contos sol e lua

contos sol e lua

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ICH WILL ALLES.TRADUÇÃO.


Às vezes me sinto sozinho
Às vezes eu não sinto nada
Às vezes o mundo é muito tranqüilo
Às vezes me sinto tão vazio

Às vezes eu quero me destruir
Às vezes eu não consigo ver nada
Às vezes eu quero ouvir tudo
Às vezes eu quero morrer


E muito mais
E o mundo é meu
E muito mais
E o mundo é meu


Às vezes eu quero me quebrar
Às vezes o mundo é tão vazio
Às vezes eu quero esconder
Às vezes, ele não olha para mim

Às vezes eu não anseiam
Às vezes, eu devo ir a partir daqui
Às vezes tenho de me destruir
Às vezes tenho que subir novamente

E muito mais
E o mundo é meu
Eu quero tudo ...

ICH WILL ALLES.UNHEILIG.

LETRA DA MÚSICA ASTRONAUT.

Estrelas passaM por mim
O mundo parece tão pequeno
Um forro de prata

Weightless no vazio
A plena luz do stardust
A aurora chegará em breve

Eu estou aqui
Eu estou aqui
Eu estou aqui com você

Seu astronauta

Eu estou aqui
Eu estou aqui
Eu estou aqui com você

Seu astronauta

É tão fácil de te ver
É tão fácil agora entender
Vejo-te pelo Espaço Mundial

Abaixo de mim, seu pequeno mundo
Infinitamente longe de casa
Não importa onde você está, não importa onde você vive

Creia-me, eu estou aqui
Eu estou aqui
Eu estou aqui com você

Seu astronauta

UNHEILIG.ASTRONAUTA


sábado, 22 de agosto de 2009

ASSIM,O SOL E A MULHER.....

Que Muda formam o eixo central em torno do qual orbitam todos os outros poderes e seres. São a fonte fundamental de saúde e harmonia, têm o poder de fortalecer e rejuvenescer. De sua união vieram os Gêmeos Guerreiros, o Matador de Monstros (Naye Nezgáni) e o Filho da Água (Tobadsistsíni), que fazem árdua viagem para visitar seu Pai Sol e ganhar dele o poder para derrotar os monstros e libertar o povo (mitologia do Canto da Noite, que serve par libertar o paciente de ataques obsessivos). Ele e seus pais, Mulher que Muda e o Sol são a "Sagrada Família" da teologia navajo. Mulher que Muda e o Sol ligam-se também cada qual a um ser sobrenatural mais fraco, do mesmo sexo, que complementa ou amplia sua natureza: a Lua (Kléhanoi) é o irmão mais fraco do sol, e a Mulher Cocha Branca (Yolkáiestan) a irmã mais fraca de Mulher que Muda.
A Mulher Cocha Branca é um pouco mais dúbia e não confiável do que sua irmã. Esta "Sagrada Família" foi um desenvolvimento posterior, dentro da história mística dos navajos. Nos mundos inferiores dos mitos de origem, o Primeiro Homem e a Primeira Mulher eram os protagonistas e viviam as voltas com bruxarias e o mal. Coiote, Begochidi, o Deus Negro (ou Deus do Fogo), a Mulher Sal, os insetos e os outros animais estavam lá desde o princípio e tiveram papéis importantes na longa ascensão até a luz e a consciência. Além das figuras universais, todo canto parece Ter um mini-panteão próprio. O Canto da Chuva, de Pedra que Fala, do Povo Trovão, em que o Trovão Branco e o Trovão Negro são deidades de destaque. O Canto da Grande Estrela introduz o Povo Estrela, para quem a Grande Estrela é o grande sábio.
No Canto da Noite existem o povos sagrados especiais, geralmente chamados Yei, que na noite final são personificados pelos dançarinos que usam máscaras azuis e colares de sempre-vivas, e cantam numa voz de falsete, sinistra. Os Yei são conduzidos por Deus que Fala (Hastyéyalti), que é como um mentor severo para os heróis do canto, guiando-os e dirigindo-os em suas aventuras, e salvando-os de todo tipo de revés. Geralmente é identificado como o leste e o sol nascente. Seu grito Wu, hu hu hu é parecido com o chamado da manhã dos rituais Pueblo. Geralmente faz parte com Deus Lar como alguns preferem chamá-lo, que parece simbolizar a domesticidade, a paz, a fertilidade, e está associado com o oeste e o sol poente. Nesse sentido são ambos parte do complexo simbólico solar.
O mundo navajo é repleto de divindades. Toda força natural, cada elemento geográfico, toda planta, animal ou fenômeno meteorológico tem seu poder sobrenatural peculiar e pode ser representado por uma imagem personificada nas pinturas em areia. E ainda existe Begochidi! Ele é diferente de todos os outros e encarna a essência do paradoxo. Por um lado é filho do Sol, associado à luz e ao fogo, é uma deidade solar, criador da vida, que teve "relação sexual com tudo que existe no mundo". Neste aspecto benigno, é o patrono dos animais domésticos e de uso: é para ele que se reza pedindo que o cavalo seja muito bom. É retratado como figura solar com cabelo louro ou ruivo, e olhos azuis. Por outro lado, porém, Begochidi é um grande malfeitor e jogador. Ele pode mudar, se o desejar, e assumir qualquer forma de arco-íris, areia, água ventos, insetos, etc. Desmoraliza os outros deuses, mudando-lhes nuvens de insetos para mordê-los sem piedade, até que concordem com suas exigências. Esgueira-se por trás das meninas e belisca-lhes os seios gritando "Bego, bego"(diz-se que seu nome significa Aquele que agarra os seios"). Quando um caçador está fazendo mira, ele agarra seus testículos e estraga o tiro. Faz a mesma coisa quando um homem e uma mulher estão tendo relação sexual. Às vezes, Begochidi aparece como uma minhoca ou inseto que rasteja no pó e representa alguma coisa obscena. Favorece o sexo e a procriação.
No mito do Caminho da Traça, Begochidi vive com o Povo Borboleta . Está sempre pondo suas mãos nas virilhas dessas pessoas e dizendo "Bego, bego". Ele não deixa que se casem enquanto estiver cuidando delas. Um dia quando estava afastado, praticam incesto entre irmãos como consequências desastrosas. Todos ficam com a "loucura da traça" e se atiram ao fogo numa investida enlouquecida e precisam ser separados á força. Finalmente, é encontrada a cura com uso de medicamentos preparados à base de um litro de essência de coiote, texugo, raposa azul ou urso. Quando esse medicamento é ministrado, o irmão e a irmã sentam-se de costas um para o outro, e saem borboletas de suas bocas que se desvanecem no ar. Quando se busca um paralelo para a natureza de Begochidi, pensa-se logo em Mercúrio, tão necessário ao trabalho dos alquimistas. Mercúrio pode ser associado com o fogo, "o fogo universal e cintilante da luz da natureza, que contém em si o espírito celestial". Poderia ser uma criatura também lasciva e, eventualmente, foi representado em coabitação contínua. Num texto Rosa Cruz, sua natureza dual é demostrada primeiro na coabitação, depois na fusão ou mescla dos lados masculino e feminino, associado ao sol e a lua. Como diz Jung: "Ele é um demônio, um psicopompo redentor, e um traquinas esquivo, assim como reflexo de Deus na natureza física".
Assim, tanto Mercúrio como Begochidi combinam o mais baixo e o mais elevado, o traquinas lascivo e a unidade mística com Deus, a ligação do sol com a lua, uma sexualidade desvairada e a transcedência sexual. As duas dimensões podem tanto ajudar como impedir, dependendo de como foram abordadas. Begochidi é um símbolo de reconciliação que contém o bem e o mau, o alto e o baixo, o puro e o impuro, o másculo e o afeminado, e, assim, é um dos conceitos intuitivos mais audaciosos da filosofia religiosa nativa americana, uma engenhosa tentativa de expressar a natureza essencialmente paradoxal do homem, na imagem de um Deus.

MITOLOGIA DOS NAVAJOS.


Os Navajos (Navaho) se autodenominam Dineh, o Povo. Atualmente vivem num planalto que se estende por boa parte dos estados do Arizona, do Novo México e de Utah (é a maior reserva indígena dos Estados Unidos). É um território de imensas proporções, basicamente árido e desértico, recoberto por pequenas reservas de pinheiro de pinhão, juníperos e artemísia. Vários desfiladeiros, como o Canyon de Chelly e del Muerto, estendesse por vários quilômetros em planaltos que se perdem de vista. Formação rochosas brilhantes erguem-se do solo como monumentos descomunais ali colocados por uma antiga raça de gigantes. À primeira vista, a terra parece vazia e inóspita e a atenção então se dirige para o céu azul e sem nuvens. Parece que a mão do homem nunca tocou esse lugar. Somente mais tarde é que se percebe que o terreno aparentemente vazio, é na realidade densamente habitado, pequenos Hogans (cabanas) abrigam-se nas vertentes dos vales e reentrâncias por todos os lados, e rebanhos de carneiros materializam-se em pleno deserto.
A filosofia religiosa dos navajos é ligada a natureza, que busca a harmonia, de uma ligação entre os homens e todas as fases da natureza atuam juntos, e os seres pequenos, aparentemente insignificantes, podem tornar-se tão importantes quanto os grandes e possantes. Há um panteão navajo, mas não uma verdadeira hierarquia. Os grandes deuses, às vezes, são eclipsados por criaturas modestas e humildes que podem realizar aquilo que eles não conseguem.
Todos os poderes, como a possível exceção de Mulher que Muda, são igualmente bons e maus, dependendo de sua natureza intrínseca, do modo como são abordados, de seu humor e das condições do momento, e do contexto de sua atuação. A maioria das cerimônias tem por finalidade persuadir os deuses a outorgar dádivas à humanidade, banir o mal e restaurar a harmonia natural são imagens e rituais vibrantes, que buscam a estabelecer a harmonia do ser humano com as forças naturais a sua volta. É através desta interação que os xamãs evocam os poderes curativos da natureza, em ritos de purificação que incluem orações, cânticos e símbolos cristalizados em pinturas de areia e transmitidos de geração em geração. A cura dos navajos todo um sistema de crença (mitologia dos navajos) do paciente, liberando energia da identificação simbólica para recriar o mundo interior. Os mitos são o alicerce flexível sobre o qual os cantos de cura se assentam. Cada canto tem um mito associado, que descreve sua origem e aventuras do herói ou heroína que buscam obter dos deuses aquele canto.
Às vezes, as orações , os cânticos e as pinturas com areia, além da ação dos rituais, referem-se ao mito, mas não existem correspondências exclusiva. O mito não pode ser reconstituído a partir da cerimônia. Não é sequer exigido do xamã que ele conheça o mito do canto que dirige, embora deva conhecer detalhadamente tudo mais. É porém notável se ele dominar esse conhecimento.
Os rituais navajos organizam-se em torno do culto ao Sol. Em razão da idéia navajo de concepção, a crença de que esta é devida a uma união da luz (calor) com a água (sêmem, umidade), o Sol como símbolo de luz, calor e quentura, domina de certa maneira todos os outros espíritos e deidades. Uma vez que todas as coisas aparecem aos pares - onde um domina e outro é dominado, um é mais forte e outro mais fraco - Mulher que Muda é o equilibrador do par. Seu poder talvez seja tão grande quanto o do Sol, mas qualitativamente diferente. Mulher que Muda (Istsá Natlehi) é o grande símbolo da terra com todas as suas variaçòes sazonais, o poder da mulher de renovar a vida, o amor materno. Ela parece ter uma boa vontade consistente para com a humanidade.

O CAMINHO DA BELEZA.


O mito da irmã mais nova, que deu origem ao Caminho da Beleza, é uma versão mais completa e integrada da viagem da heroína navajo em busca de poder, e só difere da jornada típica do herói em termos de ênfase.
Depois de afastar-se de sua irmã mais velha, Glíshpah continuo-o fugindo em meio aos trovões e à chuva. Suas roupas de baixo tinham sido rasgadas e arrancadas e ela levava na virilha um maço de arroz da montanha. Quando se ajoelho para beber água, ouviu uma voz de um belo jovem aconselhando-a a não ficar ali, pois não era lugar para gente da terra. Ela contou-lhe sua história, e ele a levou para um lugar embaixo da terra onde havia jardins de hogans muito bonitos. Era, enfim, o lar do povo de seu marido, o Povo Serpente.
Como no Caminho da Pluma, a viagem é para baixo, e diz respeito a serpentes, intimamente vinculadas à fertilidade e ao poder de cura. Exceto pela sedução do Homem Serpente de que tinha sido vítima, a heroína tem de passar por provações que lhe são impostas, mas não por culpa sua. Agora, porém, como heróis, ela começa a ignorar as instruções.
Quando ela foi dormir na primeira noite, seus anfitriões aconselharam-na a não reavivar o fogo porque era feio na forma e as chamas não queriam ser vistas. Ela fez justamente o contrário e percebeu que estava rodeada por serpentes grandes aterrorizantes. Procurou escapar, mas não conseguiu encontrar uma saída. Teve de ficar onde estava até o dia clarear. Na manhã seguinte, os anfitriões reclamaram que ela havia pisado em suas costas, durante a noite, causando-lhes dor.
Eis aqui um forte elemento: a besta/a fera. No começo, a heroína esperava unir-se a um belo jovem, mas em vez disso encontra-se cercada e aprisionada por serpentes assustadoras e feias. Ela tem de suportar essa situação (e a suporta) e, por meio dela, adquire seus benefícios e poderes.
UM dia, a heroína preparou um prato com feijões e milho, mas as porções que usou aumentaram magicamente até preencherem todo o hogan. Seus anfitriões chamaram sua atenção: ela devia saber que só dois grãos de milho e dois de feijão eram suficientes. Em outra ocasião, ela abriu duas jarras de água, as quais tinha sido expressamente proibida de tocar. Tempestades de poeira, granizo e chuva foram assim desencadeadas. Foi com grande dificuldade que o Povo Serpente conseguiu voltar para seu hogan e corrigir a situação. Praticamente toleraram sua atitude.
Isso descreve o aprendizado de uma deusa. Mulher Serpente tem poderes de fertilidade imensos e latentes, que ainda não sabe como empregar e controlar. Ela pode aumentar a quantidade de comida e controlar a chuva mas, como aprendiz de feiticeiro, ainda não sabe como deter o processo.
A heroína foi proibida pelo anfitriões de ir para o leste, para o sul e para o norte, mas claro que foi assim mesmo. No primeiro dia, foi andando para o leste e ficou enrolada numa bola de abóbora. Teve de ser arrancada de lá com uso de faca sílex. No segundo dia, perambulou rumo ao sul e deu de cara com Homem Sapo perto de um espelho d’água. Era um bruxo e atirava bolas de lama em cima dela, fazendo com que todas as suas articulações ficassem comprometidas. Felizmente, Homem Grande Serpente tinha poder maior e removeu os projéteis, arremessando-os de volta em Homem Sapo que ficou então manco e torto. No terceiro dia, ela saiu para o norte, e aconteceu o pior. Foi completamente esmagada por uma avalanche de pedras provocada por um bando de corruíras. Foi recuperado depois de imensos esforços despedidos para reunir suas partes. No final, Vento soprou vida em seu corpo.
A morte-renascimento simbólica significa deixar a esfera da vida terrena ordinária e entrar em domínios sobrenaturais para, tendo sucesso, regressar com poder. Como em outros mitos, aqui ocorre umesquartejamento literal, a aniquilação concreta, da qual o herói ou a heroína deve ser salva pelos esforços conjuntos de muitos poderes sobrenaturais, Na última e mais severa de suas catástrofes, Mulher Serpente chamou para si dizendo que antes tinha sempre voltado a salvo, e que dessa vez não seria exceção demonstrando que começa a conhecer e confiar em seus poderes.
A heroína passou quatro anos aprendendo o Caminho da Beleza com seu marido serpente, a quem antes odiara e temera. Foi ele também que realizou a primeira cerimônia para ela. Por causa disso, não podiam viver como marido e mulher. Então ela voltou para casa para transmitir seu precioso conhecimento para seu povo. Encontrou sua irmã no caminho, e esta agora era a instrutora do Caminho até o Topo da Montanha. Abraçaram-se com afeto e choraram de alegria. No início tiveram medo de entrar em sua antiga casa, mas reuniram sua coragem e para lá seguiram. Não foram imediatamente reconhecidas mas depois receberam-nas bem. As duas irmãs ensinaram suas cerimônias para o irmão mais novo, e quando o ensinamento estava completo, sem que nada houvesse sido ocultado, elas partiram. A mais velha foi para o Povo Urso e a mais nova, para o Povo Serpente, onde estava encarregada das nuvens, da chuva, da névoa e da vegetação, para o bem do povo da terra.
A heroína está agora bastante à vontade com seu marido e a feiura e o horror parecem ter desaparecido. Numa Segunda versão deste mito, eles vivem juntos, felizes, e ela tem consentimento de voltar para casa, mas só depois de ter prometido que regressaria para ficar com ele. No final de seu aprendizado, ela está plenamente investida de todo seu poder e é realmente a deusa da fertilidade e da cura. As pinturas em areia de sua cerimônia estão associadas com muito tipos de serpentes, e sua cura serve para infecção causada por mordida de cobra, que se manifesta em articulações doloridas, dor de garganta, problemas de estômago, rins e bexiga, doenças de pele ou ferimentos epidérmicos, e confusão mental ou perda de consciência.