contos sol e lua

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Os mistérios filosóficos.

Oração, Filosofia, Espiritualidade - Angeosofia.com. Diz-se que o belo é o esplendor do verdadeiro. Ora, a beleza moral é a bondade. É belo ser bom. Para ser bom com inteligência, é preciso ser justo. Para ser justo, é preciso agir com razão. Para agir com razão, é preciso ter a ciência da realidade. Para ter a ciência da realidade, é preciso ter consciência da verdade. Para ter consciência da verdade, é preciso ter uma noção exata do ser. O ser, a verdade, a razão e a justiça são os objetos comuns das buscas da ciência e das aspirações da fé. A concepção de um poder supremo, real ou hipotético, transforma a justiça em Providência, e a noção divina, por esse ponto de vista, torna-se acessível à própria ciência. A ciência estuda o ser em suas manifestações parciais, a fé o supõe, ou melhor, o admite a priori em sua generalidade. A ciência busca a verdade em todas as coisas, a fé relaciona todas as coisas a uma verdade universal e absoluta. A ciência verifica realidades no detalhe, a fé explica-as por uma realidade de conjunto que a ciência não pode verificar, mas que a própria existência dos detalhes parece forçá-la a reconhecer e a admitir. A ciência submete as razões das pessoas e das coisas à razão matemática e universal; a fé procura, ou melhor, supõe nas próprias matemáticas e acima das matemáticas uma razão inteligente e absoluta. A ciência demonstra a justiça pela justiça; a fé dá justeza absoluta à justiça, subordinando-a à Providência. Vê-se aqui tudo o que a fé empresta à ciência e tudo o que a ciência, por sua vez, deve à fé. Sem a fé, a ciência está circunscrita por uma dúvida absoluta e encontra-se eternamente estacionada no empirismo arriscado a um ceticismo raciocinador; sem a ciência, a fé constrói suas hipóteses ao acaso e só pode prejulgar cegamente as causas dos efeitos que ignora. A grande corrente que reúne ciência e fé é a analogia. A ciência está forçada a respeitar uma crença cujas hipóteses são análogas às verdades demonstradas. A fé, que atribui tudo a Deus, está forçada a admitir a ciência como uma revelação natural que, pela manifestação parcial das leis da razão eterna, dá uma escala de proporções a todas as aspirações e a todos os ímpetos da alma no domínio do desconhecido. É somente a fé, portanto, que pode dar uma solução aos mistérios da ciência e é, em contrapartida, somente a ciência que demonstra a razão de ser dos mistérios da fé. Fora da união e do concurso dessas duas forças vivas da inteligência, não há para a ciência senão ceticismo e desespero, para a fé, temeridade e fanatismo. Se a fé insulta a ciência, blasfema; se a ciência desconhece a fé, abdica. Agora, escutemo-las falar de comum acordo. - O Ser está em todos os lugares, diz a ciência. É múltiplo e variável em suas formas, único em sua essência e imutável em suas leis. O relativo demonstra a existência do absoluto. A inteligência existe no ser. A inteligência anima e modifica a matéria. - A inteligência está em todos os lugares, diz a fé. Em nenhum lugar a vida é fatal, uma vez que está regulada. A regra é a expressão de uma sabedoria suprema. O absoluto em inteligência, o regulador supremo das formas, o ideal vivo dos espíritos é Deus. - Em sua identidade com a idéia, o ser é a verdade, diz a ciência. - Em sua identidade com o ideal, a verdade é Deus, retorque a fé. - Em sua identidade com minhas demonstrações, o ser é a realidade, diz a ciência. - Em sua identidade com minhas legítimas aspirações, a realidade é meu dogma, diz a fé. - Na sua identidade com o verbo, o ser é a razão, diz a ciência. - Na sua identidade com o espírito de caridade, a mais elevada razão é minha obediência, diz a fé. - Em sua identidade com o motivo dos atos racionais, o ser é a justiça, diz a ciência. - Em sua identidade com o princípio de caridade, a justiça é a Providência, responde a fé. Acordo sublime de todas as certezas com todas as esperanças, do absoluto em inteligência e do absoluto em amor. O Espírito Santo, o espírito de caridade deve assim tudo conciliar e tudo transformar em sua própria luz. Não é ele o espírito de inteligência, o espírito de ciência, o espírito de conselho, o espírito de força? Ele deve vir, diz a liturgia católica, e isso será como uma criação nova, e ele mudará a face da terra. "Rir da filosofia já é filosofar", disse Pascal ao fazer alusão a esta filosofia cética e duvidosa que não reconhece a fé. E, se existisse uma fé que pisoteasse a ciência, não diríamos que rir de semelhante fé seria dar provas de verdadeira religião, que é toda caridade, que não tolera o riso, mas ter-se-ia razão em censurar esse amor pela ignorância e em dizer a essa fé temerária: Já que desconheces tua irmã, não és a filha de Deus! Verdade, realidade, razão, justiça, providência, tais são os cinco raios da estrela flamejante no centro da qual a ciência escreverá a palavra Ser, a que a fé acrescentará o nome inefável de Deus. A chave dos grandes mistérios. Por: Eliphas Levi.

Oração do dia: Minha Prece Favorita.

Esta oração, é o epílogo do Livro A Chave dos Grandes Mistérios do grande ocultista Eliphas Levi. Um texto de profunda inspiração espiritual: Graças vos sejam dadas, meu Deus, porque vós me chamasses a essa admirável luz. Sois a inteligência suprema e a vida absoluta desses números e dessas forças que vos obedecem para povoar o infinito com uma criação inesgotável. As matemáticas vos provam, as harmonias vos cantam, as formas passam e vos adoram! Abraão conheceu-vos, Hermes adivinhou-vos, Pitágoras calculou vossos movimentos, Platão aspirava a vós em tolos os sonhos de seu gênio; mas um único iniciador, um único sábio vos revelou aos filhos da terra, um único pôde dizer de vós: Meu pai e eu somos apenas um; glória seja, pois, para ele, pois que toda sua glória é para vós! Pai, vós o sabeis, aquele que escreve estas linhas muito lutou e sofreu; suportou a pobreza, a calúnia, a proscrição odiosa, a prisão, o abandono dos que amava, e, no entanto, nunca se julgou infeliz, porque restava-lhe por consolo a verdade e a justiça! Vós sois o único santo, Deus dos corações verdadeiros e das almas justas, e sabeis se algum dia acreditei estar puro diante de vós; fui como todos os homens o joguete das paixões humanas, depois venci-as, ou antes, venceste-as em mim, e destes-me, para que aí repousasse, a paz profunda dos que buscam e ambicionam a vós somente. Amo a humanidade porque os homens, enquanto não são insensatos, nunca são maus a não ser por erro ou fraqueza. Amam naturalmente o bem e é por esse amor, que lhes destes como um sustentáculo em meio a suas provações, que devem ser reconduzidos cedo ou tarde ao culto da justiça pelo amor da verdade. Que meus livros vão agora onde Vossa Providência os enviar. Se contiverem as palavras de vossa sabedoria, serão mais fortes que o esquecimento, se ao contrário contiverem apenas erros, sei ao menos que meu amor pela justiça e pela verdade lhes sobreviverá, e que assim a imortalidade não pode deixar de recolher as aspirações e os votos de minha alma que criastes imortal!

O Templo do Futuro. Eliphas Levi.

1. O Futuro. Os animais continuarão a se devorar mutuamente até o final. Só o homem é imortal. E quando houver na humanidade mais seres humanos que animais, começará a associação dos homens livres. E Deus bendirá o seu povo e lhe dirá: Cresça e se multiplique. Mas antes desta época, os formigueiros do norte devem renovar a terra uma segunda vez; porque a forma da nossa sociedade já está ultrapassada, e sua alma deve passar a povos novos. Então tudo se constituirá segundo a lei da unidade. Foi dito aos pobres: “Destruam os ricos”. E aos escravos: “Degolem os tiranos, porque os ricos e os tiranos devem perecer”. Mas os que roubam os ricos se tornam ricos por sua vez. Os escravos se tornam tiranos, e encontram a sua punição na sua vitória. O espírito da liberdade salva os homens que têm inteligência e amor ao sacrificá-los, e prepara uma armadilha para os homens egoístas, dedicados à rapina. Ladrões contra ladrões, assassinos contra assassinos; que eles ataquem uns aos outros, que batam, que degolem-se e se destrocem uns aos outros. Os seres humanos do futuro estão no campo de batalha como os soldados de Gideão [3]; eles destroem suas vidas como cântaros de barro, e erguem em suas mãos tochas acesas, e fazem soar as trombetas. Eles não usarão a espada. A sua palavra será suficiente, e os [inimigos] midianitas matarão uns aos outros. Anjos da guerra e da morte, voem sobre os terrenos tomados pelo fogo e anunciem à terra a queda da grande Babilônia! Aqui está a solução do problema dos nomes, e a demonstração eterna da unidade. Um povo, um Deus, uma Lei, um rei. E Deus será o povo, e a Lei será Deus, e o rei será a lei. A justiça e a paz reinarão entre todos; e ambas terão por intérprete, ajudado por um conselho de sábios, um servidor do povo, guardião dos tesouros do Estado. Os tesouros do Estado serão a sabedoria e o amor. O ouro será usado apenas para fazer estátuas em homenagem aos grandes homens. O rei será um homem condenado a sofrer, que se sacrificará por todos. Ele desejará ser libertado deste peso, e não terá outra ambição além do amor dos seres humanos. A palavra do rei será a palavra da lei; e ela será justa como a balança, e cortante como a espada. Porque o rei será o representante do povo, e só povo será o monarca e o supremo pontífice. O homem viverá e reinará imortal; e este será o homem-deus, o povo-Cristo, o Verbo encarnado. E o Cristo, transformado em povo, colocará o mundo nas mãos do seu pai, e sentará à direita de Deus. E o seu reino não terá fim. Amém. 2. O Templo. Quando o espírito for revelado, toda a trindade se revelará em sua glória. A humanidade terá a graça da infância, o vigor da juventude e a sabedoria da idade madura. Todas as formas que revestiram sucessivamente o pensamento divino renascerão perfeitas e imortais. Todos os esboços produzidos pela arte das nações ao longo do tempo se reunirão e formarão a imagem completa de Deus. Jerusalém reconstruirá o templo de Jeová seguindo o modelo profetizado por Ezequiel; e o Cristo, novo e eterno Salomão, nele cantará - entre paredes de cedro e cipreste - as suas núpcias com a esposa do cântico. Mas Jeová terá deixado a um lado o seu raio, para bendizer com as duas mãos o noivo e a noiva; ele aparecerá sorridente entre os dois esposos, e estará feliz por ser chamado de pai. No entanto a poesia do Oriente, com suas lembranças mágicas, o chamará ainda de Brahma e de Júpiter. A Índia ensinará em nossos climas encantados as fábulas maravilhosas de Vishnu, e nos mostrará, diante do rosto ainda ensangüentado de nosso amado Cristo, a tríplice coroa de pérolas da Trimurti [4] mística. Vênus, purificada, sob o véu de Maria, já não chorará por Adônis; o Esposo ressuscitou para não mais morrer, e o javali infernal [5] encontrou a morte em sua vitória passageira. Reergam-se, templos de Delfos e de Éfeso; o Deus da luz e das artes tornou-se o Deus do mundo, e o Verbo de Deus bem pode ser chamado pelo nome de Apolo! Diana [a lua ] já não reinará como viúva nos campos solitários da noite. A sua crescente prateada está agora aos pés do seu esposo. Mas Diana não é vencida por Vênus. Seu Endimião acaba de se despertar, e a virgindade se orgulha porque em breve será mãe. Sai da tua tumba, ó Fídias, e reconcilia-te com a destruição de teu Júpiter [6]; é agora que tu terás, como filho, um Deus. Ó Roma! Que os teus templos se ergam ao lado de tuas basílicas; que sejas ainda a rainha do mundo e o panteão das nações; que Virgílio seja coroado no Capitólio pela mão de São Pedro, e que o Olimpo e o Carmelo unam as suas divindades sob o pincel da Rafael. Transfigurem-se, antigas catedrais de nossos pais; lancem, até as nuvens, suas flechas buriladas e vivas, que a pedra revela em figuras animadas; as sombrias lendas do Norte tornaram-se alegres graças aos apólogos dourados e maravilhosos do Alcorão. Que o Oriente adore Jesus Cristo em suas mesquitas, e que, sob os minaretes de uma nova Santa Sofia, a cruz se eleve em meio à crescente! [7] Que Maomé liberte a mulher, para dar ao verdadeiro crente a mulher ideal com que ele tanto sonha; e que Cristo se liberte de sua longa solidão entre os anjos de Maomé. Toda a terra, revestida dos ornamentos que as diversas artes produziram, será um templo magnífico, do qual o ser humano será o eterno sacerdote. Tudo aquilo que foi verdadeiro, tudo aquilo que foi belo, tudo aquilo que foi agradável, nos séculos anteriores, reviverá gloriosamente nesta transfiguração do mundo. E a forma será inseparável da ideia, assim como o corpo será, um dia, inseparável da alma. Quando a alma tiver desenvolvido todo o seu poder, ela fará um corpo à sua imagem. [8] Este será o reino do céu sobre a terra; e os corpos serão os templos das almas, assim como o universo, regenerado, será o templo de Deus. E os corpos e as almas, e a forma e o pensamento, e o universo inteiro, serão Deus.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

seja o cisne.

"Talvez o maior desafio da vida moderna seja sermos nós mesmos em um mundo que insiste em modelar nosso jeito de ser. Querem que deixemos de ser como somos e passemos a ser o que os outros esperam que sejamos. Aliás, a própria palavra “pessoa” já é um convite para que você deixe de ser você. “Pessoa” vem de “Persona”, que significa “máscara”. É isso mesmo: coloque a máscara e vá para o trabalho. Ou vá para a vida com a sua máscara. Talvez o sentido do elogio: “Fulano é uma boa pessoa”, signifique na verdade: “Ele sabe usar muito bem a sua máscara social”. Mas qual o preço de ser bem adaptado? O número de depressivos, alcoólatras e suicidas aumenta assustadoramente. Doenças de fundo psicológico como síndrome do pânico e síndrome do lazer não param de surgir. Dizer-se estressado virou lugar-comum nas conversas entre amigos e familiares. Esse é o preço. Mas pior que isso é a terrível sensação de inadequação que parece perseguir a maioria das pessoas. Aquele sentimento cristalino de que não estamos vivendo de acordo com a nossa vocação. E qual o grande modelo da sociedade moderna? Querer ser o que a maioria finge que é. Querer viver fazendo o que a maioria faz. É essa a cruel angústia do nosso tempo: o medo de ser ultrapassado em uma corrida que define quem é melhor, baseada em parâmetros que, no final da pista, não levam as pessoas a serem felizes. Quanta gente nós não conhecemos, que vive correndo atrás de metas sem conseguir olhar para dentro da sua alma e se perguntar onde exatamente deseja chegar ao final da corrida? Basta voltar os olhos para o passado para ver as represálias sofridas por quem ousou sair dos trilhos, e, mais que isso, despertou nas pessoas o desejo de serem elas mesmas. Veja o que aconteceu a John Lennon, Abraham Lincoln, Martin Luther King, Isaac Rabin… É muito perigoso não ser adaptado! Essa mesma sociedade que nos engessa com suas regras de conduta, luta intensamente para fazer da educação um processo de produção em massa. A maioria das nossas escolas trabalha para formar estudantes capazes de passar no vestibular. São poucos os educadores que se perguntam se estão formando pessoas para assumirem a sua vocação e a sua forma de ser. Quantos casos de genialidade que foram excluídos das escolas porque estavam além do que o sistema de educação poderia suportar. Conta-se que um professor de Albert Einstein chamou seu pai para dizer que o filho nunca daria para nada, porque não conseguia se adaptar. Os Beatles foram recusados pela gravadora Deca! O livro “Fernão Capelo Gaivota” foi recusado por 13 editoras! O projeto da Disney World foi recusado por 67 bancos! Os gerentes diziam que a idéia de cobrar um único ingresso na entrada do parque não daria lucros. A lista de pessoas que precisaram passar por cima da rejeição porque não se adaptavam ao esquema pré-existente é infinita. A sociedade nos catequiza para que sejamos mais uma peça na engrenagem e quem não se moldar para ocupar o espaço que lhe cabe será impiedosamente criticado. Os próprios departamentos de treinamento da maioria das empresas fazem isso. Não percebem que treinamento é coisa para cachorros, macacos, elefantes. Seres humanos não deveriam ser treinados, e sim estimulados a dar o melhor de si em tudo o que fazem. Resultado: a maioria das pessoas se sente o patinho feio e imagina que todo o mundo se sente o cisne. Triste ilusão: quase todo mundo se sente um patinho feio também. Ainda há tempo! Nunca é tarde para se descobrir único. Nunca é tarde para descobrir que não existe nem nunca existirá ninguém igual a você. E ao invés de se tornar mais um patinho, escolha assumir sua condição inalienável de cisne!" Roberto Shinyashiki.

Elementais Sagrados.. Rowena Arnehoy Seneween

Os elementos básicos da criação são: Terra, Ar, Fogo e Água. Os reinos elementais são regidos pelas leis de Deus que, formam uma tríade sagrada, onde os espíritos da natureza, manifestam-se sob formas e funções específicas para a harmonia e a manutenção de todo o Planeta. O Reino Elemental canaliza a energia através do pensamento, mantendo um determinado padrão vibracional. Os Elementais captam todas as vibrações dos seres humanos, mas somente aqueles que possuem o coração puro conseguem entrar em contato com esses seres maravilhosos. Os Elementais sagrados são representantes dos elementos básicos da criação e, como tal, fundamentais para o equilíbrio de toda a existência. O Reino Elemental canaliza a energia através do pensamento, mantendo um determinado padrão vibracional. Os Elementais captam todas as vibrações dos seres humanos, mas somente aqueles que possuem o coração puro conseguem entrar em contato com esses seres maravilhosos. Os Elementais sagrados são representantes dos elementos básicos da criação e, como tal, fundamentais para o equilíbrio de toda a existência. Somos a terra, representada pelo estômago que tem a função de digerir alimentos sólidos provenientes do solo. Somos o ar, quando respiramos e assim o inalamos através dos pulmões, o combustível necessário para que a máquina, chamada corpo físico, se movimente. Somos o fogo, quando dançamos, corremos e nos apaixonamos, pois o coração é o símbolo dessa energia, que movimenta o sangue pelas artérias do nosso corpo. Somos quase 90% de água circulante em todo o organismo, além de nascermos através desse elemento. E somos também o éter espiritual da quintessência Elemental. Em cosmologia, quintessência é uma forma de energia que se postula – pretende - para explicar as observações do universo em expansão acelerada. Elemento Terra É através do equilíbrio de todas as forças, tanto acima como abaixo, que materializamos nossos sonhos. De nada adianta possuir o intelecto mental, a energia e a coragem da realização, o equilíbrio das emoções, se não estivermos centrados no momento presente, ou seja, o aqui e agora. Elemento Ar A sintonia com os elementais do ar confere acesso à inspiração e às faculdades mentais. Ajuda a coordenar e verbalizar as nossas percepções mais sutis. Estimula a liberdade e o equilíbrio mental. Elemento Fogo O fogo é considerado o mais intenso dos elementais, responsável pelas transições, mudanças, determinação, assim como, a guerra, vingança, luxúria, paixão. Sua força luminosa indica o caminho a ser seguido por aqueles que praticam os ensinamentos do universo. O fogo é a chama que acende dentro de nós o amor, faz brilhar nossa aura e nossos olhos, revelando a força de nosso espírito, e nos conduzindo à sabedoria interior. Elemento Água A água desperta e estimula a natureza emotiva, realçando nossa intuição e a nossa sensibilidade, além das energias da criação e do nascimento, bem como a premonição e imaginação criativa. O excesso do elemento água, nos torna muito passionais, além de gerar exagerada sensualidade, medo e isolamento. E finalmente, o etéreo, o éter – a quintessência – que é unificado nessa existência física, dinamizado e representado pela união de todos os elementos. “Toda natureza invisível se movimenta através da imaginação. Se a imaginação fosse forte o suficiente, nada seria impossível, porque ela é a origem de toda magia, de toda ação através da qual o invisível, de um ou outro modo, deixa seu rastro no visível. A energia da verdadeira imaginação pode transformar nossos corpos, e até influenciar no paraíso...”

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

TEORIA DA VONTADE. Eliphas Levi.

A vida humana e suas dificuldades incontáveis têm por finalidade, na ordem da sabedoria eterna, a educação da vontade do homem. A dignidade do homem consiste em fazer o que quer e em querer o bem, em conformidade com a ciência do verdadeiro. O bem conforme ao verdadeiro é o justo. A justiça é a prática da razão. A razão é o verbo da realidade. A realidade é a ciência da verdade. A verdade é a história idêntica ao ser. O homem chega à idéia absoluta do ser por duas vias, a experiência e a hipótese. A hipótese é provável quando é solicitada pelos ensinamentos da experiência; é improvável ou absurda quando é rejeitada por esse ensinamento. A experiência é a ciência, e a hipótese é a fé. A verdadeira ciência admite necessariamente a fé; a verdadeira fé conta necessariamente com a ciência. Pascal blasfemava contra a ciência quando disse que, pela razão, o homem não pode chegar ao conhecimento de nenhuma verdade. Assim, Pascal morreu louco. Mas Voltaire não blasfemava menos contra a ciência, quando declarava absurda toda hipótese da fé e admitia por regra da razão apenas o testemunho dos sentidos. Assim, as últimas palavras de Voltaire foram esta fórmula contraditória: Deus e a Liberdade Deus, isto é, um mestre supremo: o que exclui toda idéia de liberdade, como a entendia a escola de Voltaire. E a liberdade, isto é, uma independência absoluta de todo mestre; o que exclui toda idéia de Deus. A palavra DEUS exprime a personificação suprema da lei e, por conseguinte, do dever; e, se pela palavra LIBERDADE se quiser entender conosco O DIREITO DE FAZER O DEVER, tomaremos, de nossa parte, por divisa e repetiremos sem contradição e sem erro: Deus e a Liberdade Como só há liberdade para o homem na ordem que resulta do verdadeiro e do bem, pode-se dizer que a conquista da liberdade é o grande trabalho da alma humana. O homem, libertando-se das más paixões e de sua servidão, de certo modo cria-se a si próprio uma segunda vez. A natureza fizera-o vivo e sofredor, ele se faz feliz e imortal; torna-se, assim, o representante da divindade na terra e exerce relativamente sua onipotência. AXIOMA I Nada resiste à vontade do homem quando ele sabe o verdadeiro e quer o bem. AXIOMA II Querer o mal é querer a morte. Uma vontade perversa é um começo de suicídio. AXIOMA III Querer o bem com violência é querer o mal; pois a violência produz a desordem, e a desordem produz o mal. AXIOMA IV Pode-se e deve-se aceitar o mal como meio para o bem; mas é preciso nunca querê-lo ou fazê-lo, do contrário destruir-se-ia com uma mão o que se edificasse com a outra. A boa fé nunca justifica os maus meios; corrige-os quando são suportados e condena-os quando deles se lança mão. AXIOMA V Para se ter direito de possuir, sempre é preciso querer pacientemente e por muito tempo. AXIOMA VI Passar a vida querendo o que é impossível possuir, sempre é abdicar da vida e aceitar a eternidade da morte. AXIOMA VII Quanto mais a vontade supera obstáculos, mais se fortalece. É por isso que Cristo glorificou a pobreza e a dor. AXIOMA VIII Quando a vontade é consagrada ao absurdo, é reprovada pela eterna razão. AXIOMA IX A vontade do homem justo é a vontade do próprio Deus, e é a lei da natureza. AXIOMA X É pela vontade que a inteligência vê. Se a, vontade é sã, a visão é justa. Deus disse: Que seja a luz! e a luz é; a vontade disse: Que o mundo seja como eu o quero ver! e a inteligência o vê como a vontade quis. É o que significa a expressão assim seja, que confirma os atos de fé. AXIOMA XI Quando alguém cria fantasmas, põe no mundo vampiros, e será preciso alimentar esses filhos de um pesadelo voluntário com seu sangue, sua vida, sua inteligência e sua razão, sem nunca saciá-los. AXIOMA XII Afirmar e querer o que deve ser é criar; afirmar e querer o que não deve ser é destruir. AXIOMA XIII A luz é um fogo elétrico colocado pela natureza a serviço da vontade: ilumina os que dela sabem servir-se, queima os que dela abusam. AXIOMA XIV O império do mundo é o império da luz. AXIOMA XV As grandes inteligências cuja vontade equilibra-se mal assemelham-se aos cometas, que são sóis abortados. AXIOMA XVI Nada fazer é tão funesto quanto fazer o mal, mas é mais covarde. O mais imperdoável dos pecados mortais é a inércia. AXIOMA XVII Sofrer é trabalhar. Uma grande dor sofrida é um progresso realizado. Os que sofrem muito vivem mais do que os que não sofrem. AXIOMA XVIII A morte voluntária por abnegação não é um suicídio; é a apoteose da vontade. AXIOMA XIX O medo é apenas uma preguiça da vontade, e é por isso que a opinião desencoraja os covardes. AXIOMA XX Consegui não temer o leão, e o leão vos temerá. Dizei à dor: Quero que tu sejas um prazer, e ela se tornará até mais do que um prazer, uma felicidade. AXIOMA XXI Uma corrente de ferro é mais fácil de quebrar que uma corrente de flores. AXIOMA XXII Antes de declarar um homem feliz ou infeliz, sabei como o fez a direção de sua vontade: Tibério morria todos os dias em Capri, enquanto Jesus provava sua imortalidade e sua divindade no Calvário e na cruz.

A Palmeira do deserto. ELIPHAS LÉVI.

A palmeira do deserto. Eles chegaram num deserto onde não havia nem animais vivos, nem mananciais, nem fontes, e como lá procurassem sombra, só encontraram uma única palmeira. Maria desceu de sua montaria e veio sentar-se à sombra dessa palmeira, e vendo que ela estava carregada de frutos disse a José: - Gostaria de saborear essas frutas, pois o calor é demais. José lhe respondeu: - A árvore é muito alta e já não sou jovem. Jesus disse então à palmeira: Inclina-te e apresenta teus frutos a minha mãe. A palmeira então inclinou-se e veio apresentar seus frutos à mão de Maria, que ao colhê-los ofereceu-os a Jesus e a José. Em seguida, como ela continuasse curvada sobre seu tronco e inclinada, Jesus disse-lhe: Ergue-te! E a palmeira se ergueu. Jesus disse-lhe: - Dá-nos água da nascente oculta que alimenta tuas raízes. E imediatamente, de dentro das raízes da palmeira, uma fonte límpida jorrou. E Jesus disse ainda à palmeira: - Tu não morrerás e frutificarás novamente no jardim de meu pai. Porque todas as criaturas foram dadas aos homens para seu uso, e eles devem submeter toda a natureza pelo trabalho; então dirão às montanhas: Aplanai-vos, e as montanhas se aplanarão; e às árvores: Dainos vossos frutos, e as árvores se inclinarão; e às fontes: Subi e jorrai da terra, e as fontes subirão e jorrarão; e os filhos da mulher consolarão sua mãe e lhe dirão: Descansa e te refresca, porque é para te servir que a natureza nos obedece. Um anjo então apareceu no cimo da palmeira; apanhou um galho e retomou seu vôo em direção ao céu para replantar a palmeira do deserto nos campos do futuro, que será o reino de Deus. Essa terra, onde o gênio da fraternidade completará os milagres do trabalho, onde a mãe não mais será escrava de seus filhos, onde os justos não mais serão exilados, onde a verdade terá uma pátria; A terra então não mais será uma madrasta, porque será livre, e um antagonismo ímpio não mais a forçará a ser estéril. O homem então disporá da onipotência de Deus, e falará à natureza e a natureza obedecerá. É o que quis dizer Tiago, o Menor, apóstolo do santo Evangelho, com essa lenda da palmeira.