contos sol e lua

contos sol e lua

quarta-feira, 29 de julho de 2009

HORA DA NOITE.


Noite sem Lua
Parceira eterna de meus atos
Companheira sombria dos fatos
senhora calada, fria e nua.

Com teus braços frios a me levar,
Vaguei a procura de outro alguém
De lado a lado, de bar em bar
sozinho comigo e mais ninguém.

Foi num sonho que pude te ver
Senhora envolta nas brumas andava
Chamei por teu nome mesmo sem saber
que te conhecia, já te amava.

Foram passados tempos, meses ou dias
Sempre te procurando nas noites frias
me aprisionando no teu amor
feito de sonhos, frio e dor.

terça-feira, 28 de julho de 2009

ENOMINE.


CULTURA GÓTICA.


A cultura Gótica. Um das mais antigas subculturas em existência. Alvo de muitas críticas, preconceitos e até discriminação por parte de alguns menos informados. Por muitos identificada como sendo um conjunto de pessoas pálidas vestidas de negro, que sacrificam animais e entregam a alma ao Diabo, por outros como sendo um conjunto de estereótipos ambulantes, algo que “não existe”. Aos “muitos” informo que existem, de facto, diferenças entre uma cultura e uma religião, como é óbvio, e que somos bem reais. Pessoas como quaisquer outras, apenas com diferenças no que diz respeito a gostos, nomeadamente estéticos, estilos de vida e formas de encarar a mesma, talvez. É impossível determinar se os membros da cultura gótica serão mais ou menos violentos, criminosos, confusos, artísticos ou atenciosos do que outras pessoas, mas a sua roupa e música levam a que sejam apelidados de satânicos, perigosos, obcecados com a morte e anti-naturais. Preferimos deixar de lado os estereótipos ao deixar as nossas acções falar mais alto que as palavras. Dificilmente se verão pessoas mais pacíficas, cultas e educadas do que dentro desta cultura. Distinguimo-nos das outras subculturas maioritariamente pelo estilo visual e gosto musical.. Vestimos negro porque é uma cor sóbria, que absorve todas as outras cores, tal como queremos absorver toda a imensidão da vida. Sabemos que existe um sinal de STOP no fim do caminho, que nos relembra que é necessário aproveitar cada dia como se fosse o último, sendo a morte apenas mais uma etapa inevitável do ciclo, que deve ser encarada com naturalidade. No que diz respeito a religião, cada um terá a sua. Os nossos membros identificam-se por partilharem um conjunto de gostos comuns. É o que define a cultura. E de onde terá vindo o termo? O termo “Gótico”, originalmente, referia-se à tribo germânica que saqueou Roma no século IV. Neste caso, “gótico” era sinónimo de “incivilizado”, “bárbaro”. Na Idade Média (século XII), construíam-se imponentes catedrais (Catedral de Chartres, por exemplo) no estilo ogival. No entanto, os arquitectos da altura, achando o estilo pouco refinado, catalogaram-no de “gótico”, em alusão às tribos germânicas. No entanto, outros homens das artes que encontraram beleza no estilo, acharam que “gótico” significava “belo” e “imponente”. No século XIX, o termo foi estendido à literatura, devido à imagem imponente associado às igrejas mencionadas em algumas obras (como por exemplo “Drácula” de Bram Stoker). Então, “gótico” passou também a significar “macabro”. Nos anos 70/80 do século XX as bandas punk tornaram-se mais sombrias e etéreas e a imprensa estendeu o termo “gótico” à música, também por associação. Finalmente, quando a música gótica atingiu uma categoria própria (em 1979), o termo “gótico” foi aplicado às pessoas que a ouviam, não devido a qualquer característica que estas tivessem, mas simplesmente pelo mesmo tipo de associação. É magnífico poder optar por um estilo de vida que tanto celebra o lado mais obscuro da mente humana, esse lado negro que existe em todos nós. Somos uma espécie de auto-ridicularização de nós próprios. Abraçamos tudo o que a maior parte da sociedade despreza; o negro, as trevas, a escuridão, é tudo nosso. E, é divertido! Pena temos daqueles que, por rebeldia ou enamoramento pelo nosso estilo de vida, esperam juntar-se a nós e ser bem recebidos enquanto desafiam algo que antes era raro e sagrado e o transformam em banal, em “moda”. Desprezamos aqueles que souberam da cultura gótica através da comercialização da mesma, que tiveram e escolha de “mão-beijada”, aqueles que são pouco autênticos e que expõem demasiado uma cultura que preferia permanecer “underground”. Um pequeno texto em jeito de visão pessoal. De qualquer forma, aconselha-se o comum dos mortais a continuar a baixar a cabeça ao passar na rua por um de nós. É que a maior parte dos nossos espinhos de metal está MESMO afiada ;-)

ENIGMA.ENOMINE.

CULTURA&SIMBOLISMO.

Apesar de sua origem egípcia, ao longo da história o Ankh foi adotado por diversas culturas. Manteve sua popularidade, mesmo após a cristianização do povo egípcio a partir do século III. Os egípcios convertidos ficaram conhecidos como Cristãos Cópticos, e o Ankh (por sua semelhança a cruz utilizada pelos cristãos) manteve-se como um de seus principais símbolos, chamado de Cruz Cóptica.

No final do século XIX, o Ankh foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam; além de alguns grupos esotéricos e as tribos hippies do final da década de 60. É utilizado por bruxos contemporâneos em rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação; ou como um amuleto protetor de quem o carrega. O Ankh também foi incluído na simbologia da Ordem Rosa-Cruz, representando a união entre o reino do céu e a terra. Em outras situações, está associado aos Vampiros, em mais uma atribuição à longevidade e imortalidade. Ainda encontra-se como uma alusão ao nascente-poente do Sol, simbolizando novamente, o ciclo vital da natureza.

O Ankh se popularizou no Brasil no início dos anos 70, quando Raul Seixas e Paulo Coelho (entre outros) criaram a Sociedade Alternativa. O selo desta sociedade, possuía um Ankh adaptado com dois degraus na haste inferior, simbolizando os Degraus da Iniciação, ou a chave que abre todas as portas. Numa outra interpretação, representa o laço da sandália do peregrino, ou seja, aquele que quer caminhar, aprender e evoluir.

Na cultura pop, ele foi associado pela primeira vez ao vampirismo e a subcultura gótica através do filme The Hunger - Fome de Viver (1983), em que David Bowie e Catarine Deneuve protagonizam vampiros em busca de sangue. Há uma cena em que a dupla, usando Ankhs egípcios, está à espreita de suas presas numa casa noturna ao som de Bela Lugosi is Dead, do Bauhaus. Assim, elementos como a figura do vampiro, o Ankh e a banda Bauhaus, podem atuar num mesmo contexto; neste caso, a subcultura gótica. Possivelmente através deste filme, o Ankh foi inserido na subcultura gótica e pelos adeptos da cultura obscura, de uma forma geral.

Desse modo, vemos que o Ankh não sofreu grandes variações em seu significado e emprego primitivo, embora tenha sido associado há várias culturas diferentes. Mesmo assim, lhe foi atribuído um caráter negativista por aqueles que desconhecem sua origem e significados reais; associando este símbolo, erroneamente, a grupos e seitas satânicas ou de magia negra.

ANATOMIA.

A forma do Ankh assemelha-se a uma cruz, com a haste superior vertical substituída por uma alça ovalada. Em algumas representações primitivas, possui suas extremidades superiores e inferiores bipartidas.

A alça oval que compõe o Ankh, sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino, fundamentais para a criação da vida. Em outras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo, fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia. A linha vertical que desce exatamente do centro do laço, é o ponto de intersecção dos pólos, e representa o fruto da união entre os opostos.

ANKH


O Ankh é um símbolo que significa, entre outros, a imortalidade. É encontrado nas gravuras e hieróglifos a partir da 5ª Dinastia egípcia, principalmente nos Templos de Luxor, Medinet Habu, Hatshepsut, Karnak e Edfu. Além de obeliscos, túmulos e murais.

No túmulo de Amenhotep II, vemos o Ankh sendo entregue ao faraó por Osíris, concedendo a ele o dom da imortalidade, ou o controle sobre os ciclos vitais da natureza, ou seja, o início e fim da vida. Em algumas situações, é encontrado próximo a boca das figuras dos deuses, neste caso significa um Sopro de Vida. Na tumba de Tutankhamon, foi encontrado um porta-espelho na forma de Ankh, já que a palavra egípcia para espelho também é Ankh. Sua presença também é marcante em objetos cotidianos, como colheres, espelhos e cetros utilizados pelo povo do Egito.

No Ocidente, o Ankh é conhecido como Cruz Egípcia ou Cruz Ansata. Esta segunda denominação tem origem na palavra latina Ansa, que significa Asa. Além destas, o encontramos como Chave do Nilo (ou da vida), Cruz da Vida ou simplesmente Cruz Ankh.

Porém, a maioria dos conceitos ocidentais não é correto, pois os egípcios da Antigüidade desconheciam a fechadura. Portanto, não seria possível associá-lo a uma chave.