contos sol e lua

contos sol e lua

sábado, 25 de setembro de 2010

Oração de Dante.



Quando a escura floresta caiu perante mim
E todas a trilhas ficaram cobertas
Quando os padres do orgulho disseram que não havia outro caminho
Cultivei mágoas de pedra

Eu não acreditava porque não podia ver
Embora tu vieste a mim pela noite
Quando o amanhecer pareceu perdido para sempre
Mostraste-me o teu amor na luz das estrelas

Lance seus olhos ao oceano
Lance sua alma ao mar
Quando a noite escura parecer infinita
Por favor, lembre-se de mim

Então a montanha se elevou diante de mim
Pelo profundo poço dos desejos
Da fonte do perdão
Além do gelo e do fogo

Lance seus olhos ao oceano
Lance sua alma ao mar
Quando a noite escura parecer infinita
Por favor, lembre-se de mim

Embora partilhemos deste humilde caminho, sozinhos
Como é frágil o coração
Oh, dê a estes pés de barro - asas para voar
Para tocar a face das estrelas

Sopre vida dentro deste fraco coração
Suspenda este véu mortal de medo
Leve estas esperanças despedaçadas, marcadas com lágrimas
Nos ergueremos sobre estas preocupações mundanas

Lance seus olhos ao oceano
Lance sua alma ao mar
Quando a noite escura parecer infinita
Por favor, lembre-se de mim

Por favor, Lembre-se de mim....
loreena-mckennitt.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Dança Wicca.



Quando na primavera do ano
Quando as árvores estão coroadas de folhas
Quando o freixo e o carvalho, e a bétula e o teixo
Estão vestidos em fitas claras

Quando as corujas chamam pela respiração da lua
No véu azul da noite
As sombras das árvores aparecem
Entre a lanterna de luz

Nós passeamos a noite inteira
E algumas horas deste dia
Agora voltamos novamente
Trazemos uma guirlanda maravilhosa

Quem abaixará esses arranhados sombrios
E chamar as sombras lá
E atar uma fita nesses braços protetores
Na primavera do ano

Nós passeamos a noite inteira
E algumas horas deste dia
Agora voltamos novamente
Trazemos uma guirlanda maravilhosa

As canções dos pássaros parecem encher o bosque
Que quando o violinista toca
Todas as vozes podem ser ouvidas
Os dias de seus bosques passados

E eles juntavam suas mãos e dançavam
Girando em círculos e em filas
E então a jornada da noite acaba
Quando todas as sombras se vão

“uma guirlanda maravilhosa trazemos para você aqui
E ficamos parados na sua porta
É um poço de brotos brotando
O trabalho da mão de nosso senhor”.

Nós passeamos a noite inteira
E algumas horas deste dia
Agora voltamos novamente
Trazemos uma guirlanda maravilhosa

Nós passeamos a noite inteira
E algumas horas deste dia
Agora voltamos novamente
Trazemos uma guirlanda maravilhosa.
loreena-mckennitt.

Angels.Gregorian.



Angels (Anjos)
Eu sento e aguardo
Um anjo que contempla meu destino?
E eles conhecem
Os lugares onde nós vamos
Quando estamos grisalhos e velhos?
Pois me foi dito
Que a salvação deixa as asas deles estendidas
Então, quando eu quase dormindo na minha cama,
Pensamentos correndo pela minha cabeça,
E eu sinto que o amor está morto,
Estou amando anjos em vez disso...

REFRÃO
E através disso tudo ela me oferece proteção,
Muito amor e afeto,
Esteja eu certo ou errado.
E debaixo da cachoeira,
Onde quer que isso possa me levar,
Eu sei que a vida não me arruinará.
Quando eu vier chamar,
Ela não me abandonará.
Estou amando anjos em vez disso...

Quando estou me sentindo fraco
E minha dor caminha por uma rua de mão única,
Eu olho para cima
E sei que serei sempre abençoado por esse amor.
E conforme o sentimento cresce
Ela dá vida ao meu corpo.
E quando o amor estiver morto,
Estou amando anjos em vez disso...

Voyage Voyage.Gregorian.



Acima dos velhos vulcões
Deslizando tuas asas sob o tapete do vento
Viaje, viaje,
eternamente
Das nuvens aos pântanos
Do vento da espanha à chuva do equador
Viaje, viaje,
voe até as alturas
Acima das capitais,
das idéias fatais
Olhe o oceano

(refrão) Viaje, viaje,
mais longe que a noite e o dia
Viaje, viaje,
no espaço inaudito do amor
Viaje, viaje,
sobre a água sagrada de um rio indiano
Viaje, viaje
e jamais retorne

Sobre o ganges ou o amazonas
Entre os negros, entre os sikhs, entre os amarelos
Viaje, viaje
em todo o reino
Sobre as dunas do saara
Das ilhas Fiji ao monte Fuji
Viaje, viaje,
não pare
Acima das cercas,
dos corações bombardeados
Olhe o oceano

(refrão)Viaje, viaje,
mais longe que a noite e o dia
Viaje, viaje,
no espaço inaudito do amor
Viaje, viaje,
sobre a água sagrada de um rio indiano
Viaje, viaje
e jamais retorne

Acima das capitais,
das idéias fatais
Olha o oceano

(refrão)Viaje, viaje,
mais longe que a noite e o dia
Viaje, viaje,
no espaço inaudito do amor
Viaje, viaje,
sobre a água sagrada de um rio indiano
Viaje, viaje
e jamais retorne

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pentagrama Flamejante


Chegamos à explicação e à consagração do santo e misterioso pentagrama.
Que o ignorante e o supersticioso fechem o livro aqui: pois só verão nele trevas ou ficarão escandalizados.
O pentagrama, que é chamado, nas escolas gnósticas, a estrela flamejante, é o sinal da onipotência e da autocracia intelectuais.
É a estrela dos magos; é o sinal do Verbo feito carne; e, conforme a direção dos seus raios, este símbolo absoluto em magia representa o bem ou o mal, a ordem ou a desordem, o cordeiro de Ormuz e de São João, ou o bode maldito de Mendes.
É a iniciação ou a profanação; é Lúcifer ou Vésper, a estrela da manhã ou da tarde.
É Maria ou Lilith; é a vitória ou a morte, é a luz ou à noite.
O pentagrama elevando ao ar duas das suas pontas representa Satã ou o bode do Sabbat , e representa o Salvador quando eleva ao ar um só dos seus raios.
O pentagrama é a figura do corpo humano com quatro membros e uma ponta única que deve representar a cabeça.
Uma figura humana com a cabeça para baixo representa naturalmente um demônio, isto é,a subversão intelectual, a desordem ou a loucura.
Ora, se a magia é uma realidade, se esta ciência oculta é a lei verdadeira dos três mundos, este signo absoluto, este signo tão antigo como a história e até mais que a história, deve exercer, com efeito, uma influência incalculável sobre os espíritos desembaraçados dos seus envoltórios materiais.
O signo do pentagrama chama - se também o signo do microcosmo, e representa o que os cabalistas do livro de Zohar chamam o microprósopo.
A interpretação completa do pentagrama é a chave dos dois mundos. É a filosofia e a ciência natural absolutas.
O signo do pentagrama deve ser composto dos sete metais ou, ao menos, ser traçado em ouro puro no mármore branco.
Pode- se também desenhá - lo, com vermelhão, numa pele de cordeiro sem defeitos e sem manchas, símbolo de integridade e luz.
O mármore deve ser virgem, isto é, nunca ter servido a outro uso; a pele de carneiro deve ser preparada sob os auspícios do sol.
O carneiro deve ter sido degolado no tempo da Páscoa, com uma faca nova, e a pele deve ter sido salgada com o sal consagrado pelas operações mágicas.
A negligência de uma única destas cerimônias difíceis e, em aparência, arbitrárias, faz abortar todo o sucesso das grandes obras da ciência.
Consagramos o pentagrama com os quatro elementos; sopramos cinco vezes sobre a figura mágica; e aspergimo - lo com a água consagrada; secamo - lo com a fumaça dos cinco perfumes, que são o incenso, a mirra, os aloés, o enxofre e a cânfora, aos quais podemos ajuntar um pouco de resina branca e âmbar- pardo; sopramos cinco vezes, pronunciando o nome dos cinco gênios, que são: Gabriel, Rafael, Anael, Samael e Orifiel; depois pomos o pantáculo no chão, alternativamente ao norte, ao sul, ao oriente, ao ocidente e no centro a cruz astronômica e pronunciamos, uma após outra, as letras do tetragrama sagrado; depois dizemos, em voz baixa, os nomes de Aleph e do Thau misterioso, reunidos no nome cabalístico de Azoth .
O pentagrama deve ser colocado no altar dos perfumes e sobre a trípode das evocações. O operador deve também trazer consigo a figura com a do macrocosmo, isto é, a da estrela de seus raios, composta de dois triângulos cruzados e superpostos.
Quando evocamos um espírito de luz, é preciso virar a cabeça da estrela, isto é, uma das suas pontas para a trípode da evocação, e as duas pontas inferiores do lado do altar dos perfumes. É o contrário se se tratar de um espírito das trevas; mas então é preciso que o operador tenha o cuidado de conservar a ponta da baqueta ou da espada sobre a cabeça do pentagrama.
Dissemos que os signos são o verbo ativo da vontade. Ora, a vontade deve dar seu verbo completo para transformá - lo em ação; e uma única negligência, representando uma palavra ociosa ou uma dúvida, imprime em toda a operação o cunho da mentira e da importância, e volta contra o operador todas as forças gastas em vão.
É , pois, preciso abster- se absolutamente das cerimônias mágicas, ou realizar escrupulosa e exatamente todas!
O pentagrama traçado, em linhas luminosas, no vidro, por meio da máquina elétrica, exerce também uma grande influência sobre os espíritos e aterroriza os fantasmas.
Os antigos magos traçavam o signo do pentagrama no batente da sua porta, para impedir aos maus espíritos de entrar e aos bons de sair. Este constrangimento resulta da direção dos raios da estrela. Duas pontas para fora, afastavam os maus espíritos; duas pontas para dentro, os retinha prisioneiros; uma só ponta para dentro, cativava os bons espíritos.
Todas estas teorias mágicas, baseadas no dogma único de Hermes e nas induções analógicas da ciência, sempre foram confirmadas pelas visões dos extáticos e pelas convulsões dos catalépticos, ditos possessos dos espíritos.
O G no qual os franco - maçons colocam no meio da estrela flamejante significa Gnosis e Geração , duas palavras sagradas da antiga Cabala. Quer dizer também Grande Arquiteto, porque o pentagrama, de qualquer lado que o olhemos, representa um A .
Dispondo - o de modo que duas das suas pontas estejam em cima e uma só ponta embaixo, podemos ver nele os chifres, as orelhas e a barba do bode hierático de Mendes e torna - se o signo das evocações infernais.
A estrela alegórica dos magos não é outra coisa senão o misterioso pentagrama; e estes três reis, filhos de Zoroastro, guiados pela estrela flamejante ao berço do Deus microcósmico, seriam suficientes para provar as origens inteiramente cabalísticas e verdadeiramente mágicas do dogma cristão. Um destes reis é branco, outro é preto e o terceiro é moreno. O branco oferece ouro, símbolo da vida e da luz; o preto oferece mirra, imagem da morte e da noite; o moreno apresenta o incenso, emblema da divindade do dogma conciliador dos dois princípios; depois, voltam a seu país por um outro caminho, para mostrar que um culto novo é simplesmente um novo caminho, para levar a humanidade à religião única. A do ternário sagrado e do irradiante pentagrama, o único catolicismo eterno.
No Apocalipse , São João vê esta mesma estrela cair do céu na terra. Ela se chama, então, absíntio ou amargura, e todas as águas ficam amargas. É uma imagem clara da materialização do dogma que produz fanatismo e as amarguras das controvérsias. É ao próprio cristianismo que podemos, então, dirigir estas palavras de Isaías: “Como caíste do céu, estrela brilhante, que eras tão esplêndida em tua manhã? ”
Mas o pentagrama, profanado pelos homens, brilha sempre sem sombra na mão direita do Verbo de verdade, e a voz inspiradora promete àquele que vencer dar- lhe a posse da estrela da manhã; reabilitação solene prometida ao astro de Lúcifer.
Como vemos, todos os mistérios da magia, todos os símbolos da Gnosis, todas as figuras do ocultismo, todas as chaves cabalísticas da profecia, se resumem no signo do pentagrama, que Paracelso proclama o maior e mais poderoso de todos os signos.
Será para se admirar, depois disso, da confiança dos magistas e da influência real exercida por este signo sobre os espíritos de todas as hierarquias? Os que desprezam o sinal da cruz tremem ao aspecto da estrela do microcosmo. O mago, pelo contrário, quando sente enfraquecer- se a sua vontade, leva os olhos para o símbolo, toma - o na mão direita e sente - se armado da onipotência intelectual, contanto que seja verdadeiramente um rei digno de ser guiado pela estrela ao berço da realização divina; contanto que saiba , que ouse , que queira , e que se cale ; contanto que conheça o emprego do pantáculo, do copo, da baqueta e da espada; enfim, contanto que os olhares intrépidos de sua alma correspondam a este dois olhos que a ponta superior do nosso pentagrama lhe apresenta sempre abertos.
Eliphas Levi - Dogma e Ritual da Alta Magia.

Finn MacCumhal e a Corsa.


Um dia em que Finn e seus companheiros regressavam com seus cães de uma caçada no monte Allen, uma corsa cruzou por seu caminho e todos começaram a correr atrás dela.
Logo os perseguidores foram ficando para trás, exceto Finn e seus dois cães, Bran e Skolawn. Estes cães tinham uma origem muito peculiar já que eram filhos de Tyren, tia de Finn, que havia sido transformada em uma cadela por um encantamento.Eram os melhores cães de toda a Irlanda e Finn os admirava e amava muito.
Quando a caçada se dirigia a um vale, a corsa se deteve, se abaixou, e Finn viu que seus cães brincavam com ela lambendo-lhe o rosto.Finn ordenou que ninguém lhe fizesse dano e ela os seguiu durante todo o caminho de volta.
Naquela mesma noite, ele acordou e viu junto a sua cama a mulher mais bela que jamais havia visto em toda sua vida, e ela lhe disse: "Sou Saba, Finn, sou a serva que perseguiste na caçada de hoje. Por não querer dar meu amor ao druida da terra das fadas, ele me converteu no que viste, e tenho estado assim durante três anos. Mas um de seus escravos, apiedando-se de mim, me revelou que se pudesse chegar até vossa morada de Allen, oh Finn, voltaria a minha forma original. Temia ser destroçada por vossos cães ou ferida pelos caçadores, e por isso deixei me alcançar por ti, e por Bran e Skolawn, quem possuem a natureza de homem e não me fariam dano".
Finn prometeu protege-la e pronto a fez sua esposa. Tão profundo foi o amor que viveu, que durante meses não se preocupou em lutar nem guerrear, mas sim simplesmente em passar cada dia com sua bela esposa.
Um dia chegou a notícia de que barcos de guerra do Norte estavam na baia de Dublin, assim mandou chamar todos seus homens, e disse a sua esposa: "Os homens de Erin nos dão tributo e hospitalidade para que os defendamos dos invasores, e seria uma vergonha aceitar os pagamentos sem dar de nossa parte o que se pede".
Durante sete dias esteve ausente Finn, até que os escandinavos se afastaram das costas de Erin. Ao oitavo dia voltou aos seus, mas viu a preocupação nos olhos dos homens e mulheres e Saba não estava na muralha esperando seu regresso.
Ante o pedido de Finn, lhe contaram o que havia sucedido: Saba esperava ansiosa seu regresso, e um dia apareceu Finn com seus dois cães, e até se escutaram as notas da chamada da casa dos Fianna no vento.Saba pulou sobre a cerca para receber seu amado, mas era um falso Finn que brandiu uma varinha e a transformou de novo em uma corsa. Seus cães começaram a persegui-la, fazendo-a fugir. Os homens tomaram todas as armas que puderam e selaram em busca do feiticeiro, mas não encontraram nenhum dos dois.
Finn se retirou aos seus aposentos e ficou trancado o dia todo, entretanto logo seguiu ocupando-se dos assuntos de Fianna como sempre. Durante sete anos buscou Saba por bosques e cavernas de toda Irlanda, com a companhia apenas de seus fiéis cães até que perdeu toda esperança e abandonou a busca.
Um dia enquanto caçava em Ben Bulban ouviu que os cães grunhiam com fúria, ele e seus homens correram até eles e viram que os cães tentavam se aproximar de um garoto de longos cabelos ruivos, que estava nu ao pé de uma árvore, enquanto Bran e Skolawn os mantinham a distância. Os fians apartaram os cães e levaram consigo o garoto que, quando aprendeu a falar, lhes contou sua história.
Ele não havia conhecido nem pai nem mãe alguma.Sempre havia vivido num vale cerrado por escarpas altíssimas e havia sido criado por una corsa amorosa.Durante o verão se alimentava de frutos silvestres e durante o inverno se mantinha com as provisões que guardava em sua gruta.
De quando em quando, aparecia um homem de aspecto obscuro que falava com a corsa, umas vezes com ternura e outras com ameaças, mas a cerva sempre fugia dele.Um dia, o homem chegou e esteve por um longo tempo com a corsa, até que a tocou com uma varinha e a obrigou a seguir-lhe sem olhar para trás.O menino tentou ir com eles e não pode mover seu corpo, chorando de raiva e desolação, caiu ao solo e perdeu os sentidos.
Quando voltou a si estava na ladeira da montanha de Ben Bulban e durante dias buscou aquele vale verde, até que os cães o encontraram. Finn se deu conta de que era seu próprio filho e o chamou Oisin, pequeno cervo. Foi conhecido como guerreiro e grande compositor de canções e fábulas.Wikepédia.

FREIHEIT.