contos sol e lua

contos sol e lua

sábado, 20 de março de 2010

O Cavaleiro das Sombras e a Dama da Noite.


Ele pertence as sombras.
Ela é a dona da noite.
Ele anda na noite como um leão anda na selva.
Ela é tão linda como uma lua cheia em noite de verão.
Ele vê o que os outros não podem ver, senti coisas que os outros não podem sentir.
Ela é feliz e triste,bela e sombria. Sua inteligencia é tão grande quanto sua beleza.
Ele sabe o seu valor, e mesmo assim não acha que sejá melhor que ninguém.
Ela é tão dificil e atraente como um mar em fúria. Tão serena e tempestuosa.
Ele tem um coração de gelo.
Ela é capaz de derreter os mais gélidos corações.
Ele não domina as sombras, faz parte dela.
Ela e a noite são uma só.
Ele raramente sorri.
Ela tem um sorriso tão belo quanto uma rosa.
Ele tem olhos tão escuros quato as sombras, tenta nunca demostrar emoções, mas seu beijo é cheio de sentimento e seu abraço quente e aconchegante.
Ela tem cabelos tão negros quanto a noite, seus olhos são tão penetrantes quanto uma lâmina de aço, seu abraço tão carinhoso quanto o de uma mãe.Laiana.

A BRUXA, A SERPENTE, E AS FADAS: O ETHOS FEMININO E O CONCEITO DE MARAVILHOSO NO MUNDO MEDIEVAL..


O maravilhoso é, em primeiro lugar, a projeção fora do nosso universo, e imerso em sua catarse, de atitudes mentais incompatíveis com a exigência de uma descontinuidade entre o ser humano e a natureza, e que o pensamento cristão tinha por essencial na Idade Média (1). O ethos feminino pode ser analisado como catalisador de mitos, elevando um fenômeno de cultura popular ao mito e vice-versa. Nesse sentido buscado por nós, o de perceber a entronização de uma fábula no meio social, como gêneses de uma cultura - a medieval - terão que analisar as relações entre níveis de cultura e grupos sociais.
Teremos que pensar a Idade Média como uma convivência de populações, impregnadas de tradições mentais completamente diferentes. Desde o fim da Antigüidade Tardia e mesmo em pleno período medieval, observamos a emergência de populações camponesas exercendo pressões sociais importantes, sobre uma elite latina, que somada a uma crescente indiferenciação cultural das camadas culturais laicas frente ao clero, convidam uma crise. Essa cultura clerical, que monopolizava as formas eruditas de cultura, sobretudo as escritas, no grego ou latim, tinha que se ajustar às resistências culturais de origem pagã sejam elas célticas, ou romanas.Teremos dificuldade em discernir qual seria o tamanho e o peso cultural da população camponesa frente ao monopólio clerical dessa mesma produção.
Se nos introduzirmos ao problema do feminino medieval, encontraremos a mulher perante os seguintes paradoxos:
A importância do caráter diabólico da mulher - ela permanece essencial, porque continua a ser o pivô de toda a sorte de desgraças e, na atmosfera cristã medieval, surge uma nova interrogação: a infidelidade da promessa não é menos culposa pelo caráter "diabólico" da mulher. Isso procede devido a cultura da época que desloca o problema. Como se faz a propósito das mulheres "maravilhosas", a distinção entre magia boa ou má, nas fadas ou feiticeira será construída - então o cristianismo oferece a Melusina uma possibilidade de salvação ou condena-a inevitavelmente às penas do inferno. Melusina, simbólica, evoca paixão, numa mescla entre erotismo e prosperidade, de abundância.
O Feminino no período medieval.
Elas emergem das fontes medievais com imagens contraditórias. A mulher é descrita no pacto matrimonial, como mercadoria a ser avaliada acordo com a herança ou o dote que traziam com elas. Somado a esse lugar social, existia a forte tradição misógina herdada de São Paulo e dos escritos patrísticos, que retratavam a mulher como Eva, a suprema e obstáculo para a salvação. A respeito disso temos o testemunho de Santo Agostinho, dado por Simone de Beauvoir:
"A mulher é um animal que não é seguro nem estável; é odienta para tormento do marido, é cheia de maldade e é o princípio de todas as demandas e disputas, via e caminho de todas as iniqüidades".
Logo, era melhor casar do que se consumir - mas não muito melhor - e um homem decidido a levar uma vida santa deveria ingressar em uma ordem religiosa. Santo Tomás também lhe assegurava esse lugar social discriminado.
Há algumas excepcionalidades. Pelo menos no fenômeno do amor cortês, representada pela figura do trovador, faz ventilar nas cortes algo contra a sedimentação cultural da sociedade cristã. São as "Cortezia es d`amar, o fin`amor, o bom amors, ou o amor valent " - todos inventados por poetas do século XII, exprimindo uma relação completamente nova entre o homem e a mulher, o que traduz um modus operandi de importante alcance: a promoção da mulher na sociedade nobre. Existe um pequeno espaço onde a mulher habita em igualdade de condições, e o faz na poesia. Até no trovadorismo, o mundo aristocrático não tratava a mulher com qualquer espécie de ternura. A princípio desprezada pela sua incapacidade para o manejo das armas, vivendo em um ambiente guerreiro que excluía toda a feminilidade, quase que eternamente tratada em condição de menoridade. Não se atribuía qualquer função além de procriar. Mas mesmo nas canções d´amour a mulher é tida como tentação do diabo. Nesse sentido não existe romance mais famoso que a de Heloísa. A amor cortês representado por Heloísa e Abelardo, foi resumido nessas linhas francamente eclesiásticas.
O próprio Abelardo escreveu uma obra intitulada História das Minhas Calamidades, onde relata seu romance com Heloísa, como algo de penoso. Trata-se de um retrato social importante, e com ele podemos penetrar na intimidade de um intelectual da Idade Média, oprimido pelos costumes.Wikepédia.

BLODEUWEDD.


Não tenho pai.
Não tenho mãe.
Todo meu sangue.
Todo meu corpo.
Foi obra da magia de Gwydion.
Que me deu forma de nove flores.
Para o encanto e deleite de todos os homens.
Bloudeuwedd é a bruxa das Flores, da terra, da sabedoria, dos mistérios lunares e iniciações. Seu nome significa "Face de Flor" ou "Flor branca"
Esta bruxa está associada à madrugada e ao May Queen.
A fase da lua que representa Blodeuwedd é a Lua Escura, época de total introspecção. O vento frio carrega seu nome e suas cores são o branco e o preto.
Na Roda do Ano, Blodeuwedd associa-se as festividades de Samhaim. Em sua honra, deve-se nesta noite, acender tochas, escrever seus pedidos para o novo ano que se inicia e queimá-los nelas.
Blodeuwedd foi criada por Math e Gwydion, a partir da florescência de nove flores.
wikepédia.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sombras da Eternidade.


Em cima do muro.
O grande medalhão.
A arca gótica.
As sombras vivas.
O real cheiro de mito e lenda.

O salão do trono.
Em todo seu esplendor.
Ao redor das ruínas.
Testamento de batalhas antigas.
Batalhas antigas.

Velas.
Aquecem este silencioso salão.
A fria noite compartilha.
Almas perdidas, fantasmas.
Sentimento místicos.
Sagradas sombras da eternidade.

Minha lua de prata.
Desvende o manor.
A porta secreta.
Escondendo o segredo.
De antigas energias esquecidas.

Colina abandonada.
Silêncio romântico.
Névoa etereal.
Sabor noturno.
Noite sem estrelas, eu sou um favorecido.
Sou um favorecido.
Luca Turilli.

O gótico.


Eu sou o poeta da escuridão,
que semeia em frios jardins
flores mortas,
com as pálidas mãos.

Sou o ser escuro
que vigia a noite,
com o olhar de vampiro
buscando, encontrar a beleza
que se esconde em cada sombra.

Meus olhos pintados de preto,
vêem o que não pode
ser visto.
pelos olhos mortais.

Eu sou a bruma noturna,
o ouvido dos
Gárgulas
nas catedrais.

Eu vagueio nos céus escuros,
onde os olhos dos
corvos,
brilham,
no mágico crepúsculo.

Nas trevas
vejo a luz
que, poucos ainda
produz
e na terra onde os seres
do dia
rastejam,
plano suavemente com
minhas asas de
anjo negro.

Minha solidão
devora as horas,
esperando o dia terminar
até cair sobre mim.
o manto da noite
onde sonho acordado
sem despertar,

Meus versos escritos
com sangue,
deslizam como uma chuva tépida
nos prédios abandonados,
onde deixo o lamento de um mundo
doente
gravado.

Doenças deixadas pelos seres
do dia,
que destroem o mundo
com sua ímpia enfurecida.
Quem são os estranhos?
Ou seriam os loucos?

Deixe-me só com minha tristeza
pois, o que resta é chorar
afinal, alguém precisa chorar
então
que seja eu.
o ser da escuridão
o Nosferatu.

Deixe-me acender minha fogueira,
na terra das almas mortas
quero, deitar-me sobre as lapides frias e tortas,
deixadas pelos seres
de outrora.

Deixe-me cantar,
nas entranhas escuras
Close to me.
o mundo está doente,
talvez não há mais cura,
alguém precisa chorar
então que, seja eu
o ser da noite escura.
SANDRO KRETUS.

À saudade que há de matar.

Rosas perfumadas e sem espinhos,
Que colheste, ferindo as mãos,
Sobre meu túmulo vais desfolhando
Na mais completa solidão…

Segue meu corpo envolto
Por flores, entrelaçadas as mãos,
Que um dia seguraram as tuas,
E suplicaram amor em vão!

Ruflarei minhas asas na tênue linha,
Que separa, no horizonte, o céu…
E hei de te ver chorar sozinha!

E se um dia tiveres que me encontrar!
Que venhas vestida no mais puro véu,
Da saudade que te há de matar!
[D.A]

O que é ser Gótico.


Alguém não é dito gótico por estar de preto da cabeça aos pés, ter infindável amor pela literatura gótica, regar suas noites em cemitérios ao vinho, ou por ser fanático pelo obnóxio Marilyn Manson; este alguém é gótico porque em seu âmago arde uma fria chama gótica. O goticismo está profundamente ligado à psique humana, às reações, ao modo de filtrar os fatos ao seu redor. Toda produção artística tenebrosa e qualquer outro aspecto ligado ao goticismo é apenas a expressão da visão e do pensamento, manifestação da essência, e não o oposto.
O goticismo não é um estado de "depressão", �índrome do pânico�ou qualquer outra doença; alguém que acha que é gótico porque ouve Manson, ou porque é depressivo, ou porque gosta de coisas obscuras, ou suas roupas preferidas são pretas, ou Lorde Byron é seu ídolo ou qualquer fator análogo a esses é um poser. Não devemos, nem podemos, julgar alguém por isso ou por aquilo, mas, sim, acabei de fazê-lo e não há retorno.
O gótico é uma alma corroída, um ser recluso, uma mente brilhante e tenebrosa, não alguém com um rosto amargo que incessantemente atira no esgoto de pobres mentes palavras sobre a morte, lascivas, ou clichês e outras meras "reflexões" superficiais que leu em algum lugar; goticismo é um modo de ver a vida, uma linha de pensamento, é refletir e apurar toda dor e todo riso, é olhar para si mesmo e perguntar-se o porque de cada coisa, é extrair sabedoria de onde as pessoas só extraem lágrimas, extrair das lágrimas força e consciência para não dobrar os joelhos perante toda agonia que a existência os traz e ainda assim resistir diante da consciência da sina universal. Todo pensamento extrato da essência gótica reflete a experiência pessoal de cada indivíduo e não uma generalização, de uma linha em um ponto [quanto aos pensamentos extratos, isso varia de pessoa a pessoa, por isso cada um tem sua própria visão do que é goticismo; porque ele é algo essencial e não imposto].
O gótico, em relação à sociedade, é mais dissimulado do que expressivo, principalmente quando tratamos do sofrimento consciente; o gótico é retraído e isso não quer dizer que ele não fala com ninguém, nunca ri ou sofre de algum tipo de timidez excessiva. O gótico é retraído porque ele esconde sua real natureza, ele é retraído e é tímido, porque não quer que ninguém o conheça, ele é retraído porque ele sabe que as outras pessoas não suportariam seu fardo: o sofrimento consciente, a agonia existencial, o angst - isto é - o conhecimento adquirido nas longas e frias noites regadas às lágrimas, em que todos estavam acamados em aconchegantes leitos e somente ele estava no escuro, calado e sentado na dura e fria pedra, pensando sobre a vida, o amor, a injustiça, o ódio e a morte [pode ser que um dia aquele serelepe ser que você sempre viu acompanhado de raios de sol se revele uma mente extremamente reflexiva, forte, consciente e mórbida]. Não estou falando de ser falso ou mentir, mas existem certas coisas que não devem ser mencionadas, principalmente quando não se está em meio a amigos e iguais.
Se o gótico acredita em Deus, ou Satã, ou Wicca ou Set, Lóki, Zeus? Ou se ele deve ser ateu e adverso a qualquer crença ou religião? Tudo é uma mera questão de consciência. Muitos "góticos" dizem que o gótico deve ser ateu, "se não é ateu não é gótico", mas eles mesmos se contradizem ao dizer que o gótico é um pensador livre. Que tipo de pensador livre é este que tem seus alicerces manipulados e para ser enxertado num estereótipo deve abandonar seus pensamentos? Que tipo de gótico abandona sua consciência em nome de um estereótipo?! O gótico é uma mente livre, cabe a ele e como ele vê a vida a decisão de servir a Satã, a Deus, Gautama Buda ou qualquer outra nume ou divindade! Esses �óticos�criam inúmeras regras para o goticismo, todas refletem sua experiência pessoal e jamais regra geral; e apenas tolos e posers seguem-nas, pessoas de mente realmente fraca, e de certo modo irracionais. Se não é ateu, não é gótico?! Afirmamos, se segue regrinhas e estereótipos tolos e irracionais não é gótico!
Na realidade, os godos (góticos) foram os povos que mais rapidamente assimilaram o cristianismo a sua cultura; sabe-se que os góticos do século XVIII eram cristãos, por mais que alguns deles fizessem menção à Satã ou a Natureza, e a maior parte dos góticos de hoje em dia veio de lares cristãos, querendo ou não, o cristianismo exerce uma grande influência em sua mentalidade. Para mim, o cristianismo é a religião que mais se liga ao goticismo, sendo o sonho concreto de cada gótico, mas falo disso depois.
Quanto a só vestir preto, ouvir música gótica, e ser depressivo; tudo está ligado ao gosto, estilo e personalidade de cada um. Devemos ressaltar apenas que a cultura é um subproduto da mente, da essência gótica; um gótico real sabe ser prudente no que busca. Em outras palavras, poderíamos ditar a regra: "nada de perder tempo com coisas que não vão desenvolver seu pensamento, sua visão, seus modos, sua cultura"; mas não devemos fazê-lo, pois poderíamos esquecer de nossa essência gótica, convertendo assim o goticismo num mero conjunto de regras tolas e irracionais, apenas a fim de enxertar ou enxotar pessoas de uma �ribo urbana� formada por mentes medíocres.
Todos os motivos pelos quais alguns góticos só vestem roupas pretas, escutam este ou aquele estilo de música, são depressivos, fumam aquela marca de cigarro, bebem vinho, fazem tatuagens, são bissexuais, são homofóbicos ou jogam rpg, são considerações pessoais e jamais devem ser vistos como regras e etc., em contra partida, se não há um motivo real, considerando o seu agrado como um, não é subproduto da essência e sim regra manipulada, e isso é ser poser.
Muitos góticos carregam horríveis cicatrizes, mas, e é aí que se encontra a ironia, são motivados a continuar a busca por algo, justamente por isso alguns externam seus sentimentos, externam marcos que devem ser memoráveis, marcos que os motivam, ou fazem tudo de modo a fugir da realidade, tudo para esquecer: fazem tatuagens, escrevem poesia, bebem vodka, ou só vestem preto.
Justamente pelos incontáveis e inimagináveis motivos que assombram a consciência de cada um, não podemos tratar ninguém com preconceito. Seja por sua religião, sexualidade, estilo de música favorito, ideologia ou qualquer outra fator. Que tipos de pensadores são os góticos que desprezam o pensamento e a consciência dos outros? Onde está o respeito pela �iberdade�[mesmo que pela liberdade de escolha de ser manipulado] pelos outros? E pela natureza de cada um? Que divirjamos, e toleremos, jamais defendamos, mas respeitemos!
O goticismo pode ser resumido em uma pequena frase: "é a essência reflexiva, consciente, trágica e mórbida que faz do gótico o real gótico" a subcultura gótica é formada pelas produções e expressões de góticos reais, sendo residual.
Quanto ao suicídio, o gótico que suicida, ao meu ver, se revela um fracassado; não foi capaz de resistir diante do negro da vida e sucumbiu ao seu outono. Esta vida jamais deve ser o mais importante, mas desfazer-se dela é desfazer-se de sua natureza gótica; suicidar é destruir a essência gótica.O Eremita.