contos sol e lua

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sábado, 19 de dezembro de 2009

TARÔ – O poder das cartas.


O tarô é outro ramo da pseudociência que tem sua origem questionada, estudiosos de taro acreditam que sua origem veio da convocação de todos os sábios sacerdotes do Egito, para que junto pudessem achar um meio de preservar da destruição os ensinamentos iniciáticos, permitindo assim, seu uso as gerações de um futuro distante.
O mais sábio entre os presentes disse que devido ao declínio moral da humanidade, o vício iria prevalecer por toda parte e sugeriu então que as Verdades Eternas fossem perpetuadas através do vício até a época em que novamente poderiam ser ensinadas. Assim foi feito o grandioso sistema simbólico da Sabedoria Esotérica – o Tarô – foi dado a humanidade sob a forma de um baralho de 78 cartas, que, desde milhares de anos, servem para satisfazer a curiosidade humana a respeito do seu futuro ou para distrair-se e matar o tempo, jogando. Nessas lâminas, os sábios egípcios encerraram toda a sabedoria que tinham herdado, todos os conhecimentos que possuíam, toda a verdade que lhe eras acessível a respeito de DEUS, do UNIVERSO e do HOMEM. Ainda hoje em dia permanece uma fonte de sabedoria para quem possui olhos para ver e ouvidos para escutar sua linguagem silenciosa. Embora muito estudado o significado do taro e sua origem ainda são obscuros e muito vagos.
As 78 lâminas que compõem o Tarô são instrumentos de captação energética levando, a quem as manuseiam e decifra suas linguagens simbólica ao autoconhecimento e conseqüente conscientização cósmica.
O Tarô completo é composto de 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores. O termo "Arcano" significa um dos 78 pilares que sustentam o Templo do Grande Mistério que, por sua vez, é formado por um conjunto de Segredos. Então temos que os segredos (algo que só alguns escolhidos conhecem) formam o arcabouço do Templo do Grande Mistério que é sustentado pêlos Arcanos, seus pilares.
O Tarô coloca, a quem o procura, em contato com seu próprio inconsciente que, por sua vez, tem acesso ao oceano cósmico que contém todas as respostas e toda a energia, em forma latente. Como o tempo é uma ilusão comum a terceira dimensão, acredita-se que o tarô possua a capacidade de ultrapassar esta barreira, indo do passado ao futuro sem problemas. É que ele tem acesso ao oceano cósmico do inconsciente coletivo, ficando liberto desta dimensão em que estamos aprisionados pela rede cósmica das reencarnações.
É de grande importância também esclarecer que o Tarô trabalha no campo das probabilidades, uma vez que o chamado futuro vai se formando de acordo com os eventos que estão sendo criados no aqui e agora, assim como a quirologia, que parte do mesmo princípio. O único momento que realmente importa é o chamado ponto zero onde presente, passado e futuro coexistem. Segundo a tarologia nada é estático ou inflexível no universo. Todas as coisas estão em constante movimento, coexistindo dentro de uma rede de eventos interligados e interdependentes entre si.
No parecer da tarologia, a linguagem do tarô é exclusivamente simbólica e, quando compreendida num plano mais elevado, pode oferecer a chave para os mistérios da existência humana e do universo. O tarô permite determinar certas leis da sorte, que torna aplicável à adivinhação, um dos motivos que a ciência atual não aceita o tarô, porque como a maioria das pseudociências é aplicável à adivinhação.
ARCANO III – A IMPERATRIZ: Este Arcano expressa, no mundo físico, a Natureza em elaboração, a germinação dos atos que devem nascer da vontade. O Arcano III é representado pela imagem de uma mulher sentada no centro de um sol radiante, é coroada por doze estrelas e seus pés pousam sobre a lua.
ARCANO IV – O IMPERADOR: é representado por um homem vestido de capacete remontado por uma coroa. Esta assentada sobre uma pedra cúbica. Figura do sólido perfeito, que significa a obra humana realizada.
As cartas de taro são lidas, normalmente, por um "profissional", embora nestes dias da Nova Era, qualquer um pode comprar baralhos com instruções sobre como descobrir o seu eu real e atualizar o seu potencial. Geralmente quem deita cartas é uma mulher. Não há nada de sexista nisto: as mulheres nada podem fazer se são mais psíquicas que os homens. Pelo menos é um preconceito corrente. Nem há provas de que as mulheres possam predizer o futuro melhor que os homens. Porque é que o fado de alguém está contido em cartas é um mistério. Mas, como as ciências ocultas são misteriosas, não precisamos de nos preocupar com questões de origem, causalidade ou lógica desinteressante.Wikepédia

A Origem do Tarot.

A origem do Tarot continua em questão e são muitas as teorias propostas. Na verdade, porém, nada existe de idêntico em outras culturas, pintado ou impresso em cartões, que pudesse ter estabelecido um modelo direto para o jogo de 78 cartas que vem à luz, na Europa, no final do séc. 14. E os desenhos mais antigos de cartas que chegaram até nós são coerentes com a iconografia cristã dessa época. Se essa afirmação vale particularmente para os 22 arcanos maiores, não cabe inteiramente para o conjunto das 56 ou 52 cartas do baralho sarraceno, já mencionado no séc. 14.
Apesar desses dois indícios mais próximos cabe investigar a possível influência de outras culturas desse período histórico e, igualmente, o material resgatado de civilizações anteriores.
Alguns estudiosos mostram as analogias entre o Tarot e o antigo jogo indiano do Chaturanga, ou jogo dos Quatro Reis, que correspondem aos quatro naipes das cartas de jogar. A quadruplicidade, no entanto, é a representação de uma realidade universal que transcende os dois jogos em questão.
O Chaturanga, que data do séc. V ou VI, antecessor do moderno jogo de xadrez, originalmente tinha o Rei, o General (a Rainha moderna), seu Cavaleiro e os peões ou soldados comuns. Não há, porém, indicações consistentes de como poderia ter ocorrido um caminho entre esse jogo e o Tarot.
Cruzados ou árabes?
Há quem acredite que as cartas de jogar foram levadas para a Europa pelos cruzados. Contudo, a última Cruzada terminou mais ou menos em 1291 e não existem referências que comprovem a presença de cartas de jogar na Europa até pelo menos cem anos mais tarde.
Uma justificativa para a origem sarracena das cartas é o nome espanhol e português naipe, que derivaria do árabe naibi. Também a palavra hebraica naibes se assemelha a naibi, o antigo nome italiano dado às cartas e, em ambas as línguas, a palavra indica bruxaria, leitura da sorte e predição. No entanto, não se encontram na história dos árabes e judeus referências ao jogo de cartas, anteriores aos século 15.
Esse tipo de restrição histórica, no entanto, não invalida a hipótese de uma criação ou re-criação “multi-tradicional” do Tarot. Sabemos que, em especial na Penísula Ibérica, sábios cristãos, árabes e judeus, mantiveram uma criativa convivência durante o período em que o Tarot dá sinal de vida.
Do ponto de vista das provas históricas, o que se pode afirmar com segurança é que os árabes utilizavam, já em meados do séc. 14, um baralho de 52 cartas, com estrutura idêntica aos que hoje conhecemos como “arcanos menores” ou “baralho”.
Origem cigana?
Igualmente discutível é a hipótese que associa as cartas de ler a sorte com os ciganos originários do Hindustão. Apenas no começo do século XV começaram a entrar na Europa. Em 1417, um bando de ciganos chegou às proximidades de Hamburgo, na Alemanha; outros relatos situam os ciganos em Roma, no ano de 1422 , e em Barcelona e Paris, em 1427. Há, porém, claras evidências de que a raça cigana só estendeu suas peregrinações para o interior da Europa depois que as cartas já eram conhecidas ali há algum tempo.
Povo nômade, recorria aos mais variados expedientes para sobreviver. As mulheres particularmente utilizavam diversos recursos para “ler a sorte” dos habitantes das comunidades que visitavam, em especial a quiromancia (predição do futuro segundo as linhas e sinais das mãos) e, bem mais tarde, a cartomancia (utilização dos baralhos impressos na Europa). É esse um dos motivos pelos quais os ciganos ficam intimamente associados às cartas, ao baralho, no imaginário popular. Tiveram um grande papel na circulação e na difusão da cartomancia popular, mas estavam longe da tradição escrita e do conhecimento técnico de impressão das cartas.
Origem egípcia?
A hipótese da origem egípcia do Tarot foi aventada por Court de Gebelin em sua obra, Le Monde Primitif analysé et comparé avec le monde moderne, publicada a partir de 1775.
Gebelin foi um apaixonado estudioso da mitologia antiga e estabeleceu inúmeras correlações entre os ensinamentos tradicionais e as cartas do Tarot que, segundo ele, seriam alegorias representadas em antigos hieróglifos egípcios.
Um ponto, no entanto, não pode ser esquecido: embora existam necessariamente similaridades entre as linguagens simbólicas mais consistentes, isso não quer dizer que tenha existido influência direta de uma sobre a outra.
O significado das correspondências entre linguagens simbólicas constitui um tema delicado. Nem sempre é possível chegar a uma conclusão, pois similaridades e correspondências não querem dizer, necessariamente, que tenha havido cópia ou simples adaptação de uma cultura nacional para outra.
A favor da correção intelectual de Court de Gebelin, é importante lembrar que as cartas utilizadas por ele continuaram a ser as do Tarot clássico. Ele não falsificou nem inventou um “baralho egípcio” para justificar suas hipóteses. Sómente após a publicação de seus estudos é que começaram a aparecer baralhos desenhados com os motivos egípcios, descompromissados com a história comprovável desse desafiador jogo de cartas.
Seja como for, é com Gebelin que se inicia a divulgação de textos e de estudos que assinalam um sentido mais alto para o Tarot, como uma linguagem simbólica, como um meio de transmissão dos conhecimentos esotéricos, espirituais, que vai muito além de sua utilização como jogo de baralho.
Múltiplas influências.
A maior parte dos estudiosos reconhece uma origem iniciática do Tarot, ou seja, ele traduziria o significado e as propriedades do Cosmo, bem como o do papel do homem na Criação. Seria produto de uma Escola (escola dos criadores de imagens da Idade Média, como sugere Oswaldo Wirth). Nessa direção de pensamento, o Tarot seria uma criação de Escolas francesas e/ou italianas, no final do séc. XII, sem qualquer relação com indianos ou chineses. A favor desse ponto de vista pesa o fato de que não se encontram, em particular, jogos iguais aos arcanos maiores em qualquer outra civilização.
Há muitos estudos que apontam as relações entre o Tarot e Cabala. De fato, as 22 lâminas dos “trunfos”, ou “Arcanos Maiores”, são em igual número ao das letras do alfabeto hebraico e ao dos 22 “caminhos” ou conexões entre os sefirot do desenho simbólico denominado “Árvore da Vida”. As 40 cartas numeradas, dos Arcanos Menores, representam o mesmo número de sefiroth da “Escada de Jacó″, esquema resultante da superposição de quatro “Árvores da Vida”.
Tal constatação, porém, não exclui a hipótese de contribuições árabes, que tiveram um forte e prolongado impacto, através do sufismo, sobre a mística cristã, em particular na Península Ibérica.
Um período de ouro.
Não é implausível, para alguns autores, imaginar o nascimento do Tarot por volta de 1180, período de grande força criativa na Europa, embora as primeiras menções registradas ocorram apenas duzentos anos após, em 1391. A razão para isso, segundo eles, seria simples: na origem, o Tarot não tinha a função lúdica de jogo de paciência ou de apostas em dinheiro, mas desempenhava o papel de estimular a reflexão pessoal sobre o caminho espiritual. Desse modo, ele não poderia ser mencionado como jogo de lazer nas crônicas da época.
“A essência do Tarot – escreve Kris Hadar – se funde maravilhosamente à mística que fez do séc. XII um século de luz, de liberdade e de profundidade da qual não temos mais lembrança. Nessa época, a mulher era mais liberada que hoje.”
É no correr desse período que são erigidas as catedrais góticas, em memória da elevação do espírito, e que aparece igualmente a busca de um ideal cavalheiresco que alcançará sua perfeição graças aos trovadores e o Fin’Amor, que colocará em evidência a arte de crescer no amor.
Para corroborar tal ponto de vista, pode ser lembrado que nesse mesmo período se desenvolvem os primeiros romances iniciáticos sobre os cavaleiros da Távola Redonda, a lenda do Rei Artur e a Demanda do Santo Graal.
Contemporâneo dos primeiros romances, o Tarot poderia ser considerado como um dos livros sem palavras (comuns na alquimia) para a reflexão e a meditação sobre a salvação eterna e a busca de Si, mesmo para quem não soubesse ler. Era uma porta aberta à verdade, tal como as catedrais, que permitiam aos pobres e aos ricos crescerem na comunhão com Deus.
“O Tarot” – afirma Kris Hadar – “é uma catedral na qual cada um pode orar para descobrir, no labirinto de sua existência, o caminho da Salvação”.
Paralelos do Tarot com outros jogos.
Quando deixamos de lado as tentativas – algumas delas forçadas – de encontrar para o Tarot uma origem necessariamente fora da Europa, em outras culturas e povos, abre-se um outro campo muito atraente para os estudos simbólicos.
Tal como foi mencionado mais acima, a propósito da similaridades entre o Tarot e o jogo indiano do Chaturanga, os estudos comparativos permitem reconhecer princípios básicos e universais que estão presentes em diferentes jogos criados em culturas diversas sem que houvesse um contato próximo entre elas, sem que uma expressão em dado contexto cultural tenha sido necessariamente copiado de outro. Podemos encontrar provas de que o conhecimento das leis primordias se revela por caminhos criativos e renovados.
Por Constantino K. Riemma.
A origem do Tarot continua em questão e são muitas as teorias propostas. Na verdade, porém, nada existe de idêntico em outras culturas, pintado ou impresso em cartões, que pudesse ter estabelecido um modelo direto para o jogo de 78 cartas que vem à luz, na Europa, no final do séc. 14. E os desenhos mais antigos de cartas que chegaram até nós são coerentes com a iconografia cristã dessa época. Se essa afirmação vale particularmente para os 22 arcanos maiores, não cabe inteiramente para o conjunto das 56 ou 52 cartas do baralho sarraceno, já mencionado no séc. 14.
Apesar desses dois indícios mais próximos cabe investigar a possível influência de outras culturas desse período histórico e, igualmente, o material resgatado de civilizações anteriores.
Alguns estudiosos mostram as analogias entre o Tarot e o antigo jogo indiano do Chaturanga, ou jogo dos Quatro Reis, que correspondem aos quatro naipes das cartas de jogar. A quadruplicidade, no entanto, é a representação de uma realidade universal que transcende os dois jogos em questão.
O Chaturanga, que data do séc. V ou VI, antecessor do moderno jogo de xadrez, originalmente tinha o Rei, o General (a Rainha moderna), seu Cavaleiro e os peões ou soldados comuns. Não há, porém, indicações consistentes de como poderia ter ocorrido um caminho entre esse jogo e o Tarot.

Cruzados ou árabes?
Há quem acredite que as cartas de jogar foram levadas para a Europa pelos cruzados. Contudo, a última Cruzada terminou mais ou menos em 1291 e não existem referências que comprovem a presença de cartas de jogar na Europa até pelo menos cem anos mais tarde.
Uma justificativa para a origem sarracena das cartas é o nome espanhol e português naipe, que derivaria do árabe naibi. Também a palavra hebraica naibes se assemelha a naibi, o antigo nome italiano dado às cartas e, em ambas as línguas, a palavra indica bruxaria, leitura da sorte e predição. No entanto, não se encontram na história dos árabes e judeus referências ao jogo de cartas, anteriores aos século 15.
Esse tipo de restrição histórica, no entanto, não invalida a hipótese de uma criação ou re-criação “multi-tradicional” do Tarot. Sabemos que, em especial na Penísula Ibérica, sábios cristãos, árabes e judeus, mantiveram uma criativa convivência durante o período em que o Tarot dá sinal de vida.
Do ponto de vista das provas históricas, o que se pode afirmar com segurança é que os árabes utilizavam, já em meados do séc. 14, um baralho de 52 cartas, com estrutura idêntica aos que hoje conhecemos como “arcanos menores” ou “baralho”.

Origem cigana?
Igualmente discutível é a hipótese que associa as cartas de ler a sorte com os ciganos originários do Hindustão. Apenas no começo do século XV começaram a entrar na Europa. Em 1417, um bando de ciganos chegou às proximidades de Hamburgo, na Alemanha; outros relatos situam os ciganos em Roma, no ano de 1422 , e em Barcelona e Paris, em 1427. Há, porém, claras evidências de que a raça cigana só estendeu suas peregrinações para o interior da Europa depois que as cartas já eram conhecidas ali há algum tempo.
Povo nômade, recorria aos mais variados expedientes para sobreviver. As mulheres particularmente utilizavam diversos recursos para “ler a sorte” dos habitantes das comunidades que visitavam, em especial a quiromancia (predição do futuro segundo as linhas e sinais das mãos) e, bem mais tarde, a cartomancia (utilização dos baralhos impressos na Europa). É esse um dos motivos pelos quais os ciganos ficam intimamente associados às cartas, ao baralho, no imaginário popular. Tiveram um grande papel na circulação e na difusão da cartomancia popular, mas estavam longe da tradição escrita e do conhecimento técnico de impressão das cartas.

Origem egípcia?
A hipótese da origem egípcia do Tarot foi aventada por Court de Gebelin em sua obra, Le Monde Primitif analysé et comparé avec le monde moderne, publicada a partir de 1775.
Gebelin foi um apaixonado estudioso da mitologia antiga e estabeleceu inúmeras correlações entre os ensinamentos tradicionais e as cartas do Tarot que, segundo ele, seriam alegorias representadas em antigos hieróglifos egípcios.
Um ponto, no entanto, não pode ser esquecido: embora existam necessariamente similaridades entre as linguagens simbólicas mais consistentes, isso não quer dizer que tenha existido influência direta de uma sobre a outra.
O significado das correspondências entre linguagens simbólicas constitui um tema delicado. Nem sempre é possível chegar a uma conclusão, pois similaridades e correspondências não querem dizer, necessariamente, que tenha havido cópia ou simples adaptação de uma cultura nacional para outra.
A favor da correção intelectual de Court de Gebelin, é importante lembrar que as cartas utilizadas por ele continuaram a ser as do Tarot clássico. Ele não falsificou nem inventou um “baralho egípcio” para justificar suas hipóteses. Sómente após a publicação de seus estudos é que começaram a aparecer baralhos desenhados com os motivos egípcios, descompromissados com a história comprovável desse desafiador jogo de cartas.
Seja como for, é com Gebelin que se inicia a divulgação de textos e de estudos que assinalam um sentido mais alto para o Tarot, como uma linguagem simbólica, como um meio de transmissão dos conhecimentos esotéricos, espirituais, que vai muito além de sua utilização como jogo de baralho.

Múltiplas influências
A maior parte dos estudiosos reconhece uma origem iniciática do Tarot, ou seja, ele traduziria o significado e as propriedades do Cosmo, bem como o do papel do homem na Criação. Seria produto de uma Escola (escola dos criadores de imagens da Idade Média, como sugere Oswaldo Wirth). Nessa direção de pensamento, o Tarot seria uma criação de Escolas francesas e/ou italianas, no final do séc. XII, sem qualquer relação com indianos ou chineses. A favor desse ponto de vista pesa o fato de que não se encontram, em particular, jogos iguais aos arcanos maiores em qualquer outra civilização.

Há muitos estudos que apontam as relações entre o Tarot e Cabala. De fato, as 22 lâminas dos “trunfos”, ou “Arcanos Maiores”, são em igual número ao das letras do alfabeto hebraico e ao dos 22 “caminhos” ou conexões entre os sefirot do desenho simbólico denominado “Árvore da Vida”. As 40 cartas numeradas, dos Arcanos Menores, representam o mesmo número de sefiroth da “Escada de Jacó″, esquema resultante da superposição de quatro “Árvores da Vida”.
Tal constatação, porém, não exclui a hipótese de contribuições árabes, que tiveram um forte e prolongado impacto, através do sufismo, sobre a mística cristã, em particular na Península Ibérica.

Um período de ouro
Não é implausível, para alguns autores, imaginar o nascimento do Tarot por volta de 1180, período de grande força criativa na Europa, embora as primeiras menções registradas ocorram apenas duzentos anos após, em 1391. A razão para isso, segundo eles, seria simples: na origem, o Tarot não tinha a função lúdica de jogo de paciência ou de apostas em dinheiro, mas desempenhava o papel de estimular a reflexão pessoal sobre o caminho espiritual. Desse modo, ele não poderia ser mencionado como jogo de lazer nas crônicas da época.
“A essência do Tarot – escreve Kris Hadar – se funde maravilhosamente à mística que fez do séc. XII um século de luz, de liberdade e de profundidade da qual não temos mais lembrança. Nessa época, a mulher era mais liberada que hoje.”
É no correr desse período que são erigidas as catedrais góticas, em memória da elevação do espírito, e que aparece igualmente a busca de um ideal cavalheiresco que alcançará sua perfeição graças aos trovadores e o Fin’Amor, que colocará em evidência a arte de crescer no amor.
Para corroborar tal ponto de vista, pode ser lembrado que nesse mesmo período se desenvolvem os primeiros romances iniciáticos sobre os cavaleiros da Távola Redonda, a lenda do Rei Artur e a Demanda do Santo Graal.
Contemporâneo dos primeiros romances, o Tarot poderia ser considerado como um dos livros sem palavras (comuns na alquimia) para a reflexão e a meditação sobre a salvação eterna e a busca de Si, mesmo para quem não soubesse ler. Era uma porta aberta à verdade, tal como as catedrais, que permitiam aos pobres e aos ricos crescerem na comunhão com Deus.
“O Tarot” – afirma Kris Hadar – “é uma catedral na qual cada um pode orar para descobrir, no labirinto de sua existência, o caminho da Salvação”.

Paralelos do Tarot com outros jogos
Quando deixamos de lado as tentativas – algumas delas forçadas – de encontrar para o Tarot uma origem necessariamente fora da Europa, em outras culturas e povos, abre-se um outro campo muito atraente para os estudos simbólicos.
Tal como foi mencionado mais acima, a propósito da similaridades entre o Tarot e o jogo indiano do Chaturanga, os estudos comparativos permitem reconhecer princípios básicos e universais que estão presentes em diferentes jogos criados em culturas diversas sem que houvesse um contato próximo entre elas, sem que uma expressão em dado contexto cultural tenha sido necessariamente copiado de outro. Podemos encontrar provas de que o conhecimento das leis primordias se revela por caminhos criativos e renovados.

Por Constantino K. Riemma

Tarô – Mistério ou Revelação?


Muitas pessoas desejam compreender o que é Tarô. Sua origem, mesmo pesquisada por grandes estudiosos, ainda é controversa e permanece na obscuridade. Tarô é magia? É adivinhação? É doutrina? O Tarólogo possui um dom divino? Um conhecimento oculto? Precisa possuir algum poder sobrenatural? Tarô é a capacidade de prever o futuro? É misticismo? Ou é apenas um jogo de cartas?
As cartas do Tarô são chamadas de Arcanos. A palavra Arcano vem do latim Arcanus, que significa “mistério, segredo, aquilo que está oculto, aquilo que é enigmático”. Se as cartas do Tarô são chamadas de Arcanos, então são chamadas de mistérios. Por si só o Tarô é um mistério na estrutura simbólica de suas lâminas. Diz-se que o simbolismo de suas cartas contém a chave para os mistérios do ser humano, de sua natureza, de sua relação com Deus e com o Universo.
Lista de mistérios referentes ao Tarô, a saber:
- o mistério de sua origem.
- o mistério de seu significado.
- o mistério de seu propósito
- o mistério de seu simbolismo
-o mistério da natureza humana
- o mistério da relação entre Deus e o Homem
Por muitos anos acreditou-se que apenas iniciados poderiam compreender e revelar os mistérios do Tarô. Fundaram-se escolas e entidades herméticas, e através delas surgiram estudiosos que acrescentaram suas opiniões tentando explicar o Tarô através de outros sistemas como a astrologia, a numerologia e a cabala.
O Tarô também é chamado de Arquétipo (do grego arketypon: modelo, exemplo, padrão), suas cartas trazem imagens arquetípicas e símbolos que refletem e exemplificam a nossa psique. Segundo Carl Jung, as imagens do tarô contém os registros primitivos do inconsciente humano. Jung sistematizou a idéia de que os arquétipos são as "imagens primordiais" presentes na psique como "formas" universais existentes no inconsciente coletivo.
Seus estudos trouxeram ordem ao caos do próprio ser humano através da compreensão de seu inconsciente, e conseqüentemente lançou-se luz sobre o mistério dos símbolos do Tarô, e de suas imagens arquetípicas. Não é mais importante saber sobre sua origem, mas sim sobre sua utilidade.
Na medida em que compreendemos que as cartas numa tiragem trazem imagens que são os reflexos, as mensagens e os caminhos do nosso inconsciente, começamos a entender que o Tarô é um instrumento de revelação. Através de seus símbolos defrontamo-nos com nossos medos, anseios, sonhos, consciência etc., e através da análise dessas expressões iniciamos
O Tarô é um instrumento de terapia, de autoconhecimento e de auto-análise, que traz uma direção pessoal àquele que o estuda e interpreta. O Tarô é um veículo de comunicação com o nosso inconsciente, onde podemos analisar nossas reações, conduta, sentimentos e expectativas através de suas imagens num processo de interiorização que Jung chama de “individuação”.
O Tarô nos traz informações sobre nós mesmos. Através de suas cartas, defrontamo-nos com quem realmente somos, o que queremos e o que buscamos. E assim, os mistérios do Tarô se diluem na compreensão de nossa própria consciência, e ele se torna revelação. Valéria Cordeiro.

TONTETRAGRAMMA PENTAGRAMA.

O Pentagrama é um símbolo ocultista, sendo seu conhecimento e uso, velado aos seres humanos comuns, ele é composto de símbolos, que juntos irão formar um novo símbolo, chamado pentagrama, nome ocidentalizado.
Seu uso, remonta eras, sabemos de sua utilização em épocas do reino da Atlântida.
Para melhor expor tal assunto, é prioras, que saibamos dês de já, que estamos lidando com Magia Pura, sendo sua utilização positiva ou negativa.
Na magia Branca ou Positiva, as invocações só podem ser realizadas por iniciado, ou mago Branco, pois tais invocações, trabalham diretamente com determinados Devas da Luz, sendo necessário, estar em no mínimo na quarta iniciação.
Na magia demoníaca ou negativa, as invocações só podem ser realizadas por mago demoníaco ou seres que se encontrem em sintonia vibracional negativa e que tenham algum grau de mediunidade latente.
Tentaremos expor de forma simples e objetiva as linhas que se seguem e aos rituais do pentagrama positivo e do pentagrama negativo. Não adentraremos no conteúdo e significado de cada símbolo integrado ao pentagrama, por uma questão de obscuridade segura, ocultismo, mas, poderemos adentrar em algum símbolo, em nossas explicações.
Note na imagem do pentagrama acima, que sua base é uma estrela de cinco pontas, tendo a ponta de cima, sua representatividade como o ser humano, a ponta da direita, girando no sentido horário, temos o reino Elemental da Água, marca vermelha, na ponta subseqüente e em baixo, temos o reino Elemental da Terra, seguindo em sentido horário, temos a representatividade do reino do Elemental do Fogo e em seguida o reino Elemental do Ar.
Note que nossa imagem do pentagrama é baseada na positividade, ou seja, para utilização de rituais de magia Branca.
Note na imagem do pentagrama acima, que temos um circulo a sua volta, este circulo, tem sua representatividade como defesa, proteção, quando sem o circulo em volta, sua representatividade passa a ser o ataque.
Portanto, o pentagrama da magia Branca, virá sempre com o circulo em volta, destacando a natureza da magia como defesa ou proteção, em raros casos, o mago Branco poderá retirar o circulo em algum ritual, para contra-atacar algum mal existente. Na magia demoníaca teremos a apresentação do pentagrama, sempre sem o circulo, pois sua utilização é baseada no ataque.
Tanto o ataque na magia demoníaca, como, a defesa na magia Branca, se operam nos corpos inferiores, mental e emocional, deixando de fora o corpo espiritual e físico, mas é evidente, que quando o mental e o emocional sofrem ataques, isto reflete no todo, causando distúrbios de ordem espiritual e física.
Na magia demoníaca é possível utilizar-se do pentagrama, para isso, o primeiro passo, é inverter sua imagem positiva, é mais ou menos, o que fez o nazismo na Alemanha com a Cruz da Suástica.
Para rituais de magia demoníaca, com o intuito meramente de ilustração, apresentaremos outro pentagrama, de forma invertida, neste caso de cabeça para baixo, com alguns dos símbolos apresentados nesta nova imagem dispostos de maneira incorreta, para impedir seu uso ou aproveitamento total, note que sua imagem não esta circundada pelo circulo.
O pentagrama simboliza o domínio do Espírito Humano sobre os elementos da natureza. Em rituais do pentagrama, utilizamos seres elementais, que são formas de vida diferentes da nossa, são seres formados por energias puras, portanto, é possível, energizar o pentagrama com estas formas de vida, para proteção ou defesa em magia Branca ou ataque em magia demoníaca. Através do pentagrama é possível comandar as criaturas elementais que povoam as regiões do fogo, do ar, da água e da terra, para os fins especificados.
No trabalho da magia Branca, os elementais são formados energeticamente para o fim de defesa ou proteção, dissolvendo-se suas energias quando do dissolvimento do pentagrama. Na magia demoníaca, o pentagrama simboliza o ser humano sendo dominado pelos elementos da natureza, para isso, utiliza-se em seus rituais, o chamamento de seres elementais negativos já existentes, vindos organizadamente em formas de falanges. É possível encontrar seres espirituais desencarnados servindo nestas falanges, depois do trabalho realizado, estarão prontos para continuidade em outros.
Note, o pentagrama da magia Branca é carregado de energias elementais para defesa e proteção, é igual ao principio da formação de um Dim, ou como é mais conhecido no ocidente, gênio. Já no pentagrama da magia demoníaca não ocorre o mesmo fato.
O símbolo positivo do pentagrama, assim como sua energia protetora é bem conhecida das falanges elementais, que evitam ou fogem aterrorizadas, quando se deparam com locais protegidos por este símbolo, pois, seus elementais positivos protetores possuem o poder de neutralizar, congelar e até mesmo dissolver as energias elementais negativas, podendo também segurar e enviar para o tubo de Luz, seres espirituais desencarnados, por sua vontade ou não. É permitida a entrada no local protegido por espíritos desencarnados de índole pacifica e boa, que necessitem de ajuda para encaminhamento.
Nos locais protegidos por este símbolo do pentagrama, é comum os encontrarmos colocados na parte de cima de portas e janelas, colocados ou colados na parte interna, isto é, dentro do local. Na porta principal de acesso, se quisermos expor seu poder de forma mais explicita, poderemos, colocar a imagem energizada do pentagrama na parte superior externa da porta. Poderemos também encontrar pentagramas de proteção ou defesa individuais, isto é, colocados dentro de objetos pessoais, como carteiras ou bolsas. Em casos, de locais, de pessoas que não compreendam a existência ou significado de tal símbolo, poderá o pentagrama ser coberto por uma imagem branca, impedindo sua visão ao olho humano físico. É possível encontrarmos a imagem símbolo do pentagrama em tamanhos diferentes. Seu tamanho não influi no trabalho a ser desenvolvido. É possível até mesmo usar plastificado, para maior durabilidade do pentagrama energizado. É possível também a confecção de medalhões, anéis, desenhos ou pinturas em vidros ou quadros do pentagrama, mas, só terá sua utilidade comprovada, se passar por um ritual realizado por um iniciado da quarta iniciação ou mais, que terá o poder de contatar os Quatro Devas Elementais do pentagrama.
O pentagrama positivo representa o ser humano homem completo. O mestre. Com o pentagrama invertido, ele representa o ser humano homem dominado, ou iniciado caído, serviçal das energias negativas.
Nossa intenção é a de esclarecimento, e não de ensinar os rituais de magia do pentagrama, por isso, omitiremos parte destes rituais. Aos irmãos iniciados, no caminho da senda da Luz, é aconselhável tempo, pois todo o conhecimento está guardado dentro de nós.
O Ritual do Pentagrama na Magia Branca.
O mago Branco, no dias que antecedem o ritual de energização do ou dos pentagramas, é fiel depositário da energia sexual, através do celibato. Antecedendo ao ritual, teremos 24 horas de jejum total. Alimentos e água. No dia do ritual, utiliza-se o mago de um objeto pessoal extremamente energizado, um Dim pessoal, construído na forma de energia elemental, para melhor expor esta visão, é como uma vara de condão.
Com seu Dim, o mago branco traça um circulo imaginário no solo, em sentido horário, definindo as cinco pontas da estrela. Já deverão estar dispostos lado a lado, os pentagramas a serem energizados dentro deste circulo. A cada ponta é recitado um chamado, um mantra ou decreto. O primeiro, na ponta de cima, é um chamado determinante, como representante legitimo das legiões da Luz, o segundo chamado é ao Deva da Água, o terceiro chamado ao Deva da Terra, o quarto chamado ao Deva do Fogo e o quinto chamado ao Deva do Ar.
O ritual deve ser dirigido aos quatro Devas do pentagrama, que são de responsabilidade atualmente de Anjos.
Deva é nome dado aos seres de Luz, encarregados de comandar estas divisões elementais. Existem quatro Devas Superiores, cargos ocupados por Anjos Arcanjos. Em cada divisão elemental, existem vários sub-Devas, que podem ser anjos ou seres elementais a ocupar estes cargos. Existem Devas específicos ligados ao ritual do pentagrama.
Depois do ritual realizado, com os pentagramas energizados, o circulo mágico é desfeito, de forma contrária a que foi construído, isto é, é desfeito com recitação de mantras de agradecimentos em sentido anti-horário em cada ponto da estrela.
O acompanhamento de seres elementais a um pentagrama energizado em ritual de magia Branca, terá a sua durabilidade, ou melhor, a sua existência, até a decomposição ou destruição do símbolo representativo.
O Ritual do Pentagrama na Magia Demoníaca.
Neste Ritual, as diferenças são bem claras.
O circulo é traçado pelo mago demoníaco, este se utiliza, de um Dim pessoal, e de forma contrária traça o circulo imaginário, isto é, em sentido anti-horário.
Em cada ponta da estrela invertida, é realizado um chamamento com auxilio de mantras específicos.
Este ritual é realizado através do chamamento de demônios de abramelin, responsáveis pelos trabalhos de ataques referentes ao pentagrama invertido.
A ponta da estrela, no meio, a sua direita, marcada com uma bolinha preta, na imagem acima, do pentagrama invertido, localiza-se agora o elemento Ar, de forma contrária ao pentagrama positivo, é chamado um demônio dirigente responsável de nome leviatan, seguindo em sentido anti-horário, na primeira ponta de cima, a direita, temos o elemento Fogo, demônio dirigente responsável de nome satanás, seguindo em sentido anti-horário, ainda na parte de cima, na ponta a sua esquerda, temos o elemento Terra, tendo como demônio dirigente responsável de nome lúcifer, depois, ao lado, a sua esquerda, temos o elemento Água, tendo como demônio dirigente responsável belial, e por ultimo, a ponta de baixo da estrela, correspondente ao ser ao qual se dirige o ataque.
Este ritual, quando realizado por seres despreparados, podem e acontece, de sofrerem ataques destas falanges de elementais, pelo motivo de, este ritual ser conduzido de forma inadequada.
Diferentemente do ritual positivo, onde energizamos inúmeros símbolos de pentagrama ao mesmo tempo, no ritual negativo, é energizado apenas um pentagrama invertido, um para cada ataque.
Este pentagrama, poderá passar de tempos em tempos, por novos rituais de energização, sendo que, depois do ritual, ele é guardado em local seguro até a conclusão de seu trabalho, após, ele é destruído pelo seu construtor, mago demoníaco.
Este ritual do pentagrama invertido, não tem outra finalidade a não ser a de ataque a um ser humano encarnado.
O final do ritual, se da através do rompimento do circulo. Poderemos também encontrar em rituais negativos, oferendas, com o sentido de pagamento ao serviço solicitado.
Encerramento:
Sem apontar os símbolos que fazem parte do pentagrama positivo, temos os símbolos, masculino e feminino, o símbolo da personalidade, o símbolo das quatro iniciações, símbolo inserido como exigência no pentagrama positivo, o símbolo da natureza elemental, o símbolo da sabedoria, o símbolo do controle da energia sexual, os símbolos dos corpos inferiores, e outros.
É de vital importância, que todo o estudante ou iniciado da Luz, que se encontre no caminho da ascensão, compreendam, que não é necessário um ritual de ataque através de um pentagrama invertido para atingir seu corpo inferior, visto que, por já ser um iniciado da Luz, por si só, já sofre diariamente ataques de falanges, que procuram desestruturar a sua Base, a sua Fé, a sua perseverança no caminho da Luz.
Portanto é, possível, necessário, e até mesmo aconselhável, a construção de proteção extra, além das já existentes, como seu anjo da guarda.
ãcãrya.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A Deusa que é três.


Rosane Volpatto.
"A chave da deusa tríplice abre muitas portas que dão acesso às camadas mais profundas do nosso ser".
A concepção da deusa representada em três formas, a deusa tríplice, ocorrem em muitas lendas dos velhos ancestrais celtas e estão presentes também na crença de muitos grupos pagãos. A mitologia grega, concebia a deusa tríplice manifestada em Ártemis (que encerra a Lua), em Selene (Lua Cheia) e Hécate (Lua Minguante). Na verdade, os antigos gregos nos fornecem a maior fonte de consulta sobre as deusas.
AIrlanda, representava a deusa tríplice como Anu, que era virginal, Badb, a mãe, e Macha, a anciã. No sul da França, Anu era conhecida como a "Brilhante". Era patrona da fertilidade, do fogo, da poesia e da medicina. Mas como toda a luz também produz sombra, era também conhecida a Anu-negra que devorava os homens. No País de Gales, as três (deusa tríplice) estão representadas por Blodeuwedd, a donzela, Arianrhod, a mãe e Cerridwen, a crone.
Toma-se consciência de que os fatos da mitologia, totalmente desacreditados pela ciência materialista, estão sendo hoje em dia restabelecidos como fatos do inconsciente, ou seja, da psique. Até onde o cristianismo foi introduzido, o culto da deusa tríplice foi assimilado. Podemos perfeitamente visualizá-la nas lendas das três Marias. Na Irlanda, as três Brigidas são aceitas pela Igreja católica e seus santuários são considerados milagrosos.
O caráter tríplice da deusa é muito importante. Não se trata de uma mera multiplicação sob três aspectos, mas sim a deusa se revelando em três níveis e nos três domínios do mundo e da humanidade. Assim, como o homem também é tríplice tendo corpo, alma e e espírito. As três facetas da deusa costumam ser vistas como correspondentes a esses planos de microcosmo do ser humano. O macrocosmo apresenta-se igualmente tríplice: consiste no céu (o reino uranio), na superfície da Terra (e, por vezes, no Mar) e nas profundezas da Terra (o Mundo Inferior ctônico). Algumas deusas tríplices se ligam a estes três reinos. Do mesmo modo, o reino do tempo têm dimensões: Passado, Presente e Futuro. Algumas das deusas, correspondem de maneira tríplice, a divisão do tempo. Segundo a Sra. Harrison, na Grécia antiga, o mês era dividido em três períodos de dez dias cada, correspondendo a três fases da lua e simbolizadas por Hécate-triforme. Este arranjo precedeu a divisão do tempo em quatro períodos ou semana.
O mais importante aspecto tríplice da deusa é a sua manifestação como: Virgem, Mãe e Anciã. Como Virgem ela é o amanhecer, o nascimento, a primavera, o começo de uma nova estação de crescimento, o encerar da Lua. Ela é encantamento, sedução e florescimento. No País de Gales, esta deusa toma o nome de Blodeuwedd, a Deusa da Primavera. Os brotos das flores a representam. Na Irlanda é virginal em Anu (e também Dana) representando o florescimento da fertilidade, o calor do pleno verão. Outras sociedades também possuíram sua Deusa Virginal, como a Diana dos romanos.
Como Mãe, a deusa representa a Lua Cheia, sua representação máxima é Gaia, a Mãe-Terra, deusa de toda a vida. Somente através dela, tudo nasce, as sementes germinam e produzem as colheitas da estação. Ela é a mãe frutuosa, a deusa das estrelas e da roda de prata das estrelas. Na lenda Galesa, esta deusa-mãe é Arianrhod, a mãe de Llew (Lugh irlandês).
Como anciã, representa o inverno, a sabedoria, a morte e a reencarnação. Representa ainda, a fase final da menstruação (menopausa) e a Lua Minguante. Na lenda galesa ela é Cerridwen, símbolo da porca branca, guardiã do caldeirão da transformação. Na Irlanda ela é Morrigan, representando o céu e os pássaros que se banqueteiam com os corpos mortos. Ela é a deusa da batalha e da morte.
Há entretanto, outras maneiras de abordar o caráter tríplice de uma deusa. Ela representa também um arquétipo que se reflete no interior de nossa alma. Este caráter tríplice pode ser percebido em muitas facetas da vida e torna a deusa tríplice uma figura que podemos nos identificar facilmente.
A deusa tríplice vive no lado ativo da psique feminina e toda mulher deve aprender a identificar suas facetas, para depois trabalhar com ela. Perceber como ela se manifesta em nosso interior é importante para evitar que este espaço seja inundado por uma destas facetas, anulando por completo a nossa vontade e impedindo-nos de exercer o nosso direito de livre escolha.
A triplicidade da deusa pode ser percebida em muitas facetas da vida. Se lhe concedermos a oportunidade para se manifestar como figura mítica, ela poderá inspirar a nossa alma, assim como nutrir, sustentar e transformar o cerne do nosso ser.

A DEUSA- DONZELA OU DEUSA- VIRGEM.

A Donzela representa a juventude, a vida em flor, se traduz em uma mulher inocente, mas também sedutora que reconhece o seu poder sexual. Ela retrata o nosso modo irreverente, sendo considerada a "virgem". A palavra virgem no sentido primitivo, significava "não casada", ou seja, aquela que não tem marido, portanto, o termo "virgem", usado em relação às deusas antigas, não tinha o significado atual. Podia, portanto, ser usado perfeitamente para uma mulher que já tivesse tido experiência sexual e podia até, ser aplicado a uma prostituta.
A deusa-virgem é aquele aspecto da mulher que não foi afetado pelas espectativas sociais e culturais, determinadas pelo sexo masculino. O aspecto da deusa virgem é uma pura essência de quem é mulher e daquilo que ela valoriza. Ele permanece imaculado e não contaminado, porque ela não o revela, pois o mantém sagrado e secreto, ou porque o expressa sem modificação para refutar os padrões masculinos.
Conforme descreve Esther Harding em seu livro "Os Mistérios da Mulher" que: "a mulher que é virgem, uma-em-si-mesma, faz o que ela faz não por causa de nenhum desejo de obter poder sobre o outro, nem para atrair seu interesse ou amor, mas porque o que faz é verdadeiro. Suas ações podem, de fato, ser não convencionais. Pode dizer não, quando seria mais fácil, mais adaptado, convencionalmente falando, dizer sim. Mas como virgem ela não é influenciada por considerações que fazem com que a mulher não-virgem, casada ou não, se acomoda e se adapta à conveniência".
As deusas-donzelas são freqüentemente associadas as flores e devem ser invocadas nas magias do amor, da beleza, do sexo e dos recomeços.
Exemplo delas: Nimue, Perséfone, Blodeuwedd, Brigid, Bhoidheoch.
Tempo: Alvorecer, o passado.
Estação: Primavera.
A DEUSA- MÃE
Em todas as épocas, os homens têm concebido uma Grande-Mãe que zela pela humanidade lá do céu ou do lugar dos deuses. Este conceito é encontrado em todas as religiões e mitologia. Essas grandes mães que dominam as idéias de diferentes povos, em todos os tempos, espaços e culturas, tem similaridades surpreendentes. A única explicação possível para justificar tal acontecimento é que todos estes mitos representam uma realidade psicológica, que foi percebida como uma imagem surgida do inconsciente e projetada para o mundo exterior, tomando a forma de um ser divino. Como Jung já nos esclareceu, as deusas são princípios dotados de forças que funcionam separadamente da vontade consciente do homem e cuja ordem ele deve curvar-se.
A Mãe é a mulher madura, no pico de seus poderes. Ela é a provedora da vida. É a madona que balança e acaricia seu bebê, mas também é a leoa que caça para se alimentar e lutará até a morte para proteger seus filhotes. As deusas-mães são associadas aos grãos. Invoque as deusas-mães para a fertilidade, para melhorar seus relacionamentos, para nutrição e tudo o que for questão familiar.
São elas: Ísis, Deméter, Ishtar, Ceres, Danu, Anahita, Asherah, Sheng-Mu, Hathor, Lakshmi.
Estação: Verão.
Tempo: Meio-dia, Crepúsculo, o Presente.
A DEUSA- ANCIÃ.
É a deusa-anciã é a avó benevolente, que você pode contar para receber aquele conselho prudente. Ela é a mulher sábia que é mais poderosa que a mãe. Para a anciã não existem segredos, pois em função da sua idade, acumulou experiências, transformando-as em sabedoria. Ela é a pessoa idosa que já viu tudo e passou por isso com seu espírito não abafado e com o temperamento moderado pela experiência. Ela é o arquétipo da centralização interior, o ponto de equilíbrio que permite à mulher permanecer firme no meio da confusão, desordem ou afobação do dia-a-dia. O seu tema básico é a premonição.
As deusas-anciãs são associadas com os moinhos e os cemitérios. Invoque esta deusa para a sabedoria, experiência, términos de relacionamentos.
Estação: Outono, Inverno.
Tempo: Meia-noite, o Futuro.
As Deusas: Annis, Oya, Skuld, Baba Yaga, Greina, Hel, Sedna, Toci, Maman Brigitte.

Hostes infernais.


Vinde espírito guerreiro!
Conceba-me o poder místico lunar...
A fúria de uma espada forjada
Nas fornalhas ardentes infernais

Para a chegada da hora
Das grandes batalhas
Com ódio e desejo
Todos os ancestrais inimigos
Invocando as hastes infernais
De BAAL APOLLON e AZARADEL
Sob o circulo da lua

Pois virão noites de ira
A vingança dos mortos nas fogueiras
O triunfo dos ancestrais mitos
E ódio para empalar os vis dogmáticos

Batalhem hostes infernais!
Trazei a vingança e gloria dos espíritos!
A terra torna se vermelha
Sob o olhar da lua...

Vinde espíritos guerreiros!
Tragam a supremacia lunar...
Eu serei uma espada enfurecia
Das fornalhas ardentes que jamais
Se extinguem!Hecate