contos sol e lua

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Os Faraós.


Os faraós eram os reis do Egito Antigo. Possuíam poderes absolutos na sociedade, decidindo sobre a vida política, religiosa, econômica e militar. Como a transmissão de poder no Egito era hereditária, o faraó não era escolhido através de voto, mas sim por ter sido filho de outro faraó. Desta forma, muitas dinastias perduraram centenas de anos no poder.

O poder dos faraós.

Na civilização egípcia, os faraós eram considerados deuses vivos. Os egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia.

Os impostos arrecadados no Egito concentravam-se nas mãos do faraó, sendo que era ele quem decidia a forma que os tributos seriam utilizados. Grande parte deste valor arrecadado ficava com a própria família do faraó, sendo usado para a construção de palácios, monumentos, compra de jóias, etc. Outra parte era utilizada para pagar funcionários (escribas, militares, sacerdotes, administradores, etc) e fazer a manutenção do reino.

Ainda em vida o faraó começava a construir sua pirâmide, pois está deveria ser o túmulo para o seu corpo. Como os egípcios acreditavam na vida após a morte, a pirâmide servia para guardar, em segurança, o corpo mumificado do faraó e seus tesouros. No sarcófago era colocado também o livro dos mortos, contando todas as coisas boas que o faraó fez em vida. Esta espécie de biografia era importante, pois os egípcios acreditavam que Osíris (deus dos mortos) iria utiliza-la para julgar os mortos.

Exemplos de faraós famosos e suas realizações:

- Tutmés I – conquistou boa parte da Núbia e ampliou, através de guerras, territórios até a região do rio Eufrates.

- Tutmés III – consolidou o poder egípcio no continente africano após derrotar o reino de Mitani.

- Ransés II – buscou estabelecer relações pacíficas com os hititas, conseguindo fazer o reino egípcio obter grande desenvolvimento e prosperidade.

- Tutankamon – o faraó menino, governou o Egito de 10 a 19 anos de idade, quando morreu, provavelmente assassinado. A pirâmide deste faraó foi encontrada por arqueólogos em 1922. Dentro dela foram encontrados, além do sarcófago e da múmia, tesouros impressionantes.

A maldição do faraó

No começo do século XX, os arqueólogos descobriram várias pirâmides no Egito Antigo. Nelas, encontraram diversos textos, entre eles, um que dizia que: "morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faráo". Alguns dias após a entrada nas pirâmides, alguns arqueólogos morreram de forma estranha e sem explicações. O medo espalhou-se entre muitas pessoas, pois os jornais divulgavam que a "maldição dos faraós" estava fazendo vítimas. Porém, após alguns estudos, verificou-se que os arqueólogos morreram, pois inalaram, dentro das pirâmides, fungos mortais que atacavam os órgãos do corpo. A ciência conseguiu explicar e desmistificar a questão.Wikepédia.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

AS PENEIRAS DE HIRAM -


Cansado por mais um dia, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para o tão merecido descanso. Eis que, subindo em sua direção, aproxima-se seu Mestre Construtor predileto, que lhe diz:

- Mestre Hiram... Vou lhe contar o que disseram do segundo Mestre Construtor...

Hiram com sua infinita sabedoria responde:

- Calma meu Mestre predileto; antes de me contares algo que possa ter relevância, já fizeste passar a informação pelas “Três Peneiras da Sabedoria?”

- Peneiras da Sabedoria??? Não me foram mostradas, respondeu o predileto!

- Sim... Meu Mestre! Só não te ensinei, porque não era chegado o momento; porém, escuta-me com atenção: tudo quanto te disseram de outrem, passe pelas peneiras da sabedoria e na primeira, que é a da VERDADE, eu te pergunto:

- Tens certeza de que o que te contaram é realmente a verdade?:

Meio sem jeito o Mestre respondeu:

- Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram:

Hiram continua:

- Então, se não tens certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a peneira da BONDADE. E eu te pergunto:

- É alguma coisa que gostaria que dissessem de ti?

- De maneira alguma Mestre Hiram... Claro que não!

- Então a tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última; e te faço a derradeira pergunta:

- Acha mesmo necessário passar adiante essa estória sobre teu Irmão e Companheiro?

- Realmente Mestre Hiram, pensando com a luz da razão, não há necessidade...

- Então ela acaba de vazar os furos da terceira peneira, perdendo-se na imensa terra. Não sobrou nada para contar.

- Entendi poderoso Mestre Hiram. Doravante somente e boas palavras terão caminho em minha boca.

- És agora um Mestre completo. Volta a teu povo constrói teus Templos, pois terminaste teu aprendizado. Porém, lembra-te sempre: as abelhas, construtoras do G\A\D\U\, nas imundícies dos charcos, buscam apenas flores para suas laboriosas obras, enquanto as nojentas moscas, buscam em corpos sadios as chagas e feridas para se manterem vivas.
Revista “A Trolha” Abril/1996 nº 114.

A ERA DOS DEUSES - – O Cavalo de Tróia


Toda a gente conhece a história do Cavalo de Tróia. É tão conhecida a história e o seu significado que até alguns vírus informáticos que infectam de vez em quando os computadores tomaram esse nome. É também o nome de uma série de livros acerca de uma presumível viagem no tempo, mais precisamente ao tempo de Jesus. Na verdade trata-se de uma armadilha, de uma introdução de algo estranho dentro de um ambiente para daí tirar vantagem. Foi o que aconteceu em Tróia, aparentemente, pois não se sabe se o episódio foi real, uma vez que não consta da Ilíada, a obra-prima de Homero. Verdade ou não, o que é certo é que tem servido de inspiração a muita gente.

Durante muito tempo a Ilíada foi considerada um relato fantasioso acerca de uma presumível guerra entre aqueus (gregos) e troianos motivada pelo rapto da bela Helena. Não se sabe ao certo se terá sido mesmo rapto, ou se Helena, filha de Zeus, o chefe dos deuses, e de Leda, rainha de Esparta, portanto uma semideusa, que acabou por casar com Menelau, rei de Esparta, não terá fugido por vontade própria com o jovem príncipe Páris que a levou para Tróia. No final de toda a trama, terá acabado os seus dias na companhia de Páris, protegidos pelos deuses Apolo e Afrodite.

Verdadeira ou falsa, esta história de Helena pertence ao reino do romantismo, pois Homero não fala dela e uma outra lenda grega refere que a guerra foi provocada por Zeus para diminuir o número de homens sobre a Terra. Para Homero, a guerra de Tróia foi instigada pelos deuses para satisfazer os seus caprichos. Agindo directa ou indirectamente, por vezes de forma visível, outras invisível, os deuses atiçaram os pobres dos humanos nessa luta dramática pela posse de Tróia. Por detrás de tudo estava Zeus, que observava com satisfação o desenrolar das batalhas. Ele autorizara os outros deuses a tomarem o partido que quisessem mas, quando verificou que os deuses tinham começado a ferir-se mutuamente, ordenou-lhes que parassem e se mantivessem fora da luta dos mortais.

Homero descreve-nos que enquanto os guerreiros e os deuses dormiam profundamente na planície após um dia de intensa luta, Zeus mantinha-se acordado pensando em como poderia honrar Aquiles (Ulisses) e, ao mesmo tempo, provocar grandes destruições nos navios dos aqueus. Quando os aqueus e os troianos acertaram uma trégua para que os seus líderes pudessem resolver a contenda numa luta corpo a corpo, os deuses ficaram muito descontentes com a ideia, porque ficavam privados do espectáculo diário de morticínios de parte a parte. Instruíram de imediato a deusa Minerva para se deslocar ao campo de batalha e fazer com que os troianos fossem os primeiros a romper a trégua, atacando os aqueus. Durante a noite, para que os combates pudessem prosseguir, a deusa iluminou o campo de batalha.

A Ilíada descreve em pormenor a guerra de Tróia e o envolvimento dos deuses que tomaram partido por um ou outro lado. Durante muito tempo esta descrição foi considerada uma fantasia de Homero, um poeta sobre cuja existência ainda hoje existem dúvidas. De facto não se sabe se existiu um personagem chamado Homero e pensa-se que a Ilíada, assim como a Odisseia, sejam compilações de vários autores. Tradicionalmente Homero é representado como um velho cego, conforme mostra um busto grego bem conhecido. Supõe-se que terá vivido por volta do século VII antes da nossa era, altura em que começaram a aparecer os primeiros escritos gregos, mas são apenas conjecturas, ninguém tem a certeza de nada.

Como a Ilíada foi considerada uma fantasia de um poeta imaginário, então Tróia nunca existiu de facto, pensava-se. Aliás, toda aquela descrição do envolvimento dos deuses não passava de uma criação do imaginário grego. Para as religiões monoteístas que se vieram a impor mais tarde, as descrições dos deuses faziam parte das crenças pagãs e portanto, não eram para ser levadas a sério. Assim, a guerra de Tróia e a própria Tróia foi considerada apenas parte de um fascinante mas improvável conjunto de lendas gregas que os eruditos, com um sorriso de tolerância, denominaram mitologia. No entanto, grandes surpresas estavam para acontecer.

Em 1822 um certo Charles McLaren sugeriu que determinado monte da Turquia podia ser a localização da antiga cidade de Tróia. Ninguém acreditou nele. Somente em 1870, um rico comerciante alemão que estudara a Ilíada e acreditava que se tratava de uma história verídica, resolveu começar a escavar o local, aplicando no empreendimento toda a sua fortuna.

Este comerciante alemão, Heinrich Schliemann, era uma figura enigmática. Desde os 14 anos de idade que se sentira fascinado pelas obras de Homero e acreditava que se tratava de relatos verdadeiros e não imaginários. Arqueólogo amador, foi autodidacta em tudo em que se envolveu na vida, aprendia línguas com uma rapidez assombrosa, chegando a dominar 9 línguas, além do alemão. Tendo começado como aprendiz numa loja, emigrou para a Venezuela, de onde voltou mais tarde para a Europa. Vai para a Rússia e instala-se em São Petersburgo, onde acaba por abrir a sua própria loja, nesta altura já possuidor de uma fortuna considerável. Fascinado pelas obras de Homero, resolveu arriscar toda a sua fortuna na procura da antiga cidade de Tróia.

Para espanto dos eruditos e dos cépticos acerca da validade da história contada na Ilíada, à medida em que escavava foi descobrindo cidade sobre cidade, até chegar à sétima camada, onde encontrou a Tróia cantada por Homero.

O que fazer agora com a história de Homero? A cidade existia, portanto, essa parte era verdadeira. Teria havido mesmo uma guerra para diversão dos deuses, como dizia ele na Ilíada? O que dizer de frases como: “Enquanto os deuses se mantiveram afastados dos guerreiros mortais, os aqueus triunfaram, pois Aquiles (Ulisses), o semideus, agora estava com eles. Porém, devido ao crescente rancor entre os deuses e da ajuda que os gregos recebiam de Aquiles, Zeus mudou de ideia. Quando a mim, disse ele, ficarei aqui no Olimpo, sentado, a observar. Vós podereis tomar o lado que quiserdes, o dos gregos ou dos troianos.”

Esta guerra, se aconteceu, terá ocorrido entre 1300 e 1200 anos antes da nossa era. É interessante notar que até 1200 a. C., há inúmeras referências de deuses em todo o Oriente Médio, incluindo o Egipto. Há inúmeras histórias contando a participação de alguns dos deuses na condução das guerras, dirigindo eles próprios as operações ou instruindo humanos a fazê-lo. Os deuses tomam nomes diferentes em cada região, mas suspeito que sejam sempre os mesmos. É difícil, no entanto, identificar os deuses egípcios com os gregos ou os da Mesopotâmia. A Minerva ou Afrodite gregas podem ser a Ishtar mesopotâmica, ou a Ísis egípcia. Zeus, que odiava os homens, pode ser o Enlil da Mesopotâmia ou o Iahweh bíblico, pois qualquer deles era cruel e odiava os homens. O Ea ou Enki da Mesopotâmia, pode ser o RA egípcio, ou aquele que ajudou Noé a salvar-se da raiva desencadeada por Enlil, tentando destruir os homens através de um dilúvio.

Poderei não chegar a conclusões precisas mas tentarei, em próximos capítulos, aproximar-me bastante de uma verdade que os seres humanos procuram ignorar por razões de ordem religiosa ou científicas. Que os deuses habitaram a Terra, não há dúvidas, a própria Bíblia o confirma.

Manuel O. Pina.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Profeta persa, fundador do zoroastrismo.Zoroastro.


Nos dias atuais, depois de estudos lingüísticos e comparações de textos antigos, a maior parte dos pesquisadores chegou à conclusão que Zoroastro deve ter nascido por volta do ano 630 a.C. em Báctria, região da Ásia central ao norte do atual Afeganistão.

Mas não existem registros históricos da data de nascimento e dos locais em que Zoroastro viveu.

Um dos motivos foi sua seita ter sido "apagada" pela conquista do Império Persa por Alexandre, o Grande, e depois, pelos árabes.

Essa região era imensa: num mapa atual ela incluiria, no mínimo, o Irã, o Iraque, o Afeganistão, o Uzbequistão, o Quirguistão, o Turcomenistão, parte do Paquistão e o noroeste da Índia.

Quando os árabes conquistaram a Pérsia e difundiram o islamismo, a religião de Zoroastro, que ali existia desde antes dos persas formarem um império, desapareceu. Há menções a ela nos contos das "Mil e Uma Noites", uma coletânea de histórias passadas de geração em geração na tradição oral e mais tarde transformada em livro.

Ali se pode ler sobre os magos (magi), os adoradores do fogo. Eram considerados ilegais pelos árabes, pois estes admitiam apenas sua própria religião, muçulmana.

Dessa forma, Zaratustra ou Zoroastro passou à história como um profeta cuja doutrina foi superada. No entanto, estudiosos afirmam que muitos dos princípios teológicos das religiões modernas, como a separação entre o bem e o mal, já haviam sido delineadas por Zaratustra, 600 anos antes de Cristo e 1.200 anos antes de Maomé.

Os ensinamentos de Zaratustra só foram registrados depois de sua morte - a única exceção é o Gatha, livro de hinos que teria sido escrito por ele. O nome Zaratustra significa "homem dos velhos camelos". Seu pai se chamava Porushaspa, cuja tradução é "aquele dos cavalos de raça com patas anteriores brancas" e deve ter sido um sacerdote, de um clã de criadores de animais - assim está escrito no Avesta, o livro sagrado dos ensinamentos de Zaratustra.

Destinado, ainda bem jovem, a seguir as pegadas do pai e a se tornar também um sacerdote, o rapaz não concordou. Aos 20 anos ele abandonou sua terra e partiu em peregrinações. O Avesta (e aí começa a lenda) conta que ele se encontrou com um anjo e teve uma visão. Viu a luta cósmica entre as forças do bem e as do mal, da ressurreição dos mortos no dia do juízo final e da vida após a morte no paraíso ou no inferno.

Depois disso, Zaratustra passou anos meditando antes de começar a pregar em Báctria. No zoroastrismo, Ormuz Mazda ou Ahura Mazda, era o deus do bem, criador do universo e a encarnação da justiça; Arimã era o senhor do mal, das sombras e da morte. Acreditava-se que essa luta entre o bem e o mal iria durar até o final dos tempos. O deus Mazda era adorado sob a forma de fogo em altares ao ar livre.

As pessoas o escutavam sem muito interesse, e ele sofria dura oposição dos sacerdotes e dos nobres. Conseguiu poucos seguidores que o acompanharam em suas viagens para divulgar seus ensinamentos. Foi para Corasmia, um imenso reino que se estendia do mar de Aral até o Golfo Pérsico: Samarcanda e Bukhara (no atual Uzbequistão), Kandahar e Cabul (no atual Afeganistão) eram algumas de suas cidades mais famosas.

O xá (rei) Vistapia gostou das idéias de Zaratustra e se converteu à nova fé. Foi um sucesso decisivo. O profeta pôde iniciar sua obra e fez construir, diante das portas da capital, o Templo do Fogo. No altar ao ar livre, os sacerdotes cantavam hinos e doutrinavam as pessoas. Não era mais necessário sacrificar animais para conseguir a graça divina. Bastava ser honesto e trabalhador.

Mas logo os sacerdotes começaram a se rebelar: queriam voltar à antiga religião. Começou uma grande guerra em que Vistapa foi morto e Zaratustra perdeu seu protetor. No combate final, o profeta foi surrado com bastões e não resistiu aos ferimentos: já tinha mais de 77 anos.

Segundo a lenda, a doutrina de Zaratustra havia sido escrita com tinta de ouro em 12 mil couros de boi e estava guardada na biblioteca real de Persépolis, que foi totalmente queimada pelos soldados de Alexandre, o Grande, 200 anos depois.
f.p.wikepédia.

PAI - NOSSO - ARAMAICO.




(Está escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém, Palestina, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus.)

Abvum d'bashmáia
Pai-Mãe, respiração da Vida,
Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos !
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós
Para que possamos torná-la útil.

Netcádash shimóch
Ajude-nos a seguir nosso caminho
Respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.

Tetê malcutách
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu,
para que caminhemos com todas as outras criaturas.

Nehuê tcevianách aicana d'bashimáia af b'arha
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz,
assim como em todas as formas, em toda existência individual,
assim como em todas as comunidades.

Hôvlan lácma d'suncanán iaomána
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós,
pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.

Uashbocan háubein uahtehín aicána dáf quinan shbuocán l'haiabéin
Não permita que a superficialidade e a
aparência das coisas do mundo nos iluda,
E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

Uêla tahlan l'nesiúna êla patssan min bíxa
Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento
de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo,
a Canção que se renova de tempos em tempos
e que a tudo embeleza.

Metúl diláhie malcutá uaháila uateshbúcta l'ahlám almín
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.

Ameyn !!!
Amém !!! ( Que assim seja !!! )

A HISTÓRIA DE AISHÁ.



O Cósmico dotou nossa mente de uma fértil imaginação, que é tanto maior quanto maior for a nossa inteligência. Com a imaginação, podemos viajar no tempo e no espaço se as estreitas limitações no mundo material, no qual, vivemos num fastidioso cotidiano. Para este, trazemos os enfeites pictóricos das mais variadas cromias encontradas nas imagens, também formadas pela imaginação daqueles que, num passado longínquo, desejosos de enriquecer as mensagens que devemos atravessar os milênios e chegarem até nossos dias – a salvo das garras felinas da ignorância – legaram para nós, cunhadas na pedra, criptografadas em papiros ou sonorizadas pela palavra , as lendas que hoje constituem um acervo de sabedoria, que é o SÍMBOLO.

O iniciado, valendo-se desse dom que imaginação lhe proporcionou, pode escutar, com o devido cuidado, o distante susurro de nossos antigos sábios, transmitindo as verdades eternas.

Esta imaginação não é pura fantasia, mas a arte de criar imagens e trazê-las |à realidade. Tudo o que podeis ver, tanto no mundo de hoje como no passado, foi antes imaginado na mente daqueles que o projetou.

A história de Aishá, sois vós na eternidade...Nela estão narrados todo o drama e toda a glória de vosso Ser...encenados no pensamento do Universo...


“No princípio, criou Deus o céu e a Terra. A terra, porém, estava vazia nua; e as trevas cobriam a face do abismo; e o espírito de Deus era levado por cima das águas...”
Disse deus: “Faça-se a Luz”...a Luz que deveria refletir a criação, a Alma do universo – Aishá – a alma do Homem.
Escutai o cântico do mistério...a vossa história, vivida no pensamento de Deus.
Vou contar-vos uma história.
Dentro das imagens que possam encontrar dimensões em vossa compreensão.
Esta história é simples, mas encerra, em seu contexto, um profundo significado que, espero, consiga unir-nos neste encontro de amor".


- Era uma vez uma alma que habitava o Divino Éter: pura como uma columba – sem a consciência de si mesma.
Sua morada chamava-se “Shamain” e seu nome era Aishá.
Faltava-lhe um atributo: a compreensão.
Um dia pôde contemplar toda a beleza da criação arquetipada por Deus e, por ela fascinando-se, no desejo imenso de conhecê-la, projetou-se nos abismos em trevas dos espaços imensos. E caindo de esfera em esfera, foi esquecendo a sua origem, mergulhando profundamente na mais densa morada da matéria informe. Lá, nas profundezas desse abismo, começa ela a caminhar, a chamar pelo nome de todas as formas primitivas de energias caóticas. Parecia que tudo era um começo.
Sozinha, esquecida das origens, inconsciente de sua escolha, começa um caminho de sofrimento e dor!
Desorientada, sentiu a necessidade de coordenar essas energias dentro de um princípio que lhe pareceu melhor. E, aí, começou a entoar o seu primeiro cântico! O cântico das pequeninas esferas: era o mundo atômico, material, com que começava Aishá a construir o primeiro degrau da escada experimental das formas.

Ela havia decidido e não sabia.

Ela era a própria Luz que devia refletir cada página, cada ciclo evolutivo das formas da criação. E assim teve origem a sua jornada, como também tiveram origem os primeiros acordes da sinfonia das esferas. Eram as notas graves de um teclado universal que Aishá deveria aprender, nota por nota, para que, com esse conhecimento, pudesse cumprir sua missão. Sim, a sua missão como a divina compositora desse grande concerto que encerra, em cada partitura, as notas vibratórias que, desdobradas pela experiência, manifestariam o pensamento primordial Daquele de quem estava esquecida, mas que continuava vivo em seu impulso interior!
Depois de imensa jornada em imensurável tempo, ela acorda para uma nova etapa. Conseguira colocar cada partitura em seu devido lugar. E, no aprimoramento de cada nota, Aishá conseguira manifestar o primeiro mistério – A VIDA!.
Pela primeira vez, sentiu que era uma alma vivente. E, assim, dentro de sua natureza, usando das águas do Céu e das águas da Terra, surgiram as primeiras flores em seu caminho.
O espaço entre os pequeninos vegetais, sua então morada, ela o preenchia dos mais variados perfumes, como uma prece, uma oferenda ÀQUELE que lhe determinara a criação!

Esta foi, senhoras e senhores, a vossa primeira prece!

Cada espécie criada por Aishá se tornava o “habitat” da vida.
De missão cumprida, continua seu caminho e, de repente, mais uma página foi virada. Com sua experiência, percebeu Aishá que novas moradas estavam no grande projeto e, com os elementos tirados da experiência , ela gerou uma nova dimensão: surgira a primeira célula vivente. E das águas da Terra com as águas do Céu nascera o primeiro “coacervado” - o unicelular que, com o sacrifício de si mesmo, num verdadeiro “dar-se”, dividia-se em dois; e assim, nessa progressão geométrica, começava Aishá a povoar as esferas suspensas no infinito universo.
Aishá podia mover-se e, por onde caminhava, levava a sua espécie.
Em sua nova morada, sentiu que, unindo cada célula, poderia construir novas dimensões de si mesma, num trabalho extenuante e penoso.
Nascera, então, o primeiro invertebrado!
Era a vida que aumentava sua movimentação e, com cuidados especiais, começa Aishá a formar os pequenos filetes que, conduzindo sensações para um centro, dava ao pequenino ser a possibilidade de sentir o exterior de si mesmo na pequena consciência de seu interior.
O trabalho de Aishá acelerava, e fi criando e habitando, assim, novas dimensões da vida, com que ela povoou as esferas celestes.
Surgiram agora os primeiros vertebrados!
Pelas enormes dimensões de suas estruturas, necessitavam de um órgão que mantivesse a sua forma com maior movimentação e de novas janelas de seu interior para o exterior. E Aishá deu nome a todas essas formas, vivendo-as uma a uma, diante do universo!
Aishá contemplava sua obra!
Em cada período de repouso, ela procurava sentir a vontade Daquele que determinara a criação.
Sofrida, cansada, continuava o seu trabalho; com as águas da Terra e com as águas do Céu ela havia povoado os mares e a floresta; porém, sentia que faltava alguma coisa. Precisava criar uma nova morada que fosse mais perfeita que tudo que havia habitado. Então, criou ela a primeira semente que geraria a forma pré-humana. E, de dentro de sua nova dimensão, de sua nova manifestação, levantando os braços, Aishá começava a rever, através dos símbolos de seu interior, a primeira luz que, em forma de disco, parecia ser uma de suas expressões.

A Luz Maior, expressada na luz menos, era contemplada.

Aishá chorou pela primeira vez. Ela não podia entender, mas podia sentir. Era o parto dolorido da espécie humana; era a primeira lágrima que rolava sobre um rosto.

Era a sua e a vossa segunda prece!

Aishá sentiu, pela primeira vez, o Amor; mas sentiu também quão difícil seria a sua jornada para encontrar aquela luz que se escondia por detrás daquele disco.
Seu interior fremia de contentamento; suas lágrimas de dor e de alegria fundiam-se numa só emoção porque, em cada dor, surgia a alegria de uma nova vivência, de uma nova experiência.
Em cada período de repouso, ela contemplava a sua obra e partia para novas dimensões. Era mais uma etapa vencida na direção do grande destino que a aguardava. E, assim, Aishá, nesta nova morada, nesta nova forma de expressão acelerava o caminhar. Era a forma humana que se aprimorava. Porém, dada a complexidade dessa expressão, surgiu aquilo a que chamamos o “bem” e o “mal”.
Era a ciência dos opostos que ela conscientizava.
Foi aí que Aishá percebeu que o mal existia para que o bem se evidenciasse. Era uma lei que surgia, oriunda dos conjuntos, para, através desta mais alta forma de vida, usando da liberdade que lhe foi conferida para lhe facilitar a obra, dar a ela o direito de escolha.

E assim, chegou Aishá aos nossos tempos – às vossas dimensões.

Não preciso mais continuar esta história porque, de agora em diante, em vez de narrada, será vivida por vós mesmos – Aishá desta historia.
Entretanto , posso dizer-vos que estes tempos já estão concluídos. Todos já fizeram a sua escolha. Neste momento, estamos vivendo um êxodo desta para uma nova dimensão. Estamos num êxodo desta para uma nova terra; para terra de Canaã dos hebreus; para Salem de Melquizedek; para o outro lado do sol – para o REINO DO SENHOR!

Por isso eu vos peço, que neste momento, numa apoteose a esta dimensão, no clímax deste “exodus”, cantai comigo este poema de amor:

“UM DIA PISAREI A TERRA DO SENHOR!”
Pedro Freire.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O Livro Sagrado de Thoth.


Basicamente os ensinos de Toth chegaram à atualidade baseados em escassos documentos que constituem o "Kabalion" , "A Tábua da Esmeralda ", "Pistis Sophia", "Corpus Hermeticum", e alguns outros papiros. Naturalmente que o acervo de ensinamentos de Thoth estão contidos em muitos outros documentos que foram preservados e mantidos sob a guarda de Ordens Iniciáticas. Tratam-se de documentos originais e cópias que foram preservados do incêndio da Biblioteca de Alexandria. Entre os documentos preservados existem aqueles que deram base ao desenvolvimento da Alquimia.

De um modo geral podemos dizer que a Cosmologia Mística, a Magia e a Alquimia no atual ciclo de civilização derivaram-se dos ensinamentos de Toth.

Em temas anteriores temos com freqüência falado sobre Thot mas ainda há muito a ser dito, e faremos isto progressivamente em algumas palestras.
No Egito milenar Thoth era considerado um deus, ele possuía o conhecimento sobre tudo quanto há, mas apenas uma parte desse imenso cabedal de conhecimentos foi gravada em uma imensa quantidade de papiros, que em grande parte foram destruídos no incêndio da Biblioteca de Alexandria. Além daqueles inumeráveis documentos, é afirmado haver sido escrito uma outra série de documentos considerados secretos razão pela qual não constavam da Biblioteca de Alexandria mas que eram secretamente guardados pelas Escolas Iniciáticas. Diz que os conhecimentos secretos, especialmente sobre magia e alquimia foram gravados em 36,535 rolos de papiro e "escondidos debaixo da abóbada divina" e que só poderiam ser achados pelo verdadeiro merecedor, que usaria tal conhecimento pelo benefício de gênero humano.

Tudo indica que o acervo dos ensinamentos secretos foi encontrado no transcorrer dos milhares de anos que durou a civilização egípcia. A tradição de uma doutrina secreta de Thoth parece haver sido bem estabelecida no Egito, de acordo com um papiro que data a 12ª onde está gravado: " Então o Rei Khufu disse a Dedi. Há o rumor de que você conhece os santuários da câmara secreta do documento de Thoth? Dedi disse: Por favor, eu não conheço os santuários deles, Soberano, meu senhor, mas eu conheço o lugar onde eles estão. O rei disse: Onde eles estão? E Dedi disse: Há uma passagem que conduz à uma câmara chamada o Inventário em Heliopolis ".

Existe uma declaração de Clemente de Alexandria em que há referência a 42 textos atribuídos a Hermes (Thoth) e que tratam de trabalhos geográficos e médicos, entre outros, e que eram usados na educação dos sacerdotes".

Hermes Trismegistus "inventou muitas coisas necessárias para à vida, e lhes deu nomes próprios. Assim é dito que ele ensinou os homens como escrever os seus pensamentos, organizar uma linguagem apropriada. Instituiu as cerimônias a ser observadas na adoração aos Deuses; ele observou o curso das estrelas e ensinou a astronomia; inventou música; diversos exercícios; a matemática e a geometria mediante o que os grandes monumentos puderam ser construídos; ensinou como usar os medicamentos; a arte trabalhar os metais. Inventou alguns instrumentos musicais, entres estes a lira de três cordas".
thoth

Thoth.
Toth instituiu a escrita hieroglífica e a ensinou a um certo número de pessoas que julgou merecedoras de ser os depositários dos seus segredos. Nos primeiros séculos da civilização egípcia somente podiam chegar ao trono aqueles que fossem Iniciados nos Mistérios que eram considerados Sacerdotes do Deus Vivente. A estes instruiu nas ciências e artes, e explicou-lhes os mistérios dos símbolos ocultos.

A literatura Hermética cita uma série de papiros que descrevem vários procedimentos hoje chamados de mágicos. Em alguns papiros há um diálogo chamado direcionado a Asclepcius (depois do deus grego de cura). Entre muitos ensinamentos de Toth existe um conhecido diálogo entre ele e Asclepcius ( o texto disponível na literatura exotérica está muito incompleto. O original existe mas só disponível aos iniciados de nível elevado ). Nele são descritos métodos mágicos para várias finalidades, entre ele a arte de fixar os espíritos de demônios, e anjos em estátuas com ajuda de ervas, pedras preciosas e aromas. Dizem documentos existentes em diversos museus que os sacerdotes egípcios construíram estatuas de deuses que podiam falar e profetizar.
Existem fragmentos em alguns museus e outros documentos zelosamente guardados pela V\O\H\ com uma exposição de Cosmogonia Hermética e outros aspectos das ciências secretas dos egípcios relativos à cultura e o desenvolvimento da alma humana. O principal desta obra erroneamente denominado de "A Gênese de Enoch", mas já foi corrigido.

A magia dos ensinamentos de Toth deve-se ao documento denominado " A Tábua da Esmeralda". A história do descobrimento no tocante à data da descoberta deste célebre documento é ignorada mas não é certamente tão velho quanto muitos supõem. O que se sabe com autenticidade é que a exposição do conteúdo da Tábua da Esmeralda com certeza foi transmitido pelos alquimistas muçulmanos na Síria no décimo ou décimos primeiro século.

Hermes confiou aos seus sucessores escolhidos um livro hoje conhecido pelo nome de " O Livro Sagrado de Thoth". Este trabalho relata os processos secretos pelos quais a regeneração de humanidade será realizada. Esta obra tem servido de chave para outras obras iniciáticas. Os papiros com o conteúdo original desse livro existe mas não é de domínio público; somente os Iniciados da Hierarquia podem conhecer o conteúdo o que nele é revelado . Somente aos Iniciados é dado saber o significado das páginas cobertas de hieróglifos e símbolos estranhos. Podemos dizer que eles podem conferir poderes sobre elementais da natureza, em especial os Devas do Ar e da Terra.

Quando certas áreas do cérebro são estimuladas pelos processos secretos dos Mistérios do Livro Sagrado de Thoth a consciência é expandida a um nível tal que pode atingir o nível de se poder ver os Imortais e até mesmo sentir-se na presença dos Deuses Superiores , assim o Livro de Thoth é considerado por muitos como uma das chaves da imortalidade. Trata-se da suprema meta da Grande Obra Alquímica.
De acordo com lenda, o Livro de Thoth foi mantido em uma caixa dourada no santuário interno do templo. Havia apenas uma chave que ficava em poder do " Mestre dos Mistérios", e em data posterior no mais alto iniciado do "Arcanum Herméticum".

O Livro Sagrado de Thoth ficou perdido para o mundo antigo com a decadência das Escolas de Mistérios, quando ele foi guardado numa urna lacrada, para no momento preciso ser novamente encontrado. O livro há alguns séculos foi encontrado e talvez deva-se a ele o grande desenvolvimento que teve a Alquimia no Período Medieval. Àqueles que levam uma vida digna de um verdadeiro Peregrino da Senda é dado progressivamente saber as práticas nele contidas e assim chegar até a presença dos Imortais. Nenhuma outra informação pode ser dada para o mundo profano a respeito dos que foi ensinado nesta área por Thoth. O segredo continua selado mas mesmo assim acessível a todo aqueles que desejem servir à humanidade segundo a orientação dos " Imortais"....José Laércio do Egito.