contos sol e lua

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Os Mistérios a Aura.


«A aura é um campo de energia que circunda o corpo protegendo-o como um envólucro de luz. Este envoltório pode ter entre poucos centímetros e 3 metros. As pessoas iluminadas têm auras extensas, que podem ultrapassar os cinco metros em todas as direcções. Quando estamos alegres, a aura expande-se e temos uma sensação de amplitude, de espaço, de conforto, de que tudo é possível. Quando estamos tristes, a aura retrai-se e nós sentimo-nos frágeis, sufocados, como se estivéssemos a ponto de perder o conhecimento.»

Já é comum a 'aura' ser aceite pelas várias ciências, religiões e até muitos agnósticos e suas doutrinas. Todavia existe ainda muito mistério e especulação e neste artigo tentamos elucidar o que é a Aura e os seus mistérios.

A aura, segundo várias religiões e tradições esotéricas, é um elemento etéreo, imaterial, que emana e envolve seres ou objetos; é, por vezes, também considerada como um atributo inerente aos seres vivos e à matéria energética.

Muitos clarividentes afirmam ver a aura de seres vivos, e que a forma e a cor da aura refletem o estado físico, mental e emocional da pessoa. Problemas de ordem física e/ou psicológica, ao alimentar sentimentos negativos, dariam à aura uma cor escura, como o castanho; cores claras significariam que a pessoa goza de boa saúde emocional.

Segundo estudos empíricos a aura é visualizável quando a vibração está dentro do espectro da luz entre o vermelho e o violeta. Emoções conscientes tendem a modificar a cor da pele da pessoa observada, dando às vezes uma impressão de alteração da sua textura. Estados emocionais semi-conscientes teriam maior propensão a projectar um halo luminoso, de uma distância de alguns centímetros até um metro do corpo, o que cria um efeito de campo detectável por quem esteja próximo, uma explicação para produção de simpatias ou antipatias, aparentemente gratuitas, mas que são efeitos de um fenómeno similar à influência de um campo magnético de um íman. Dentro destes estudos surgiram algumas pessoas capazes de fotografar a aura por um processo chamado fotografia kirlian ou kirliangrafia

No ambiente geral das Medicinas Tradicionais ou Terapias Alternativas é commumente aceite que a nossa aura tem 7 faixas, cada faixa tem uma cor, e cada cor está relacionada com a cor energética dos nossos chakras.

Além da extensão, a cor da aura também é determinante para conhecer o estado emocional e de saúde de uma pessoa. Quando adoecemos, a aura diminui e a sua cor adquire tonalidades escuras, tornando-nos susceptíveis às energias não harmoniosas que tendem a agravar ainda mais o nosso estado de saúde. Por isso, é importante que uma pessoa doente esteja cercada de pessoas que lhe queiram bem, para que possa receber energias positivas que venham fortalecer a sua aura, favorecendo a recupe-ração da saúde.
A aura, assim como os chakras, pode sofrer rupturas e lesões ou ser penetrada por energias negativas, que também ocasionam doenças e desequilíbrios. Pode apresentar vincos, círculos ou fissuras, indicando vários tipos de doenças já somatizadas ou em desenvolvimento. Sendo que a aura é o reflexo da alma, esta mostra o estado real da pessoa através da cor, da intensidade, da extensão e da textura. Pode ser limpa e fortalecida, mas reflectirá sempre a essência do ser, aquilo que somos e o que não conhecemos de nós mesmos. Nalguns casos, quando há ruptura da aura é necessário um tratamento mais intensivo e cuidados especiais até que a parte rasgada seja restaurada e fortalecida.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Simbologia das Deusas Mágicas.


Ao longo dos séculos, a imagem mítica do 'feminino' evoluiu muito. Primeiro foram as deusas paleolíticas, depois Isthar na Mesopotâmia, ísis no Egipto e as deusas do mundo clássico, sem nunca ocupar o seu posto original. O mito da deusa perdeu-se e a divindade masculina foi destronando o seu papel. Agora que os modelos do masculino e do feminino se confundem, torna-se necessário conhecer profundamente qual a natureza da antiga deusa-mãe.

Uma deusa mágica rege cada mês do ano. Ela descobre-nos o nosso autêntico 'eu' e, o que é mais importante, o trabalho interior a realizar para alcançar a felicidade segundo esta.

Desde os tempos mais remotos da humanidade que o papel das deusas esteve sempre relacionado com a força feminina que interveio na criação do Céu e da Terra. Segundo a cultura, a religião ou a raça, umas falam de virgens, outras da união do yin e do yang (sendo o yin a parte feminina da criação), do eterno feminino divino, da grande 'mãe', da criadora. Há inclusive quem reconheça uma parte feminina nascida de Deus e esta divindade é denominada 'deusa'. Esta emanação feminina encerra todos os atributos do Universo: criação, destruição, transformação, protecção, amor, vento, chuva, etc. Nestes tempos de ruptura de modelos e de respeito pela voz das mulheres, a deusa levantou-se do silêncio imposto por certas culturas e religiões e deu lugar a estudos não só de índole espiritual, como também de outras ciências como a antropologia, a sociologia, a psicanálise, a literatura, etc. Isto permitiu descobrir que aquilo em que se acreditava como mito é ao mesmo tempo uma parte muito real do nosso mundo quotidiano. Este sagrado feminino representado pela deusa convida-nos a tentar alcançar um mundo mais rico e equilibrado. A força espiritual que advém do eterno feminino divino, honrado para todo o sempre, permite-nos aproveitar, durante o ano, não só a sua protecção, como também a sua sabedoria quotidiana para fazer do dia-a-dia uma experiência de motivação e estímulo.
Isthar rege Janeiro.

Recebemos um novo ano e com ele a esperança de transformação, produtividade e fecundidade. Isthar, senhora da vida, dá-nos as boas-vindas e inspira-nos a sonhar, a planear, a colocar metas, deixando para trás o que cremos estar a impedir o nosso avanço pelo novo ano. Este mês, a deusa manifesta--se com duas caras, que olham para o passado e para o futuro ao mesmo tempo. Representa-se com a lua fria, chamada a lua da renovação da terra. Na Antiguidade semeava-se o trigo nesta época como promessa de abundância e fertilidade para o ano.
As suas recomendações:

* A pedra de Isthar é a pérola. Use uma jóia com uma pérola durante este mês para estimular a actividade em todos os aspectos da sua vida.
* Há uma lenga-lenga que se pode repetir todas as semanas: "Purifico-me de pensamentos negativos, liberto-me dos velhos laços do passado, louvo e solto o passado. Atraio a saúde, a prosperidade e a harmonia. Perdoo-me e perdoo todos os que me rodeiam. Que o meu espírito entre numa nova vida, como a seiva penetra na árvore".
* Devemos aproveitar as propriedades curativas que esta deusa tem para as articulações e para a pele, preparando curas de prevenção para algumas doen¬ças (especialmente de pernas e pés).
* Podemos misturar óleo de amêndoas e folhas de bétula maceradas, deixando esta mistura num lugar escuro durante três dias. Deve ser usada diariamente, logo depois do duche, massajando a zonas doridas ou os pés e as pernas
* Também é boa ideia usar, este mês, um Diário ('diário de Isthar') e escrever nele os nossos propósitos e objectivos para o ano. Podemos forrá-lo com um tecido de cor branca (a cor do mês).
* Podemos oferecer um jantar a uns amigos num dia de lua cheia, servindo-lhe o prato favorito da deusa: peru.

A sua mensagem: iniciar, conceber, originar, criar.
Brígida (ou Candelária) rege Fevereiro.

O nome deste mês deriva da palavra latina februare, que significa purificar, por isso, a deusa Brígida, também conhecida por Belisana ou Brigit, preside a este mês na qualidade de deusa do fogo. A tradição de purificar através do fogo fez com que este seja também o mês das candeias. É o momento em que a terra desperta, mesmo que ainda coberta pelos gelos invernais. A Primavera aproxima-se e convida-nos a viver as emoções, a semear a esperança e a renovação.
As suas recomendações:

* O dia dois de Fevereiro é perfeito para preparar o 'kildare' ou o 'caldeirão mágico': Arranje um recipiente que suporte o calor, de preferência redondo (que se assemelhe à forma do útero) e ferva sementes de funcho e folhas de hortelã-pimenta. O líquido obtido deve ser servido numa reunião de amigos, como um chá para purificação do corpo. Também pode fazer uma fogueira e sentar-se à volta dela, dando graças à terra-mãe por tudo o que se tem. Escreva três desejos em papéis coloridos (individualmente) e atire-os para a fogueira para que ardam, atraindo assim a realização dos mesmos.
* Durante este mês deveríamos usar com frequência a cor vermelha e ametistas. Estas pedras são igualmente boas para o local de trabalho ou para o quarto de dormir.
* Em noites de lua nova pode organizar jantares à luz de velas vermelhas e com pratos à base de pato.
* Também pode fazer purificações com fogo em casa, utilizando folhas de louro seco, e repetindo em cada divisão a seguinte lenga-lenga: "Que este fogo afaste de minha casa tudo o que seja contra a harmonia, a prosperidade e o amor. Que reine a paz para os meus amigos e familiares e para mim também".

A sua mensagem: purificar, transformar, renascer e limpar a vida através do fogo, de modo a equilibrá-la.
Afrodite rege Março.

Este mês deve o seu nome a Marte, deus da guerra. A sua relação com Afrodite (deusa do amor e da transformação e a primeira a mulher que nasceu do oceano da Criação) centra-se na sua força para desencadear paixões arrebatadoras, cujo limite está entre o amor e a guerra.
As suas recomendações:

* Há que aproveitar este mês para nos transformarmos e nos libertar-mos das feridas emocionais. Podemos ajudar-nos com a seguinte lenga-lenga: "Senhora do amor, traz a mim a paz e a esperança que brinda ao amor. Afasta da minha alma tudo o que for contra a felicidade e a alegria; para que possa ser amado e amar sem medos".
* Este mês, o vermelho continua como a cor de eleição e devem usar-se pérolas e jóias de prata.
* Na lua nova organize um jantar com velas brancas e prateadas, rosas vermelhas e pratos à base de leite e carne branca.

A sua mensagem: ame plenamente com liberdade e alegria.


Demetér rege Abril.

É a deusa grega da agricultura ("deusa mãe" ou "mãe da cevada") que nutre a terra verde e jovem e representa o ciclo da vida e da morte. É a protectora do casamento e preside ao mês de Abril, pois simboliza a porta da vida numa altura em que a Primavera renasce com todo o seu esplendor. Demetér ensinou à humanidade as artes da agricultura: semear, arar, apanhar, etc. Agora, convida-nos a recolher os frutos do que semeámos nos meses anteriores.
As suas recomendações:

* Devemos preparar um saquinho de tecido verde no qual introduzimos um pouco de mirto. Depois há que dá-lo ao nosso par numa noite de lua cheia, rezando pelo amor e pela harmonia eterna na relação.
* Não será de mais associar-se a um movimento feminino ou trabalhar num grupo para apoiar uma causa.
* Usar a cor verde, diamantes ou pedras de cristal transparente e queimar muito incenso de salgueiro ou sândalo.

A sua mensagem: germinar, florescer, prosperar.
Maya rege Maio.

Do grego maia (mãe), assim se chama a deusa sânscrita da ilusão e filha de Atlas (mãe de Hermes). Deusa da Primavera, dadora de vida e destruidora de todo o mal, convida-nos a enfrentar o futuro com optimismo, a levar a cabo novos projectos (inclusive ter um filho).
As suas recomendações:

* Invoca a mãe divina desde o primeiro dia do mês, dizendo assim: "Mãe divina, que escutas as nossas preces, saudável é a terra, traz a paz a teu ventre, santificada seja a tua divina presença, renova as tuas bençãos por mais um ano, para que possamos reunir as riquezas da vida e conservá-las em tua honra".
* Utilize a cor branca e acenda uma fogueira e velas amarelas em sua honra.
* Use esmeraldas. Semeie rosas no seu jardim ou varanda ou decore a sua casa ou escritório com flores amarelas.

A sua mensagem: não se case em Maio
Juno rege Junho.

Esta deusa romana, que dava o nome ao quarto mês do antigo calendário romano, é a protectora da mulher, da maternidade, dos casamentos e dos nascimentos. Por isso, Juno convida-nos durante este mês a comprometer-nos no que diz respeito ao amor e, inclusive, ao casamento. Além disso, no dia 24 celebra-se o solstício de Verão, que é uma festa para os amantes, para adivinhar o futuro, para acender fogueiras nas quais se deve queimar o velho e começar uma nova vida.
As suas recomendações:

* Escreva numa folha, com tinta vermelha, três desejos e três nomes de pessoas a quem queira perdoar. Unte-a com mel e queime a folha no fogo na noite de lua nova ao mesmo tempo que repete: "Invoco a grande mãe para que os meus desejos se tornem realidade e para perdoar, construir e receber. Obrigada".
* Use cor roxa ou violeta para se purificar.
* Prepare cuidadosamente uma pedra de quartzo rosa para sua protecção pessoal
* Decore a sua casa e o local de trabalho com lírios

A sua mensagem: unir, dirigir e governar
Amaterasu rege Julho.

É a deusa do sol no xintoísmo e na antiga e mítica família real japonesa. O seu nome completo é Amaterasu Ymikani, que significa deusa gloriosa que brilha no céu. E é desde aí que nos convida, este mês, a tirar partido da alegria de viver, da amizade, da família, da diversão, do amor... Segundo as leis japonesas, Amaterasu estava triste por causa da falta de sensibilidade dos humanos e fechou-se na sua caverna. Então, a Terra escureceu e aconteceram muitos desastres. Os deuses, preocupados, celebraram uma festa muito alegre à entrada da caverna e assim que a deusa apareceu a sua imagem reflectiu-se num espelho, renascendo o Sol e a Terra.
As suas recomendações:

* Podemos fazer um amuleto sob a protecção desta deusa para atrair a prosperidade material e a abundância à nossa vida. Fazemo-lo, introduzindo folhas de freixo e doze moedas douradas num saco feito de tecido ou papel amarelo. Deve ser usado durante todo o mês guardado num local escuro até que se cumpra o desejo de prosperidade material.
* Deve usar-se a cor amarela.
* Amaterasu convida-nos a usar jóias douradas ou amarelas e figuras ou desenhos alusivos ao Sol.
* Se plantarmos uma árvore num local público por onde transitem muitas crianças, contaremos com a boa protecção desta deusa.

A sua mensagem: ainda que tudo à nossa volta nos pareça escuro, no final o Sol acaba por aparecer e iluminar a nossa vida.

Isis rege Agosto.

Há crenças que atribuem o nome do mês de Agosto ao imperador Octávio Augusto, mas muitos vêem a sua origem na palavra latina augur, augurar ou profetizar. Diz-se que durante este mês nasceu no Egipto a deusa negra Ísis, que se especializou em astrologia para profetizar o futuro dos seus filhos. Ísis representa as colheitas e a apanha. É o modelo de mãe e, como tal, da fertilidade, esposa exemplar e arquétipo do amor.
Recomendações da deusa:

* Devemos ter gestos de gratidão para com a terra, por exemplo, colocar recipientes cheios de frutas da estação na sua mesa, oferecer frutos secos aos seus amigos, etc.
* Convém oferecer pão e vinho numa noite de quarto crescente.
* Também é bom usar vestuário de cor sépia, em honra da terra, bem como decorar com girassóis os locais mais utilizados da casa.
* Usar pedras de quartzo verde, para se proteger.

A sua mensagem: paciência, sabedoria e meditação.
Yemaya rege Setembro.

É a deusa africana que simboliza o princípio da criação, quando a água se cruza com o fogo para dar origem à vida. Simboliza a 'grande mãe nutridora' do céu e da terra. Setembro adopta o seu nome da constelação da Virgem e faz-se representar pela virgem como princípio da criação.
As suas recomendações:

* Quando a lua estiver em quarto crescente convide os seus amigos para uma noite de festa, oferecendo à deusa frutos do mar, vinho e os seus ganhos (crescimento pessoal, força, obstáculos superados). Ofereça também poemas à grande mãe, ou símbolos, que se possam intercambiar entre todos os participantes da festa.
* Use e abuse da cor azul.
* Considere a possibilidade de apoiar mulheres que sofram de algum tipo de violência.
* Use adornos com a pedra lápis-lazúli.

A sua mensagem: agradecer, oferendar.
Circe rege Outubro.

Rainha da magia, é a deusa feiticeira que embruxou Odisseia (Ulisses), no relato de Homero. Representa a capacidade inata das mulheres para manusear os elementos e com eles dar a volta às circunstâncias dolorosas, mediante uma oração, um rogo, um pedido de perdão ou um sorriso.
Outubro é o mês de Halloween, é o mês das forças ocultas e das bruxas, uma celebração que faz lembrar a natureza feminina dadora de vida a partir do útero (magia pura)
As suas recomendações:

* Passe uma vista de olhos pelos armários e dê a roupa que já não utiliza há anos.
* Inscreva-se num curso criativo (literatura, pintura.
* Use a cor de laranja.
* No dia 31 faça o seu próprio ritual para despertar a intuição, acendendo velas brancas e oferecendo à deusa mel e pão doce.
* Prepare refeições à base de cevada e de pato.

A sua mensagem: limpar e perdoar.
Hécate rege Novembro.

Deusa antiga, conhecida como a parteira celestial, é a deusa que através da sua sabedoria e experiência governa e transforma os caminhos da vida.
As suas recomendações:

* Como é um mês de purificação e de protecção espiritual, podemos fazer um ritual, acendendo incenso de rosas e repetindo: "Sou a filha predilecta da deusa, ela me outorga inspiração e protecção. A ela foram concedidos os dons divinos da feminilidade que hoje me são concedidos. Sou poderosa, humilde, e servidora do céu e da terra"
* Na noite de lua cheia podemos oferecer crisântemos e velas amarelas para que os nossos antepassados mortos alcancem a paz eterna.
* Devemos dar uso às cores do mês - branco e negro - e às pedras de ónix.

A sua mensagem: venere os seus antepassados e imite as suas boas acções.


Vesta rege Dezembro.

Protectora do fogo de Roma, fecha o ano desintegrando, com o seu poder sagrado, a dor e a escassez, e preparando tudo para o amanhecer de um novo ano, com a promessa de crescimento, prosperidade e transformação.
As suas recomendações:

* Acenda muitas velas e potencie a alegria. Repita esta lenga-lenga de agradecimento à deusa pelas suas ofertas ao longo do ano: "Deusa do céu e da terra que com o teu ventre sagrado criaste a lua e o sol, que activaste a humidade através dos mares e dos rios, que trouxeste esperança através do amor, abençoa o passado ano e dá-nos força e esperança para receber o novo com o desejo de poder gozar das bençãos do teu coração".
* Na noite de lua nova, convide os seus amigos a partilhar consigo pão, vinho e uvas. Cada um deve escrever sete desejos num papel e queimá-lo no fogo.
* É conveniente utilizar as cores do mês: o vermelho e o verde.
* A pedra mais adequada é o rubi.

Circe.Feiticeira.Mística.


Circe era filha de Eetes e Hécate. Hélio tinha dois filhos, Eetes e Perses; Eetes reinava na Cólquida e Perses no Quersoneso da Táurida, sendo ambos reis extramamente cruéis. Hécate, a filha de Perses, ultrapassava seu pai em ousadia e desrespeito às leis, gostava de caçar, e, quando não conseguia caçar as bestas, caçava seres humanos. Ela era especialista em venenos, e descobriu uma droga chamada aconite. Hécate testava os venenos nos estrangeiros, e matou, por envenenamento, seu pai Perses, sucedendo-o no trono e fundando um tempo de Ártemis onde eram sacrificados todos os estrangeiros.

Hécate se casou com Eetes, e eles tiveram Circe, Medeia e Egialeu. Circe também se dedicou ao estudo das drogas e raízes, e além das que aprendeu com sua mãe, também descobriu muitas outras drogas, de modo que ninguém a superava no uso de drogas.

Era capaz de criar filtros e venenos que transformavam homens em animais. Por esse motivo morava num palácio encantado, cercado por lobos e leões (seres humanos enfeitiçados). Crê-se que essa ilha se encontra no que é hoje o monte Circeu. Existe, igualmente, a versão de que é filha de Hélios com a oceânide Perseis. Perseis também pode significar Hécate, filha de Perses ("destruição").

Circe se casou com o rei dos sármatas (também conhecidos como citas), e após matá-lo envenenado, sucedeu-o no trono, cometendo vários atos cruéis e violentos contra seus súditos. Por isto, ela foi deposta, e foi obrigada a exilar-se na ilha de Ea ou Eana, localizada no litoral oeste da Itália. O nome da ilha "Ea" ou "Eana" é traduzido como "prantear" e dela emanava uma luz tênue e fúnebre. Essa luz identificava Circe como a "deusa da Morte horrenda e de terror". Era também associada aos vôos mortais dos falcões, pois, assim como estes, ela rodeava suas vítimas para depois enfeitiçá-las.

O grito do falcão é "circ-circ" e é considerado a canção mágica de Circe, que controla tanto a criação quanto a dissolução. Sua identificação com os pássaros é importante, pois eles têm a capacidade de viajar livremente entre os reinos do céu e da terra, possuidores dos segredos mais ocultos, mensageiros angélicos e portadores do espírito e da alma.

Escritores gregos antigos a citavam como "Circe das Madeixas Trançadas", pois podia manipular as forças da criação e destruição através de nós e tranças em seus cabelos. Como o círculo, ela era também a tecelã dos destinos.

Circe era considerada a Deusa da Lua Nova, do amor físico, feitiçaria, encantamentos, sonhos precognitivos, maldições, vinganças, magia negra, bruxaria, caldeirões. Com o auxílio de sua varinha, poções, ervas e feitiços, transformava homens em animais, fazia florestas se moverem e o dia virar noite. Os escritores antigos Homero, Hesíodo, Ovídio e Plutarco relataram suas proezas, garantindo para ela um lugar nas lendas.

No renascimento, poeta e humanista italiano Giambattista Gelli (1498-1563), da academia de Florença também fez uso desta lenda na sua famosa obra La Circe (1549).
Na Odisseia.

No decurso de suas perambulações, o herói Ulisses (personagem épico da Odisseia de Homero,também conhecido como Odisseu) e sua tripulação desesperada desembarcam na praia da ilha de Eana, onde vivia Circe, filha do Sol. Ao desembarcar, Ulisses subiu a um morro e, olhando em torno, não viu sinais de habitação, a não ser um ponto no centro da ilha, onde avistou um palácio rodeado de árvores.

Ulisses enviou à terra 23 homens, chefiados por Euríloco, para verificar com que hospitalidade poderiam contar. Ao se aproximarem do palácio, os gregos viram-se rodeados de leões, tigres e lobos, não ferozes mas domados pela arte de Circe, que era uma feiticeira poderosa. Todos esses animais tinham sido homens e haviam sido transformados em feras por seus encantamentos.

Do lado de dentro do palácio vinham sons de uma música suave e de uma bela voz de mulher que cantava. Euríloco a chamou em voz alta, e a deusa apareceu e convidou os recém-chegados a entrar, o que fizeram de boa vontade, exceto Euríloco, que desconfiou do perigo. A deusa fez seus convivas se assentarem e serviu-lhes vinho e iguarias. Quando haviam se divertido à farta, tocou-os com uma varinha de condão e eles se transformaram imediatamente em porcos, com "a cabeça, o corpo, a voz e as cerdas" de porco, embora conservando a inteligência de homens.

Euríloco se apressou a voltar ao navio e contar o que vira. Ulisses, então, resolveu ir ele próprio tentar a libertação dos companheiros. Enquanto se encaminhava para o palácio encontrou-se com um jovem que se dirigiu a ele familiarmente, mostrando que estava a par de suas aventuras. Revelou que era Hermes e informou Ulisses acerca das artes de Circe e do perigo de aproximar-se dela. Como Ulisses não desistiu de seu intento, Hermes (Mercúrio para os romanos) deu-lhe o broto de uma planta chamada Moli, dotada de poder enorme para resistir às bruxarias, e ensinou-lhe o que deveria fazer.
Galanthus, talvez Moli.

Ulisses prosseguiu seu caminho e, ao chegar ao palácio, foi recebido cortesmente por Circe, que o obsequiou como fizera com seus companheiros. Depois que ele havia comido e bebido, tocou-o com sua varinha de condão, dizendo:

- Ei! procura teu chiqueiro e vá espojar-se com teus amigos.

Em vez de obedecer, Ulisses desembainhou a espada e investiu furioso contra a deusa, que caiu de joelhos, implorando clemência. Ulisses ditou-lhe uma fórmula de juramento solene de que libertaria seus companheiros e não cometeria novas atrocidades contra eles ou contra o próprio Ulisses. Circe repetiu o juramento, prometendo, ao mesmo tempo, deixar que todos partissem são e salvos, depois de os haver entretido hospitaleiramente.

Cumpriu a palavra. Os homens readquiriram suas formas, o resto da tripulação foi chamado da praia e todos foram tratados magnificamente durante vários dias, a tal ponto que Ulisses pareceu ter-se esquecido da pátria e se resignado àquela vida inglória de ócio e prazer.

Por fim seus companheiros apelaram para seus sentimentos mais nobres, e ele recebeu a censura de boa vontade. Circe ajudou nos preparativos para a partida e ensinou aos marinheiros o que deveriam fazer para passar sãos e salvos pela costa da Ilha das Sereias. As sereias eram ninfas marinhas que tinham o poder de enfeitiçar com seu canto todos que o ouvissem, de modo que os infortunados marinheiros sentiam-se irresistivelmente impelidos a se atirar ao mar, onde encontravam a morte.

Circe aconselhou Ulisses a cobrir com cera os ouvidos de seus marinheiros, de modo que não pudessem ouvir o canto, e a amarrar-se a si mesmo no mastro dando instruções a seus homens para não libertá-lo, fosse o que fosse que ele dissesse ou fizesse, até terem passado pela Ilha das Sereias.
Textos modernos e contemporâneos.

No poema "Endimião", do poeta Keats, podemos ter uma idéia do que se passava no pensamento dos homens que eram transformados em animais pela feiticeira Circe. Os versos abaixo teriam sido ditos por um monarca transformado em elefante pela deusa:

Não lamento a coroa que perdi, / A falange que outrora comandei / E a esposa, ou viúva, que deixei. / Não lamento, saudoso, minha vida. / Filhos e filhas, na mansão querida, / Tudo isso esqueci, as alegrias / Terrenas dos velhos dias olvidei. / Outro desejo vem, muito mais forte. / Só aspiro, só peço a própria morte. / Livrai-me deste corpo abominável. / Libertai-me da vida miserável. / Piedade, Circe! Morrer e tão-somente! / Sede, deusa gentil, sede clemente!.F.P.Wikepédia.
Parte do poema.Endimião.
Tudo o que é belo é uma alegria para sempre:
O seu encanto cresce; não cairá no nada;
Mas guardará continuamente, para nós,
Um sossegado abrigo, e um sono todo cheio
De doces sonhos, de saúde e calmo alento.
Toda manhã, portanto, estamos nós tecendo
Um liame floral que nos vincule à terra,
Malgrado o desespero, a carestia cruel
De nobres naturezas, os escuros dias,
E todos os sombreados e malsãos caminhos
Abertos para nossa busca: não obstante,
Alguma forma bela afasta essa mortalha
De nossa lúgubre alma. Assim são sol e lua,
As árvores lançando a dádiva da sombra
Às ovelhas sem mal; e assim são os narcisos
Com o mundo verde no qual vivem, e os regatos
Que fazem para sim uma coberta amena
Contra a quente estação; a moita mato adentro,
Rica de um jorro em flor de almiscaradas rosas;
E assim também a majestade dos destinos
Que imaginamos para os mortos poderosos;
Os lindos contos que nós lemos ou ouvimos:
Uma fonte infindável de imortal bebida
Que da fímbria dos céus a nós se precipita.
John Keats.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Feiticeiro e o Caldeirão Saltitante.


Esta história começa suficientemente alegre, com um antigo assistente muito gentil, que lembra muito ao Dumbledore. Este 'bem-amado' homem usava a sua magia principalmente para o benefício dos seus vizinhos muggles, criando poções e antídotos para eles. Chamava a isso "culinária de sorte". Certo dia, ele morre (após um longo tempo de vida) e deixa tudo para o seu único filho. Infelizmente, o filho é bem diferente do pai, egoísta.

Após a morte do pai, ele descobre o caldeirão, e nele (muito misteriosamente) há um único sapato e uma nota do seu pai: 'Tenho esperança, meu filho, de que nunca precises disto." Depois, as coisas começam a correr mal...Com raiva por não ter nada, apenas um caldeirão e completamente desinteressado com aqueles que não podem fazer magia, ele vira as costas para a cidade, e fecha as portas aos seus vizinhos.

Primeiro, chega uma anciã cuja neta está infestada de verrugas. Quando bate com a porta na sua cara, ele ouve um estrondo alto na cozinha. O caldeirão de seu pai criou um pé e ficou cheio de verrugas. Depois disso, o mago não podia aplicar nenhum feitiço nele e o caldeirão saltitante persegue-o por todos os lugares. No dia seguinte, o filho abre as portas a um velho homem que perdeu o seu burro. Sem a sua ajuda para transportar produtos à cidade, a sua família vai passar fome. O filho bate novamente com a porta na cara do velho. E então, o caldeirão recebe outra modificação: agora relincha de fome como um verdadeiro jumento. Como num verdadeiro conto de fada, o filho recebe cada vez mais visitantes, o que o leva a ver lágrimas, vómitos, até que decide dar continuidade ao seu legado. Renunciando aos modos egoístas, ele pede que todos os da cidade cheguem até ele para os ajudar. Um a um, ele cura-lhe os seus males e ao fazê-lo, o caldeirão esvazia-se. Então, no final aparece o misterioso sapato que se encaixa perfeitamente no seu pé. Assim que o mago o põe, os dois caminham (e pulam) até um novo amanhecer.J.K. ROWLING.

Bruxaria e bruxas.


Estudos sobre Bruxaria e Magia na Europa, Daniel Ogden, Georg Luck, Richard Gordon e Valerie Flint, revelam, (Witchcraft and Magic in Europe – 1999), alguns dos princípios fundamentais sobre a forma como a bruxaria funciona.
A bruxaria na antiguidade, entendemos claramente e sem equívocos a forma como a bruxaria funciona e quais os meios pelos quais a bruxa consegue alcançar os seus temíveis resultados de bruxaria.
Ao analisar o fenómenos da bruxaria nas civilizações da antiguidade, que toda a bruxaria era operada através de maldições.

Entre Greco-Romanos e Egípcios, existiam vários tipos de maldições lançadas de forma a atingir diversos objetivos.

Na antiguidade, ocorriam 5 tipos de objetivos de maldições na bruxaria da antiguidade:

1-litigio- realizadas para vencer litigios, seja em tribunais, na vida pessoal, ou social, ou na politica.

2-competição - realizadas para vencer competições desportivas ou na arte.

3-oficio - realizadas para vencer nos negocios, nos assunto profissionais e financeiros, etc.

4-erotica - realizadas para unir ou desunir pessoas, seja sentimentalmente seja sexualmente.

5-justiça - realizadas para obter vingança.

Podemos concluir que os objetivos da bruxaria são intemporais, e permanecem, ontem como hoje, inalterados.

As maldições que a bruxaria produzia nesses tempos, eram realizadas com as 5 finalidades acima descritas e no fundo, e como vamos compreender mais adiante, toda a bruxaria era, ( e ainda é e sempe será), feita com recurso a maldições que são materializadas com recurso á necromancia.
Veja que a maldição de que se falava na Antiguidade Clássica, na verdade correspondia a uma forma de bruxaria e nao exatamente ao conceito de maldição como hoje em dia é comummente entendido.

Hoje quando falamos de «maldição», entendemos imediatamente tratar-se de uma especie de praga destinada a matar ou eliminar alguem.

No entanto, as maldições produzidas pela bruxaria, não tinham propriamente objetivo de matar, ( pelo menos, nem sempre), mas antes elas podiam e eram direcionadas a causar um certo efeito na vida da pessoa visada.

Assim, estas maldições também não se destinavam a amaldiçoar permanentemente uma pessoa, família ou instituição, mas antes eram maldições temporárias, condenando alguém a fins como:

ter um desejo sexual louco por uma certa pessoa; ou condenando alguem a perder uma causa na justiça; ou condenando alguem a perder um grande negocio em deterimento de outrem; ou condenando alguem a perder uma prova desportiva em deterimento de segunda pessoa; ou condenando alguem a casar com certa pessoa.

As maldições eram inscritas em Placas de Maldições, ( que eram placas maleáveis como papiro, mas feitas de chumbo, ou entao mesmo em papairo tratado para esse especial fim), assim como em bonecas do tipo Vodu.


Na verdade, as bonecas tipo vodu são muito mais antigas do que comummente se julga.

Essas bonecas de maldições, onde eram trespassados alfinetes e inscritas tanto orações como os pedidos da bruxaria realizada, remontam ao antigo Egipto.

Exemplos delas podemos encontrar no museu do Louvre, onde ali estao exibidas bonecas usadas para fins magicos que remontam a II-III d.C. e mesmo periodos anteriores da antiguidade Egipcia.

As bonecas de vodu, como hoje sao conhecidas, eram denominadas «Kolossoi» entre os magos Gregos.

As maldições eram executadas através da boneca, torcendo das formas mais violentas os membros dessa, assim como horriveis mutilações. Nao se pretendia com isso mutilar a vitima, nem causar a destruição fisica do visado pela bruxaria, mas antes confundir os seus desejos, a sua vontade e os seus esforços, de forma a que se conseguisse obter um certo fim. Exemplo:

- se se deseja uma mulher ou homem, pretende-se causar-lhe tal nivel de desnorte, que essa pessoa venha a cair nos braços de alguem sem saber como, tal a forma como fica fragilizado; Se se deseja ganhar um negocio a um competidor, o objetivo é torna-lo de tal forma confuso e sem forças, que ele perca controle da situação e seja vencido.

Na Grecia e em Roma, era contudo mais frequente executar bruxaria atraves das Placas de Maldições, que eram folhas de chumbo preparadas para a realização de atos magicos e espirituais.

Os trabalhos de magia podiam igualmente ser executados em papiros preparados para esse efeito.

É curioso que todo o tipo de maldição inscrita nas placas ou bonecas, era denominada de «amarração».

O termo «amarração» advem do Grego «Katadesmos», «Katadesmoi», «Katadein».

O termo deriva de um verbo encontrado nas próprias placas de maldição e que significa «prender», «amarrar»,«restringir».

O termo é usado por Platão na sua obra «Republica», e refere-se tanto á forma fisica das placas de maldição, ( que sao «enroladas», como que «amarradas» sobre si mesmas quando o feitiço nelas inscritas esta redigido e concluido), como á própria função das mesmas placas, que é «restringir» a vida de alguem.

No latim, o termo provem de «defixio» que significa igualmente amarrar e que igualmente pode ser encontrado nas placas de maldição romanas.

Por isso, o trabalho a que atualmente chamamos «amarração», nao é na verdade um trabalho exclusivamente amoroso ou com fins eroticos, tal e qual hoje comummente é entendido.

Na verdade, todo o trabalho de bruxaria era feito por via de uma maldição, e todo esse trabalho por sua vez era denominado uma «amarração».

- a amarração visava «amarrar» a pessoa visada pela bruxaria a um certo fim, a um certo destino.

Por isso se dizia que uma pessoa embruxada tinha sido «amarrada», pois a vida dessa pessoa tinha sido restringida de forma a que certo efeitos lhe sucedessem.

Daí o termo «amarração», que era igual a dizer que a pessoa fora «amarrada» ou «condicionada» de forma a que certos efeitos lhe sucedam na vida.

Na antiguidade, dizer que alguem tinha sido amarrado, era equivalente a dizer que alguem tinha sido embruxado, fosse para que finalidade fosse.

Mas o termo esoterico de «amarração» tem outra origem e explicação, esta talvez mais tecnica do ponto de vista da metodologia mistica.

Nesses tempos ancestrais, atraves do processo magico, entendia-se que a alma da pessoa visada pela bruxaria era amarrada a um espirito de um morto, sendo que o espirito desse morto iria ficar na vida da pessoa amaldiçoada, até que esse espirito do falecido fizesse cumprir o objetivo da bruxaria na vida dessa pessoa enfeitiçada.
entenda:

os cemiterios eram por isso tidos como locais ferteis para a pratica de bruxarias, porquanto neles abundavam espiritos de mortos.

A placa de maldição, onde estavam inscritas orações de conjuro, a maldição e o nome da vitima, era amarrada á mao do morto, ou amarrada ao corpo do morto.

Desta forma, procurava-se atraves de um metodo necromantico, que o espirito do defundo a quem a bruxaria foi amarrada, se encarregasse de ir para a vida da pessoa embruxada e cumprisse a missao que lhe foi encomendada.

No fundo, o contato da placa de maldição com o morto, deveria atraves de um processo de necromancia, levar a vitima e ser restringida pela ação do espirito desse mesmo morto.

A vitima era quase sempre assinalada na Placa de Maldição pelo seu nome e pelo nome da sua mae, pois a mae era uma fonte segura de identificação certa da vitima, ao passo que a identificação do pai poderia levar a equivocos.

Dessa situação, falava o provebio latim, ao declarar: «Pater incertus, Mater certa».


As sepulturas eram os locais fundamentais para se proceder ao deposito das Placas de Maldiçao, e assim a completar execução de um trabalho de bruxaria por meios de uma maldição.

As sepulturas ou covas preferidas pelos bruxos, eram as de pessoa que tinham falecido tragicamente e vitimas de morte violenta.

Assim era praticado, pois diziam os velhos conhecimentos espirituais que as almas daqueles que morreram permaturamente vagueiam perto das suas covas em tormento e sem descanso, até que chegue a altura em que deveriam ter partido para o mundo espiritual. Até chegar essa hora, todos esses espiritos que vagueiam se descanso na terra, sao passiveis de serem facilmente invocados.

Tambem os campos de batalha, assim como os locais de execução de pessoas, ou mesmo os locais em que as pessoas tinham falecido sem oportunidade de se lhes oferecer os ultimos ritos de funeral, eram tambem outros dos mais poderosos locais para a execução de bruxarias na forma de maldições.

Sabia-se que a alma de pessoas que faleceram de morte violenta, ou que o espirito de pessoas que morreram permaturamente, iriam permanecer vaguendo por este mundo até que chegasse a hora em que deveriam na verdade ter falecido, e apenas nessa hora as ditas almas amarguradas abandonariam este mundo.

Como essas almas vitimas de morte violenta ou permaturas, faleceram antes dessa hora, dizia-se que esses espiritos estavam condenados a percorrer este mundo como fantasmas em tormentos. Ora, os campos de batalha e os locais de execução de criminosos eram locais ferteis em pessoas que tinham sido mortas de forma violenta e certamente abreviando a sua vida, ou seja, provavelmente em alguns casos seriam pessoas que faleceram antes da sua hora.

Sabia-se igualmente que mesma sorte sofrem aqueles que morreram sem oportunidade de se lhes prestar um funeral condigno e os ultimos ritos de enterro.

A esses, os Gregos denominavam «Atelestoi».

Ora, juntar ao cadaver dessas pessoas a Placa de Maldição com uma bruxaria ( sempre que possivel, a Placa de Maldição era amarrada ao defunto), era influenciar o espirito atormentado desse defundo a atormentar a vida da pessoa visada pela bruxaria, causando-lhe assim restrições. Essas restrições que a vitima iria sofrer, iriam a seu tempo conduzir á produção dos objetivos ditados pela magia que fora feita.
Exemplo uma maldição tinha sido lançada para que um desportista perdesse uma competição, o espirito do morto ao qual essa pessoa foi «amarrada» iria atuar na vida dessa mesma pessoa de forma a afetar-lhe e restringir-lhe a saude tanto psicologica como fisica. A seu tempo, a vitima acabava por ficar desconcentrada, descontrolada e mesmo fragilizada tanto mentalmente como fisicicamente,o que facilmente podia conduzir ao aparecimento de lesoes e subsequentemente á perda de uma competição. Por este breve exemplo, é facil entender como um espirito que foi «amarrado» á vida de uma pessoa, pode «restringir» essa mesma de forma produzir os efeitos desejados por uma maldiçao.

Ao espirito do atormentado era endereçado um pedido, e o atormentado iria fazer com que esse pedido fosse realizado na vida da vitima dessa bruxaria.


Tal como se pode verificar por todo o exposto, o termo «amarração» descrevia nao apenas uma bruxaria com fins sentimentais ou eroticos, mas antes tudo aquilo que era uma bruxaria.

O termo «amarração», nasce desta pratica magica de natureza necromante, ou seja, a bruxaria por via da qual uma maldição era «amarrada» a um morto, de forma a que o espirito desse morto fosse tambem «amarrado» á alma da pessoa atingida pela feitiçaria, de forma a que o espirito do morto «restringisse» a sua vitima e assim, fizesse cumprir na vida da mesma os fins a que o trabalho se propunha cumprir.
Toda a bruxaria esta fortemente ligada á produção de maldições com fins especificos, e a execução dessas maldições é conseguida atraves de processos de necromancia, ou seja, por via da invocação dos espiritos de mortos.
Assim, entendemos que os espiritos dos mortos, uma vez «amarrados» á pessoa atingida pela bruxaria, causam nas suas vitimas uma açao de «amarração», ou seja, «restringe»m a vida dessa pessoa de tal forma até que nela vao suceder os eventos enunciados pela maldição.Wikepédia.

A Revolta dos Duendes.


Em 1365 a.C., muitos Duendes do Mundo formaram uma comissão onde tentariam tomar o poder para si próprios, tentando enfrentar os poderes de bruxos, mutantes e vampiros. Um deles, o mais forte, sábio e poderoso, Glubkin, era a favor dessa Revolução, pois o tamanho de sua ambição se igualava ao tamanho de seus poderes. Glubkin queria libertar o seu povo dos sacrifícios que eram obrigados a fazer pelos Vampiros, mas sabia que os bruxos eram contra os vampiros e tentavam libertar os Duendes havia séculos, mas o poder dos Vampiros da Antiguidade era maior e precisavam da ajuda dos mutantes para isso, porém eles não queriam se envolver nessa briga, considerando-se neutros.

Três anos mais tarde, em 1362 a.C., quando todos do mundo mágico sabiam da armação das criaturas, os mutantes entraram na briga contra os Vampiros para libertar os miseráveis Duendes. Mas nenhum ser mágico no mundo sabe do poder, dos mistérios e dos segredos dessas tais criaturas. Eles guardavam uma quantidade de poder em suas mentes tão sabias, que nenhum povo poderia enfrentar, sendo Bruxo, Vampiro ou Mutante. Mas os Duendes ainda não queriam que a Revolução acontecesse. Tinham seus motivos, que nunca ninguém soube. E foi em 1352 a.C. que a Revolução estourou, os Duendes se revoltaram contra os Bruxos, Vampiros e Mutantes. Houve muitas mortes, muitos e muitos seres foram mortos, tanto mágicos quanto trouxas.

Drumfartico, o poderoso Vampiro das Trevas, Junglon, o mais forte Mutante e Silvarrom, o grande, mais sábio e poderoso bruxo. Foram obrigados a se unirem para acabar com a Revolução desses seres revoltados, que são os Duendes. Foram longos cinco anos de repressão no mundo mágico, mas Drumfartico, Junglon e Silvarrom conseguiram derrotar os Duendes e os prenderam num grande castelo, até que pensassem num destino para os Duendes. Esse trabalho foi completamente de Silvarrom, porque Drumfartico e Junglon sumiram e nunca mais foram vistos, deixando-o sozinho para conseguir um lugar para essas criaturas mágicas.

Silvarrom criou então o Banco Gringotes, onde os Duendes foram obrigados a jurarem proteção e lealdade eterna aos bruxos, pois foi graças a um deles que até hoje os Duendes têm um trabalho, um salário, uma vida... Silvarrom foi o maior bruxo de antes de Cristo, hoje em dia pode-se encontrar tudo sobre a vida dele no Museu Internacional da Magia em Paris/França, país e cidade onde Silvarrom nasceu.F.P.Wikepédia.

A Revolta dos Duendes II.

Foi um movimento que surgiu em 1287, quando o duende Louis Parret se irritou com seu dono, Grilly Bell e fugiu de casa, motivando muitos duendes a seguir seu exemplo.
A revolta dos duendes começou em 1287, com a revolta de Louis Parret. Ele convocou todos os duendes para uma reunião urgente, e fez eles se darem conta do mal que seus donos provocavam a eles. Começou assim a maior revolta da história dos duendes. A "comissão" do movimento era composta pelos duendes Louis o irritado, Erasmo o pigmeu, Mariante o selvagem e Botelho o barbudo. Eles espalhavam cartazes contra os maus tratos aos duendes, assombravam trouxas e derrubavam famílias de bruxos.

Os problemas.

Os duendes alegaram que seus donos os maltratavam, batiam neles e os feriam com um ferro em brasa nas orelhas com a marca da fazenda de seu dono. O ministério bem que tentou ajudar, fazendo leis de proteção aos duendes, milhões de artigos, mas o que eles queriam era que seus donos fossem presos por maus tratos a criaturas mágicas. Mas o ministério não tinha porquê prender os homens, já que não existira uma lei de proteção aos duendes até então.

O fim.

Um dia o ministério teve que tomar medidas drásticas. Levou Louis a um "julgamento", para que seu dono fosse preso. Mas na verdade estava o levando para o local de sua morte, a comissão de eliminação de criaturas perigosas, onde o decapitaram. Desde então os duendes se aquietaram.F.P.Wikepédia.