contos sol e lua

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sexta-feira, 26 de março de 2010

Um Segredo Áureo.


Há milhares de anos, no Egito, o Homem iniciou a investigação dos mistérios que o circundavam. A primeira e mais maravilhosa das descobertas que fez foi a da dualidade do Eu. Ele constatou que, além do corpo físico, com seus membros e órgãos, existia uma natureza ou elemento etéreo em seu Ser. O Homem tornou-se, então, pela primeira vez, verdadeiramente autoconsciente, ou melhor, consciente do transcendente Eu interior.
De onde veio essa essência de sua natureza, ou Eu? Ela não poderia ser afetada por aquilo que infligia dor ao corpo, pelo calor, frio ou fome. Poderia estar ativa, pensar e idealizar enquanto o corpo estivesse em repouso, ou mesmo adormecido. Além disso, o que lhe aconteceria no fim da vida, ou morte? Era ela indestrutível? Sobreviveria? Com perguntas semelhantes confundindo a mente dos antigos egípcios e, não obstante, despertando o seu interesse, iniciou-se uma busca que jamais terminou por parte dos homens e mulheres inteligentes em todo o Universo.
No fenômeno comum da vida cotidiana, na observação do início e fim das estações, no fluxo e refluxo das marés, no crescente e minguante da Lua, os homens primitivos descobriram a Lei dos Ciclos, a periodicidade de toda a Natureza. Com a morte periódica das plantas e seu renascimento na primavera, convenceram-se da ressurreição da Natureza, uma admirável imortalidade das coisas viventes. Tudo isso aumentou sua sede de conhecimento.
Mistérios do Eu.
Examinemos os fatos. Sua vida é influenciada por muitas coisas inexplicáveis – fenômenos e ocorrências, que às vezes, o leitor não pode explicar ou controlar. Poderia, mesmo, taxá-los de sobrenaturais; pode mesmo rir-se a seu respeito. Não obstante, eles são os fatores, diretos ou indiretos, que o impedem de realizar algum ideal, algo que está procurando alcançar ou conseguir, ou de libertar-se de preocupações e lutas. Você teve, por exemplo, essas sensações estranhas? Já encontrou pessoas, pela primeira vez, apresentáveis em aparência, mas, que algo, sem explicação, despertou-lhe uma onda de desconfiança e antipatia pela mesma? Por que? Essa é uma manifestação da aura humana. Hoje já sabemos cientificamente que o corpo emana esta radiação. Essa emanação tem um poder místico muito prático, que era e é conhecido pelos estudantes das ciências herméticas.
Estes mistérios e potencialidades do Eu estão sendo, cada vez mais, de domínio dos indivíduos. Todos as novas descobertas cientificas tem colaborado para que, um número cada vez maior de pessoas, se interesse por estudar e desenvolver estas habilidades inerentes a todos seres humanos. O nosso século está, indelevelmente, marcado pelo crescimento de muitas organizações que se dedicam a orientar e desenvolver estes atributos. Porém, estes conhecimentos não são novos. Os egípcios já dominavam grande parte deles, assim como, muitos outros povos ao longo de nossa história.
Podemos observar, de tempos em tempos, pessoas que se destacaram nos diversos campos da ciência e que possuíam qualidades especiais. Via de regra, elas estavam ligadas a organizações preocupadas em despertar este poder interior, latente no ser humano. Parece que, a simples descoberta destas potencialidade, adicionada à algumas técnicas de desenvolvimento e despertar, contribuíram para criar personalidades importantes para a mudança de nossa história.
Como teriam obtido tais informações? Será que faziam parte de uma classe especial de seres, ou teriam adquirido um conhecimento que lhes proporcionou um desenvolvimento acima da media de seus contemporâneos? Esta coluna não tem a intenção de responder a estas questões, mas provocar algumas reflexões e trazer a Luz de nossa consciência assuntos que sempre angustiaram muitas pessoas.Ordem Rosacruz - AMORC

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ser Gótico.


Jaz aqui a tristeza.
Onde mora a solidão.
A dor do pensamento que oculta.
Todos os pensamentos obscuros.

Vestidos de luto.
Suportando a ideia.
De viver num mundo.
Onde a felicidade é ilusória.

Perdidos nas sombras.
Onde vagueiam eternamente.
Por entre as rosas já mortas.
Por entre o sangue corrente.

Destruidos por desilusões.
Tristezas...

Guardando por vezes imagens.
Da luz que tiveram um dia.
E jamais a terão...

Vagueiam como almas.
Por entre estranhos subúrbios.
Dos corações indesejáveis...

Indesejáveis,
São vistos...
Maus olhos os têm...

Seres nocturnos.
Melancólicos.
Que vagueiam num mundo sem fim
Sem retorno...

Nesta escuridão.
Como fantasmas que choram.
Vivem esta solidão.
Cravada na raiz do seu coração!
Veronica.

A Árvore da Vida.


A Árvore da Vida é o glifo fundamental da Tradição Ocultista Ocidental e foi utilizada para meditação e trabalho oculto prático durante inúmeros anos. Muitos dos seus símbolos são arquetípicos, o que significa que têm sentido profundo para os homens de todas as raças e credos. Eles encarnam experiências humanas fundamentais como "masculinidade", "feminilidade", "maternidade".
Centenas de estudiosos do ocultismo foram criados neste ocultismo e instruídos no seu uso prático, começam a viver, agir e a pensar dentro deste sistema. Trabalhamos com ele todos os dias, meditando sobre ele e interpretando a vida do ponto de vista da sua estrutura. Isso traz ordem à vida interior; os sonhos e o "psiquismo" aparecerão em função do simbolismo da Árvore e, ao alcançarmos o estágio adequado de preparação, o trabalho ritual se baseará nele.
Para que a Cabala se torne parte da nossa vida, seu uso deve ser completamente automático, se quisermos alcançar o seu pleno proveito. Por isso, é uma excelente idéia tomar notas e traçar diagramas em todas as oportunidade. Desse modo, o sistema se torna parte do nosso mundo interior.
A maioria dos estudiosos modernos não está muito interessada em pesquisa acadêmica por si mesma; quer algo que possa ser utilizado hoje. A Qabalah é um sistema vivo e se desenvolve com o uso, evoluindo, como devem evoluir todos sistemas de conhecimento destinados a sobreviver. Os elementos cabalísticos são frequentemente classificados dentro de quatro títulos:

1) Cabala prática, que trata da magia cerimonial;

2) Cabala dogmática, que compreende a literatura e o sistema;

3) Cabala literal, que trata das letras e dos seus valores numéricos;

4) Cabala oral, que se ocupa com a atribuição dos símbolos às esferas da Árvore da Vida.

Árvore da Vida.

Os Triângulos na Árvore.
Otz Chiim, a Árvore da Vida, é, na verdade, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
Ela é composta de dez círculos ou esferas chamadas Sefirats, que significa "emanações". A forma singular de sephiroth é sefirat. Estas Sefirats são dispostas em três triângulos ficando o décimo círculo isolado embaixo, conforme é mostrado pela figura de abertura desta página.
Os triângulos são ligados entre si por vinte e duas linhas ou caminhos. Observando a figura central da ilustração desta página, você poderá perceber. Os círculos representam estágios no desenvolvimento das coisas - em especial a evolução do universo e da alma. Os círculos são numerados de 1 a 10 de acordo com a linha em ziguezague chamada raio, que às vezes é ligada ao diagrama da Árvore.
Se você quiser perguntar porque as esferas da Árvore não podem simplesmente ser dispostas em linha como uma série de contas, a razão é que a Árvore representa um conjunto de relações, não apenas uma sequência de eventos.

Os Pilares.

As dez esferas da Árvore podem ser consideradas como três linhas verticais ou pilares. Tal disposição apresenta os tr6es grandes princípios complementares de atividade, passividade e equilíbrio. Os pilares laterais representam sempre os complementares, enquanto o do meio retrata o estado de equilíbrio entre eles.
O simbolismo do pilar, como todas as relações na Árvore, pode ser aplicado igualmente à humanidade ou ao universo. A significação das forças complementares da Árvore se tornará clara à medida em que aprofunda o seu estudo. É apresentado um círculo pontilhado entre os círculos um e seis; ele representa uma "sephirah invisível", chamada Daath.

Para locarlizar melhor os circulos, comece numerando do alto e no centro, como circulo 1. O circulo da direita é o 2, da esquerda 3, próximo à direita 4, esquerda 5, centro 6, direita 7, esquerda 8, centro 9, centro 10. Na tradição cabalística, os pilares muitas vezes eram chamados de SEVERIDADE (Ativo), Compaixão (passivo) e Mansidão (equilíbrio).

As Letras Hebraicas.
Dizem que um professor de hebraico numa universidade inglesa iniciou sua preleção com as palavras:- Senhoras e Senhores, esta é a língua que Deus falava. Talvez isto estivesse sendo um pouco exclusivista, mas tinha boa razão para isso. Uma considerável parte das sagradas escrituras da cultura ocidental foi indiscutivelmente escrita nessa língua antiga.
Há vinte e duas letras do alfabeto hebraico. São todas consoantes. Os sons vogais, ou pontos, foram acrescentados posteriormente. Diz a lenda que, durante a Criação, Deus fez desfilar diante de si as vinte e duas letras e "viu que eram boas". Recebida a aprovação divina, as letras foram consideradas sagradas, cada uma representando uma idéia e um som.
A forma atual das letras é semelhante aos objetos que originalmente se supunha que representassem. Desse modo, Shin, a vigésima primeira letra, representa o dente da serpente, enquanto Kaph, a décima primeira, uma palmeira. A esta altura você deve estar se perguntando se precisará aprender o hebraico antes de compreender a Árvore e utilizá-la.
A resposta é um simples NÃO. A Árvore é um sistema universal de relações. Pode ser expressa em qualquer língua e época.
Porque estamos fazendo digressões sobre o hebraico?
Antes de tudo porque as idéias cabalísticas foram originalmente expressas em hebraico e muitas obras subseqüentes, como os elementos da "Aurora Dourada", basearam grande parte de suas teorias e práticas nas letras e seus significados.
Em segundo, porque centenas de estudiosos do ocultismo, meditando e trabalhando sobre elas no ritual, tornaram o hebraico uma espécie de centro do inconsciente da Tradição Ocultista Ocidental. O moderno ocultista, assim diz a teoria, pode, através da reflexão sobre as letras, sintonizar esse conjunto de idéias e experiências.
Há vinte e duas letras, todas consoantes. O hebraico não tem nenhum sinal para os números, de modo que se dá a cada letra um valor numérico.
Os antigos rabinos usavam essa característica, desenvolvendo uma forma de numerologia chamada gematria. Se os valores das letras isoladas que compõem uma palavra são totalizados, a soma obtida pode ser comparada aos resultados ajustados a outras palavras. Todas as palavras com um total comum são consideradas como tendo uma afinidade especial.
Os cabalistas dividem as letras em três grupos: letras-mãe, letras duplas e letras simples. Há três letras-mãe, sete duplas e doze simples.

A Árvore e suas Forças.
A Qabalah é chamada de Árvore da Vida porque é representada por Dez Esferas interligadas, cada qual representando um Princípio-Regente. Essas esferas-princípios são chamadas de Sefirats.
A Árvore da Vida é um diagrama que representa todas as forças e fatores atuantes no universo e na humanidade. Não existe nenhuma característica, influência ou energia que não seja suscetível de representação na Árvore. O começo, o fim e os caminhos intermediários, todos são representados. Pode-se assim ver o passado, o presente o o futuro nas Dez sefirats e nos vinte e dois caminhos que as ligam.
Somos, naturalmente, construtores de formas. Todo o nosso passado foi consumido numa luta corpo a corpo com a forma, pois mesmo os reinos etéricos do plano mental são túrgidos e restritivos para o espírito. Não é de surpreender, portanto, que a personalidade - ela própria uma complexa forma mental e emocional .
Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança e fazemos o mesmo com o nosso universo interior - nossa percepção das forças abstratas é personalizada ou formalizada de acordo com o nível da nossa compreensão do momento. Os Titãs, os deuses olímpicos e os deuses com cabeça de animais do Egito são formas feitas pelo homem.
Os arcanjos, os anjos, serafins e querubins, os elementais e as fadas do folclore são personificados em formas aladas, anões, rodas ardentes, pilares de fogo, etc. segundo a profundidade da nossa percepção e os limites do nosso suprimento de imagens mentais. Os símbolos personalizados são palavras no vocabulário dos ocultistas. Com as palavras de que nos servimos na vida diária, eles representam realidades; só há ameaça de perigo quando elas são tomadadas erroneamente pelas realidades que representam.
O ocultismo jamais pode ser restringido a uma série de fórmulas rígidas. A experiência humana é individual e alguns aspectos dela podem ser singulares. Tampouco duas pessoas reagem do mesmo modo a uma experiência. Há, por conseguinte, pouco valor em adquirir um livro sobre a Cabala com uma série de poderes facilmente acessíveis e utilizá-lo como um substituto da experiência pessoal. O livro só pode servir para apontar o caminho.
Seja como for, tudo depende do uso que você fizer da Árvore como símbolo fundamental.
Wikepédia.

A Parte Oculta da Mente.


Se nos deparássemos com as camadas mais profundas da nossa mente, certamente não as reconheceríamos. Provavelmente, as rejeitaríamos como estranhas àquilo que gostamos e valorizamos. Talvez inclusive as odiássemos, temêssemos e quiséssemos destruí-las. Ou, ao contrário, talvez as achássemos sublimes e angelicais. Ainda assim não as sentiríamos como parte nossa, pois as consideraríamos muito superiores ao que pensamos de nós mesmos. Poderia acontecer também de não as acharmos nem terríveis, nem sublimes, mas simplesmente estranhas, alheias ao que somos. De todo modo, uma coisa é certa: a imagem que fazemos de nós mesmos não corresponde ao que somos em nossa totalidade. Nossa identidade é falsa, uma ilusão criada pela falta do conhecimento de si mesmo.
Formamos uma identidade a partir de apenas um pequeno fragmento daquilo que somos. E a partir do momento em que a formamos nos apegamos aferradamente a ela. E a defendemos do que quer que possa ameaçar a sua verdade. Em especial a defendemos com maior vigor bem contra o que está mais profundamente enraizado na parte oculta de nossa mente. Porém, é exatamente esta parte que insiste em se mostrar em nossas vidas incessantemente, a cada momento em um novo disfarce. Se um dia ela nos aparece na forma de um cisne e tentamos matá-lo ou ignorá-lo, no outro ela nos aparecerá na forma de uma mulher sedutora procurando atrair o nosso desejo. E a cada vez ela se metamorfoseará, como que tentando nos trapacear, até que consiga ter sua companhia aceita por nós. E após se tornar nossa companhia, tentará ser nossa amiga. E então nossa amante. Finalmente, será a nossa própria face.
E a cada vez que isso acontece, sempre que os conteúdos ocultos da nossa mente se tornam a nossa própria face aceita e vista no espelho, mais a nossa identidade se torna um espelho do nosso íntimo, ao invés de uma proteção contra ele. E assim ela ganha realidade e substância, enquanto nossa existência ganha significado e propósito. Não somos mais apenas fantasmas inconscientes vagando por um deserto sem vida. Somos condores sobrevoando os mais altos cumes e mergulhando nos mais baixos vales da alma humana.
Nada disso, porém, é possível sem abertura. Estar aberto às manifestações de sua própria mente oculta é preciso. Procurar encarar-se sem apegos a própria identidade. Buscar expulsar de dentro de si quaisquer premissas a seu próprio respeito. Deixar de dar importância às regras morais de sociedades, religiões e ideologias. Abandonar todos os filtros e interpretações que vêm do exterior. Deixar-se estar cara-a-cara com o desconhecido. Pois é lá, naquele local inóspito e sem luzes ou placas indicando o caminho, que se encontram os maiores tesouros de nossa alma, o pote de ouro no fim do arco-íris.
Esta empreitada pode exigir a coragem de um semi-deus grego ou a inocência de uma criança. É pela coragem de enfrentar o medo ou pela falta de consciência do perigo que nos abrimos a novas realidades interiores. São dois caminhos possíveis para a abertura e muitas vezes alternamos entre eles, ao longo de diferentes fases da vida ou mesmo de um único dia.
No final o que se ganha é algo que, embora etéreo, é a mais vital e substancial conquista de qualquer indivíduo: ser completo, ser humano.Wikepédia.

quarta-feira, 24 de março de 2010

The Witches Creed.Original em Inglês:

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Hear now the words of the witches,
The secrets we hid in the night,
When dark was our destinys pathway,
That now we bring forth into light.

Mysterious water and fire,
The earth and the wide-ranging air,
By hidden quintessence we know them,
And will and keep silent and dare.

The birth and rebirth of all nature,
The passing of winter and spring,
We share with the life universal,
Rejoice in the magical ring.

Four times in the year the Great Sabbat
Returns, and the witches are seen
At Lammas and Candlemas dancing,
On May Eve and old Halloween.

When day-time and night-time are equal,
When sun is at greatest and least,
The four Lesser Sabbats are summoned,
And Witches gather in feast.

Thirteen silver moons in a year are,
Thirteen is the COVENS array.
Thirteen times at Esbat make merry,
For each golden year and a day.

The power that was passed down the age,
Each time between woman and man,
Each century unto the other,
Ere time and the ages began.

When drawn is the magical circle,
By sword or ATHAME of power,
Its compass between two worlds lies,
In land of the shades for that hour.

This world has no right then to know it,
And world of beyond will tell naught.
The oldest of Gods are invoked there,
The Great Work of magic is wrought.

For the two are mystical pillars,
That stands at the gate of the shrine,
And two are the powers of nature,
The forms and the gorces divine.

The dark and the light in succession,
The opposites each unto each,
Shown forth as a God and a Goddess:
Of this our ancestors teach.

By night hes the wild winds rider,
The Hornd One, the Lord of the Shades.
By day hes the King of the Woodland,
The dweller in green forest glades.

She is youthful or old as she pleases,
She sails the torn clouds in her barque,
The bright silver lady of midnight,
The crone who weaves spells in the dark.

The master and mistress of magic,
Thet dwell in the deeps of the mind,
Immortal and ever-renewing,
With power to free or to bind.

So drink the good wine to the Old Gods,
And Dance and make love in their praise,
Till Elphames fair land shall receive us
In peace at the end of our days.

And Do What You Will be the challenge,
So be it Love that harms none,
For this is the only commandment.
By Magic of old, be it done!
"Doreen Valiente, "Witchcraft For Tomorrow"

O credo das Bruxas.Tradução.


Ouça agora a palavra das Bruxas,
Os segredos que na noite escondemos,
Quando a obscuridade era caminho e destino,
E que agora à luz nós trazemos.
Conhecendo a essência profunda,
Dos mistérios da água e do fogo,
E da terra e do ar que circunda,
Manteve silêncio o nosso povo.
O eterno renascimento da natureza,
A passagem do Inverno e da Primavera,
Compartilhamos com o Universo da Vida,
Que num Círculo Mágico se alegra.
Quatro vezes por ano somos vistas,
No retorno dos grandes Sabbats,
No antigo Halloween e em Beltane,
Ou dançando em Imbloc e Lammas.
Dia e Noite em tempos iguais vão estar,
Ou o Sol bem mais perto ou longe de nós,
Quando, mais uma vez, Bruxas a festejar,
Ostara, Mabon, Litha ou Yule a saudar.
Treze Luas de Prata cada anos tem,
E treze são os covens também,
Treze vezes dançar nos Esbbaths com alegria,
Para saudar a cada precioso ano e dia.
De um século a outro persiste o poder,
Que através das eras tem sido levado,
Transmitido sempre entre homem e mulher,
Desde o princípio de todo o passado.
Quando o Círculo Mágico for desenhado,
Do poder conferido a algum instrumento,
Seu compasso será a união entre dois mundos,
Na terra das sombras daquele momento.
O mundo comum não deve saber,
E o mundo do além também não dirá,
Que o maior dos Deuses se faz conhecer,
E a grande magia ali se realizará.
Na natureza são dois os poderes,
Com formas e forças sagradas,
Nesse templo, são dois os pilares,
Que protegem e guardam a entrada.
E o que queres fazer sra o desafio,
Como amar a um amor que a ninguém vá magoar,
Essa única regra seguimos a fio,
Para a magia dos antigos se manifestar,
Oito palavras o credo das Bruxas enseja:
SEM PREJUDICAR NINGUÉM,
FAÇA O QUE DESEJA.

terça-feira, 23 de março de 2010

Homenagem.


Hoje quero homenajear aqui.Uma pessoa especial pra mim.Um grande amigo,o irmão.Que me ensinou muinto.Este blog o fiz incentivada por ele.Me mostrou o que é o mundo gòtico.Esta é a minha definição de ser gótico.
Góticos são seres sociáveis que escolhem os seus amigos pelo que eles são e não por aquilo que eles possuem, não medem as pessoas dos pés à cabeça antes de se aproximarem para fazer novas amizades.
Os góticos não pretendem transformar a sociedade
nem destrui-la com bombas, embora não estejam satisfeitos
com a ordem social estabelecida, querem o seu espaço no contexto.
Os góticos odeiam qualquer forma de discriminações,
aceitam as diferenças individuais com naturalidade e
recebem bem todos independentemente dos seus valores, crenças, situação económica ou orientação sexual.
O movimento gótico caracteriza-se como um movimento
de inclusão social e não de exclusão, conheça pessoas góticas e faça uma comparação, não fique surpreendido se for muito bem recebido, afinal estará em contacto com pessoas inteligentes e de mente aberta.
Góticos, não veneram o diabo nem cultivam o mal.
Os góticos não acreditam na violência e detestam os
ignorantes e idiotas que vivem destruindo o património público.
Os góticos não moram nos túmulos dos cemitérios, apenas
sentem-se fascinados com a beleza arquitectónica desses lugares.
No dia-a-dia são como as outras pessoas trabalham,
estudam e lutam para melhorar as suas condições de vida e
por uma sociedade mais justa.
A depressão, a raiva e o desânimo são as principais causas do distanciamento dos góticos, do mundo dos demais mortais.
Esse distanciamento na maioria das vezes torna-se num círculo vicioso e isso faz-nos cair num profundo poço de melancolia.
Essa tristeza invade suas almas, tornando as criaturas
frias e distantes, muitas vezes estranhas para os outros.
Quando atingem tal profundidade, é difícil voltar atrás e
adoptarem as trevas como uma opção de vida.
É nesse preciso momento de auto-consciência, que sabem
exatamente naquilo em que se tornam e que são.
Essa é a fase de transição de uma pessoa normal, para um gótico, o momento de maior solidão.
Com o passar do tempo acabam por abrir mão de vários
amigos e a solidão parece crescer cada vez mais, até acabarem por perceber que não estão sós e que pelo mundo fora existem pessoas na mesma situação que eles. É aí que são percebidos, quando param para perceber, é assim que surge, emergindo das sombras, uma nova sociedade.

À VOCÊ. meu amigo Kanzi Fry.
Existem pessoas em nossas vidas
que, nos deixam felizes pelo simples fato
de terem cruzados nossos caminhos.
Algumas percorrem ao nosso lado,
vendo muitas luas passarem,
mas outras apenas vemos entre um passo e outro.

A toda elas chamamos de amigos.
Há muitas tipos de amigos,
talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles.

O primeiro que nasce de um broto é o amigo pai e a amiga mãe.
Mostram o que é ter vida.

Depois, vem o amigo irmão,
com quem dividimos o nossos espaços,
para que ele floreça como nós.

Passamos a conhecer toda a família de folhas,
a qual respeitamos e desejamos o bem.

Mas o destino nos apresenta outros amigos,
aos quais não sabíamos que ia cruzar o nosso caminho.

Muitos desses denominados amigos do peito,
do coração,
são sinceros verdadeiros,
sabem quando não estamos bem,
sabe nos fazer feliz.

Às vezes um desses amigos do peito estala o nosso coração
e é chamado de amigo namorado.

Ele dá brilho aos nossos olhos,
músicas aos nossos lábios,
pulos aos nossos pés.

Mas também há aquele amigo por um tempo,
talvez por umas férias ou mesmo um dia ou uma hora.

Esses costumam colocar muitos sorrisos na face,
durante o tempo em que estão por perto.

Falando em perto,
não podemos esquecer dos amigos distantes,
aqueles que ficam nas pontas dos galhos,
mas quando o vento sopra
sempre, aparecem novamente entre uma folha e outra.

Algumas nascem num outro verão
e, outras permanecem por muitas estações,
mas o que nos deixam mais felizes é que, as que cairam continuam por perto,
alimentando a nossa raíz com alegria.

Lembranças de momentos maravilhosos,
enquanto cruzamos o nosso caminho.

Desejo a você,
folha da minha árvore paz,
amor, saúde, sucesso,
prosperidade, hoje e sempre.

Simplesmente porque
cada pessoa que passa em nossa vida é única,
sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.

Há os que levaram muito,
mas que não deixaram nada.

Esta é a maior responsabilidade de nossa vida
e a prova evidente de que duas almas não se encontraram por acaso.
Aisha Jalilah.