contos sol e lua

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sábado, 25 de dezembro de 2010

Uma lenda siberiana.


Uma lenda do koryak (Sibéria) conta que o herói da cultura, Grande Corvo, numa passagem , ele capturou uma baleia, que estava à sua frente, e queria soltá-la para traz no mar, mas era incapaz de devolvê-lo ao mar por ser tão pesado.

O deus Vahiyinin (existência) disse-lhe que deveria comer espíritos do wapaq para ter a força. Vahiyinin cuspiu em cima da terra e as plantas brancas pequenas - os espíritos do wapaq - apareceram: tinham chapéus vermelhos, e o cuspe de Vahiyinin congelado como os flocos brancos de neve. Ao comer o wapaq, Grande Corvo tornou-se excepcionalmente forte e conseguiu atirá-la ao mar.

A partir daí o cogumelo crescerá para sempre na Terra, e os povos podem aprender o que ele ensina. Wapaq é a mosca Agarica, um presente diretamente de Vahiyinin - plantas dos deuses.

Nas biografias legendárias de alguns adeptos do budismo, há alguns indícios que podem ser interpretados para revelar que eles consumiam o cogumelo Amanita muscaria para conseguir a iluminação.

Eles mantinham o voto de manter o segredo dessas práticas, tanto que sua identidade foi escondida atrás de um jogo de símbolos.

Alguns pesquisadores acreditam que ele é o soma, dos Vedas (a mais antiga literatura sagrada da humanidade).

Soma era mais do que uma bebida, e seu sumo expressa um deus. Sugere-se o deus Agni, deus do fogo. O soma é simbolizado pelo touro, o símbolo do rig veda (hino aos deuses) da força.

Nas pesquisas, o uso do amanita aparece também em tradições da Ásia do Norte e do Sul, nas tradições germânicas ligadas a Odhin, em usos xamânicos mais adiantados nas florestas da Eurásia do Norte. Visto também, por muitos anos, no distrito de Kanto, no Japão; no Norte da Europa; Índia; e na América Central por muitos anos.

Também identificado como o Haoma, dos Persas. Esses cogumelos sagrados foram utilizados por xamãs para a cura espiritual; era a entrada para incorporar o reino dos deuses.

O cogumelo sagrado Amanita Muscaria, segundo alguns pesquisadores, é o mesmo citado por Lewis Carroll em "Alice no País das Maravilhas" Teria Lewis ingerido o enteógeno para escrever seu livro ?

Relata-se também efeitos analgésicos significativos, para curar males da garganta, feridas cancerígenas, artrites.

O amanita contém os princípios ativos muscazon, ácido ibotênico, muscimelk e bufoteína. Os efeitos começam entre 20 e 30 minutos após a ingestão e duram de 6 a 8 horas.

Geralmente, o usuário experimenta visões semelhantes aos sonhos.

O Amanita muscaria, em suma, é um dos cogumelos mais bonitos, com um encanto misterioso.LÉO ARTÉSE.

Papai Noel e o Xamanismo.


O Natal sempre marca o solstício de inverno no hemisfério norte. É nesse período que os xamãs, até hoje, realizam rituais de passagem para um novo ciclo anual.

Muitos povos xamânicos também comemoravam a cerimônia da árvore, representando a "Árvore do Mundo". Será por isso que levamos uma para dentro de nossas casas e a enfeitamos?

Partimos da crença de que a lenda do Papai Noel nasceu na Sibéria. Existia uma tribo na antiga Sibéria chamada O Povo das Renas.

As renas eram para os siberianos o que o búfalo representa para os nativos americanos; eram também consideradas a manifestação do Grande Espírito Rena, invocado pelos xamãs para resolver os problemas do povo. Nas suas jornadas xamânicas, ele viajava, em transe, em um trenó de renas voadoras.

Existe na Sibéria um enteógeno poderoso chamado Amanita muscária, um cogumelo vermelho com manchas brancas. É o sacramento de seus trabalhos espirituais. A Amanita muscária é um cogumelo enteógeno, que proporciona visões e introvisões de profundo significado. Esse cogumelo contém elementos que permanecem intactos em sua passagem pelo organismo, por isso os xamãs siberianos guardavam e consumiam a própria urina para ser bebida no inverno, quando não havia o cogumelo.

Não eram só os xamãs que usavam amanita, as renas também comiam. Eles até conseguiam atrair renas com a urina, que chegavam a brigar para tomá-la e as laçavam enquanto bebiam.

Alguns caçadores davam pedaços de amanita para as renas para aumentar a sua força e resistência física, e assim suportarem melhor as longas distâncias. Se as renas fossem abatidas por alguém nesse momento, quando estavam na manifestação do enteógeno, os efeitos do amanita passariam para quem comesse a sua carne.

Caçadores, ao se alimentarem de renas que haviam ingerido amanita, tiveram uma visão coletiva de um homem vestido de vermelho e branco (cor do cogumelo), um xamã que levava presentes para a população.

Eles viram o xamã voando em um trenó de renas.

Daí, conta-se que Papai Noel foi uma visão de homens que se alimentaram das renas que consumiram amanita.

A roupa do Papai Noel, por sinal, é de origem lapônica.

Tradicionalmente, os xamãs siberianos eram conduzidos em suas viagens extáticas (jornadas xamânicas) aos mundos profundos (transe) por um trenó de renas. Isso explica a origem de Papai Noel viajando por um trenó de renas. Os habitantes sentiam que os xamãs sempre lhe traziam presentes espirituais. Além disso, a fumaça do fogo onde faziam seu trabalhos saía por uma abertura nas casas (chaminés ), e era por ali que entravam e saiam os espíritos, o que também explica a origem de Papai Noel entrando pela chaminé.

O que quero dizer, na verdade, é que nosso doce e querido Papai Noel nasceu na Sibéria e tem sua origem no xamanismo. Léo Artese.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Papai Noel.


Desde criança, sabemos que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus Cristo. Além dele, outra figura tem um papel especial nessa história. É um bom velhinho, de barba branca e coração generoso, que mora no Pólo Norte e viaja o mundo inteiro para entregar presentes para as criancinhas comportadas. Mas afinal, quem é esse bom velhinho? De onde veio? Será que ele realmente existiu?

Bom, muitos já devem ter ouvido falar dessa história. Mas algumas pessoas desconhecem a origem da tradição de presentear uns aos outros na véspera de Natal. Papai Noel, que na verdade chamava-se Nicolau, nasceu na cidade de Lícia, na província de Anatólia, uma das regiões da Ásia Menor (hoje Turquia), no ano 281, onde viveu do final do século III até o início do século IV.

Filho de pais ricos, Nicolau viajava muito e sempre teve em mente ajudar os mais necessitados por onde passava. Uma das histórias mais conhecidas sobre o bom velhinho é a de um guerreiro do exército romano chamado Licondro. Arruinado financeiramente, vivia o drama de não saber como casar suas três filhas, pois não tinha como pagar os dotes. Dizia para todos que as prostituiria, por não ter como casá-las. Por esse motivo, Nicolau deixou um saco de moedas de ouro embaixo da janela da mais velha. Outra versão da história é a de que Nicolau teria atirado o saco de moedas pelas chaminés das casas e enchido de dinheiro as meias que foram colocadas para secar.

Nicolau se tornou bispo, quando o que morava na cidade de Mira morreu. Os anciões, por não conseguirem escolher um sucessor, optaram por colocar a decisão nas mãos de Deus. Dizem que naquela mesma noite, o mais velho do grupo teve um sonho onde o Senhor lhe dizia que o primeiro homem a entrar na igreja, na manhã seguinte, deveria ser o escolhido. Como era costume acordar cedo e ir a Igreja para rezar, Nicolau foi premiado pela profecia do sonho e se sagrou o bispo mais jovem da história de Mira.

Nicolau morreu no dia 06 de dezembro de 350. Foi canonizado e tornou-se um dos santos mais populares do cristianismo. Na Inglaterra existem mais 400 igrejas com seu nome. São Nicolau é padroeiro das crianças e dos marinheiros. Diz a lenda que, antes de ser canonizado, Nicolau viajava muito. Em uma viagem com destino a Terra Santa, houve uma grande tempestade e todos estavam com muito medo. Nicolau pediu a Deus que a tempestade cessasse. Logo depois a calmaria voltou e os marujos atribuíram o acontecimento a um milagre de Nicolau.

Seja santo ou bom velhinho, o importante é que o verdadeiro objetivo do natal é ajudar a quem precisa. Além de presentearmos quem amamos, também devemos ajudar o próximo. Dar carinho a quem não tem. O natal é o dia da solidariedade, da união, da confraternização e nenhum outro presente deve substituir isso. Feliz Natal

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Nostradamus.The last Probhecy.


INTRODUÇÃO

Este jogo só foi desenvolvido para PC e nossa história acontece no Século XVI envolvendo a Rainha CATHERINE DE MÉDICIS e o famoso médico e astrólogo NOSTRADAMUS. Um dia, em março de 1566 CATHERINE DE MÉDICIS procura por NOSTRADAMUS pedindo sua ajuda. Ela fica sabendo que sua família será vítima de uma terrível maldição e está bastante preocupada.

NOSTRADAMUS diz que está velho e fraco para assumir esta missão mas que não abandonará a Rainha neste momento. Envia sua filha MADELEINE em seu lugar e como ela é uma mulher sabe que não será bem recebida. Por conta disto cria um disfarce para ela. Será CÉSAR, seu filho que está ausente por um certo tempo.

Atuando como MADELEINE ou com o disfarce de CÉSAR deverá agir como um verdadeiro detetive em uma aventura intrigante, cheia de mistérios e difíceis PUZZLES. Poderá SALVAR O JOGO no momento que desejar e aconselho que faça isto sempre.

WEDNESDAY, MARCH 27, 1566

RESIDÊNCIA DE NOSTRADAMUS

Durante a sequência inicial vê a Rainha CATHERINE DE MÉDICIS visitando NOSTRADAMUS em sua casa. Ela diz para ele que uma maldição está a caminho, 12 pessoas estão condenadas à morte e depois membros da realeza também morrerão.

NOSTRADAMUS diz que está muito velho e cansado mas que enviará seu filho CÉSAR para fazer uma investigação. Quando a Rainha sair NOSTRADAMUS conversa com sua filha MADELEINE. Pede que ela use o disfarce e atue no caso passando por CÉSAR pois ele está ausente por alguns dias.

Atuando como MADELEINE ganha controle em seu QUARTO. Primeiro abra seu Inventário (botão direito do mouse) e observe-o. Neste momento não possui nenhum item e sua imagem aparece com roupas íntimas. À direita poderá ver 5 lapelas e neste momento só tem acesso ao "DIARY". Leia suas anotações (mude de página) e reveja o vídeo de introdução se desejar. Necessita arrumar roupas e acessórios para se disfarçar em CÉSAR. Veja que poderá acumular pontos durante o jogo e isto nada influencia em nossa aventura.

Observe seu QUARTO e veja o prato com água e o pano branco pendurado. Pegue o RAG e abra seu Inventário. Ele fica na janela de "AUTO". Click nele e saia do Inventário. O pano fica à esquerda da tela. Use-o no prato com água e obtenha o WET RAG. Gire e olhe os pés da cama vendo sapatos. Pegue o SHOES e abra seu Inventário. Mova os sapatos até a figura de MADELEINE.

O Segredo de Nostradamus.

Vários foram e são os desejos do ser humano de chegar mais próximo do mundo dos deuses, entre estes sonhos estava o de voar, o que o homem conseguiu de certa forma, através das aeronaves. Entre outros desejos aparentemente impossíveis estão o da vida eterna e o de viajar no tempo. Será que alguém pode realizar este último? Saiba agora como alguém alcançou esta realização através do mesmo conhecimento do filósofo Descartes em: O Segredo de Nostradamus.
Michel de Notredame, mais conhecido como Nostradamus, médico formado pela Escola de Medicina da Universidade de Montpellier, astrólogo, teólogo, alquimista e poliglota, conseguiu através dos ensinamentos de Filosofia pura conhecida pelos gregos, burlar as leis do Espaço/Tempo e viajar pelo universo em várias épocas. Você vai conhecer agora o método usado por este famoso profeta, para conseguir esta façanha.

Centúria 1.

Quadra - 1.

À noite entrego-me a estudos secretos.
Só, tomo o assento no tripé de cobre.
A minúscula chama surge da solidão.
Faz progredir quem não é em vão crer.

Quadra - 2.

O ramo colocado no meio das mãos.
A água me roçando tanto nos pés quanto a barra da túnica.
Através dos ramos o medo me invada. Minha voz treme.
Fulgor divino. O divino desce sobre mim.

As chamadas centúrias foram cem parábolas descritas por Nostradamus, divididas cada uma em várias quadras, onde ele conta sua viagem no tempo e os acontecimentos que seguirão acontecendo através dos séculos mais adiante.
Na centúria número um, ele descreve com detalhes, o método que usa para chegar a esta extraordinária proeza, em sua sala, onde recebia do Universo divino, as mensagens descritas em seus cadernos.

Resposta ao enigma:

Nostradamus sabia perfeitamente, assim como Platão, Descartes e outros fascinantes Filósofos, que os pensamentos não esão em nós, mas numa parte extra-corpórea ao ser humano, e que este simplesmente os recebe quando necessita.
Para você que já leu atentamente os enigmas do Resposta ao Impossível, fica muito fácil entender o segredo de Nostradamus. Ele sabia que a energia contida no universo, sempre se dirige de onde há maior quantidade, para onde há menor quantidade. Estes elementos que possuem pouca quantidade de energia é o que podemos chamar tecnicamente de bons condutores.

Tendo conhecimento deste fato, Nostradamus que por ser alquimista sabia calcular exatamente as quantidades de energia dos elementos, percebeu que os pensamentos que estão fora de nós, chegam ao nosso corpo conforme nos educamos a percebê-los. E que depois de adquirir os pensamentos ou conhecimentos por meio dos sentidos, fica muito fácil pensar no passado, pois os pensamentos ficam como arquivados no universo.
Atentou então que se pudesse receber os pensamentos com maior velocidade que o método comum usado pelo ser humano, ultrapassaria o presente, e conheceria o pensamento que ainda seria adquirido pelos seres humanos do futuro.

Sabia também que o pensamento invade nosso corpo através da energia absorvida da atmosfera. E para isso deveria aumentar a velocidade da energia recebida da área fora de seu corpo.
Para isso resolve se cobrir de elementos com pouquíssima energia, ou bons condutores como dissemos anteriormente.
Veja então na Quadra 1, descrita por Nostradamus, que ele sentava-se em um tripé de cobre, um dos melhores condutores de energia. Depois, na quadra 2, ele descreve que usava ramos nas mãos, ramos com pouca energia em relação as células dos seres humanos.
Deixava-se molhar por todo o corpo para melhorar a passagem de energia, nete esse método de se molhar completamente, não está descrito nas primeiras parábolas, mas ele mergulhava os pés em uma bacia d'água, contendo enxofre. Enxofre que sabemos, tem muito pouca energia, sendo inclusive uma das principais características das paredes do Inferno, descritas nos livros sagrados.

Com isso, Nostradamus conseguia aumentar imensamente a velocidade dos pensamentos em sua direção, descobrindo assim imaginações que somente no futuro se mostrariam aos seres humanos. Pensamentos estes que estão guardados entre o céu e a terra, e que poucos como William Shakespeare conseguiram desvendar. E assim Este extraordinário profeta conseguiu descobrir que todos este pensamentos reunidos eram infinitos, e que na sua totalidade formam o conhecimento do universo, do prórpio Deus que o rege, e por isso descreve no fim da quadra 1 da primeira centúria: que ao aumentar o seu volume de pensamentos, faz progredir "quem não é em vão crer".

sábado, 18 de dezembro de 2010

A chama das virgens.


Em Roma, as discípulas da deusa Vesta tinham de manter a castidade e zelar para que o fogo que protegia as famílias da cidade não apagasse jamais
Zeca Gutierrez.

No sossego de suas casas, ocupados com as tarefas do cotidiano, os romanos viviam protegidos por uma chama que não podia se apagar. O fogo queimava em uma pira protegida pelas paredes do templo da deusa Vesta, no monte Palatino. Eles não imaginavam como a labareda, que homenageava a divindade encarregada de zelar pela união das famílias da Roma antiga, era mantida acesa. O mistério da chama só era conhecido por poucas pessoas. Em particular por moças abastadas, filhas de família de conduta impecável e virgens. Eram elas, as vestais, as encarregadas de não deixar o fogo apagar.

Reclusas, as sacerdotisas da deusa Vesta recebiam privilégios impensáveis a outras mulheres de sua época e ocupavam um alto status na comunidade. Tinham a obrigação de se manter castas durante 30 anos após escolhidas para a tarefa. Caso violassem a regra, recebiam penas duríssimas. Podiam até terminar enterradas vivas.

Apesar da sombra da punição, ser uma discípula de Vesta era uma honraria ambicionada e rara. Só eram levadas para o monte Palatino as meninas de origem nobre. Com o consentimento dos pais e sem poder de escolha, as garotas eram recrutadas pelo sacerdote supremo do templo antes da puberdade. Ingressavam no grupo sem imaginar que sua principal tarefa era cuidar da chama de Vesta. A escolha, em geral, ocorria quando elas estavam com cerca de 7 anos, mas podia ser mais tarde. “A virgindade era apenas um dos requisitos para a escolha”, afirma a historiadora Renata Senna Garraffoni, professora da Universidade Federal do Paraná. “A menina deveria ser fisicamente perfeita. Além disso, era importante que a família fosse exemplo de perfeição em vários aspectos. Os pais tinham de estar casados, não podiam ter sido escravos nem ter tido qualquer envolvimento com negócios escusos. Órfãs também não eram escolhidas.”

Uma vez selecionadas, as meninas deveriam passar as próximas três décadas isoladas do convívio em sociedade. Viviam cercadas pelos muros altos do templo, localizado nas colinas romanas, onde também ficavam o Fórum e o Circo Máximo. Sob supervisão do Pontifex Maximus, título do maior dos sacerdotes de Roma, a chama do templo era mantida acesa sob disciplina militar. Nos primeiros dez anos de serviço, as vestais estudavam: aprendiam latim, histórias sobre a vida de Vesta – que era, segundo a mitologia romana, virgem – e questões de Estado. Nos dez anos seguintes, a tarefa principal era mais prática: revezar-se para alimentar a chama. A última década era voltada ao ensinamento: elas deveriam passar seu conhecimento para as novatas. Ao todo, entre as mais velhas e as mais jovens, o templo abrigava 18 sacerdotisas.

Considerada eterna e pura, a chama em homenagem à deusa funcionava como uma espécie de garantia de que Roma não seria invadida ou violada. “Por isso há uma relação direta entre a manutenção da virgindade e a proteção da cidade, destinando às vestais um lugar de destaque”, diz a historiadora. Segundo Holt Parker, especialista em estudos clássicos da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, as vestais tinham até privilégios legais: não estavam tuteladas pelo pai ou pelo marido, prática comum entre as romanas. Elas eram tiradas de suas famílias ainda crianças, mas não passavam a pertencer a ninguém mais, tornando-se, assim, independentes e especiais aos olhos da sociedade e da legislação.

EM NOME DA DEUSA.

O culto a Vesta era uma tradição antiga em Roma. “Muitos estudiosos afirmam que a fé data do período da monarquia e teria sido introduzida pelo rei Numa Pompílio, por volta de 715 a.C.”, afirma Renata. Não existem muitos registros sobre a divindade. Como a deusa não costumava ser representada em esculturas ou pinturas, os dados a seu respeito vêm de textos de autores latinos como Cícero, Plínio e Plutarco. “A grande maioria das informações foi escrita por homens das elites romanas”, diz a historiadora. “As metáforas relacionadas à deusa e a suas sacerdotisas são permeadas por valores masculinos de diferentes momentos da história.” É certeza que a deusa, além de representar o fogo, tinha como tarefa principal guardar a lareira de Roma.

Na época republicana, que foi do fim do reino de Roma em 509 a.C. à criação do Império Romano em 27 a.C., havia cerca de 33 deuses romanos. E, para cuidar de seus cultos, existia toda uma rede de sacerdotes provenientes da aristocracia. “Eles se reuniam em distintos colégios para interpretar as vontades divinas, cuja tradição remonta à influência etrusca. Embora, na sua grande maioria, fossem colégios masculinos, o dedicado a Vesta era formado por sacerdotisas”, diz Renata.

As vestais tinham outros papéis importantes na sociedade romana. “Em geral, elas aconselhavam o Senado sobre todos os assuntos referentes a questões divinas, conversavam com o povo sobre temas como a lei sagrada, incluindo a dos mortos, e supervisionavam os assuntos da lei familiar, como adoção e herança”, diz Renata. Se houvesse discussões em família, por exemplo, as sacerdotisas eram chamadas para acalmar os ânimos. E podiam ainda ser solicitadas para cerimônias especiais, como a leitura do testamento de algum imperador. Atividades como cuidar do abastecimento de água para os serviços do templo também estavam no dia-a-dia dessas mulheres. A clausura não era assim tão rigorosa: elas tinham autorização para sair sempre que necessário para participar não só de seus afazeres cotidianos como também de alguns eventos públicos. Nas lutas de gladiadores, por exemplo, tinham cadeira cativa.

CARNAVAL DE VIRGENS.

Uma vez ao ano, todas as sacerdotisas deixavam juntas o templo em que moravam e iam para as ruas de Roma. Era a Vestália, festa em louvor à deusa, com data fixa entre 7 e 15 de junho. Tratava-se de um acontecimento único entre os moradores da cidade, que aguardavam ansiosos para ver de perto as tais virgens. Do pouco que se sabe dessa festa, há relatos de que seis dessas mulheres ficavam encarregadas de confeccionar bolos sagrados, feitos com as primeiras espigas de milho colhidas na estação.

No passeio realizado pela cidade, em espécie de procissão, as vestais eram vistas como celebridades. Enquanto as virgens estavam em liberdade nas ruas, o templo de Vesta era aberto para visitação, mas só para as mães romanas. No fim do percurso, no rio Tibre, as oferendas eram jogadas na água. “A partir de relatos do romano Ovídio, em especial em seu livro Fasti, sabemos que o festival se dava no Fórum e o asno era uma figura importante na procissão”, conta Renata. O carro que carregava as virgens era uma liteira tão luxuosa que, ao passar pelas vielas superpopulosas da cidade, causava alvoroço e comoção.

A VIRGINDADE OU A MORTE.

Uma vestal podia ser reconhecida pela aparência. O ingresso no templo, ainda na infância, era marcado pelo corte de cabelo: os fios deviam ser aparados na raiz. Com o passar dos anos, porém, passavam a exibir longas madeixas. As cabeças eram coroadas por adereços de lã branca que caíam sobre os ombros e por cima dos seios. Os vestidos brancos obrigatórios eram recobertos por mantos de cor púrpura.

A obrigação de se manter virgem durante os 30 anos de dedicação à deusa Vesta era levada a ferro e fogo. Caso uma vestal quebrasse o código de conduta, estava automaticamente condenada à morte. Ou era enterrada viva ou jogada do alto da rocha Tarpeia, no monte Capitolino. O homem que a profanasse ia para a forca.

O sacrifício das sacerdotisas vestais também era empregado em outras ocasiões, como em situações de violência e ataques de inimigos contra Roma. Por serem puras, elas acabavam mortas para a proteção da cidade em momentos difíceis. Ainda hoje muitos estudiosos questionam até que ponto essa prática foi comum. Alguns explicam que a punição era parte do “pacote” de pertencer ao grupo das vestais. Elas eram consideradas uma espécie de antídoto para as mazelas que a cidade estaria sofrendo.

Tanto os sacerdotes quanto as sacerdotisas eram considerados na sociedade romana os responsáveis pela ordem divina, não podendo exercer outras funções administrativas do governo. Na maioria dos casos, levavam uma vida normal dentro da aristocracia. “A exceção era para as virgens vestais e os sacerdotes de Júpiter, que tinham relações sociais mais restritas e estavam permeados de tabus, como, no caso delas, a virgindade”, afirma a historiadora.

Caso as guerras não vingassem, as pragas não atacassem e a tentação do sexo não prevalecesse, depois de cumprirem os 30 anos de serviços à deusa as vestais ganhavam a liberdade. Com seus 40 anos, tornavam-se Virgo Vestalis Maxima. Entre outros privilégios, elas poderiam continuar a servir a deusa até a morte, já que muitas aceitavam o celibato como as freiras o fazem hoje em dia, ou se casavam com algum grande homem da época, gozando até de uma remuneração do governo, como uma espécie de aposentadoria.

Alguns historiadores afirmam que o imperador Graciano, governante de Roma de 367 a 378, foi o responsável pelo fim da supremacia das vestais. Isso leva a crer que o reinado dessas mulheres teria durado cerca de mil anos. O manda-chuva daquele momento da história não era cristão, mas tinha certa aversão por alguns deuses pagãos. A manobra para acabar com o templo de Vesta foi um exemplo de má política: suspendeu os salários das vestais, desviando todo o dinheiro para o serviço postal imperial. O imperador Teodósio foi quem pôs fim à divina farra romana. Proibiu uma série de tradições antigas, como os jogos de gladiadores, e também encerrou o culto aos antigos deuses. O templo de Vesta foi fechado em 394. A última Vestalis Maxima conhecida, Coelia Concordia, morreu no mesmo ano, pouco tempo depois.

VIDA FANTASIADA.
A história das vestais está cercada de mitos.

Mito e realidade se confundem quando o assunto é a vida das vestais. Claudia Quinta, que viveu por volta de 200 a.C., era uma delas. Certa vez, foi acusada de imoralidade e seria punida com a pena de morte, mas conseguiu provar publicamente sua inocência (não se sabe como). Alguns relatos sobre as vestais são fantasiosos, como o de que Rhea Silvia, mãe de Rômulo e Remo, os míticos gêmeos fundadores de Roma, que freqüentava um colégio de vestais, teria sido seduzida por Marte, deus da guerra. Perigosa, e real, foi Tarpeia, que no século I teria abrido as portas de Roma para os sabinos, um povo que não aceitava a cidadania sem voto estipulada pelos romanos (vem dela o nome da rocha Tarpeia, local de onde as vestais traidoras eram jogadas). A moça acabou pisoteada pelos cavalos dos sabinos durante a invasão à cidade. Já a sacerdotisa Julia Aquila Severa rompeu seus votos de castidade para se casar com o imperador Elagabalus. Ele, para espanto geral, era um homossexual que se travestia de mulher, mas que, mesmo assim, foi casado com três mulheres.

AS DONAS DO FOGO.
Além do poder econômico e do conhecimento, Roma e Grécia tinham em comum duas deusas poderosas

A origem de Vesta é cheia de mistérios. Mas sabe-se que ela é uma versão romana de Héstia, deusa do fogo dos gregos. Na tradição grega, a linhagem de Héstia teria sido uma das primeiras a formar o universo: ela era neta de Urano e uma das cinco filhas de Crono e Réia. Um dos irmãos de Héstia era Zeus, caçula que assumiu o posto maior do Olimpo após uma briga familiar. Quando soube que seria destronado para dar lugar a um de seus filhos, Crono engoliu sua prole. Réia, mãe dedicada, salvou Zeus escondendo-o do pai. Quando cresceu, Zeus decidiu vingar-se do pai. Ganhou de Prudência, sua amante, uma droga que obrigou Crono a vomitar os outros descendentes. Héstia voltou à vida e jurou virgindade eterna. Por isso, recebeu do irmão a honra de ser venerada nos lares por meio da chama sagrada. Todas as cidades gregas e romanas veneravam a chama eterna, cada qual com sua versão. Não se sabe, porém, quem veio primeiro: Héstia ou Vesta. “Era comum os romanos classificarem os deuses de outros povos a partir da comparação com os seus próprios”, diz a historiadora Renata Senna Garraffoni. Assim, embora Vesta seja a versão romana de Héstia, há quem defenda que o culto à deusa romana já existia antes do contato com os gregos. “Estudiosos dizem que relatos romanos indicam que as primeiras vestais eram filhas dos reis romanos ou suas esposas.” Tanto Vesta quanto Héstia se mantiveram indispensáveis para a vida social de seus povos no decorrer dos séculos.
Texto da revista.Aventura na História.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A verdadeira história do natal.


Quando buscamos a verdadeira história do Natal, acabamos diante de rituais e deuses pagãos. Sabemos que Jesus Cristo foi colocado numa festa que nada tinha haver com Ele. O verdadeiro simbolismo de Natal oculta transcendentes mistérios. Esta festividade tem sua origem fixada no paganismo. Era um dia consagrado à celebração do “Sol Invicto”. O Sol tem sua representação no deus greco-romano Apolo e, seus equivalentes entre outros povos pagãos são diversos: Ra, o deus egípcio, Utudos na Babilônia, Surya da Índia e também Baal e Mitra.

Mitra era muito apreciado pelos romanos, seus rituais eram apenas homens que participavam. Era uma religião de iniciação secreta, semelhante aos existes na Maçonaria. Aureliano (227-275 d.C), Imperador da Roma, estabeleceu no ano de 273 d.C., o dia do nascimento do Sol em 25 de dezembro “Natalis Solis Invcti”, que significava o nascimento do Sol invencível. Todo O Império passou a comemorar neste dia o nascimento de Mitra-Menino, Deus Indo-Persa da Luz, que também foi visitado por magos que lhe ofertaram mirra, incenso e ouro. Era também nesta noite o início do Solstício de Inverno, segundo o Calendário Juliano, que seguia a “Saturnalia” (17 a 24 de dezembro), festa em homenagem à Saturno. Era portanto, solenizado o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte e o nascimento de um Novo Sol. Este fenômeno astronômico é exatamente o oposto em nosso Hemisfério Sul.

Estas festividades pagãs estavam muito arraigadas nos costumes populares desde os tempos imemoráveis para serem suprimidas com a advento do Cristianismo, incluso como religião oficial por Decreto por Constantino (317-337 d.C), então Imperador de Roma. Como antigo adorador do Sol, sua influência foi configurada quando ele fez do dia 25 de dezembro uma Festa Cristã. Ele transformou as celebrações de homenagens à Mitra, Baal, Apolo e outros deuses, na festa de nascimento de Jesus Cristo. Uma forma de sincretismo religioso. Assim, rituais, crenças, costumes e mitos pagãos passam a ser patrimônio da “Nova Fé”, convertendo-se deuses locais em santos, virgens em anjos e transformando ancestrais santuários em Igrejas de culto cristão. Deve-se levar em consideração que o universo romano foi educado com os costumes pagãos, portanto não poderia ocorrer nada diferente.

Todavia, o povo cristão do Oriente, adaptou esta celebração para 6 de janeiro, possivelmente por uma reminiscência pagã também, pois esta é a data da aparição de Osíris entre os egípcios e de Dionísio entre os gregos.

Jesus, o “Filho do Sol”.

No quociente Mitraísmo/Cristianismo se observa surpreendentes analogias. Mitra era o mediador entre Deus e os homens. Assegurava salvação mediante sacrifício. Seu culto compreendia batismo, comunhão e sacerdotes. A Igreja Católica Romana, simplesmente “paganizou” Jesus. Modificou-se somente o significado, mantendo-se idêntico o culto. Cristo, substituiu Mitra, o “Filho do Sol”, constituindo assim um “Mito” solar equivalente, circundado por 12 Apóstolos. Aliás, curiosa e sugestivamente, 12 (n. de apóstolos), coincide com o número de constelações. Complementando as analogias astronômicas: a estrela de Belém seria a conjunção de Júpiter com Saturno na constelação do ano 7 a.C, com aparência de uma grande estrela.

Nova Ordem.

Uma nova ordem foi estabelecida quando o decreto de Constantino oficializa o Cristianismo. Logo, livres de toda opressão, os que então eram perseguidos se convertem em perseguidores. Todos os pagãos que se atrevessem a se opor as doutrinas da Igreja Oficial eram tidos como hereges e dignos de severo castigo.

Culto às “Mães Virgens”.

No Antigo Egito, sempre existiu a crença de que o filho de Ísis (Rainha dos Céus), nasceu precisamente em 25 de dezembro. Ísis algumas vezes é “Mãe”, outras vezes é “Virgem” que é fecundada de maneira sobrenatural e engravida do “Deus Filho”.

Tal culto à “Virgem” é encontrado entre os Celtas, cujo a civilização, os druídas (sacerdotes), praticam o culto baseado em um “Deus Único”, “Una Trindade”, a ressurreição, a imortalidade da alma e uma divindade feminina: uma “Deusa-Mãe”, uma “Terra-Mãe” e uma “Deusa Terra” também virgem, que se destinava a dar à luz a um “Filho de Deus”.

Este culto as “Deusas Virgens-Mães” está reiterado em muitas religiões e mitologias, inclusive civilizações pré-colombianas, como em numerosas mitologias africanas e em todas as seitas iniciáticas orientais.

A reconfortante imagem do arquétipo “MÃE” é primordial para existência humana. Este arquétipo pode assumir diversas formas: deusas, uma mãe gentil, uma avó ou uma igreja. Associadas a essas imagens surgem a solicitude e simpatia maternas, o crescimento, a nutrição e a fertilidade.

Culto ao “Deus-Herói”.

Como afirmei, a concepção de uma “Rainha dos Céus” que dá à luz a um “Menino-Deus” e “Salvador” corresponde a um arquétipo básico do psiquismo humano e tem sua origem nos fenômenos astronômicos. Enviado por um “Ser Supremo”, que é o PAI, o FILHO assume suprimindo o PAI, como acontece em todas as sagas gregas, indo-européias e diversas culturas. Coincidentemente, existe um padrão constante que quase sempre expressa o mesmo propósito: fazer do FILHO um HERÓI, que cumpre o mandato do PAI, sucedendo-o. Este HERÓI se faz causa de um ideal primeiro que se move ao longo da História como MODELADOR de uma cultura.

A versão do nascimento e infância de Jesus é uma repetição da história de muitos outros Salvadores e Deuses da humanidade. Ilustra bem a figura do “Arquétipo Herói”, comuns em qualquer cultura e que seguem sempre a mesma fórmula. Nascidos em circunstâncias misteriosas, logo exibe força ou capacidade de super-homem, triunfa na luta contra o mal e, quase sempre, morre algum tempo depois.

Este arquétipo reflete o tipo de amadurecimento sugerido pelos mitos: nos alerta para ficarmos atentos as nossas forças e fraquezas internas e nos aponta o conhecimento como caminho para se desenvolver uma personalidade saudável.

“Anexo a nossa consciência imediata”, escreveu Carl Jung, “existe um segundo sistema psíquico de natureza coletiva, universal e impessoal, que se revela idêntico em todos os indivíduos”. Povoando este inconsciente coletivo, afirmava, havia o que chamava de “arquétipos”, imagens primordiais ou símbolos, impressos na psique desde o começo dos tempos e, a partir de então, transmitidos à humanidade inteira. A MÃE, o PAI e o HERÓI com seus temas associados, são exemplos de tais arquétipos, representados em mitos, histórias e sonhos.

Eis que nasce Papai Noel.
Com o passar do tempo, de gerações que foram sucedendo-se, veio o esquecimento e nem Mitra, nem Apolo ou Baal faziam mais parte do panteão de algum povo. Acabou restando somente símbolos: a árvore, a guirlanda, as velas, os sinos e os enfeites. Até que no séc. IV, mais exatamente no ano de 371, uma nova estrela brilha em nosso céu e na Terra nasce Nicolau de Bari ou Nicolau de Mira. A generosidade a ele atribuída granjeou-lhe s reputação de mágico milagreiro e distribuidor de presentes. Filho de família abastada, doou seus bens para os pobres e desamparados. Entretanto, tecia um grande amor pelas crianças e foi através delas que sua lenda se popularizou e que Nicolau acabou canonizado no coração de todas as pessoas.

No fim da Idade Média, ainda “espiritualmente vivo”, sua história alcançou os colonos holandeses da América do Norte onde o “bom velhinho” toma o nome de “Santa Claus”. Ao atravessar os Portais do Admirável Mundo, muito sobre o que ele foi escrito lhe rendeu vários apelidos, como: “Sanct Merr Cholas”, “Sinter Claes” ou “Sint Nocoloses”, e é considerado sempre como padroeiro das crianças.

O Papai Noel Ocidental.

Até aproximadamente 65 anos atrás o Papai Noel era, literalmente, uma figura de muitas dimensões. Na pintura de vários artistas ele era caracterizado ora como um “elfo”, ora como um “duende”. O Noel-gnomo era gorducho e alegre, além de ter cabelos e barbas brancas.

No final do século XIX, Papai Noel já era capa de revistas, livros e jornais, aparecendo em propagandas do mundo todo. Cartões de Natal o retrataram vestido de vermelho, talvez para acentuar o “espírito de natal”. A partir daí o personagem Papai Noel foi adquirindo várias nuances até que em 1931 a The Coca-Cola Company, contrata um artista e transforma Papai Noel numa figura totalmente humana e universalizada. Sua imagem foi definitivamente adotada como o principal símbolo do Natal.

A imagem do Noel continuou evoluindo com o passar dos anos e muitos países contribuíram para sua aparência atual. O trenó e as renas acredita-se que sejam originárias da Escandinávia. Outros países de clima frio adicionaram as peles e modificaram sua vestimenta e atribuíram seu endereço como sendo o Pólo Norte. A imagem da chaminé por onde o Papai Noel escorrega para deixar os presentes vieram da Holanda.
Hoje, com bem mais de 1700 anos de idade, continua mais vivo e presente do que nunca. Alcançou a passarela da fama e as telas da tecnologia. Hoje o vemos em filmes, shoppings, cinemas, no estacionamento e na rua. Ao longo desses dezessete séculos de existência, mudou várias vezes de nome, trocou inúmeras de roupa, de idioma e hábitos, mas permaneceu sempre a mesma pessoa caridosa e devotada às suas crianças. E, embora diversas vezes acusado de representar um veículo que deu origem ao crescente consumismo das Festas Natalinas, é preciso reconhecer que ele encerra valores que despertam, revivem e fortalecem os nossos sentimentos mais profundos. Sua bondade é tão contagiante que atinge tipo “flecha de cupido”, qualquer pessoa, independente de crença ou raça, o que evidencia a sua magia e seu grande poder de penetração no mundo.