contos sol e lua

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Incubus Sucubos.


O Incubus é uma figura demoníaca intimamente associada ao vampirismo. É conhecida pelo hábito de invadir o quarto de uma mulher à noite, deitar-se sobre ela para que seu peso fique bem evidente sobre seu peito e então força-a a fazer sexo. O Succubus, a sua contraparte feminina, ataca os homens da mesma maneira. A experiência do ataque do incubus/succubus varia de extremo prazer ao absoluto terror. É, como já assinalou o psicoterapeuta Ernest Jones, o mesmo espectro de experiências descritas na moderna literatura entre o sonho erótico e o pesadelo. O incubus/succubus se parece com um vampiro na medida em que ataca as pessoas durante a noite enquanto dormem. Freqüentemente ataca uma pessoa noite após noite, como o vampiro dos ciganos, deixando suas vítimas exaustas. Entretanto é diferente do vampiro na medida em que não sugava sangue nem roubava a energia da vida.
O incubus parece ter se originado da antiga prática de incubação, onde uma pessoa ia ao templo de uma divindade e lá repousava. No decurso da noite a pessoa teria um contato com a divindade, muitas vezes esse contato envolvia relações sexuais, ou na forma de sonho ou com um dos representantes da divindade, bem humano. Isso estava na raiz de diversas práticas religiosas, incluindo a prostituição nos templos. A religião de incubação mais bem sucedida estava ligada a Esculápio, um deus da cura que se especializara, entre outras coisas, em curar a esterilidade. O cristianismo, que equiparou as divindades pagãs aos seres demoníacos, encarava essa prática de relações com uma divindade como forma de atividade demoníaca.
Através dos séculos, duas principais correntes de opinião sobre as origens dos incubi e dos succubi competiam uma com a outra. Alguns a viam como sonhos, invenções de uma vida fantasiosa da pessoa que experimentava tais visitações. Outros argumentavam a favor da existência objetiva dos espíritos malignos; eram instrumentos do demônio. No século XV os líderes religiosos, especialmente os que estavam ligados à Inquisição preferiam essa última explicação, ligando a atividade demoníaca dos incubi e succubi à bruxaria. O grande instrumento dos caçadores de bruxas, Malleus Maleficarum, "O Martelo das Bruxas", supunha que todas as bruxas se submetiam voluntariamente aos incubi.
A existência objetiva do incubus/succubus foi sustentada por Tomás de Aquino no século XIII. Argumentava que crianças poderiam mesmo ser concebidas pelas relações entre uma mulher e um incubus. Acreditava que um espírito maligno poderia mudar de forma e aparecer como um succubus para um homem ou um incubus para uma mulher. Alguns pensadores argumentavam que o succubus coletava sêmen e, depois, na forma de um incubus, depositava-o numa mulher. As freiras parecem ter sido um alvo especial dos incubi pois os espíritos malignos pareciam ter prazer em atormentar aqueles que haviam escolhido uma vida santa. A idéia da existência objetiva dos incubi e succubi permaneceu até o século XVII quando uma tendência para a compreensão mais subjetiva se tornou perceptível.
Jones, um psicólogo freudiano, juntou o sucubus/inccubus e o vampiro como expressões de sentimentos sexuais reprimidos. O vampiro era visto como o mais intenso dos dois. Em virtude das semelhanças entre vampiros e os incubi/succubi, muitas das formas deste último aparecem freqüentemente nas listas de vampiros diferentes pelo mundo afora, como follets (francês), duendes (espanhol), alpes (alemão), e folletti (italiano). Intimamente ligado ao incubus estava o mare (teutônico antigo), mara (escandinavo) ou mora (eslavo), o espírito maligno de um pesadelo.
Jan L. Perkowsi assinalou que as histórias do vampiro eslavo também incluíam elementos do que parecia ser o mora. Ele os considerou no cômputo de vampiros que tinham experimentado uma contaminação demoníaca. Distinguiu cuidadosamente o vampiro (um cadáver reavivado) e o mora (um espírito de forma esférica) e criticou vampirologistas como Montague Summers, Dudley Wright e Gabriel Ronay por confundir as duas coisas. Também criticou Jones pelo mesmo motivo. Conquanto conhecesse que o vampiro e o mora compartilhavam o mesmo tipo de vítima (alguém dormindo), o fenômeno do vampiro precisava ser diferenciado na medida em que estava centrado em um cadáver enquanto o fenômeno mora não tinha essa referência e estava centrado inteiramente na vítima que havia sobrevivido a um ataque de espíritos malignos.
O Livro dos Vampiros, A Enciclopédia dos Mortos Vivos - J. Gordon Melton.

Bruxas e Gatos Pretos.


Os gatos sempre foram associados à Bruxaria e à Magia em todas as crenças populares, especialmente os gatos pretos. Nenhuma representação artística de uma cabana de bruxa dos tempos antigos poderia estar completa sem um gato por perto. A verdade é que toda raça felina tem um certo ar de mistério que lhes confere magia e estranhamento.
Desde o Egito, até Roma e o Norte europeu, eles aparecem como criaturas mágicas. Durante os julgamentos das bruxas no século XVII, era comum a acusação de que elas se transformavam em gatos. Os gatos pretos sempre possuíram um simbolismo ligado ao oculto e frequentemente eram tidos como guardiões ou espíritos familiares das bruxas. A grande verdade é que muitas delas deveriam acolher os felinos que perambulavam pelas ruas, dando-lhes abrigo e comida, e por esse motivo passaram a ser associadas a eles nos manuais de acusações.
Em muitos rituais pagãos de diversas culturas era comum o uso de máscaras de animais para simbolizar o guardião daquele mago em questão. Mesmo as bruxas na Idade Média podem ter usado máscaras semelhantes, pois o simbolismo é direto. Porém, não só relacionado a gatos – também lebres, cavalos, bodes, enfim, animais que faziam parte de seu cotidiano. O propósito era invocar as características daquele animal, o que é uma forma de homenagem.
As bruxas frequentemente eram acusadas de transformarem-se com o propósito de molestar as pessoas, ou para correrem sem alarde durante a noite, enquanto faziam algo misterioso. Oras, a Igreja Católica sempre foi perita em chamar de demônios tudo aquilo que não era particularmente cristão. Com as bruxas e os gatos não foi diferente. E, assim, foi-se criando um senso comum a respeito dos gatos e sua ligação com o “demônio”, o que não passa de uma ideia absurda.
Uma das estórias era que o demônio aparecia nos sabás das bruxas na forma de um enorme gato preto. ¬¬ Talvez a Igreja tenha lhe dado essa atribuição em função do antigo culto de veneração aos gatos no Egito Antigo. Além disso, diversos deuses pagãos tinham formas de animais. Chamar tudo de demônio era a solução ideal para afastar os pagãos.
Os egípcios, por exemplo, associavam os gatos à Lua e consagravam-nos às deusas Ísis e Bast. No Museu Britânico há inúmeras imagens de gatos sagrados egípcios, assim como animais cuidadosamente mumificados.
Os gatos domésticos foram levados para a Inglaterra através dos romanos (e sim!, eles vieram do Egito). Os celtas tinham diversas lendas sobre os gatos sith das montanhas e os cath paluc de Gales. O gato na tradição gaélica-escocesa é descrito como sendo tão grande quanto um cachorro (isso suscita lendas de panteras negras até hoje na Bretanha). Em Macbeth, o gato não é preto, mas listrado, e mia insistentemente.
O poder da Igreja Católica na manipulação do imaginário popular foi tamanho, que até hoje há pessoas que temem quando um gato preto atravessa seu caminho, por exemplo, mesmo sem saber toda a história por trás disso.
No entanto, os gatos pretos também são associados à boa sorte! Existe uma velha rima popular inglesa que diz:
Sempre que o gato da casa é preto,
O amor das jovens moças não irá faltar!
Muitas pessoas usam broches e amuletos em forma de gatos pretos; nos anos 20 e 30 do século passado havia uma moda de chaleiras no formato de gatos pretos, como existem também abajures nesse formato, além de vários itens de decoração, para ficarmos somente em um campo.
Com relação à Magia, é muito interessante o que bruxas e bruxos relatam a respeito dos gatos. Muitos já viram seus gatos na cozinha, por exemplo, mesmo sabendo que eles estavam no quarto, dormindo, o que é um exemplo de viagem astral. Esse tipo de relato é comum. Outro fato comum é a atração que os gatos sentem pelo círculo mágico – eles sempre dão um jeito de entrar e sair, ficar por perto. Ou então, quando você vai ler o tarô. Lá está o gatinho curioso, rondando as cartas (isso quando não deita sobre elas!). Enfim, o que acontece é que muitas dessas pessoas também disseram que tentavam tirar o gato de perto e ele sempre voltava! Resumindo, eles gostam mesmo, o que é bastante engraçado e gostoso de vivenciar.
Seja como for, a crença nos poderes ocultos associados aos gatos é uma das mais antigas e sólidas vivências nos antigos – e recentes – conhecimentos das bruxas e bruxos que possuem – e adoram – seus gatinhos.F.P.Wikepédia.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Renascimento.


Aparentemente, a reencarnação é, na atualidade, um dos mais controversos tópicos da espiritualidade. Centenas de livros sobre o tema são publicados, como se o mundo ocidental tivesse apenas recentemente descoberto esta antiga doutrina.
A reencarnação é uma das mais valiosas lições da Wicca. A ciência de que esta vida é apenas uma entre muitas, de que não deixamos de existir quando o corpo físico morre, mas sim renascemos em outro corpo, responde a um grande número de perguntas, mas gera outras tantas.
Assim como muitas outras religiões, a Wicca ensina que a reencarnação é o instrumento pelo qual nossas almas são aperfeiçoadas. Uma vida não basta para atingir tal objetivo; portanto, a consciência (alam) renasce inúmeras vezes, cada vida englobando um grupo diferente de lições, até que a perfeição seja atingida.
É impossível determinar quantas vidas são necessárias para tanto. Somos humanos e é fácil aderir a comportamentos não-evolucionários. A cobiça, a ira, o ciúmes, a obsessão e todas as nossas emoções negativas inibem nosso crescimento.
Na Wicca, buscamos fortalecer nossos corpos, mentes e almas. Certamente, vivemos vidas terrenas plenas e produtivas, mas tentamos fazê-lo sem prejudicar ninguém, numa antítese à competição, à intimidação e à busca pelo primeiro lugar.
A alma não tem idade, sexo ou físico, possuindo a centelha divina da Deusa e do Deus. Cada manifestação da alma (por exemplo, cada corpo que habita a Terra) é diferente. Não existem dois corpos ou vidas exatamente iguais. Não fosse assim, a alma estagnaria. Sexo, raça, local de nascimento, classe econômica e todas as outras individualidades da alma são determinadas por suas ações em vidas passadas e pelas lições necessárias à vida presente.
Isto é de suma importância para o pensamento wiccano: nós decidimos o desenrolar de nossas vidas. Não há deus, maldição, força misteriosa ou destino sobre o qual possamos atirar a responsabilidade pelos fatos de nossas vidas. Nós decidimos o que precisamos aprender para evoluir e, então, espera-se, durante essa encarnação, trabalhamos em busca desse progresso. Caso contrário, regressamos às trevas.
Existe um fenômeno que atua como auxiliar no aprendizado das lições de cada existência, o qual é chamado de carma. O carma é geralmente mal-compreendido. Não é um sistema de recompensas e punições, mas sim um fenômeno que orienta a alma em direção a ações evolutivas. Destarte, se uma pessoa pratica ações negativas, receberá ações negativas em troca. O bem atrai o bem. Com isto em mente, sobram poucos motivos para praticar atos negativos.
Carma significa ação, e é desta forma que atua. Como uma ferramenta, não uma punição. Não há como "apagar" o carma, assim como nem todos os eventos aparentemente terríveis de nossas vidas são um subproduto do carma.
Só aprendemos com o carma quanto temos ciência dele. Muitos buscam em suas vidas passadas a descoberta de seus erros, para solucionar os problemas que estão inibindo seu progresso nesta vida. Técnicas de transe e meditação podem ser úteis, mas o verdadeiro autoconhecimento é o melhor meio para atingir este fim.
A regressão a vidas passadas pode ser perigosa, pois envolve uma grande carga de autodesilusão. É impossível contabilizar quantas Cleópatras, Reis Artur, Merlins, Marias, Nefertitis e outras pessoas famosas do passado existem por aí usando tênis e jeans. Nossas mentes conscientes, que buscam encarnações passadas, agarram-se facilmente a esses ideais românticos.
Se isto é um problema; se não deseja conhecer suas vidas passadas, ou não tem como fazê-lo, observe esta existência. Pode descobrir qualquer dado sobre suas vidas passadas ao observar esta vida. Se solveu seus problemas em vidas passadas, estes não mais lhe dizem respeito. Caso contrário, os mesmos problemas ressurgirão; portanto, concentre-se nesta vida.
 noite, analise seus atos do dia, atentando tanto para ações e pensamentos positivos, bem como para os negativos. Analise a seguir a semana que se passou, o ano, a década. Consulte agendas, diários ou antigas cartas em seu poder para refrescar sua memória. Você continuamente comete os mesmos erros? Em caso positivo, jure nunca mais repeti-los, num ritual concebido por você mesmo.
Em seu altar, você pode escrever tais erros num pedaço de papel. Podem ser inclusas emoções negativas, medos, prazeres desmedidos, permissão que outros controlem sua vida, intermináveis obsessões amorosas para com homens/mulheres indiferentes a seus sentimentos. Enquanto escreve, visualize-se agindo dessa forma no passado, não no presente.
A seguir, acenda uma vela vermelha. Segure o papel sobre a chama e atire-o num caldeirão ou em outro recipiente a prova de fogo. Grite - ou simplesmente afirme para si mesmo - que tais ações do passado não fazem mais parte de você. Visualize sua vida futura livre de tais comportamentos nocivos, limitadores, inibidos. Repita o ritual enquanto for necessário, talvez em noites de lua minguante, para levar a cabo a destruição desses aspectos de sua vida.
Se ritualizar sua determinação em progredir nesta vida, seu juramento liberará sua força. Quando sentir-se tentado a reincidir em seus velhos modos de agir ou pensar, lembre-se do ritual e sobreponha essa necessidade com seu poder.
O que acontece após a morte? Apenas o corpo fenece. A alma sobrevive. Alguns wiccanos dizem que ela viaja para um reino conhecido como Terra das Fadas, Terra Brilhante ou Terra dos Jovens. Esses são nomes Celtas. Alguns wiccanos chamam a esse lugar de Summerland (Terra do Verão), a qual é uma nomenclatura teosófica. Simplesmente, é - uma realidade não-física, muito menos densa do que a nossa. Algumas tradições da Wicca o descrevem como uma terra de verão eterno, com campos gramados e doces rios, talvez como a terra antes do advento da raça humana. Outros o vêem vagamente como um local sem formas, onde fluxos de energia coexistem com as energias maiores - a Deusa e o Deus em suas identidades celestiais.
Diz-se que a alma revê a última vida, talvez de um modo misterioso, com as deidades. Isto não é um julgamento, uma pesagem da alma de uma dada pessoa, mas sim uma revisão encarnatória. Lança-se luz sobre as lições aprendidas ou ignoradas.
Após um período apropriado, quando as condições da Terra estiverem favoráveis, a alma reencarna e reinicia-se a vida.
A pergunta final: o que ocorre após a última encarnação? Os ensinamentos da Wicca foram sempre vagos quanto a isso. Basicamente, os wiccanos dizem que após subir a espiral da vida, morte e renascimento, as almas que atingiram a perfeição liberam-se para sempre desse ciclo e coabitam com a Deusa e o Deus. Nada é desperdiçado. A energia residente em nossas almas retornam à fonte divina da qual se originou.
Por aceitar a reencarnação, os wiccanos não temem a morte como um mergulho no esquecimento, com seus dias de vida terrena para sempre perdidos no passado. A morte é vista como a porta para o renascimento. Portanto, nossas próprias vidas estão simbolicamente ligadas aos infindáveis ciclos das estações que moldam nosso planeta.
Não tente forçar-se a acreditar na reencarnação. Conhecer é muito superior a acreditar, pois o acreditar é próprio dos mal-informados. Não é muito sábio aceitar uma doutrina importante como a reencarnação sem estudá-la para saber se ela realmente lhe atrai.
Além disso, apesar de poderem existir fortes conexões com os que amamos, acautele-se quanto à noção de almas companheiras, como, por exemplo, pessoas que tenha amado em outras vidas e que você esteja destinado a amar novamente. Por mais sinceros que seus sentimentos e crenças possam ser, eles nem sempre se baseiam em fatos. Durante o desenrolar de sua vida você pode encontrar cinco ou seis pessoas com as quais sinta a mesma ligação, apesar de seu envolvimento atual. Será que todas são almas gêmeas?
Uma das dificuldades deste conceito é a de que, se estamos intrinsicamente ligados às almas de outras pessoas, ao continuarmos a encarnar com elas não estaremos aprendendo absolutamente nada. Assim, anunciar que encontrou sua alma companheira tem o mesmo efeito de dizer que você não está progredindo na espiral encarnacional.
Um dia você saberá, e não só acreditará, que a reencarnação é tão real quanto uma planta que dá botões, floresce, espalha sua semente, seca e gera outra planta à sua imagem. A reencarnação foi provavelmente intuída pelos povos antigos quando estes observavam a natureza.
Até que tenha chegado a uma conclusão própria, você pode desejar refletir sobre e considerar a doutrina da reencarnação.F 'Guia Essencial da Bruxa Solitária', de Scott Cunningham.

Summerland.Terra do Verão.


Summerland é um termo geralmente empregado na Wicca como referência ao "Outro Mundo" para o qual as almas dos mortos se encaminham após o término da vida física.
A Terra do Verão pode ser vista como uma espécie de paraíso pagão não muito diferente dos conhecidos "Alegres Campos de Caça" de algumas tradições dos índios nativos norte-americanos. A Terra do Verão dos wiccanos existe no Plano Astral e é experimentada de modos diferentes por cada indivíduo, de acordo com a vibração espiritual que ele leve a esse plano de existência.
O período em que alguém permanece na Terra do Verão depende da habilidade do indivíduo de libertar e retomar o material que a alma carrega vida após vida, o que pode fazer com que essa alma renasça na dimensão física.
A existência na Terra do Verão dá a um indivíduo a oportunidade de estudar e compreender as lições da vida anterior e como estas se relacionam a outras vidas pelas quais a alma tenha passado. Na teologia wiccana, este é conhecido como período de descanso e recuperação. Uma vez encerrado esse período de tempo, o plano elemental começa a atrair o indivíduo para o renascimento em qualquer dimensão que se harmonize à sua natureza espiritual naquele momento. A alma a reencarnar é então submetida ao plano das forças e pode ser atraída pelo vértice de uma união sexual em curso na dimensão física. Segundo os Ensinamentos Misteriosos, a alma é atraída pelos aspectos da vida físicas que melhor a preparem para as lições necessárias para assegurar sua evolução e conseqüente liberação do Ciclo do Renascimento.
De acordo com os Ensinamentos Misteriosos, um aborto natural ou um recém-nascido morto indica uma alma que não mais precisava retornar à dimensão física, necessitando apenas uma breve imersão em matéria densa para equilibrar as propriedades elementais etéreas necessárias a seu corpo espiritual. A outra razão para tais ocorrências é que os pais precisavam aprender a lição da perda para a própria evolução espiritual, caso no qual isso foi possibilitado por uma alma que não necessitava mais de uma existência física. Os serviços dessas almas elevadas é geralmente notado não só nesses cenários, mas também nos ensinamentos acerca da reencarnação de avatares como Buda ou Jesus.F.P.Wikepédia

Misticismo brasileiro.


Wicca, incensos, velas, runas, bruxaria, pedras, ervas, astrologia, horóscopo, esoterismo... misticismo. Todos esses assuntos encantam, de forma mais ou menos extremada, os brasileiros. Até mesmo os mais céticos já deram uma lida no horóscopo do jornal e ficaram preocupados quando os dizerem previam que "sua vida profissional passará por um turbilhão".
No contexto do nosso país, temos que colocar esse assunto em um campo mais amplo, que é o da religiosidade. "As pessoas identificam bruxarias, superstições ou coisa parecida com seus próprios interesses religiosos. E o que elas esperam dessas coisas? Que causem vantagens nesta vida a partir de favorecimentos de seres que existiriam em um outro mundo. Isso é acreditar em magia, acreditar que você pode melhorar sua vida aqui fazendo com que um Deus, uma divindade, uma força ou uma energia que viva no mundo não-físico interceda em seu favor aqui no mundo físico", explica o professor de Sociologia da Religião da UnB (Universidade de Brasília), Eurico Cursino. No país esse tipo de atração funciona tão bem porque a religiosidade brasileira é profundamente mágica. Nós esperamos que a religião seja um grande protocolo de acesso e intervenção junto aos seres do mundo não-físico e, dessa forma, desejamos que esses mesmos seres intercedam a nosso favor neste mundo.
A Wicca é uma religião (por alguns é considerada filosofia) que celebra a natureza e busca inspiração nas religiões antigas de culto à Deusa, nas celebrações dos ciclos anuais das colheitas, ao culto do Deus fertilizador da Terra e várias outras expressões primitivas com uma forte ligação com a natureza e ciclos da vida. Possui rituais, poções, festivais e magias. A secretária de 21 anos, Gislaine Palmeira da Silva, conta que começou a estudar Wicca há um ano.
"Foi uma coisa meio louca. Sempre gostei de objetos e roupas que tinham lua, sol, essas coisas sempre me fascinaram. Sempre tinha sonhos quando criança que se repetem, mulheres com longos vestidos que dançavam em círculos à minha volta enquanto eu recebia uma grande luz que vinha da lua. Uma vez passando em uma livraria vi um livro que parecia meu sonho e só guardei a palavra ´Wicca`, daí comecei a ler sobre", explica Gislaine.
Nos rituais Wicca são usados velas, incensos, pedras, ervas, túnicas, caldeirão, entre outros artefatos. Segundo ela, as magias e poções têm como maior objetivo colocar o homem em contato com a natureza e assim proporcionar o auto-conhecimento, harmonia e a compreensão dos poderes da natureza e não manipular ou fazer mal as pessoas. "Ao fazer uma magia, a pessoa deve ter consciência de que tudo que ela fizer, voltará com uma força três vezes maior", ressalta.
"Os brasileiros acreditam nisso, profundamente, de forma mais ou menos explícita. Atenção, não confundir isso com uma crença que as pessoas vão confessar. É algo que não aparece no censo, mas aparece, por exemplo, nas bilheterias do Harry Potter. Aparece na atração que a coisa exerce, no fascínio, no enorme comércio de subprodutos ligados ao filme", ressalta Cursino.
Estudar Wicca fez com que ela ficasse muito mais espiritualizada. "A visão sobre tudo muda: sobre a vida, o mundo e a morte. Tudo é um ciclo e a morte é um recomeço. Aprendi a valorizar muito mais a natureza e os seres vivos e a entender que tudo tem seu equilíbrio. A Wicca me proporcionou o auto-conhecimento, o crescimento pessoal e espiritual", relembra.
No Brasil, a religião institucionalizada não tem muita ascendência sobre as pessoas, a Igreja é fraca, por isso, a religiosidade das pessoas fica como que com uma espécie de espaço a ser ocupado. Por isso que vemos tanta dinâmica religiosa nos últimos tempos: religiões crescendo, pessoas mudando de crença, associando determinadas religiões à outras, ou seja, fazendo uma salada religiosa. "Se você tiver metido em uma igreja ou ordem que tenha alguma ascendência sobre você, a tendência é não reconhecer força religiosa em nada que não tenha sido chancelado pela sua própria igreja. Mas como a maior parte das pessoas é trânsfuga, está por aí vagando, aí fica fácil, qualquer aventureiro lança mão", analisa o professor. "E aí quanto mais melhor. O que vem de uma fonte mais propriamente religiosa, como uma igreja ou ceita e o que vem do comércio internacional como o Harry Potter não tem muita diferença. Eu estou carente de magia e como não tem doutrina ou teoria sobre qual é a magia certa qual é a errada imperando na minha cabeça, eu vou pelo quanto mais, melhor". Harry Potter distorce a bruxaria sim, mas os wiccans (seguidores da Wicca) não o odeiam. "A Wicca pratica justamente o amor e o respeito entre o homem e todos os outros seres vivos. A magia é usada para o bem, proteção, crescimento espiritual e não o contrário", explica.
E essa mania de combinar religião com misticismo e formar uma crença misturada faz parte da cultura do brasileiro. Para ser assim, basta ter nascido em algum lugar do Caburaí ao Chuí. "Talvez a gente tenha outras formas de pensar, laicas, racionalizadas, mas é impossível não ser, pelo menos, atraído. Mesmo o mais cético tenderá a olhar com um ´rabinho de olho` porque é da nossa constituição cultural. É claro que a escolarização científica funciona como uma espécie de desalojador da cultura mágica, mas que ela está lá, está lá".F.P.Wikepédia.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Lotus Eaters (Song Lyrics).


O sol se põe para o tempo final, a noite se sente bem.
E nós caminhamos nas sombras distantes do fim dos tempos.
Nós somos um com o oceano ao luar, ele ignora os nossos pecados
Batizado em suas águas termais, o Novo Mundo começa agora.
Ela diz, espera, espera-se agora para as coisas que parecem irreais.
Não deixe de ir ao amor que você sente.

Sim, eu vi o sol morrer hoje.
Sentei-me sozinho como a luz escapuliu.
E eu sei que a terra se torna meu hoje, yeah.
E a lua ainda brilha de tão longe.

O amor que me mantém aqui nunca irá desaparecer
Eu não irá desaparecer.
E a terra e o mar é meu.
O sol não pode brilhar
Eu não irá desaparecer

O sol se põe para o tempo final, a noite se sente bem.
E nós caminhamos nas sombras distantes do fim dos tempos.
Nós somos um com o oceano ao luar, ele ignora os nossos pecados.
Batizado em suas águas termais, o Novo Mundo começa agora.

Ela diz, espera, espera-se agora para as coisas que parecem irreais.
Não deixe de ir ao amor que você sente.
Sim, eu vi o sol morrer hoje.
Sentei-me sozinho como a luz escapuliu.


A terra e o mar é meu.
O sol não pode brilhar.
Eu não irá desaparecer.
Espero viver, dentro desta canção de amor.

Eu sei que não é real, sim.
A terra continua a girar eo tempo não pode acabar.
Eu sei que não é real.
Espero viver, dentro desta canção de amor.

Eu sei que não é real, sim.
A terra continua a girar e o tempo não pode acabar.
Eu sei que não é real.Abdullah - Lotus Eaters.