contos sol e lua

contos sol e lua

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

CORES DA ALMA.


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Nosos sonhos, nossas escolhas.
Em cada desejo, as cores de nossa alma.
Em cada pensamento, as cores de nossas intenções.
Na sintonia das cores, somos o que somos. Cada cor, uma revelação.
As pessoas usam máscaras, mas suas cores denunciam seus interesses.
Cada consciência carrega em torno de si a atmosfera correspondente ao que vive em seu íntimo.
Em torno das pessoas tristes, há camadas de nuvens cinzentas acompanhando-as em seus passos no mundo.
Elas portam fuligem psíquica aderida em seus chacras. Não sabem disso, mas sentem-se infelizes em qualquer contexto. Há sombras psíquicas drenando-lhes as melhores possibilidades de crescimento. São vítimas de seu temperamento sem transformação. Por isso, seus corações choram perdidos, engolfados em emoções discordantes e conflitos internos de grande monta. Estão atolados no inferno de si mesmos, mas sempre buscarão soluções fora de suas próprias consciências e discernimento.
Em contrapartida, há aquelas consciências trabalhadoras, ligadas à sintonia superior.
Em suas auras, inúmeras cores dançam no compasso dos bons pensamentos e dos sentimentos generosos. As luzes espirituais as acompanham em todo o percurso, físico ou extrafísico. Por onde vão, abrem novas fronteiras luminosas e deixam pegadas coloridas nos caminhos de muitos corações. Há anjos guiando-as! Elas não sabem integralmente da verdade, mas são canais espirituais das cores e muitas consciências inspiram seus pensamentos nas rotas do trabalho saudável. Elas são um receptáculo das cores, canalizando-as por onde vão. Na verdade, as cores são suas irmãs.
No vermelho e no laranja, a vitalidade física e a estabilidade no mundo.
No amarelo, a limpeza das sombras e a saúde energética.
No verde, a simpatia e a cura estabilizando Céu e Terra no coração.
No azul celeste, a pura expansão da espiritualidade integrada na criatividade.
No índigo, um oceano de percepções sutis.
No violeta, a suprema integração com o divino em si mesmo, a aceitação da própria luz espiritual, pulsando em todos os seus corpos.
No rosa, um manancial de amor.
No dourado, o ouro jorrando pelos seus chacras e enriquecendo a todos.
Na consciência trabalhadora viaja um mundo de cores virtuosas.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS.

A) Vampiro Cobrador: Cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, já vem cobrando o porque não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas. O melhor a fazer é usar de sua própria arma, ou seja, cobrar de volta e perguntar porque ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, não deixe ele retrucar e se retire rapidamente.
B] Vampiro Crítico: é aquele que crítica a tudo e a todos, e o pior que é só Critica Negativa e Destrutiva. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá sue sistema para que a energia seja sugada. Diga "não " a suas críticas. Nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. Não entre nesta vibração. O melhor é cair fora e cortar até todo o tipo de contato.
C] Vampiro Adulador: è o famoso Puxa-saco. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.
D] Vampiro Reclamador: è aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida do governo, do tempo, etc. Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. È o mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos. Melhor tática é deixa-lo falando sozinho.
E] Vampiro Inquiridor: Sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo., e não dá tempo para que a vítima responda pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade ele não quer respostas e sim apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos. Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente., e procure se afastar assim que possível.
F] Vampiro Lamentoso: São os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. È sempre o coitado, a vítima.
Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro, é cortando suas asas . Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, ainda mais que não elas não resolvem situação alguma.
G] Vampiro Pegajoso: Investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos . Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades. Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará desestabilizado, e portanto, vulnerável..
Saia o mais rápido possivel . Invente uma desculpa e fuja rapidamente.
H] Vampiro Grilo-Falante: A porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se , invente uma desculpa, levante-se e vá embora.
I] Vampiro Hipocondríaco: Cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros , despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os por menores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois sente-se péssimo.
J] Vampiro Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia.
Não de campo para agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.

VAMPIROS DE ENERGIA


TODOS NÓS OS CONHECEMOS! SABEMOS COMO SÃO! COMO SE VESTEM! E COMO AGEM! E SEUS PROPÓSITOS: SUGAR O SANGUE DE SUAS VITIMAS, POIS SÓ ASSIM ELES SOBREVIVEM.
DE QUEM ESTAMOS FALANDO??? É CLARO QUE DOS " VAMPIROS DOS FILMES ", O CONDE DRÁCULA E SEUS AMIGOS, SERES ERRANTES DE CAPA PRETA E GRANDES DENTES ÁVIDOS POR SANGUE (OU ENERGIA VITAL), E QUE ANDAM PELAS SOMBRAS EM BUSCA DE SUAS VITIMAS QUE, NA MAIORIA DAS VEZES, NÃO PERCEBEM SUA PRESENÇA OU ATUAÇÃO MALÉFICA, MESMO QUE ESTEJAM MUITO PRÓXIMOS.
AI, O FILME TERMINA E OS VAMPIROS DESAPARECEM CERTO!?!? ERRADO!!!! EXISTE UM TIPO DE VAMPIRO QUE É DE CARNE E OSSO, E QUE CONVIVEMOS DIARIAMENTE. ESTAMOS FALANDO DOS " VAMPIROS DE ENERGIA ". OS VAMPIROS DE ENERGIA, SÃO PESSOAS DE NOSSO RELACIONAMENTO DIÁRIO.
PODE SER NOSSO IRMÃO(A), MARIDO/ESPOSA, EMPREGADO, FAMILIAR, AMIGO DE TRABALHO. VIZINHOS, GERENTE DO BANCO, OU SEJA QUALQUER PESSOA DE NOSSO CONVIVIO, QUE ESTA ROUBANDO NOSSAS ENERGIAS, PARA SE ABASTECER. ELES ROUBAM ENERGIA VITAL, COMUM NO UNIVERSO, MAS QUE ELES NÃO CONSEGUEM RECEBER.
MAS, POR QUE ESTAS PESSOAS SUGAM NOSSA ENERGIA, AFINAL?HUH?
BEM, EM PRIMEIRO LUGAR A MAIORIA DOS VAMPIROS DE ENERGIA ATUAM INCONSCIENTIMENTE, SUGANDO A ENERGIA DE SUAS VITIMAS SEM SABER O QUE ESTÃO FAZENDO.
O VAMPIRISMO OCORRE PORQUE AS PESSOAS NÃO CONSEGUEM ABSORVER AS ENERGIAS DAS FONTES NATURAIS ( COSMICAS, TELURICAS, ETC) , TÃO ABUNDANTES, E FICAM DESIQUILIBRADAS ENERGETICAMENTE.
QUANDO AS PESSOAS BLOQUEIAM O RECEBIMENTO DESTAS ENERGIAS NATURAIS ( OU VITAIS), ELAS PRECISAM ENCONTRAR OUTRAS FONTES DE ENERGIA MAIS PRÓXIMA, QUE NADA MAIS SAO DO QUE AS OUTRAS PESSOAS, OU SEJA, VOCÊ.
NA VERDADE, QUASE TODOS NÓS, NUM MOMENTO OU OUTRO DE NOSSAS VIDAS, QUANDO NOS ENCONTRAMOS EM UM ESTADO DE DESIQUILIBRIO, ACABAMOS NOS TORNANDO VAMPIROS DE ENERGIA ALHEIA.
MAS, COMO IDENTIFICAR ESTAS PESSOAS, OU ESTES VAMPIROS?Huh EM ESTUDOS FEITOS, FORAM IDENTIFICADOS OS SEGUINTES TIPOS DE VAMPIROS ( VOCÊ PROVAVELMENTE CONHECE MAIS DE UM):

· VAMPIRO COBRADOR
· VAMPIRO CRÍTICO
· VAMPIRO ADULADOR
· VAMPIRO RECLAMADOR
· VAMPIRO INQUIRIDOR
· VAMPIRO LAMENTOSO
· VAMPIRO PEGAJOSO
· VAMPIRO GRILO-FALANTE
· VAMPIRO HIPOCONDRIACO
· VAMPIRO ENCRENQUEIRO

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O MEDO DE ANIMAIS.

Algumas vezes o medo de certos animais é irrazoável e intimamente ligado à repulsão. É o caso de ratos e aranhas que atemorizam muitas pessoas. Mas tal medo, não é por causa do perigo, mas sim pela repulsão violenta que se tem deles.
Nos séculos precedentes acreditava-se na possibilidade da metamorfose física em animal e essa crença persiste até nossos dias. Se ela é tão forte, é por que evoca um passado distante, enterrado em nosso espírito: o da animalidade humana, que, por causa desse temor visceral, torna-se bestialidade.
O lobisomem é o melhor dos exemplos. Se aterroriza, porque evoca uma ferocidade arcaica e a perda da personalidade. A transformação em animal destaca a animalidade que o ser humano rejeita com toda a força. Essa obsessão foi ampliada pelo cristianismo que prega a impureza de certos animais.
Metamorfosear-se em animal, seria pois, não só perder a personalidade humana, mas também voltar a uma natureza primitiva pretensamente inconciliável com a natureza humana evoluída ou suposta como tal. Entretanto, se pensarmos melhor, a bestialidade temida na transformação animal não é do animal, mas do próprio homem, porque essa bestialidade, que se exprime muitas vezes pela violência e pelo sangue, é a monstruosidade humana reprimida no mais profundo do subconsciente

EM ARQUIVOS PELO MUNDO.


Encontram-se registradas centenas histórias de homens que transformavam-se em lobisomens. Esta estranha metamorfose, de acordo com pareceres psiquiátricos, trata-se de uma idéia insana de pessoas enfermas, que acreditam serem lobos e correm uivando pelos campos. É considerado, portanto, um sério desvio de personalidade, do tipo alucinatório. Os indivíduos que sofrem deste mal são chamados de licantropos. Ao que parece, a licantropia é uma patologia tão antiga quanto o homem e possui um perfil físico característico: sobrancelhas espessas, o dedo médio comprido, unhas longas e avermelhadas, orelhas situadas muito atrás, tem os olhos secos, nunca chora, pele áspera é mal tratada com tonalidade amarelada ou esverdeada e apresentando abundância de pelos e muita sede.
Além das características físicas, também encontramos tipos de conduta muito particulares: são amantes da noite e admiradores da solidão e estão sempre acometidos de profunda melancolia. O licantropo sai à noite para caçar, uivando como lobo, tirando os ossos dos túmulos e amedrontando todos os que com ele se deparam.
No Nordeste "os doentes de amarelão", "empambados", "come-longes", extenuados pela anemia, se transformariam em lobisomens, nas noites de quinta para sexta-feira, segundo a crença popular. Há entretanto, um fundo de verdade nessa crendice. A ancilostomíase, acarretando distúrbios cenestésicos, pode provocar em débeis e predispostos mentais sintomas de alucinação da cenestesia, podendo levar até aos fenômenos de transformação de personalidade.
Existe também a hipertricose, uma patologia que provoca hirsutismo em homens e mulheres e já acometeu personagens ilustres. É o caso de Petrus Gonsalvus (figura abaixo), um poderoso comerciante e armador português do século XVII, que instalou importantes empresas no Brasil.
Segundo explicações médicas, a hipertricose tem origem genética, porém, em alguns casos, pode apresentar-se de forma patológica, vinculada a uma alteração nas glândulas supra-renais, que provoca o crescimento anormal dos pêlos do corpo.
Entretanto, nenhuma explicação científica conseguiu afastar a crença do medo, como ocorre há séculos, do aspecto mágico da licantropia. Os casos de indivíduos que acreditam ser lobisomens e atuam como tais, continuam a engrossar os arquivos policiais e, paralelamente, enriquecendo o folclore popular.
O lobisomem brasileiro é uma concepção onde intervêm velhas crenças européias acrescidas de crenças totêmicas e míticas, de origem ameríndia e africana.

O DESENCANTAMENTO

O desencantamento se processa de dois modos, segundo a crença geral: naturalmente e por ferimento em luta com o homem. A primeira informação que a esse respeito colhemos foi em Nova Trento, em Santa Catarina, quando nos disseram que, ao final da fase lunar o lobisomem se tornava, novamente, um ente humano normal. Ou, então, "só se desencanta quando o galo desperta no terreiro", veiculam no litoral paraibano e o catarinense.
Colçhida em Pernambuco foi a versão que se segue:
"Ao ouvir o galo cantar, percorre o Lobisomem sete cidades e chegando, de volta já ao lugar de seu encantamento, espoja-se de novo, retorna a sua forma humana".
Quase identicamente, é a versão corrente no brejo paraibano, onde "antes que chegue o dia, o lobisomem regressa ao local do encantamento e novamente se rebola na cama do animal, readquirindo a personalidade humana, regressando calmamente para casa, com a aparência de uma pessoa normal".
Com referência ao Rio Grande do Norte, além de nos dizer como se "desencanta" o lobisomem, nos diz, também como proceder para que o lobisomem não se "desencante" jamais.
EIS A F[ORMULA ORIGINAL:
"Se esconderem a roupa que o lobisomem deixou na encruzilhada ou desfizerem os sete nós, ficará ele todo o resto de sua existência um bicho fantástico. Não há notícia de transformação depois da morte."
O seu destino entretanto, pode ser alterado, se alguém se atrever a fazer-lhe um ferimento com um espinho que o faça sangrar, ou queimando suas roupas abandonadas durante a metamorfose. Para desencantar um lobisomem, também pode-se feri-lo usando uma bala untada com cera de vela acesa durante três missas de domingo ou na Missa do Galo, rezada na meia-noite de Natal. A faca, a foice, uma simples furadela de canivete, desencanta o fado.
Há também uma forma de transmitir este fado: quando um lobisomem já velho, pressente que vai morrer e tem necessidade de passar seu cargo à outrem. Se alguém lhe fizer a simples pergunta: "Tu Queres?", desconfie, pois pode ser um lobisomem tentando lhe passar sua herança.
Existem também os lobisomens-assombrações, que são aqueles que morreram antes do cumprimento de seu fadário. Muito agressivos, apresentam-se na forma de um grande e feroz cão branco. Não se consegue matá-lo, só exorcizá-lo.
O mito lobisomem está muito vivo no Rio Grande do Sul e tem gerado muitas lendas locais, entre elas encontramos a história dos fios vermelhos na boca de um homem que, quando Lobisomem, atacou uma mulher que usava um "viso" de seda.
Em Porto Alegre, os moradores do bairro Cristal, afirmam que lá reside um homem que é Lobisomem. Em Alegrete vive outro. Em Gravataí, um senhor velho garante que teve uma briga feia com um, mas conseguiu feri-lo. Desconfiado de seu vizinho, fez uma visita de surpresa e lá estava o homem, todo retalhado, desculpando-se que se machucara nos espinhos do mato.
O número sete aparece constantemente em suas histórias, o que leva a caracterizar este mito com que Jung chama de Selbest, o lado escuro do inconsciente coletivo. Este lado sombra representa o lado mais reprimido do caráter, a parte que a maioria das pessoas prefere não encarar, pois é o lado do inconsciente monstruoso.

ENCANTAMENTO.

O mito em algumas regiões brasileiras mantém uma tradição: sua transformação ocorre sempre sexta-feira, em noite de lua cheia. Ele procura uma encruzilhada, despe-se e joga-se ao chão, rolando na poeira até transformar-se em homem-lobo. Da meia-noite até as duas da manhã, ele visita sete cemitérios, ou sete vales, ou sete outeiros, ou sete encruzilhadas. Como ele precisa de sangue, ao transformar-se, sai à cata de algum leitãozinho, um cachorro ou criança de colo.
Na Paraíba há três versões que nos foram apresentadas. Vejamos a primeira:
"Se torna preciso encontrar uma encruzilhada, cheia de mariscos de praia, onde se despe, dando vários nós na camisa e no lenço." Deita-se no chão, espojando-se como quadrúpede. Uns dizem que ele engole os mariscos do mar. Outros contestam essa versão. Depois entra a fazer desarticulações com as pernas e braços, encostando a cabeça aos pés, remexendo-se para direita e esquerda, dizendo palavras à toa.
Versão idêntica a essa ocorre no litoral pernambucano. Entretanto, diferente de todas as versões que confrontamos é esta colhida no brejo paraibano:
"Rebolando-se o aspirante na cama de um animal, ainda quente do corpo deste, cuja forma tomará. É condição imprescindível para a transformação que, no momento, os raios da lua incidam diretamente sobre o homem que estiver deitado na cama de irracional, manifestando-se, de início, pelo crescimento das unhas e cabelos, seguindo da fisionomia com o crescimento dos dentes que dão perfeita semelhança com o animal modelo."
E, por fim, a versão do sertão paraibano:
"Sai de casa à procura de algum recanto de estrada onde se deite. Espoja-se, requebra-se todo, fazendo trejeitos até virar um bezerro negro de longas orelhas."
Em Pernambuco é o mesmo cenário até "encontrar com um lugar onde um cavalo ou um jumento se espojou, espoja-se também, tomando a sua forma."
E, finalmente, na terra alagoana, se completa o "encantamento" quando tira a camisa fora do corpo e dá 7 nós. Esconjura Pai, Mãe, Padrinho, Madrinha, o nome de Deus e de Nossa Senhora.