contos sol e lua

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sábado, 10 de abril de 2010

QUANDO O MEDO NOS DEVORA...

Medo normalmente é conseqüência de pensamentos de impotência diante do mundo. Atribuímos uma força e um poder imensos a uma situação e por isso nos sentimos pequenos e impotentes. Quanto mais pensamos dessa forma, mais perigoso se torna esse monstro imaginário aos nossos olhos!
Ao nos sentirmos fracos e impotentes dessa forma, tudo pode nos causar medo, pois achamos que qualquer coisa terá mais poder que nós!
Como o medo é um sentimento que pode ser bastante irracional, pode não adiantar nada tentar apenas raciocinar sobre a própria condição, pois por vezes a pessoa que se sente impotente, reconhece que seus medos são absurdos, sem fundamento lógico, porém isso não lhes serve de alívio quando diante do sentimento.
O que funciona não é apenas raciocinar, pensar a respeito dos medos e do poder que estamos atribuindo à situação e sim, fazer exatamente o contrário: Sentir, perceber e raciocinar a respeito do nosso poder!
É o poder pessoal que deve ser o foco de sua atenção, e não o medo! Se pensar a respeito do medo, ele estará lá em sua mente! Mesmo que diga: "Isso não tem o poder que estou dando!"- você estará tentando diminuir mentalmente o poder que atribuiu à situação e pode ser em vão, caso continue sem ver o SEU poder! Quando digo poder pessoal, digo que você só poderá encontrá-lo dentro de si, quando começar a retirar sua atenção e pensamentos do externo, do mundo, do "monstro", e passar a colocar sua atenção em si, no seu poder de escolha, em seu eu interno que é quem tem a luz e o poder de clarear sua visão, mostrando a você que nada, nada pode fazer qualquer mal real, a menos que você mesmo permita que isso aconteça. Você é quem permite que esse "monstro" tenha essa forma, pois se vê como uma pequena formiguinha. Você é quem cria o mostro e a formiguinha! Ambos são projeções e fantasias de sua mente!
Pare de escolher ser uma formiguinha! Escolha ser um ser divino e poderoso em amor e proteção! O caminho até sua força e real condição de poder precisa ser dirigido ao eu interior!E ,essas palavras nesse momento, podem parecer quase incompreensíveis, pois você ainda não conhece propriamente onde começa esse caminho ao eu interior, pois ainda teme o externo, o mundo, o monstro. Por isso, antes de mais nada, procure agora, nesse momento, DECIDIR que quer e vai encontrar essa força que está em seu eu interior! Repita isso diversas vezes ao dia, pois os pensamentos negativos precisam ser combatidos, para que você possa ter espaço para contatar seu eu interno.
Repita sempre: ESTOU EM CONTATO COM MINHA FORÇA INTERIOR! Repita isso quando algum pensamento negativo de medo e impotência entrar em sua mente, e mesmo que no início, você duvide que possa achar essa força, insista e diga: "Essa força está em meu coração e se nesse momento não a enxergo, ela me guiará e me protegerá de qualquer forma e quando ela atuar, eu a reconhecerei imediatamente!"
O problema não está no tamanho do monstro que você criou, mas no tamanho da formiguinha que você pensa ser!
Não olhe para o monstro, transforme a formiguinha!
Faça isso por si! Você merece e vai conseguir mudar e ficar em paz! Siomone Sales.

O monstro interior de todos nós.


Todos temos um monstro dentro de nós. Aquele que liberta a pessoa malvada que somos, o lado egoísta e cruel.
Sua forma de atuação é diversa, não se manifesta apenas com gritos e insultos, é tudo aquilo de ruim que fazemos com quem amamos.
É o egoísmo, os gritos, os insultos, o desrespeito, o autoritarismo, a teimosia, o orgulho, a falsidade, a mentira, a crueldade de nunca revelar a verdadeira intenção de cara - nada é o que parece, não conseguir ser verdadeiro. Até as qualidades boas podem ser manipuladas - o carisma, as palavras bem escolhidas, os elogios bem colocados.
Muitos monstros são pequenos; outros, bem maiores e mais fortes, mas todos perigosos.
Eles motivam todos os atos egoístas e cruéis e a única coisa que os acalma é a satisfação. Eles se satisfazem com a humilhação, com o coração partido daqueles que atacam.
E o pior: eles fazem parte de nós, mas, felizmente, podemos subjugá-los - esse é o destino final de todo monstro interior.
Quando crianças, fazemos tudo que nos dá vontade - somos criaturas de puro ID - amadurecemos, aprendemos os limites e quando o monstro é domado significa que crescemos.
Porém, mesmo crescendo, há um monstro difícil de domar, aquele que tem o poder de um coração revoltado. Se não vigiarmos, é fácil libertar e usar esse poder. O poder de magoar porque foi magoado. Mas, no fim, os dois corações magoados vão rever suas ações ruins, todas de uma vez. E como é doloroso!!!
É sempre tolo aquele que pensa que manipular e enganar é melhor que merecer respeito, admiração e confiança.
O monstro interior nada mais é que você mesmo. Não fuja dele, apenas tente domá-lo. Não se iluda que ele não existe, não pense que você é bom, e ruim são os outros. Nossos monstros são apenas nossos impulsos mais primitivos e as armas nessa batalha é a razão e inteligência.Aisha Jalilah.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

TITHÂNIA.


Sempre serei aquele que é sustentado
Por seu poder de liberdade, és ar,
Eu sou fogo que queima
Sou a chama que não deve ser apagada,
E mesmo no mais rigoroso inverno
Lutarei para resistir a investida da nevasca
Somente para manter o calor da vida em teu ser
Mas como diz a palavra trazida por Aisling,
A Deusa Celta da Esperança e das Fadas
Navegarei de volta ao meu ponto de origem
Eis que um guardião não morre, apenas adormece
Sou aquele que com humildade e amor
Caminha sobre a humanidade moderna
Sou filho do grande Deus bom Dagdha
Escolhido pela esmeralda verde, Dannu,
Minha Mãe e Senhora do portal Verde
Afilhado de Gwyn Ap Nudd e Ainennh
Sou aquele que guarda as portas
De Glastonbury, Annwn,
Ou das ilhas mágicas flutuantes
Sou remanescente de um tempo que não existe
Tal qual os homens atuais imaginam
Sou aquele que está no orvalho
Na grama verde com seus pequeninos
Habitantes tais quais faíscas verdes de esperança
Nasci e fui consagrado diante do grande espírito
Do carvalho, consagrado um dragão verde
Um druida, um bardo mais que isso
Sou um filho dos sonhos que continua e
Continuará lutando pela honra, justiça
E real igualdade entre homens e mulheres
Pois o sagrado do Deus e da Deusa
Devem estar unidos na Sagrada Sincronia
Eis que dois mundos se tocaram, e sempre vão se tocar
E onde houver um circulo, um esbhá ou um sabatt
Ou mesmo um distante clamor a Deusa e ao Deus,
Preenchido dos valores do código,
Eu, Norhuyas Abramesth Smaragdus,
Aquele que tem mil formas como o Deus,
Aquele que vai a todos os lugares e está com todos
Serei o elemento a zelar
No éter, no ar, no fogo, na água e na terra
Pois Eu Sou Guardião dos sonhos, príncipe desse lugar
Onde o coração de criança acessa com tanta facilidade,
Quando sentir que os sonhos estão sendo sufocados
Pela dura realidade, não esmoreça, pegue seu athame,
Sua varinha encantada, pelos elementais,
Abra o circulo e grite bem alto
Eu nunca deixarei de sonhar.
Norhuyas Abramesth Smaragdus.

A máscara.


Eu sei que há muito pranto na existência,
Dores que ferem corações de pedra,
E onde a vida borbulha e o sangue medra,
Aí existe a mágoa em sua essência.


No delírio, porém, da febre ardente
Da ventura fugaz e transitória
O peito rompe a capa tormentória
Para sorrindo palpitar contente.

Assim a turba inconsciente passa,
Muitos que esgotam do prazer a taça
Sentem no peito a dor indefinida.

E entre a mágoa que masc’ra eterna apouca
A humanidade ri-se e ri-se louca
No festival intérmino da vida.
Augusto dos Anjos.

Queixas noturnas.


Quem foi que viu a minha Dor chorando?!
Saio. Minh'alma sai agoniada.
Andam monstros sombrios pela estrada
E pela estrada, entre estes monstros, ando!


Não trago sobre a túnica fingida
As insígnias medonhas do infeliz
Como os falsos mendigos de Paris
Na atra rua de Santa Margarida.


O quadro de aflições que me consomem
O próprio Pedro Américo não pinta...
Para pintá-lo, era preciso a tinta
Feita de todos os tormentos do homem!


Como um ladrão sentado numa ponte
Espera alguém, armado de arcabuz.
Na ânsia incoercível de roubar a luz.
Estou à espera de que o Sol desponte!


Bati nas pedras dum tormento rude
E a minha mágoa de hoje é tão intensa
Que eu penso que a Alegria é uma doença
E a Tristeza é minha única saúde.


As minhas roupas, quero até rompê-las!
Quero, arrancado das prisões carnais.
Viver na luz dos astros imortais,
Abraçado com todas as estrelas!


A Noite vai crescendo apavorante
E dentro do meu peito, no combate.
A Eternidade esmagadora bate
Numa dilatação exorbitante!


E eu luto contra a universal grandeza
Na mais terrível desesperação...
É a luta, é o prédio enorme, é a rebelião
Da criatura contra a natureza!


Parai essas lutas, uma vida é pouca
Inda mesmo que os músculos se esforcem,
Os pobres braços do imortal se torcem
E o sangue jorra, em coalhos, pela boca.


E muitas vezes a agonia é tanta
Que, rolando dos últimos degraus,
O Hércules treme e vai tombar no caos
De onde seu corpo nunca mais levanta!


E natural que esse Hércules se estorça,
E tombe para sempre nessas lutas,
Estrangulado pelas rodas brutas
Do mecanismo que tiver mais força.


Ah! Por todos os séculos vindouros
Há de travar-se essa batalha vã
Do dia de hoje contra o de amanhã,
Igual à luta dos cristãos e mouros!


Sobre histórias de amor o interrogar-me
E vão, é inútil, é improfícuo, em suma;
Não sou capaz de amar mulher alguma
Nem há mulher talvez capaz de amar-me.


O amor tem favos e tem caldos quentes
E ao mesmo tempo que faz bem, faz mal;
O coração do Poeta é um hospital
Onde morreram todos os doentes.


Hoje é amargo tudo quanto eu gosto;
A bênção matutina que recebo...
E é tudo: o pão que como, a água que bebo,
O velho tamarindo a que me encosto!


Vou enterrar agora a harpa boêmia
Na atra e assombrosa solidão feroz
Onde não cheguem o eco duma voz
E o grito desvairado da blasfêmia!


Que dentro de minh'alma americana
Não mais palpite o coração — esta arca,
Este relógio trágico que marca
Todos os atos da tragédia humana!


Seja esta minha queixa derradeira
Cantada sobre o túmulo de Orfeu;
Seja este, enfim, o último canto meu
Por esta grande noite brasileira!


Melancolia! Estende-me a tua asa!
És a árvore em que devo reclinar-me...
Se algum dia o Prazer vier procurar-me
Diz a este monstro que eu fugi de casa!
Augusto dos Anjos.

Eu Amo a Noite.


Eu amo a noite quando deixa os montes,
Bela, mas bela de um horror sublime,
E sobre a face dos desertos quedos
Seu régio selo de mistério imprime.

Amo o sinistro ramalhar dos cedros
Ao rijo sopro da tormenta infrene,
Quando antevendo a inevitável queda
Mandam aos ermos um adeus solene.

Amo os penedos escarpados onde
Desprende o abutre o prolongado pio,
E a voz medonha do caimã disforme
Por entre os juncos de lodoso rio.

Amo os lampejos verde-azuis, funéreos,
Que às horas mortas erguem-se da terra
E enchem de susto o viajante incauto
No cemitério de sombria serra.

Amo o silêncio, os areais extensos,
Os vastos brejos e os sertões sem dia,
Porque meu seio como a sombra é triste,
Porque minh'alma é de ilusões vazia.

Amo o furor do vendaval que ruge,
Das asas densas sacudindo o estrago,
Silvos de balas, turbilhões de fumo,
Tribos de corvos em sangrento lago.

Amo as torrentes que da chuva túmidas
Lançam aos ares um rumor profundo,
Depois raivosas, carcomendo as margens,
Vão dos abismos pernoitar no fundo.

Amo o pavor das soledades, quando
Rolam as rochas da montanha erguida,
E o fulvo raio que flameja e tomba
Lascando a cruz da solitária ermida.

Amo as perpétuas que os sepulcros ornam,
As rosas brancas desbrochando à lua,
Porque na vida não terei mais sonhos,
Porque minh'alma é de esperanças nua.

Tenho um desejo de descanso, infindo,
Negam-me os homens; onde irei achá-lo?
A única fibra que ao prazer ligava-me
Senti partir-se ao derradeiro abalo!...

Como a criança, do viver nas veigas,
Gastei meus dias namorando as flores,
Finos espinhos os meus pés rasgaram,
Pisei-os ébrio de ilusões e amores.

Cendal espesso me vendava os olhos,
Doce veneno lhe molhava o nó...
Ai! minha estrela de passadas eras,
Por que tão cedo me deixaste só?

Sem ti, procuro a solidão e as sombras
De um céu toldado de feral caligem,
E gasto as horas traduzindo as queixas
Que à noite partem da floresta virgem.

Amo a tristeza dos profundos mares,
As águas torvas de ignotos rios,
E as negras rochas que nos plainos zombam
Da insana fúria dos tufões bravios.

Tenho um deserto de amarguras nalma,
Mas nunca a fronte curvarei por terra!...
Ah! tremo às vezes ao tocar nas chagas,
Nas vivas chagas que meu peito encerra!
Fagundes Varela.

A DOR DE UM CORAÇÃO!!!


Talvez hoje eu nada sei...
Nas cruzadas por onde andei...
Já não sei o que plantei...
Se amores tão presentes...
Ou amantes tão distantes...

Hoje choro pelo tempo que passou...
Hoje choro por tudo que não vivi...
De nada me arrependo...
Dos sonhos que criei... Que sonhei...
Que planejei e que também vivi..

A dor de um coração...
Viajo em meu mundo tentando entender...
As razões deste abandono...
Coração sagrando...
Olhos lacrimejando...
É assim que hoje vivo...
Com esta dor que não quer passar...

Hoje talvez mais uma vez...
Decepcionada magoada...
Vou tentando sobreviver...
Tentando entender onde errei...
Ou realmente nasci só para amar...
E nunca ser amada como queria ser...
Tome cuidado não se apaixone...
Apenas ame e viva o amor...
Pelo tempo que durar...
Vania Staggemeier.