contos sol e lua

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terça-feira, 8 de março de 2011

O URSO FAMINTO.


Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.

Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.
Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo.
Na verdade, era o calor da tina...
Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.
Começou a urrar muito alto.
E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.

Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.
O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.
Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.
Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a panela!

Caminhada.


Às vezes nos sentimos meio perdidos,
Sozinhos e sentimos a necessidade de buscar novos Caminhos para nossas vidas...
Nessa caminhada, encontramos muitas pedras
Que lapidadas transformam-se em
Uma jóia preciosa: a experiência!
Encontraremos pessoas mais novas...
E com elas reaprenderemos a inocência perdida...
Encontraremos pessoas mais idosas...
E com elas aprenderemos a ser maduros...
Aprenderemos que o fogo que queima
Também esquenta as noites de frio...
Em algum momento nossa caminhada
Será interrompida e aprenderemos que foi apenas
Uma pausa para o descanso da alma...
Às vezes achamos que perdemos algumas pessoas,
Mais depois percebemos que elas é que nos perderam.
Sentiremos medo e solidão,
Mas encontraremos sempre a mão amiga
Daquele que foi crucificado por nós...
E se achamos que a caminhada é longa demais,
Temos a garantia do abraço sempre aconchegante Daqueles que também dariam a vida por nós:
nossos pais.
Ao final desta grande caminhada que se chama VIDA, Perceberemos que o que realmente importa
São aquelas coisas que podemos carregar
Dentro de nossos corações.
Portanto, guarde somente os bons sentimentos.
Assim chegaremos com o coração leve
E a mala cheia de boas lembranças...

"IMAGINAÇÃO"


Pensei em voar mas senti a falta das asas...
Pensei em cantar mas senti a falta da voz...
Refletindo, vi que a Natureza havia
esquecido de me completar...
Pensei, então!
Por que querer tanto se o que tenho já me basta?
E aí, saí voando e cantando, em pensamento.
Que belo! Senti-me como um privilegiado, nesse
vasto universo de belezas.
Mais vale um belo sonho,
do que uma realidade frustrada.

O Amanhecer.

Olhe o dia amanhecendo
e você vai sentir que, em quase tudo, há anjos tecendo o alvorecer.

Uns são raios de sol
que vêm descendo,para iluminar o que de bom a gente sonha fazer.

Outros são canções suaves
que quando em silêncio, a gente ouve em toda fonte que jorra,
em cada onda que bate,
em cada sopro de vento,
em cada silvo selvagem,
em cada bicho que corre,
em cada flor ao nascer.

Eles são fontes de energia e proteção, presentes em seus planos, desejos, vontades,
em tudo o que o amanhecer inspira.

Só que é preciso fechar os olhos para ver, e ouvir o coração dizendo que a gente é como gota d'água, nesse mar imenso do universo, com o poder infinito de transformar o que é invisível em cores do arco-íris.

Acredite.
Cada manhã dá luz a um novo dia, mas é você quem faz nascer a alegria.

A grandeza do Silêncio.


O silêncio é doçura:
Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.

O silêncio é misericórdia:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.

O silêncio é paciência:
Quando sofres sem te lamentares,
Quando não procuras consolação junto aos homens,
Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.

O silêncio é humildade:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.

O silêncio é fé:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age...
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença...
Quando te basta que só Ele te compreenda.

domingo, 6 de março de 2011

Eu sou a Deusa, eu sou a bruxa.


Eu sou aquela que ilumina e protege
O poder da Grande Mãe está dentro de mim.

Que a Grande Mãe
A Senhora do Norte
Encha de frutos a árvore da minha vida.

Grande Deusa que habita dentro de mim
Santifica cada palavra minha e cada ato meu
Afasta cada sombra de minha vida
Ilumina todas as minhas estações
Torna-me forte na dor
Torna-me bela no amor.
Que teu nome e teu poder
Sejam o meu nome e o meu poder.
Assim sempre foi, assim sempre será.

A mitologia dos duendes.


Quem nunca perdeu algo dentro de casa e nunca mais achou? A primeira alternativa - e a mais racional -, é pensar que alguém ou você mesmo mudou de lugar e não se recorda. Mas já pensou na possibilidade de um duende brincalhão ter escondido o objeto? Há quem se agarre no ceticismo e duvide da existência desses seres.

Mas tem muita gente que acredita e defende fervorosamente a existência dessas pequenas criaturinhas mágicas. Reais ou não, os duendes tem nome, endereço e são sujeitos de muitas histórias.

“Os duendes são os seres mais populares das mitologias celtas e nórdicas, fazendo parte de uma raça ‘elemental’ junto com as fadas, elfos e gnomos”, explica a terapeuta holística Rosane Volpatto, vidrada em assuntos sobrenaturais e autora de vários textos sobre o tema. Ela afirma que duendes são parentes muito próximos das fadas e estão estreitamente relacionados ao lar e a vida familiar.

Segundo Rosane, a imagem mais comum dos duendes é a de um ser pequeno de aspecto mais ou menos humano, apresentando alguns traços exagerados. Mas, como são dotados de poderes mágicos, podem trocar de tamanho e de forma e, até mesmo, ficar invisíveis. Ela diz ainda que são considerados criaturas semi-divinas, porém mortais.

A lenda diz que eles passam grande parte do tempo mudando as coisas de lugar ou escondendo-as, mas também gostam de dar sustos nos moradores das casas em que habitam. E podem até se vingar daqueles que os tratam mal.

Mas os duendes podem ser bonzinhos e realizar os pedidos de quem os agrada e acredita no seu poder. Rosane dá a dica para quem quer fazer amizade com um deles. “O primeiro passo para atraí-los é chamá-los pelo nome ou através de uma oração específica”, conta. Outra possibilidade é colocar um pote de mel com água na janela de casa em uma noite de lua cheia.

Para evitar erros, ela recomenda adquirir uma imagem de duende e colocá-la dentro de casa ou no jardim. Em seguida, coloque três moedas douradas como oferta. Para terminar, escreva seus pedidos em um papel branco e coloque-os embaixo dele. Rosane alerta que é muito importante não se esquecer de alimentar o duende com um pouco de leite ou água com mel. “As oferendas podem ser colocadas na frente do duende ou ao lado direito. Além de alimentos, eles gostam de receber brinquedos como pás e picaretas.

Ter contato com a natureza também é uma forma de reforçar os laços com os duendes. “É nos reencontrando com a Terra que vemos o reflexo da nossa própria alma. Não podemos nos esquecer que, de modo igual aos duendes, somos parte da Terra e a Terra é parte de nós”, ressalta.

Quando questionada sobre a possibilidade de visualizá-los, a estudiosa responde que já os viu várias vezes, em casa ou “na natureza”. Ela diz que os paranormais a consideram ‘vidente’ e esse dom lhe possibilita ter todo tipo de visão. Mas segundo ela, qualquer pessoa pode manter contato com os duendes, desde que deseje. “Com certeza sua vida mudará quando esse momento acontecer, pois esses seres nos proporcionam muita paz interior e nos guiam até nossos tesouros interiores e verdadeiras riquezas”, afirma.

Muitas pessoas associam a possibilidade de ver duendes ao uso de entorpecentes e alucinógenos. Diante disso, Rosane diz que o uso dessas substâncias altera o estado de consciência, fazendo com que as pessoas possam ver muito além. “Eu prefiro a experiência sem usar nada e uso a meditação e a oração para alcançar meus objetivos”, afirma.


Sem se intimidar, Rosane cita os nomes dos duendes que mais gosta. Dentre eles, “Igor”, duende da abundância, “Gorgo”, que dedica toda sua existência para libertar a humanidade do mal, “Abaturc”, protetor do trabalho, “Truppty”, que ajuda e aconselha quando tiver qualquer problema sentimental e “Zimmo”, que concede muita alegria para a vida das pessoas.Rosane Valpatto.