contos sol e lua

contos sol e lua

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Os grandes faraós.

Faraó era o título atribuído aos reis (com estatuto de deuses) no Antigo Egito. O termo de origem egípcia que significava propriamente "casa elevada", indicando inicialmente o palácio real. Este termo, na realidade, não era muito utilizado pelos próprios egípcios. No entanto, devido à inclusão deste título na Bíblia, mais específicamente no livro do "Êxodo", os historiadores modernos adotaram o vocábulo e generalizaram-no. Em cerca de três mil anos de tradição faraônica, passaram pelo trono do Egito homens (e algumas mulheres) com aspirações bem diferentes. Desde os misteriosos construtores das pirâmides de Gizé, ao poeta místico Akhenaton, passando pelo lendário Ramsés II, encontramos toda uma diversidade de indivíduos que, no seu conjunto, governaram uma das mais importantes civilizações humanas. O poder dos faraós Os faraós eram os reis do Egito Antigo. Possuíam poderes absolutos na sociedade, decidindo sobre a vida política, religiosa, econômica e militar. Como a transmissão de poder no Egito era hereditária, o faraó não era escolhido através de voto, mas sim por ter sido filho de outro faraó. Desta forma, muitas dinastias perduraram centenas de anos no poder. Na civilização egípcia, os faraós eram considerados deuses vivos. Os egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia. Os impostos arrecadados no Egito concentravam-se nas mãos do faraó, sendo que era ele quem decidia a forma que os tributos seriam utilizados. Grande parte deste valor arrecadado ficava com a própria família do faraó, sendo usado para a construção de palácios, monumentos, compra de jóias, etc. Outra parte era utilizada para pagar funcionários (escribas, militares, sacerdotes, administradores, etc.) e fazer a manutenção do reino. Ainda em vida o faraó começava a construir sua pirâmide, pois esta deveria ser o túmulo para o seu corpo. Como os egípcios acreditavam na vida após a morte, a pirâmide servia para guardar, em segurança, o corpo mumificado do faraó e seus tesouros. No sarcófago era colocado também o livro dos mortos, contando todas as coisas boas que o faraó fez em vida. Esta espécie de biografia era importante, pois os egípcios acreditavam que Osíris (deus dos mortos) iria utilizá-la para julgar os mortos. Alguns faraós famosos e suas realizações: Tutmés I, faraó do Egito (1524-1518 a.C.) da XVIII dinastia, sucessor do seu cunhado Amenófis I (que reinou em 1551-1524 a.C.). Destacado militar, foi o primeiro faraó a ser enterrado no Vale dos Reis. Tutmés II, faraó do Egito (1518-1504 a.C.), filho de Tutmés I e meio-irmão e marido da rainha Hatshepsut. Enviou uma expedição contra as tribos núbias rebeladas contra sua soberania e contra os beduínos, povo nômade dos desertos da Arábia e do Sinai. Tutmés III, faraó do Egito (1504-1450 a.C.). Era filho de Tutmés II e genro de Hatshepsut. Durante seu reinado, Tutmés III realizou 17 campanhas militares bem sucedidas, conquistando a Núbia e o Ludão. Conseguiu que os mais importantes estados lhe rendessem tributo: Creta, Chipre, Mitani, Hatti (o reino dos hititas), Assíria e Babilônia. Tutmés III afirmou a hegemonia egípcia em todo o Oriente Médio. Tutmés IV, faraó do Egito (1419-1386 a.C.) da XVIII dinastia, filho de Amenófis II e neto de Tutmés III. Comandou expedições militares contra a Núbia e a Síria, e negociou alianças com a Babilônia e o Mitanni. Amenófis III, faraó do Egito (1386-1349 a.C.), da XVIII Dinastia, responsável por grandes trabalhos arquitetônicos, entre os quais parte do templo de Luxor e o colosso de Mêmnón. Seu reinado foi de paz e prosperidade. Akhenaton ou Amenófis IV, faraó egípcio (1350-1334 a.C.), também chamado Neferkheperure, Aknaton ou Amenhotep IV. Akhenaton era filho de Amenófis III e da imperatriz Tiy e marido de Nefertiti, cuja beleza é conhecida através de esculturas da época. Akhenaton foi o último soberano da XVIII dinastia do Império Novo e se destacou por identificar-se com Aton, ou Aten, deus solar, aceitando-o como único criador do universo. Alguns eruditos consideram-no o primeiro monoteísta. Depois de instituir a nova religião, mudou seu nome de Amenófis IV para Akhenaton, que significa "Aton está satisfeito". Mudou a capital de Tebas para Akhenaton, na atual localização de Tell al-Amama, dedicando-a a Aton, e ordenou a destruição de todos os resquícios da religião politeísta de seus ancestrais. Essa revolução religiosa determinou transformações no trabalho dos artistas egípcios e, também, no desenvolvimento de uma nova literatura religiosa. Entretanto, essas mudanças não continuaram após a morte de Akhenaton. Seu genro, Tutankhamen, restaurou a antiga religião politeísta e a arte egípcia uma vez mais foi sacralizada. Tutankamon – o faraó menino, (1352-1325 a.C.), reinou de 1334 a1325 a.C., da XVIII Dinastia, genro de Akhenaton, a quem sucedeu. Tornou-se faraó com nove anos, morreu provavelmente assassinado. Durante seu reinado, restaurou o culto a Amon, o que contribuiu para a paz no Egito. A pirâmide deste faraó foi encontrada por arqueólogos em 1922. Dentro dela foram encontrados, além do sarcófago e da múmia, tesouros impressionantes. Quéops, faraó egípcio (2638-2613 a.C.); o segundo rei da IV dinastia. A realização mais importante de seu reinado foi a construção da Grande Pirâmide de Gizé, perto do Cairo. Ramsés II (reinou em 1301-1235 a.C.), faraó egípcio, terceiro governante da XIX Dinastia, filho de Seti I. Seus principais inimigos foram os hititas; com eles assinou um tratado, segundo o qual as terras em litígio se dividiam. Durante seu reinado construiu-se o templo de Abu Simbel e concluiu-se o grande vestíbulo hipostilo do templo de Amón, de Karnak. Ramsés III (reinou de 1198 a 1176 a.C.), faraó egípcio da XX dinastia, grande líder militar que salvou o país de várias invasões. As vitórias de Ramsés III estão representadas nas paredes de seu templo mortuário em Madinat Habu, próximo à cidade de Luxor. O final de seu reinado foi marcado por revoltas e intrigas palacianas. Quéfren, quarto faraó (2603-2578 a.C.) da IV Dinastia do Egito. Construiu uma das pirâmides de Gizé. Durante muito tempo, pensou-se que a Grande Esfinge próxima a ela era uma representação do rei. Quéfren foi sucedido por seu filho Miquerinos. Seti I (reinou de 1312 a 1298 a.C.), faraó egípcio, segundo governante da XIX dinastia, filho e sucessor do faraó Ramsés I. Nos últimos anos de seu reinado, conquistou a Palestina, combateu os líbios na fronteira ocidental e lutou contra os hititas. Curiosidades. A maldição do faraó. No começo do século XX, os arqueólogos descobriram várias pirâmides no Egito Antigo. Nelas, encontraram diversos textos, entre eles, um que dizia que: "morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faraó". Alguns dias após a entrada nas pirâmides, alguns arqueólogos morreram de forma estranha e sem explicações. O medo espalhou-se entre muitas pessoas, pois os jornais divulgavam que a "maldição dos faraós" estava fazendo vítimas. Porém, após alguns estudos, verificou-se que os arqueólogos morreram, pois inalaram, dentro das pirâmides, fungos mortais que atacavam os órgãos do corpo. A ciência conseguiu explicar e desmistificar a questão. O período Ramsés. Ramsés foi um dos maiores faraós que o Egito já teve. Governou por 70 anos, talvez nenhum faraó tenha governado tanto. Foi um grande construtor e um grande lutador. Ramsés morreu com aproximadamente 90 anos e gerou pelo menos 90 filhos. Quando estudaram a múmia de Ramsés, viram grandes problemas com seus dentes. Pode ser que tenha morrido por infecção. Sabe-se que nos seus últimos dias sofreu bastante.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

solidão.

Ao longo de sua existência, cada ser humano precisa, às vezes, ficar só. Essa solidão é necessária para que a pessoa possa olhar-se, perceber-se, entender-se e estruturar-se, mesmo que estes sejam momentos difíceis e dolorosos. No entanto este estar só não significa, de forma alguma, o verdadeiro sentimento de solidão, que se manifesta como uma situação muito mais sofrida e penosa, indicando que algum aspecto importante da vida não está sendo suprido satisfatoriamente, podendo trazer conseqüências drásticas para a saúde física e mental do indivíduo. Esse estado de solidão traduz-se por um sentir-se estrangeiro no mundo, sem nenhuma identificação com ele e nenhum elo com as outras pessoas. Às vezes, isso causa uma depressão tão grande, que pode levar à loucura ou à morte, è deve-se entendê-lo não como uma situação física, mas como uma sensação psicológica. Para exemplificar o que é essa sensação, pode-se imaginar a vida de uma pessoa qualquer. Suponha-se uma adolescente que é alegre, comunicativa e que nunca se sentiu sozinha, mesmo quando está a sós em seu quarto. Um dia, por exemplo, ela descobre que está grávida; não sabe o que fazer e não tem coragem de repartir seu problema com mais ninguém. Mesmo cercada por seus pais, amigas e professores, ela se sente, pela primeira vez em sua vida, terrivelmente só. Seu segredo a separa das outras pessoas, e até o fato de contá-lo ou não para alguém depende de uma decisão unicamente sua. Ninguém poderá ajudá-la. Certamente, esse tempo a sós é importante para que ela possa situar-se diante da nova situação. Se ela tiver confiança em si mesma e nas pessoas que a cercam, conseguirá abrir-se, repartindo seu problema e aliviando-se do peso que carrega sozinha. Se não encontrar essa confiança nem a compreensão dos outros, poderá se isolar mais, construindo uma barreira à sua volta, consolidando sua solidão. Dentro dela poderá se formar um muro que a separará definitivamente das outras pessoas, modificando sua convivência com elas. Por isso, o psicólogo clínico Olegário de Godói define a solidão como uma torre que a pessoa constrói em volta de si mesma. Só que, quando a torre fica pronta, a pessoa percebe que se esqueceu de fazer portas e janelas, vendo-se completamente isolada, incomunicável dentro dela. Toda pessoa é limitada por seu próprio corpo. Fisicamente, ela termina onde acaba sua pele e, durante toda sua vida, carrega a si mesma, mas não pode carregar ou conter nenhum outro. "Ontologicamente, por sua própria natureza física, o ser humano é solitário. Entra no mundo, faz sua trajetória por ele e também o deixa completamente sozinho. Há certas situações que são vivenciadas apenas dentro de cada um, e, por maior que seja a união entre duas pessoas, há o limite do próprio corpo, que impede a interação total entre elas" — explica dr. Olegário. Ao mesmo tempo, o ser humano é também essencialmente gregário, como qualquer outro animal. À natureza fez dele um ser social, presenteando-o, dessa forma, com o recurso que lhe permite superar a solidão. Cada indivíduo, portanto, tem necessidade de se relacionar com os outros, de fazer parte de um grupo, de sentir-se unido ao todo, repartindo-se com seus semelhantes, para não cair num isolamento nocivo e destrutivo. O meio que possibilita satisfazer essa necessidade humana é a comunicação, que só ocorrerá de maneira plena e verdadeira quando estiver fundamentada no amor. Quanto maior a capacidade, a liberdade e as oportunidades de comunicação — de repartir sentimentos, emoções e impressões pessoais —, menos solitária a pessoa se sentirá. "O homem supera sua solidão ontológica quando vive num ambiente favorável às relações, que o deixa à vontade para trocas e diálogos. Mas, quando vive num meio adverso, que tolhe sua capacidade de comunicação, sente clara e aterradoramente sua condição existencial solitária" — diz o psicólogo. Eis, portanto, o segredo capaz de abrir as portas da torre habitada pêlos solitários. Porém a comunicação não constitui uma tarefa tão fácil e simples. Existem inúmeros fatores que impedem ou dificultam sua concretização, sustentando um exército de pessoas que vivem sozinhas e solitárias no mundo. Muitos indivíduos fracassam na difícil e complicada missão, dada a todo ser humano, de sair de si mesmo em busca do outro. Inúmeros e diferentes motivos contribuem para que isso ocorra com freqüência. De um lado, busca-se a interação com alguém, que sempre se apresenta como um outro mundo, estranho, indecifrável e misterioso, do qual teme-se a aproximação. De outro, grande parte das pessoas não aprendeu a expressar seus próprios sentimentos, seu "eu" verdadeiro, escondendo-se o tempo todo de si mesmas e dos outros. Às vezes, é o receptor que interpreta erroneamente a mensagem recebida e, baseando-se em seus próprios códigos, cria barreiras à comunicação. Em outras ocasiões, o emissor é quem não consegue enviar mensagens límpidas e claras, revelar suas reais intenções e fazer-se entender. As crianças e os jovens, por exemplo, são naturalmente muito espontâneos em seus contatos pessoais, não colocando obstáculos à comunicação. Mas essa espontaneidade vai sendo podada com o tempo; padrões de comportamento vão sendo impostos e barreiras vão sendo construídas. O medo de se expor demais, de não ser bem aceito e compreendido, e tantos outros medos cortam a autenticidade da comunicação e atrapalham os relacionamentos, isolando as pessoas umas das outras. Pode-se até dizer que são esses medos as principais causas da solidão. "Quando alguém se comunica, comunica a si mesmo" — argumenta dr. Olegário. "Comunicar-se, portanto, significa dar-se, revelar-se, o que constitui sempre um risco. Existe, então, muito medo de dar-se, ficando a comunicação num nível superficial, ilusório, que não tira ninguém da solidão." Por isso, um indivíduo pode sentir-se solitário, mesmo que viva no meio de muitas pessoas. Quando não há profundidade nos relacionamentos e acolhimento entre as pessoas, a comunicação não as satisfaz. A proximidade física, por si só, não significa nada. É necessário construir pontes de diálogo, no qual cada um sente-se valorizado, compreendido, aceito e recebido sem interpretações distorcidas, falsas ou preconceituosas. A sensação de solidão não surge de uma hora para outra. Esta é uma torre construída com uma pedrinha colocada hoje, um tijolo amanhã, até que o indivíduo se percebe preso lá dentro. Muitas vezes a torre foi construída pêlos outros ou por uma circunstância, e a pessoa foi jogada lá dentro sem querer. Por isso é necessário ficar atento, destruindo a primeira pedrinha que aparecer, pois a solidão, com certeza, trará danos profundos para a vida e a saúde.A socialização, fator importante para que cada um aprenda a conviver e a confiar nos outros, nem sempre ocorre de maneira adequada, contribuindo para que se formem pessoas arredias e solitárias. Muitas proibições, falta de amor e compreensão dos pais favorecem a tendência ao isolamento. Uma doença prolongada, responsabilidades assumidas muito cedo ou superproteção também podem impedir o desenvolvimento normal da socialização. Existem, também, alguns indivíduos que são naturalmente mais introvertidos, e qualquer condição adversa leva-os a retraírem-se ainda mais. Esses costumam criar um mundo à parte: vivem fantasias intensas, que acreditam ser reais; apegam-se a bichinhos de estimação; comunicam-se com livros, objetos ou visões, para se defenderem de sua dolorosa solidão. No entanto, deve-se evitar tal isolamento, não permitindo que os medos ganhem espaço, buscando ajuda de alguém e abrindo portas para o encontro com outros. Todos os seres humanos precisam de companhia, e não se pode ficar a vida inteira escondendo-se. Por isso, é necessário um pouco de coragem para sair do esconderijo, mostrando-se aos outros. "Se não encontramos receptividade em um determinado meio, sempre haverá uma outra platéia onde seremos bem aceitos" — propõe dr. Olegário —, "sempre haverá alguém disposto a nos ouvir, a compartilhar conosco alguns momentos e emoções verdadeiras, mas é preciso sair em sua busca." Na verdade, sair sozinho de uma situação de solidão constitui uma tarefa quase impossível. Mesmo depois de dar o primeiro passo, a pessoa solitária precisa da ajuda de uma outra, que se interesse por ela, que a trate com carinho e lhe inspire confiança. Sentindo essa mão amiga, consegue-se abandonar definitivamente a torre do isolamento. Por isso, os especialistas concordam que o amor é um fator essencial, pois só ele propicia a verdadeira comunicação, libertando as pessoas. "Não é, de forma alguma, saudável viver solitário" — garante dr. Olegário, e recomenda: "Deve-se evitar a solidão como um câncer da alma, pois o homem não foi criado para estar só. Sua condição ontológica, que o confina dentro da própria pele, faz dele uma unidade isolada, como um grão de areia. Mas o grão de areia só se realiza plenamente quando é praia". Finalmente, o psicólogo aconselha algumas atitudes, que podem ser tomadas por todos, como medidas preventivas contra a solidão. A primeira delas consiste em desenvolver os talentos, a inteligência e as habilidades, alargando o próprio mundo e adquirindo elementos que permitirão entrar em contato com outros mundos. Outra é participar de grupos — políticos, religiosos, esportivos ou culturais — que tenham a ver com a própria personalidade, criando oportunidades para encontros e convivências. Além disso, buscar dentro de si mesmo alegria e espontaneidade, que, com certeza, atrairão a amizade e companhia das outras pessoas. Sem dúvida, esses comportamentos constituem antídotos eficazes e uma porta sempre aberta, impedindo o isolamento. Não se pode esquecer que todo ser humano foi criado para relacionar-se com seus semelhantes, com o mundo que o rodeia e com seu Deus. A solidão indica que essa importante função humana não está sendo cumprida e que uma necessidade natural não está sendo satisfeita. Por isso ela é contrária à vida, que brota, se desenvolve, floresce e se renova com a comunicação, a partilha e o amor. Maria Helena Brito Izzo.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Minha Mente é Para Mim Um Reino.

Minha mente para mim é um reino; Encontro nela um bem-estar tão perfeito Que supera qualquer outra bênção, Venha de Deus ou da natureza. Por mais que eu queira o que a maioria busca, Minha mente proíbe e afasta a ambição. Nenhum porto principesco, nenhum estoque de riquezas, Coisa alguma para forçar a vitória; Tampouco sagaz destreza para atenuar uma ferida, Nem aparências para atrair um olhar afetuoso. Não sou escravo de nada disso. Por quê? Minha consciência despreza esse tipo de coisas. Vejo que muitos com freqüência se excedem; E os que escalam rapidamente – logo vão despencar. Vejo aqueles que estão no alto serem Mais ameaçados que os outros, por desgraças. Eles conquistam com esforço e guardam com medo; E tais preocupações minha mente não quer tolerar. Prefiro não adotar uma atitude de orgulho; Não desejo mais que o suficiente, E nada faço além do que posso fazer bem. Tudo que necessito, minha mente me garante. Veja! Assim triunfo como um rei, Com qualquer coisa tenho a mente contente. Eu não rio da perda que o outro sofre, Nem invejo o ganho do outro; Nenhuma onda do mundo pode agitar minha mente; Eu tolero bem o que é a ruína de muita gente. Não temo o inimigo, e nem bajulo o amigo, Não detesto a vida, nem temo o meu fim. Minha riqueza é a saúde, e uma perfeita calma; E a consciência limpa é minha principal defesa; Não uso suborno ou sedução para agradar, Nem me afasto de alguém para ofender e ferir. Assim eu vivo, assim irei morrer, E gostaria que todos tivessem – esse jeito de ser! Sir Edward Dyer.

Destino.

Perceba que uma gota não tem como saber o que é um oceano até que se dissolva no próprio oceano. Do mesmo modo, enquanto o indivíduo existir, a vontade da existência não será conhecida. Se vc puder abrir mão da sua individualidade, se puder abrir mão do ego, se puder se entregar totalmente, se vc puder desaparecer no Todo e lutar como um instrumento, como uma testemunha... Então a vontade da existência será conhecida o tempo todo. Tente perceber que não há maneira de alterarmos a realização da existência. Mas podemos lutar, podemos nos arruinar, podemos destruir a nós mesmos na esperança de alterarmos a vontade da existência. Existe uma história muito interessante de dois pedaços de palha que estão se afogando em um rio caudaloso. Uma das palhas, que está disposta em diagonal na correnteza, está tentando conter o rio, está gritando que não deixará o rio continuar. Apesar das águas do rio continuarem rolando e a palha ser incapaz de controlá-las, ela continua gritando que o rio será contido. Mas essa palha continua se afogando. O rio não ouve a sua voz e não sabe que a palha está lutando contra ele. É uma palha muito pequena, o rio não sabe que ela existe, e ela não faz a menor diferença para ele. Mas para a palha é uma questão de grande importância. É a maior dificuldade de sua vida, ela está se afogando, mas continua lutando... Ela chegará ao mesmo lugar que chegaria se não estivesse lutando. No entanto, como está lutando, esse momento, esse período será de dor, pesar, de conflito e ansiedade. A palha perto dela se soltou. Ela não está indo contra o fluxo. Ela está deitada reta, na direção em que o rio está correndo... E acredita que está ajudando o rio a correr. O rio também não conhece a existência dessa palha. Mas a palha pensa que, como está levando o rio para o mar, o rio vai chegar lá. E o rio desconhece essa ajuda. Tudo isso não faz a menor diferença para o rio, mas para as duas palhas trata-se de um assunto de grande importância. Aquela que está guiando o fluxo do rio está sentindo uma imensa alegria; está dançando, repleta de prazer. A palha que está lutando contra o rio está sofrendo muito. Sua dança não é uma dança, é um pesadelo. Na vida é a mesma coisa... Um indivíduo não consegue fazer qualquer coisa exceto pela vontade da existência. Mas ele tem a liberdade de lutar, e lutando ele tem a liberdade de ficar ansioso. Segundo Sartre “o homem está condenado a ser livre”. No entanto, o homem pode usar a sua liberdade de duas maneiras: Pode usar sua liberdade contra a existência e criar um conflito. Nesse caso sua vida será de pesar, dor e angústia. Outro indivíduo pode fazer de sua liberdade um objeto de entrega à existência – e sua vida será uma vida de alegria, uma vida de dança e canção. Então é impossível conhecer a vontade da existência, mas certamente é possível transformar-se em um com Ela. E se for o caso, então a vontade da pessoa desaparecerá e apenas a vontade da existência permanecerá.osho.

Círculos ilusórios.

A vida vivida inconscientemente não pode ter nenhum sentido. Na verdade, a vida não tem nenhum significado em si mesma. O significado surge quando a consciência surge em você. Então, a vida reflete a sua consciência, então a vida se torna um espelho, então, a vida ecoa a sua canção, a sua celebração, a sua música interior. Ouvindo aqueles ecos, você começa a sentir a significância, o significado, o valor. Vivendo uma vida inconsciente, você pode ir mudando de um trabalho para outro – isso não vai ajudar. Talvez, por alguns dias, enquanto o trabalho for novo e houver excitação, você possa sentir-se bem. Você pode novamente projetar suas ilusões, você pode novamente começar a ter expectativas: “Desta vez vai acontecer. Talvez não tenha acontecido até agora, mas desta vez vai acontecer”. Um homem de consciência vive sem expectativas, desse modo, ele não sente nenhuma frustração, jamais. Mais cedo ou mais tarde, quando a lua-de-mel acabar, você se sentirá frustrado. E por quanto tempo a lua-de-mel pode durar? E cada vez, a frustração vai ser maior, porque seus fracassos estão se amontoando – eles estão se tornando uma montanha. E você falhou tantas vezes, que, lá no fundo, em algum lugar, o medo oculto está sempre presente – mesmo quando você está em lua-de-mel, lá no fundo, o medo está sempre presente, de que aquilo não vai ser diferente. Mas você tem de ter esperanças para viver, caso contrário... Assim, as pessoas vão mudando seus empregos, vão mudando seus passatempos, vão mudando suas esposas, seus maridos, vão mudando suas religiões. Elas vão mudando tudo que pode mudar – com a esperança de que, “desta vez”, algo vá acontecer. Mas a menos que você mude, nada vai acontecer. Não é uma questão de mudar algo do lado de fora... Você permanece o mesmo! A razão é clara! Aquele que escolhe é o mesmo, seus gostos são os mesmos. Você irá sempre gostar de um certo tipo de mulher ou de um certo tipo de homem. Quando você se apaixona por uma mulher ou um homem, você sabe por quê? Você não tem consciência, você não tem consciência do seu próprio funcionamento. A menos que você se torne consciente do por que de você fazer certa coisa, do por que de você escolher certa pessoa, certo trabalho, certo emprego, certa mulher, certo homem, você está fadado a permanecer frustrado. E de novo, e novamente, você perderá o significado da vida. A vida é apenas uma tela vazia: você tem de pintar o significado nela. Seja o que for que você pinte será o significado da sua vida. Então, ao invés de mudar as coisas – em qualquer direção ou dimensão externa – mude sua consciência. A mudança tem de ser interna. Somente a mudança interna pode mudar alguma coisa, caso contrário, todas as mudanças serão falsas.osho

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

utopia.

Thomas More, estadista e pensador inglês do século XV, imaginou a sociedade ideal. Deu forma às reflexões na célebre obra denominada Utopia (do grego: “lugar nenhum”). Nesta, More projetou uma civilização que teria superado todas as imperfeições de ordem moral e social, vivendo a felicidade que provém de leis justas e costumes igualitários. Presume-se que, a exemplo de tantos outros homens de gênio, desde remotas eras, Thomas More era profundamente insatisfeito com as mazelas da sociedade de sua época, o que o levou a satirizá-la em seus escritos. Séculos antes, Platão já visualizava uma humanidade regida por princípios que, a seu ver, seriam os mais adequados para prover a paz e a ordem. É o que se pode depreender de seus diálogos, especialmente de A República e também da inusitada narrativa sobre o reino de Poseidon. Quase na mesma época de Thomas More, outro personagem ilustre também deixou consignado em uma obra o seu ideal de civilização. Esse homem foi Francis Bacon (1561 – 1626), filósofo, místico, estadista, que, entre outras coisas, organizou a língua inglesa. Seu livro, “Nova Atlântida”, pode ter sido a fonte de inspiração para os colonizadores da América, que viram a possibilidade de fundar no novo continente as bases da Nova Ordem prevista por Bacon. E hoje? Na velocidade da luz, as informações atravessam continentes; incontáveis engenhos espaciais orbitam o planeta ou cruzam o sistema solar, colhendo milhões de dados que enriquecem a ciência; a medicina realiza prodígios inconcebíveis há menos de meio século. Nem por isso o homem é mais feliz do que no passado distante. Como sabê-lo? Basta que consideremos o custo de uma guerra. Todos os países, por mais ricos e civilizados que sejam, têm problemas sociais de diversas naturezas, muito deles dependendo principalmente de dinheiro para serem solucionados. Mas uma bomba de alta potencia, ao explodir, não destrói apenas o inimigo; queima consigo alguns milhares de dólares que dariam, confortavelmente, para construir uma escola ou aparelhar um hospital. Qual é o preço de um caça moderno? Ou um tanque? Um submarino? São bilhões que permanecem estagnados, servindo unicamente para manter o equilíbrio do medo. Hoje, a imensa maioria das pessoas também alimenta uma utopia, uma “Nova “Atlântida”; um tempo em que, finalmente, o homem deixe de ser lobo do homem e a felicidade seja a única lei a ser rigorosamente cumprida. O bom senso, porém, nos diz que não há como ser feliz às custas do sofrimento e da privação de outrem, de modo que a construção desse novo tempo implica na reeducação interior. Precisamos rever os conceitos de liberdade, justiça, direito, propriedade, hierarquia e todos os balizamentos éticos que têm sustentado de forma precária o mundo em que vivemos, para que a nova ordem da humanidade seja a somatória da renovação individual. É saudável que alimentemos uma utopia. Melhor ainda se for alicerçada em princípios universais, e que encontre ressonância no íntimo da alma, como a linguagem sem palavras que nos fala da grandiosidade da obra Divina em cada grão de areia e em cada astro do Cosmo. Os Rosacruzes, homens e mulheres devotados ao progresso e à felicidade pela conquista do conhecimento das leis naturais e cósmicas, também têm sua Utopia. Utopia Rosacruz. Deus de todos os seres humanos, Deus de toda vida, na Humanidade com que sonhamos Os políticos são profundamente humanistas e trabalham a serviço do bem comum. Os economistas gerem as finanças dos Estados com discernimento e no interesse de todos, Os sábios são espiritualistas e buscam sua inspiração no Livro da Natureza, Os artistas são inspirados e expressam em suas obras a beleza e a pureza do Plano Divino, Os médicos são motivados pelo amor ao próximo e cuidam tanto das almas quanto dos corpos, Não há mais miséria nem pobreza, pois cada qual tem aquilo de que precisa para viver feliz, O trabalho não é mais vivenciado como uma coerção, mas como uma fonte do desabrochar e de bem-estar, A natureza é considerada como o mais belo dos templos e os animais como nossos irmãos em via de evolução, Há um Governo mundial, formado pelos dirigentes de todas as nações, trabalhando no interesse de toda a Humanidade, A espiritualidade é um ideal e um modo de vida que têm sua fonte numa Religião universal, baseada mais no conhecimento das leis divinas do que na crença em Deus, As relações humanas são fundadas no amor, na amizade e na fraternidade, de modo que o mundo inteiro vive em paz e harmonia. Assim seja!

ORAÇÃO DOURADA...

Não Vos peço que me mandes Luz Senhor, Quero apenas enxergar a que possuo. Não Vos peço que elimine as minhas feridas, Quero apenas saber em que parte de mim Guardaste o lenitivo para elas, meu Pai. Não Vos peço que me dês forças, Quero apenas conhecer o modo De utilizar o que já me destes. Não Vos peço poderes, meu Deus, Quero apenas empregar os que possuo. Não Vos peço coragem, Senhor, Quero apenas dominar os meus temores. Não Vos peço amor, Santíssimo, Quero apenas a destreza para Lidar com os meus ressentimentos. Não Vos peço a verdade, Amado, Quero apenas a consciência de que Ela existe e está em mim e que eu possa No final erguer a mim em altura e ao teu lado. Me sentir bom, pois muitos julgam-se bons, Mas só se é bom quando não se julga. LISON.F.R.C.