contos sol e lua

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Rosa-Cruz.


A história dos rosa-cruzes teve início na cidade alemã de Kassel no ano de 1614, com a publicação de um documento anônimo intitulado Fama Fraternitatis (Testemunho da Fraternidade). Ele foi seguido, um ano depois, pelo Confessio Fraternitatis (Confissões da Fraternidade) e, em 1616, por O casamento alquímico de Christian Rosenkreutz. Esses três documentos estabeleceram a história, os estatutos e o programa de uma fraternidade até então desconhecida, chamada de a “Ilustre Ordem dos Rosa-cruzes”. Em uma época de enorme tumulto político e religioso, esses documentos louvavam a importância da espiritualidade, que poderia salvar o homem dos erros ocasionados pelos costumes mundanos. Os textos alcançaram um público inesperadamente numeroso, e foram publicados em vários países. A Europa inteira tomou-se de entusiasmo pelo personagem que ocupava o centro desses novos ensinamentos, um personagem de perfil lendário: Christian Rosenkreutz.
De acordo com o Fama Fraternitatis, Christian Rosenkreutz – de início mencionado apenas pelas iniciais C.R. – nasceu em 1378 nas margens do Rio Reno, filho de uma família pobre, mas fidalga. Aos 4 anos foi entregue aos cuidados de uma abadia, onde aprendeu o grego, o latim, o hebraico, e teve noções de magia. Aos 16 anos, foi confiado aos cuidados de um monge que o levou em peregrinação à Terra Santa. Contudo, o monge faleceu em Chipre, e Rosenkreutz prosseguiu sozinho a viagem, até que uma doença o obrigou a permanecer por algum tempo na Arábia. Ali, ele foi curado por sábios que lhe transmitiram ensinamentos sobre um conhecimento ancestral, e o iniciaram em práticas científicas secretas. Em seguida, confiaram-lhe a missão de propagar esses conhecimentos pelo mundo cristão da Europa Ocidental, e de criar uma irmandade secreta, que “possua uma quantidade suficiente de ouro e pedras preciosas, e que possa educar os monarcas”.
Rosencreutz voltou à Europa e passou cinco anos na Espanha. Ali, três companheiros lhe juraram lealdade e, sob sua orientação, redigiram os documentos basilares da fraternidade. Em um local secreto, os quatro homens formaram o “Novo Templo do Espírito Santo”, onde curavam doentes e confortavam desamparados. Rosenkreutz foi aos poucos construindo a fraternidade que leva seu nome e que conduz a sua obra missionária. Uma vez por ano, a fraternidade se reúne no Templo do Espírito santo.
A fim de manter o número de membros da ordem, cada rosa-cruz deve nomear um sucessor antes de sua morte, se possível. Quanto ao fundador, afirma-se que ele teria morrido em 1484 aos 106 anos. Seu túmulo teria sido descoberto em 1604, 120 anos após sua morte, tal como ele próprio havia predito.
A mirabolante história de C.R. parece ter a intenção de simbolizar uma outra narrativa mais profunda. Felizmente, os registros nos dão um vislumbre das idéias da fraternidade.
O Fama Fraternitatis consiste de três seções. A primeira delas examina de modo crítico e, em parte, satírico as condições sociais e espirituais da época.Ele fornece numerosas sugestões para resolver todos os problemas referentes à religião, à arte e à ciência. O documento afirma que a redenção só pode ocorrer através de uma religião voltada para o coração e o ardor místico. A segunda parte dirige críticas à alquimia, atividade “ateísta e maldita” que procura transformar em ouro os metais não-preciosos. A terceira seção narra a vida de C.R. O enigma da criação do mundo é discutido no Confessio Fraternitatis. Nesse documento, o Papa é chamado de serpente e Anticristo. Também aprendemos aqui que a fraternidade usa um código secreto, atribui grande importância à astrologia e rejeita a concepção ptolomaica do Universo – Para a qual a Terra é o centro do sistema solar. É a essa altura que o nome completo de C.R. é revelado.
O último texto, O casamento alquímico, foi publicado em Kassel e na cidade francesa de Estrasburgo. Em frases carregadas de simbolismo, ele narra um episódio decisivo na vida de Christian Rosenkreutz – uma experiência de iluminação mística que durou sete dias ocorrida quando ele tinha 81 anos de idade. Durante esse episódio, o eremita passou por sucessivas revelações e testes, que vieram a constituir as bases de sua experiência espiritual.
Em qualquer outra época, esses três livros provavelmente teriam sido considerados uma leitura pouco mais que interessante, ainda que fora do comum. Mas não foi esse o caso. Em uma Europa dilacerada por guerras religiosas entre católicos e protestantes, o conteúdo dos manifestos rosa-cruzes encontrou solo fértil. Os panfletos circularam rapidamente e logo as idéias da fraterniadade eram assunto de conhecimento geral.
Havia diversas razões para tal sucesso. Muitas pessoas se sentiam atraídas pela personalidade de Christian Rosenkreutz e pela independência de suas idéias. Ao mesmo tempo, europeus de mentalidade progressista simpatizavam com os objetivos e as declarações da fraternidade, visto que, quando se tratava de admitir novos membros, os rosa-cruzes não faziam distinção de raça, sexo ou posição social. Em vez disso, eles achavam que as pessoas inteligentes de todo o mundo deveriam unir-se para melhorar a sorte da humanidade e aprofundar seus conhecimentos sobre Deus e a natureza.
Os objetivos da ordem correspondiam aos propósitos sociais, espirituais e intelectuais das novas elites literárias e científicas européias. Os mais conhecidos adeptos – ou pelo menos simpatizantes – dos rosa-cruzes foram o matemático, físico e astrônomo inglês Sir Isaac Newton (1673-1727), o filósofo e cientista francês René Descartes (1596-1650) e o filósofo holandês Baruch Spinoza.
Após a publicação dos documentos e instauração da fraternidade, os rosa-cruzes se tornaram um importante tema de debates, inspirando uma verdadeira avalanche de publicações. Por volta de 1717, nada menos que mil comentários, teses, notas e panfletos, de mais de 400 autores, já haviam sido publicados.
Em meio a essa multidão de documentos, somente um elucidava a origem dos rosa-cruzes. Em um documento publicado em 1617, o editor do terceiro manifesto rosa-cruz revelou a própria identidade: Johann Valentin Andreae (1586-1654), um pastor protestante de Württemberg, no sul da Alemanha. Andreae era parentede um pastor de grande renome e tornou-se um dos homens mais eruditos de sua época. Tendo aprendido a falar com fluência línguas antigas e modernas, além de ter se dedicado a geografia, história, genealogia, matemática e teologia, Andreae era um homem de vasta cultura. Ele alegava ter escrito O casamento alquímico de Christian Rosenkreutz.
Na verdade tudo indicava que que os dois primeiros manifestos eram fruto de sua pena. Eles pareciam ser o resultado do trabalho conjunto de Andreae e dois amigos seus, Christoph Besold e Arndt Gerhardt. Em tempos violentos como aqueles, os autores provavelmente adotaram o anonimato por medida de segurança.
Andreae, que fora profundamente impressionado pelos ensinamentos de Martinho Lutero – líder da Reforma protestante – também desenhou a rosa-cruz, o símbolo dos rosa-cruzes. Inspirado no brasão de armas do próprio Lutero, ele era formado por uma cruz de santo André em forma de X emoldurada por uma rosa.
Mas o que Andreae não foi simplesmente apresentar-se como autor da obra. Em um livro intitulado Menippus, ele também afirmou que O casamento químico de Christian Rosenkreutz não passara de um ludibrium, palavra latina para “farsa, logro”, com o qual ele quisera estimular de maneira divertida as reivindicações por reformas sociais. Em outras palavras, a rosa-cruz não passava de uma invenção literária. O impacto de seus livros acabou sendo muito diferente do que ele imaginara. Ao que parece, o jovem e entusiasmado escritor criou, de modo involuntário, um poderoso movimento espiritual, que logo ganhou autonomia e nem mesmo seu fundador foi capaz de detê-lo. As primeiras irmandades rosa-cruzes formadas durante o século XVII eram, em sua maioria, associações informais sem muito rigor ou regulamentos, mas as fraternidades que surgiram a partir delas eram muito mais organizadas. Já no século XVIII, era cada vez maior o número de grupos que adotavam o símbolo da rosa e da cruz.
A mais famosa organização rosa-cruz continua a ser, até hoje, a Irmandade da Ordem Dourada e Rosa-Cruz, fundada em 1710 por Samuel Richter da Silésia (hoje parte da Polônia). Essa sociedade secreta era uma ordem organizada hierarquicamente e administrada por um conselho de diretores. Antes de se tornar um membro, o candidato tinha de ser submetido a rituais de admissão. Os membros da ordem usavam itens específicos de joalheria e revelavam essa condição uns aos outros através de palavras, sinais e apertos de mão. Muito em breve os rituais dos rosa-cruzes começaram a se assemelhar aos de outra fraternidade secreta, a dos maçons, a qual surgiu das atividades e rituais dos pedreiros (“franc-maçons”) da Idade Média. Outras fraternidades famosas se associaram aos ideais da rosa-cruz, tais como os Illuminati de Avignon, no sul da França, fundada em 1716, e os Illuminati da Baviera, no sul da Alemanha, fundada dos anos depois.
Por volta do final do século XIX, a tradição rosa-cruz experimentou um reflorescimento. Em 1888, o poeta e advogado francês Stanislas de Guaïta (1861 - 1897), um ardente adepto do ocultismo, fundou uma irmandade rosa-cruz na França, com o romancista Joséphin Péladan (1859 – 1918). Pouco depois, no entanto, Péladan abandonou a irmandade, queixando-se de que seu perfil era demasiado anticatólico para seu gosto. Ele fundou outra organização, também sob o rótulo da rosa-cruz, dedicada ao amor fraternal e às atividades intelectuais e artísticas. Péladan abriu um salão rosa-cruz em uma galeria de arte em Paris, que acabou por se tornar um ponto de encontro muito freqüentado e de grande influência, especialmente para as pessoas ligadas ao mundo das artes.
Ordens rosa-cruzes também foram fundadas no século XX: por exemplo, a sociedade esotérica AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosa-Cruz) foi criada em 1915 na Califórnia. Hoje, essa sociedade possui lojas em mais de 50 países.
Atualmente, mais de três séculos após o aparecimento do primeiro manifesto rosa-cruz, os ensinamentos dessa ordem continuam surpreendentemente a vigorar. Isto é especialmente notável se considerarmos que não era esta a intenção de seu autor. Mas, mesmo que o Fama Fraternitatis, o Confessio Fraternitatis e O casamento químico de Christian RosenKreutz tenham surgido como uma brincadeira intelectual, eles transmitem o espírito inquieto e curioso da época em que foram criados. A mensagem rosa-cruz, de amor fraterno, busca do conhecimento e cooperação entre as pessoas, é atemporal e, ainda hoje, continua a encantar muita gente.Wikepédia

MAAT.

Um estudo dos textos antigos da religião egípcia convencerá a qualquer um que os egípcios acreditavam em só um deus, que existia por si mesmo, imortal, invisível, eterno, onipresente, todo poderoso e inescrutável. Não é mesmo certo que ao longo dos anos desenvolveram uma série de crenças politeístas, e que as cultivavam em certos períodos de sua história, influindo nas nações que os rodiavam, e que inclusive aplicavam aos estrangeiros, e que por isso tem legado até nossos dias a idéia de que os egípcios foram um povo politeísta e idolatra.
Passando dos textos religiosos aos que contêm preceitos morais, encontramos que estes últimos jogam muita luz sobre a idéia que tinham os antigos egípcios sobre estes conceitos, e um destes é o "conceito de Maat". Maat é o conceito abstrato do bem, da ordem e da verdade dos antigos egípcios, personificado como uma mulher com uma pluma de avestruz em sua cabeça, era considerada como filha do deus criador Atum-Rá, surge com os "mitos da criação" estando associada a Thoth, ptahe Khemenu neste trabalho, seu nome significa "retidão" e enfatiza o que é correto, verdadeiro, confiável, real, genuíno, justo, inalterável e coisas por este estilo. Este papel foi estabelecido por seu predecessor divino Horus, que derrotou as forças do deus caótico Seth É a responsável pelas estações, o dia e a noite, o movimento dos astros e a chuva. Os juizes em esferas humanas e divinas foram conhecidos como representantes de Maat.
De acordo com alguns egiptólogos, seu antiquíssimo culto contou com seus próprios sacerdotes e um templo em Tebas. O culto de Maat foi difundido desde Tebas e o limite sul de Kemet até o delta do Nilo. Outro trecho que fala do sem-número de seguidores é que muitos faraós incorporam seus nomes no elemento Maat. A personificação de Maat como deusa pode-se ver no "Livro dos Mortos", onde no " Salão de duas verdades " o coração do defunto seria pesado por Anubis de encontro à pena da verdade, que era símbolo de Maat. Se o veredito fosse favorável então o defunto poderia olhar para a frente e ter uma pós-vida feliz; se não, a alma era devorada rapidamente pela Ammut híbrida.
Qualquer que seja sua descrição, seu conteúdo é o mesmo, o coração deve ser tão leve como Maat para chegar a ser "O da palavra verdadeira" ou o "justificado" e poder entrar no reino de Osíris. Esta era a culminação das metas de qualquer egípcio, uma vez que a região do inframundo estava ao alcançe do povo em geral. A idéia conceitual de Maat também pode ser descrita como uma personificação da deusa. Muitos templos egípcios tem representações de cenas de culto onde o faraó ou o sumo sacerdote, sustenta em suas mãos elevadas uma
estatuinha de Maat que representa uma divindade criadora.
Desta forma a oferenda de Maat aos deuses como parte de um ritual diário no templo, simboliza a unidade, e a harmonia dentro do cosmos. Já que sua presença difundida profundamente dentro dos templos era a personificação da ordem cósmica, da ordem social e o comportamento da humanidade, já que estes valores ditam o nível de "retitude do grupo", já que "o mal é inerente ao não existente" e por tanto estava presente desde antes da criação.
Os preceitos de Maat podem ser encontrados em vários documentos e considerados como "instruções", assim uma pessoa correta que conduz sua vida pelo caminho de Maat, será justificada na morte e existirá eternamente na "Região do mortos abençoados". Um caráter secundário de Maat é sua personificação, a qual como idéia abstrata se assemelha a idéia judeo-cristã da arca da aliança que contém os dez mandamentos.Wikepédia.

domingo, 29 de novembro de 2009

Nós, os Animais de Deus.


Os irracionais, a quem chamamos animais
Animais como nós, irmãos em Deus
Através de suas vidas nos comunicam
A doçura da sinceridade plena
A plenitude do afeto desinteressado
Para que possamos aprender o que é isso.

Nos olhos dos bichos Deus se manifesta
Para que o bicho-homem possa saber que Deus existe
Embora na verdade nada exista
E seja tudo mera ilusão da Mente.

Fora da Mente não há nada,
A não ser a Luz Eterna, Incriada
Que por não ter tido começo não tem fim
Entoando pelos séculos dos séculos,
Na sua sagrada esfera,
Os sons da Iniciação Maior
Sem nunca ser aniquilada.

Animais, anjinhos da Luz Eterna
Mesmo que sejam enormes,
Como o elefante e o leão,
Serão sempre pequeninos, humildes,
Iluminados de dentro para fora,
Pela Luz Maior a qual o bicho-homem adora,
Para que o homem possa saber o que é isso.

Os animais, ditos irracionais,
São nossos irmãos menores
Assim como nós somos irmãos menores
Dos 13 Irmãos Maiores da
Rosa+Cruz Eterna e Invisível
Que promove a evolução da
Consciência nos vários Planos de Existência.

É nosso dever proteger os animais
Dando comida àqueles que têm fome
Dando água àqueles que têm sede
Dando afeto àqueles que o pedem
Levando a cura aos que estão doentes.

Procedendo assim o bicho-homem
Torna-se um animal melhor diante de Deus
Apesar de ser racional e tolo,
Presunçoso e arrogante,
Pois pela compaixão aos pequeninos
Poderá se redimir de tais estigmas.


Olha a gota de orvalho,
A folhinha que cai da árvore,
Os olhinhos dos bichinhos,
A pequena lagarta que se encasula
Para a metamorfose.

Aquele que puder compreender
O significado de tanta pureza
Será digno de ser irmão dos animais
Ainda nesta vida.

A Vida é Eterna,
As criaturas são transitórias.

Seja digno ainda nesta vida
Para ser um animal mais decente
Que possa ser realmente irmão dos bichos
Sendo assim apreciado por Deus
Para que possa ser salvo de si mesmo.
I. Therezinha Marcier.

Illuminati: os soldados da Nova Ordem.


Os iluminados de idéias radicais que se rebelaram contra a Igreja no século 18 e se misturaram à maçonaria para criar a mais poderosa organização subterrânea que já existiu.
No livro Anjos e Demônios, de Dan Brown, o professor Robert Langdon faz uma descoberta assustadora. Ao analisar o peito de um físico assassinado, ele vê a marca de uma antiga fraternidade secreta conhecida como Illuminati – a mais poderosa organização subterrânea que já existiu. Seus membros ressurgem das sombras para concluir a batalha contra seu pior inimigo: a Igreja Católica.
Parece mesmo livro de ficção. No entanto, muitos pesquisadores garantem que há algo de verdade nessa história. E vão além, dizendo que os Illuminati estão por aí até hoje e pretendem acabar com as identidades nacionais, destronar os monarcas e estabelecer o que chamam de Nova Ordem Mundial – uma espécie de governo global dominado por meia dúzia de mentes brilhantes. “Graças à fuga de vários membros dos illuminati, começamos a conhecer a existência de um plano infernal que pretende submeter 99% da humanidade aos caprichos malvados de 1%”, diz o escritor e numerólogo americano Robert Goodman, que acaba de lançar na Espanha El Libro Negro de los Illuminati (“O Livro Negro dos Illuminati”, inédito no Brasil).
Os mais perfeitos.
Goodman joga no time dos “teóricos da conspiração”, que vêem rastros da antiga irmandade em todo canto – dos atentados do 11 de Setembro à morte de Diana, a princesa de Gales. Outros investigadores são menos alarmistas, mas não deixam de expressar medo.
Ao longo dos séculos, o termo illuminati (“iluminados”, em latim) foi usado para denominar diversas organizações, reais e fictícias. Hoje, ele se refere principalmente aos Illuminati da Baviera, uma sociedade secreta criada na Alemanha pelo filósofo Adam Weinshaupt, no ano de 1776. Weinshaupt foi educado por padres jesuítas, mas tinha uma queda por rituais pagãos e pelo maniqueísmo – uma religião fundada pelo profeta persa Mani, no atual Irã, cujo dogma é dualístico: diz que a luz e a escuridão (Deus e o Diabo) estão em constante disputa para reclamar a alma das pessoas.
"Weinshaupt decidiu formar um corpo de conspiradores para libertar o mundo do que chamava de dominação jesuíta da Igreja em Roma, trazendo de volta a pura fé dos mártires cristãos”, diz Sylvia. “Foi assim que ele fundou a Sociedade dos Mais Perfeitos, nome que mudou para Illuminati (na sua tradução, os ‘intelectualmente inspirados’). Os 5 membros originais foram escolhidos entre os alunos da Universidade de Ingolstadt, onde ele ensinava direito canônico.”
Os pupilos tinham de jurar obediência à organização, que se dividia em 3 categorias. A mais baixa, Berçário, incluía os níveis Preparação, Noviço, Minerval e Illuminatus Menor. Depois vinha a Maçonaria, com os graus Illuminatus Major e Illuminatus Dirigens. Já a mais alta, Mistérios, englobava os graus Presbítero, Regente, Magus e Rex – o supremo.
Nas reuniões do grupo, Weinshaupt atendia pelo nome de Spartacus e transmitia aos alunos ensinamentos proibidos pelo clero. Embora alguns pesquisadores digam que ele conseguiu ingressar na maçonaria, ninguém parece ter provas de que os maçons apoiaram suas idéias radicais. Certo é que o grupo de 5 iniciados se expandiu pela Alemanha, despertou a desconfiança do governo e virou alvo de intensa repressão. Tanto que Weinshaupt precisou fugir do país em 1784. Para muitos, foi o fim dos Illuminati. Outros acreditam que o grupo continuou a operar na clandestinidade, defendendo ideologias como o anarquismo e o comunismo. Assim, estariam por trás da Revolução Francesa, da Revolução Russa e do nascimento dos EUA.
Governo global.
Segundo a turma da conspiração, a influência dos Illuminati nos EUA foi tamanha que vários de seus símbolos estão estampados na nota de US$ 1 (leia mais no quadro acima). “Eles usam sinais para transmitir informação entre si. O presidente Roosevelt, maçom de grau 33, aproveitou o desenho na nota para incluir toda essa informação como pista para novos projetos dos Illuminati”, diz Goodman. “Um deles seria a 2ª Guerra Mundial, uma espécie de ensaio geral da Nova Ordem.”
Para alguns pesquisadores, grupos herdeiros dos Illuminati hoje manejam as finanças, a imprensa e a política internacionais. Entre essas organizações estariam sociedades secretas como a “Crânio e Ossos” (Skull and Bones), uma fraternidade dos estudantes da Universidade Yale, e o clube Bilderberg, que reúne políticos, empresários, banqueiros e barões da comunicação (leia mais nas reportagens das págs. 60 e 62). “Acredita-se que eles querem um único governo global”.
Onde estão as pistas
1. Olho que tudo vê.
2. Pirâmide de tijolos iguais.
3. Inscrição Novus Ordo Seclorum.
4. 13 estrelas.
5. 13 frutos e folhas.
6. 13 listras verticais.
7. 13 flechas.
8. Coruja.
El Libro Negro de los Illuminati
Robert Goodmam, Ediciones Hermetica, 2008 (em espanhol).

Sociedades secretas.


Rituais estranhos e códigos que os integrantes devem levar para o túmulo fazem parte das organizações mais misteriosas do mundo. Conheça as principais
A trama de O Código Da Vinci, o maior sucesso editorial dos últimos anos, foi toda construída a partir da fascinante idéia de que sociedades secretas não só existem como podem mudar o rumo dos acontecimentos e da história como a conhecemos hoje. Algumas dessas sociedades ocultas, como o Priorado de Sião e o Opus Dei, têm papel de destaque na aventura descrita pelo escritor americano Dan Brown. A essas organizações misteriosas credita-se o conhecimento de informações secretas, algumas místicas até. Essas sociedades também seriam responsáveis por planos conspiratórios que teriam um único objetivo final: dominar o mundo.
A popularidade do livro, que já vendeu mais de 30 milhões de exemplares no mundo todo, renovou a curiosidade sobre organizações das quais muito se fala, mas, concretamente, pouco se sabe, dentre elas a Maçonaria, a Illuminati, os Templários e a Skull and Bones – sociedade da qual faria parte o presidente americano George W. Bush (leia mais na próxima página). Todas essas associações exclusivistas têm em comum a confidencialidade e um rigoroso processo na hora de selecionar novos integrantes. Para os que estão de fora, o real poder e a influência dessas organizações é tão nebuloso quanto essas instituições em si. Nesse terreno, o que não falta é especulação.
O interesse recente suscitado pelo romance de Brown trouxe à tona uma tradição que acompanha o ser humano há centenas de anos. Muitos historiadores acreditam que existiram diversas sociedades secretas organizadas já no Egito antigo, no período faraônico. “Sociedades secretas no Egito antigo não são atestadas historicamente. Entretanto, por volta dos séculos 3 e 4 a.C., há relatos de gregos e romanos que viajaram ao Egito em busca de conhecimento hermético e foram iniciados nos mistérios de Isis”, explica o egiptólogo Julio Gralha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O grego Pitágoras, que viveu entre 580 e 500 a.C., fundou sua própria sociedade secreta ao retornar do Egito. O genial filósofo acreditava no caráter místico da matemática. Para ele, “tudo é número”. A escola pitagórica tinha um código de conduta bastante rígido: os candidatos eram submetidos a árduas provas físicas e psicológicas. Quem passava fazia um voto de silêncio que deveria ser cumprido ao longo dos cinco primeiros anos.
Eles também acreditavam na transmigração das almas, ou seja, que não se podia matar ou comer qualquer animal, pois tinha a possibilidade de este ser a última morada de um ente querido falecido.
Os ensinamentos da fraternidade pitagórica eram transmitidos oralmente. O caráter exclusivo e sigiloso da sociedade de Pitágoras atraiu a atenção e, pouco depois, a ira pública. Por fim, a escola foi destruída e seu fundador, assassinado.
Os templários.
A Ordem dos Cavaleiros do Templo também teve um final trágico. Fundada em 1118, a ordem formada pelos cavaleiros templários tinha como função proteger os peregrinos que viajavam até a Terra Santa. Os templários compunham um exército que fazia a segurança do trajeto entre Jerusalém e a Europa. A ordem era apoiada pela Igreja Católica e seus integrantes foram os responsáveis pela criação das bases do sistema bancário. Funcionava da seguinte maneira: um peregrino podia deixar dinheiro num posto templário numa parte da Europa e retirar a mesma soma em outra localidade. Os templários cobravam uma taxa pela transação e, em razão desse serviço e das conexões com a Igreja, a ordem se tornou extremamente rica e, por conseqüência, poderosa
A fortuna, somada ao mistério que rondava os templários, despertou a inveja de Felipe, o Belo, rei da França que armou uma cilada para acabar com a ordem e confiscar seus bens. O monarca acusou os templários de sodomia e heresia. O rei alegou que a ordem cultuava um demônio de três cabeças chamado Baphomet. Apoiado nessas falsas acusações, um plano para exterminar a ordem foi posto em prática numa sexta-feira 13 de 1307, em todo o território francês. Uma das lendas dá conta de que os cavaleiros cultuavam uma cabeça embalsamada, a de Jesus Cristo, encontrada nas ruínas do Templo de Salomão. Daí viria o poder da ordem e a razão pela qual eles teriam sido massacrados.
Os Maçons.
A Maçonaria, a sociedade secreta mais famosa do mundo, também teria raízes no Egito antigo. Ela teria surgido nos ritos iniciáticos na Grande Pirâmide (Quéops). Essas práticas foram se consolidando e a tradição oral foi passada de geração a geração até a construção do Templo de Salomão, em Jerusalém. Aliás, é a partir de construção do Templo de Salomão que começa, de fato, a história maçônica. A palavra “maçom” tem sua origem em mason, que significa pedreiro. Segundo a lenda maçônica, a ordem começou com um episódio trágico. O engenheiro-chefe, Hiram Afiff, foi assassinado por três ajudantes quando se recusou a revelar o segredo da construção – erigida sem o uso de martelo, pois todos os blocos se encaixaram perfeitamente.
Outra lenda liga a origem da Maçonaria aos cavaleiros templários, enquanto outros historiadores acreditam que a irmandade tenha surgido em espécies de sindicatos de pedreiros da Idade Média. A primeira loja maçônica – local onde os integrantes da ordem se encontram –, nos moldes existentes até hoje, foi fundada em Londres, em 1717. Para se tornar um maçom, uma pessoa precisa ser convidada, passar por um ritual simbólico e, após essa iniciação, tomaria conhecimento de um segredo grandioso. Nem é preciso dizer que ninguém, pelo menos do lado de cá da organização, conhece o tal segredo.
O principal objetivo da Maçonaria, definida como uma ordem progressista, seria lutar contra o obscurantismo e promover os ideais de “liberdade, igualdade e fraternidade” entre os homens. Esse mesmo lema foi adotado pelos insurgentes durante a Revolução Francesa. Muita gente acredita que a revolução que varreu a monarquia e guilhotinou os reis franceses em 1789 tenha sido orquestrada pela Maçonaria, em represália ao massacre dos cavaleiros templários no início do século 14. À Maçonaria costuma-se atribuir um poder maior do que se pode provar. Os adeptos também seriam conspiradores políticos dispostos a implantar uma nova ordem mundial. Já os maçons afirmam que a principal função da ordem é promover a filantropia e discutir o sentido da vida.
A Illuminati.
Outra sociedade secreta que teve certo prestígio, embora não tenha durado muito, é a Ordem dos Iluminados, conhecida como Illuminati. Fundada pelo maçom Adam Weishaupt, na Bavária, em 1776, a ordem era contra a Igreja e a monarquia. Inspirada nos ideais do Iluminismo francês, tinha como objetivo promover o conhecimento, acabar com crendices (muitas das quais propagadas pelas religiões, acreditavam eles) e trabalhar pela unificação européia. A idéia de criar um governo planetário não durou muito. Os alemães não gostaram de ter em seu território uma sociedade secreta conspirando contra o Estado germânico e destruíram a irmandade, em 1784. Mas nem todo mundo acredita no fim da Illuminati. Segundo muitos conspiradores, ela continua mais atuante do que nunca e até teria um braço norte-americano, a misteriosa Skull and Bones.
De volta ao Código Da Vinci, uma sociedade misteriosa retratada no livro de maneira pouco lisonjeira é o Opus Dei. Criado em 1928 na Espanha, o Opus Dei (Obra de Deus) é uma organização espiritual católica vinculada ao Vaticano. A prelazia, célebre pela austeridade moral, conta com cerca de 85 mil adeptos no mundo todo. Para entrar para o Opus Dei, não basta querer. É preciso conhecer a instituição, ou conhecer alguém de lá, e manifestar uma vocação antes de o pedido de filiação ser aceito. Ao ser admitido, cada integrante é obrigado a cumprir um plano de vida diário, descrito no livro Opus Dei – Os Mitos e a Realidade, de John L. Allen Jr. O mistério que cerca o Opus Dei gera muitas especulações. Acredita-se que a organização tenha poder e dinheiro suficientes para influir em grandes questões da Igreja. Segundo John L. Allen Jr., no Vaticano corre o boato de que era o Opus Dei quem comandava a Santa Sé nos últimos anos do pontificado de João Paulo II, que morreu no ano passado. Segundo os adeptos do Opus Dei, tudo isso não passa de uma teoria conspiratória sem fundamento. Será?
Skull and bones: fábrica de presidentes.
A ordem Skull and Bones (Caveira e Ossos) surgiu na Universidade de Yale, uma das instituições mais elitizadas dos Estados Unidos, em meados do século 19. Mas só chamou a atenção do público quando dois de seus integrantes disputaram a Presidência americana nas eleições de 2004: o republicano George W. Bush e o democrata John Kerry. Questionados durante a campanha presidencial, os dois candidatos não negaram ser membros do Skull and Bones, mas se recusaram a detalhar a atuação da fraternidade. “Isso é tão secreto que nem podemos falar sobre o assunto”, declarou Bush, cujo pai, o ex-presidente George Bush, também é membro do Skull and Bones. É bem possível que a sociedade secreta que goza da lealdade de Bush pai e filho não passe de uma dessas agremiações estudantis cujos sócios nada mais fazem do que compartilhar bebidas e aventuras sexuais. Mas o mistério que cerca o Skull and Bones dá margem a todo tipo de especulação. Há quem diga que os bonesmen (“homens de ossos”), como são conhecidos seus integrantes, são um grupo de conspiradores que está por trás dos fatos históricos mais importantes do último século, como o lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, no Japão, em 1945. Comenta-se que os membros dessa exclusiva sociedade se ajudam para que alcancem posições privilegiadas na sociedade. Além disso, a ordem cuidaria da segurança financeira de seus integrantes para que nenhum deles tenha de vender os segredos da sociedade em caso de falência. A cada ano, apenas 15 pessoas são escolhidas para fazer parte da sociedade. Atualmente, o Skull and Bones conta com 800 membros.
Priorado de Sião: alvo de piada surrealista
No best-seller O Código Da Vinci, a trama gira em torno de um segredo que uma sociedade secreta secular foi incumbida de proteger. Essa sociedade é o Priorado de Sião, que teria como função guardar o segredo de que Jesus teve uma família com Maria Madalena e proteger seus descendentes. O Priorado teria sido fundado em 1090 pelo cruzado Godofredo de Bulhão, conquistador e futuro rei cristão de Jerusalém. Além disso, credita-se aos membros do Priorado a criação de um braço armado, a Ordem dos Cavaleiros Templários. No início de 1300, a ordem teria passado para a clandestinidade com o objetivo de evitar o mesmo fim dos templários. Teria mudado seu nome para Ordem Rosa-Cruz Veritas (que não tem relação com o movimento gnóstico Rosa Cruz), da qual pouco se sabe. Em 1982, Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln publicaram O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, livro que os autores afirmam ter sido plagiado por O Código Da Vinci. O trio de autores diz ter encontrado na Biblioteca Nacional da França, em Paris, provas da existência do Priorado. Os “Dossiês Secretos”, descobertos em 1956, traziam informações sobre o Priorado e seus grão-mestres. Segundo o documento, personalidades como Leonardo da Vinci, Isaac Newton, Victor Hugo, Claude Debussy e Jean Cocteau teriam sido membros do Priorado. A sociedade antiga pode até ter existido, mas os tais manuscritos descobertos na década de 50 provaram-se falsos. Tudo não passava de uma brincadeira de um certo Pierre Plantard e de alguns amigos surrealistas entediados, que se divertiram produzindo “documentos secretos”.wikepédia.

sábado, 28 de novembro de 2009

Sauron: O Senhor dos Anéis .


Sauron originalmente era um Maiar de Aulë, o Ferreiro dos Valar. Ele foi corrompido por Melkor ainda durante a formação de Arda, se tornando seu principal tenente. Durante as guerras de Beleriand Sauron já era poderoso, mas apenas um dos servos de Morgoth, mas após a Guerra da Ira e da expulsão do Senhor do Escuro para fora das esferas do mundo, Sauron se tornou o novo Senhor Negro. Sauron foi um dos mais poderosos (talvez o mais poderoso) dos Maiar, e um dos favoritos de Aulë. Com ele Sauron aprendeu muito da feitura das coisas, conhecimento que muitas Eras depois utilizaria para a construção de Barad-dûr e a forja do Um Anel.
Sauron na Primeira Era:
Antes do banimento do Morgoth, Sauron trabalhava na Terra-média como Senhor de Angband, conhecida pelos elfos como "A Prisão de Ferro". Durante muitas eras Morgoth foi aprisionado pelos Valar no continente de Aman, sua prisão ocorreu após os elfos despertarem e os Valar correrem em seu socorro. A batalha foi terrível, e a fortaleza de Utumno foi destruída pelos Valar e Maiar e Morgoth foi feito prisioneiro... mas Sauron escapou. Embora Sauron continuasse os trabalhos dele indubitavelmente a serviço de Morgoth, nós não ouvimos falar nada a seu respeito durante muitos séculos depois do retorno de seu mestre, até os dias depois do Dagor Bragollach. Durante dois anos depois do próprio Dagor Bragollach, a torre de Finrod de Minas Tirith tinha vigiado a Passagem de Sirion contra as forças de Morgoth. No ano 457 da Primeira Era, o próprio Sauron veio contra a torre; ele lançou um feitiço de medo nos Elfos que lá viviam, e eles foram mortos ou fugiram com Finrod para Nargothrond.
Depois da batalha de Dagor Bragollach, a última sobra da Casa de Bëor se transformou em umas pessoas espalhadas. Barahir, seu senhor, buscou abrigo nos planaltos de Dorthonion no lago Aeluin com o filho Beren e onze outros, onde durante algum tempo, pode se esconder de Morgoth. Sauron foi enviado achar e destruir este grupo desesperado de bandidos. Isto ele fez capturando Gorlim, um dos seguidores de Barahir, e usando a feitiçaria para descobrir o acampamento dos bandidos. quase todos foram mortos no ataque.
O próprio Beren fugiu para o sul pelos caminhos traiçoeiros do Ered Gorgoroth, e o exército de Sauron de lobisomens não o capturou. O destino dirigiu Beren eventualmente as mãos de Sauron, entretanto, alguns anos depois como um viajante ele foi aprisionado em sua busca pelo Silmaril, Sauron o capturou juntamente com Finrod e seus companheiros os prendendo em Tol-em-Gaurhoth.
Sauron não sabia sobre a busca de Beren, mas sentindo-se desconfiado enviou lobos ao longo das terras dos Elfos buscando por possíveis sobreviventes. Enquanto isso ele arremessou Beren, Finrod e seus companheiros em uma cova funda. Lá eles foram devorados um após o outro por um lobisomem monstruoso, quando finalmente Finrod foi morto, Beren pensou que tudo estava perdido. Porém Lhútien descobriu a Ilha de Sauron com Huan, o Cão de caça de Valinor. Sauron enviou lobo depois de lobo para investigar a canção de Lúthien, e cada um deles foi morto por Huan. Afinal, ele enviou Draugluin, o lobo mais poderoso que tinha vivido até então, e ele também estava mortalmente ferido por Huan, mas com a respiração agonizante voltou a Sauron e o advertiu do perigo.
Assim Sauron partiu para uma de suas maiores derrotas. Ele vestiu a forma conhecida como Lobo-Sauron, a forma de um lobisomem poderoso, e saiu para confrontar seus inimigos. Primeiro, ele atacou Lúthien, mas debaixo do encanto dela tropeçou, e Huan pulou sobre ele. Embora trocasse forma e lutasse não pôde escapar; tendo afinal se rendido e dado o comando da Torre a Lúthien. Huan o libertou e Sauron fugiu para o leste, derrotado e humilhado.
Sauron na Segunda Era:
Depois da Guerra de Ira e a derrota de Morgoth, Sauron fugiu durante muito tempo se escondendo a leste do mundo. Seguiu-se um período de mil anos no qual Sauron não foi visto no oeste da Terra-média. Como a virada do primeiro milênio da Segunda Era, Sauron reapareceu. Ele reuniu os orcs dispersos nas terras de Mordor, e lá começou a construir a Torre da Escuridão, Barad-dûr.
O começo do reinado de Sauron como Senhor Negro pode ser datado deste tempo: ele fixou como meta nada menos que a conquista da Terra-média, e talvez até mesmo do próprio reino de Númenor. Durante seiscentos anos, ele procurou uma estratégia de conquista. No disfarce de Annatar, o Doador de Dons, ele ensinou os Elfos de Eregion, e enquanto lhes ensinava as coisas secretas que só um Maia das pessoas de Aulë poderia saber tentava aos poucos seduzi-los e corrompê-los. Do conhecimento dele, foram forjados os Anéis de Poder, mas enquanto trabalhava com os Elfos Sauron continuou a fortificação de Mordor para fazer dele um lugar seguro e inexpugnável.
Na montanha de Orodruin ele forjou o Um Anel secretamente. Este deveria ser o primeiro golpe na conquista e do oeste - um dispositivo pelo qual ele poderia conhecer e controlar os pensamentos dos portadores dos outros Anéis. Entretanto seu plano falhou, os Elfos se deram conta da presença malévola de Sauron e tiraram seus anéis, escondendo todos os outros.
Enfurecido por este retrocesso, Sauron soltou as hordas de Mordor, e infestou Eriador destruindo as terras de Eregion onde os Anéis foram feitos. Os Elfos chamaram em Númenor por ajuda, entretanto, apesar de o exército de Piche-Minastir ter derrotado as forças de Sauron, ele chegou tarde para Salvar Eriador e a maioria dos Elfos que viviam lá. Depois disto, Sauron buscou aumentar seu poder nos países orientais tendo praticamente desaparecido. Quando Ar-Pharazôn usurpou o trono de Númenor em 3255 (Segunda Era), ele viu Sauron e seu reino oriental como uma ameaça. Construindo e equipando uma frota poderosa, ele velejou para Terra-média, e atracou em Umbar, para o sul das Bocas de Anduin. Ar-Pharazôn exigiu aquele Sauron submetem à autoridade dele e, vendo que o poder dos Númenorianos concordou e rendeu-se.
Em Númenor, Sauron conseguiu por astúcia se tornar o principal conselheiro do Rei. Ele viu seu medo da morte e o levou a crer que tomando pela guerra as Terras Imortais de Aman ele mesmo se tornaria um Deus imortal. Desesperado pelo medo da morte, Ar-Pharazon levou a maior armada que o mundo já havia visto as costas de Valinor, mas mal havia ele desembarcado e o castigo dos Valar veio. Toda a ilha de Númenor caiu em um abismo, quase todos desapareceram, o Rei e os seus exércitos que estavam nas costas de Aman foram destruídos por um enorme vagalhão,e esse foi o fim de Númenor.
Sauron sobreviveu a queda de Númenor, mas nunca mais pode assumir uma forma agradável aos olhos, tendo assumido deste dia em diante a forma de um olho flamejante sem pálpebra que inspirava horror a todos que o vissem. Na Terra-média, Elendil, um dos poucos Númenorianos a sobreviver fez a guerra contra Sauron. Essa foi à última aliança entre homens e elfos, na qual o Senhor do Escuro teve suas terras arrasadas, seus exércitos destruídos, e a torre negra de Barad-dûr sitiada por sete longos anos antes de ser vencido. Isildur cortou o dedo de Sauron onde estava o Um Anel, e sua forma se perdeu nas trevas, assim termina a história de Sauron na Segunda Era.
Sauron na Terceira Era:
Durante centenas de anos, Sauron se manteve escondido, disfarçado para não ser reconhecido e tentando de todas as formas ser esquecido por todos. Em segredo, ele tentava reconstruir seu poder em Mordor, os Nazgûl estava lá reunindo os orcs, escravizando os homens semi-bárbaros que lá viviam, e reerguendo a torre de Barad-dûr... tudo isso sem chamar a atenção do mundo externo. O poder dos Orcs cresceu primeiro em Mirkwood, perto de Dol Guldur nas montanhas nubladas. Em 1300 os Nazgûl reapareciam em Mordor, e o reino de Angmar em Eriador se reuniu a eles. Depois de Seiscentos anos de terror, caiu Angmar, mas o reino de Minas Morgul surgiu em Gondor,e lá novamente os Orcs se multiplicarão.
Na Guerra do Anel, o último grande conflito da Terceira Era do Sol, as legiões de Orcs estavam em todos os lugares. Das montanhas nubladas as sombras de Mirkwood os Orcs vieram com bandeiras negras e vermelhas. Uruk-hai destemidos levavam o emblema da mão branca de Saruman saindo de Isengard. Sob o comando de Sauron estavam incontáveis Orcs em Mordor, Orcs de todos as raças eram marcados com o símbolo do olho vermelho. Todos se preparavam para a guerra, foram travadas numerosas lutas e feitas muitas emboscadas, grandes batalhas como a de Hornburg e a de Pelennor Fields, a Batalha debaixo das Árvores. Em todas essas os Orcs foram derrotados, mas a derrota era falsa pois Sauron manteve a maior parte do seu exército dentro de Mordor, e quando o inimigo estava em seus portões o grande ataque foi feito.
Na Batalha de Morannon foram reunidas as forças de todos os povos da Terra-média. A luta parecia perdida para os povos livres, mas naquele mesmo momento Frodo desfez o Um Anel, e o mundo de Sauron foi destruído. O portão negro e a torre de Barad-dûr desmoronaram. Os servos mais poderosos de Sauron foram consumidos pelo fogo, e o senhor negro se transformou em névoa.

AMOR DE FADA.

O meu amor é feérico
Corre por entre árvores
Voa por sobre montanhas
E navega no mar de ti.

Protege-te do destino
Dos encantamentos e do mal
Guardando-te entre letras
Do fluxo das correntezas.

Como Morgana, em Avalon,
Ou Dília, a fada da lua.
Trago-te sorte e felicidade
Meu elfo, amante e amigo.

Sim, asas de libélula e varinhas de condão
Transformam-me em Lorelei,
Sininho, sílfide ou sereia.
O olhar é teu e a luz é minha.

Etérea e translúcida sigo a te guiar
Moldando meu corpo a teu pensamento
E na hora dourada da canção
Vou caminhando nas asas do vento.
L. SAAVEDRA.