contos sol e lua

contos sol e lua

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

No Espiritismo.

As práticas místicas são condenadas por dois motivos fundamentais: 1.°) porque o homem está no mundo para viver o mundo com o fim de desenvolver na experiência da vida de relação, as suas potencialidades internas; 2.°) porque a ligação do homem com Deus se faz através do amor ao próximo, na prática da caridade (que é o amor em ação) e de maneira natural, sem a necessidade de práticas rituais ou do emprego de excitantes de qualquer espécie. As pessoas que consideram o Espiritismo como doutrina mística confundem a fenomenologia mediúnica com as práticas do misticismo.

Não sabem que a mediunidade — como hoje está confirmado pelas pesquisas parapsicológicas — é simplesmente uma faculdade humana natural que permite a todos o exercício da percepção extra-sensorial. O misticismo nasceu das manifestações naturais dessa faculdade e da falta de condições culturais para o seu estudo racional. A mística experiência de Deus das religiões dogmáticas depende das práticas místicas e de uma concepção anti-racional do mundo e da vida. Por isso Ranzolli propõe a limitação do termo misticismo às filosofias religiosas, substituindo-o no campo filosófico geral por expressões corno irracionalismo e intuicionismo ou sentimentalismo.

O Cristianismo — que os árabes chamaram religião do livro — utilizou-se em sua origem da mediunidade, mas sua posição em face das religiões anteriores foi nitidamente racionalista. Todos os ensinos de Jesus, mesmo quando ele se referia a Deus, chamando-o de Pai, são racionais. Sua condenação constante do irracionalismo judeu foi sempre seguida de explicações racionais, através de exemplos em forma de parábolas tiradas da própria vida diária do povo. Ao tratar do dogma judaico da ressurreição ele se referia claramente ao nascer de novo, usando exemplos históricos como a volta de Elias reencarnado em João Batista.

Suas referências às potencialidades divinas do homem eram exemplificadas pelos fenômenos produzidos por ele mesmo e pelos seus seguidores. Nunca falou da sua ressurreição como um privilégio, mas ligando-a à ressurreição de todos. O Apóstolo Paulo incumbiu-se de formular a teoria racional da ressurreição, não da carne, mas do espírito, explicando que o corpo espiritual do homem, hoje descoberto pelas ciências como corpo-bioplásmico, é o corpo da ressurreição.

Esse racionalismo foi posteriormente prejudicado pelas influências pagãs e judaicas do misticismo, que atingiriam nas igrejas cristãs um refinamento intelectualista paradoxal, opondo o intelecto a si mesmo. Todo o esforço de Jesus no combate à mitologia foi anulado pelos teólogos, que transformaram ele mesmo em novo mito, fazendo de sua natureza humana uma espécie de simples manifestação pragmática da sua divindade.

O Espiritismo retoma a tradição racionalista do Cristianismo primitivo e, da mesma maneira que os antigos cristãos, prova na prática os ensinos teóricos de Jesus através das manifestações espíritas, da prova concreta das materializações e das aparições tangíveis (como a de Jesus para os apóstolos no cenáculo) dos fenômenos de voz-direta (como o da voz que soou no espaço na hora do batismo) e dos casos pesquisáveis de reencarnação, hoje em pauta na pesquisa científica mundial. Nada disso se refere a misticismo, a práticas místicas através de processos mágicos, de excitantes específicos e de tentativas antinaturais de transformar o homem vivo em um morto-vivo que nega o mundo para viver como espírito desencarnado, desligado dos processos necessários da razão.

O homem é deus em potência, não em ato, e não pode querer antecipar a sua atualização fugindo aos compromissos e experiências da vida terrena. Seus deveres estão aqui, neste mundo, por enquanto, e suas possibilidades de evolução, de transcendência, não se encontram na alienação, na fuga, mas na integração consciente em suas tarefas sociais. O tempo das igrejas está chegando ao fim, como chegou o dos Mistérios na Antiguidade. Elas foram necessárias e tanto serviram como desserviram à Humanidade, revelando sua estrutura imperfeita como a de todas as obras humanas. Em vão se arrogaram investiduras divinas.

MAGIA E MISTICISMO.


O homem primitivo não via o mundo, mas a magia da Natureza. Não tendo ainda o pensamento desenvolvido, o raciocinio metodizado, não podia sequer conceber o mundo. Tinha mais sensações do que emoções e mais emoções do que idéias. Seus sentimentos germinavam no plano larvar dos instintos. E os instintos animais o dominavam, sem dar lugar aos instintos espirituais. Era mais corpo que alma. Kardec assinala dois seres na estrutura humana: o ser do corpo e o ser espiritual.

No homem atual esses dois seres se equilibram e a sua psicologia pode ser medida pela predominância de um ou de outro ou pela sua equivalência. As pessoas em que predomina o ser do corpo estão mais próximas do primitivismo. Aqueles em que os dois seres se equivalem apegam-se mais às coisas materiais e têm dificuldade em conceber a realidade do espirito. As pessoas em que predomina o ser espiritual dão mais importância às questões espirituais. As primeiras estão apegadas ao passado humano, as segundas à pragmática do presente e as terceiras tendem para o futuro.

Mas entre uma e outra dessas posições evolutivas existem numerosas variações que podem ser classificadas em fases intermediárias de múltiplas nuanças. A escala espírita de "O Livro dos Espíritos " oferece-nos um quadro psicológico geral dessas talvez inumeráveis variações tipológicas.

A percepção mágica do mundo (restrita ao ambiente tribal ou do clã) levou o homem primitivo às práticas mágicas. Seu pensamento se desenvolvia na experiência, revelando-lhe progressivamente as relações existentes entre as coisas e os seres. Podemos supô-las assim, como simples dados exemplificativos: vida-alimento, bicho-mato, peixe-água, ave-céu, fruta-árvore, flecha-caça-inimigo, homem-mulher-criança, dia-sol, noite-escuro-lua. Essas relações primárias lhe davam a possibilidade de agir com eficiência no meio físico.

Através delas ele começou a agir instintivamente no plano espiritual e nasceu a magia simpática ou simpatética, a arte incipiente de atingir o inimigo através de reproduções de sua figura em barro ou madeira e de evocar as forças benéficas através de símbolos correspondentes a elas. Nascia o feitiço e conseqüentemente o feiticeiro. E de ambos nasceriam mais tarde os ídolos, os sacramentos, os sacerdotes e as religiões com seus rituais. Esses processos rudimentares arrancavam o homem da selva e do gelo e o lançavam na direção da civilização. Um longo caminho a percorrer no aprimoramento dessas técnicas primitivas através dos milênios.

Mas os homens não estavam sós nem abandonados a si mesmos em nenhuma dessas fases. A idéia de Deus pairava obscura sobre o fundo nebuloso de suas experiências filogenéticas e a lei de adoração os levava a reverenciar o mistério da terra, das águas, do céu estrelado, das montanhas coroadas de nuvens. Do fundo escuro das matas surgiam o bem e o mal, as forças e os seres benéficos e maléficos. Muitos desses seres não tinham a consistência das criaturas de carne e osso. Apareciam e desapareciam como as chamas noturnas dos fogos-fátuos.

Uns os auxiliavam e eram considerados deuses benfazejos. Outros os ameaçavam e eram os deuses malfazejos. Espíritos bons velavam pelas tribos e orientavam os seus chefes. Pagés e xamãs tinham o dom de evocá-los e consultá-los. Como nas cidades cósmicas da Grécia arcaica, de que tratou Durkheim, homens e deuses conviviam numa espécie de intermúndio. Essa situação perdurou nas civilizações agrárias, no ciclo das grandes civilizações orientais, no mundo clássico, gerando as religiões mitológicas com seus oráculos e suas pitonisas. No Judaísmo e no Cristianismo temos a sua continuidade, o que se pode verificar pelos textos bíblicos e evangélicos.

Já no Paganismo encontramos as práticas místicas dos chamados Mistérios, com rituais específicos para levar os iniciados à relação direta com o mundo espiritual e especialmente com Deus. No Egito antigo e nas religiões dos impérios americanos dos aztecas, maias e incas havia o emprego de sumos vegetais que originariam as drogas atuais como a mescalina e o ácido-lisérgico, para a produção do estado de êxtase, que é o fenômeno central dessas práticas. Pelo êxtase, provocado ou espontâneo, o místico se desliga de toda a realidade sensível, do mundo material, e mergulha no inteligível, no mundo espiritual.

O Misticismo tem suas origens remotas no êxtase dos pagés, que em meio às selvas procuravam o contato direto com os espíritos protetores das tribos. O pressuposto do misticismo nas eras civilizadas é a possibilidade humana de superação dos sentidos e da razão para obter-se o conhecimento superior nas fontes divinas. Esse pressuposto conduz os homens a uma fuga da realidade.

O Oráculo de Delfos.


Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o reino dos deuses

Antigamente, Delfos era a capital da Fócida (Grécia) celebrada por seu templo e oráculo de Apolo. Ainda hoje, é possível chegar ao local que fica a 180km de Atenas, na região do Monte Parnaso.

Este oráculo simbolizava uma resposta de um deus a quem se consultava, cuja palavra tinha muito peso e inspirava total confiança.

O nome Delfos é derivado da palavra adelphoi que significa "irmãos". Também poderia se referir a "ermo" ou "solitário", em menção ao lugar afastado onde o oráculo se encontrava.

A manifestação oracular era possível neste lugar privilegiado, que ocorria em conjunção com rituais cerimoniais, interagindo com o poder local e produzindo insights sobre a natureza e possibilidades futuras. A palavra oráculo tem o significado de lugar de invocação ou lugar da palavra sagrada.

Segundo Plutarco, a fama do Oráculo iniciou-se quando um pastor se aproximou do local e notou que suas cabras se comportavam de modo estranho. Quando ele chegou perto delas, foi possuído por um acesso de loucura, falando coisas relacionadas ao futuro.

A notícia se espalhou e rapidamente uma multidão correu para o local. Todos começaram a entrar em um estado alterado de consciência.

Existia em torno do lugar um grande mistério. Para se obter o som da profecia não era necessário mais do que se aproximar da caverna e respirar o vapor que saía de lá. Por isso, os altos sacerdotes proibiram a entrada das pessoas comuns ao local. Não se usava o Oráculo todos os dias, somente em ocasiões especiais.

As riquezas deste templo eram extraordinárias, adquiridas através das doações dos visitantes que o consultavam. Ninguém sabe ao certo a época da fundação deste Oráculo. O que se sabe é que o templo tinha uma imensa reputação, pois muitas pessoas chegavam de todas as partes para consultá-lo.

Da boca de uma fenda saía vapores. Diante dele, era colocado um banquinho chamado trípode (três pés) onde uma pitonisa (nome que deriva da serpente Píton, que foi morta por Apolo) ficava sentada, recebendo o vapor, dizendo a mensagem do Oráculo.

Depois que fazia a adivinhação, a sacerdotisa era baixada da trípode e colocada em sua cela, onde permanecia durante vários dias. Ao longo dos anos, o Oráculo de Delfos foi caindo em declínio, pois alguns sacerdotes fraudavam a resposta na obtenção de lucros pessoais.

Atualmente não existem vestígios do Oráculo de Delfos, apenas algumas colunas que faziam parte do cenário místico. Os cientistas revelaram que o vapor que saía da fenda era na verdade gás etileno. Por isso, quem o inalava, entrava em um estado de transe, euforia ou inconsciência.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

GODRIC.


Godric: Dois mil anos é o suficiente Eric: Não aceito isso, é insano Godric: Nossa existência é insana Nosso lugar não é aqui. Eric: Mas nós estamos aqui! Godric: Não é certo Nós não somos certos Eric: Você me ensinou que não existe certo ou errado, Apenas sobrevivência ou morte Godric: o que eu disse....transformou-se em uma mentira Eric: Manterei você vivo nem que seja a força! Godric: mesmo se isso você pudesse, porque seria tão cruel? Eric: Godric não faça isso. Godric: Existem séculos de fé e amor entre nós Eric: Por favor, por favor[ai começa a choradeira e suas lagrimas de sangue descem pelos seus olhos. Então ele ajoelha-se aos pés de Godric Eric: Por favor, Godric Godric: Pai, irmão,filho Deixe-me ir Erci: Não deixarei você morrer sozinho Godric: Sim, você vai Como seu criador, eu lhe ordeno Ai Eric levanta e sai andando lentamente e encontra sokkie lá atrás e ela segura na mão dele e fala Sokkie: Eu ficarei junto dele, pelo tempo que levar Godric: Não demorará muito, não com a minha ida.

INTUIÇÃO A INTELIGENCIA DO CORÇÃO.


Ela é uma maneira que a mente consciente tem de perceber a verdade de maneira direta, sem raciocinar antes.
A intuição é útil para quem trabalha porque ela economiza tempo e dinheiro, antecipando problemas e mostrando caminhos com clareza.
A intuição é uma vibração, que flui através de ondas e nós podemos estimular a criação dessas ondas através de exercícios.
QUER SABER COMO PODERÁ DESENVOLVER SUA INTUIÇÃO?
Formule uma pergunta sobre algo que deseja saber. Escreva essa pergunta em uma folha de papel. Pegue um dicionário. É preciso que seja um dicionário bem completo, não serve um dicionário de bolso, com poucas palavras.
Coloque o dicionário sobre uma mesa ou sobre seus joelhos, coloque por cima dele a folha de papel, com a pergunta escrita. Deixe suas mãos apoiadas sobre o dicionários e feche os olhos.
Faça 3 respirações profundas, de olhos fechados.

Em seguida às respirações, abra os olhos, leia a pergunta do papel em voz alta e abra o dicionário ao acaso. Coloque o dedo em algum ponto de uma das páginas e leia o que ali está escrito.
De alguma maneira, aquilo que está escrito ali fará sentido diante da pergunta formulada.
Com a repetição constante desses exercício, cria-se uma ligação com as vibrações das palavras e cada vez mais você encontrará informações claras sobre a questões que formular.
Caso não ache resposta à pergunta feita, anote o que leu no dicionário, pois essa palavra poderá trazer alguma luz apenas no futuro, quando a situação sobre a qual queria saber evoluir.

INTUIÇÃO:
Consulte-se Plantão, que fundamenta a intuição na preexistência (reencarnações anteriores),
segundo a síntese trazida por Adolfo Bezerra de Menezes, em A Loucura Sob Novo Prisma = Estudo Psiquíco-fisiológico, FEB, 8ª Ed. - 1993, cap. 1, pg 19: Antes de virmos a esta vida, já tivemos outras, e no tempo intermediário, que passamos no mundo dos Espíritos, adquirimos o conhecimento das grandezas a que somos destinados; donde essa reminiscência, a que chamamos intuição de um futuro, que mal entrevemos, envoltos no véu da carne.
Segundo Ney Lobo, em Filosofia Espírita da Educação e Suas Conseqüências Pedagógicas (Ed. FEB, 1993, pg. 92), A intuição é instrumento de prospecção do fundo anímico do educando, das camadas sedimentares de perfeições e imperfeições acumuladas nas existências anteriores.
No livro Allan Kardec, Zêus Wantuil (ex-presidente da FEB), cuidando da mediunidade atribuída ao Codificador, afirma que a intuição é a fonte de todos os nossos conhecimentos(...), referindo-se aos conhecimentos que o Ser angaria ao largo de todas as suas experiências anteriores (cap. 3, pg. 41).
Dentre as várias abordagens do Livro dos Espíritos sobre a intuição, colhemos apenas a contida na questão nº 415, quando Kardec pergunta aos Espíritos qual a utilidade das visitas feitas durante o sono, se não nos lembramos sempre delas: De ordinário, ao despertardes, guardais a intuição desse fato, do qual se originam certas idéias que vos vem espontaneamente, sem que possais explicar como vos acudiram. São idéias que adquiristes nessas confabulações. (46ª edição, FEB, tradução de Guillon Ribeiro).
E, afinal, o próprio Kardec, em A Gênese, Cap. XI, Doutrina dos Anjos Decaídos, item 43 (20ª ed. FEB, idem) falando das emigrações e imigrações dos seres espirituais ao largo dos tempos, afirma que alguns são excluídos da humanidade a que até então pertenceram e tangidos para mundos menos adiantados, onde aplicarão a inteligência e a intuição dos conhecimentos que adquiriram (...). E, pouquinho mais adiante, no mesmo item, Kardec é categórico: A vaga lembrança intuitiva que guardam da terra donde vieram é como uma longínqua miragem a lhes recordar o que perderam por culpa própria. Com o mesmo sentido dizem os espíritos, na questão 393, sobre a lembrança (pela intuição) que os Espíritos têm de suas faltas passadas ao reencarnar.
Nada mais claro resta: a intuição é o conjunto de conhecimentos próprios adquiridos ao largo das múltiplas experiências do Ser, que lhe aflora à mente espontaneamente, sem necessidade de ninguém lhe transmitir nada, pois que tais conhecimentos pertencem ao seu universo peculiar e subjetivo de conhecimentos.

DEMONIOS.


Demonios (Extraído do livro Vampiros, por Marcos Torrigo, Editora Madras)
Lilith, intimamente associada aos Vampiros, por sua vez também às bruxas, é um espectro que paira sobre a religião judaica. No ato sexual ela ficava por cima de Adão, e não quis ser subjugada pelo macho, daí sua revolta. Este fato retrata, talvez, a transição, dos cultos a Deusa para o Deus judaico, de uma sociedade agrária ou coletora para uma pastoril.
Este fato se repetiu inúmeras vezes pelo mundo (com isso não estou falando de sua existência objetiva, mas sim subjetiva, mas com exteriorizações).
Lilith, em sua origem, deve ter sido um arquétipo da grande deusa mãe, que tentou resistir a invasão do patriarcado. Possivelmente Abel, o pastor, foi sacrificado a esta grande mãe.
Mas as coisas não foram tão fáceis para os pastores patriarcais. Muitas mulheres judias ficaram fascinadas pelo culto à grande mãe. Um bom exemplo é a história de Sodoma e Gomorra. Lot foi expulso da cidade, vejam esta passagem: "o povo de Sodoma cercou a casa de Lot, do mais velho ao mais jovem. E eles proferiram: que se vá embora, um estranho, que veio morar conosco e agora quer ser um juiz?". Com isso fica claro que eles não eram judeus (os habitantes de Sodoma), e que a alegoria da conversa entre Lot e Deus é um acréscimo posterior.
A parte mais curiosa tem a ver com a mulher de Lot, que não quis acompanhá-lo, pois possivelmente preferiu ficar com o culto à Grande Deusa. Ou seja, a história de virar uma estátua de sal é mais uma alegoria. Lot afogou suas mágoas com as duas filhas em uma relação incestuosa.
O nome Lilith vem da Mesopotâmia, encontrada nas civilizações sumeriana, acadiana e babilônica, onde há várias divindades nas quais ocorre o fragmento "lil" como, por exemplo, os deuses Nilil, Enlil entre outros. Belit-ili, Lillake, a cananéia Baalat, a Divina Senhora são alguns de seus nomes. Nas representações mais antigas de Lilith ela apare-se como Lilake (cidade de UR 2000 A. C).

O CAMINHO DO MAGO.


Do livro O CAMINHO DO MAGO –
2. Existe um Mago dentro de todos nós. Esse Mago tudo vê e tudo sabe. O Mago está além dos opostos da luz e das trevas, do bem e do mal, do prazer e da dor. Tudo que o Mago vê tem suas raízes no mundo invisível. A natureza reflete o estado de alma do Mago. O corpo e a mente podem adormecer, mas o mago está sempre desperto. O Mago possui o segredo da imortalidade.
3. A volta da magia só pode acontecer com o retorno da inocência. A essência do Mago é a transformação.
4. O Mago observa o mundo ir e vir, mas sua alma habita as esferas de luz. O cenário muda, o observador permanece o mesmo. Seu corpo é apenas o lugar que suas memórias chamam de lar.
5. Quem sou eu? É a única pergunta que vale a pena ser feita e a única que jamais é respondida. É seu destino desempenhar uma infinidade de papéis, mas esses papéis não são você. O espírito não é localizado, mas deixa atrás de si uma impressão digital que chamamos de corpo. Um Mago não acredita ser um evento localizado que sonha com um mundo maior. Um Mago é um mundo que sonha com eventos localizados.
6. Os Magos não acreditam na morte. À luz da consciência, tudo está vivo! Não existem inícios ou fins. Para o Mago, eles não passam de elaborações mentais. Para viver mais plenamente, é preciso morrer para o passado. As moléculas se dissolvem e se extinguem, mas a consciência sobrevive à morte da matéria na qual ela viaja.
7. A consciência do Mago é um campo que existe em toda a parte. As correntes de conhecimento contidas no campo são eternas e circulam eternamente. Séculos de conhecimento estão comprimidos em momentos reveladores. Vivemos como ondulações de energia no vasto oceano de energia. Quando o ego é posto de lado, temos acesso à totalidade da memória.
8. Quando as portas da percepção forem purificadas, você começará a enxergar o mundo invisível : o mundo do Mago. Existe dentro de você um manancial de vida onde você pode purificar-se e transformar-se. Purificar-se consiste em livrar-se das toxinas da sua vida: emoções tóxicas, pensamentos tóxicos e relacionamentos tóxicos. Todos os corpos vivos, físicos e sutis, são feixes de energia que podem ser diretamente percebidos.
9. O Poder é uma faca de dois gumes. O poder do ego busca controlar e dominar. O poder do Mago é o poder do amor. A sede do poder é o eu interior. O ego nos segue como uma sombra escura. Seu poder é inebriante e sedutor, porém essencialmente destrutivo. O eterno conflito de poder termina na unidade.
10. O Mago vive num estado de conhecimento. Esse conhecimento dirige sua própria realização. O campo da consciência se organiza ao redor das nossas intenções. O conhecimento e a intenção são forças. O que você pretende muda o campo a seu favor. As intenções comprimidas em palavras envolvem o poder mágico. O Mago não tenta solucionar o mistério da vida. Ele está aqui para vivê-lo.
11. Todos possuímos um eu-sombra que é a parte da nossa realidade total. A sombra não está presente para magoá-lo e sim para mostrar-lhe onde você está incompleto. Quando a sombra é abraçada, ela pode ser curada. Quando ela é curada, ela se transforma em amor. Quando você puder viver com todas as suas qualidades opostas, você estará vivendo seu eu total como o Mago.
12. O Mago é o mestre da alquimia. A alquimia é a transformação. É através da alquimia que você começa a busca da perfeição. Você é o mundo. Quando você se transforma, o mundo em que você vive também será transformado. As metas da busca – o heroísmo, a esperança, a graça e o amor – são a herança do intemporal. Para invocar a ajuda do Mago, você precisa ser forte na verdade, sem ser teimoso no julgamento.
13. A sabedoria está viva e é, portanto, sempre imprevisível. A ordem é outra face do caos, o caos é outra face da ordem. A incerteza que você sente interiormente é a porta de entrada para a sabedoria. A insegurança sempre estará com o que busca : ele continua a tropeçar mas nunca tomba. A ordem humana é feita de regras. A ordem do Mago não tem regras : ela flui com a natureza da vida.
14. A realidade da sua experiência é uma imagem especular das suas expectativas. Se você projetar as mesmas imagens todos os dias, sua realidade será a mesma todos os dias. Quando a atenção é perfeita, ela cria ordem e clareza a partir do caos e da confusão.
15. Os Magos não lamentam a perda, porque a única coisa que pode ser perdida é o irreal. Mesmo que você perca tudo, o real permanecerá. No cascalho da devastação e do desastre estão enterrados tesouros ocultos. Quando você examinar as cinzas, examine bem!
16. Na medida em que você conhece o amor, você se torna o amor. O amor é mais do que uma emoção. Ele é uma força da natureza e, portanto, tem que conter a verdade. Quando você pronuncia a palavra amor, você pode captar o sentimento, mas a essência não pode ser proferida. O amor mais puro situa-se onde é menos esperado : no desapego.
17. Além de andar, sonhar e dormir, existem infinitas esferas de consciência. O Mago existe simultaneamente em todas as épocas. O Mago enxerga infinitas versões de cada evento. As linhas retas do tempo são na verdade fios de uma teia que se estende em direção ao infinito.
18. Os buscadores nunca se perdem, porque o espírito está sempre acenando para eles. Os buscadores recebem continuamente pistas do mundo do espírito. As pessoas comuns chamam essas pistas de coincidências. Não existem coincidências para o Mago. Cada evento existe para expor outra camada da alma. O espírito deseja conhecê-lo. Para aceitar esse convite, você precisa deixar cair suas defesas. Comece a procurar em seu coração. A gruta do coração é o lar da verdade.
19. A imortalidade pode ser vivida em meio à mortalidade. O tempo e o intemporal não são opostos. Por abarcar tudo, o intemporal não tem opostos. No nível do ego, nos esforçamos para resolver nossos problemas. O espírito percebe que o problema é o esforço. O Mago tem consciência da batalha entre o ego e o espírito, mas compreende que ambos são imortais e não podem morrer. Cada aspecto seu é imortal, até mesmo as partes que você julga com mais severidade.
20. Os Magos jamais condenam o desejo. Foi seguindo seus desejos que eles se tornaram Magos. Todo desejo é criado por algum desejo passado. A cadeia do desejo nunca acaba. Ela é a própria vida. Não considere nenhum desejo inútil ou errado : um dia cada um deles será realizado. Os desejos são sementes que esperam o momento propício para germinar. A partir de uma única semente de desejo, florestas inteiras se desenvolvem. Acalente cada desejo do seu coração, por mais trivial que ele possa parecer. Um dia esses desejos triviais o conduzirão a Deus.
21. O maior bem que você pode fazer ao mundo é tornar-se um Mago! Este trabalho é dedicado com muito carinho, ao Mago que me ensinou a buscar o caminho do milagroso!