidades e ritmos dessas “palpitações sutis” em nossas dinâmicas internas. São vibrações não visíveis ao olho comum, mas que nem por isso deixam de se inter-relacionar e influir em tudo o que podemos perceber a “olhos nus”. Estudar o comportamento dos signos astrológicos possibilita entender muito sobre o funcionamento e função dos chakras e observar os chakras possibilita decifrar alguns dos mistérios – aparentemente indecifráveis – dos signos. Pessoas diferentes entendem a relação entre chakras e signos com lógicas e mapeamentos diferentes, a mais comum é a que relaciona saturno ao primeiro chakra, júpiter ao segundo, marte ao terceiro, vênus ao quarto, mercúrio ao quinto, sol ao sexto e lua ao sétimo, dessa maneira, defendendo que quanto mais lento o planeta, ele estaria relacionado a um chakra mais “baixo” e quanto mais rápido, a um chakra mais alto. Respeito essa leitura, foi a primeira que me deram mas, nos últimos 25 anos dirigi grupos de trabalho com chakras, onde sempre levantei os mapas astrológicos de todos os envolvidos e os acompanhei no dia-a-dia tentando perceber o que acontecia em seus mapas astrológicos e com sua evolução na sensibilização e vitalização dos chakras. Cheguei de início a uma relação diferente e desde então venho reiteradamente observando o quanto as resposta é mais efetiva na prática, na vida de quem trabalha seus chakras. Foram cerca de mil e seiscentos participantes nesses grupos e acredito que já seja hora de compartilhar as conclusões, entendendo que devam ser experimentadas por quem busca desenvolver e harmonizar seus chakras, para que cada um tire suas conclusões a partir da própria experiência, mais do que a partir de uma teoria. Nop sistema que adoto, os seis primeiros chakras refletem todas as dualidades que carregamos em nós e com as quais nos defrontamos diariamente. Esses seis primeiros chakras estão ligados, cada um, a dois signos complementares. Esses signos complementares refletem as duas polaridades básicas do chakra. O primeiro chakra por exemplo, o muladhara, mula em sânscrito significa “raiz” e adhara significa “base”. Ele está relacionado aos signos de Capricórnio e Câncer. Câncer está ligado às nossas raízes emocionais e Capricórnio ao estabelecimento de fundamentos concretos para aquilo que pretendemos realizar. Como das raízes da árvore depende a sua solidez e segurança, ambos os signos e o chakra estão sempre voltados para esse tema e o medo da sobreviência se torna o principal medo ligado ao muladhara. Um primeiro chakra bem desenvolvido dá à pessoa condições para que assuma responsabilidade sobre o próprio destino; quando inibido, esse chakra leva a pessoa a se fechar em seu casulo e tornar-se arisca a contatos diretos que exponham seu emocional. O primeiro chakra atrofiado torna a pessoa uma fácil vítima da culpa e do medo, levando-a a apequenar e reduzir seus objetivos e alcances. Quando a energia desse chakra flui sem empecilhos a pessoa é capaz de coordenar sonhos com realizações da maneira mais positiva possível. O segundo chakra está sintonizado aos signos de Virgem e Peixes. Seu nome, swadisthana, significa “a sua morada”. No Oriente se diz que nessa região do seu corpo mora o seu buda interno. Assim como o signo de Virgem, esse chakra rege os intestinos, órgão que filtra o que nos serve e devolve ao Universo o que não nos é apropriado. Assim, o swadisthana quando ativado e harmonizado, proporciona uma infinita capacidade de discernimento. Discernimento é a qualidade essencial de um buda. Virgem e Peixes são dois signos perfeccionistas e é dito que aí mora nosso buda interno pelo constante compromisso com a constante auto-elaboração e auto-aperfeiçoamento que o chakra quando acordado estimula. O terceiro chakra chama-se Manipura, que significa “jóia brilhante” e está ligado aos signos de Áries e Libra, dois signos impulsivos, capazes de se atirar na realidade como a mariposa quando se sente atraída pela luz. Se o primeiro chakra era a raiz de nossa árvore, o segundo é o momento em que essa raiz se divide em duas e o terceiro, o momento em que a planta sai buscando seu lugar ao Sol. Dessa maneira, é um chakra ligado à auto afirmação (Áries) ou à afirmação de nossos projetos coletivos (Libra). É o chakra do guerreiro (Áries) e do general (Libra) e sempre fonte de estímulo para irmos à frente, estímulo que pode ser canalizado para propósitos pessoais (Áries) ou coletivos (Libra). O quarto chakra está ligado a Leão e Aquário, é o chakra do coração, sempre vivo em nossas relações amorosas (Leão) e de amizade (Aquário). Nesse chakra temos que decidir quanto à questão básica do Leonino, se viveremos em função de nosso orgulho ou de nossa auto-estima. O coração tem também outra dimensão, a da coragem. A palavra “coragem” vem de “core”, âmago, a mesma raiz de coração. É aí que mora a coragem do revolucionário ou do rebelde (dimensões aquarianas). É esse chakra desenvolvido que nos dá uma visão otimista e positiva da vida (Leão) mas também com visão humanista e noção de como relacionar-se com o outro preservando a própria liberdade e independência (Aquário). O quinto chakra está ligado aos signos Touro e Escorpião. Localizado na garganta, pode se dizer que o Escorpião é a polaridade mais presente na nuca, fonte de uma inacabável criatividade, enquanto Touro está relacionado à parte da frente do chakra, ligada ao senso estético, mas também à vaidade. Quem vive na superfície desse chakra, tende a se preocupar com a forma e gerenciar sua vida de maneira conservadora e apegada. Quem se torna consciente das camadas mais profundas do chakra, passa a ter uma capacidade infindável de avaliação da realidade e de desprendimento. Quem vive na superfície desse chakra tende a se tornar obediente e um bom executor. Quem vive na profundidade, costuma questionar a legitimidade da autoridade de quem tenta regê-lo ou se aproveitar dele. Quem vive na parte anterior do chakra, tem grande capacidade de dedicação por aqueles e por tudo o que gosta, mas costuma empacar quando não gosta de alguém ou de algo. Quem vive na parte mais essencial e posterior do chakra, mostra sempre enorme capacidade de superação e uma intensidade de compromisso com o que faz, que torna o aparentemente impossível em possível. O sexto chakra está ligado aos signos de Sagitário e Gêmeos. Mais popular no Ocidente como chakra da “terceira visão” ele está ligado à intuição, à capacidade de lidar com os componente sutis do que nos está perto (Gêmeos) e distante (Sagitário). Quando desenvolvido e harmonizado esse chakra, ele nos deixa objetivos e com senso de direção (Sagitário) ao mesmo tempo em que nos torna capaz de traduzir o que a pessoa mais simples diz para a mais sofisticada e vice-versa (Gêmeos). Ele é chamado por muitos de chakra da fé (Sagitário) capaz de concretizar o suposto “inconcretizável”. No tantra se diz que esse chakra desenvolvido torna tudo possível para você, que basta que você queira as coisas e elas acontecem. Assim como acontece com pessoas que se relacionam bem com se Júpiter, planeta de Sagitário. Por outro lado é um chakra que pode se tornar ligeiramente perigoso para quem o desenvolve sem ter uma base emocional sólida, uma vez que ele nos dá uma incrível capacidade de manipular o que nos rodeia (Gêmeos). É o chakra onde chegamos à beira de transcender a mente (Gêmeos e Sagitário). Os seis primeiros chakras administram todas as nossa dualidades internas. Quando chegamos ao sétimo, experimentamos a dissolução de nossa noção de identidade e de todos os nossos valores, crenças, certezas, medos, desejos, e todas as outras criações da mente e do ego. Dessa maneira, esse chakra não se liga a nenhum planeta particular, uma vez que todos os planetas incorporam as qualidade de uma polaridade de algum eixo. O sétimo está ligado ao centro de nosso mapa astrológico, o lugar onde encontramos o constante equilíbrio e harmonia entre todas as nossas polaridades e facetas. Chegar à ele é experimentar a liberdade última possível a um ser humano, a liberdade de todas as ilusões e a felicidade que a lucidez em sua dimensão ampla é capaz de oferecer.Pedro Tornaghi. .

Psicologia dos Chakras.

Cada um de nossos sete chakras está ligado a uma parte de nossa psicologia e, assim, podemos associar diferentes sentimentos, emoções, desejos ou medos aos respectivos chakras. Conforme cada chakra está vitalizado ou sem energia e conforme o grau de consciência com que lidamos com ele, irá alimentar um comportamento diferente em nós. Escolherei aqui um tema ligado a cada um dos sete chakras para usar como exemplo. Os Chakras são centros energéticos distribuídos pela coluna vertebral, desde o períneo até o alto da cabeça. Eles têm como funções principais receber e irradiar energia vital. Sua forma se assemelha a uma antena parabólica ou a um auto-falante, o primeiro um objeto que capta e o segundo um que irradia. Eles funcionam, em parte, como radares que percebem o mundo em volta e sofrem o impacto emocional e energético de acontecimentos e pessoas à sua volta e, ao mesmo tempo, funcionam como verdadeiras usinas que irradiam energia, emoções e pensamentos. Eles buscam interagir da maneira mais positiva ao seu alcance para conseguir um equilíbrio em meio às diversas situações de pressão do dia-a-dia. Além de interagir com o meio-ambiente, os chakras têm um papel importante na regulação interna do organismo, atuando sobre nossa vitalidade, emoções e pensamentos. Eles fazem a ponte entre o nosso corpo físico e o mundo subjetivo; atuando sobre as glândulas de secreção interna, eles integram as emoções ao corpo. Conforme o nosso estado emocional, eles enviam mensagens às glândulas para que secretem ou não seus diferentes hormônios. Por exemplo, se estamos ansiosos, ativamos de maneira excessiva o terceiro chakra e esse provocará uma ativação maior do pâncreas, influindo na nossa absorção de glicose, além de influenciar também o funcionamento dos rins. Além disso vai estimular nossas supra-renais a dispararem jatos de adrenalina e cortisol, dois hormônios estimulantes, o segundo, conhecido como hormônio do estresse. Já se formos extremamente vaidosos e preocupados com a nossa imagem, vamos coibir o funcionamento do quinto chakra, alterando a liberação de hormônios da tireóide e gerando uma disfunção em todo o metabolismo. Enfim, os chakras são fundamentais na regulação de nosso organismo, proporcionando equilíbrio e harmonia entre o físico, o emocional e o mental. Um chakra vitalizado e harmonizado nos deixa aptos a lidar com um meio ambiente desorganizado sem comprometer nosso próprio equilíbrio e organização internas, apesar das pressões externas. Há várias maneiras de se trabalhar os chakras. Pode-se, por exemplo, trabalhá-los a partir das glândulas, ou de determinadas posturas, ou a partir das emoções, e levá-los a uma mudança de comportamento. Eu, particularmente, gosto de trabalhá-los com os ritmos respiratórios e meditações específicas para cada um. As técnicas de “respirações dos chakras” têm uma eficácia muito grande em limpá-los e vitalizá-los; elas têm o dom de tornar difícil à pessoa que as pratica, que engane a si própria durante os exercícios e não desenvolva o chakra. Já as meditações têm duas virtudes. A primeira é o equilíbrio impecável que produzem entre a saúde emocional e o funcionamento dos chakras; a segunda é que elas internalizam e sutilizam os sentidos, ampliando a sensibilidade e nos levando à consciência direta dos chakras. Com isso, passamos a participar ativamente de nossos processos internos, podendo dissolver com certa facilidade os medos e receios ligados a cada chakra e clarear o caminho para desenvolver as capacidades e talentos ligados a cada um deles. As respirações e meditações têm ainda o mérito de serem democráticas. Pela minha experiência, elas acabam funcionando em pessoas dos mais diferentes tipos de temperamento e formação cultural. As meditações e respirações de primeiro chakra, por exemplo, proporcionam à pessoa uma grande auto-confiança, ânimo e disposição física. Elas dissolvem ou amenizam os medos de realizar, de exteriorizar, de se posicionar, e o medo de sobrevivência. Elas regularizam o funcionamento das glândulas seminais, funcionando como um estimulante natural e aumentando a saúde sexual. As meditações e respirações de segundo chakra dão à pessoa um grande centramento e capacidade de discernimento. Mestres indianos dizem que neste chakra mora o nosso “Buda Interno”. Elas nos dão a base para uma visão própria e diferenciada da vida e atenuam os medos da solidão, da vulnerabilidade e da morte. Elas regularizam o funcionamento das glândulas supra-renais regularizando a produção de adrenalina, o que é fundamental para que mantenhamos o estado de vigília. Elas aumentam ainda a nossa capacidade de sentir prazer. As meditações e respirações do terceiro chakra nos proporcionam capacidade de decisão; e nos levam à possibilidade de enxergar a verdade com nossos próprios olhos. Ao chegar no terceiro chakra, não queremos mais viver conforme nos ensinaram, mas, viver a cena em loco e aprender com a experiência. Essas práticas aumentam nossa força de vontade e capacidade de luta para afirmação de nossos ideais. Elas dissolvem o nosso medo da submissão e do fracasso, nos ajudando a interagir de maneira harmoniosa com o meioem redor. Elasregularizam o funcionamento do pâncreas, otimizando a absorção e o aproveitamento da glicose. As meditações e respirações do quarto chakra nos proporcionam um aumento da auto-estima e uma maior capacidade para o amor, a amizade e os relacionamentos humanos em geral. Elas dissolvem medos diversos, como o de rejeição, o de ser ferido, o de respirar e o de sofrer constrangimentos. Elas regularizam o funcionamento do timo, melhorando o sistema imunológico e criando condições propícias ao nosso crescimento espiritual. As meditações e respirações do quinto chakra proporcionam um aumento da nossa criatividade e capacidade de expressão. Elas dissolvem o medo da tristeza, o medo de desestruturar-se ao contato com a própria criatividade e com o desconhecido, e o medo da perda de controle. Elas atuam sobre a tireóide e paratireóides regularizando todo o metabolismo interno e atuando sobre o equilíbrio térmico do corpo. As meditações e respirações do sexto chakra ampliam a nossa intuição e clareza interna. Elas nos possibilitam enxergar cada vez mais nossos processos internos, desmontando nossas defesas antigas e desnecessárias e deixando-nos atualizados emocional e psicologicamente. Essas práticas aumentam nossa capacidade de articulação mental e dissolvem o medo de entrega e de relaxar, além do medo de conhecer. Elas atuam sobre a hipófise e o hipotálamo, que formam o centro regulador de todas as outras glândulas. As meditações de sétimo chakra nos levam a conhecer a paz, o silêncio interno mais profundo e os “estados nirvânicos”. Elas dissolvem o medo do vazio e da perda de identidade que parece acontecer quando mergulhamos em dimensões mais amplas da consciência. Elas dissolvem o medo da liberdade. Essas meditações atuam sobre a glândula pineal, ajudando a regular nosso sono e todos os ritmos internos naturais. Ajudam-nos a chegar a estados de descanso profundo e relaxamento integral. Como a cultura indiana valoriza mais a prática que a teoria, as meditações e respirações dos chakras têm o propósito de tornar experimental o que é dito sobre os chakras. E isso, se consegue saboreando-as. Experimente as meditações pessoalmente em você mesmo.Pedro Tornaghi. .

O Jardim Interno Intocado.

A palavra Anahata, que nomeia o Chakra do Coração em sânscrito, significa invicto, inviolado. Se carregamos mágoas no peito, elas se hospedam no espaço externo desse Chakra, encobrindo-o e impedindo nosso contato com ele, mas não penetram no íntimo dele. No momento em que entramos em contato com o chakra, percebemos que a essência de nosso sentimento nunca foi violada por nada que possa ter contrariado nossas vontades e convicções. O centro do Anahata Chakra é um espaço onde a pureza e a inocência estão intocadas e preservadas. Esse espaço secreto é o Shangri-lá que todos temos no peito, nosso jardim secreto, com flores de uma fragrância especial e divina, de um aroma íntimo, que revela os segredos da inspiração e da felicidade. Ao tocá-lo, evaporam-se quaisquer sentimentos de rancor, vingança ou mesquinhez. O Chakra do Coração traz consigo a possibilidade de entrarmos em contato com um espaço interno que permanece puro e intocado por todas as incompreensões e violentações de nossa biografia. Nesse lugar, nos percebemos plenos, sadios e capazes de lidar com cada situação nova à nossa frente, de maneira harmônica. Muitos dizem que esse chakra possui uma infinita capacidade de regeneração emocional, mas, na verdade, ele permite o contato com algo que nunca chegou a ser maculado e não precisa ser regenerado – a capacidade de amar, que se mostra inteiramente viva dentro de nós. No caminho até o centro do chakra podemos encontrar barreiras, nuances, sinuosidades e até caminhos tortuosos. Se anteriormente fomos estimulados a abafar a manifestação do chakra, as dificuldades se apresentam, mas o caminho até ele existe. E, se fomos nós quem o tampamos por inconsciência, podemos desimpedí-lo com a meditação. De qualquer modo, o centro do chakra permanece intacto e fresco. O tesouro permanece aí, inviolado. O Anahata Chakra promove regularidade à vida, sem que essa regularidade se confunda com monotonia. No centro dele é possível escutar o “anahata-nada”. Nada, na Índia ancestral, significa som. O Anahata-nada é um som contínuo, não corrompido, sem início e sem fim, que podemos escutar desde o princípio até o final dos tempos – se é que existe um final dos tempos. É um som infinito e ao escutá-lo, temos – só por esse ato – uma conexão direta com o infinito, uma afinidade de nossa alma individual com a alma universal e ilimitada. A palavra Anahata também pode ser traduzida por “não tocado”. Este chakra – do coração e do afeto – nos leva a uma sensação de virgindade em relação ao mundo, nos sentimos virgens em cada novo instante que vivemos, limpos e livres para viver o momento de uma maneira totalmente fresca e nova. Quando se chama o conteúdo desse chakra de “não tocado”, evidencia-se que o amor experimentado anteriormente é diferente do amor que brota agora. E será sempre diferente, a cada vez. É como ilustra a parábola de Heráclito: “não se pode pisar duas vezes no mesmo rio”; você pode dar o mesmo nome ao rio que está à sua frente e ao que estava ontem, mas a água que está passando nele é outra. Ele é outro. O amor é sempre inédito, é sempre verde, é sempre algo surgindo do nada dentro de nós. É uma força brotando do zero. Brahman A expressão “não tocado” remete ao imanifestado: Brahman. Brahman é o nome que se dá na Índia à essência divina que não tem forma. Esse chakra permite uma intimidade tal com Brahman – o impalpável – que parece que ele foi apalpado. Ele permite sentir a fragrância do não manifestado, ouvir o som do silêncio maior. Por um lado, percebemos que a sua essência é tão sutil que não pode ser tangida, mas, por outro lado, tão próxima que parece tateável. Aqui podemos vivenciar o que não pode ser tangido pelos dedos, o que as mãos emitem, mas não podem segurar: o amor. O amor, essa substância formadora da própria existência. São Francisco de Assis dizia: “Amor clamam todas as pedras”. O amor quando o experimentamos, percebemos que tudo em volta grita por ele, tudo em volta o almeja, o quer, o deseja ardentemente, anseia por ele, tudo em volta se alimenta dele e se desenvolve a partir dele, da energia dele. A expressão “não tocado” faz referência ao som que se ouve quando se penetra fundo no Anahata Chakra, o som de Brahman, a perfeita melodia do silêncio. É um som não expresso, não é proferido por nós – ele é apenas escutado, apenas percebido. Quando o contatamos o espaço onde ele ecoa, não podemos mais interferir, só podemos usufruir, curtir. O coração físico cuida do ritmo da circulação. O Chakra do Coração, quando funcionando na plenitude, ordena as funções do coração e organiza os diversos ritmos do corpo. Ele sintoniza o pulsar do coração físico com o emocional, o vital, o mental e o espiritual, proporcionando a harmonização entre os ritmos dos seus diferentes corpos. Nesse estado de integração, ele nos evidencia Brahman – o criador – dentro de nós e dos outros. Ele evidencia a presença do “Não manifestado” dentro de cada objeto existente, seja ele vivo ou inanimado. Ele nos leva a descobrir o amor de Brahman e a perceber o que há de mais digno dentro do que antes podia parecer indigno. O Anahata Chakra muda a concepção de julgamentos que possamos ter dos que estão em volta de nós. Ao meditarmos no “Quarto Chakra” e nos afinarmos com Brahman, um sentimento profundo de afeto nos invade e contatamos com o lugar de onde toda a criação vem. Sentimos uma entusiasmada afeição por tudo que é criado ou incriado e percebemos que a própria essência da criação é o amor. Com isso, nossas palavras se tornam mais inspiradas e com uma música própria. Elas fluem de maneira original e tocam o coração do outro, tornando-o receptivo. Quando as palavras vêm da mente, parecem arrumadas de uma forma lógica, quando fluem do coração, têm uma delicadeza genuína e exalam frescor e poesia. Meditar no Anahata Chakra restaura a inocência e o sentimento de pureza, levando-nos a enxergar cada coisa que vivemos como algo especial e de maneira totalmente original e fresca. Aumentamos a nossa capacidade de compreensão, e nos sentimos invadidos por um sentimento de generosidade e alegria. Encontramos uma incrível capacidade de aceitação e de compaixão e nos vemos vivendo numa atmosfera de receptividade e aceitação. A abertura emocional que acontece em nós, aliada à sintonia e sensação de eixo, nos levam a uma bondade espontânea e a uma constante sensação de auto-estima e felicidade. Por tudo isso, o Anahata Chakra equilibra as diversas intenções e tendências dentro de nós e tem a chave de todos os equilíbrios. Ele é o chakra que, com suas meditações, mais facilmente aproxima o mestre do discípulo. E o ser comum do mestre interior.Pedro Tornaghi. .

Amor e Consciência.

Todas as linhas de aprimoramento espiritual convergem, ao menos teoricamente, para um ponto: a busca de consciência. Se derramarmos amor sobre essa busca, teremos mais fôlego para concretizar o longo caminho, durante o qual tantas dispersões e sabotagens acontecem, desviando muitos que sinceramente desejam a realização pessoal. A importância do amor é nuclear para evoluirmos em qualquer direção que signifique crescimento. No entanto, o que fazer se não fomos educados para amar como poderíamos – e até deveríamos? Como desfazer os tirânicos nós de hábitos repetitivos e medos compulsivos que nos inibem e paralisam? Como descongelar corações empedernidos por maus tratos e falta de uso? Como inverter o rumo de desacertos e descaminhos continuados? Será que ainda podemos almejar o luxo do amor pleno? A resposta é: sim. Podemos. Enquanto estivermos vivos, carregaremos essa capacidade conosco. Enquanto respirarmos e o coração bater, ele será capaz de ressoar o ritmo do amor. E, quando você começar a ressoar amor, se surpreenderá de ver como o amor ressoará em torno de você, como uma onda. Quando a melodia do amor sair de você, todas as suas funções vitais serão afetadas por ondas harmonizadoras, e o universo se predisporá a acatá-lo, a cura já terá começado. A mudança, porém, não é instantânea, desfazer um hábito restritivo requer alguma paciência, uma teimosa persistência e a espera do tempo necessário para que as sementes que você começa a plantar, aprofundem raízes, busquem seu lugar ao sol para, enfim, florescer. A natureza não dá saltos e, nossa trilha em direção ao amor, começa pelo amor à nossa própria natureza, à nossa condição humana e animal. Sem respeitarmos nossa natureza, como conhecer o amor? Então, surge a pergunta inevitável: enquanto ainda preso ao longo inverno da alma que o exílio de um ambiente amoroso lhe impingiu, enquanto essa primavera não vem, como lidar com as velhas mágoas, ressentimentos, sentimentos de rejeição, traumas e sentimentos “contra-mão” em geral? No primeiro momento alguma terapia é útil – ou necessária – para predispor o coração à sua função original de tornar a vida feliz e realizada. E, podemos começar por mudar nossos padrões de respiração. Toda emoção se reflete diretamente na respiração. Da mesma maneira, toda mudança na respiração modifica imediatamente o estado emocional. Mais que isso. Algumas técnicas de respiração são capazes de limpar resíduos de experiências emocionais mal vividas, mal resolvidas e mal elaboradas, nos deixando disponíveis e animados para um novo momento emocional. A respiração, por seu peculiar poder de conexão, tem o potencial de nos afinar conosco mesmos e abrir o caminho para o aumento de nossa vitalidade e auto-estima. Mas nem todo o trabalho precisa – ou pode – ser feito pela respiração, para complementar a “terapia de restauração” da saúde emocional, podemos contar também com meditações que envolvem o chakra do coração. Aliadas às respirações, elas nos levam a transcender, de forma definitiva, obstáculos emocionais internos e criam um ambiente propício para o florescer da auto-estima, da confiança e de uma atitude amorosa frente à vida. Muitos de nós passamos a vida pensando que a felicidade emocional virá quando acharmos uma certa pessoa, aquela que “nos foi prometida desde o início dos tempos”, que nos amará, nos fará felizes, nos curará e protegerá de todos os males passados, presentes e futuros. É desnecessário e inútil colocar a responsabilidade de nossa saúde emocional em um futuro providencial. Podemos mudar nossa condição, nós mesmos. E podemos começar já. Se mudarmos o estado de nosso chakra do coração, descobriremos a principal lei da felicidade amorosa: que “um coração amoroso sempre encontra outro coração amoroso”. E, felizes, descobriremos que cabe a nós a escolha, esperar que a felicidade venha de fora ou investir na direção dela. Se escolhermos o primeiro caminho, é melhor separar de antemão alguma energia para reclamar da vida por não providenciar o que desejamos. Se escolhermos o segundo, vale separar algum tempo para aproveitar a colheita do que semeamos. Para os que escolhem a segunda opção, é possível lançar mão das técnicas de meditação e respiração sufis, restauradoras da saúde emocional pela via da realização espiritual. É possível lançar mão delas, a qualquer momento em que a decisão aconteça, uma vez que são acessíveis a quem ainda engatinha no caminho da espiritualidade. De maneira geral, são técnicas estimulantes, que transformam em uma inocente brincadeira o ritual de limpar, desintoxicar e harmonizar o chakra do coração, tornando-nos, desde o primeiro momento e progressivamente, cada vez mais, alegres, amorosos e conscientes. A maneira despojada com que elas nos ajudam a operar uma revolução interna, transformando a insegurança em confiança, o medo em amor, a escuridão em luz, tornam o caminho de auto-descoberta mais prazeroso que custoso. Gerando auto-estima e amor próprio, elas nos provêm do estímulo e ânimo necessário para que persistamos no trabalho de auto-consciência ao mesmo tempo em que a relação com o mundo em volta revela possibilidades mais agradáveis. As meditações sufis contemporâneas nos humanizam, no melhor sentido da palavra, propiciando condições para que mudemos partes de nossa personalidade que são inadequadas ao desenvolvimento pessoal e descubramos aos poucos, uma crescente sensação de conforto interno. Uma vez tendo as técnicas à mão, só depende de quem as pratica escolher o tom de humor e lucidez com que lidar com essa experiência – fabulosa ou terrível, apreciada ou temida – que chamamos de vida. Experimente, dê uma chance a elas. Ou a você.Pedro Tornaghi. .

Lar é onde o coração está.

O chakra do coração é o cerne da receptividade e da aceitação. Um dos benefícios de mergulhar nas meditações que envolvem esse chakra é a possibilidade ou mesmo a facilidade de tornar-se uma pessoa cada vez mais receptiva. A palavra receptividade vem de recipiere – receber, acolher. Com esse chakra desenvolvido, revela-se uma capacidade natural de acolher toda sorte de contrariedades e você se sente emocionalmente acolhido pelo mundo. Quando harmonizado ele lhe dá a sensação de pertencer ao lugar onde você está pisando, ser amparado por uma “atmosfera espiritual” e “sustentado” pela força que organiza o Universo. O chakra do coração saudável leva você a acolher o outro e esse é um dos segredos da felicidade por ele gerada. Ele produz um vívido senso de companheirismo e sentimento de cumplicidade pelo próximo. O seu quarto chakra é hospitaleiro também com você mesmo, nele você encontra o seu “lar”. Osho diz em seus discursos: “lar é onde o coração está”. Você se sente em casa quando o coração está presente. Na verdade, você se sente em casa “dentro” do seu coração, quando aprende a habitar o chakra cardíaco; quando passa a aceitar a infinita hospitalidade que ele tem em relação a você, a infinita hospitalidade que você carrega no centro do peito. Quando aprende a abrir mão da mente para confiar na hospitalidade do coração. Para conhecer a meditação precisamos, mesmo que por momentos, abrir mão de nossas mentes, mas não o fazemos por medo da morte, pressupondo que ficar sem pensar é perder o controle e que isso significaria a morte. E este medo da morte está ligado ao medo de ficar sozinho. Porém, você nunca irá se sentir sozinho se conhecer com intimidade seu chakra do coração. Em lugar de se sentir sozinho, irá sentir-se consigo mesmo, e integrado a todo o universo. Se você se sente sozinho, na verdade, é por estar afastado do seu quarto chakra. O chakra do coração é um “telefone desocupado”. A mente é um telefone sempre ocupado. Há uma história tradicional sufi que fala do discípulo que foi reclamar com o mestre: “Mestre, eu tenho tentado de tantas maneiras, mas não consigo falar com Deus, como fazer?”, é quando o Mestre vira-se e sentencia: “em vez de me pedir o telefone de Deus, seria melhor você desocupar o seu telefone, pois Ele tenta ligar para você insistentemente, mas encontra sempre sua linha ocupada”. A mente é um telefone sempre ocupado. O coração é como um poderoso PABX para onde podem ligar 300 pessoas, sempre haverá uma linha disponível para acolher a quem chega. A aceitação do chakra do coração não deve ser confundida com passividade. Ela é pura afabilidade, é uma capacidade de atender ao que vem do lado de fora, enquanto a passividade é resistir ao que vem de fora. A passividade é a habilidade de evitar estímulos enquanto a aceitação do quarto chakra é uma resposta plena e completa do estímulo que chega a você. O acolhimento do quarto chakra começa por agasalhar a própria pessoa, o dono do chakra. Começa por abrigá-lo e ampará-lo. O primeiro a poder se refugiar em seu quarto chakra é você mesmo; ele lhe dá a capacidade de acolher ao outro sem que você perca o seu centro. Basta que você se lembre de que também pode se acolher nele. Quando você entra em meditação está entrando no caminho do desconhecido; se você está buscando a meditação, está buscando algo que desconhece e não uma confirmação daquilo que conhece e, para que você possa entrar plenamente em uma área desconhecida, é melhor ter a aceitação e a confiança que esse chakra proporciona. A espiritualidade é algo que não se pode enxergar com os olhos costumeiros. É necessário estar receptivo para poder entrar em contato direto com ela; na verdade, é ela quem se contata com o seu ser, da forma e na medida em que é possível, na medida em que você permite. Esse é o sentido da aceitação e da receptividade para a experiência espiritual. A busca da espiritualidade consciente talvez dependa muito mais de uma atitude receptiva do que ativa. Meditação é, no fundo, a arte de saber aceitar integralmente. A realização espiritual já está aqui o tempo todo, não precisa ser buscada, mas “recebida”. Meditação é entrar em contato com uma “contra-parte” sua. Essa “contra-parte” está sempre observando e testemunhando o que se passa, o que acontece com a sua “parte consciente”. Na meditação você tem a atitude de testemunhar a si mesmo, para entrar em sintonia com esta “contra-parte”. Para a meditação acontecer, é necessário ir aos poucos se tornando receptivo, e desta maneira estabelecer o contato com essa consciência que já existe em você. E para você chegar aí e poder contar com a receptividade necessária, o caminho mais simples e curto é abrir, limpar e vitalizar o chakra do coração. A receptividade deste chakra é a mais democrática; ela está ao alcance de qualquer ser humano, por mais simples ou complexo que seja. Incluindo, é claro, eu e você. A abertura do chakra do coração é o primeiro e principal segredo para o sucesso da meditação sufi. Pedro Tornaghi