contos sol e lua

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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Ave Fênix – Ave do Fogo.

A lenda da Fênix relata a história de uma ave capaz de renascer das próprias cinzas. É um símbolo universal da morte e ressurreição, da imortalidade, do Sol e da nossa Chispa Divina.O mito da Ave Fênix é retomado por místicos e literatos de todos os tempos, entre eles Dante Aliguieri e Quevedo. Como se trata de uma história amplamente difundida no tempo e no espaço, aparece com diferentes versões. Na China, a ave sagrada toma o nome de Feng e representa a Grande Imperatriz (nossa Mãe Divina, ou seja, Deus Mãe dentro de todos nós); e pintada junto a um Dragão, simboliza a confraternidade inseparável. No livro do grande místico sufi Farid Ud-Din Attar, A Linguagem dos Pássaros, inúmeras aves se reúnem para realizar uma peregrinação a um lugar sagrado para receberem a sabedoria e a iluminação do “pássaro dos pássaros”, o Simorg, que tem as mesmas características sagradas e eternas da Fênix. Tave-fenix-gnosisonlineambém na Índia, aparece uma versão local do mito da Fênix: trata-se de uma ave que, ao atingir a idade de 500 anos, realiza uma autoimolação às vésperas da Primavera em um altar (feito de galhos e resinas de olíbano, mirra e outras plantas sagradas) que foi especialmente preparado para esse fim por um sacerdote. Porém, é a própria ave que acende o fogo. No dia seguinte, dentre as cinzas, surge uma larva que logo se transforma em um pequeno filhote de uma ave. Em seguida, quando ela cresce, todos reconhecem nela a forma, o brilho e a beleza característicos da eterna Fênix. Porém, vê-se algo distinto em seus olhos e no brilho de suas penas: a Fênix ressuscitou mais bela, mais poderosa e mais grandiosa… Na mitologia egípcia, tomada dos atlantes (pois o mito da Fênix é de origem atlante), essa ave toma o nome de Benú. Do Egito para os árabes, e destes para os alquimistas e místicos medievais da Europa, a Fênix é muito utilizada dentro dos simbolismos da Alquimia, pois representa a criação da Pedra Filosofal através de um Fogo muito especial, saído do bafo da Fênix. Efetivamente, a ave mitológica, na lenda medieval, vive em algum lugar misterioso da Arábia Feliz, porém voa para o Egito, a pátria da Alquimia, a fim de ela exercer o sacerdócio do “fogo sacrificial”. Nesta versião dos alquimistas medievais, trata-se de uma ave púrpura, ou vemelha, que ao envelhecer constrói uma pira de madeira resinosa e especiarias para jogar-se no meio desse ninho fatal. Os raios do sol acendem o fogo e o místico pássaro aviva a chama, utilizando suas asas, batendo-as incessantemente até que o fogo a consuma totalmente. Logo, uma nova Fênix renasce das cinzas sobrantes do fogo. Já na mitologia greco-romana, Hesíodo afirma que a Fênix vivia nove vezes mais do que um corvo. E o poeta Ovídio a resgatará em sua obra Metamorfoses. Muitos sábios gregos associavam tanto essa ave sagrada quanto a coruja com a deusa da Sabedoria Minerva. No México antigo, a Fênix está sempre en companhia do grande avatar Quetzalcóatl, e para os primeiros cristãos simbolizava o próprio Cristo, que morreu e ressuscitou gloriosamente. E até mesmo Plínio a incluirá em sua História Natural, descrevendo-a como uma grande águia que possui um colar dourado ao redor de seu colo, com corpo de cor púrpura e cauda azul com algumas plumas rosadas, a que ninguém jamais a viu alimentar-se. Plínio estimou sua longevidade em cerca de 500 anos. Por sua parte, Isidoro de Sevilha descreverá a ave como muito longeva, com séculos de duração, e que quando se passam 500 anos ela constrói uma pira perfumada para imolar-se no fogo e logo renascer de suas cinzas. Simbologia Gnóstica da Ave Fênix É o símbolo da Resurreição na Eternidade, na qual a noite segue ao dia e o dia à noite. É também uma alusão aos ciclos periódicos de resurreição cósmica e reencarnação humana. Para os gnósticos gregos, a Fênix vive mil anos, e ao término dos quais, acendendo um fogo chamejante ela consome a si mesma. Renascida logo de suas cinzas, vive mais mil anos, e assim até sete vezes sete. Essas “sete vezes sete”, ou 49 vezes, são uma transparente alegoria e uma alusão aos 49 Manus, às 7 Rondas, aos 49 níveis profundos da mente humana,e aos 49 ciclos humanos na Ronda verificada em cada Sistema de Globos. Na Alquimia Gnóstica, é o símbolo da Regeneração da Vida Universal. Pode, também, na sua simbologia invertida, representar o Eu Psicológico, que pode renascer em nossa mente. A Ave Fênix (Um conto infantil de Hans Christian Andersen) No jardim do Paraíso, sob a Árvore da Sabedoria, crescia uma roseira. Em sua primeira rosa nasceu um pássaro. Seu voo era como um raio de luz, magníficas as suas cores, seu canto causava arroubo. Porém, quando Eva colheu o fruto da ciência do bem e do mal, e quando ela e Adão foram expulsos do Paraíso, da flamígera espada do anjo caiu uma chispa no ninho do pássaro e lhe ateou fogo. O animalzinho morreu abrasado, porém do avermelhado ovo saiu voando outra ave, única e sempre a mesma: a Ave Fênix. Conta a lenda que faz seu ninho na Arábia, que a cada cem anos se dá morte abrasando-se em seu próprio ninho; e que do vermelho ovo sai uma nova Ave Fênix, a única no mundo. O pássaro voa à nossa volta, brilhante como a luz, esplêndida de cores, magnífica em seu canto. Quando uma madre está sentada junto ao berço de seu filho, a Ave se acerca de seu travesseiro e, abrindo suas asas, traça uma auréola ao redor da cabeça da criança. Voa pelo sóbrio e humilde aposento e há resplendor de sol no quarto, e sobre o humilde cômodo exala um perfume de violetas. Porém, a Ave Fênix não só a Ave da Arábia; irradia também os resplendores da Aurora Boreal sobre as geladas plansob as rochas cupríferas de Falun, nas minas de carvão da Inglaterra, voa como a mariposa sobre o devocionário nas mãos do piedoso trabalhador. Na folha do lótus desliza pelas águas sagradas do Ganges, e os olhos da donzela hindu se iluminam ao vê-la. Ave Fênix! Não a conheces? A Ave do Paraíso, o cisne santo da canção? Ia no carro de Thespis na forma do corvo tagarela, agitando as asas pintadas de negro; a harpa do cantor da Islândia era pulsada pelo bico vermelho do cisne; pousada sobre o ombro de Shakespeare, adotaba a figura do corvo de Odin e lhe sussurrava ao ouvido: “Imortalidade!” Na festa dos cantores, revoava na sala de concursos de Wartburg. Ave Fênix! Não a conheces? Te cantou a Marselhesa, e tu beijaste a pluma que se desprendeu de sua asa; veio em todo o esplendor paradisíaco e tu talvez deste as costas para contemplar o pardal que tinha enfeites dourados nas asas. A Ave do Paraíso! Rejuvenescida a cada século, nascida dentre as chamas, entre as chamas mortas; tua imagem, marcada em ouro, posta-se nas salas dos ricos; tu mesma voas com frequência rumo à ventura, solitária, feita só de lenda: a Ave Fênix da Arábia. No jardim do Paraíso, quando nasceste no seio da primeira rosa sob a Árvore da Sabedoria, Deus te beijou e te deu teu nome verdadeiro: Poesia! A Ave de Minerva, por Samael Aun Weor Agora já não podemos negar à humanidade a Chave dos poderes que divinizam. Com prazer vamos entregar a nossos discípulos a Chave milagrosa. Pois bem, durante o transe de Magia Sexual vocalize-se este mantra: JAO RI Prolonga-se o som de cada vocal. E ordena-se à Ave Maravilhosa do Fogo que abra, que desenvolva o chacra do qual se necessite começar o desenvolvimento relacionado à faculdade que mais se esteja precisando. Estejam seguros de que a Ave de Minerva trabalhará sobre o chacra, disco ou roda magnética sobre a qual receba ordens supremas. É evidente e positivo que essas faculdades não se desenvolvem instantaneamente. Mas, a Ave de Minerva despertará! E se se continuar com a prática, diariamente, essa Ave, essa sagrada Quetzal, desenvolverá a faculdade ordenada e ambicionada de forma absoluta. O importante é perseverar, não se cansar, praticar diariamente com intensidade fervorosa. A ave milagrosa do Fogo proporciona a Chave para projetar o Fogo da Kundalini à distância e ajudar, assim, aos doentes, ou a projetar a qualquer chacra do corpo astral do estudante esotérico. Alguns estudantes projetarão seu Fogo ao chacra prostático com o fim de adquirir poderes de sair conscientemente em Corpo Astral. Outros o farão para o chacra frontal para despertar a clarividência. Outros o farão para o chacra da laringe que lhes conferirá o poder de ouvir o Ultra. Este chacra facilita ao iogue conservar seu corpo físico vivo e perfeitamente são ainda nas Noites Cósmicas. Outros projetarão a Ave Minerva ao plexo solar, o qual capacita a permanecer horas inteiras no fogo sem sequeimar. Alguns estudantes enviarão a Ave Maravilhosa ao chacra do coração que conferirá poder sobre o furacão, os ventos, etc. Também se pode remeter a Ave Minerva ao chacra das mil pétalas situados na parte superior do crânio. Tal chacra proporciona a intuição, a polividência, a visão intuitiva e o poder de sair do corpo físico conscientemente no Espírito, no Íntimo, sem veículos de nenhuma espécie. Também se pode lançar a Ave Minerva sobre os átomos do corpo físico e lhe ordenar a preparação de tal corpo para os estados de “Jinas”. Todos temos de aprender a projetar o Fogo a qualquer rincão do Universo e a qualquer chacra do organismo! Assim, todos despertarão seus poderes internos… Não basta acender o Fogo: terá que se aprender a dirigi-lo inteligentemente para trabalhar na Grande Obra. Samael Aun Weor, Logos, Mantra e Teurgia
Sou como a mitológica Ave Fênix. Pois tenho um grande fogo que arde dentro de meu coração, cheio de paixão, desejo, amor e esperança. Com milhares de ideias e perseverança para que elas se realizem. Sou como a ave mitológica, pois quando pareço não ter mais forças, renasço das cinzas e incendeio a tudo e a todos com força e esperança. Esta força que nasce de dentro e se espalha, mostrando como não devemos desistir de nossos amores, ideais e lutas. Posso cair mil vezes, mas mil vezes irei levantar, e das cinzas ressurgirei cada vez mais forte, cada vez mais dono de mim, e com certeza que estarei a cada passo mais perto da felicidade. Posso até errar, mas poderei me levantar e mudar tudo para melhor, porque sou único neste mundo, e tenho a obrigação de ajudar a fazer a vida ser algo melhor, não só para mim, mas para todos que me rodeiam. Autor: Odair S. Rodrigues

sábado, 13 de janeiro de 2018

CAMINHO PARA A ROSA.

O caminho para a Rosa Começa na sombra que oprime. Mas há luz mais adiante E a alma se redime. O caminho para a Rosa Nasce da dor do peregrino Que morre e volta a nascer Pra que o amor possa vencer. E há a solidão Deserto essencial Onde se prova o caminhante. do livro: CAMINHO PARA A ROSA, Eduardo Aroso.

O Corpo Vital e a Saúde.

O corpo vital tende a construir o corpo físico, ao passo que os nossos desejos e emoções o destroem. Esta luta entre o corpo vital e o corpo de desejos é que produz a consciência no mundo físico e que solidifica os tecidos de maneira que o tenro corpo da criança vai-se endurecendo gradualmente e enrugando na velhice, à qual se seguirá a morte. A moralidade ou imoralidade dos nossos desejos e emoções atua de maneira similar no corpo vital. Quando a devoção a ideais elevados foi a mola propulsora para a ação e a natureza devocional teve plena liberdade de se exprimir durante anos e anos, especialmente quando tudo isso se realizou mediante a prática dos exercícios científicos deRetrospecção e de Concentração, os éteres químico e devida vão diminuindo gradualmente à medida em que se desvanecem os apetites animais e a quantidade dos éteres de luz e refletor aumenta, ocupando o lugar daqueles. Como resultado disso a saúde física dessas pessoas não é tão robusta como a das demais que vivem uma vida indulgente à natureza inferior. Estas, ao contrário, atraem os éteres químico e de vida em proporção à extensão dos seus vícios, com a exclusão parcial ou total dos dois éteres superiores. Deste fato derivam algumas conseqüências sumamente importantes relativamente à morte. Como o éter químico é o que cimenta as moléculas do corpo em seus respectivos lugares e as mantém ali durante a vida, quando só existe um mínimo desse material, a desintegração do corpo físico depois da morte deve ser muito rápida. Foi nos impossível comprovar isso pessoalmente, devido à dificuldade de encontrar pessoas de alta espiritualidade que tenham morrido recentemente, mas parece que deve ser assim pelo que se diz na Bíblia que o corpo de Jesus não foi achado no túmulo quando vieram buscá-lo. Cristo espiritualizou o corpo de Jesus tão intensamente, tornando-o tão vibrante, que era quase impossível manter as diferentes partículas em seus lugares durante Seu ministério. Como já dissemos, uma vida mundana aumenta a proporção dos éteres inferiores no corpo vital com prejuízo dos superiores. Se além de levar uma vida materialmente "pura", se evitam todos os excessos, a saúde durante a vida física será mais robusta do que a do aspirante à vida superior, porque a atitude deste último com respeito à vida, forma um corpo vital composto principalmente dos éteres superiores. Ele ama o "pão da vida" mais do que o sustento físico e, por conseguinte, seu corpo físico vai-se sensibilizando intensamente, chegando a um estado tal que favorece grandemente seus objetivos espirituais, mas que é difícil de suportar sob o ponto de vista material. Na maioria da humanidade existe tal preponderância de egoísmo e um desejo tão veemente de tirar o maior partido possível da vida física, que os seres humanos se encontram sempre ocupados, seja em manter o "lobo fora da porta", seja acumulando posses e cuidando delas. Dai que tenham pouco tempo ou inclinação para se ocuparem com a cultura da alma, tão necessária para o verdadeiro êxito da vida. Portanto, é tão pouco o que persiste em cada vida na maioria dos seres humanos e a evolução é tão terrivelmente lenta, que a alguém que seja capaz de contemplar a morte, das mais superiores regiões do Mundo Mental Concreto, olhando, por assim dizer, para baixo, pareceria que na realidade quase nada se salva desse corpo vital. Este corpo parece que volta inteiramente ao corpo físico para flutuar sobre o túmulo, desintegrando-se simultaneamente com ele. Na realidade, porém, uma parte sempre crescente adere aos veículos superiores e com eles vai ao Mundo do Desejo, para ali servir de base à consciência, subsistindo, geralmente, durante a vida no Purgatório e no Primeiro Céu, durando até que o homem penetre no Segundo Céu e aí se una com as forças da natureza em seus esforços para criar um novo ambiente. Nessa ocasião já quase foi absorvida pelo espírito e o que poderia ficar, de natureza material, logo se dissolve e desaparece. Há algumas pessoas de natureza tão maligna que desfrutam uma vida gasta em vícios e práticas degeneradas e que são tão brutais, que até se deleitam em fazer os outros sofrer. Algumas vezes cultivam as artes ocultas com propósitos malévolos, para terem maior domínio sobre suas vítimas. Suas práticas imorais e ferozes, endurecem terrivelmente seu corpo vital. Nos casos extremos em que a natureza animal predominou absolutamente, em que não existiu manifestação da alma na vida terrena precedente, não se pode produzir a divisão de que estamos falando, ao morrer, porque não existe linha divisória. Nesses casos, se o corpo vital gravitasse de volta ao corpo denso para desintegrar-se gradualmente, o efeito de uma vida tão maligna não seria tão duradouro. Infelizmente, nesses casos se produz uma união tão forte entre os corpos vital e de desejos que impede a separação. Publicado no ECOS da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil em Março de 1997.Max heidel.

Max Heindel (1865-1919) Conceito Rosacruz do Cosmo.

Após o final da Idade do Aquário, que sucederá após 2 150 anos a contar do ano 2658, início desta Idade, como já se afirmou no número anterior, o movimento de precessão dos equinócios levará o seu ponto vernal até à constelação de Capricórnio, onde, segundo Max Heindel, começará a Sexta Época. Nesta todas as raças e nações deixarão de existir, viver-se-á em Fraternidade Universal! Utopia das utopias dirão alguns… Não, meus amigos e minhas amigas! Tudo tem o seu tempo, e o que agora parece como impossível, será uma realidade para Bem de toda a criação, incluindo para os outros planetas e até para o Sol! Tudo está intimamente ligado, muito mais do que se pensa e de que a ciência atual defende. As reformas nas áreas legislativas serão muito profundas. Praticamente, a seu tempo deixarão de existir, porque cada ser humano vive em seu interior as Leis Universais e como tal não serão necessárias. Também no campo da defesa, será o final de todo e qualquer armamento. Logo o sistema financeiro e económico nada terá a ver com o atual. A cooperação fraterna, o trabalho de grupo, altruísta, serão tão elevados, que não serão precisos! Logo, muitas das atuais profissões que ao longo da Idade do Aquário vão sendo substituídas e outras desaparecerão, nesta fase, a maioria não serão necessárias. Por exemplo, na saúde, os Centros de Prevenção e de Cura serão tão avançados, os profissionais desta área muito valiosa têm capacidades de visão etérea que investigarão por si onde estão os problemas dos doentes que cada vez serão menos, na medida em que os corpos serão mais subtis e mais perfeitos, nada de raças superiores, mas puras e sábias, que, ao cumprirem integralmente as Leis da Natureza, Divinas, possuirão corpos sãos, mentes puras, emoções elevadas. Graças à capacidade de desdobramento podem ir a qualquer lado ajudar os enfermos sem necessidade de abrir portas, de noite ou de dia, etc. Na educação os sistemas serão cosmocratas, verdadeiramente libertadores, em que as Escolas serão locais de saber experimentado, de são convívio, de ambiente puro e fraterno, em que as artes e as ciências espiritualizadas são a base de instrução, intimamente unida a uma formação de carácter, que ajudará à evolução de todos, incluindo dos animais, vegetais e minerais. O meio ambiente será uma maravilha das maravilhas em todas as áreas desde as habitações, aos Museus dinâmicos, plenos de vida, às Bibliotecas Universais, cheio de obras de arte, incluindo a Terra será um jardim global; a música será muito mais elevada, universalista, plena de irradiações libertadoras, difundidas por toda a parte, cheias de melodia, de harmonia e de ritmo cósmico. Esta linguagem do amor será um dos meios de união entre as pessoas, como já o tinha sido na Idade do Aquário. Na alimentação cada vez haverá menos necessidade de ingerir alimentos, muitos viverão apenas por meio das energias vitais, cósmicas. Se já na Idade do Aquário teremos uma economia baseada no altruísmo e como tal os meios naturais de riqueza serão de toda a Humanidade, para servir cada qual de acordo com as suas necessidades reais, não egoístas ou de vaidade, glória das almas pequenas; agora viver-se-á em comunhão universal de bens. Face ao exposto, chegará ao fim a exploração de um ser humano por outro, como a exploração dos animais. O uso da astrosofia será aplicado em diversas áreas desde a saúde à educação e até à agricultura e jardinagem, etc. Temos consciência que falar deste modo sobre a Fraternidade Universal fará com que muitas mentes, logo deixem de ler este artigo, como alguns dos nossos livros que a defende e que estão sofrendo de subtis censuras! Pobres de espírito, pensam que poderão eternamente viver à custa da exploração, da corrupção, de métodos ilícitos, do compadrio, etc, sem receberem os efeitos das suas erradas condutas. É tudo uma questão de tempo; nesta vida ou nas próximas receberão tal como semearam. Por isso, Einstein esclareceu que todos estamos sujeitos à inexorável Lei da Causa e do Efeito. Como disse Max Heindel, na sua obra O Conceito Rosacruz do Cosmo, nesta Época haverá uma única Fraternidade Universal, sob a direção de Cristo que terá voltado. O dia e a hora da Sua volta ninguém sabe. Ainda não foi fixado. Ela depende muito de nós, do modo como cada pessoa agir em sintonia com a vontade do Pai. E como a evolução é eterna, a seu tempo, a Humanidade receberá a Religião do Pai, antes de Cristo foi a de Javé, Espírito Santo, em que a lei era ainda de olho por olho, dente por dente, para com a do Filho, de Cristo, recebermos a Religião do Amor Universal. Com a Religião do Pai, a seu tempo, viveremos na Unidade da Vida Una e Única, mas sem jamais perdermos a nossa individualidade singular, será uma fusão sem confusão, não como uma gota de água no oceano, mas como um Ego pleno de Amor Universal que na Unidade da Vida dá a sua parte específica para uma Vida mais elevada, pois tudo evolui. Fim

Meu Deus, Me Dê a Coragem.

Clarice Lispector Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços o meu pecado de pensar.

A Fala

A Fala Falar significa a ação de exteriorizar o pensamento pelo verbo. Diante disso, um simples exame demonstra que a fala move o mundo: Jesus, falando, dividiu a História entre antes e depois de Sua presença; missionários vários - de Sócrates aos dias atuais - com sua fala, mudaram e mudam vidas proporcionando plenitude mediante a consolação e o esclarecimento. A voz é instrumento delicado e de alta importância na existência humana. Sendo o único animal que consegue articular palavras, modulando o som e produzindo harmonia, o ser humano deve utilizar-se do aparelho fônico na condição de instrumento precioso e de cujo uso dará contas à Consciência Cósmica que lhe concedeu o admirável tesouro. Autor: Joanna de Ângelis Psicografia de Divaldo Franco