contos sol e lua

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A verdadeira história do natal.


Quando buscamos a verdadeira história do Natal, acabamos diante de rituais e deuses pagãos. Sabemos que Jesus Cristo foi colocado numa festa que nada tinha haver com Ele. O verdadeiro simbolismo de Natal oculta transcendentes mistérios. Esta festividade tem sua origem fixada no paganismo. Era um dia consagrado à celebração do “Sol Invicto”. O Sol tem sua representação no deus greco-romano Apolo e, seus equivalentes entre outros povos pagãos são diversos: Ra, o deus egípcio, Utudos na Babilônia, Surya da Índia e também Baal e Mitra.

Mitra era muito apreciado pelos romanos, seus rituais eram apenas homens que participavam. Era uma religião de iniciação secreta, semelhante aos existes na Maçonaria. Aureliano (227-275 d.C), Imperador da Roma, estabeleceu no ano de 273 d.C., o dia do nascimento do Sol em 25 de dezembro “Natalis Solis Invcti”, que significava o nascimento do Sol invencível. Todo O Império passou a comemorar neste dia o nascimento de Mitra-Menino, Deus Indo-Persa da Luz, que também foi visitado por magos que lhe ofertaram mirra, incenso e ouro. Era também nesta noite o início do Solstício de Inverno, segundo o Calendário Juliano, que seguia a “Saturnalia” (17 a 24 de dezembro), festa em homenagem à Saturno. Era portanto, solenizado o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte e o nascimento de um Novo Sol. Este fenômeno astronômico é exatamente o oposto em nosso Hemisfério Sul.

Estas festividades pagãs estavam muito arraigadas nos costumes populares desde os tempos imemoráveis para serem suprimidas com a advento do Cristianismo, incluso como religião oficial por Decreto por Constantino (317-337 d.C), então Imperador de Roma. Como antigo adorador do Sol, sua influência foi configurada quando ele fez do dia 25 de dezembro uma Festa Cristã. Ele transformou as celebrações de homenagens à Mitra, Baal, Apolo e outros deuses, na festa de nascimento de Jesus Cristo. Uma forma de sincretismo religioso. Assim, rituais, crenças, costumes e mitos pagãos passam a ser patrimônio da “Nova Fé”, convertendo-se deuses locais em santos, virgens em anjos e transformando ancestrais santuários em Igrejas de culto cristão. Deve-se levar em consideração que o universo romano foi educado com os costumes pagãos, portanto não poderia ocorrer nada diferente.

Todavia, o povo cristão do Oriente, adaptou esta celebração para 6 de janeiro, possivelmente por uma reminiscência pagã também, pois esta é a data da aparição de Osíris entre os egípcios e de Dionísio entre os gregos.

Jesus, o “Filho do Sol”.

No quociente Mitraísmo/Cristianismo se observa surpreendentes analogias. Mitra era o mediador entre Deus e os homens. Assegurava salvação mediante sacrifício. Seu culto compreendia batismo, comunhão e sacerdotes. A Igreja Católica Romana, simplesmente “paganizou” Jesus. Modificou-se somente o significado, mantendo-se idêntico o culto. Cristo, substituiu Mitra, o “Filho do Sol”, constituindo assim um “Mito” solar equivalente, circundado por 12 Apóstolos. Aliás, curiosa e sugestivamente, 12 (n. de apóstolos), coincide com o número de constelações. Complementando as analogias astronômicas: a estrela de Belém seria a conjunção de Júpiter com Saturno na constelação do ano 7 a.C, com aparência de uma grande estrela.

Nova Ordem.

Uma nova ordem foi estabelecida quando o decreto de Constantino oficializa o Cristianismo. Logo, livres de toda opressão, os que então eram perseguidos se convertem em perseguidores. Todos os pagãos que se atrevessem a se opor as doutrinas da Igreja Oficial eram tidos como hereges e dignos de severo castigo.

Culto às “Mães Virgens”.

No Antigo Egito, sempre existiu a crença de que o filho de Ísis (Rainha dos Céus), nasceu precisamente em 25 de dezembro. Ísis algumas vezes é “Mãe”, outras vezes é “Virgem” que é fecundada de maneira sobrenatural e engravida do “Deus Filho”.

Tal culto à “Virgem” é encontrado entre os Celtas, cujo a civilização, os druídas (sacerdotes), praticam o culto baseado em um “Deus Único”, “Una Trindade”, a ressurreição, a imortalidade da alma e uma divindade feminina: uma “Deusa-Mãe”, uma “Terra-Mãe” e uma “Deusa Terra” também virgem, que se destinava a dar à luz a um “Filho de Deus”.

Este culto as “Deusas Virgens-Mães” está reiterado em muitas religiões e mitologias, inclusive civilizações pré-colombianas, como em numerosas mitologias africanas e em todas as seitas iniciáticas orientais.

A reconfortante imagem do arquétipo “MÃE” é primordial para existência humana. Este arquétipo pode assumir diversas formas: deusas, uma mãe gentil, uma avó ou uma igreja. Associadas a essas imagens surgem a solicitude e simpatia maternas, o crescimento, a nutrição e a fertilidade.

Culto ao “Deus-Herói”.

Como afirmei, a concepção de uma “Rainha dos Céus” que dá à luz a um “Menino-Deus” e “Salvador” corresponde a um arquétipo básico do psiquismo humano e tem sua origem nos fenômenos astronômicos. Enviado por um “Ser Supremo”, que é o PAI, o FILHO assume suprimindo o PAI, como acontece em todas as sagas gregas, indo-européias e diversas culturas. Coincidentemente, existe um padrão constante que quase sempre expressa o mesmo propósito: fazer do FILHO um HERÓI, que cumpre o mandato do PAI, sucedendo-o. Este HERÓI se faz causa de um ideal primeiro que se move ao longo da História como MODELADOR de uma cultura.

A versão do nascimento e infância de Jesus é uma repetição da história de muitos outros Salvadores e Deuses da humanidade. Ilustra bem a figura do “Arquétipo Herói”, comuns em qualquer cultura e que seguem sempre a mesma fórmula. Nascidos em circunstâncias misteriosas, logo exibe força ou capacidade de super-homem, triunfa na luta contra o mal e, quase sempre, morre algum tempo depois.

Este arquétipo reflete o tipo de amadurecimento sugerido pelos mitos: nos alerta para ficarmos atentos as nossas forças e fraquezas internas e nos aponta o conhecimento como caminho para se desenvolver uma personalidade saudável.

“Anexo a nossa consciência imediata”, escreveu Carl Jung, “existe um segundo sistema psíquico de natureza coletiva, universal e impessoal, que se revela idêntico em todos os indivíduos”. Povoando este inconsciente coletivo, afirmava, havia o que chamava de “arquétipos”, imagens primordiais ou símbolos, impressos na psique desde o começo dos tempos e, a partir de então, transmitidos à humanidade inteira. A MÃE, o PAI e o HERÓI com seus temas associados, são exemplos de tais arquétipos, representados em mitos, histórias e sonhos.

Eis que nasce Papai Noel.
Com o passar do tempo, de gerações que foram sucedendo-se, veio o esquecimento e nem Mitra, nem Apolo ou Baal faziam mais parte do panteão de algum povo. Acabou restando somente símbolos: a árvore, a guirlanda, as velas, os sinos e os enfeites. Até que no séc. IV, mais exatamente no ano de 371, uma nova estrela brilha em nosso céu e na Terra nasce Nicolau de Bari ou Nicolau de Mira. A generosidade a ele atribuída granjeou-lhe s reputação de mágico milagreiro e distribuidor de presentes. Filho de família abastada, doou seus bens para os pobres e desamparados. Entretanto, tecia um grande amor pelas crianças e foi através delas que sua lenda se popularizou e que Nicolau acabou canonizado no coração de todas as pessoas.

No fim da Idade Média, ainda “espiritualmente vivo”, sua história alcançou os colonos holandeses da América do Norte onde o “bom velhinho” toma o nome de “Santa Claus”. Ao atravessar os Portais do Admirável Mundo, muito sobre o que ele foi escrito lhe rendeu vários apelidos, como: “Sanct Merr Cholas”, “Sinter Claes” ou “Sint Nocoloses”, e é considerado sempre como padroeiro das crianças.

O Papai Noel Ocidental.

Até aproximadamente 65 anos atrás o Papai Noel era, literalmente, uma figura de muitas dimensões. Na pintura de vários artistas ele era caracterizado ora como um “elfo”, ora como um “duende”. O Noel-gnomo era gorducho e alegre, além de ter cabelos e barbas brancas.

No final do século XIX, Papai Noel já era capa de revistas, livros e jornais, aparecendo em propagandas do mundo todo. Cartões de Natal o retrataram vestido de vermelho, talvez para acentuar o “espírito de natal”. A partir daí o personagem Papai Noel foi adquirindo várias nuances até que em 1931 a The Coca-Cola Company, contrata um artista e transforma Papai Noel numa figura totalmente humana e universalizada. Sua imagem foi definitivamente adotada como o principal símbolo do Natal.

A imagem do Noel continuou evoluindo com o passar dos anos e muitos países contribuíram para sua aparência atual. O trenó e as renas acredita-se que sejam originárias da Escandinávia. Outros países de clima frio adicionaram as peles e modificaram sua vestimenta e atribuíram seu endereço como sendo o Pólo Norte. A imagem da chaminé por onde o Papai Noel escorrega para deixar os presentes vieram da Holanda.
Hoje, com bem mais de 1700 anos de idade, continua mais vivo e presente do que nunca. Alcançou a passarela da fama e as telas da tecnologia. Hoje o vemos em filmes, shoppings, cinemas, no estacionamento e na rua. Ao longo desses dezessete séculos de existência, mudou várias vezes de nome, trocou inúmeras de roupa, de idioma e hábitos, mas permaneceu sempre a mesma pessoa caridosa e devotada às suas crianças. E, embora diversas vezes acusado de representar um veículo que deu origem ao crescente consumismo das Festas Natalinas, é preciso reconhecer que ele encerra valores que despertam, revivem e fortalecem os nossos sentimentos mais profundos. Sua bondade é tão contagiante que atinge tipo “flecha de cupido”, qualquer pessoa, independente de crença ou raça, o que evidencia a sua magia e seu grande poder de penetração no mundo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Medo de Perder.


Um dos maiores obstáculos para uma vida harmônica, plena, mais expressiva e significativa é o medo de perder, sobretudo medo de perder alguém, o medo de perder quem dizemos amar: cônjuge, filhos amigos, patrão, empregado, cliente... Esta emoção é a principal responsável pelo nosso sofrimento vital.

O medo de perder é o medo de tornarmos dispensáveis para a pessoa com a qual estamos nos relacionando, ele se reverte de mil e uma formas, aparece sobre mil disfarces, como o medo de sermos criticados, que falem mal de nós, medo de que nos humilhem, de sermos rejeitados, de não sermos importantes, de sermos menos prezados, de não sermos amados, medo da solidão, e tudo isso pode ser designado por uma palavra : C I Ú M E S !

O ciúme é o medo de não ter alguém, de não possuir alguém, de não ser dono de alguém. Na relação ciumenta colocamos: nós e o outro como objetos, nesta relação pessoas e objetos são a mesma coisa. No ciúme temos medo de um dia sermos considerados inúteis, dispensáveis a outra pessoa, esta é a emoção do apelo, confusa, misturada, dependente e o que agrava é que na nossa cultora aprendemos como se o ciúmes sendo amor, e ele é justamente o oposto do amor pois na relação amorosa existe identidade, eu sou independentemente de você, na relação ciumenta, por outro lado, perde-se a identidade: eu sem você não valho nada, você é tudo para mim.

O amor é solto, é livre, vem de querência intima, está diretamente ligada ao sentimento de liberdade, de opção, de escolha. O ciúme prende, amarra, condiciona, determina, com essa emoção eu já não sou eu, sou o que o outro quer que eu seja.E eu sou assim para que ele seja aquilo que eu quero que ele seja.

No ciúme há um pacto de destruição mútua, cada qual, usa o outro como garantia de que não estará sozinho. Eu me abandono para que o outro não me abandone, eu me desprezo para que o outro não me despreze, eu me desrespeito para que o outro não me desrespeite, eu acabo me destruindo para que o outro não me destrua.

O ciúme é o medo de ser dispensável a alguém, e o mais grave talvez esteja aqui, nós passamos a vida inteira com medo de tornarmos algo que nós já somos: TOTALMENTE DISPENSÁVEIS!

O homem por definição é dispensável, transitório, efêmero, aquilo que passa, e isso é bastante real. Em todas as relações que temos somos hoje, somos substituíveis! O mundo sempre existiu antes de nós, está existindo conosco e continuará existindo sem nós. Somos necessários aqui e agora, mas seremos dispensáveis além e depois.

O medo de ser dispensáveis a alguém é o mesmo medo que temos da morte, que é real, pois o medo da morte é o ciúme da vida, é a vontade irreal de sermos eternos e imutáveis. O medo de perder nos dá a entender que as coisas só valem se forem eternas, se forem permanentes e duráveis.Uma relação só tem valor se tivermos garantia de que a vida sempre será assim como é. E, como tudo é transitório, como tudo é passível de transformação, o medo de perder nos leva a um estado contínuo de sofrimento.

As conseqüências do ciúme são muito claras. Se eu tenho medo de que me abandonem, de que não me amem, de me tornar dispensável, ao invés de fazer cada vez mais para que cada vez mais eu seja melhor, acabo gastando toda a minha energia para provar ao outro que eu já sou o mais, que eu já sou o melhor, que eu já sou o primeiro!

Ao invés de empenhar esforços para ser um cônjuge, um filho, um amigo, um pai ou uma mãe cada vez melhor, eu gasto toda a minha energia tentando provar a eles: que eu sou o melhor cônjuge do mundo, o que é uma mentira; o melhor filho do mundo, o que é uma mentira; o melhor pai ou mãe do mundo, o que é uma mentira; o melhor amigo do mundo, o que é uma mentira; e assim por diante...

O ciúme no conduz ao delírio da onipotência, os nossos atos, nossas iniciativas, a nossa conversa, o nosso comportamento, as nossas considerações, tudo isso é para mostras ao outro que já somos bons, capazes e perfeitos. Aqui está a diferença básica e fundamental entre o medo de perder e a vontade de ganhar.

O medo de perder é assim... Ganhamos, ninguém vai nos tomar o que já possuímos, para conservarmos o que já ganhamos... E com isso nós já chegamos ao ponto máximo, só temos que perder.

À vontade de ganhar por outro lado, é assim... Estaremos sempre ativos, descobrindo oportunidades do ganho, procuraremos ganhar cada vez mais em vez de nos preocupar com possíveis perdas.

O que temos de mais sagrado é a nossa própria vida esta nós já vamos perder, todas as outras perdas são secundárias.

O medo de perder é reativo, defensivo, justificativo! As pessoas ciumentas estão sempre se prevenindo para não perder, sempre se preparando, sempre se conservando.

As pessoas, com vontade de ganhar estão sempre optando, arriscando, o medo de perder é a vivência do futuro, é a vivência antecipada do futuro, é preocupação. À vontade de ganhar, por outro lado, é a vivência do presente, é a vivencia da beleza do presente.

Em tudo, a cada momento existem riscos e existem oportunidades. No medo da perda a pessoa só vê os risco, na vontade de ganhar a pessoa também vê os risco, mas, sobretudo, vê as oportunidades. Cada momento da vida é um desafio para o crescimento. A vontade de ganhar, a qual nos referimos, não significa ganhar de outra pessoa, e sim ganharmos de nós mesmos, ser cada vez mais, estar disposto a dar um passo a frente, estar sempre disposto a crescer um pouco mais. É importante termos para nós, que hoje podemos crescer um pouco mais do que éramos ontem, que ninguém chegou ao seu limite máximo, que idade adulta não significa que chegamos ao máximo de nossas potencialidades, não existe pessoa madura, existe sim, pessoas em amadurecimento.

Todo nosso crescimento se dá por uma paralisação de nosso crescimento pessoal, e cada um de os sabe muito bem onde paralisou, onde nossa energia está bloqueada, onde não está tendo expansão de nossa própria energia.

Ainda, não vimos até hoje, um relacionamento se deteriorar sem a presença marcante do ciúme, do desejo de sermos donos da outra pessoa, de ter poder e controle sobre as ações e até dos pensamentos da pessoa que dizemos amar!

O ciúme é a doença do amor, é um profundo desamor a si mesmo e conseqüentemente um desamor ao outro, pelo ciúme se estabelece uma relação entre dominador x dominado. O ciúme é a dor da incerteza com relação ao sentimento de alguém no futuro. É a raiva de não possuir a segurança absoluta do relacionamento no futuro, é a tristeza de não saber o que vai acontecer amanhã. Alías, o que dói no ciúme, é a insegurança do futuro, é a insegurança do desconhecido. A loucura está aí, passamos a vida inteira tentando conseguir o que jamais conseguiremos: segurança... Pois ela não existe! Ser seguro não acabar com a insegurança, mas aceita-la como inerente à natureza humana. Ninguém pode acabar com o risco do amor, por isso só é possível estar em estado de amor quando sabemos estar em um estado de risco!

Desperdiçamos o único momento que temos, que é o A G O R A,

em função de um momento inexistente: o F U T U RO ! Parece que as pessoas só valem para nós amanhã, no futuro. Nós não curtimos o relacionamento hoje com nosso cônjuge, com os filhos, com s amigos sofrendo pela possibilidade de um dia não sermos queridos por eles. O filho, por exemplo, parece que só nos é importante amanhã, quando crescer, quando se formar, quando casar, trabalhar, etc... Até hoje, não conhecemos um pai que estivesse preocupado com o futuro do filho que estivesse brincando com eles. Em geral, não tem tempo porque estão muito ocupados em assegurar aos filhos um futuro brilhante!

O ciúme é a incapacidade de vivermos a gratuidade da vida. Hoje é o primeiro dia do resto de nossa vida, querendo ou não! Hoje estamos começando, e viver é considerar cada segundo de novo, a cada dia o seu próprio cuidado, o medo daquilo que nos pode acontecer, tira nos a alegria de estar aqui e agora. O medo da morte tira a vontade de viver, o medo de perder alguém tira a beleza de estar com ela agora, alias quando se tem medo de perder alguém é porque pensamos que as pessoas são nossas, ninguém pode perder o que não tem.

Cada pessoa é única e exclusivamente dela mesma, podemos perder um livro, um isqueiro, uma bolsa, porém jamais podemos perder uma pessoa.

O sinônimo do medo de perder é a obsessão pelo primeiro lugar, colocamos nos ombros a tarefa impossível de sermos sempre os primeiros em todos os lugares e em todas as circunstâncias. Se for em casa, queremos ser o primeiro, se for no trabalho, também o primeiro, num assunto específico queremos ser o primeiro, em outro assunto qualquer sempre o primeiro. O 1o lugar é amarelante, deteriorante, ao passo que o 2o lugar é esperançoso, é enverdejante, pois quando alguém chega ao cume da montanha só lhe resta um caminho a seguir: COMEÇAR A DESCER!!

No 2o lugar, ainda temos para onde ir, para onde crescer, a postura do 2o lugar nos leva ao crescimento contínuo, porque você se decreta em 2o lugar mesmo que esteja eventualmente o 1o lugar perante a sociedade.

O 2o lugar não em relação ao outro, mas em relação a nós próprios, ou seja, ainda teremos por onde crescer e melhorar. Você sabe por que o mar é tão grande? É porque ele teve a humildade de se colocar alguns centímetros abaixo de todos os rios do mundo, sabendo receber tornou-se grande, se quisesse ser o 1o e se colocasse alguns centímetros de todos os rios da terra, não seria o mar, mas uma ilha, toda a sua água iria para os outros, e ele estaria isolado...

Além disso, a perda faz parte, a queda faz parte, a morte faz parte, é impossível viver satisfatoriamente se não aceitamos a queda, a perda, a morte o erro, precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer. Não é possível saber ganhar sem saber perder, não é possível saber andar sem saber cair, não é possível viver sem saber morrer!

Em outras palavras, se temos medo de cair, andar será muito doloroso; se temos medo de morrer, a vida será muito ruim; se temos medo de perder, o ganho nos enche de preocupação!!!

Esta é a figura do fracasso dentro do sucesso, pois quanto mais ganha, quanto mais melhora na vida, mais sofre. Para a pessoa que tem medo de ficar pobre, quanto mais dinheiro obtém mais preocupado fica. Para a pessoa que tem medo do fracasso, quanto mais sobe na escala social, mais desgraçada é a sua vida.

Agora, se você aprende a perder, a cair, a errar e a morrer, ninguém o controla mais, pois o máximo que pode acontecer a você é cair, é perder, é errar, é morrer e isso você já sabe!!
Texto retirado fita Rosa Cruz - Desenvolvimento Comportamental.Antonio Roberto Soares.

Crenças.


Cremos que a vida humana é múltipla em manifestações, mas uma só em essência e que somos um canal de manifestação da vida, e que lutar contra é uma forma de onipotência, é querer parar o fluxo harmônico da natureza.

Cremos que a família menos que um conjunto de obrigações, é um laboratório de treinamento na operacionalidade do amor, uma experiência comum das diferenças individuais, é na diferença que se situam o crescimento e o amor e que crescer é fazermos em níveis maiores a ligação entre os contrários!

Cremos que o tempo não existe, como força fora de nós, mas que o tempo somos nós mesmos em movimento, em transitoriedade... Que a segurança não existe a não ser como a aceitação da insegurança básica da pessoa humana. Que o amor, a bondade, a verdade e a ternura devem ser cultivados não por imposição moral, mas porque fazem parte das leis naturais do mundo.

Cremos que estamos na vida para louvar a gratuidade, a simplicidade e o imprevisto, que a vida só se vive no improviso, no rascunho. Que nenhum de nós é um todo, mas apenas uma parte, que a alma é um pedaço de nosso corpo e que nosso corpo é um pedaço de nossa alma.

Cremos que até nisso as pessoas são iguais, cada um é diferente, que somos criança, adultos e velhos ao mesmo tempo. Que viver é juntar diariamente o separado e separar diariamente o que está junto.

Cremos que se aprendemos a nadar, temos que aprender a mergulhar, e que para aprendermos a ganhar, temos que aprendermos a perder, que para aprendermos a viver temos que aprender a morrer, que para sentir prazer temos que aprender a sentir dor. Que para aprendermos, a saber, temos que aprendermos a não saber!

Cremos que ser diferentes é ser livre, que o passado e o futuro são importantes como referência da nossa vida, e não como uma determinante dela, que existem o conhecido, o desconhecido e o incognoscível. Que o vazio faz parte do mundo e é onde recebemos o mundo, jamais teremos segurança total, inteligência total, presença total, saúde total, potência total.

Cremos que nossa força vem da consciência de nossa fraqueza, que nossa coragem vem da consciência de nosso medo, que enfrentar as coisas vem da consciência do nosso desejo de fugir, que nossa alegria vem da consciência da nossa depressão, e que nossa esperança vem da consciência de nosso desespero.

Cremos que se após a morte não existir nada, este nada será uma forma de existir, que nós somos bons, verdadeiros, honestos, livres e sábios por natureza embora às vezes sejamos maus, desonestos, presos e ignorantes. Que o mal não existe em si mesmo, é apenas a ausência do bem.

Cremos que mestre é aquele que aprende e não o que ensina, que a autoridade vem dos fatos e não das pessoas. Que não queremos e não podemos ter qualquer compromisso com o sucesso, que viver é apenas viver, e não viver em função de alguma coisa.

Que não estamos neste mundo para viver em função da nossa esposa, do nosso marido, dos nossos filhos... Só estamos neste mundo para vivermos com eles. Que o amor é quando somos bons e verdadeiros ao mesmo tempo.

Cremos que nascemos para ser e não para ter, pois o dinheiro é um meio, instrumento do viver, e não um fim na vida, que pessoas não são coisas e, portanto não são propriedade de ninguém. Que amor é liberdade e que liberdade é o casamento entre o que queremos e o que podemos. Que a vida é um mistério e que nós somos parte dele, que ajudar alguém não é dizer ao outro como ele tem que se, é ajuda-lo a se ajudar, é ajuda-lo a não precisar de nós.

Cremos que é sempre possível arranjar uma desculpa para nos divertirmos, para sermos felizes. Que amar é ser inocente, acreditar nas pessoas como uma criança acredita na outra, que inocência é ver uma gota de orvalho numa flor, ver o broto das árvores,

É ver uma borboleta voar, é saudar o por do sol, é deixar cair uma lágrima, é sujar as mãos na terra, é rir dos nossos limites, é beijar o ar, é respirar uma música, é contar as estrelas, é desprevenir-se.Texto retirado fita Rosa Cruz - Desenvolvimento Comportamental.Antonio Roberto Soares.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Uma Mente Clara.


A verdadeira natureza é pura e profunda
Como a água clara e calma.
Se batida com o ódio ou o amor,
Surgem ondas de irritação.
Surgindo sem cessar,
A própria natureza torna-se turva.
Irritação e ignorância
Sempre aumentam inconscientemente.

O "eu" agarrando um "outro"
É como a lama entrando na água.
O "eu" movido por um "outro"
É como jogar gordura no fogo.
Enquanto o reino externo for o caos, o "eu" será verdadeiro.
Enquanto o caos for tomado por real, o "eu" nascerá.
Se o "eu" não nascer,
As irritações, queimando por éons, transformam-se em gelo.

Assim, os perfeitos
Primeiro esvaziam a mácula do "eu".
Quando a mácula do "eu" for esvaziada,
Como o reino externo poderia ser uma obstrução?
A capacidade de se recuperar é a função
Do "eu" esquecido.
Assim que idiossincrasias aparecerem,
Você as reconhecerá imediatamente.

O objetivo do reconhecimento é a iluminação.
No instante em que um pensamento retornar ao brilho,
Todos os rastros serão limpados.
Esse momento é refrescante.
Refrescante, brilhante,
Inigualável, independente,
Tranqüilo, harmonioso,
Nada pode igualá-lo.
Han-shan Te-ch'ing.

O Rei da Mente.


Contemple a mente; este rei da vacuidade
É sutil e intruso.
Sem nome ou forma,
Ele tem grande poder espiritual.

Pode eliminar todas as calamidades
E realizar todos os méritos.
Apesar de sua essência ser vazia,
Ele é a medida dos fenômenos.

Quando você olha, é sem forma;
Quando você o chama, ele ecoa.
É o grande comandante do Dharma
Transmitindo os sutras através dos preceitos da mente.

Assim como o salgado na água do oceano, de cor transparente,
Certamente está lá, mas sua forma é invisível,
O rei da mente também é assim,
Residindo no corpo.

Ele entra e sai diante dos seus olhos,
Respondendo aos fenômenos, seguindo as emoções.
Quando está despreocupado, sem obstrução,
Todos os esforços têm sucesso.

Quando você realiza a mente original,
A mente vê o Buddha.
Esta mente é o Buddha;
Este Buddha é a mente.

Todo pensamento é a mente de Buddha;
A mente de Buddha permanece no Buddha.
Se você deseja realizar isto em breve,
Esteja vigilante e disciplinado.

Os preceitos puros purificam a mente;
A mente então é Buddha.
Separado deste rei da mente,
Não há outro Buddha.

Se você deseja procurar o estado búddhico,
Não macule coisa alguma.
Apesar de a natureza da mente ser vazia,
A cobiça e o ódio são reais.

Quando você entra por esta porta do Dharma,
Sentando-se ereto, você se torna o Buddha.
Ao alcançar a outra margem,
Você atinge a perfeição.

Os verdadeiros aspirantes ao caminho
Contemplam a sua própria mente.
Sabendo que o Buddha está no interior,
Não há necessidade de procurar no exterior.

Bem agora a mente é o Buddha;
Bem agora o Buddha é a mente.
A mente brilhante conhece o Buddha;
O iluminado conhece a mente.

Separado da mente, não há Buddha;
Separado do Buddha, não há mente.
Aqueles que não são Buddhas não podem penetrar;
Não estão preparados para a tarefa.

Agarrar a vacuidade e bloquear a tranqüilidade
Resulta em flutuar e afundar.
Nem buddhas nem bodhisattvas
Estabelecem suas mentes deste modo.

O grande ser da mente brilhante
Despertou para este som sutil.
A natureza do corpo e da mente é maravilhosa;
Suas funções não precisam ser alteradas.

Assim, o sábio derruba a mente e a deixa ser.
Não diga que o rei da mente é vazio e sem essência;
Ele pode fazer o corpo
Fazer o mal e o bem.

Não existe, nem é não-existente.
Aparece e desaparece imprevisivelmente.
Quando a natureza da mente parte da vacuidade,
Ela pode ser sagrada ou profana.

Assim, imploramos uns aos outros
Que a guardem com cuidado.
No momento de se moldar,
Ele se reverte ao flutuar e afundar.

A sabedoria da mente pura
É tão preciosa quanto o ouro.
O tesouro de sabedoria do Dharma
Está dentro do corpo e da mente.

O tesouro do Dharma da não-ação não é superficial nem profundo.
Todos os buddhas e bodhisattvas realizaram este mente original.
Para aqueles cujas condições estão corretas,
Ela não é passado, presente ou futuro.
Fu-yu.

O VAMPYRO COMO A SOMBRA DA MAGIA!


"A Sombra é mais perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas qualidades indesejáveis em outros ou a deixar-se dominar pela Sombra sem o perceber. Quanto mais o material da Sombra tornar-se consciente, menos ele pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma caricatura bidimensional que rejeita a mescla do bom e do mal e a ambivalência presentes em todos nós."

O mito do Vampiro atualmente é o que podemos chamar de um arquétipo, entretanto não deixa de ressaltar a forma e a relação do mesmo com tudo aquilo que é associado à magia, a satã e o chamado mal pelo catolicismo e outras religiões cristãs. Uma forma simples de inspirar medo por razões temporais e políticas nos povos do passado. Assim mantendo operante a idéia que a descoberta interior e ao mesmo tempo psicológica permaneça como um tipo de pecado. Reforçando por séculos o irracionalismo humano, reprimindo seus impulsos biológicos e primários.

No contexto atual o vampiro é um excelente arquétipo dos muitos que a sociedade tende a utilizar para designar aqueles seres noturnos, sua sexualidade reprimida, o comportamento dionisíaco, a face lunar, a vaidade, o lado Ying e tudo aquilo que não encontra lugar no mundo capitalista e apolíneo desta desumana sociedade de consumo.


Na relação a seguir abordaremos 11 itens básicos de modo generalizado e superficial sobre o caráter do que chamamos de vampyro contemporâneo, ou como consideramos aqui o "vampiro"como a sombra do mago:
Dos significados da palavra Vampiro:
A palavra que atualmente traduzimos como "vampiro" surgiu apenas no século 17 nos países do Leste-Europeu, a mesma designava fatos que aconteciam desde os primórdios do mundo sob várias formas. Outro termo relevante é o de Dracula que significava apenas Dragão ou membro da Ordem do Dragão foi utilizado primeiramente por um governante da Romênia era uma palavra estrangeira naquele país e o mesmo só passou a designar demônio por causa dos atos do próprio Vlad, algo como o que aconteceu com a palavra Sadismo que surgiu por causa dos contos e poesias do Marquês de Sade, por exemplo.
Do conjuctio entre o vampiro e o feiticeiro ou bruxa:
Todos os primeiros casos associados ao que depois veio ser chamado de vampiro no século 17, já estavam ligados a feiticeiros, bruxas, iniciados e magos, por todas as culturas e povos do planeta. Parecendo a maior parte do tempo uma herança dos mitos do período matriarcal e lunar. Para alguns, também intitulados de "Tempos Draconianos". Na verdade a maior parte do tempo aquilo que foi chamado de vampiro pela cultura apolínea, nada mais era do que casos já costumeiramente associados à magia e seus praticantes. Entretanto o vulgo, optou inconscientemente por classificar com um nome que ele pudesse entender.
Sobre o vampiro e o diabo:
A questão da dualidade da alma e principalmente do "Duplo etérico", tranqüilamente responde á maior parte das questões relacionadas aos chamados poderes e capacidade do vampiro. Sendo que o tal do vampiro astral e psíquico, no final das contas não pode ser considerado uma novidade. A raiz etimológica da palavra "Duplo" vem de "Diable" ou costumeiramente chamada de Diabo pelas igrejas católicas e cristãs sempre avessas à questão do auto-conhecimento.
O vampiro e o Ankh:
A relação cultural entre o Vampiro e o "Ankh" oficialmente surgiu na mídia a partir do filme "Fome de Viver- [The Hunger]" o­nde os vampiros interpretados por Katherine Deneuve e David Bowie caçavam ao som do hino Bela Lugosi's dead, furando seus lanchinhos com um Ankh. Entretanto este símbolo é associado à vida eterna das idéias em um plano sutil chamado vulgarmente de Inconsciente Coletivo ou memória Akashica da humanidade. O "Ankh" era o símbolo daqueles que sabiam como transitar neste plano sutíl e assim viver para sempre. Era também associado ao sexo e ao momento do orgasmo dos parceiros.
Logo, o vampiro seria o eterno caminhante eterno, aquele que estaria sempre em movimento.
O Vampiro e o Oriente:
A maior parte do tempo o Vampiro é associado a Satã, essa palavra segundo Kenneth Grant e a etimologia é derivada de um termo muito mais antigo: Seth+AN a primeira parte se refere a um dos primeiros deuses da humanidade surgido no Oriente Médio e que depois passou a ser chamado de Seth no antigo Egito. O Mesmo era conhecido como a serpente que ensinava aos homens como tornarem-se Deuses, o tal do chamado "Auto conhecimento" depois desenvolvido na psicologia e afins. A segunda parte era o sufixo "An" que designava o esplendor do Norte, a região associada ao desconhecido. Por sua vez Seth era um deus do fogo e da região sul... Alguns associam este ao significado da serpente "Oroborus" dos alquimistas. Existem outros pesquisadores que associam "An" ao nome de uma divindade lunar egípcia, o que também reforça as idéias deste ensaio..
O Vampiro e o Caixão:
A relação do Vampiro e o caixão, criptas e túmulos é deveras interessante, porque em muitos idiomas as palavras associadas a criptas, jazigos e afins são derivadas da palavra "útero". O Vampiro então renasce a cada noite em seu caixão, esta é a simbologia mais óbvia para o mesmo. Este processo é curiosamente utilizado por muitas ordens e grupos praticantes das ciências ocultas como a Franco-Maçonaria, Golden Dawn, Rosacruzes, Illuminates e tantas outras desde o século XVII oficialmente... Na verdade o processo é infinitamente mais antigo e remete ao antigo Egito e aos significados do centro de uma estrela de 6 pontas ou hexagramal se preferir, integrando opostos complementares e no seu coração [um caixão, segundo a cabala] o elemento principal: o Humano, reunindo todas as suas partes interiores fragmentadas, integrando-as e assim alcançando a iluminação.
O Vampiro e a Sensualidade:
O Vampiro independente do sexo, partilha de características semelhantes em polaridade ao mito de Vênus, deusa da beleza grega conhecida por manter sua incorruptibilidade, não envelhecer, ciúmes, inveja, vaidade e a cosmética que além de embelezar retarda a idade. Além de uma ótica mais Dionisíaca e passional da vida e ver o sexo como também uma fonte de prazer. Este seria o estágio inicial do "vampiro", após esse viria uma eventual morte o­nde ele integraria seus opostos [leia sombra] e um renascimento o­nde passaria a alcançar a compreensão de sua própria finitude e assim passando a agir no mundo com o aprendizado e o pleno vivenciar da sabedoria que aprendemos na carne. [Eis que esse é um item que se explica na vida prática! Mas não confunda entre o seis e o sete!] Lembremos sempre que um vampyro não é exatamente como a escultura da Vênus de Milo - imortal e sem braços
Vampiros não têm sombra, e não projetam reflexo no espelho:
Se você quiser uma explicação simples o vampiro tem sua manifestação no plano astral; logo sombra e espelhos [ no sentido mais convencional] tornam-se impossíveis de retratarem o mesmo.[válido para todo e qualquer conto ou relato de vampiro vulgar]. A explicação mais apurada para a frase inicial é de caráter psicológico e interior, o "vampiro" é uma das sombras e por vezes o espelho da humanidade, logo um arquétipo - uma vivência interior, uma busca de lidar com o próprio inconsciente e assim transcender a matéria por suas próprias idéias e a plena vontade sob estas, assim alcançando o inefável e trazendo para o mundo o fogo dos deuses. Entretanto, simbolicamente falando, neste momento o vampiro já deixou de existir e no seu lugar ficou o que é conhecido como o "Mago" e saímos do campo da sombra e entramos em um outro e vasto assunto que fogem do propósito deste.
Vampiros e o Sangue:
Ah o sangue, o único a saciar a eterna sede! Este componente do arquétipo do Vampiro é o mais famoso, complexo e polêmico aspecto a ser tratado. Talvez o lirismo e arte tenham sido o lugar o­nde melhor exploraram aquilo que os adeptos da cena atual chamam de "a doce eletricidade líquida". O sangue pode ser comparado simbolicamente à vida e à energia em movimento que está à nossa volta . Esta já teve vários nomes e propostas que a identificasse Bions, Orgon, Luz astral e outras mais. Seria ela a mesma a animar e plasmar deuses, fantasmas e vampiros.

Já dissemos aqui que o vampiro é "o eterno caminhante eterno", algo em perpétuo movimento e desenvolvimento. Associamos o sangue à energia vital e plasmática condensada, capaz de realizar proezas das práticas mágicas e xamânicas - a fonte da manifestação da forma - sempre buscadas por espíritos, sombras e feiticeiros desde os tempos de Homero na Grécia. [Novamente o vampiro se liga á nossa metafórica questão de ser a sombra da magia] Porém, o sangue fisico não é mais a principal e única fonte de alimentação dos vampiros modernos - existem os vampiros psíquicos, astrais, sexuais e etc...As práticas sanguíneas atualmente estão sendo desencorajadas devido aos inúmeros riscos de doenças transmissíveis pelo sangue.

Outro item importante, em diversos grupos, casas e ordens do exterior, é que um "vampiro" só pode se alimentar de alguém que conscientemente permita o mesmo, estes são chamados de "Doadores" [ou Donors em Inglês] - não importando a forma que ocorra [sexual, sanguínea, energética, astral e etc] a prática acarreta riscos vitais para os dois lados envolvidos. E por isso mesmo ocorrem em espaços, templos, clubes fechados e afins consagrados à mesma, sob a supervisão de mestres e de forma ritualística e seguindo uma prática e uma tradição ensinada lá.
10 Vampiros e a Ordem do Dragão:
Realmente existiu na história uma Ordem do Dragão à qual o governante da Romênia Vlad e seu filho fizeram parte. Estes inspiraram o autor Bram Stocker em seu imortal romance Dracula; Entretanto modernos autores atribuem que Sheridan Lê Fanu, também encontrou inspiração entre uma das mulheres que integrou esta ordem para o seu romance.vampírico chamado Carmila. Sua "musa" foi Barbara Von Cilli, esposa do fundador da ordem o imperador Sigesmundo de Luxembourg. Conta-se que ela teria sido ressuscitada da própria morte uma primeira vez através de um mago chamado Abraão o Judeu tinha em suas mãos o lendário "Grimório de Abramelin". Conta-se que ainda após sua segunda morte ela foi responsável pela morte de mais seis vítimas no castelo de Grantz o­nde foi enterrada.

Sincronicidade? Coincidências? É interessante e por vezes divertido observar que superficialmente 2 dos mais importantes romances associados ao Vampiro tivessem ligações quase que diretas com esta ordem, apesar dos próprios autores sequer imaginarem os tais vínculos e as profundezas dos mesmos. Até hoje se discute a validade e o conteúdo do citado "Grimório de Abramelim" o mesmo livro.

Nunca haverá uma fonte realmente concisa sobre estes fatos, mas 3 anos após o lançamento de Dracula de Bram Stocker este grimório foi publicado pela Golden Dawn em Londres... Se ignorarmos alguns autores de cartesianismo exarcebado. A Ordem do Dragão foi fundada para dar combate aos turcos invasores do Leste Europeu e por muito tempo versou seus conhecimentos no campo da alquimia, astronomia e outras práticas. Seus moldes e hierarquias lembravam muitas ordens de cavalaria do período e seu símbolo numa segunda fase era um dragão que devorava a própria cauda. Alguns nobres de outras importantes casas nobres foram integrantes desta sociedade incluindo a casa Aragon da Espanha, também envolvida no período das grandes navegações... Segundo o autor Nicholas de Vere , a mesma teria sua origem e seus fundamentos iniciados nos tempos do antigo Egito, envolvimento com o santo graal, e outros fatos mais, retornando ao período Draconiano. Muitas são as especulações portanto.
O Vampyro e o Góthico:
As primeiras evidências do que viria ser conhecido como cena vampirica, passou a se organizar nos EUA em meados de 1975 com a House Sahajaza um coven de praticantes de Paganismo relacionados a vertentes mais obscuras do mesmo. Ainda em 1975 é fundado também o Templo de Seth de [uma facção que havia se desligado da Church of Satan], este grupo viria a desenvolver posteriormente um grupo de elite chamado de Order of Vampyre.Lord A.

Assim Florescerão tuas Rosas.


Busca o Essencial.
Sabes tu, o que é o Essencial, Irmão querido?
Escuta: Todos os seres da Natureza, tudo quanto vês e não vês, todas as formas cristalizadas e mesmo aquelas que tua pobre retina não consegue espelhar, têm um ponto essencial, uma substância íntima, um espírito alado, inconsúteis pelos quais vivem e se desenvolvem.
Tudo o mais é secundário, acessório, mas não inútil.
A inutilidade não existe dentro da grande Obra do Universo.
Esses acessórios são meios, veículos, portadores, se assim se pode dizer, do Essencial.
O médio é mortal. Pertence à terra. O Essencial é eterno: pertence ao céu de nosso espírito.
Busca, pois, em tudo o Essencial.
Então, para buscá-lo, aprende estas sete regras e práticas. Tua Cruz far-se-á mais leve e tua Rosa emprestar-lhe-á seu sagrado perfume. Ouve:

1º – Põe em todos os teus atos uma finalidade e um alvo em todas as tuas coisas. Que elas sejam o desejo de descobrir o Essencial. Põe nisso toda a tua atenção e toma por armas o útil, e nobre, o bem e o belo. Desdenha todos os obstáculos que se interponham entre ti e tua busca.
Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

2º – Sê alegre. Que a satisfação e a alegria brotem sempre de tua alma, até mesmo pelas menores impressões recebidas. Que as coisas mais insignificantes te encham de íntimo prazer. Tua essência é divina, pois Deus está em tudo que existe. É preciso, pois, perceber o Essencial mesmo no mais diminuto organismo.
Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

3º – Aprende a respeitar a opinião sincera dos outros. Se os sente em erro, faze-lhes ver com doçura, sensatez e respeito a tua opinião autorizada, sem os magoar. O Essencial, o Divino fala também pelos demais homens, e, em breve, evoluindo, chegar-se-á à Verdade.
Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

4º – Sai diariamente ao ar livre e admira a Natureza. Alegra-te e regozija-te com o Sol, o Céu, o Ambiente , as Flores, como humílimo verme que se arrasta pela terra. Observa que a Divindade existe em tudo e que a tudo dá o alento, o Essencial.
Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

5º – Sê fiel aos teus amigos e assim terás amizades fiéis por isso, que no meio deles tu estarás. Embora sejas uma Entidade separada e isolada, sente sempre que não és mais que uma extensão do Divino. Medita nesse fato, compreende-o, ajusta teu comportamento a essa idéia e busca nela o Essencial.
Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

6º – Relaciona-te com todos. Deves dar preferência, porém, àqueles que saibam mais que ti, para aproveitares a substância do que aprenderam. Assim, conhecê-los-ás e ama-los-ás. Tua observação te fará ver que são tal qual és. O Essencial, o Divino é o que sabem e é isso que deves buscar neles porque ainda não o tens.
Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

7º – Concentra-te todos os dias. Verifica se detiveste a tua atenção em coisas acessórias, secundárias. Faze sempre um exame de consciência e responde à tua própria indagação. Se não te foi possível estares atento ao Essencial, trata de corrigir-te e busca, diariamente, essa essência divina que palpita em tudo o que existe. Assim progredirás, serás feliz e…
Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.
Texto do Mestre Huiracocha.