contos sol e lua

contos sol e lua

domingo, 16 de maio de 2010

Elementos mágicos.


Para os magos, toda a magia é baseada em quatro elementos: Ar, Fogo, Água e Terra. A sabedoria advinda dos ancestrais ensina que, sem eles não há vida pois esta, em si, é constituída por esses elementos que a norteiam em toda a sua essência. Em outras palavras: tratam-se de forças constitutivas do Universo e de tudo o que nele existe. Além da força possuem formas e qualidades características, e uma essência que pode ser positiva e/ou negativa.
Correspondem às quatro direções do nosso mundo físico, aos quatro cantos do Universo, aos quatro ventos e, especialmente, aos quatro quadrantes do círculo mágico. Água e Terra são energias femininas; o Fogo e o Ar, masculinas.
O Ar governa o Leste. Positivamente, associa-se ao nascer do Sol, à Primavera; aos incensos e defumações, em geral; às varas, bastões e cajados mágicos; às nuvens e às brisas, à respiração e, também, ao otimismo e à alegria; à inteligência e à rapidez mental e a toda espécie de ar benéfico. Negativamente, está associado aos ventos fortes das tempestades, aos furacões, tornados e seus próximos; aos ares destrutivos de qualquer tipo e, também, à maledicência e à frivolidade, à vacilação e à desatenção, à gabolice e ao esquecimento.
A Água governa o Oeste. Está associada, de modo positivo, ao pôr-do-sol , ao Outono, ao cálice e ao caldeirão, a qualquer uma de suas formas benéficas e, igualmente, à compaixão e ao perdão, à tranqüilidade; à intuição e ao amor; num aspecto negativo, associa-se às tempestades e, conseqüentes inundações; aos redemoinhos e a qualquer de suas formas prejudiciais, como, também, à preguiça e à indiferença e ao descontrole emocional.
O arco-íris é a arca das águas sagradas. Além disso, são somente as entidades aquáticas que possuem os segredos das canções tanto quanto os da origem do canto. Não esquecer que os cantares das sereias e da Yara é que fascinam, atraem e enlouquecem os homens, quando não os levam à morte.
"Ouvir" a água nem sempre é bom. Certas de suas vibrações são profundamente nostálgicas e atuam, negativamente, sobre a alma humana. Olhar, fixamente, para a água pode ser bom ou péssimo. Explicando melhor: um aprendiz de magia utiliza a água, que é um poderoso elemento, para despertar a "visão" e fortalecer a concentração imprescindíveis para favorecer e/ou despertar a mente para outros estados de consciência. Entretanto, pessoas fragilizadas, vítimas de descontrole emocional, jamais devem deixar-se fascinar pelo ritmo das águas, mormente quando são fundas e, portanto, perigosas, porque a fixação demorada pode induzi-las ao suicídio. A água "chama"; pelo seu próprio correr, ela produz, na psiquê humana, uma sensação de fuga, prejudicial, especialmente àqueles que, por problemas graves, de foro íntimo, querem "fugir" da realidade, do mundo, da vida que levam. Por outro lado, aliada a essa "fuga" a água a tudo lava; ela, aliás, suja-se para nos limpar. Então, o poder exercido pode tornar-se fatal, pois a pessoa além de, com a morte, livrar-se de tudo quanto a está atormentando, sente-se, igualmente, purificada. Este é, dentro da magia, o aspecto mais terrível das águas. O interessante é que as águas abominam esses gestos extremos e acabam por "devolver" o que não lhes pertence à Terra que, dentro de um contexto de magia é ventre-criador e túmulo-receptor, de acordo com as sagradas leis do Universo.
A lendária "Fonte da Juventude" é, na verdade, uma realidade e poderosíssima. Qualquer riacho, igarapé, cacimba e poço pode ser a água da juventude. Basta que a pessoa tenha o "conhecimento" e, assim, beneficie-se, no momento em que desejar, do poder milagroso dessas águas.
A Terra governa o Norte. Positivamente, associa-se com a meia-noite, o Inverno, o pentáculo e o sal ritual, as pedras preciosas, as grutas, as montanhas e o solo e, também, com o respeito, a perseverança, a responsabilidade e a estabilidade; a dureza e com tudo aquilo que represente uma finalidade na vida. Negativamente, a ela associam-se os terremotos, os escorregões, a rigidez, o desestímulo para modificar ou apreciar um problema sob vários pontos de vista, a teimosia, a incoerência e a inconsciência e todo tipo de vacilações.
A Terra é o berço onde estão adormecidos todos os oráculos. Para captá-los, entretanto, e receber os seus ensinamentos, é preciso que a mente e o coração sejam como os de uma criança, isto é, puros e virgens, ainda não atingidos e alterados pela tirania dos dogmas, sejam eles de que natureza forem. Os xamãs, tanto quanto os pajés são mestres em "ouvir" a Terra e, assiduamente, exercem essa prática.
Sagrados são os caminhos da Terra e, mais que isso, constituem os maiores veiculadores de força emocional. Por isso é que os magos, em geral, utilizam, em seus trabalhos, as encruzilhadas, pelo fato de, nelas, estar localizado todo um potencial energético magnetizador. Lamentavelmente, a maioria serve-se dos cruzamentos da Terra para praticar a magia chamada Negra; ao invés, deveriam utilizá-los para fins mais elevados. Assim, orar e acender velas (especialmente, amarelas) no meio de uma encruzilhada, pacífica e respeitosamente, é um ato positivo, pois, dessa maneira, agimos, num aspecto espiritual, sobre um dos pontos nevrálgicos do Planeta, armazenando um imenso manancial de energia, além de nos recentrarmos em nós mesmos.
O Fogo rege o Sul. Positivamente, está relacionado ao meio-dia, ao Verão, ao punhal e à espada, às velas e à toda espécie de fogo benéfico, ao sol e às estrelas, ao sangue e, também, a tudo o que se relaciona com o entusiasmo, atividades de chefias e vontade do poder; coragem, audácia e atrevimento. Negativamente, associa-se ao ódio, à raiva, ao medo, à inveja e ao egoísmo, à guerra e a todos os conflitos, a qualquer tipo de fogo prejudicial, bem como aos raios, relâmpagos, coriscos e vulcões.
O fogo é o mais sagrado de todos os elementos por constituir-se uma quase energia pura.
"Com fogo, não se brinca!" A expressão de alerta é universal.
Cuspir sobre as chamas, revolvê-las com objetos metálicos ou chutar brasas e tições é a melhor forma de desencadear desarmonias com o fogo. Por se tratar de uma energia, ele devolve a quem o molestou, sob a forma do calor, em dobro, tudo quanto sofreu.
O fogo não é apenas uma energia: é um ser vivente, é a luz materializada, é um ensinamento.
Há diversos tipos de fogo possuindo, cada um deles, radiações e calores característicos. O amor e o ódio, por exemplo, são fogos originados da mesma fonte, mas orientados diversamente. Assim, o amor é um fogo direto e o ódio é proveniente de chamas mal direcionadas.
É expressivo o registro emocional do fogo, sendo manifestado, através de danças bem definidas, dentro das tradições xamânicas, revelando-nos oito alegrias de existir; de se arremessar com impetuosidade; de devorar; de brilhar; de dançar; de fascinar; de se amplificar; de ser amado ou de impressionar e sete pesares: de ser malnutrido; de ser ignorado; de ser desconsiderado; de ser delimitado; de ser escarnecido; de ser ferido; de ser extinto.
Assim como a maioria dos animais estabelece o seu território através da urina e/ou das fezes, o fogo procede da mesma forma. A "urina" do fogo é a fuligem e os "excrementos" são as cinzas. Ao renovar-se uma fogueira, é bom não se removerem as cinzas. Nas tradições de muitos povos, uma fogueira é mantida perenemente porque as brasas constituem a ossatura rubra do fogo e é nesta que se concentra a consciência desse elemento. Se as brasas apagarem-se, essa consciência será diluída e, posteriormente, radiada no plano astral. Eis, porque, entre os xamãs, pontifica a crença de que o fogo é um transmissor de mensagens ou de oferendas dos vivos para as almas dos entes queridos ou para os deuses.
Além dos gênios do fogo, propriamente ditos, que habitam planos mais altos, posto que muito evoluídos, das chamas baixas, médias e altas muitas espécies animais foram originadas. Assim, são animais do fogo, os galos, os faisões, as araras, os pavões, as áspides e insetos como as borboletas, as abelhas e as formigas, todos eles compreendidos, em essência, no principal animal do fogo-que-devora-a-si-mesmo: a salamandra.
Relativamente ao homem, a magia do fogo é, sobremaneira, expressiva. Assim, na ventre da mulher existe uma partícula do fogo solar e o homem, no seu órgão sexual, retém uma parte do fogo terrestre e outra do fogo lunar que, no momento preciso, transforma-se no espermatozóide, permitindo, assim, o processo de fecundação.
Contudo, é no mais profundo do seu âmago que o homem pode, realmente, absorver, ao máximo, o poder do fogo, pois lá encontra-se uma chama que chamamos espírito; uma partícula, uma ínfima centelha de fogo originada do Supremo Fogo Cósmico.F.P.Wikepédia

Magia do fogo.


O fogo é o elemento da mudança, desejo e paixão. De certa forma, contém dentro dele todas as formas de magia, pois a magia é um processo de mudança.
A magia de Fogo pode ser assustadora. Os resultados se manifestam rápida e espetacularmente. Não é um elemento para os de pulso fraco. Entretanto, é o mais básico e, por isso, muito utilizado.
Este é o domínio da sexualidade e da paixão. Não é apenas o "fogo sagrado" do sexo, mas também a centelha de divindade que brilha dentro de nós e de todos os seres vivos. É o mesmo tempo o mais físico e o mais espiritual dos elementos.
Seus rituais de magia envolvem energia, autoridade, sexo, cura, destruição (de hábitos negativos e males), purificação, evolução, e assim por diante.
Qm ritual de Fogo geralmente envolve defumação, a queima ou o chamuscar de uma imagem, ervas ou outro objeto inflamável, ou a utilização de velas ou pequenos fogareiros.
Sua magia é normalmente praticada próxima à lareira, ou ao lado de fogueiras acesas em clareiras ou junto à chama de uma simples vela.
O fogo é masculino. Rege o sul, o local do grande calor, de cor vermelha e da estação do verão.
Toda magia de velas é regida pelos poderes do fogo.
O fogo sempre gerou admiração religiosa. Sua forma sempre mutável, cores variadas, calor e luz, além das verdadeiras mudanças que opera são o material do qual é feita a magia.
Antes de sabermos como acender o fogo, o mundo devia ser sem dúvida escuro. Pela fricção e pederneiras, a humanidade capturou essa essência divina e mudou para sempre o mundo.
Enquanto os chamados "cultos ao fogo" geralmente não passam de um eufemismo para a reverência mística ao sexo, existiram muitas religiões que cultavam o fogo como um símbolo do divino.
Quem não ouviu falar das chamas eternas guardadas pelas virgens vestais de Roma em seus altares? Ainda hoje, as sinagogas judaicas mantêm um fogo eterno, e alguns túmulos, como o de John F. Kennedy, também possuem equipamento similar.
Apesar de esquecido pela maioria de nós actualmente, o significado religiosos do fogo ainda é evidenciado nos altares de muitas das principais religiões do mundo. Que altar católico estaria completo sem velas acesas? A chama brilhante de uma vela, ou uma grande labareda de uma fogueira no topo de uma montanha são ambos objectos de poder que podem ser utilizados na magia.
O fato de o fogo ser um elemento poderoso fez com que os antigos o cultuassem. A presença de velas em altares durante a missa não é acidental; essas velas liberam sua própria energia, assim como o olíbano fumegante nos incensários brilhantes, e como a preces do devoto.
A magia das velas está voltando a ser enormemente popular, talvez por ser simples e eficaz. Apesar de ser talvez a única forma de magia do Fogo prontamente disponível, está longe de ser a única actualmente. São essas outras formas que deverão ser investigadas aqui.
A magia do Fogo pode ser praticada sempre que um fogo puder ser seguramente aceso. Uma lareira interna ou externa, uma churrasqueira, um canteiro limpo ou um buraco especialmente cavado, cercado de pedras ou tijolos; qualquer coisa funciona, desde que o fogo possa ser aceso com segurança numa área na qual você tenha privacidade para praticar sua magia.
Em alguns encantamentos, não serão necessários mais do que alguns pedaços de gravetos. Em outros, serão necessárias verdadeiras fogueiras ou vários fogos. Qualquer combustível é aceitável, desde que seja limpo, seco e não muito húmido.
[Se desejar acrescentar poder à sua magia de Fogo, consulte Magia das Árvores para tipos específicos de madeiras e seus poderes. Lembre, se for colher madeira por si mesmo, não deixe de falar com a árvore, agradecê-la por sua madeira e deixar uma oferenda no chão.)
Devido à sua natureza inflamável, esse tipo de magia é melhor executado numa área deserta, mas qualquer lugar é aceitável.
Purificação.
Se deseja livrar-se de um hábito, pensamento ou idéia; se deseja abandonar associações passadas, culpa ou bloqueios, apanhe símbolo daquele problema – seja lá o que for – e atire-os a um forte fogo. O fogo consumirá os símbolos, bem como os poderes que eles exerciam sobre você.
Para encontrar os símbolos, pense um pouco; se estiver comendo demais, escolha uma porção de sua comida favorita e atire-a às chamas. Para deixar de fumar e beber, faça o mesmo. Para problemas que não utilizam objetos concretos, desenhe um símbolo ou imagem e queime.
Encantamento de Fogo Para Proteção
Numa área limpa com no mínimo 6 metros de diâmetro, junte bastante madeira, fósforo e uma certa quantidade de água. Apanhando um dos gravetos, desenhe um círculo com cerca de 3,35 metros de diâmetro. Determine as direções (use uma bússola, o sol e a lua, ou as estrelas) e prepare uma pequena fogueira em cada direção um pouco fora do círculo, ao norte, leste, sul e oeste.
Prepare as fogueiras, mas não as acenda. Ao lado de cada uma, deixe combustível suficiente para que queimem por pelo menos meia hora.
Caminhando para o sul primeiro, acenda o fogo, enquanto grita estas palavras:
NADA VINDO DO SUL PODE ME CAUSAR MAL!
Mova-se para o oeste, acenda o fogo e diga:
NADA VINDO DO OESTE PODE ME CAUSAR MAL!
No norte, acenda o fogo enquanto diz:
NADA VINDO DO NORTE PODE ME CAUSAR MAL!
Finalmente, no leste, acenda o fogo e diga:
NADA VINDO DO LESTE PODE ME CAUSAR MAL!
Apanhe um graveto em chamas da fogueira do sul e atire ao céu acima de você (tomando cuidado com as cinzas e fagulhas) enquanto diz:
NADA VINDO DE CIMA PODE ME CAUSAR MAL!
A seguir, atire a madeira em brasa ao solo, dizendo:
NADA VINDO DE BAIXO PODE ME CAUSAR MAL!
Recoloque o graveto na fogueira do sul e sente-se no centro do círculo, observando os fogos arderem. Quando necessário, acrescente mais combustível.
Saiba que as fogueiras estão literalmente queimando tudo o que vem em sua direção trazendo mal ou ameaça, com qualquer nível.
Fixe com firmeza em sua mente a visão das fogueiras acesas ao seu redor, seu calor (que pode se tornar intenso), sua luz e sua qualidades protectoras.
Quando os fogos começarem a se apagar e você sentir que o poder se retrai, cubra as fogueiras com terra ou areia, molhe com água e apague o círculo que desenhou no chão.
Afaste-se da área, mantendo o protectivo círculo de fogo em sua memória, para que possa lembrar-se dele a qualquer momento em que se sinta necessitado de tropeção, física, espiritual ou mental.
Ssubstitua este ritual ao ar livre, substitua as fogueiras por quatro velas vermelhas grandes.
Siga o mesmo procedimento para o ritual, acendendo as velas no lugar das fogueiras, até que as quatro estejam acesas e você tenha pronunciado sua palavras.
A seguir, em vez de apanhar um graveto em brasa do fogo do sul, pegue a própria vela daquela direção e segure-a cuidadosamente sobre sua cabeça. Diga as palavras, e em seguida recoloque-a no chão, proferindo o texto. Ao terminar o ritual, apague as velas sem assoprar, começando pelo oeste. Nunca assopre as velas.
Adivinhação Com Fogo.
Acenda um fogo e observe o modo pelo qual a madeira começa a queimar. Se for rapidamente, bom sinal, você pode continuar com a adivinhação.
Se estiver hesitante, ou se precisar de muitos fósforos para acender um pequeno graveto, abandone o projeto temporariamente.
Alguns dizem que, quando o fogo se acende rapidamente, significa que há visitantes a caminho. Outros dizem que se estiver difícil fazer com que o fogo pegue, deve-se esperar por chuva.
Assim que o fogo estiver aceso, observe atentamente as chamas.
Se o fogo queima de um lado da fogueira, pode haver amor no ar.
Muitos estalos indicam má sorte no futuro; pratique rituais de proteção.
Um notável vazio no meio das chamas prenuncia o fim de um problema que o incomoda.
Se o fogo se ergue no ar sem motivo aparente, pode surgir uma discussão. Cuidado com suas palavras.
Fagulhas que saltam agressivamente significam que há notícias importantes a caminho.
Se alguém querido estiver distante de casa, atice o fogo com um bastão ou atiçador. Se saltarem labaredas se erguerem e queimarem separadamente, aguarde por um evento significativo a ocorrer em breve em sua vida.
Adivinhação Com Fogo.
Quando o fogo tiver apagado, restando apenas os carvões esbranquiçados e em brasa, olhe para o centro. Se desejar, atire um pouco de incenso Fogo de Azrael nas brasas (partes iguais de cedro, sândalo e zimbro). Ele irá se erguer e queimar, mas logo se apagará.
Com essa fumaça aromática se erguendo do incenso divinatório, observe as brasas. Veja as formas que surgem e determine seu significado por meio da linguagem do simbolismo.
Adivinhação por Cascas de Árvore.
Apanhe um pedaço largo e fino de casca de árvore. Ponha no fogo até que comece a queimar, e mova rapidamente para longe do fogo. Quando parar de queimar, observe atentamente os símbolos que surgem na madeira queimada.
Para Curar.
Acenda uma fogueira com madeira de carvalho, se possível. Quando a maior parte da madeira estiver reduzida a pedaços brilhantes de carvão em brasa, apanhe um cuidadosamente com um par de pinças ou uma pá e atire-o imediatamente num riacho ou num pote de água fria. Ele irá chiar e estalar. Enquanto isso, visualize o mal que deixa o corpo da pessoa afetada. Repita a operação mais três vezes.
Para Comunicar com os Outros.
Escreva uma carta para um amigo distante como se fosse realmente posta-la. A seguir acenda um fogo ardentemente quente e atire nele a carta, visualizando com firmeza o rosto da pessoa. Você receberá uma resposta.
Encantamento do Sol e Vidro.
Faça um desenho de um problema ou influência negativa em sua vida num papel. Num dia claro e ensolarado, leve o papel para fora, juntamente com uma lente de aumento. Ponha o papel sobre uma superfície não inflamável e segure a lente de aumento de modo que seu poder se concentre no centro do papel.
Quando o papel começar a queimar, diga:
ATRAVÉS DO VIDRO, OS BRILHANTES RAIOS DE LUZ DO SOL AFUGENTAM O AZAR E O MAL. VOCÊS NÃO MAIS INCOMODARÃO A MIM E AOS MEUS. SUMAM! EU OS AFASTO COM ESTE SÍMBOLO.F.P.Wikepédia.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Incubus Sucubos.


O Incubus é uma figura demoníaca intimamente associada ao vampirismo. É conhecida pelo hábito de invadir o quarto de uma mulher à noite, deitar-se sobre ela para que seu peso fique bem evidente sobre seu peito e então força-a a fazer sexo. O Succubus, a sua contraparte feminina, ataca os homens da mesma maneira. A experiência do ataque do incubus/succubus varia de extremo prazer ao absoluto terror. É, como já assinalou o psicoterapeuta Ernest Jones, o mesmo espectro de experiências descritas na moderna literatura entre o sonho erótico e o pesadelo. O incubus/succubus se parece com um vampiro na medida em que ataca as pessoas durante a noite enquanto dormem. Freqüentemente ataca uma pessoa noite após noite, como o vampiro dos ciganos, deixando suas vítimas exaustas. Entretanto é diferente do vampiro na medida em que não sugava sangue nem roubava a energia da vida.
O incubus parece ter se originado da antiga prática de incubação, onde uma pessoa ia ao templo de uma divindade e lá repousava. No decurso da noite a pessoa teria um contato com a divindade, muitas vezes esse contato envolvia relações sexuais, ou na forma de sonho ou com um dos representantes da divindade, bem humano. Isso estava na raiz de diversas práticas religiosas, incluindo a prostituição nos templos. A religião de incubação mais bem sucedida estava ligada a Esculápio, um deus da cura que se especializara, entre outras coisas, em curar a esterilidade. O cristianismo, que equiparou as divindades pagãs aos seres demoníacos, encarava essa prática de relações com uma divindade como forma de atividade demoníaca.
Através dos séculos, duas principais correntes de opinião sobre as origens dos incubi e dos succubi competiam uma com a outra. Alguns a viam como sonhos, invenções de uma vida fantasiosa da pessoa que experimentava tais visitações. Outros argumentavam a favor da existência objetiva dos espíritos malignos; eram instrumentos do demônio. No século XV os líderes religiosos, especialmente os que estavam ligados à Inquisição preferiam essa última explicação, ligando a atividade demoníaca dos incubi e succubi à bruxaria. O grande instrumento dos caçadores de bruxas, Malleus Maleficarum, "O Martelo das Bruxas", supunha que todas as bruxas se submetiam voluntariamente aos incubi.
A existência objetiva do incubus/succubus foi sustentada por Tomás de Aquino no século XIII. Argumentava que crianças poderiam mesmo ser concebidas pelas relações entre uma mulher e um incubus. Acreditava que um espírito maligno poderia mudar de forma e aparecer como um succubus para um homem ou um incubus para uma mulher. Alguns pensadores argumentavam que o succubus coletava sêmen e, depois, na forma de um incubus, depositava-o numa mulher. As freiras parecem ter sido um alvo especial dos incubi pois os espíritos malignos pareciam ter prazer em atormentar aqueles que haviam escolhido uma vida santa. A idéia da existência objetiva dos incubi e succubi permaneceu até o século XVII quando uma tendência para a compreensão mais subjetiva se tornou perceptível.
Jones, um psicólogo freudiano, juntou o sucubus/inccubus e o vampiro como expressões de sentimentos sexuais reprimidos. O vampiro era visto como o mais intenso dos dois. Em virtude das semelhanças entre vampiros e os incubi/succubi, muitas das formas deste último aparecem freqüentemente nas listas de vampiros diferentes pelo mundo afora, como follets (francês), duendes (espanhol), alpes (alemão), e folletti (italiano). Intimamente ligado ao incubus estava o mare (teutônico antigo), mara (escandinavo) ou mora (eslavo), o espírito maligno de um pesadelo.
Jan L. Perkowsi assinalou que as histórias do vampiro eslavo também incluíam elementos do que parecia ser o mora. Ele os considerou no cômputo de vampiros que tinham experimentado uma contaminação demoníaca. Distinguiu cuidadosamente o vampiro (um cadáver reavivado) e o mora (um espírito de forma esférica) e criticou vampirologistas como Montague Summers, Dudley Wright e Gabriel Ronay por confundir as duas coisas. Também criticou Jones pelo mesmo motivo. Conquanto conhecesse que o vampiro e o mora compartilhavam o mesmo tipo de vítima (alguém dormindo), o fenômeno do vampiro precisava ser diferenciado na medida em que estava centrado em um cadáver enquanto o fenômeno mora não tinha essa referência e estava centrado inteiramente na vítima que havia sobrevivido a um ataque de espíritos malignos.
O Livro dos Vampiros, A Enciclopédia dos Mortos Vivos - J. Gordon Melton.

Bruxas e Gatos Pretos.


Os gatos sempre foram associados à Bruxaria e à Magia em todas as crenças populares, especialmente os gatos pretos. Nenhuma representação artística de uma cabana de bruxa dos tempos antigos poderia estar completa sem um gato por perto. A verdade é que toda raça felina tem um certo ar de mistério que lhes confere magia e estranhamento.
Desde o Egito, até Roma e o Norte europeu, eles aparecem como criaturas mágicas. Durante os julgamentos das bruxas no século XVII, era comum a acusação de que elas se transformavam em gatos. Os gatos pretos sempre possuíram um simbolismo ligado ao oculto e frequentemente eram tidos como guardiões ou espíritos familiares das bruxas. A grande verdade é que muitas delas deveriam acolher os felinos que perambulavam pelas ruas, dando-lhes abrigo e comida, e por esse motivo passaram a ser associadas a eles nos manuais de acusações.
Em muitos rituais pagãos de diversas culturas era comum o uso de máscaras de animais para simbolizar o guardião daquele mago em questão. Mesmo as bruxas na Idade Média podem ter usado máscaras semelhantes, pois o simbolismo é direto. Porém, não só relacionado a gatos – também lebres, cavalos, bodes, enfim, animais que faziam parte de seu cotidiano. O propósito era invocar as características daquele animal, o que é uma forma de homenagem.
As bruxas frequentemente eram acusadas de transformarem-se com o propósito de molestar as pessoas, ou para correrem sem alarde durante a noite, enquanto faziam algo misterioso. Oras, a Igreja Católica sempre foi perita em chamar de demônios tudo aquilo que não era particularmente cristão. Com as bruxas e os gatos não foi diferente. E, assim, foi-se criando um senso comum a respeito dos gatos e sua ligação com o “demônio”, o que não passa de uma ideia absurda.
Uma das estórias era que o demônio aparecia nos sabás das bruxas na forma de um enorme gato preto. ¬¬ Talvez a Igreja tenha lhe dado essa atribuição em função do antigo culto de veneração aos gatos no Egito Antigo. Além disso, diversos deuses pagãos tinham formas de animais. Chamar tudo de demônio era a solução ideal para afastar os pagãos.
Os egípcios, por exemplo, associavam os gatos à Lua e consagravam-nos às deusas Ísis e Bast. No Museu Britânico há inúmeras imagens de gatos sagrados egípcios, assim como animais cuidadosamente mumificados.
Os gatos domésticos foram levados para a Inglaterra através dos romanos (e sim!, eles vieram do Egito). Os celtas tinham diversas lendas sobre os gatos sith das montanhas e os cath paluc de Gales. O gato na tradição gaélica-escocesa é descrito como sendo tão grande quanto um cachorro (isso suscita lendas de panteras negras até hoje na Bretanha). Em Macbeth, o gato não é preto, mas listrado, e mia insistentemente.
O poder da Igreja Católica na manipulação do imaginário popular foi tamanho, que até hoje há pessoas que temem quando um gato preto atravessa seu caminho, por exemplo, mesmo sem saber toda a história por trás disso.
No entanto, os gatos pretos também são associados à boa sorte! Existe uma velha rima popular inglesa que diz:
Sempre que o gato da casa é preto,
O amor das jovens moças não irá faltar!
Muitas pessoas usam broches e amuletos em forma de gatos pretos; nos anos 20 e 30 do século passado havia uma moda de chaleiras no formato de gatos pretos, como existem também abajures nesse formato, além de vários itens de decoração, para ficarmos somente em um campo.
Com relação à Magia, é muito interessante o que bruxas e bruxos relatam a respeito dos gatos. Muitos já viram seus gatos na cozinha, por exemplo, mesmo sabendo que eles estavam no quarto, dormindo, o que é um exemplo de viagem astral. Esse tipo de relato é comum. Outro fato comum é a atração que os gatos sentem pelo círculo mágico – eles sempre dão um jeito de entrar e sair, ficar por perto. Ou então, quando você vai ler o tarô. Lá está o gatinho curioso, rondando as cartas (isso quando não deita sobre elas!). Enfim, o que acontece é que muitas dessas pessoas também disseram que tentavam tirar o gato de perto e ele sempre voltava! Resumindo, eles gostam mesmo, o que é bastante engraçado e gostoso de vivenciar.
Seja como for, a crença nos poderes ocultos associados aos gatos é uma das mais antigas e sólidas vivências nos antigos – e recentes – conhecimentos das bruxas e bruxos que possuem – e adoram – seus gatinhos.F.P.Wikepédia.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Renascimento.


Aparentemente, a reencarnação é, na atualidade, um dos mais controversos tópicos da espiritualidade. Centenas de livros sobre o tema são publicados, como se o mundo ocidental tivesse apenas recentemente descoberto esta antiga doutrina.
A reencarnação é uma das mais valiosas lições da Wicca. A ciência de que esta vida é apenas uma entre muitas, de que não deixamos de existir quando o corpo físico morre, mas sim renascemos em outro corpo, responde a um grande número de perguntas, mas gera outras tantas.
Assim como muitas outras religiões, a Wicca ensina que a reencarnação é o instrumento pelo qual nossas almas são aperfeiçoadas. Uma vida não basta para atingir tal objetivo; portanto, a consciência (alam) renasce inúmeras vezes, cada vida englobando um grupo diferente de lições, até que a perfeição seja atingida.
É impossível determinar quantas vidas são necessárias para tanto. Somos humanos e é fácil aderir a comportamentos não-evolucionários. A cobiça, a ira, o ciúmes, a obsessão e todas as nossas emoções negativas inibem nosso crescimento.
Na Wicca, buscamos fortalecer nossos corpos, mentes e almas. Certamente, vivemos vidas terrenas plenas e produtivas, mas tentamos fazê-lo sem prejudicar ninguém, numa antítese à competição, à intimidação e à busca pelo primeiro lugar.
A alma não tem idade, sexo ou físico, possuindo a centelha divina da Deusa e do Deus. Cada manifestação da alma (por exemplo, cada corpo que habita a Terra) é diferente. Não existem dois corpos ou vidas exatamente iguais. Não fosse assim, a alma estagnaria. Sexo, raça, local de nascimento, classe econômica e todas as outras individualidades da alma são determinadas por suas ações em vidas passadas e pelas lições necessárias à vida presente.
Isto é de suma importância para o pensamento wiccano: nós decidimos o desenrolar de nossas vidas. Não há deus, maldição, força misteriosa ou destino sobre o qual possamos atirar a responsabilidade pelos fatos de nossas vidas. Nós decidimos o que precisamos aprender para evoluir e, então, espera-se, durante essa encarnação, trabalhamos em busca desse progresso. Caso contrário, regressamos às trevas.
Existe um fenômeno que atua como auxiliar no aprendizado das lições de cada existência, o qual é chamado de carma. O carma é geralmente mal-compreendido. Não é um sistema de recompensas e punições, mas sim um fenômeno que orienta a alma em direção a ações evolutivas. Destarte, se uma pessoa pratica ações negativas, receberá ações negativas em troca. O bem atrai o bem. Com isto em mente, sobram poucos motivos para praticar atos negativos.
Carma significa ação, e é desta forma que atua. Como uma ferramenta, não uma punição. Não há como "apagar" o carma, assim como nem todos os eventos aparentemente terríveis de nossas vidas são um subproduto do carma.
Só aprendemos com o carma quanto temos ciência dele. Muitos buscam em suas vidas passadas a descoberta de seus erros, para solucionar os problemas que estão inibindo seu progresso nesta vida. Técnicas de transe e meditação podem ser úteis, mas o verdadeiro autoconhecimento é o melhor meio para atingir este fim.
A regressão a vidas passadas pode ser perigosa, pois envolve uma grande carga de autodesilusão. É impossível contabilizar quantas Cleópatras, Reis Artur, Merlins, Marias, Nefertitis e outras pessoas famosas do passado existem por aí usando tênis e jeans. Nossas mentes conscientes, que buscam encarnações passadas, agarram-se facilmente a esses ideais românticos.
Se isto é um problema; se não deseja conhecer suas vidas passadas, ou não tem como fazê-lo, observe esta existência. Pode descobrir qualquer dado sobre suas vidas passadas ao observar esta vida. Se solveu seus problemas em vidas passadas, estes não mais lhe dizem respeito. Caso contrário, os mesmos problemas ressurgirão; portanto, concentre-se nesta vida.
 noite, analise seus atos do dia, atentando tanto para ações e pensamentos positivos, bem como para os negativos. Analise a seguir a semana que se passou, o ano, a década. Consulte agendas, diários ou antigas cartas em seu poder para refrescar sua memória. Você continuamente comete os mesmos erros? Em caso positivo, jure nunca mais repeti-los, num ritual concebido por você mesmo.
Em seu altar, você pode escrever tais erros num pedaço de papel. Podem ser inclusas emoções negativas, medos, prazeres desmedidos, permissão que outros controlem sua vida, intermináveis obsessões amorosas para com homens/mulheres indiferentes a seus sentimentos. Enquanto escreve, visualize-se agindo dessa forma no passado, não no presente.
A seguir, acenda uma vela vermelha. Segure o papel sobre a chama e atire-o num caldeirão ou em outro recipiente a prova de fogo. Grite - ou simplesmente afirme para si mesmo - que tais ações do passado não fazem mais parte de você. Visualize sua vida futura livre de tais comportamentos nocivos, limitadores, inibidos. Repita o ritual enquanto for necessário, talvez em noites de lua minguante, para levar a cabo a destruição desses aspectos de sua vida.
Se ritualizar sua determinação em progredir nesta vida, seu juramento liberará sua força. Quando sentir-se tentado a reincidir em seus velhos modos de agir ou pensar, lembre-se do ritual e sobreponha essa necessidade com seu poder.
O que acontece após a morte? Apenas o corpo fenece. A alma sobrevive. Alguns wiccanos dizem que ela viaja para um reino conhecido como Terra das Fadas, Terra Brilhante ou Terra dos Jovens. Esses são nomes Celtas. Alguns wiccanos chamam a esse lugar de Summerland (Terra do Verão), a qual é uma nomenclatura teosófica. Simplesmente, é - uma realidade não-física, muito menos densa do que a nossa. Algumas tradições da Wicca o descrevem como uma terra de verão eterno, com campos gramados e doces rios, talvez como a terra antes do advento da raça humana. Outros o vêem vagamente como um local sem formas, onde fluxos de energia coexistem com as energias maiores - a Deusa e o Deus em suas identidades celestiais.
Diz-se que a alma revê a última vida, talvez de um modo misterioso, com as deidades. Isto não é um julgamento, uma pesagem da alma de uma dada pessoa, mas sim uma revisão encarnatória. Lança-se luz sobre as lições aprendidas ou ignoradas.
Após um período apropriado, quando as condições da Terra estiverem favoráveis, a alma reencarna e reinicia-se a vida.
A pergunta final: o que ocorre após a última encarnação? Os ensinamentos da Wicca foram sempre vagos quanto a isso. Basicamente, os wiccanos dizem que após subir a espiral da vida, morte e renascimento, as almas que atingiram a perfeição liberam-se para sempre desse ciclo e coabitam com a Deusa e o Deus. Nada é desperdiçado. A energia residente em nossas almas retornam à fonte divina da qual se originou.
Por aceitar a reencarnação, os wiccanos não temem a morte como um mergulho no esquecimento, com seus dias de vida terrena para sempre perdidos no passado. A morte é vista como a porta para o renascimento. Portanto, nossas próprias vidas estão simbolicamente ligadas aos infindáveis ciclos das estações que moldam nosso planeta.
Não tente forçar-se a acreditar na reencarnação. Conhecer é muito superior a acreditar, pois o acreditar é próprio dos mal-informados. Não é muito sábio aceitar uma doutrina importante como a reencarnação sem estudá-la para saber se ela realmente lhe atrai.
Além disso, apesar de poderem existir fortes conexões com os que amamos, acautele-se quanto à noção de almas companheiras, como, por exemplo, pessoas que tenha amado em outras vidas e que você esteja destinado a amar novamente. Por mais sinceros que seus sentimentos e crenças possam ser, eles nem sempre se baseiam em fatos. Durante o desenrolar de sua vida você pode encontrar cinco ou seis pessoas com as quais sinta a mesma ligação, apesar de seu envolvimento atual. Será que todas são almas gêmeas?
Uma das dificuldades deste conceito é a de que, se estamos intrinsicamente ligados às almas de outras pessoas, ao continuarmos a encarnar com elas não estaremos aprendendo absolutamente nada. Assim, anunciar que encontrou sua alma companheira tem o mesmo efeito de dizer que você não está progredindo na espiral encarnacional.
Um dia você saberá, e não só acreditará, que a reencarnação é tão real quanto uma planta que dá botões, floresce, espalha sua semente, seca e gera outra planta à sua imagem. A reencarnação foi provavelmente intuída pelos povos antigos quando estes observavam a natureza.
Até que tenha chegado a uma conclusão própria, você pode desejar refletir sobre e considerar a doutrina da reencarnação.F 'Guia Essencial da Bruxa Solitária', de Scott Cunningham.

Summerland.Terra do Verão.


Summerland é um termo geralmente empregado na Wicca como referência ao "Outro Mundo" para o qual as almas dos mortos se encaminham após o término da vida física.
A Terra do Verão pode ser vista como uma espécie de paraíso pagão não muito diferente dos conhecidos "Alegres Campos de Caça" de algumas tradições dos índios nativos norte-americanos. A Terra do Verão dos wiccanos existe no Plano Astral e é experimentada de modos diferentes por cada indivíduo, de acordo com a vibração espiritual que ele leve a esse plano de existência.
O período em que alguém permanece na Terra do Verão depende da habilidade do indivíduo de libertar e retomar o material que a alma carrega vida após vida, o que pode fazer com que essa alma renasça na dimensão física.
A existência na Terra do Verão dá a um indivíduo a oportunidade de estudar e compreender as lições da vida anterior e como estas se relacionam a outras vidas pelas quais a alma tenha passado. Na teologia wiccana, este é conhecido como período de descanso e recuperação. Uma vez encerrado esse período de tempo, o plano elemental começa a atrair o indivíduo para o renascimento em qualquer dimensão que se harmonize à sua natureza espiritual naquele momento. A alma a reencarnar é então submetida ao plano das forças e pode ser atraída pelo vértice de uma união sexual em curso na dimensão física. Segundo os Ensinamentos Misteriosos, a alma é atraída pelos aspectos da vida físicas que melhor a preparem para as lições necessárias para assegurar sua evolução e conseqüente liberação do Ciclo do Renascimento.
De acordo com os Ensinamentos Misteriosos, um aborto natural ou um recém-nascido morto indica uma alma que não mais precisava retornar à dimensão física, necessitando apenas uma breve imersão em matéria densa para equilibrar as propriedades elementais etéreas necessárias a seu corpo espiritual. A outra razão para tais ocorrências é que os pais precisavam aprender a lição da perda para a própria evolução espiritual, caso no qual isso foi possibilitado por uma alma que não necessitava mais de uma existência física. Os serviços dessas almas elevadas é geralmente notado não só nesses cenários, mas também nos ensinamentos acerca da reencarnação de avatares como Buda ou Jesus.F.P.Wikepédia

Misticismo brasileiro.


Wicca, incensos, velas, runas, bruxaria, pedras, ervas, astrologia, horóscopo, esoterismo... misticismo. Todos esses assuntos encantam, de forma mais ou menos extremada, os brasileiros. Até mesmo os mais céticos já deram uma lida no horóscopo do jornal e ficaram preocupados quando os dizerem previam que "sua vida profissional passará por um turbilhão".
No contexto do nosso país, temos que colocar esse assunto em um campo mais amplo, que é o da religiosidade. "As pessoas identificam bruxarias, superstições ou coisa parecida com seus próprios interesses religiosos. E o que elas esperam dessas coisas? Que causem vantagens nesta vida a partir de favorecimentos de seres que existiriam em um outro mundo. Isso é acreditar em magia, acreditar que você pode melhorar sua vida aqui fazendo com que um Deus, uma divindade, uma força ou uma energia que viva no mundo não-físico interceda em seu favor aqui no mundo físico", explica o professor de Sociologia da Religião da UnB (Universidade de Brasília), Eurico Cursino. No país esse tipo de atração funciona tão bem porque a religiosidade brasileira é profundamente mágica. Nós esperamos que a religião seja um grande protocolo de acesso e intervenção junto aos seres do mundo não-físico e, dessa forma, desejamos que esses mesmos seres intercedam a nosso favor neste mundo.
A Wicca é uma religião (por alguns é considerada filosofia) que celebra a natureza e busca inspiração nas religiões antigas de culto à Deusa, nas celebrações dos ciclos anuais das colheitas, ao culto do Deus fertilizador da Terra e várias outras expressões primitivas com uma forte ligação com a natureza e ciclos da vida. Possui rituais, poções, festivais e magias. A secretária de 21 anos, Gislaine Palmeira da Silva, conta que começou a estudar Wicca há um ano.
"Foi uma coisa meio louca. Sempre gostei de objetos e roupas que tinham lua, sol, essas coisas sempre me fascinaram. Sempre tinha sonhos quando criança que se repetem, mulheres com longos vestidos que dançavam em círculos à minha volta enquanto eu recebia uma grande luz que vinha da lua. Uma vez passando em uma livraria vi um livro que parecia meu sonho e só guardei a palavra ´Wicca`, daí comecei a ler sobre", explica Gislaine.
Nos rituais Wicca são usados velas, incensos, pedras, ervas, túnicas, caldeirão, entre outros artefatos. Segundo ela, as magias e poções têm como maior objetivo colocar o homem em contato com a natureza e assim proporcionar o auto-conhecimento, harmonia e a compreensão dos poderes da natureza e não manipular ou fazer mal as pessoas. "Ao fazer uma magia, a pessoa deve ter consciência de que tudo que ela fizer, voltará com uma força três vezes maior", ressalta.
"Os brasileiros acreditam nisso, profundamente, de forma mais ou menos explícita. Atenção, não confundir isso com uma crença que as pessoas vão confessar. É algo que não aparece no censo, mas aparece, por exemplo, nas bilheterias do Harry Potter. Aparece na atração que a coisa exerce, no fascínio, no enorme comércio de subprodutos ligados ao filme", ressalta Cursino.
Estudar Wicca fez com que ela ficasse muito mais espiritualizada. "A visão sobre tudo muda: sobre a vida, o mundo e a morte. Tudo é um ciclo e a morte é um recomeço. Aprendi a valorizar muito mais a natureza e os seres vivos e a entender que tudo tem seu equilíbrio. A Wicca me proporcionou o auto-conhecimento, o crescimento pessoal e espiritual", relembra.
No Brasil, a religião institucionalizada não tem muita ascendência sobre as pessoas, a Igreja é fraca, por isso, a religiosidade das pessoas fica como que com uma espécie de espaço a ser ocupado. Por isso que vemos tanta dinâmica religiosa nos últimos tempos: religiões crescendo, pessoas mudando de crença, associando determinadas religiões à outras, ou seja, fazendo uma salada religiosa. "Se você tiver metido em uma igreja ou ordem que tenha alguma ascendência sobre você, a tendência é não reconhecer força religiosa em nada que não tenha sido chancelado pela sua própria igreja. Mas como a maior parte das pessoas é trânsfuga, está por aí vagando, aí fica fácil, qualquer aventureiro lança mão", analisa o professor. "E aí quanto mais melhor. O que vem de uma fonte mais propriamente religiosa, como uma igreja ou ceita e o que vem do comércio internacional como o Harry Potter não tem muita diferença. Eu estou carente de magia e como não tem doutrina ou teoria sobre qual é a magia certa qual é a errada imperando na minha cabeça, eu vou pelo quanto mais, melhor". Harry Potter distorce a bruxaria sim, mas os wiccans (seguidores da Wicca) não o odeiam. "A Wicca pratica justamente o amor e o respeito entre o homem e todos os outros seres vivos. A magia é usada para o bem, proteção, crescimento espiritual e não o contrário", explica.
E essa mania de combinar religião com misticismo e formar uma crença misturada faz parte da cultura do brasileiro. Para ser assim, basta ter nascido em algum lugar do Caburaí ao Chuí. "Talvez a gente tenha outras formas de pensar, laicas, racionalizadas, mas é impossível não ser, pelo menos, atraído. Mesmo o mais cético tenderá a olhar com um ´rabinho de olho` porque é da nossa constituição cultural. É claro que a escolarização científica funciona como uma espécie de desalojador da cultura mágica, mas que ela está lá, está lá".F.P.Wikepédia.