contos sol e lua
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
TEORIA DA VONTADE. Eliphas Levi.
A vida humana e suas dificuldades incontáveis têm por finalidade, na ordem da sabedoria eterna, a
educação da vontade do homem.
A dignidade do homem consiste em fazer o que quer e em querer o bem, em conformidade com a
ciência do verdadeiro.
O bem conforme ao verdadeiro é o justo.
A justiça é a prática da razão.
A razão é o verbo da realidade.
A realidade é a ciência da verdade.
A verdade é a história idêntica ao ser.
O homem chega à idéia absoluta do ser por duas vias, a experiência e a hipótese.
A hipótese é provável quando é solicitada pelos ensinamentos da experiência; é improvável ou
absurda quando é rejeitada por esse ensinamento.
A experiência é a ciência, e a hipótese é a fé.
A verdadeira ciência admite necessariamente a fé; a verdadeira fé conta necessariamente com a
ciência.
Pascal blasfemava contra a ciência quando disse que, pela razão, o homem não pode chegar ao
conhecimento de nenhuma verdade.
Assim, Pascal morreu louco.
Mas Voltaire não blasfemava menos contra a ciência, quando declarava absurda toda hipótese da fé e
admitia por regra da razão apenas o testemunho dos sentidos.
Assim, as últimas palavras de Voltaire foram esta fórmula contraditória:
Deus e a Liberdade
Deus, isto é, um mestre supremo: o que exclui toda idéia de liberdade, como a entendia a escola de
Voltaire.
E a liberdade, isto é, uma independência absoluta de todo mestre; o que exclui toda idéia de Deus. A
palavra DEUS exprime a personificação suprema da lei e, por conseguinte, do dever; e, se pela
palavra LIBERDADE se quiser entender conosco O DIREITO DE FAZER O DEVER, tomaremos,
de nossa parte, por divisa e repetiremos sem contradição e sem erro:
Deus e a Liberdade
Como só há liberdade para o homem na ordem que resulta do verdadeiro e do bem, pode-se dizer
que a conquista da liberdade é o grande trabalho da alma humana. O homem, libertando-se das más
paixões e de sua servidão, de certo modo cria-se a si próprio uma segunda vez. A natureza fizera-o
vivo e sofredor, ele se faz feliz e imortal; torna-se, assim, o representante da divindade na terra e
exerce relativamente sua onipotência.
AXIOMA I
Nada resiste à vontade do homem quando ele sabe o verdadeiro e quer o bem.
AXIOMA II
Querer o mal é querer a morte. Uma vontade perversa é um começo de suicídio.
AXIOMA III
Querer o bem com violência é querer o mal; pois a violência produz a desordem, e a desordem
produz o mal.
AXIOMA IV
Pode-se e deve-se aceitar o mal como meio para o bem; mas é preciso nunca querê-lo ou fazê-lo,
do contrário destruir-se-ia com uma mão o que se edificasse com a outra. A boa fé nunca justifica
os maus meios; corrige-os quando são suportados e condena-os quando deles se lança mão.
AXIOMA V
Para se ter direito de possuir, sempre é preciso querer pacientemente e por muito tempo.
AXIOMA VI
Passar a vida querendo o que é impossível possuir, sempre é abdicar da vida e aceitar a eternidade da morte.
AXIOMA VII
Quanto mais a vontade supera obstáculos, mais se fortalece. É por isso que Cristo glorificou a
pobreza e a dor.
AXIOMA VIII
Quando a vontade é consagrada ao absurdo, é reprovada pela eterna razão.
AXIOMA IX
A vontade do homem justo é a vontade do próprio Deus, e é a lei da natureza.
AXIOMA X
É pela vontade que a inteligência vê. Se a, vontade é sã, a visão é justa. Deus disse: Que seja a luz! e
a luz é; a vontade disse: Que o mundo seja como eu o quero ver! e a inteligência o vê como a
vontade quis. É o que significa a expressão assim seja, que confirma os atos de fé.
AXIOMA XI
Quando alguém cria fantasmas, põe no mundo vampiros, e será preciso alimentar esses filhos de um
pesadelo voluntário com seu sangue, sua vida, sua inteligência e sua razão, sem nunca saciá-los.
AXIOMA XII
Afirmar e querer o que deve ser é criar; afirmar e querer o que não deve ser é destruir.
AXIOMA XIII
A luz é um fogo elétrico colocado pela natureza a serviço da vontade: ilumina os que dela sabem
servir-se, queima os que dela abusam.
AXIOMA XIV
O império do mundo é o império da luz.
AXIOMA XV
As grandes inteligências cuja vontade equilibra-se mal assemelham-se aos cometas, que são sóis
abortados.
AXIOMA XVI
Nada fazer é tão funesto quanto fazer o mal, mas é mais covarde. O mais imperdoável dos pecados
mortais é a inércia.
AXIOMA XVII
Sofrer é trabalhar. Uma grande dor sofrida é um progresso realizado. Os que sofrem muito vivem
mais do que os que não sofrem.
AXIOMA XVIII
A morte voluntária por abnegação não é um suicídio; é a apoteose da vontade.
AXIOMA XIX
O medo é apenas uma preguiça da vontade, e é por isso que a opinião desencoraja os covardes.
AXIOMA XX
Consegui não temer o leão, e o leão vos temerá. Dizei à dor: Quero que tu sejas um prazer, e ela se
tornará até mais do que um prazer, uma felicidade.
AXIOMA XXI
Uma corrente de ferro é mais fácil de quebrar que uma corrente de flores.
AXIOMA XXII
Antes de declarar um homem feliz ou infeliz, sabei como o fez a direção de sua vontade: Tibério
morria todos os dias em Capri, enquanto Jesus provava sua imortalidade e sua divindade no Calvário
e na cruz.
A Palmeira do deserto. ELIPHAS LÉVI.
A palmeira do deserto. Eles chegaram num deserto onde não havia nem animais vivos, nem mananciais, nem fontes, e como lá procurassem sombra, só encontraram uma única palmeira. Maria desceu de sua montaria e veio sentar-se à sombra dessa palmeira, e vendo que ela estava carregada de frutos disse a José: - Gostaria de saborear essas frutas, pois o calor é demais.
José lhe respondeu: - A árvore é muito alta e já não sou jovem. Jesus disse então à palmeira:
Inclina-te e apresenta teus frutos a minha mãe. A palmeira então inclinou-se e veio apresentar seus frutos à mão de Maria, que ao colhê-los ofereceu-os a Jesus e a José. Em seguida, como ela continuasse curvada sobre seu tronco e inclinada, Jesus disse-lhe: Ergue-te!
E a palmeira se ergueu. Jesus disse-lhe: - Dá-nos água da nascente oculta que alimenta tuas raízes. E imediatamente, de dentro das raízes da palmeira, uma fonte límpida jorrou. E Jesus disse ainda à palmeira: - Tu não morrerás e frutificarás novamente no jardim de meu pai. Porque todas as criaturas foram dadas aos homens para seu uso, e eles devem submeter toda a natureza pelo trabalho; então dirão às montanhas: Aplanai-vos, e as montanhas se aplanarão; e às árvores: Dainos vossos frutos, e as árvores se inclinarão; e às fontes: Subi e jorrai da terra, e as fontes subirão e jorrarão; e os filhos da mulher consolarão sua mãe e lhe dirão:
Descansa e te refresca, porque é para te servir que a natureza nos obedece. Um anjo então apareceu no cimo da
palmeira; apanhou um galho e retomou seu vôo em direção ao céu para replantar a palmeira do deserto nos campos do futuro, que será o reino de Deus. Essa terra, onde o gênio da fraternidade completará os milagres do trabalho, onde a mãe não mais será escrava de seus filhos, onde os justos não mais serão exilados, onde a verdade terá uma pátria;
A terra então não mais será uma madrasta, porque será livre, e um antagonismo ímpio não mais a forçará a ser estéril. O homem então disporá da onipotência de Deus, e falará à natureza e a natureza obedecerá. É o que quis
dizer Tiago, o Menor, apóstolo do santo Evangelho, com essa lenda da palmeira.
O GRANDE SECRETO. Eliphas Levi.
Sabedoria, moralidade, virtude: palavras respeitáveis, porém vagas, sobre as quais se disputa desde há muitos séculos, porém sem haver conseguido entende-las.
Queria ser sábio, mas terei eu a certeza de minha sabedoria, enquanto acredite que os loucos são mais felizes e até mais alegres que eu?
É preciso ter bons costumes, porém todos somos um pouco de crianças: a moralidade nos adormece. Falamos do que nos interessa e pensamos em outra coisa.
Excelente coisa é a virtude: seu nome quer dizer força, poder. O mundo subsiste pela virtude de Deus. Mas, em que consiste para nós a virtude? Será uma virtude para enfraquecer a cabeça ou suavizar o rosto? Chamaremos virtude a simplicidade do homem de bem, que se deixa despojar pelos velhacos? Será virtude abster-se no temor de abusar? Que pensaríamos de um homem que não andasse por medo de quebrar a perna? A virtude, em todas as coisas, é o oposto da nulidade, do estupor e da impotência.
A virtude supõe a ação; pois se ordinariamente opormos a virtude, as paixões, é para demonstrar que ela nunca é passiva.
A virtude não é só a força, é também a razão diretora da força. É o poder equilibrante da vida.
O grande segredo da virtude, da virtualidade e da vida, seja temporal, seja eterna, pode formular-se assim:
É a arte de balancear as forças para equilibrar o movimento.
O equilíbrio que se necessita alcançar, não é o que produz a imobilidade, mas sim o que realiza o movimento. Pois a imobilidade é morte e o movimento é vida. Este equilíbrio motor é o da própria Natureza. A Natureza, equilibrando as forças fatais, produz o mal físico e a destruição aparente do homem mal equilibrado. O homem se libera dos males da Natureza, sabendo subtrair a fatalidade das circunstâncias, pelo emprego inteligente de sua liberdade. Empregamos aqui a palavra fatalidade, porque as forças imprevistas e incompreensíveis para o homem, necessariamente o parecem fatais, o que não indica que realmente o sejam.
A Natureza previu a conservação dos animais dotados de instintos, porém também dispõe tudo para que o homem imprudente pereça.
Os animais vivem, por assim dizer, por si mesmos e sem esforço. Só o homem deve aprender a viver. A ciência da vida é a ciência do equilíbrio moral.
Conciliar o saber e a religião, a razão e o sentimento, a energia e a doçura é o âmago desse equilíbrio.
A verdadeira força invencível é a força sem violência. Os homens violentos são homens fracos e imprudentes, cujos esforços se voltam sempre contra eles.
O afeto violento se assemelha ao ódio e quase à aversão.
A cólera faz que a pessoa se entregue cegamente a seus inimigos. Os heróis que descreve o poeta grego Homero, quando combatem, tem o cuidado de insultarem-se para entrar em furor reciprocamente, sabendo-se de antemão, com todas as probabilidades, que o mais furioso dos dois será vencido.
O fogoso Aquiles estava predestinado a perecer desgraçadamente. Era o mais altivo e valoroso dos gregos e só causava desastres a seus concidadãos. Ele é que faz a tomada de Tróia e o prudente e paciente Ulisses, que sabe sempre conter-se e só fere com golpe seguro. Aquiles é a paixão e Ulisses a virtude, e é deste ponto de vista que devemos tratar de compreender o alto alcance filosófico e moral dos poemas de Homero.
Não há dúvida que o autor destes poemas era um iniciado de primeira ordem, pois o Grande Arcano da Alta Magia prática está inteiro na Odisséia.
O Grande Arcano Mágico, o Arcano único e incomunicável tem por objeto colocar, por assim dizer, o poder divino a serviço da vontade do homem.
Para chegar a realização deste Arcano é preciso SABER o que deve fazer, QUERER o exato, OUSAR no que deve e CALAR com discernimento.
O Ulisses de Homero tem, contra si, os deuses, os elementos, os ciclopes, as sereias, Circe, etc., por assim dizer, todas as dificuldades e todos os perigos da vida. Seu palácio é invadido, sua mulher é assediada, seus bens são saqueados, sua morte é decidida, perde seus companheiros, seus navios são afundados; enfim, acha-se só em sua luta contra a noite e o mal. E assim, só, aplaca os deuses, escapa do mal, cega o ciclope, engana as sereias, domina Circe, recupera seu palácio, libera sua mulher, mata aqueles que queriam mata-lo, e tudo, porque queria voltar a ver Ítaca e a Penélope, porque sabia escapar sempre do perigo, porque se atrevia com decisão e porque calava sempre que fora conveniente não falar.
Porém, dirão contrariados os amantes dos contos azuis, isto não é magia. Não existem talismãs, ervas e raízes que façam operar prodígios? Não há fórmulas misteriosas que abram as portas fechadas e façam aparecer os espíritos? Falaremos disto em outra ocasião com comentários sobre a Odisséia.
Se haveis lido minhas obras anteriores, sabeis então que reconheço a eficácia relativa das fórmulas, das ervas, e dos talismãs. Porém estes são pequenos meios que se enlaçam aos pequenos mistérios. Falo agora das grandes forças morais e não dos instrumentos materiais. As fórmulas pertencem aos ritos da iniciação; os talismãs são auxiliares magnéticos; as ervas correspondem à medicina oculta, e o próprio Homero não as desprezava. O Moly, o Lotho e o Nepenthes têm seu lugar nestes poemas, porém são ornamentos acessórios. A taça de Circe nada pode sobre Ulisses, que conhece seus efeitos funestos e soube engana-la sobre a bebida. O iniciado em alta ciência dos magos, nada tem que temer os feiticeiros.
As pessoas que recorrem a magia cerimonial e vão consultar adivinhos, se assemelham aos que, multiplicando a prática de devoção, querem ou esperam suprir com isso a verdadeira religião. Estas pessoas nunca estarão satisfeitas de vossos sábios conselhos. Todas escondem um segredo que é bem fácil de adivinhar, e que poderia expressar-se assim: "Tenho uma paixão que a razão condena e que anteponho a razão; é por isso que venho consultar o oráculo do delírio, afim de que me faça esperar, que me ajude a enganar minha consciência e me dê a paz do coração".
Vão assim beber em uma fonte enganosa, que depois de satisfazer a sede, a aumenta cada vez mais. O charlatão receita oráculos obscuros e a gente encontra neles o que quer encontrar e volta a buscar mais esclarecimentos. Retorna no dia seguinte, volta sempre, e é desse modo que os charlatões fazem fortuna. Os Gnósticos basilidianos diziam que Sofia, a sabedoria natural do homem, havendo-se enamorado de si mesma, como Narciso da mitologia clássica, desviou a direção de seu princípio e se lançou fora do círculo traçado pela luz divina chamada pleroma. Abandonada então às trevas, fez sacrilégios para dar a luz. Porém uma hemorragia semelhante a que fala o Evangelho, a fez perder seu sangue, que ia se transformando em monstros horríveis. A mais perigosa de todas as loucuras é a da sabedoria corrompida.
Os corações corrompidos envenenam toda a natureza. Para eles o esplendor dos belos dias é apenas um ofuscante tédio e todos os gozos da vida, mortos para estas almas mortas, se levantam diante delas para maldize-las, como os espectros de Ricardo III: "desespera e morre". Os grandes entusiasmos os fazem sorrir e lançar ao amor e a beleza, como para vingar-se, o desprezo insolente de Stenio e de Rollon. Não devemos cruzar os braços acusando a fatalidade; devemos lutar contra ela e vence-la. Aqueles que sucumbem nesse combate são os que não souberam ou não quiseram triunfar. Não saber é uma desculpa, porém não uma justificativa, posto que se pode aprender. "Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem", disse o Cristo ao expirar. Se fosse permitido não saber a oração do Salvador, haveria sido inexata e o Pai nada haveria tido que perdoa-los.
Quando a gente não sabe, deve querer aprender. Enquanto não se sabe é temeroso ousar, porém sempre é bom saber calar.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
O Pai Nosso – de acordo com a versão em Aramaico.
O PAI NOSSO
em aramaico transliterado
Abwun d’bwashmaya
Nethqadash shmakh
Teytey malkuthakh
Nehwey tzevyanach aykanna d’bwashmaya aph b’arha
Hawylan lachma d’sunqanan yaomana.
Washboqlan khaubayn (wakhtahayn) aykana daph khnan shbwoqan l’khayyabayn.
Wela tahlan l’nesyuna
Ela patzan min bisha.
Metol kilakhie malkutha wahayla wateshbukta
L’ahlam almin.
Ameyn.
-----------------------------------------------------------------------
O PAI NOSSO
do original em aramaico
Ó Fonte da Manifestação! Alento da vida!
Pai-Mãe do Cosmo!
Faze Tua Luz brilhar dentro de nós,
para que possamos torná-la útil.
Ajuda-nos a seguir nosso caminho
movidos apenas pelo sentimento que emana de Ti.
Que nosso eu possa estar em sintonia contigo,
para que caminhemos com realeza com todos
os outros seres criados.
Estabelece Teu Reino de unidade agora.
Que Teu desejo e os nossos sejam um só,
em toda a luz, assim como em todas as formas.
Dá-nos o que precisamos cada dia, em pão e compreensão.
Desfaz os laços dos erros que nos prendem,
assim como nós soltamos as amarras que mantemos da culpa dos outros.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iludam.
Mas liberta-nos de tudo que nos aprisiona.
E não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento
de que de ti nasce a vontade que tudo governa,
o poder e a força viva de todo movimento,
e a melodia que tudo embeleza
e de idade em idade tudo renova.
Amém.
O texto acima foi adaptado do livreto do estudioso Neil Douglas-Klotz.
domingo, 9 de novembro de 2014
o poder místico da coruja.
A coruja é a ave soberana da noite. Para muitos povos ela significa mistério, inteligência, sabedoria e conhecimento. Ela tem a capacidade de enxergar através da escuridão, conseguindo ver o que os outros não veem. A coruja simboliza a reflexão, o conhecimento racional e intuitivo. Na mitologia grega, Atena, a deusa da sabedoria e da guerra, tinha a coruja como símbolo. Atena ficou tão impressionada com a aparência da coruja, que a tomou como sua ave favorita. Ela é também escolhida como mascote dos escoteiros, cursos universitários de Filosofia, Pedagogia e Letras.
Havia uma tradição que dizia que quem come carne de coruja, adquire seus dons de previsão e clarividências, mostrando poderes divinatórios. Enquanto todos dormem a coruja fica acordada, com os olhos arregalados, vigilante e atenta aos barulhos da noite. Por isso, representa para muitas culturas uma poderosa e profunda conhecedora do oculto. A coruja tem a particularidade de conseguir girar o pescoço, quase atingindo um ângulo de 360º, para observar algo ao seu redor, permanecendo com o resto do corpo sem o menor movimento. O que amplia seu angulo de visão, muito superior ao do ser humano. Sua grande capacidade de visão e audição as torna exímias caçadoras.
Conta-se, que em uma língua nórdica antiga, ela era chamada de "Ugla", palavra que imita o som do seu canto, e que daria origem ao termo "Ugly", feio em inglês. É interessante que ao identificar um animal para símbolo disso ou daquilo, a cultura universal escolhe àqueles de aparência esquisitas. Como o sapo, símbolo da fartura e boa sorte, e a águia símbolo da transformação do ser humano. Conforme a história, diferentes civilizações adotaram estranhos animais para simbolizar a sabedoria. Como a tartaruga para os chineses e um peixe para os Celtas.
No esoterismo que envolve parte da simbologia da Coruja, encontramos uma sociedade secreta chamada Bohemian Club, fundada em 1872, em São Francisco, EUA, onde os membros se reúnem periodicamente. Anualmente, a sociedade convida para um grande encontro, homens poderosos da elite, e o encontro é realizado em um grande bosque chamado Bohemian Grove, onde há uma grande pedra em forma de coruja no centro. O termo "coruja", geralmente, também é usado para referir-se ao pai ou a mãe, que ressaltam com certo exagero, as qualidades dos filhos, mas também é estendido a outros familiares como tios, avós e outros.
A coruja nas mais diferentes culturas
África do Sul: A coruja é a mascote do feiticeiro zulu. E no xamanismo é reverenciada por enxergar a totalidade.
Argélia: A crença diz que colocar o olho direito de uma coruja na mão de uma mulher dormindo, fará com que ela conte segredos.
Austrália: Os aborígenes acreditam que a coruja representa o espírito da mulher. O espírito do homem é representado pelo morcego.
Babilônia: Origem do mito de Lilith, onde amuletos de coruja protegiam as mulheres durante o parto. O mito foi citado pela primeira vez no épico Gilganesh, escrito em 2000 A.C. . Lilith era uma linda jovem com pés de coruja, que denunciavam sua vida notívaga. Ela era uma vampira da curiosidade, que dava aos homens o desejado leite dos sonhos.
Brasil: Matita Perê é uma velha vestida de preto, com os cabelos caídos pelo rosto. Diz a lenda, que ela tinha poderes sobrenaturais e preferia aparecer nas noites sem luar, sob a forma de uma coruja. Na tradição guarani, o espírito Nhamandu, o criador, manifestou-se na forma de coruja para criar a sabedoria. No dicionário, o adjetivo corujeiro é um elogio, e significa agradável e, o melhor, disposto a tudo. No folclore brasileiro, diz que para que os seus filhotes não fossem vítimas de predadores, ela avisava que seria fácil reconhecê-los, eles eram os "mais bonitos" da floresta. Daí o dito popular: "Toda a coruja gaba-se do seu toco", referindo-se ao ninho de seus horríveis filhotes. Assim como uma mãe elogia seus rebentos, mesmo sabendo que eles não têm nada de beleza.
China: A coruja está associada ao relâmpago. Usar imagens de coruja em casa protege contra os raios.
Estados Unidos: A tradição dos índios norte-americanos, diz que a coruja mora no Leste, lugar de iluminação. Assim como a humanidade teme a escuridão, a coruja enxerga o breu da noite. Onde os humanos se iludem, ela percebe com clareza, acreditavam os índios. Entre os índios americanos, a coruja tinha muito poder: Para os apaches, sonhar com ela significava a morte. Os dakotas viam a coruja como um espírito protetor. Os hopis tinham a coruja como guardiã do fogo.
França: A coruja é o símbolo de Dijon, cidade francesa. Há uma escultura de coruja na Catedral de Notre Dame, e quem passa a mão esquerda nela ganhar sabedoria e felicidade.
Grécia: Os gregos consideravam a noite o momento propício para o pensamento filosófico. Por sua característica noturna, era vista pelos gregos como símbolo da busca pelo conhecimento. Elas faziam seus ninhos na Acrópole, e os gregos achavam que sua visão noturna vinha de uma luz mágica. Ela era símbolo de Atenas, ao lado dos exércitos, na guerra. As antigas moedas gregas (dracmas) tinham uma coruja cunhada no verso.
Índia: Sua carne é considerada uma iguaria afrodisíaca. E também serve para curar dores reumáticas.
Inglaterra: A coruja branca servia para que os ingleses pudessem prever o tempo. Quando a ouviam guinchar, significava que iria esfriar, ou que uma tempestade, estava vindo. Os curandeiros curavam a bebedeira e a ressaca, com ovos de coruja crus. O costume britânico de pregar uma coruja na porta do celeiro para espantar o mal, durou até o século XIX.
Marrocos: O olho de uma coruja, preso em um cordão no pescoço, é um excelente talismã.
Peru: Cozido de coruja serve de remédio para quase tudo.
Roma Antiga: No Império romano, ela era tida como animal agourento. Ouvir o seu pio era presságio de morte iminente. As mortes de Júlio César, Augusto, Aurélio e Agripa, foram anunciadas por uma coruja.
Betty Ziade.
Gregorian - My Immortal - Video made by ME! (Evanescence)
tradução.
Meu Imortal
Estou tão cansado por estar aqui
Reprimido por todos os meus medos infantis
E se você tiver que ir
Eu desejo que vá logo
Porque sua presença ainda permanece aqui
E isso não vai me deixar sozinho
Essas feridas parecem não cicatrizar
Essa dor é tão real
Há tantas coisas que o tempo não pode apagar
Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
E eu segurei sua mão por todos esses anos
Mas você ainda tem tudo de mim
Você costumava me cativar com sua luz ressonante
Agora sou limitado pela vida que você deixou para trás
Seu rosto assombra todos os meus sonhos que já foram agradáveis
Sua voz expulsou toda a sanidade em mim
Essas feridas parecem não cicatrizar
Essa dor é tão real
Há tantas coisas que o tempo não pode apagar
Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
E eu segurei sua mão por todos esses anos
Mas você ainda tem tudo de mim
Eu tentei tanto dizer à mim mesma que você se foi
E embora você ainda esteja comigo
Eu tenho estado sozinha por todo esse tempo
Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
E eu segurei sua mão por todos esses anos
Mas você ainda tem tudo de mim
Gregorian - Hymn.
tradução.
Vale profundo e as montanhas tão altas, se você quiser
ver a Deus você tem que passar para o outro lado
Você fica lá em cima com a cabeça nas nuvens, não tente
para voar você sabe que não pode descer
Não tente voar, meu Deus, você não pode descer
Jesus veio do Céu para a Terra
As pessoas diziam que era uma virgem
Jesus veio do Céu para a Terra
As pessoas diziam que era uma virgem
Ele contou grandes histórias do Senhor
E disse que ele era o salvador de todos nós
Ele contou grandes histórias do Senhor
E disse que ele era o salvador de todos nós
Para este theywe matou
pregaram-se alta
Ele ressuscitou como se a perguntar-nos porque
Então ele subiu intop o céu
Como se dizer somente em Deus você subir
Como se dissesse só em Deus nós voamos
Vale profundo e as montanhas tão altas, se você quiser
ver a Deus você tem que passar para o outro lado
Você fica lá em cima com a cabeça nas nuvens, não tente
para voar você sabe que não pode descer
Não tente voar, meu Deus, você não pode descer
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