contos sol e lua

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terça-feira, 8 de março de 2011

A grandeza do Silêncio.


O silêncio é doçura:
Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.

O silêncio é misericórdia:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.

O silêncio é paciência:
Quando sofres sem te lamentares,
Quando não procuras consolação junto aos homens,
Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.

O silêncio é humildade:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.

O silêncio é fé:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age...
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença...
Quando te basta que só Ele te compreenda.

domingo, 6 de março de 2011

Eu sou a Deusa, eu sou a bruxa.


Eu sou aquela que ilumina e protege
O poder da Grande Mãe está dentro de mim.

Que a Grande Mãe
A Senhora do Norte
Encha de frutos a árvore da minha vida.

Grande Deusa que habita dentro de mim
Santifica cada palavra minha e cada ato meu
Afasta cada sombra de minha vida
Ilumina todas as minhas estações
Torna-me forte na dor
Torna-me bela no amor.
Que teu nome e teu poder
Sejam o meu nome e o meu poder.
Assim sempre foi, assim sempre será.

A mitologia dos duendes.


Quem nunca perdeu algo dentro de casa e nunca mais achou? A primeira alternativa - e a mais racional -, é pensar que alguém ou você mesmo mudou de lugar e não se recorda. Mas já pensou na possibilidade de um duende brincalhão ter escondido o objeto? Há quem se agarre no ceticismo e duvide da existência desses seres.

Mas tem muita gente que acredita e defende fervorosamente a existência dessas pequenas criaturinhas mágicas. Reais ou não, os duendes tem nome, endereço e são sujeitos de muitas histórias.

“Os duendes são os seres mais populares das mitologias celtas e nórdicas, fazendo parte de uma raça ‘elemental’ junto com as fadas, elfos e gnomos”, explica a terapeuta holística Rosane Volpatto, vidrada em assuntos sobrenaturais e autora de vários textos sobre o tema. Ela afirma que duendes são parentes muito próximos das fadas e estão estreitamente relacionados ao lar e a vida familiar.

Segundo Rosane, a imagem mais comum dos duendes é a de um ser pequeno de aspecto mais ou menos humano, apresentando alguns traços exagerados. Mas, como são dotados de poderes mágicos, podem trocar de tamanho e de forma e, até mesmo, ficar invisíveis. Ela diz ainda que são considerados criaturas semi-divinas, porém mortais.

A lenda diz que eles passam grande parte do tempo mudando as coisas de lugar ou escondendo-as, mas também gostam de dar sustos nos moradores das casas em que habitam. E podem até se vingar daqueles que os tratam mal.

Mas os duendes podem ser bonzinhos e realizar os pedidos de quem os agrada e acredita no seu poder. Rosane dá a dica para quem quer fazer amizade com um deles. “O primeiro passo para atraí-los é chamá-los pelo nome ou através de uma oração específica”, conta. Outra possibilidade é colocar um pote de mel com água na janela de casa em uma noite de lua cheia.

Para evitar erros, ela recomenda adquirir uma imagem de duende e colocá-la dentro de casa ou no jardim. Em seguida, coloque três moedas douradas como oferta. Para terminar, escreva seus pedidos em um papel branco e coloque-os embaixo dele. Rosane alerta que é muito importante não se esquecer de alimentar o duende com um pouco de leite ou água com mel. “As oferendas podem ser colocadas na frente do duende ou ao lado direito. Além de alimentos, eles gostam de receber brinquedos como pás e picaretas.

Ter contato com a natureza também é uma forma de reforçar os laços com os duendes. “É nos reencontrando com a Terra que vemos o reflexo da nossa própria alma. Não podemos nos esquecer que, de modo igual aos duendes, somos parte da Terra e a Terra é parte de nós”, ressalta.

Quando questionada sobre a possibilidade de visualizá-los, a estudiosa responde que já os viu várias vezes, em casa ou “na natureza”. Ela diz que os paranormais a consideram ‘vidente’ e esse dom lhe possibilita ter todo tipo de visão. Mas segundo ela, qualquer pessoa pode manter contato com os duendes, desde que deseje. “Com certeza sua vida mudará quando esse momento acontecer, pois esses seres nos proporcionam muita paz interior e nos guiam até nossos tesouros interiores e verdadeiras riquezas”, afirma.

Muitas pessoas associam a possibilidade de ver duendes ao uso de entorpecentes e alucinógenos. Diante disso, Rosane diz que o uso dessas substâncias altera o estado de consciência, fazendo com que as pessoas possam ver muito além. “Eu prefiro a experiência sem usar nada e uso a meditação e a oração para alcançar meus objetivos”, afirma.


Sem se intimidar, Rosane cita os nomes dos duendes que mais gosta. Dentre eles, “Igor”, duende da abundância, “Gorgo”, que dedica toda sua existência para libertar a humanidade do mal, “Abaturc”, protetor do trabalho, “Truppty”, que ajuda e aconselha quando tiver qualquer problema sentimental e “Zimmo”, que concede muita alegria para a vida das pessoas.Rosane Valpatto.

Sou quem sou e sei quem sou.


Posso cuidar de mim mesma em qualquer circunstancia.
E posso deixar os outros cuidarem de mim.
Posso optar.
Não existe autoridade mais elevada do que a minha.
Meu poder de discernimento é finamente aguçado.
Tenho autonomia.
Estou livre da influencia da opiniao dos outros.
Sou capaz de separar o que precisa de separação.
Assim uma decisão lúcida pode ser alcançada.
Penso em mim mesma.
Ajusto a mira e
Aponto o arco.
Minhas setas atingem sempre o alvo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

As Faces das Deusas.

A característica mais saliente das heroínas femininas épicas apresentarem múltiplas aparências, múltiplos rostos, múltiplos semblantes, geralmente três, tendo em consideração o número simbólico sagrado dos Celtas, o qual tanto se apresenta com a forma de tríade como de triskel, a tripla espiral que, girando à volta de um ponto central, simboliza por excelência o universo em expansão.

As heroínas aparecem, por isto, com inúmeras aparências e nomes, em diferentes épocas e em encarnações sucessivas. Referindo-se em primeiro lugar à tríplice Deusa Brighid, que se diz filha de Dagda, e que vem a ser nem mais nem menos que a Minerva gaulesa de quem fala César, Deusa das técnicas, das ciências e das artes, que os cristãos recuperaram com o vocábulo de Santa Brígida, atribuindo-lhe a fundação do célebre mosteiro de Kildare, antigo lugar de extrema importância do culto druídico.

Ora, esta Brighid é também, com o nome de Boann, a mãe de Oengus, o Mac Oc, que concebeu e deu à luz durante o espaço temporal da noite de Samhain, ou seja, simbolicamente, durante a abolição do tempo, a eternidade. Brighid encama a vida eterna e, o seu nome, derivado de Bo Vinda, “vaca branca”, mostra bem até que ponto se encontra associada a um alimento inesgotável, o leite, elemento indispensável aos povos exclusivamente nómades e pastores, como era o caso dos celtas. A simbologia do seu nome dará os seus frutos e Boann toma-se o rio Boyne (grafia moderna) que fecunda com as suas águas doces um vale verdejante ao redor do qual se situam os grandes outeiros feéricos, que são domínios dos Deuses. E se o nome Brighid (que significa poderosa, alta, luminosa) é extremamente significativo, Boann, representando a riqueza avaliada em cabeças de gado entre os celtas, constitui a alma de uma sociedade onde predominam claramente as tendências ginecocráticas.

MorrighanO terceiro rosto de Brighid-Boann, o de Morrígane (genitivo de Morrigu ou Morrighan), filha de Ernmas, uma das personagens mais marcantes das tribos da Deusa Dana. O que nela melhor se evidência em particular na narrativa da Batalha de Mag-Tured, é o fato de se tratar de uma divindade guerreira temível para os seus inimigos durante os conflitos, enquanto exortava os guerreiros a combaterem com encabeçamento. O furor guerreiro de que ela dá provas abundantemente desdobra-se num furor sexual desabrido que a transforma senão numa divindade do amor, ao menos numa espécie de Deusa do erotismo. A fúria guerreira e a sexual andam assim a par e nos prolongamentos da epopéia celta encontram-se numerosas mulheres guerreiras que têm poderes mágicos e são especialistas na arte militar, ao mesmo tempo em que são iniciadoras dos futuros heróis, como é o caso, por exemplo, de CuChulainn ou de Finn Mae Cool.

O nome de Morrigane (Morrigu ou Morrighan) que significa grande rainha, evoca o da fada Morgana das lendas arturianas e do ciclo do Graal, tratando-se, em qualquer dos casos, do mesmo arquétipo, ao mesmo tempo guerreiro, sexual e mágico. A Morrigane da epopéia irlandesa toma muitas vezes o aspecto duma gralha, chamando-se então Bobdh.

A analogia com Morgana é evidente, pois ela e as suas companheiras da Ilha de Avalon possuem precisamente o mesmo dom de se metamorfosearem. Além disso, é de crer que a mulher feérica que leva um ramo de macieira de Afallach ao herói Bran, filho de Fébal, antes de levá-lo a empreender uma estranha navegação, seja a própria Morrigane, embora o seu nome não seja pronunciado neste episódio. “Porque não havia de reinar a grande rainha nesta terra bem aventurada de frutos maduros durante todo o ano e onde não existe a doença, a velhice e a morte?” Seja como for, a ilha misteriosa de Ynys Afallach é o equivalente, quer lingüístico quer mitológico, da ilha de Avalon, a fabulosa Insula Pornorum para a qual convergem todos os fantasmas da humanidade sofredora.

Na epopéia celta, no entanto, o amor não é um sentimento isolado, fazendo parte das grandes mutações que se operam no universo, tudo se dirige, por entre as diversas peripécias psicológicas, para uma dimensão cósmica à qual ninguém consegue escapar. O que é posto em relevo é muito menos a natureza fatal da paixão amorosa do que a sua necessidade metafísica. Acima de tudo, procura se transmitir a idéia de que, a existir um Deus, ele só pode ser o amor, pois este constrói o mundo e a mulher, que é iniciadora por essência, é capaz de dar, com o seu amor, um segundo nascimento, o nascimento na eternidade, àquele que escolheu amar.

Existe muito a idéia, formada ao longo dos tempos, de que a epopéia não deixa nenhum espaço para a vida afetiva, para o estudo do comportamento psicológico dos heróis, cuja descrição permanece demasiada, por vezes, ao nível do exterior, estereotipada segundo as normas do gênero. Naturalmente, as personagens das epopéias são arquétipos carregados de significação simbólica, mas não deixam, por isto, de serem dotadas de reações humanas e, por causa disto, de vida interior. Há um aumento das qualidades, aumento que é indispensável para se pôr em destaque as ações fora do comum. E verdade que existe também uma simplificação destinada a inserir as personagens e as ações num determinado quadro acessível a um público que não compreende a profundidade e as sutilezas da psicologia.

Apesar disso, não se deve esquecer que os heróis são humanos, mesmo quando são apresentados como sobre-humanos. E tanto nas narrativas épicas da antiga Irlanda como nas da antiga Bretanha, são seres humanos que descrevem outros seres humanos que, ao atravessarem a vida, tanto passam por situações de incerteza, de angústia e de grande sofrimento como, por outro lado, também são capazes de viver grandes alegrias e de desfrutar de momentos de grande felicidade.

Para que o objetivo se realize, toma-se necessário que se viaje para as estranhas fronteiras do real, aí onde o sonho e a realidade formam duas vertentes duma mesma e única montanha.
Jean Markale – A Grande Epopéia dos Celtas.

quinta-feira, 3 de março de 2011

A história de Shaiya.


Numa época anterior à todas as outras épocas, quando o mundo estava imerso em trevas, uma deusa veio de outra dimensão chamada Etaine, com a missão de criar o mundo de Shaya em harmonia e prosperidade.
Em 333 dias, através de sua determinação, força e de seu desejo por um mundo perfeito, ela criou a vasta e rica terra de Teos Epeiros. Ela inicialmente criou um grande oceano no qual ela mesma se submergiu para criar todos os continentes para fora de sua carne. As montanhas tinham grande altura e os rios corriam profundamente por todo o território em semelhança com as veias que corriam por dentro de seu corpo. Ela criou verdes florestas e planícies que afundavam as terras, semelhante ao seu jovem e vigoroso estado.
O céu e as estrelas herdaram sua perfeição e delicadeza da semelhança com os seus olhos.

Todas as vidas começaram das maõs da Deusa de Etaine. Primeiramente, ela criou os Deuses Dragões: Thelaiosis, para ajudá-la a governar o reino de Teinos Epeiros. Threemans, um dos thelaiosianos, sugeriu à Deusa de Etaine a criação de mais duas raças: os Noirden e os Dumianas iriam dramaticamente ajudar o progresso da prosperidade de Teos. Logo depois, com o apoio de Threemas, os Nordein e os Dumianas foram criados.

Os Nordein, infelizmente, nasceram com deformidades e desfavoráveis feições que fizeram a deusa avaliar o seu insucesso. Ela os colocou devolta no solo para que fossem esquecidos. Aprendendo com o erro anterior de criar uma raça sem uma previsão, os Dumianas foram feitos à imagem e semelhança da Deusa de Etaine com a lealdade e virtude dos thelaiosianos. Todos viveram em prosperidade e harmonia e adoraram à Deusa de Etaine.

Com o passar do tempo, os Dumianas desenvolveram a força. A deusa deu a eles a capacidade do pensamento e do conhecimento, sem saber que tais bençãos no final estimulariam ambições, dúvidas, e crescimento do desrespeito e negação da sua autoridade. Os Dumianas finalmente se rebelaram e começaram uma guerra que se extendeu por 7 anos.]

Enquanto a guerra era travada, a Deusa de Etaine se tornou deprimida com a sua falha criação e ficou fraca. Sua beleza esvaiu-se juntamente com seu poder. Tirando vantagem da situação, os Dumianas acabaram com a vida da deusa com uma perfurante espada.


Assim que ela morreu, sua atormentada alma rompeu-se e foi despedaçada em duas partes.

Por sua morte, a terra tremeu e o céu escureceu enquanto as formas de vida através do mundo de Shaiya foram rápidamente devoradas para dentro do solo como que para limpar os pecados que seus habitantes haviam cometido.

A maioria dos habitantes da terra de Teos Eperios foi destruída. O destino permitiu que Ploton e Huistaton, dois Dumianas restantes sobrevivessem e recontruíssem as terras. Eles se esconderam nas profundezas do Monte Aspeleia e viveram felizes como amantes por anos.


Um dia, Huistaton descobriu que ela estava grávida. Sozinha nesse mundo, assustada, confusa sobre o que fazer, Ploton reagiu cruélmente e optou por tomarem caminhos separados. Ploton migrou para o norte enquanto Huistaton migrou para o sul.

No sul, Huistaton viveu na solidão e deu a luz à um saudável filho. Quase como se ela estivesse resistindo até que seu filho pudesse defender-se sozinho, ela morreu misteriósamente quando ele atingiu à maturidade. O fogo de sua cremação durou 100 anos, encorajado sómente pelos ressentimentos e ódio dirigidos a Ploton. Mesmo que sendo cremada, para poupar seu filho da angústia de viver sozinho, a alma maternal de Huistaton criou uma jovem moça de seu cadáver cinza para dividir uma vida com seu filho. Eles se tornaram os ancestrais da raça Vail, mas ainda carregaram muito dos ressitimentos do passado.

Quanto a Ploton, sua vida permaneceu assombrada pelas ações tomadas pelos Dumianas com relação à Deusa de Etaine, assim como suas próprias ações de abandonar o amor de sua vida. Em sua solidão, ele esculpiu uma estátua à imagem de Huistaton em uma árvore. Um dia, o manequim de madeira se tornou uma mulher vivente à semelhança de Huistaton. Infundido com o sangue da Deusa feito de terra e Pluton, eles se tornaram os fundadores da raça dos Elfos.


Por quinhetos anos, as duas raças: Vail e Elfos viveram separadamente, sem saberem da existência do outro. Assim que suas raças se desenvolveram e cresceram, eles expandiram seus reinos, entrando em contato um com o outro. Os encontros nunca eram cordiais. Os Vail pressionavam pelo norte enquanto os Elfos pressionavam pelo sul. Muitas batalhas perdidas e ganhas em ambos os lados, mas nenhum dos dois podia ]

Assim, quanto a Etaine (uma vez a Deusa de Etaine e agora a Deusa de Shaiya), o seu corpo desapareceu com a sua morte, mas a sua alma permaneceu dividida pela metade. A divisão de sua alma causou acontecimentos sobrenaturais que despertaram ocasionais eclipses. Quando um eclipse acontecia, o mundo tremia vigorosamente; a terra fendeu ferozmente, e começou uma tempestade monstruosa. O mundo de Shaiya praticamente atingiu o limite, e a guerra entre os Elfos e os Vail momentaneamente parou, temendo o poder da deusa.

Em um dos eclipses, entre os dois oceanos, uma grande ilha de Etos de repente apareceu e surgiu no mundo de Shaiya. Os habitantes de Etos eram da raça humana e vieram da dimensão de Gaia. Passados 200 anos, a população humana prosperou e foram forçados a migrar para a ilha principal de Teos. Eles rápidamente encontraram os Elfos e formaram a Alliance of Light.


Naquele mesmo eclipse, nas terras do sul onde os Vail viviam, a terra fendeu e abriu, e os Nordein que uma vez foram abandonados e viveram na solidão do mundo subterrâneo, vieram do submundo com uma evoluída, maior e mais poderosa forma: os Detheaters. Arrogantes, agressivos, e primeiramente sem obstáculos, em vingança de seu confinamento, eles travaram uma guerra contra ambos a aliança dos humanos e elfos e contra os Vail. Quando eles se viram próximos à derrota nas mãos da aliança humano-élfica, os Deatheaters foram salvos pelos Vail que aspiravam criar uma força contrária à Alliance of Light, criando assim a Union of Fury.F.P.Wikepédia.Tradução via Ferramentas de Tradução.

quarta-feira, 2 de março de 2011

FRAGMENTOS MÍSTICOS DO PENSAMENTO MÍSTICO DE MAX HEINDEL


Um Místico (ou um ser evoluído) não cometerá o erro, tão freqüente em muitas pessoas, de menosprezar o corpo denso ao saber que existem corpos superiores, dele falando como de coisa "grosseira" e 'vil" e dirigindo os olhos ao céu ansioso por abandonar logo este amálgama de barro terreno para voar nos seus "veículos superiores". O homem sábio é grato pelo seu Corpo Denso e dele cuida da melhor maneira possível, porque sabe que é presentemente o mais valioso dos seus instrumentos.



Todos os bois pastam erva e todos os leões comem carne, mas aquilo que é alimento para um homem pode ser veneno para outro.

As lições de discernimento entre o bem e o mal não podem ser aprendidas sem o exercício da livre escolha do próprio caminho, e sem que se aprenda a rejeitar o erro como uma verdadeira "matriz de dor". Se o homem agisse com retidão apenas por não ter outra alternativa nem oportunidade de agir diferentemente, ele seria um autômato e não um Deus em evolução.


Evolução.
O Reino Mineral não está representado porque,
segundo Heindel, não possui Corpo Vital
individual e, portanto, não pode ser veículo
de correntes que pertençam
aos Reinos Superiores.



O mais fugaz sentimento, o mais fugaz pensamento ou a mais fugaz emoção são transmitidos aos pulmões, de onde são injetados no sangue. O sangue é um dos produtos mais elevados do corpo vital, tanto por ser o condutor de alimento para todas as partes do corpo, quanto por ser o veículo direto do Ego. As imagens nele contidas imprimem-se nos átomos negativos do corpo vital para servirem como árbitros do destino do homem no estado post-mortem.

Quanto mais dispostos estivermos a aprender a reconhecr a Memória Supra-Consciente e a seguir sua orientação, tanto mais freqüentemente ela falará, para nosso permanente benefício. (Grifo meu). [Esta é a Voz Insonora do Coração a que tenho feito referência em outros textos e que Helena Petrovna Blavatsky denominou de Voz do Silêncio. Portanto, há uma superlativa e, de certa forma, inconciliável diferença entre coração e Coração, ainda que no ventrículo esquerdo, como ensina Heindel, esteja localizado o Átomo-Semente.].

A atividade do espírito no corpo denso, manifestada como reta ação, promove o crescimento da Alma Consciente.

A Alma Emocional é o extrato do Corpo de Desejos. Ela aumenta a eficiência do Espírito Humano, que é a contraparte espiritual do Corpo de Desejos.

A Alma Intelectual amplia o poder do Espírito de Vida porque a Alma Intelectual é extraída do Corpo Vital, que é a contraparte material do Espírito de Vida.

A Alma Consciente aumenta a consciência do Espírito Divino, pois (a Alma Consciente) é o extrato do Corpo Denso, que, por sua vez, é a contraparte do Espírito Divino.


No Átomo-Semente ficam impressas as experiências vividas no corpo denso durante a existência, que, durante a vida, localiza-se no ventrículo esquerdo do coração, próximo do ápice. Esse Átomo é libertado após a morte, e despertará somente na aurora de uma outra vida física para servir novamente como núcleo de mais um Corpo Denso, a ser usado pelo mesmo Ego. Ao ocorrer a morte, sobe ao cérebro pelo nervo pneumogástrico, abandonando o Corpo Denso juntamente com os veículos superiores por entre as comissuras dos ossos parietal e occipital. É a ruptura do Átomo-Semente que produz a paralisação do coração.

A cremação restitui os elementos à sua condição primordial sem que o cadáver alcance os desagradáveis aspectos inerentes ao processo da decomposição lenta. Mas, deve-se ter muito cuidado em não cremar ou embalsamar o corpo antes de decorridos no mínimo três dias e meio após a morte, porque enquanto o Corpo Vital e os corpos superiores permanecerem unidos ao corpo por meio do Cordão Prateado, o homem, em certa medida, sentirá qualquer exame post-mortem ou ferimento no Corpo Denso. A cremação deveria ser evitada nos três primeiros dias e meio depois da morte porque tende a desintegrar o Corpo Vital, que deve permanecer intacto até que se tenha impresso no Corpo de Desejos o panorama da vida que passou. A partir do momento em que o Cordão Prateado se rompe o Corpo Denso fica completamente morto. [Morte, então é o rompimento do Cordão de Prata.].

Em princípios de 1906, o Dr. McDougall fez uma série de experiências no Hospital Geral de Massachusetts a fim de verificar se algo invisível abandonava o corpo por ocasião da morte. Com esse propósito, construiu uma balança capaz de registrar qualquer variação de massa até um décimo de onça. Uma pessoa agonizante foi colocada com seu leito em um dos estrados [pratos] desta balança, e no outro puseram pesos até que se estabelecesse o pleno equilíbrio. Notou-se que no momento preciso em que a pessoa agonizante exalava o último suspiro, o estrado contendo os pesos descia subitamente, elevando-se o estrado que continha o leito e o corpo da pessoa que acabara de falecer. Demonstrou-se, pois, que alguma coisa invisível, mas ponderável, tinha abandonado o corpo. Isto aconteceu em todos os casos em que a experiência foi realizada. As experiências do Dr. McDougall demonstraram conclusivamente que alguma coisa, invisível à visão comum, abandonava o corpo na ocasião da morte, como os clarividentes treinados têm visto e já havia sido revelado em conferências e livros muitos anos antes da descoberta do Dr. McDougall. Enfim, essa "alguma coisa invisível" não é a alma. O que os cientistas pesaram foi o Corpo Vital, que é formado por quatro éteres que pertencem ao Mundo Físico. E todos os animais também perdem peso quando morrem. Um gatinho usado em uma experiência semelhante perdeu 100 miligramas ao agonizar, e quando exalou seu último alento perdeu mais 60 miligramas. A seguir, foi perdendo peso lentamente, devido à evaporação.

A passagem para o além não é tortura. Mas arrastar a alma de volta ao corpo para que continue sofrendo, isto sim é tortura. Há casos de mortos que contaram aos investigadores o quanto sofreram agonizando durante horas por tal motivo, rogando às famílias que cessassem seu mal-entendido carinho e os deixassem morrer. [Quando meu pai faleceu, no exato momento em que deu seu último suspiro, a enfermeira que estava ao seu lado pulou em cima dele para fazer uma massagem cardíaca para tentar reanimá-lo. Eu imediata e decididamente a retirei de lá e disse exatamente estas palavras que nunca esqueci: — Deixe meu pai morrer com dignidade. E assim sucedeu. Seu crânio havia sido trepanado e parte do seu cérebro havia sido sugado devido à existência de um tumor cerebral maligno. Não havia a menor possibilidade de ele recobrar a consciência.].

Para um suicida, depois de praticado o suicídio, há um horrível sentimento de "vazio", que permanece até o tempo em que deveria ocorrer a morte natural.

Tal como sucede com muitos de nossos desejos na vida terrestre, depois da morte ou transição, no Mundo do Desejo todos os desejos morrem por falta de oportunidade para satisfazê-los. Tudo se passa semelhantemente a um homem em um barco no meio do oceano: água, água por toda parte, porém nem sequer uma única gota para beber.

Não há nenhuma deidade vingativa ou punitiva que tenha criado o purgatório ou o inferno para nós; mas, sim, somos nós próprios que os criamos com os nossos maus atos e os nossos maus hábitos. Portanto, a infalível Lei dá a cada um aquilo de que necessita para se purificar de seus maus desejos e maus hábitos. O que o homem semear, isto também colherá [educativamente].

Fazer o bem aos demais esperando que eles nô-lo retribuam é essencialmente egoísta [Imperativo Hipotético]. No devido tempo aprenderemos a fazer o bem sem considerar como estamos sendo tratados [ou reconhecidos] pelos outros. [Imperativo Categórico].

O auto-julgamento diário, preferentemente antes de nos recolhermos à noite, gera aspirações para o bem, que, no devido tempo, frutificar-se-ão seguramente em ações retas.

Quando compreendemos o erro de certos hábitos ou de certos atos em nossa vida passada e nos determinamos a eliminá-los ou a desfazer o mal praticado, expurgamos suas imagens da memória subconsciente, de modo que depois da morte já não estarão ali para julgar-nos. Ainda que não possamos dar compensação por um erro cometido, a sinceridade de nosso arrependimento bastará. A Natureza não visa desforra nem busca vingança.