contos sol e lua

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domingo, 6 de março de 2011

Sou quem sou e sei quem sou.


Posso cuidar de mim mesma em qualquer circunstancia.
E posso deixar os outros cuidarem de mim.
Posso optar.
Não existe autoridade mais elevada do que a minha.
Meu poder de discernimento é finamente aguçado.
Tenho autonomia.
Estou livre da influencia da opiniao dos outros.
Sou capaz de separar o que precisa de separação.
Assim uma decisão lúcida pode ser alcançada.
Penso em mim mesma.
Ajusto a mira e
Aponto o arco.
Minhas setas atingem sempre o alvo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

As Faces das Deusas.

A característica mais saliente das heroínas femininas épicas apresentarem múltiplas aparências, múltiplos rostos, múltiplos semblantes, geralmente três, tendo em consideração o número simbólico sagrado dos Celtas, o qual tanto se apresenta com a forma de tríade como de triskel, a tripla espiral que, girando à volta de um ponto central, simboliza por excelência o universo em expansão.

As heroínas aparecem, por isto, com inúmeras aparências e nomes, em diferentes épocas e em encarnações sucessivas. Referindo-se em primeiro lugar à tríplice Deusa Brighid, que se diz filha de Dagda, e que vem a ser nem mais nem menos que a Minerva gaulesa de quem fala César, Deusa das técnicas, das ciências e das artes, que os cristãos recuperaram com o vocábulo de Santa Brígida, atribuindo-lhe a fundação do célebre mosteiro de Kildare, antigo lugar de extrema importância do culto druídico.

Ora, esta Brighid é também, com o nome de Boann, a mãe de Oengus, o Mac Oc, que concebeu e deu à luz durante o espaço temporal da noite de Samhain, ou seja, simbolicamente, durante a abolição do tempo, a eternidade. Brighid encama a vida eterna e, o seu nome, derivado de Bo Vinda, “vaca branca”, mostra bem até que ponto se encontra associada a um alimento inesgotável, o leite, elemento indispensável aos povos exclusivamente nómades e pastores, como era o caso dos celtas. A simbologia do seu nome dará os seus frutos e Boann toma-se o rio Boyne (grafia moderna) que fecunda com as suas águas doces um vale verdejante ao redor do qual se situam os grandes outeiros feéricos, que são domínios dos Deuses. E se o nome Brighid (que significa poderosa, alta, luminosa) é extremamente significativo, Boann, representando a riqueza avaliada em cabeças de gado entre os celtas, constitui a alma de uma sociedade onde predominam claramente as tendências ginecocráticas.

MorrighanO terceiro rosto de Brighid-Boann, o de Morrígane (genitivo de Morrigu ou Morrighan), filha de Ernmas, uma das personagens mais marcantes das tribos da Deusa Dana. O que nela melhor se evidência em particular na narrativa da Batalha de Mag-Tured, é o fato de se tratar de uma divindade guerreira temível para os seus inimigos durante os conflitos, enquanto exortava os guerreiros a combaterem com encabeçamento. O furor guerreiro de que ela dá provas abundantemente desdobra-se num furor sexual desabrido que a transforma senão numa divindade do amor, ao menos numa espécie de Deusa do erotismo. A fúria guerreira e a sexual andam assim a par e nos prolongamentos da epopéia celta encontram-se numerosas mulheres guerreiras que têm poderes mágicos e são especialistas na arte militar, ao mesmo tempo em que são iniciadoras dos futuros heróis, como é o caso, por exemplo, de CuChulainn ou de Finn Mae Cool.

O nome de Morrigane (Morrigu ou Morrighan) que significa grande rainha, evoca o da fada Morgana das lendas arturianas e do ciclo do Graal, tratando-se, em qualquer dos casos, do mesmo arquétipo, ao mesmo tempo guerreiro, sexual e mágico. A Morrigane da epopéia irlandesa toma muitas vezes o aspecto duma gralha, chamando-se então Bobdh.

A analogia com Morgana é evidente, pois ela e as suas companheiras da Ilha de Avalon possuem precisamente o mesmo dom de se metamorfosearem. Além disso, é de crer que a mulher feérica que leva um ramo de macieira de Afallach ao herói Bran, filho de Fébal, antes de levá-lo a empreender uma estranha navegação, seja a própria Morrigane, embora o seu nome não seja pronunciado neste episódio. “Porque não havia de reinar a grande rainha nesta terra bem aventurada de frutos maduros durante todo o ano e onde não existe a doença, a velhice e a morte?” Seja como for, a ilha misteriosa de Ynys Afallach é o equivalente, quer lingüístico quer mitológico, da ilha de Avalon, a fabulosa Insula Pornorum para a qual convergem todos os fantasmas da humanidade sofredora.

Na epopéia celta, no entanto, o amor não é um sentimento isolado, fazendo parte das grandes mutações que se operam no universo, tudo se dirige, por entre as diversas peripécias psicológicas, para uma dimensão cósmica à qual ninguém consegue escapar. O que é posto em relevo é muito menos a natureza fatal da paixão amorosa do que a sua necessidade metafísica. Acima de tudo, procura se transmitir a idéia de que, a existir um Deus, ele só pode ser o amor, pois este constrói o mundo e a mulher, que é iniciadora por essência, é capaz de dar, com o seu amor, um segundo nascimento, o nascimento na eternidade, àquele que escolheu amar.

Existe muito a idéia, formada ao longo dos tempos, de que a epopéia não deixa nenhum espaço para a vida afetiva, para o estudo do comportamento psicológico dos heróis, cuja descrição permanece demasiada, por vezes, ao nível do exterior, estereotipada segundo as normas do gênero. Naturalmente, as personagens das epopéias são arquétipos carregados de significação simbólica, mas não deixam, por isto, de serem dotadas de reações humanas e, por causa disto, de vida interior. Há um aumento das qualidades, aumento que é indispensável para se pôr em destaque as ações fora do comum. E verdade que existe também uma simplificação destinada a inserir as personagens e as ações num determinado quadro acessível a um público que não compreende a profundidade e as sutilezas da psicologia.

Apesar disso, não se deve esquecer que os heróis são humanos, mesmo quando são apresentados como sobre-humanos. E tanto nas narrativas épicas da antiga Irlanda como nas da antiga Bretanha, são seres humanos que descrevem outros seres humanos que, ao atravessarem a vida, tanto passam por situações de incerteza, de angústia e de grande sofrimento como, por outro lado, também são capazes de viver grandes alegrias e de desfrutar de momentos de grande felicidade.

Para que o objetivo se realize, toma-se necessário que se viaje para as estranhas fronteiras do real, aí onde o sonho e a realidade formam duas vertentes duma mesma e única montanha.
Jean Markale – A Grande Epopéia dos Celtas.

quinta-feira, 3 de março de 2011

A história de Shaiya.


Numa época anterior à todas as outras épocas, quando o mundo estava imerso em trevas, uma deusa veio de outra dimensão chamada Etaine, com a missão de criar o mundo de Shaya em harmonia e prosperidade.
Em 333 dias, através de sua determinação, força e de seu desejo por um mundo perfeito, ela criou a vasta e rica terra de Teos Epeiros. Ela inicialmente criou um grande oceano no qual ela mesma se submergiu para criar todos os continentes para fora de sua carne. As montanhas tinham grande altura e os rios corriam profundamente por todo o território em semelhança com as veias que corriam por dentro de seu corpo. Ela criou verdes florestas e planícies que afundavam as terras, semelhante ao seu jovem e vigoroso estado.
O céu e as estrelas herdaram sua perfeição e delicadeza da semelhança com os seus olhos.

Todas as vidas começaram das maõs da Deusa de Etaine. Primeiramente, ela criou os Deuses Dragões: Thelaiosis, para ajudá-la a governar o reino de Teinos Epeiros. Threemans, um dos thelaiosianos, sugeriu à Deusa de Etaine a criação de mais duas raças: os Noirden e os Dumianas iriam dramaticamente ajudar o progresso da prosperidade de Teos. Logo depois, com o apoio de Threemas, os Nordein e os Dumianas foram criados.

Os Nordein, infelizmente, nasceram com deformidades e desfavoráveis feições que fizeram a deusa avaliar o seu insucesso. Ela os colocou devolta no solo para que fossem esquecidos. Aprendendo com o erro anterior de criar uma raça sem uma previsão, os Dumianas foram feitos à imagem e semelhança da Deusa de Etaine com a lealdade e virtude dos thelaiosianos. Todos viveram em prosperidade e harmonia e adoraram à Deusa de Etaine.

Com o passar do tempo, os Dumianas desenvolveram a força. A deusa deu a eles a capacidade do pensamento e do conhecimento, sem saber que tais bençãos no final estimulariam ambições, dúvidas, e crescimento do desrespeito e negação da sua autoridade. Os Dumianas finalmente se rebelaram e começaram uma guerra que se extendeu por 7 anos.]

Enquanto a guerra era travada, a Deusa de Etaine se tornou deprimida com a sua falha criação e ficou fraca. Sua beleza esvaiu-se juntamente com seu poder. Tirando vantagem da situação, os Dumianas acabaram com a vida da deusa com uma perfurante espada.


Assim que ela morreu, sua atormentada alma rompeu-se e foi despedaçada em duas partes.

Por sua morte, a terra tremeu e o céu escureceu enquanto as formas de vida através do mundo de Shaiya foram rápidamente devoradas para dentro do solo como que para limpar os pecados que seus habitantes haviam cometido.

A maioria dos habitantes da terra de Teos Eperios foi destruída. O destino permitiu que Ploton e Huistaton, dois Dumianas restantes sobrevivessem e recontruíssem as terras. Eles se esconderam nas profundezas do Monte Aspeleia e viveram felizes como amantes por anos.


Um dia, Huistaton descobriu que ela estava grávida. Sozinha nesse mundo, assustada, confusa sobre o que fazer, Ploton reagiu cruélmente e optou por tomarem caminhos separados. Ploton migrou para o norte enquanto Huistaton migrou para o sul.

No sul, Huistaton viveu na solidão e deu a luz à um saudável filho. Quase como se ela estivesse resistindo até que seu filho pudesse defender-se sozinho, ela morreu misteriósamente quando ele atingiu à maturidade. O fogo de sua cremação durou 100 anos, encorajado sómente pelos ressentimentos e ódio dirigidos a Ploton. Mesmo que sendo cremada, para poupar seu filho da angústia de viver sozinho, a alma maternal de Huistaton criou uma jovem moça de seu cadáver cinza para dividir uma vida com seu filho. Eles se tornaram os ancestrais da raça Vail, mas ainda carregaram muito dos ressitimentos do passado.

Quanto a Ploton, sua vida permaneceu assombrada pelas ações tomadas pelos Dumianas com relação à Deusa de Etaine, assim como suas próprias ações de abandonar o amor de sua vida. Em sua solidão, ele esculpiu uma estátua à imagem de Huistaton em uma árvore. Um dia, o manequim de madeira se tornou uma mulher vivente à semelhança de Huistaton. Infundido com o sangue da Deusa feito de terra e Pluton, eles se tornaram os fundadores da raça dos Elfos.


Por quinhetos anos, as duas raças: Vail e Elfos viveram separadamente, sem saberem da existência do outro. Assim que suas raças se desenvolveram e cresceram, eles expandiram seus reinos, entrando em contato um com o outro. Os encontros nunca eram cordiais. Os Vail pressionavam pelo norte enquanto os Elfos pressionavam pelo sul. Muitas batalhas perdidas e ganhas em ambos os lados, mas nenhum dos dois podia ]

Assim, quanto a Etaine (uma vez a Deusa de Etaine e agora a Deusa de Shaiya), o seu corpo desapareceu com a sua morte, mas a sua alma permaneceu dividida pela metade. A divisão de sua alma causou acontecimentos sobrenaturais que despertaram ocasionais eclipses. Quando um eclipse acontecia, o mundo tremia vigorosamente; a terra fendeu ferozmente, e começou uma tempestade monstruosa. O mundo de Shaiya praticamente atingiu o limite, e a guerra entre os Elfos e os Vail momentaneamente parou, temendo o poder da deusa.

Em um dos eclipses, entre os dois oceanos, uma grande ilha de Etos de repente apareceu e surgiu no mundo de Shaiya. Os habitantes de Etos eram da raça humana e vieram da dimensão de Gaia. Passados 200 anos, a população humana prosperou e foram forçados a migrar para a ilha principal de Teos. Eles rápidamente encontraram os Elfos e formaram a Alliance of Light.


Naquele mesmo eclipse, nas terras do sul onde os Vail viviam, a terra fendeu e abriu, e os Nordein que uma vez foram abandonados e viveram na solidão do mundo subterrâneo, vieram do submundo com uma evoluída, maior e mais poderosa forma: os Detheaters. Arrogantes, agressivos, e primeiramente sem obstáculos, em vingança de seu confinamento, eles travaram uma guerra contra ambos a aliança dos humanos e elfos e contra os Vail. Quando eles se viram próximos à derrota nas mãos da aliança humano-élfica, os Deatheaters foram salvos pelos Vail que aspiravam criar uma força contrária à Alliance of Light, criando assim a Union of Fury.F.P.Wikepédia.Tradução via Ferramentas de Tradução.

quarta-feira, 2 de março de 2011

FRAGMENTOS MÍSTICOS DO PENSAMENTO MÍSTICO DE MAX HEINDEL


Um Místico (ou um ser evoluído) não cometerá o erro, tão freqüente em muitas pessoas, de menosprezar o corpo denso ao saber que existem corpos superiores, dele falando como de coisa "grosseira" e 'vil" e dirigindo os olhos ao céu ansioso por abandonar logo este amálgama de barro terreno para voar nos seus "veículos superiores". O homem sábio é grato pelo seu Corpo Denso e dele cuida da melhor maneira possível, porque sabe que é presentemente o mais valioso dos seus instrumentos.



Todos os bois pastam erva e todos os leões comem carne, mas aquilo que é alimento para um homem pode ser veneno para outro.

As lições de discernimento entre o bem e o mal não podem ser aprendidas sem o exercício da livre escolha do próprio caminho, e sem que se aprenda a rejeitar o erro como uma verdadeira "matriz de dor". Se o homem agisse com retidão apenas por não ter outra alternativa nem oportunidade de agir diferentemente, ele seria um autômato e não um Deus em evolução.


Evolução.
O Reino Mineral não está representado porque,
segundo Heindel, não possui Corpo Vital
individual e, portanto, não pode ser veículo
de correntes que pertençam
aos Reinos Superiores.



O mais fugaz sentimento, o mais fugaz pensamento ou a mais fugaz emoção são transmitidos aos pulmões, de onde são injetados no sangue. O sangue é um dos produtos mais elevados do corpo vital, tanto por ser o condutor de alimento para todas as partes do corpo, quanto por ser o veículo direto do Ego. As imagens nele contidas imprimem-se nos átomos negativos do corpo vital para servirem como árbitros do destino do homem no estado post-mortem.

Quanto mais dispostos estivermos a aprender a reconhecr a Memória Supra-Consciente e a seguir sua orientação, tanto mais freqüentemente ela falará, para nosso permanente benefício. (Grifo meu). [Esta é a Voz Insonora do Coração a que tenho feito referência em outros textos e que Helena Petrovna Blavatsky denominou de Voz do Silêncio. Portanto, há uma superlativa e, de certa forma, inconciliável diferença entre coração e Coração, ainda que no ventrículo esquerdo, como ensina Heindel, esteja localizado o Átomo-Semente.].

A atividade do espírito no corpo denso, manifestada como reta ação, promove o crescimento da Alma Consciente.

A Alma Emocional é o extrato do Corpo de Desejos. Ela aumenta a eficiência do Espírito Humano, que é a contraparte espiritual do Corpo de Desejos.

A Alma Intelectual amplia o poder do Espírito de Vida porque a Alma Intelectual é extraída do Corpo Vital, que é a contraparte material do Espírito de Vida.

A Alma Consciente aumenta a consciência do Espírito Divino, pois (a Alma Consciente) é o extrato do Corpo Denso, que, por sua vez, é a contraparte do Espírito Divino.


No Átomo-Semente ficam impressas as experiências vividas no corpo denso durante a existência, que, durante a vida, localiza-se no ventrículo esquerdo do coração, próximo do ápice. Esse Átomo é libertado após a morte, e despertará somente na aurora de uma outra vida física para servir novamente como núcleo de mais um Corpo Denso, a ser usado pelo mesmo Ego. Ao ocorrer a morte, sobe ao cérebro pelo nervo pneumogástrico, abandonando o Corpo Denso juntamente com os veículos superiores por entre as comissuras dos ossos parietal e occipital. É a ruptura do Átomo-Semente que produz a paralisação do coração.

A cremação restitui os elementos à sua condição primordial sem que o cadáver alcance os desagradáveis aspectos inerentes ao processo da decomposição lenta. Mas, deve-se ter muito cuidado em não cremar ou embalsamar o corpo antes de decorridos no mínimo três dias e meio após a morte, porque enquanto o Corpo Vital e os corpos superiores permanecerem unidos ao corpo por meio do Cordão Prateado, o homem, em certa medida, sentirá qualquer exame post-mortem ou ferimento no Corpo Denso. A cremação deveria ser evitada nos três primeiros dias e meio depois da morte porque tende a desintegrar o Corpo Vital, que deve permanecer intacto até que se tenha impresso no Corpo de Desejos o panorama da vida que passou. A partir do momento em que o Cordão Prateado se rompe o Corpo Denso fica completamente morto. [Morte, então é o rompimento do Cordão de Prata.].

Em princípios de 1906, o Dr. McDougall fez uma série de experiências no Hospital Geral de Massachusetts a fim de verificar se algo invisível abandonava o corpo por ocasião da morte. Com esse propósito, construiu uma balança capaz de registrar qualquer variação de massa até um décimo de onça. Uma pessoa agonizante foi colocada com seu leito em um dos estrados [pratos] desta balança, e no outro puseram pesos até que se estabelecesse o pleno equilíbrio. Notou-se que no momento preciso em que a pessoa agonizante exalava o último suspiro, o estrado contendo os pesos descia subitamente, elevando-se o estrado que continha o leito e o corpo da pessoa que acabara de falecer. Demonstrou-se, pois, que alguma coisa invisível, mas ponderável, tinha abandonado o corpo. Isto aconteceu em todos os casos em que a experiência foi realizada. As experiências do Dr. McDougall demonstraram conclusivamente que alguma coisa, invisível à visão comum, abandonava o corpo na ocasião da morte, como os clarividentes treinados têm visto e já havia sido revelado em conferências e livros muitos anos antes da descoberta do Dr. McDougall. Enfim, essa "alguma coisa invisível" não é a alma. O que os cientistas pesaram foi o Corpo Vital, que é formado por quatro éteres que pertencem ao Mundo Físico. E todos os animais também perdem peso quando morrem. Um gatinho usado em uma experiência semelhante perdeu 100 miligramas ao agonizar, e quando exalou seu último alento perdeu mais 60 miligramas. A seguir, foi perdendo peso lentamente, devido à evaporação.

A passagem para o além não é tortura. Mas arrastar a alma de volta ao corpo para que continue sofrendo, isto sim é tortura. Há casos de mortos que contaram aos investigadores o quanto sofreram agonizando durante horas por tal motivo, rogando às famílias que cessassem seu mal-entendido carinho e os deixassem morrer. [Quando meu pai faleceu, no exato momento em que deu seu último suspiro, a enfermeira que estava ao seu lado pulou em cima dele para fazer uma massagem cardíaca para tentar reanimá-lo. Eu imediata e decididamente a retirei de lá e disse exatamente estas palavras que nunca esqueci: — Deixe meu pai morrer com dignidade. E assim sucedeu. Seu crânio havia sido trepanado e parte do seu cérebro havia sido sugado devido à existência de um tumor cerebral maligno. Não havia a menor possibilidade de ele recobrar a consciência.].

Para um suicida, depois de praticado o suicídio, há um horrível sentimento de "vazio", que permanece até o tempo em que deveria ocorrer a morte natural.

Tal como sucede com muitos de nossos desejos na vida terrestre, depois da morte ou transição, no Mundo do Desejo todos os desejos morrem por falta de oportunidade para satisfazê-los. Tudo se passa semelhantemente a um homem em um barco no meio do oceano: água, água por toda parte, porém nem sequer uma única gota para beber.

Não há nenhuma deidade vingativa ou punitiva que tenha criado o purgatório ou o inferno para nós; mas, sim, somos nós próprios que os criamos com os nossos maus atos e os nossos maus hábitos. Portanto, a infalível Lei dá a cada um aquilo de que necessita para se purificar de seus maus desejos e maus hábitos. O que o homem semear, isto também colherá [educativamente].

Fazer o bem aos demais esperando que eles nô-lo retribuam é essencialmente egoísta [Imperativo Hipotético]. No devido tempo aprenderemos a fazer o bem sem considerar como estamos sendo tratados [ou reconhecidos] pelos outros. [Imperativo Categórico].

O auto-julgamento diário, preferentemente antes de nos recolhermos à noite, gera aspirações para o bem, que, no devido tempo, frutificar-se-ão seguramente em ações retas.

Quando compreendemos o erro de certos hábitos ou de certos atos em nossa vida passada e nos determinamos a eliminá-los ou a desfazer o mal praticado, expurgamos suas imagens da memória subconsciente, de modo que depois da morte já não estarão ali para julgar-nos. Ainda que não possamos dar compensação por um erro cometido, a sinceridade de nosso arrependimento bastará. A Natureza não visa desforra nem busca vingança.

FRAGMENTOS MÍSTICOS DO PENSAMENTO MÍSTICO DE MAX HEINDEL


É nosso dever empregar o conhecimento que tenhamos dos Mundos Superiores para aprender o melhor possível as lições que este mundo material tem para nos ensinar. [E depois de ter aprendido essas lições, é também um dever compartilhá-las em tudo o que puder ser compartilhado.].

Todo acontecimento deixa depois de si sua imagem indelével no Éter Refletor. Os pensamentos e atos de todos os homens são gravados indelevelmente pela Natureza neste Éter Refletor, onde o vidente treinado pode ler a história de cada um com uma exatidão proporcional à sua habilidade.

As forças do Mundo do Desejo, trabalhando no Corpo Denso despertado, impelem-No a mover-se em tal ou qual direção.

As formas só evoluem para estágios superiores em razão das sucessivas exigências do crescimento espiritual.

Embora seja certo que a matéria do Mundo do Desejo é um grau menos densa do que a matéria do Mundo Físico, não devemos absolutamente imaginar que tal matéria seja matéria física sutilizada.

IMPORTANTÍSSIMO: Nossa linguagem, feita para descrever as coisas materiais, é completamente inadequada para descrever as condições dos reinos suprafísicos. Conseqüentemente, tudo o que se diz sobre esses reinos deve ser tomado mais como semelhança do que como descrição exata.

Nada é vandálico em a Natureza. Tudo que assim parece trabalha apenas para o bem. As formas que se encontram no Mundo do Desejo são criações demoníacas construídas pelas paixões e pelos desejos mais brutais dos animais e do homem.

Quando uma forma criada por um desejo brutal é atraída para outra da mesma natureza, cada uma exerce sobre a semelhante um efeito desintegrante, produto da desarmonia existente nas respectivas vibrações. Assim, em vez de fundir-se mal com mal, mutuamente eles se destroem, e, deste modo, o mal no mundo conserva-se dentro de limites razoáveis. Quando compreendemos o efeito destas duas forças gêmeas em ação, podemos também entender a máxima ocultista que diz: Uma mentira no Mundo do Desejo é, ao mesmo tempo, assassina e suicida.


Tudo quanto sucede no Mundo Físico é refletido em todos os outros reinos da Natureza.

Se buscarmos o bem no mal, com o tempo o mal acabará se transformando em bem. Se a forma que se constrói para diminuir o mal é fraca, não terá efeito algum [ou terá pouco efeito] e será destruída pela forma maligna; mas se é forte e freqüentemente repetida, sua ação desintegrará o mal e substituí-lo-á pelo bem.

A luta travada entre as forças gêmeas de Atração e de Repulsão produz todas as dores e sofrimentos resultantes das ações errôneas e dos esforços mal orientados, sejam ou não intencionais.

Se amamos o bem, resguardaremos e alimentaremos tudo o que é bom em volta de nós... Se fizermos o contrário, povoaremos nosso caminho de demônios, todos criados por nós mesmos.

O poder anímico pode ser empregado durante algum tempo com propósitos maléficos, assim como pode ser empregado para o bem. Mas, finalmente, a Força de Repulsão destrói o vício, e sobre as desoladas ruínas a Força de Atração edifica a virtude. Todas as coisas, em última análise, trabalham em conjunto para o BEM.

Toda vida é una.

Do mesmo modo que para se ir da América à África é necessário se ter um barco e poder dirigi-lo, assim também se requer um veículo apropriado para penetrar ao Mundo do Espírito de Vida, sob controle consciente, para se poder viajar de um a outro planeta. De maneira semelhante àquela pela qual o Mundo do Espírito de Vida nos põe em relação com os outros planetas do nosso sistema solar, o Mundo do Espírito Divino nos correlaciona com os outros Sistemas Solares. Para se poder viajar de um sistema solar a outro é necessária a capacidade de se atuar conscientemente no mais elevado dos veículos do homem — o Espírito Divino.

Durante toda a vida o Corpo Vital é o construtor e o restaurador da forma densa. Se não fosse pelo Coração Etérico, o coração denso romper-se-ia rapidamente em conseqüência da tensão que lhe impomos continuamente. Todos os abusos praticados com e pelo Corpo Denso são neutralizados pelo Corpo Vital, tanto quanto é possível, o qual trava uma luta constante contra a morte do Corpo Denso. O Corpo Vital do homem é feminino ou negativo, enquanto o da mulher é masculino ou positivo.

O cientista ocultista sabe que não há ato algum, grande ou pequeno, que não seja sentido através do Universo.

A Terra é um corpo vivo e sensível.

À medida em que o homem progride na escola da vida, suas experiências ensinam-no, e seus desejos se tornam melhores, mais puros. Desta forma, gradativamente, a matéria do Corpo de Desejos passa por uma correspondente modificação. A matéria mais pura e brilhante das regiões superiores do Mundo do Desejo substitui as cores sombrias da parte inferior. O Corpo de Desejos aumenta de tamanho, de modo que o de um santo torna-se verdadeiramente algo glorioso a ser observado – de transparência luminosa – e de uma pureza de cores incomparável e impossível de descrever.

Ninguém é tão mau que não tenha algo de bom. [E ninguém é tão bom ou perfeito que não tenha algo que precise ser aprimorado ou corrigido.]. E assim, e por isso, escreveu Heindel: Por outro lado, são muito poucos os que são tão bons que não empreguem alguma matéria das regiões inferiores.

No clarividente involuntário, desenvolvido no sentido negativo e impróprio, os vórtices do Corpo de Desejos giram da direita para a esquerda ou seja, na direção oposta à dos ponteiros de um relógio. No Corpo de Desejos do clarividente voluntário, devidamente desenvolvido, giram na mesma direção dos ponteiros de um relógio, fulguram esplendorosamente e ultrapassam muito a brilhante luminosidade do Corpo de Desejos comum. Essa é uma das diferenças fundamentais entre um médium e um clarividente desenvolvido de modo apropriado.

Nenhum clarividente genuinamente desenvolvido utiliza-se de sua faculdade de clarividência por dinheiro ou por qualquer coisa equivalente, nem tampouco para satisfazer curiosidades, mas só e unicamente para ajudar a Humanidade.

Um homem de forte moralidade pode despertar uma tendência parecida em outro de natureza mais débil, da mesma forma que este [mais débil] pode ser dominado pela influência negativa de caracteres malignos.

Tudo quanto fazemos, dizemos ou somos, reflete-se em torno de nós.

O homem é um indivíduo. Os animais, os vegetais e os minerais dividem-se em espécies. Não estão individualizados no mesmo sentido em que se encontra o homem. Nos seres humanos há tantas espécies quantos são os indivíduos. Cada pessoa é uma lei em si mesma, inteiramente separada e distinta de qualquer outra. [Ainda que tudo e todos sejam um, isto é, formem uma unidade cósmica.]. Continua Heindel: Isto resulta de existir em cada homem um espírito individual, interno, que dita os pensamentos e as ações de cada ser humano individual, enquanto existe apenas um "Espírito-Grupo", comum a todos os diferentes animais ou plantas da mesma espécie. O "Espírito-Grupo" atua sobre todos eles agindo de fora. Um tigre que perambule nas florestas da Índia tanto quanto um tigre que esteja encerrado em uma jaula de um parque zoológico são ambos expressões do mesmo "Espírito-Grupo". Por isso, explica Heidel: se um animal é ferido, este sofre, mas não tanto quanto o "Espírito-Grupo".

FRAGMENTOS MÍSTICOS DO PENSAMENTO MÍSTICO DE MAX HEINDEL


O Espírito Universal veio à todas as igrejas, não a uma somente.

Só uma coisa importa ser ouvida: que o amor fraternal seja em todos os corações.

Há um e somente um Caminho: este Caminho é o da Compaixão e do Amor.

É importante para qualquer místico manter sua mente no estado fluídico de adaptabilidade. Só a mente aberta descobre o vínculo da concordância.

A única opinião digna de ser levada em conta precisa basear-se no conhecimento.


Buda, grande e sublime, pode ser a Luz da Ásia; mas Cristo ainda haverá de ser reconhecido como a Luz do Mundo.

Atualmente o coração se encontra sujeito ao cérebro dominador. Mas, algum dia, o coração adquirirá a força necessária para despedaçar os grilhões e se converter em um poder maior do que a mente, pois não pode haver contradição em a natureza, e assim, coração e mente devem ser capazes de se unir.

Para te tornares sábio deves desejar a sabedoria com a mesma intensidade com que desejas o ar. Deves lutar por ela e excluir de tua vida qualquer outro objetivo. Essa e só essa deve ser, dia e noite, tua única aspiração. Se buscares a sabedoria com esse fervor, certamente tornar-te-ás sábio. Mas o motivo supremo para a busca desse conhecimento oculto deve ser um desejo ardente de beneficiar a Humanidade, esquecendo-te inteiramente de ti mesmo, a fim de trabalhares para os outros. A não ser por essa motivação, o estudo do ocultismo é perigoso.

A Verdade não é encontrada de uma vez e para sempre. A Verdade é eterna, e eterna deve ser a Sua busca. O ocultismo desconhece qualquer crença transmitida de uma vez e para sempre, pois não há meio possível de se chegar a última Verdade.

Para se compreender o Mundo Físico – que é o Mundo dos efeitos – é necessário se compreender o Mundo Suprafísico – que é o Mundo das causas. Os Mundos Superiores são, portanto, os Mundos das causas – das forças – de forma que não poderemos compreender bem este Mundo Inferior sem conhecer os outros e sem compreender as forças e as causas das quais todas as coisas materiais são meros efeitos.

SOMOS ETERNOS .


Numa nuvem tormentosa sibilando; na asa de Zéfiro,

O coro do espírito canta os hinos sacros do mundo, alegremente

Escuta! Ouve suas vozes: "Pelas portas da morte nós passamos,

a Morte não existe; alegrai-vos a vida continua eternamente".

Somos, sempre fomos e sempre o seremos

Somos uma parte da Eternidade,

Mais velha que a Criação, a parte de Um Grande Todo,

Cada Alma é Individual, na sua imortalidade.

No tear farfalhante do Tempo, nossa roupagem formamos,

A rede do Pensamento urdidos eternamente;

O que é modelada na Terra, é no céu que planejamos

E ao nascer, nossa raça e nossa pátria, já as trazemos na mente.

Brilhamos em uma jóia e sobre a onda dançamos

Cintilamos em pleno fogo, a tumba desafiamos

através de formas várias em tamanho, gênero e nome

A essência individual é a mesma, é a que sempre carregamos.

E quando alcançarmos o mais elevado grau,

A gradação do crescer com nossas mentes relembraremos

Para que, elo por elo, possamos juntá-los todos

E passo a passo tragar o caminho que percorremos.

Com o tempo saberemos, o que realmente foi feito

O que eleva e enobrece, o certo e a verdade

Sem malicia com ninguém, sempre agindo com bondade,

Em e através de nós, a Deus será feita a Vontade.

Numa nuvem tormentosa sibilando; na asa de Zéfiro,

O coro do espírito canta os hinos sacros do mundo, alegremente

Escuta! Ouve suas vozes: "Pelas portas da morte nós passamos,

a Morte não existe; alegrai-vos a vida continua eternamente".

Somos, sempre fomos e sempre o seremos

Somos uma parte da Eternidade,

Mais velha que a Criação, a parte de Um Grande Todo,

Cada Alma é Individual, na sua imortalidade.

No tear farfalhante do Tempo, nossa roupagem formamos,

A rede do Pensamento urdidos eternamente;

O que é modelada na Terra, é no céu que planejamos

E ao nascer, nossa raça e nossa pátria, já as trazemos na mente.

Brilhamos em uma jóia e sobre a onda dançamos

Cintilamos em pleno fogo, a tumba desafiamos

através de formas várias em tamanho, gênero e nome

A essência individual é a mesma, é a que sempre carregamos.

E quando alcançarmos o mais elevado grau,

A gradação do crescer com nossas mentes relembraremos

Para que, elo por elo, possamos juntá-los todos

E passo a passo tragar o caminho que percorremos.

Com o tempo saberemos, o que realmente foi feito

O que eleva e enobrece, o certo e a verdade

Sem malicia com ninguém, sempre agindo com bondade,

Em e através de nós, a Deus será feita a Vontade.
Max Heindel.