contos sol e lua
terça-feira, 30 de outubro de 2012
A Batalha do Apocalipse.
Sinopse.
Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o juízo final.
Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedom, o embate final entre Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.
Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heroicas, magia, romance e suspense.
O livro
Parte 1: Vingadora Sagrada.
Numa constante viagem entre passado, presente e o futuro o autor inicia o livro nos apresentando a dois importantes personagens da sua história: os arcanjos Uziel e Miguel. Nesse primeiro momento ele já começa a nos apresentar a personalidade de Miguel e ao contexto no qual sua história se desenrola: Deus, logo depois da criação, no sétimo dia - onde a bíblia se refere ao momento de seu descanso [2] - entra em um sono profundo e se acordará, supostamente, no dia do Juízo Final. A humanidade então fica sob a "guia" dos Arcanjos e seus subordinados, os anjos.
Existem cinco Arcanjos: Miguel, o príncipe dos anjos, herdeiro desse título por ser o primogênito; Uziel, comandante dos exercitos de querubins; Rafael, que se exilou após a briga de seus irmãos arcanjos; Gabriel,Mestre do Fogo,rebelou-se contra o Arcanjo Miguel e Lúcifer, a estrela da manhã. Como era de se esperar, Lúcifer, naturalmente, almejava o trono do irmão e é ao redor dessa nebulosa trama que se dá o decorrer da história, pois entre a rivalidade dos dois irmãos está o personagem principal do livro, o ex-general dos querubins, Ablon, que surge para nós no Rio de Janeiro, em um futuro próximo, nas "mãos do criador"[3], ou seja, em pé nas mãos do Cristo Redentor. Ele encontra-se com seu amigo Orion, antigo rei da Atlântida e atual servo de Lúcifer, que vem lhe propor uma trégua, é aí que conhecemos Apollyon um rival mortal do protagonista.
Resumindo.
Segundo o autor, no inicio havia apenas o Céu e a Terra, as almas pecadoras eram mandadas a uma das sete camadas celestes, o Gehenna que era governada por Lúcifer até o dia em que este foi lançado ao Sheol (inferno) e para onde, a partir de então, as almas pecadoras começaram a ser lançadas. Na Auróra dos tempos, sempre existiu o bem e o mal, no qual foi destruída por Deus, juntamente com seus arcanjos criados para o fim de governar e proteger a terra. Muito antes da criação do homem, Deus criou os Arcanjos e logo depois os anjos para servir e proteger sua criação. Os 7 dias se dizem muito bem explicados neste livro o qual cada dia resumia-se em milhões de anos o qual levou a criação do mundo que vivemos hoje. No final do sexto dia, Deus já estava cansado, e "adormeceu" e deixou os anjos e arcanjos a cuidar de toda sua criação, principalmente o homem criado à sua imagem e semelhança. Depois da criação dos homens, ainda vivemos no sétimo dia, o qual Deus está adormecido e nós somos governados pelos anjos. Em dias de glória, o Arcanjo Miguel, o primeiro criado por Deus, o filho mais velho, sentiu-se diminuído, e cego pela inveja e pelo ciúmes pelos humanos, ordenou a destruição em massa, mas foi barrado pela legião de guerreiros, os 18 anjos renegados, liderados por Ablon, herói desse livro. Esses 18 anjos foram condenados a Haled (terra) e presos em seus avatares e para sempre perseguidos pelos guerreiros de Miguel, até serem mortos pois eram considerados traidores do céu e condenados a viverem presos juntos aos humanos que tanto defenderam até o fim dos tempos, o final do sétimo dia, o Dia do Ajuste de Contas onde Deus despertaria e exilaria de seu universo aqueles que foram contra sua vontade. Lúcifer também fez uma revolução, alegando defender os humanos mas era apenas a inveja pelo seu irmão que o motivava, fazendo-o levar para o Sheol (inferno) 1/3 do céu, onde lá foi criado o refúgio do mal, para onde todos os injustos e maldosos seriam mandados. E então começa a era de um herói, protagonista desse livro que envolve romance, mistério, ação, ficção e mistérios nunca antes revelados. Ablon passa por várias aventuras, oscilando em passado e presente no qual é apoiado pela feiticeira de En-dor (Shamira) o qual salvou das mãos do tirano rei da Babilônia, destruida por ele mesmo. Lembrando aqui que antes mesmo de Lúcifer ser exilado já existiam os anjos renegados, o que é diferente de Lúcifer, o anjo caído. Após várias aventuras vividas por Ablon, finalmente chega a hora do Dia do Ajuste de Contas, a famosa Batalha do Armagedon o qual vai decidir o futuro da humanidade, do planeta e de todos os seres que nele habita. É a lendária batalha entre o defensor da humanidade e o Arcanjo Miguel, vencido pelo ciúmes e ganância, o que o levou a ser o mais tirano de todo o universo, querendo igualar-se a Deus o qual em sua mente doentia acreditava ser o seu destino. Ablon, quando descobre que Ishatar (sua parceira renegada) foi assassinada pelo Anjo Negro, fica furioso e cego de raiva, mas ela foi morta em prol de um segredo que mudaria todo o destino do universo, um segredo o qual Ablon só descobriria no último suspiro de sua vida. O livro a Batalha do Apocalipse envolve mistérios jamais revelados, o qual o ator dessa obra fascinante nos deixa intrigados e ao mesmo tempo esclarecidos. É como ler o Apocalipse, mas em uma linguagem inovadora e cheia de respostas.Eduardo Spohr.
sábado, 20 de outubro de 2012
Panteão das 1.001 Noites.
Ea.
Ea (Keter): Deus Criador, Criador dos humanos, Deus dos Oceanos, Protetor de toda a Raça Humana. Seus Sacerdotes utilizam o peixe como seu símbolo sagrado, na forma de amuletos ou desenhos em suas túnicas.
Poderes Concedidos: Purificação. Uma vez por dia, os sacerdotes conseguem purificar alimentos para um Personagem por Graduação [1 para Normal, 2 para Bom, 3 para Ótimo, 4 para Incrível e assim por diante], removendo venenos, podridão e qualquer tipo de impurezas do alimento.
Marduk.
Marduk (Hochma): Filho mais velho de Ea, possuidor de cinqüenta nomes. Os sacerdotes mais importantes carregam um anel mágico e um cetro representando seu poder. Governador dos quatro cantos da Terra, patrono do destino, da cura, da magia, das colheitas e de todo o ciclo de morte e ressurreição.
Poderes Concedidos: Anel de Proteção. Todos os Sacerdotes de Marduk recebem um anel mágico que lhes dá um bônus em seus Testes de Resistência, de acordo com a Graduação [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico]. O anel só funciona com os sacerdotes.
Tiamat.
Tiamat (Binah): Deusa do Abismo Primordial, Deusa das magias Ritualísticas, da Disciplina, da Guerra e da Regeneração. Possuía duas faces, a da deusa dragão maléfica e a da Grande Mãe. Na sua forma de dragão vermelho, Tiamat possui quase 50m de comprimento, contando da cabeça até a ponta de sua cauda, e asas gigantescas capazes de criarem tempestades. Seu bafo de fogo e ácido é capaz de destruir sem nenhuma dificuldade as armaduras mais poderosas.
Poderes Concedidos: Os sacerdotes de Tiamat conhecem um Ritual secreto que demora cerca de três horas para ser executado e não pode ser interrompido. Ele precisa permanecer deitado em um círculo, com cinco velas de cores diferentes (branca, azul, verde, negra e vermelha) acesas durante todo o tempo do Ritual. Ao final dos cânticos, o sacerdote terá regenerado todos os seus PVs, doenças naturais e envenenamentos.
Ashur.
Ashur (Hesed): Criador do céu e dos Reinos Subterrâneos. Seu símbolo é um disco solar com duas asas, ou um disco solar representado sobre um touro. Deus da fertilidade, da habilidade com as armas, da vitória e do sucesso.
Poderes Concedidos: Todas as armas que o sacerdote de Ashur empunhar são consideradas mágicas para fins de acertar criaturas que só podem ser acertadas por armas mágicas (mesmo as que precisem de armas +2 ou +3 para serem acertadas).
Inanna.
Inanna (Giburah): Deusa da Guerra dos Sumérios. Representada como uma garota acompanhada de um leão e de cachorros de guerra, armada com arco e flechas e possuidora de asas sagradas.
Poderes Concedidos: Flecha Abençoada. O sacerdote pode tocar em uma flecha por Graduação [1 para Normal, 2 para Bom, 3 para Ótimo, 4 para Incrível e assim por diante], CAR vezes por dia, no momento em que ela vai ser disparada, fazendo com que ela cause +1d3 pontos de dano (não cumulativos).
Mithra.
Mithra (Tiferet): Deus Sol, Deus da Guerra, Deus da Luz que precede o pôr-do-sol, da Sabedoria e do Conhecimento. Suas armas são flechas mortais e uma grande clava, que costumam ser as armas preferidas de seus sacerdotes e devotos. Seus principais templos estão erguidos em cavernas. Quando seus sacerdotes não conseguem encontrar cavernas naturais para servirem de templo, eles escavavam cavernas artificiais. Seu símbolo é o disco solar.
Poderes concedidos: Os sacerdotes de Mithra podem invocar CAR vezes por dia um raio de Sol que parte de seu disco solar contra seus inimigos. Este Raio causa 2d6 pontos de dano (Luz) +1d6 para cada Graduação do sacerdote [3d6 para Normal, 4d6 para Bom, 5d6 para Ótimo, 6d6 para Incrível e assim por diante]. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. 9 para reduzir o dano à metade.
Ishtar.
Ishtar (Netzach): Deusa Feminina, Protetora de todas as Mulheres. Suas sacerdotisas são especializadas na arte da magia sexual, cujas festas e celebrações são realizadas durante a lua cheia. Seu planeta é Vênus e sua pedra sagrada é o lapis azuli. Todas as sacerdotisas de Ishtar precisam pelo menos uma vez em suas vidas permanecer nos templos sagrados esperando algum homem lhes dar uma moeda de ouro e uma doação para o templo. Quando isso ocorrer, ela deve se deitar com este homem. Após isto, está iniciada como sacerdotisa de Ishtar e deve guardar a moeda como seu símbolo sagrado (a moeda possuirá poderes mágicos).
Poderes Concedidos: Sempre que a sacerdotisa tiver relações sexuais, ela ficará com um bônus não cumulativo de +1 em Focus (+1d6 de dano e +1,5m/1 casa em alcance) em todos os Caminhos durante 24 horas.
A Moeda Sagrada funciona como um item mágico que confere apenas à sacerdotisa um bônus em Testes de Resistência de acordo com a Graduação neste poder [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico].
Nabu.
Nabu (Hod): Deus da Escrita e do destino, Patrono de todos os Poetas, Escritas e Artistas. Deus da literatura, da fala e dos discursos. Seu Avatar é um jovem carregando tábuas e talhadeira, montado em um dragão voador com cabeça de serpente.
Poderes Concedidos: Os sacerdotes de Nabu são capazes de compreender textos escritos em qualquer língua (mas não textos codificados). Eles conseguem ler, mas não escrever ou passar informações.
Lilith.
Lilith(Yesod): Patrona das Bruxas, Magas e Feiticeiras, representante do Princípio Feminino. Deusa da Lua, Protetora das Mães e de suas Crianças, Portadora de todas as características sexuais e sensuais femininas. Seu símbolo sagrado é uma coruja.
Poderes Concedidos: Círculo de Proteção Feminino. CAR vezes por dia, a sacerdotisa pode conjurar um círculo de proteção com 3m de raio centrado nela mesma, que fornece um Bônus de Resistência de acordo com a Graduação, durante uma Cena [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico] para todas as mulheres que estiverem dentro do círculo.
A Sacerdotisa também pode ter uma Coruja como Familiar, a partir da Graduação Ótima (Ver regras para Familiares). A coruja pode possuir até 3 Pontos de Familiares para gastar em Poderes e recebe +1 poder novo a cada Graduação acima de Ótimo.
Ninurshag.
Ninurshag (Malkuth): Esposa de Ea, Deusa da Fertilidade e dos Campos, Senhora das Plantações e das Colheitas Férteis, Deusa da Regeneração, da Ressurreição e das Árvores. Seu símbolo é um galho com folhas, que é usado como varinha mágica e possui muitos poderes.
Poderes Concedidos: Sacerdotes de Ninurshag conseguem conversar com os Elementais da Terra. Eles falam e compreendem a linguagem dos Elementais da Terra (e também a língua dos Duendes e Gnomos). Sua varinha mágica lhes fornece um bônus Focus para o Caminho da Terra e em Rituais envolvendo Plantas [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico].
Dagon.
Dagon: Deus dos Nagah e dos demais homens serpentes e muitas raças de homens-peixes ou anfíbios. É Patrono dos navegadores e fazendeiros. Seu Avatar é representado por um homem com o dorso de peixe ou serpente.
Poderes Concedidos: Sacerdotes de Dagon recebem um bônus nas Perícias Navegação e Agricultura de acordo com a Graduação [+1 em cada uma para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico].
Uma vez ao dia, o Sacerdote pode pedir a Dagon que lhe indique em uma bússola a direção exata e precisa de um Personagem, criatura ou objeto conhecidos pelo Sacerdote.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Panteão Egípcio
Ra.
Ra (Keter): o Deus Primordial, o Criador, o Poder Supremo, a Águia, o Deus-Escaravelho. Seu principal santuário fica em Heliópolis e ele é venerado na forma de obeliscos (que representam o raio de sol petrificado). É representado com um homem com cabeça de carneiro e um disco solar sobre sua cabeça.
Poderes concedidos: CAR vezes por dia, os sacerdotes de Rá podem invocar um Raio de Sol sobre seus inimigos (para funcionar, o sacerdote precisa estar em um local iluminado pela luz do sol). Este raio causa 2d6 pontos de dano (Luz) +1d6 para cada Graduação do sacerdote [3d6 para Normal, 4d6 para Bom, 5d6 para Ótimo, 6d6 para Incrível e assim por diante]. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. 10 para reduzir o dano à metade.
Anubis.
Anúbis (Daath): Mensageiro dos Deuses, Deus das Tumbas, Protetor dos Mortos, Deus da Sabedoria, da Inteligência, da Justiça, dos Cemitérios e Protetor Contra as Forças Malignas do Astral, Senhor dos Reinos Subterrâneos. É representado como um deus com cabeça de chacal ou cachorro, ou como um chacal de pelagem escura. Quando Osíris morreu, Anúbis inventou os rituais de embalsamento e mumificação.
Poderes Concedidos: O Personagem recebe +1 em qualquer Teste de Resistência envolvendo Magias ou Rituais malignos disparadas contra o Personagem. Este Poder não possui Graduações.
Neftis.
Neftis (Binah): Deusa do Subterrâneo, a Iniciadora. Descrita como uma mulher lindíssima sempre com olhos verdes, irmã de Ísis e protetora das coisas sagradas. Guardiã da sabedoria oculta e dos reinos dos sonhos. É retratada muitas vezes carregando um cesto sobre sua cabeça.
Poderes Concedidos: O Personagem é capaz de abrir Portais para o Reino dos Sonhos ou para o Reino Subterrâneo. O Portal demora uma hora para ser aberto, permanece aberto por 3d6+INT rodadas e permite a passagem de até seis Personagens de cada vez. O Portal abre a cerca de 1km de distância do local onde o Personagem deseja ir, se for um local específico.
Amon.
Amon (Hesed): O Grande Pai, Grande Deus de Tebas, com as mesmas características de Júpiter e Zeus, Deus da Fertilidade, da Reprodução, do Ar, das Profecias e da Agricultura. Retratado como um homem com uma coroa sobre a cabeça ou com o rosto de um carneiro. Seu templo principal fica na cidade de Karnak.
Poderes concedidos: Os Sacerdotes de Amon podem conjurar CAR vezes por dia um golpe incorpóreo, na forma de uma cabeça de carneiro translúcida, sobre seus inimigos. Este golpe causa 2d6 pontos de dano (espiritual) mais 1d6 para cada Graduação do Sacerdote [3d6 para Normal, 4d6 para Bom, 5d6 para Ótimo, 6d6 para Incrível e assim por diante]. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. 10 para reduzir o dano à metade.
Hórus.
Hórus (Geburah): O Deus-Falcão, Deus dos Céus, da Guerra, da Vingança, do Sucesso, Resolvedor de Problemas, Protetor da Família, dos Lares e das Armas. Seu Avatar é um homem extremamente belo com um olho de cada cor (um representando o sol e outro a lua) ou um homem com rosto de falcão.
Poderes Concedidos: Uma vez por dia para cada Graduação [1 para Normal, 2 para Bom, 3 para Ótimo e assim por diante], o sacerdote de Hórus pode invocar a visão do falcão, que é a descrição da região onde estão como se fosse visto pelos olhos de um falcão, durante 1d3+CAR rodadas. Este poder não funciona em locais subterrâneos.
Osíris.
Osíris (Tiferet): Deus da Vida depois da Morte, Patrono de todos os sacerdotes, Protetor do Comércio, do Sucesso, do Ciclo da Morte e do Renascimento, dos Códigos das Leis, da Disciplina e da Estabilidade. No Egito, durante suas cerimônias, os sacerdotes repartem entre si um bolo representando o Corpo de Osíris. Osíris é representado como um homem bronzeado de cabelos claros, às vezes com o rosto pintado de verde (muitos de seus sacerdotes também fazem esta pintura durante rituais).
Poderes Concedidos: Os sacerdotes de Osíris podem ser ressuscitados uma vez para cada Graduação [1 para Normal, 2 para Bom, 3 para Ótimo, 4 para Incrível e assim por diante]. Para este poder funcionar, o corpo do sacerdote falecido precisa ser levado por seus amigos para um templo de Osíris e os rituais apropriados devem ser realizados.
Hathor.
Hathor (Netzach): Deusa do Oeste, dos Céus, Senhora dos Deuses, Deusa do Céu e da Lua, Associada com os Sete Planetas, Hathor é a personificação das forças da natureza. Protetora das mulheres, dos prazeres, das flores e da beleza. É representada como uma mulher com a cabeça de uma vaca, que também é considerado seu animal sagrado.
Poderes Concedidos: Proteção. Todos os Sacerdotes de Hathor recebem um bônus em seus Testes de Resistência, de acordo com a Graduação [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico].
Toth.
Toth (Hod): Senhor dos Livros e juiz dos Deuses, Diretor dos Planetas e das Estações do ano, Inventor dos Hieroglifos e dos Números. Mais antigo e mais poderoso de todos os Magos de Arcádia, foi ele quem inventou o Tarot (conhecido no Egito como “O livro de Thoth”). É representado como um homem com a cabeça de íbis.
Poderes concedidos: Oráculo - Tarot em [Normal]. A Graduação neste Poder equivale à Graduação na Habilidade.
Ísis.
Ísis (Yesod): A Deusa da Lua, a Grande Deusa Mãe, Protetora dos Véus de Mistério, Sacerdotisa dos Nós Mágicos, capazes de prender ou soltar as vidas dos humanos. Seu Avatar é uma belíssima mulher de cabelos negros e olhos azuis. Ísis é uma maga muito poderosa, protetora das Sacerdotisas e de todo o poder feminino. Seu símbolo principal é o ankh ou cruz ansata.
Poderes Concedidos: a Sacerdotisa pode usar seu ankh para ampliar o efeito de todas as suas Magias como se tivesse Focus +1 (+1d6 em Dano e +1,5m/+1 casa na Distância).
Bastet.
Bastet (Malkuth): Deusa Mãe de todos os Gatos e Felinos, Senhora do Leste, Deusa do Casamento, da Música, da Dança e da Proteção contra os Maus Espíritos.
Seu principal templo fica em Bubastis, principal cidade dos Malkar no Egito. Para todos os seguidores de Bastet, o gato preto é o símbolo mais sagrado de todos, sendo que todas as malkares bastet que nascem com pelagem negra são escolhidas no nascimento para serem suas principais sacerdotisas.
Poderes Concedidos: Amizade com os gatos. O Personagem pode conversar com gatos e outros felinos, ou até mesmo pedir favores a eles (passando em um Teste de CAR contra Dif. relacionada com o pedido, variando entre 7 e 11).
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Panteão Nórdico.
Audhumla.
Audhumla (Keter): A Mãe-Terra, a Grande Vaca Sagrada, a Grande Progenitora. No início, existiam apenas Audhumla e o gigante Ymir. A Vaca Sagrada produzia o leite que alimentava Ymir. Audhumla é venerada na forma de uma estatueta representando uma vaca.
Poderes Concedidos: Sacerdotes de Audhumla não precisam se alimentar ou beber água por um período de dois dias por Graduação [2 dias para Normal, 4 dias para Bom, 6 dias para Ótimo, 8 dias para Incrível e assim por diante]. Além disso, são imunes a dano causados por Frio ou Gelo.
Odin.
Odin (Chesed): Rei Aesir dos Deuses, Senhor dos Céus. Odin foi o primeiro deus nórdico a estudar as Runas, através da Árvore da Vida Yggdrasil. Considerado o mais poderoso de todos os deuses deste panteão.
Odin é descrito como um viking enorme e ancião, com longa barba branca e armadura prateada, cego de um dos olhos e sempre acompanhado de dois corvos.
Poderes concedidos: Oráculo - Runas em [Normal]. A Graduação neste Poder equivale à Graduação na Habilidade.
Frigg.
Frigg (Binah): Esposa de Odin e Rainha dos Deuses, Capaz de mudar sua forma, Mãe de Baldur. Deusa da independência, do Amor, da Sabedoria, das Magias e dos Encantamentos.
Frigg (ou Frigga) pode assumir qualquer forma que desejar. A única característica que nunca se altera, não importa a forma que assuma, são seus olhos azuis da cor do céu.
Poderes Concedidos: Uma vez ao dia por Graduação [1 vez para Normal, 2 vezes para Bom, 3 vezes para Ótimo, 4 vezes para Incrível e assim por diante], o Sacerdote ou Sacerdotisa pode assumir outra forma (idêntico ao Ritual Transformação Momentânea). A cor de seus olhos, porém, nunca se altera.
Heimdall.
Heimdall: Deus Vanir da Luz e do Arco-íris, Senhor dos Portais de Midgard, conhecido como “O Vigilante”. Nenhuma ilusão consegue enganá-lo. O Deus Branco, Protetor da ponte Bifrost, que separa Midgard do castelo dos deuses. É patrono de todas as defesas contra o mal.
Poderes Concedidos: Imunidade contra Rituais de Ilusão. Seus Sacerdotes também recebem um bônus para CAR [+1 para Normal, Bom e Ótimo, +2 para Incrível e Superior e +3 para Heróico].
Thor.
Thor (Geburah): o Deus do Trovão, Campeão dos Deuses, Inimigo dos Gigantes e dos Trolls. Filho de Odin. Seu símbolo é o martelo mágico Mjolnir (o Destruidor). Sua carruagem é puxada por dois carneiros. Apesar de impetuoso, Thor é um grande aliado e amigo nas batalhas. Os sacerdotes de Thor estão sempre vestidos com roupas de batalha e cota de malha.
Poderes Concedidos: O martelo sagrado de um sacerdote de Thor pode ser energizado CAR vezes por dia para causar dano (Elétrico) de +1d3 por Graduação [+1d3 para Normal, +2d3 para Bom, +3d3 para Ótimo, +4d3 para Incrível e assim por diante] durante uma batalha. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. dif. 10 para reduzir o dano elétrico pela metade.
Baldur.
Baldur (Tiferet): O Deus-Sol. Filho de Odin e Frigg. Deus da Beleza, Gentileza, Harmonia, Felicidade e Sabedoria. Todas as coisas do mundo juraram nunca fazer mal a Baldur, com exceção do visgo. Os Sacerdotes de Baldur sempre procuram ajudar ao próximo e aos Personagens em necessidade.
Poderes Concedidos: Sacerdotes de Baldur podem ativar o Poder de Baldur uma vez por dia por Graduação [1 vez para Normal, 2 vezes para Bom, 3 vezes para Ótimo, 4 vezes para Incrível e assim por diante]. Quando estão sob a influência de Baldur, são imunes a qualquer tipo de dano que não seja causado por armas de madeira, por 3d6+INT rodadas.
Freyia.
Freyia (Netzach): A Senhora das Valkírias, Deusa-Mãe. Ela possui uma carruagem puxada por dois gatos, Bygul e Trjegul. É a Senhora da Magia, do amor, da beleza, dos animais, do sexo, da dança, da música, das flores e da poesia.
As melhores guerreiras e Sacerdotisas de Freyia, quando morrem em batalha, tornam-se Valkirias e passam a fazer parte do Exército Celestial de Freyia,
Poderes Concedidos: Enfeitiçar Pessoas. Uma vez por dia por Graduação [1 vez para Normal, 2 para Bom, 3 para Ótimo e assim por diante], a sacerdotisa pode enfeitiçar um humanóide do sexo masculino que esteja a até 9m (6 casas) de distância. A Vítima precisa passar em um Teste de WILL vs. dif. 10 ou permanecerá sob o domínio da sacerdotisa por uma hora. Em combate, recebe um bônus em Ataque na Perícia Espada se usar uma espada longa [+1 para Normal, +2 para Bom, +3 para Ótimo, +4 para Incrível e assim por diante]
Loki.
Loki (Hod): Deus do Fogo e das Trapaças, Deus dos ladrões, enganadores e também dos que gostam de aventuras. Loki é filho do Gigante Farbauti. Um deus perigoso de se invocar, pois nunca se sabe como ele responderá às invocações. Loki é muito bonito e consegue tudo o que quer com as mulheres.
Poderes Concedidos: O sacerdote de Loki pode mentir sem ser pego pelos poderes de detecção de mentira dos sacerdotes outros deuses (faça um Teste de Graduação vs Graduação para ver qual magia é mais poderosa neste caso). Os sacerdotes de Loki podem invocar uma vez por dia chamas sobre seus inimigos. As chamas causam 2d6 pontos de dano (Fogo) +1d6 para cada Graduação do sacerdote [3d6 para Normal, 4d6 para Bom, 5d6 para Ótimo, 6d6 para Incrível e assim por diante]. O alvo pode fazer um Teste de WILL vs. 10 para reduzir o dano à metade.
Hel.
Hel (Yesod): Deusa do Reino Subterrâneo e da Morte, Senhora das almas e dos mortos, Governante de Nifheim. Hel é a filha de Loki e Senhora dos Reinos Subterrâneos Nórdicos. Hel veste uma armadura de batalha das Valkírias, confeccionada em cobre, porém toda esverdeada, como se o cobre estivesse todo oxidado.
Poderes Concedidos: Controlar Mortos Vivos. CAR vezes por dia, o sacerdote pode controlar de uma só vez até 1d3 mortos-vivos por Graduação, pela duração de uma cena [1d3 para Normal, 2d3 para Bom, 3d3 para Ótimo, 4d3 para Incrível e assim por diante]. O Sacerdote pode controlar mortos-vivos menores (esqueletos, zumbis, ghouls e carniçais).
Sif.
Sif (Malkuth): Deusa da Terra, esposa de Thor. É conhecida por seus belíssimos cabelos. Deusa das colheitas fartas, da generosidade e das frutas.
Poderes Concedidos: Sacerdotisas podem usar seus cabelos como se fossem braços, manipulando pequenos objetos, armas ou itens [os cabelos possuem FR 1 para Normal, Bom e Ótimo, FR 2 para Incrível e Superior e FR 3 para Heróico]. A sacerdotisa pode ainda comprar uma Perícia com armas específica chamada “Ataque com os cabelos” para fazer um ataque extra usando alguma arma pequena.
domingo, 14 de outubro de 2012
“Falar em perdas é falar em solidão, tristeza, desesperança, medo.”
Quando digo perdas, não estou me referindo apenas aos que morrem, mas a todos que, de alguma forma, nos deixam prematuramente, antes que estejamos preparados.
Um amigo que se muda para longe, um namoro interrompido abruptamente e até mesmo um ente querido que se vai, sempre provoca em nós uma sensação de vazio.
E por que isso? Porque sofremos tanto mesmo sabendo que estas perdas ou partidas inesperadas são inerentes à vida e que, portanto, não podemos controlá-las?
Não saberia responder com precisão as perguntas acima, mas, o que me parece mais coerente é que nunca estaremos prontos para nos acostumarmos com a falta dos que amamos. Por mais que saibamos que a qualquer instante eles nos faltarão, temos sempre a predisposição em acreditarmos que quem nos ama nunca nos trairia, nos privando de seu afeto, carinho e amor.
Ledo engano.
São justamente aqueles que amamos que mais nos machucam com suas partidas inesperadas.
Vão-se sem aviso prévio e nos levam a felicidade, a fé na vida, o equilíbrio.
O que fazer então? Não amarmos? Não nos permitirmos gostar de alguém pelo simples fato de que seremos, mais cedo ou mais tarde, deixados para trás na vida, entregues às nossas angústias e remorsos por não termos dito tudo ou feito o suficiente por eles?
Creio que não.
Se há algo na vida que mais nos trás felicidade é sabermos que somos queridos e não seria honesto nos privarmos de tal sentimento por covardia.
Um amor de pai e mãe, o carinho de um amigo ou afeto de uma relação a dois deve sempre se sobrepujar ao medo da perda.
Porque ela é inevitável; o sentimento, não. Deve ser exercitado todos os dias de nossas breves vidas.
Ele é o que nos move, nos dá o chão para que possamos caminhar pela vida com a certeza de que, haja o que houver, teremos sempre alguém com quem contar, que nos apoiará mesmo nos momentos em que não tenhamos razão.
Esta, deve ser a maior lição deixada pelos que partem sem nos avisar. Lembrar-nos que devemos sempre curtir aqueles que amamos com a intensidade proporcional à brevidade de uma vida.
Porque, quando nos faltarem, saberemos que amamos e fomos amados, que demos e recebemos todo o carinho esperado, que construímos um sentimento que nenhuma perda poderá apagar. Este sentimento transcende o espaço e o tempo, não se limita ao contato físico.
Torna-se parte de nós, impregnado em nossa alma, nos confortando nos dias difíceis, sendo cúmplice de nossas vitórias pessoais, norteando nossa conduta, nos fazendo sentir eternamente amados.
Que me perdoem os físicos, mas, neste caso, acredito sim que dois corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço.
Basta que permitamos sentir a presença dos que amamos dentro de nós, como se fossem parte de nossa alma. Só assim seremos inteiros.
“Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós".
A UM AUSENTE.
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Carlos D.de Andrade.
sábado, 13 de outubro de 2012
O ESPÍRITO – VIAJOR DO INFINITO.
Tu és um espírito. Sempre foste. E sempre serás...
O teu nome, tua cor de pele e teu sexo são transitórios.
Assim como o teu próprio corpo.
Mas tua consciência é perene.
Tu não nasces nem morres.
Está em ti o princípio imperecível.
Tu és centelha divina brilhando eternamente.
Tu entras e sais dos corpos perecíveis, sempre aprendendo...
Tua forma física pode sofrer danos irreparáveis.
Mas que coisa do mundo poderá te ferir?
Teu envoltório sutil é de luz astral.
Teu berço ou tua tumba, meras ilusões.
Tu pertences ao eterno. Tua casa real é no Céu.
Tua família é todo ser vivo. Tua senda é o infinito.
Não te esqueças disso. E nem negues a ti mesmo.
Tu és bem mais do que o mundo sabe de ti.
Em ti viaja o fogo das estrelas.
Por isso teus olhos brilham.
Em ti viaja o maior Amor de todos.
Por isso teu coração ama e sonha.
Tu és um viajor do infinito...
Mas, momentaneamente, estás num corpo carnal.
E isso é para o teu bem e o teu progresso.
Portanto, torna o teu corpo um pedacinho do Céu.
Teu é esse momento.
Tua existência é um presente.
Tu és muito amado.
Tua jornada não é só tua.
Tu és um espírito. Sempre foste. E sempre serás...
Wagner Borges.
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