contos sol e lua

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"O Código da Vinci".


Uma conspiração envolvendo um personagem de grande importância para a cultura ocidental. Se o tema já é suficiente para instigar a curiosidade de um amplo número de pessoas, acrescente cenas aventurescas à la Indiana Jones. Dá para imaginar? Assim é o livro "O Código da Vinci", de Dan Brown, lançado no Brasil pela Editora Sextante. Só aqui ele já vendeu quase 200 mil cópias. No mundo todo, foram mais de 10 milhões e a versão para o cinema deve chegar às telas no primeiro semestre de 2006 com Tom Hanks no papel principal, interpretando o fictício Robert Langdon, professor da prestigiosa Universidade de Harvard.
O sucesso do livro em um país como o Brasil - onde, infelizmente, há poucos leitores - não é difícil de ser explicado. Apesar de ser um calhamaço de quase 500 páginas, a linguagem é simples e muito acessível. Além disso, a solução por parte dos personagens sobre os mistérios milenares em torno da história de Jesus Cristo é muito rápida, quase um milagre - chegando a ponto de decepcionar leitores mais exigentes, mas sem cansar quem não está acostumado a enfrentar a leitura de tantas páginas. Não há como negar, no entanto, que o autor tem seus méritos e sabe passar de um capítulo a outro com grande suspense, prendendo o leitor até o fim.
Junto com o sucesso, o livro gerou protestos em muitos países católicos. Tudo isso porque sua trama rememora em pleno século XXI uma estória - nunca confirmada cientificamente e nunca descartada também - do suposto casamento de Jesus Cristo com Maria Madalena e da linhagem descendente desta união. Segundo Brown e outros autores de alguns livros mais antigos sobre o mesmo assunto, o Santo Graal na verdade não seria a taça na qual Jesus tomou vinho na Última Ceia, e sim objetos e textos que comprovariam esta união. Este segredo e a localização destes documentos estariam sendo guardados por gerações e gerações pelo Priorado de Sião, um grupo originado dos Cavaleiros Templários que guardavam o templo de Salomão na época das cruzadas. O pintor e gênio Leonardo da Vinci teria sido um dos guardadores do segredo e deixou pistas dele em algumas de suas obras, como em "A última ceia". A trama do livro "O Código da Vinci" inclui ainda uma participação não muito positiva da Opus Dei, um movimento da Igreja Católica.
O Graal.
A taça que teria sido utilizada por Jesus para beber vinho na última ceia não tem qualquer citação na Bíblia cristã - seja na versão católica ou na protestante. No livro, Dan Brown diz que a origem da palavra Santo Graal vem do francês "sangraal", que evoluiu para "sangreal" e dividida depois em "San Greal". Em resumo, "sangue real", explicando ser ele uma reunião de textos que tratam do casamento de Jesus e Maria Madalena e sua linhagem.
O casamento de Jesus.
O livro de Brown afirma que o casamento de Cristo é óbvio. Como base, ele usa argumentos como o de que sendo judeu e adulto, é certo pela tradição cultural da época de que ele teria se casado. Ele cita ainda evangelhos considerados apócrifos que contariam esta história e afirma que Jesus teria deixado a responsabilidade pela continuidade de sua obra não nas mãos de Pedro, mas de Maria Madalena, e por isso ela teria sido perseguida pelos apóstolos enciumados e ido refugiar-se, grávida, na França, após a crucificação de Cristo.
"Essa é uma tradição antiga, que lembra uma relação especial de Jesus com Maria Madalena e os evangelhos apócrifos falam disso. Mas não dá para afirmar isso no contexto histórico, pois parece que o assunto não é considerado dentro das últimas pesquisas", afirma Cornelli. O professor lembra ainda que muitos profetas do tempo de Jesus optaram pelo celibato, e outros não. "Portanto não há evidências de que ele teria se casado. Como também não há evidências do contrário", diz.
A divindade de Cristo.
Segundo a obra de Dan Brown, Jesus começou a ser considerado filho de Deus apenas após o Conselho de Nicéia, no ano 325. Nesta reunião da liderança da igreja católica, teria sido decidido politicamente conveniente dar o título a ele. O professor Cornelli, no entanto, explica que o título já era utilizado antes e a reunião apenas determinou um consenso entre as diversas correntes do Catolicismo.
"A história no começo da igreja primitiva tem muita pluralidade, muita gente falando coisas diferentes. Quando um movimento carismático começa a ganhar força e a se institucionalizar, é preciso acertar algumas coisas e diminuir as diferenças", explica Cornelli. É neste contexto que começam a acontecer os Concílios, a fim de estabelecer uma certa base única para a Igreja cristã. "Quem bateu o martelo no Concílio sobre a questão da divindade faz parte deste grande movimento, isso não quer dizer que antes disso não houvesse em várias comunidades a crença na divindade de Jesus", afirma.

Bruxas de Blair.


"Em Outubro de 1994 três estudantes de cinema desapareceram na floresta Burkittsville, no estado de Maryland enquanto filmavam um documentário… Um ano depois suas filmagens foram encontradas" Esse e o ponto de partida para o filme considerado o mais assustador do ano, que estreou no dia 1/10 no Brasil. Tudo no filme foi tratado como se fosse real, isso explica o porque do pânico que o filme causou nos EUA, os atores entrevistavam aqueles que tinham acabado de ver o filme na porta do cinema, e a maioria achava que eles estavam mesmo mortos. É considerado também como um dos filmes mais originais dos últimos tempos (embora tenha gente que diz que foi plagio de um outro filme independente, só que de 1995, onde 4 jovens vão a procura do diabo de Jersey e somente um volta...).
Os estudantes de cinema são: Heather Donahue, Joshua Leonard e Michael Williams (os diretores nem se deram o trabalho de pensar os nomes, esses são os nomes reais do atores). Joshua filmaria o documentário com uma câmera de 16mm, em preto e branco; Heather andava com uma câmera Hi8, para mostram também os bastidores das filmagens, e quem capta os sons mais assustadores do ano é Michael. Tudo começa bem, os três conversam com as pessoas da cidade, tentando descobrir mais sobre Elly Kedward (ou a bruxa), até que eles entram na floresta; e assim, cada vez mais eles adentram a floresta e acabam se perdendo e percebem que tem algo os seguindo, algo, digamos, não muito humano.
Fevereiro de 1985: Várias crianças acusam Elly Kedward de atraí-las para sua cabana para retirar sangue delas. Kedward é declarada culpada de bruxaria, banida da vila durante um inverno rigoroso e declarada morta.
Novembro de 1786: Em meados do inverno, todos que acusaram Kedward, mais metade das crianças da cidade, desaparecem. Temendo um maldição, os moradores abandonam Blair e juram nunca mais pronunciar o nome de Elly Kedward.
Novembro de 1809: É publicado "O Culto à Bruxa de Blair". Este livro raro, considerado ficção, fala cobre uma cidade que foi amaldiçoada por uma bruxa regenerada.
1874: Burkittsville é fundada no exato lugar onde um dia existiu a cidade de Blair.
Agosto de 1883: Onze pessoas garantem ter visto a mão de uma mulher muito pálida puxar Eileen Treacle, de 11 anos, dentro da corredeira de Tappy East. Seu corpo nunca foi encontrado.
Março de 1886: Robin Weaver, de 8 anos, é dado como desaparecida, e várias equipes de resgate partem em sua busca. Weaver é encontrada, mas uma das equipes desaparece. Seus corpos são encontrados semanas depois em um lugar chamado Rochedo do Caixão, amarrados pelas mãos e pelos pés e completamente eviscerados.
Novembro de 1940 a maio de 1941: Começando com Emily Howlands, sete crianças desaparecem na área ao redor de Burkittsville.
23 de maio de 1941: Um velho eremita chamado Rustin Parr entra em mercado local e diz ter "terminado seu trabalho". Depois de quatro horas procurando sua casa na floresta, a policia encontra corpos das sete crianças desaparecidas no porão. Cada uma foi assassinada seguindo um ritual e todas foram evisceradas. Parr admite os crimes em cada detalhe e diz às autoridades que os cometeu para o "fantasma de uma velha" que ocupava a floresta perto de sua casa. Ele foi julgado, condenado e enforcado.
20 de outubro de 1994: Os estudantes Heather Donahue, Josh Leonard e Mike Williams chegam a Burkittsville para fazer um documentário sobre a lenda da bruxa de Blair. Heather entrevista Mary Brown, uma mulher desequilibrada que viveu lá por toda sua vida. Ela afirma Ter visto a bruxa perto de Tappy East.
21 de Outubro de 1994: Heather entrevista dois pescadores que lhe dizem que o Rochedo do Caixão fica a menos de vinte minutos da cidade. Os jovens entram na floresta Black Hills pouco depois e nunca mais são vistos.
18 de outubro de 1995: O material dos jovens é encontrado enterrado embaixo de uma cabana centenária no meio da floresta.
Com a nova moda de "prequels" ( é uma seqüência do filme só que se passa antes do primeiro) começada por Star Wars, é grande a possibilidade dos diretores fazerem uma continuação de a Bruxa de Blair, contando a historia desde o começo, ou seja, a historia de Elly Kedward. isso mesmo, eles fizeram o papel da bruxa de Blair, não para os espectadores, mas para o trio; como o script era só a geral do filme, os atores tinham que improvisar, e os diretores queriam mais que isso, eles queriam a verdadeira expressão de medo, e foi isso que eles ganharam. Eles assustavam os atores quando eles estavam acampados, faziam sons esquisitos, colocavam objetos de vodu ao redor de onde eles estavam, e, como se não bastasse isso, eles também escreviam bilhetes, dizendo que eram um deles, falando mal de outro, para que os três indisporem-se uns com os outros; tudo foi uma verdadeira tortura.

Baba Yagá.


Caminho pela floresta
e falo intimamente com os animais
Danço descalça na chuva
Danço nua
Viajo por caminhos
que eu mesma faço
e da maneira que me convém
Meus instintos e meu olfato são aguçados
Expresso livremente minha vitalidade
minha alegria pura e exuberante
para agradar a mim mesma
porque é natural
é o que tem de ser
Sou a selvagem e jubilosa energia vital
Venha e junte-se a mim
Baba Yagá (em idioma russo|russo]] Баба Яга) é uma personagem recorrente no folclore eslavo e a mitología eslava, especialmente russa.
Baba Yaga voando sobre seu almirez, com uma escoba na esquerda. Ilustração de Iván Bilibin.
Baba Yagá é velha, huesuda e arrugada, com o nariz azul e os dentes de aço e possui uma perna normal e uma de osso pelo que com freqüência se lhe dá o apelativo de "Baba Yagá Pata Huesuda". Estas duas pernas representam ao mundo dos vivos e o mundo dos mortos nos quais ela deambula. Baba Yagá é um ser perverso e cruel, mas não totalmente malvado; come pessoas, geralmente meninos. Seus dentes permitem-lhe romper ossos e rasgar a carne com facilidade. Apesar de que Baba Yagá consome diariamente grandes quantidades de carne, ela sempre tem esse aspecto delgado e huesudo. Baba Yagá voa montada em um almirez (às vezes uma olla) e rema o ar com uma escoba plateada. Baba Yagá não permite que nenhuma pessoa "abençoada" permaneça dentro de sua propriedade, desde que Baba Yagá saiba que a pessoa tem uma bênção.
Vive em uma choça que se levanta sobre dois enormes patas de frango que lhe servem para se deslocar por toda a Rússia]]. A valla de sua choça esta enfeitada com cráneos, em cujo interior coloca as vai. A ideia de uma casa com patas de frango poderia derivar das cabañas de certos povos finoúgricos, que as construíam desta maneira para proteger dos animais. Para entrar na casa, Baba Yagá diz o conjuro "Casita Casita, dá as costas ao bosque e voltea para mim". O interior da choça sempre está cheia de carne e de vinho. Também é resguardada pelos serventes invisíveis de Baba Yagá, os quais aparecem como mãos espectrales. Baba Yagá também tem a seu serviço aos caballeros branco, vermelho e negro, os quais controlam no dia, o entardecer e a noite.
Baba Yagá tem aparecido em diferentes histórias do folclore russo, e algumas delas mostram diferentes facetas dela. Em algumas, ajuda à gente que lhe serve. Em outras se diz que guarda as "Águas da Vida e da Morte", pois é "a Dama Branca da Morte e do Renacimiento". Em outras diz que tem duas irmãs chamadas como ela e com seu mesmo aspecto.
Também se conta que envelhece em um ano a cada vez que lhe fazem uma pergunta e que pára rejuvenecer bebe um chá feito das estranhas rosas azuis, pelo qual recompensa enormemente às pessoas que lhe trazem alguma destas rosas.
A figura de Baba Yagá provavelmente deriva de "a Bruxa", o terceiro membro da Deusa Tripartita (Virgen, Mãe e Bruxa), símbolo das três idades da mulher.F.P.Wikepédia.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Deus Cornudo.Seu Chamado.


Ouça as palavras do Deus Cornudo, o Guardião de tudo o que é selvagem e livre, Guardião dos Portais da Morte, cujo chamado todos respondem.
Eu sou o fogo no âmago do teu coração… O anseio da tua alma. Eu sou o Caçador do Conhecimento e o Peregrino da Sagrada Busca. Eu, Aquele que se levanta na sombra da luz, sou Aquele a quem tu chamas Morte. Eu, o Consorte e Companheiro Daquela a quem nós adoramos, Eu te chamo.
Dêem ouvidos quando eu chamo, meu amados, venham à mim e aprendam os segredos da morte e da paz. Eu sou o milho na época da colheita e o fruto da árvore. Eu sou Aquele que te conduz ao teu lar. Açoite e Chama, Lâmina e Sangue, estes são para ti as minhas dádivas.
Chama-me no selvagem da floresta e no desolado do topo da montanha e busca-me no Fulgor Sombrio. Eu, Aquele que tem sido chamado de Pan, Herne, Osíris e Hades, falo a ti nesta busca. Venha, dance e cante; venha, viva e sorria. Pois eis que esta é a minha adoração.
Vós sois meus filhos e Eu sou o vosso Pai. Nas céleres asas da noite, Eu sou Aquele que o deita aos pés da Mãe, para que tu renasças e retornes mais uma vez. Tu, que pensas em me buscar saiba que Eu sou o vento indomável, a fúria da tempestade e da paixão da sua Alma. Busca-me com orgulho e humildade, mas de preferência com amor e veemência. Pois este é meu caminho e Eu não amo o fraco e o pusilânime. Ouça o meu chamado nas longas noites Inverno e nós permaneceremos juntos guardando a Sua Terra enquanto Ela dorme.Janet Thompson.

Deus das Sombras.O seu Chamado.


Ouça você as palavras do Senhor das Sombras, Aquele que desde os tempos antigos é chamado entre os homens de Anúbis, Hades, Arawyn, Plutão, Charon, Herne, Gwyn ap Nudd e muitos outros nomes:
Eu sou a Sombra do dia claro; Eu sou o que lembra da mortalidade no auge da vida. Eu sou o véu sem fim da Noite onde a Deusa Estelar dança. Eu sou a Morte que PRECISA existir para que a vida continue. Pois eis que a Vida é Imortal e o que é vivo deve morrer.
Eu sou a Força que protege, que impõe limites; Eu sou o Poder que diz: Não, e nada mais, e basta. Eu sou o que não pode ser dito e Eu sou o que ri na beira da Morte.
Venha comigo para a aconchegante e envolvente escuridão; sinta meus afagos nas mãos, na boca, no corpo daquele que você ama e seja transformado.
Reúnam-se em noites sem lua e falem em línguas desconhecidas; a Grande Mãe e Eu vamos escutá-los. Cante para nós, gritem e o poder será seu para exercê-lo.
Sopre-Me um beijo quando o céu estiver negro e Eu sorrirei. Mas não haverá um outro beijo em troca, com toda a certeza! Meu beijo é o último para toda a carne mortal.
Christopher Hatton.

Wicca.A Tradição Ibérica.


A História Mística não é exclusiva de ninguém. Mas a nossa História exige um pouco mais de quem a ela se dedica. A Tradição Ibérica surge, apenas porque existe divindades próprias. O ritual ensinado por algumas anciãs ou pela mitologia popular criou um forma própria de comunicar com os Mistérios. Iniciatória como Iniciática implica os Mistérios e a palavra mistério, advém de mito. De mito fez-se loggia ou "narrativa", o que por vezes existirem pessoas desconhecerem este facto. A Tradição Ibérica que o Coventículo estuda, tende a recuperar o que se pensa ter perdido o significado primordial através das narrativas encobertas, alegorias, dos Mistérios Sagrados, sobretudo na Terrae de Ophiussa (Terra das Serpentes). Lusitânia, terra dos Iniciados, dos Mistérios, da transmissão esotérica, tem por princípio o seguinte: Nenhum conhecimento é válido se não pode ser compartilhado.
É o culto aos Deuses destas terras, tradição antiga mas renovada sem contudo fugir aos conceitos e preceitos do antigamente. Os nossos ancestrais adoravam os seus Deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões e amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza, colhiam e caçavam com bravura e respeito. Como todos os esclarecidos, o aspecto ritualístico, é desconhecido, por estas práticas não serem passadas a escrito, mas oralmente. A base dos nossos rituais tem a ver, sobretudo, como a forma de estar e de comunicar com essas entidades. Não nos podemos esquecer o passado, que a Península Ibérica, foi palco de influências de vários povos: os Fenícios, Cartagineses, Suevos, Visigodos e Celtas e Celtiberos.
Ninguém possui o conhecimento, depois desses séculos, tal como o praticavam, embora existam gentes que guardaram tais segredos, sem que estes mesmos tenham sofrido grandes influências de outras tradições mágicas: não por preservação mas pela sua melhoria e elevação espiritual transmitindo-os de família para familiar ou de Mestre para Iniciado, só assim, entrará no mundo fascinante e poderoso da feitiçaria da Tradição Ibérica.
Interpretar a forma de civilização, carregada pelos povos Celta, para a Península Ibérica é, de certa maneira, interpretar muito a alma portuguesa.
No seu orgulho guerreiro, o Celta fazia de cada 'acampamento' ou de cada 'alto' uma pátria móvel; quando tinha condições para se fixar erguia, pedra sobre pedra numa arquitectura de sobrevivência e segundo estratégias puramente sócio-militares o seu castro em locais altos e de difícil acesso. Cada castro simbolizava a pátria céltica, tanto que a sua estrutura urbana continha a parte estritamente familiar dos clãs, as redes de retenção e de distribuição de água, os locais para assembleia e os locais de adoração solar, sempre no âmbito de uma dimensão matriarcal, porque à patriarcal cabia a defesa e o suporte do quotidiano castrejo.
Os povos Ibéricos eram, na realidade vários povos, também foram os árabes, como foram os lígures e como o foram os lusitanos. Embora haja uma continuidade genuína e pura que surge dos lusitanos, com características muito particulares, que levaram, apesar das várias incursões, de se manter a sua civilização cultural e a sua raça.
Claro, que entre beberam, de algum modo, as várias influências, como as dos fenícios (a partir do Séc. X aC) e dos gregos (a partir do Séc. VII aC), por isso, quando a Civilização Celta atinge a região, já existiam vestígios de celticidade i.e., segundo os profundos estudos do pesquisador e historiador francês Antoine Fabre D'Olivet (em particular no seu livro 'História Filosófia Do Gênero Humano'), também perseguido pelo Vaticano e por Bonaparte, o povo Fenício, não era mais do que uma das facções da Civilização Celta, facção essa que deu origem, numa cisão social memorável, às amazonas (há-mâs-ohne: as sem macho) hoje, arqueologicamente reveladas e que não pertencem ao 'reino da fantasia' (e dando razão às certezas históricas já anteriormente apontadas por D'Olivet).
A este registro, ao qual, Martins Sarmento não teve acesso demonstra que a digressão céltica formou vários povos a partir dos clãs dissidentes, penetrou a Ásia e o Egito, e quando chegou em massa à Península Ibérica entrou pela região do Algarve (e vindos do Norte da África e da Espanha) com os Cinetes, por Lisboa com os Cempsos, pela Estremadura (e vindos da Espanha) com os Sepes, por Coimbra e Viseu (e vindos da Espanha) com os Pernix Lucis e pelo norte (Galiza, na Espanha; Braga, Barcelos, Guimarães, Chaves e região do rio Douro, em Portugal) com os Draganes. Uma horda que dominou e aculturou os povos que ali já viviam no Séc. VI ANE. Uma outra facção dos Celtas, os Cartagineses, chegou à região no Séc. II ANE já com o Império Romano fazendo soar as trompetas em algumas abordagens de salteio.
Poucos séculos depois, já na era actual, chegaram os Vândalos, Alanos e Suevos (409 DNE), os Visigodos (415 DNE) e, cerca de trezentos anos depois, novamente os Árabes (710 DNE). Assim, quando se fala de período pré-céltico ibérico temos de o localizar entre os Sécs X e VI DNE, uma vez que aqueles clãs que aqui se instalaram em 600 DNE constituíram, o que designamos por Celtiberos, e é deles que se fala quando observamos, por exemplo, a arquitectura sócio-militar nos castros (citânias) de Briteiros e de Sabroso (Guimarães) ou de Loureiro (Pontevedra) ou Santa Tecla (La Guardia). O formidável e íntimo (porque ousadamente pessoal) trabalho de Martins Sarmento, pôs a descoberto as raízes sociais que deram origem a Portugal e cuja força telúrica ajudou, na verdade, o príncipe D. Afonso Henriques a tornar-se o primeiro rei português a partir, exactamente, de Guimarães!
E não se pode esquecer, quando se percorre o piso granítico das vilas castrejas, que os Celtiberos só foram trucidados pelo Império Romano depois que este dominou Cartago, entre 193 e 72 e penetrou nos domínios ibéricos derrotando chefes históricos como Viriato e como Sertório (este, aliás, um antigo general romano). Mesmo assim, depois de anos e anos de sangrentas batalhas. Com a romanização, chegou depois cristianização e em ambos os casos de domínio imperial nunca a essência céltica de viver olhando o mundo deixou de existir, tanto que o calendário litúrgico cristão assentou bases, propositadamente, nas festas pagãs e tomou até os festejos do equinócio de inverno (a modra necta = noite mãe) para si chamando-lhe natal!
Há um traço alquímico que une todos os povos.
Como Ibéricos, especialmente os Lusitanos, possuímos uma tradição Ancestral, na qual muitas das práticas exteriores, por exemplo, o culto dos adoradores, muito comum na nossa etnografia, foi absorvida pela religião católica. Surge mais tarde em épocas festivas tais como o Entrudo, Pascoela e Natal são datas aproximadas das festas, que foram palco de adoração aos nossos Deuses.
A adoração e a Ritualística aos Deuses Peninsulares pode ser inserida na Arte Antiga, hoje comummente chamada Tradicionalista e claro, muito anterior à Wicca de Gardner e de outros precursores. Aliás, é sabido que G. Gardner (nos anos 50) transforma a Feitiçaria, numa nova religião e baptizou-a de Wicca, criando um modelo ritual, que tem servido de padrão a todos os coventículos e solitários.
A explicação de Gerald Gardner para estas influências baseia-se na constatação de que durante a sua iniciação ao grupo de bruxaria do "Horsa Coven", os materiais eram bastante fragmentários e se viu na necessidade de os reestruturar segundos as necessidades e a idiossincrasia cognitiva do homem moderno. A Wicca nasceu desta fusão criadora. Não se pode utilizar a expressão Wicca para as práticas de bruxaria anteriores à reforma de Gardner, aliás completamente saturadas pelo cristianismo, nem para as adaptações que dela se irão fazer sobretudo nos EUA em função de critérios redutores e de programas políticos com os do feminismo e da ecologia.
O espírito religioso dos romanos nas várias regiões conquistas, davam nomes em comparação com as suas divindades. Aconteceu com a nossa Deusa Atégina que após a romanização, virou Próserpina, nome deveras conhecido na mitologia romana mas que muito antes de Roma instalar-se já os povos locais a conheciam, como a sua lenda da descida da Deusa aos mundos interiores. E cinco séculos antes de Roma, haviam já chegado os Gregos e Fenícios e posteriormente Cartagineses que não nos forçaram a Religiões impostas, mas foram bastantes influentes na passagem de segredos e mistérios aos Sábios tribais dos Santuários primitivos já existentes na Península.
A nossa Tradição tem uma ancestralidade reconhecida num vasto Panteão autóctone como confirmam os variadíssimos vestígios históricos, que cada vez mais surgirão à luz dos homens.
Não nos poderíamos alhear também da importância trazida pelas culturas Fenícia, Cretense, Egípcia e Grega e cuja cultura resplandecente causou assombro e respeito aos povos nativos do litoral com os cultos de Baal Merkart, Isís e de Tanith de Cartago cultuada na Nazaré.
Não é fácil o acesso aos Coventículos ou Conciliábulos (expressão portuguesa usada pelas nossas bruxas, em vez de Covens) actualmente únicos redutos detentores destes velhos segredos e cultos continuam livres de conceitos dogmáticos religosos. Os Coventículos mantêm-se fechados, sem dúvida.
Contudo, toda a Tradição Ibérica procura neste momento seguir os caminhos do neo-paganismo e a aberura começa a ser uma realidade. É preciso ter em conta que a Antiga Religião existe há mais de 22 mil anos, embora como não se pretende expandir-se como a Igreja católica -- ou como qualquer seita dogmática -- que só tem 2 mil anos de existência. O medo que uma tradição de muitos séculos se dissolva em conceitos modernistas é descabido. Um princípio geral e unânime e aceito na Wicca Lusitana, Tradição Ibérica, é a seguinte:
Não convertemos ninguém, por isso, de certeza que nenhum de vós encontrará ninguém a convidá-lo para se juntar a um coventículo, sem que primeiro dê provas do seu caminho espiritual. Mantêm um sistema de comunicação muito próprio entre si, conhecem quem é quem na tradição, mesmo que a distância nos separe não estamos separados, sabemos logo à partida quem são os impostores e também aqueles que têm valor.
Contudo, membros de Coventículos não se afastam de conviver com outros e de movimentar-se no meio pagão, adorando as Divindades em cada Festival pagão, com o devido respeito e com a crença de que cada Divindade tem um papel importante na vida dos homens e no meio.
O Panteão Lusitano Ibérico é profusamente rico e tribal. Os nossos Deuses existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia e da Calaecia, e entre várias Divindades, cultua-se:
Endovélico o Deus Curador e do mundo subterrâneo;
Atégina A Deusa Mãe;
Trebaruna A Guerreira e Protectora;
Bônconcios O Guerreiro;
Tongoenabiagus O Fertilizador;
Tanira A deusa das Artes;
Nabica A Ninfa das Florestas;
Aernus O senhor dos ventos do Norte;
Brigantés a Deusa guerreira.
Sobre Brigantés.
Esta divindade é resultante da influência dos povos do norte da Europa nas terras da Ibéria A qual não têm nada a ver com Briga ou Brigit dos celtas.
Nós, feiticeiros Ibéricos seguimos os actuais calendários usados na Wicca, embora haja calendários vivos que a própria Tradição nos ditou através dos tempos. Na Nossa Tradição há Celebrações anuais básicas, O nascimento, O crescimento, O Apogeu e O Rito aos Idos aonde visitamos o Rio do Esquecimento, para cultuar os nossos antepassados idos.
A tradicional estátua do Guerreiro Lusitano, erecto com um escudo (redondela defensiva) adiante, que se aprende na Histografia oficial, como sendo um convencional soldado da Lusitânia, ou até mesmo Viriato, na realidade é a configuração simbólica do Deus Solar Endovélico, cuja redondela tão só designa o círculo do Sol.
Na Tradição Ibérica o culto é dirigido, tal como na Wicca, a uma Deusa e a um Deus mas, também, cada Divindade pode ser adorada individualmente.F.P.Wikepédia.

Magos Negros.E o Sabá.


O Sabá (do hebraico shabbath, que significa sétimo dia) ou Aquelarre foi a prática mais sensacional e conhecida da Idade Média. Era o encontro dos bruxos com os demônios.
Sabá, nome vindo de Sabásio, segunda denominação de Baco (deus do vinho e do prazer), constitui o elo entre o velho rito pagão dos bruxos e o ritual anticristão, no qual Satanás é divinizado e adorado com ritos e cerimônias cristãs pervertidas.
A realidade do Sabá enquanto reunião ritual é indiscutível. Que tenha sido realizado na França, na Alemanha, na Itália, na noite de São Martinho ou de Santa Valpúrgia, que o Bode Negro (Bode de Mendes) tenha o nome de Mestre Leonardo ou Belzebu, o Sabá foi celebrado durante toda a Idade Média.
Contudo, o Sabá ficou sendo conhecido como tal somente a partir de 1510, quando Bernard de Como e Bartolommeo Spina o denunciaram explicitamente entre os crimes contra a Igreja.
O Sabá, no princípio, era uma reunião de subversivos, cujas teses e ideologias conflitavam com as da Igreja. Era uma revolta dos servos, dos camponeses contra o Deus do padre e do senhor.
Era celebrado, geralmente, no campo perto de algum bosque ou de um lago. Raras vezes durante o dia. O pequeno Sabá desenrolava-se duas vezes por semana e o grande Sabá quatro vezes por ano, nas mudanças de estações.
O Chefe dos Bruxos dirigia a cerimônia. Antes do festim orgíaco, realizava-se uma complexa série de ritos mágicos, que se completavam com a renúncia pública ao batismo cristão e com o juramento de obediência a Satanás, pisando a cruz de Cristo, como ato simbólico de repulsa.
O Sabá continuava a tradição orgiástica da antiguidade pagã. Contudo, enquanto os ritos sexuais da Antiguidade estavam destinados a representar a fertilidade da natureza e não tinham um fim em si mesmos, as orgias medievais constituíram, na realidade, válvulas de escape para a satisfação de desejos carnais frustrados ou reprimidos por exagerados e severíssimos conceitos religiosos da época, parte do aparato repressivo que congregava o Estado Monárquico e a Igreja.
Aliás, a liberdade de expressão sempre esteve vinculada à liberdade sexual. Onde se reprime a liberdade de expressão também se reprime a liberdade sexual.
Nos Sabás, os participantes podiam dar vazão aos seus instintos. Por outro lado, eles eram respeitados e temidos por seus vizinhos, o que, na opressão e monotonia medievais, lhes dava dignidade e sensação de serem livres.
Ninguém naquela época podia imaginar que uma personalidade psicopática, frustrada, fosse arriscar-se a ser morta em um momento de fama. Era comum, nas comarcas medievais, a existência de velhas mulheres melancólicas, que viviam solitariamente afastadas do resto da comunidade, em miseráveis choupanas, no mais profundo dos bosques.
Quando se espalhou a crença no culto demoníaco, qualquer tragédia, que assolasse a aldeia, era imediatamente atribuída a essas pessoas, no geral antipáticas e anti-sociais.
Por sua vez, as velhas senhoras, convertidas em adoradoras do diabo, achavam interessante reconhecer suas relações sexuais com Satanás, o que lhes permitia realizar, em fantasia, seus desejos reprimidos. Além disso, esse relacionamento satânico as fazia, transitoriamente, temidas pelo povo e até mesmo invejadas por muitos.
Acrescentam-se a ignorância dos fenômenos histéricos, as sugestões, as alucinações e, principalmente, fatos estranhos e inexplicáveis, assustadores e fantásticos, que só encontraram explicação em nosso século com a Parapsicologia, ensaiada pela Metapsíquica do século passado.
A Telepatia (emissão do pensamento através de ondas não identificadas; desconhece-se o emissor e o receptor biológico e sua localização na mente; sabe-se ter relação com as ondas cerebrais emitidas: ondas altas, quando em vigília, e ondas betas, quando em transição da vigília para o sono) e a Telergia (energia física exteriorizada do corpo humano por mecanismos e origem ainda não determinados e de um controle pessoal para execução do fenômeno parcialmente involuntário. Foi medida em laboratórios científicos, e pode produzir ruídos, luzes, combustão; quando condensada forma o ectoplasma, podendo moldar figuras simples e tênues) ainda não eram conhecidas.
Muitos indivíduos eram doentes, com a conduta alterada, outros simples alucinados, que imaginavam cenas fantásticas produzidas por drogas químicas, que conhecemos hoje os efeitos. Para irem aos Sabás, esses indivíduos lambuzavam-se ou ingeriam uma mistura composta de beladona, meimendro, estramônio, mandrágora, nepenta, acóbito, cicuta, ópio e cantáridas, o que lhes favorecia as proezas eróticas.
A pomada “satânica” era introduzida no corpo por meio de violentas fricções sobre a pele, através da qual as substâncias narcóticas se misturavam com a corrente sangüínea, e assim produziam fantasias eróticas e lhes dava a sensação semelhante à do vôo no espaço.
Sabe-se hoje que o pão de centeio era consumido em grande quantidade na Idade Média. Um parasita deste cereal, o esporão, possui um alcalóide, que em determinadas doses é mortal e em quantidades menores provoca alucinações: a ergotina, que cria, ao longo do tempo, nos indivíduos um dom de segunda visão, assim como uma mediunidade que explica a freqüência de fenômenos paranormais naquele período histórico.
A planta mais usada nos Sabás era a mandrágora. Esta planta possui uma substância venenosa, a escopolamina, que ministrada em doses muito pequenas produz um efeito paralisante do sistema nervoso central e gera alucinações do tipo mágico, juntamente com uma perda progressiva de
Hoje, já não se pratica o Sabá, mas uma parte de seu cerimonial permaneceu em certos círculos satanistas. A Missa Negra é um exemplo disso.
A Missa Negra é a Missa Católica deturpada com o propósito de aviltar a imagem de Deus.
Na Missa Negra, o missal católico é lido de trás para diante em latim ou, com maior freqüência, com certas partes excluídas, e com substituição de palavras, tais como “Satanás” em lugar de “Deus” e “mal” em lugar de “bem”. O altar tanto pode ser uma mulher nua ou um caixão de defunto, e todos os acessórios religiosos, incluindo a câmara do ritual, são de cor negra. Os sacerdotes usam mantos negros com capuz. Com freqüência é feita uma substituição do vinho consagrado por esperma, sangue menstrual ou urina humana. A hóstia é geralmente um sacramento sagrado que foi roubado de alguma igreja, mas muitas vezes é feita com alguma substância estranha, tal como fezes secas, sangue, cinzas de animais, e pode ser tanto ingerida como esfregada no rosto dos presentes.
O valor desses materiais sacramentais está em serem produtos corporais, que são opostos aos espíritos e, como tal, são agradáveis a Satanás, que é uma divindade carnal.
A mulher reina na Missa Negra porque ela é quem possui o poder de receber a vontade demoníaca. O centro do rito é efetivamente constituído por uma mulher nua estendida sobre o altar, desempenhando o seu corpo essa função: a posição por vezes indicada – pernas afastadas, de forma a mostrar o sexo (os sacrum, a boca sagrada) – é a mesma que se encontra representada por várias antigas divindades femininas mediterrâneas.
Através da Missa Negra pode-se agir sobre o cotidiano dos homens, enviando as forças do medo e da destruição, como fazem, atualmente, as seitas luciferinas.
Estas seitas, independentemente das suas diferenças ritualistas, esperam a vinda de Lúcifer, o Portador da Luz, na era de Aquário (a Idade de Cristal). Algumas delas chegaram ao ponto de se infiltrar em grupos políticos extremistas com a intenção de provocarem uma subversão oculta. João Ribeiro. O Que é Magia.