contos sol e lua

contos sol e lua

terça-feira, 10 de julho de 2012

HINO.


Santa Maria! Volve o teu olhar tão belo,
de lá dos altos céus, do teu trono sagrado,
para a prece fervente e para o amor singelo
que te oferta, da terra, o filho do pecado.

Se é manhã, meio-dia, ou sombrio poente,
meu hino em teu louvor tens ouvido, Maria!
Sê, pois, comigo, ó Mãe de Deus, eternamente,
quer no bem ou no mal, na dor ou na alegria!

No tempo que passou veloz, brilhante, quando
nunca nuvem qualquer meu céu escureceu,
temeste que me fosse a inconstância empolgando
e guiaste minha alma a ti, para o que é teu.

Hoje, que o temporal do Destino ao Passado
e sobre o meu Presente espessas sombras lança,
fulgure ao menos meu Futuro, iluminado
por ti, pelo que é teu, na mais doce esperança.
Edgar Allan Poe.

O JARDINEIRO – Robindronath TAGORE.

És como a nuvem da tarde
flutuando no céu do meu sonho.
Posso criar-te e modelar-te segundo
os caprichos do meu amor.
E és minha, ó habitante dos meus
sonhos infinitos.

Os teus pés estão orvalhados pela gloria
do meu desejo, ó respingadora dos meus cânticos
da tarde.
Os teus lábios tornaram-se amargos e doces
pelo vinho da minha dor.
E és minha, ó habitante dos meus
sonhos solitários.

É a sombra das minhas paixões que torna
sombrios os teus olhos. És a alucinação do
meu olhar.
Eis que te prendi e envolvi nas malhas dos
meus cânticos, ó meu amor.
E és minha, ó habitante dos meus
sonhos imortais.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O ciclo dos sete anos.


"A vida tem círculos de sete anos, ela se move em círculos de sete anos exatamente como a terra faz uma rotação em seu eixo em vinte e quatro horas. Ninguém sabe porque não são nem vinte e cinco nem vinte e três horas. Não há nenhum jeito de se responder isso. É simplesmente um fato. Assim, não me pergunte porque a vida se move em círculos de sete anos. Eu não sei. O máximo que eu sei é que ela se move em círculos de sete anos. E se você compreender esses círculos de sete anos, você compreenderá uma grande coisa sobre o crescimento humano.
Os primeiros sete anos são os mais importantes porque os alicerces da vida estão sendo assentados. É por isso que todas as religiões estão muito preocupadas em agarrar as crianças o mais rápido possível. Os judeus circuncidam as crianças. Que bobagem! Mas eles estão carimbando a criança como uma judia. Essa é uma maneira primitiva de carimbar. Ainda se faz isso com o gado aqui nas redondezas.
Aqueles primeiros sete anos são os anos em que você é condicionado, é preenchido com todos os tipos de idéias que irão atormentá-lo ao longo de toda a sua vida, que irão distraí-lo de sua potencialidade, que irão corrompê-lo, que nunca irão lhe permitir ver claramente. Elas sempre virão como nuvens diante de seus olhos e irão fazer com que tudo fique confuso. As coisas são claras, muito claras. A existência é absolutamente clara. Mas os seus olhos têm camadas e mais camadas de poeira.
E toda essa poeira foi arranjada nos primeiros sete anos de sua vida, quando você era tão inocente, tão confiante, que qualquer coisa que lhe fosse dita você aceitava como sendo verdadeira. E mais tarde, será muito difícil você descobrir tudo aquilo que entrou em seus alicerces. Terá se tornado quase parte de seu sangue, ossos, de sua própria medula. Você perguntará mil outras questões, mas você nunca perguntará a respeito dos alicerces básicos de suas crenças.
A primeira expressão de amor para com a criança é deixá-la absolutamente inocente em seus primeiros sete anos, sem condicionamento, deixá-la por sete anos completamente selvagem, uma pagã. Ela não deveria ser convertida ao hinduismo, ao islamismo, ao cristianismo. Qualquer um que esteja tentando converter a criança, não tem compaixão, é cruel, está contaminando a própria alma de um viçoso recém-chegado. Antes mesmo que a criança tenha formulado perguntas, ela já terá recebido respostas com filosofias , dogmas e ideologias pré-fabricadas. Essa é uma situação muito estranha. A criança não perguntou a respeito de Deus e você já está lhe ensinando. Por que tanta impaciência? Espere!
Se algum dia a criança demonstrar interesse por Deus e começar a perguntar a respeito, então tente dizer a ela não apenas a sua idéia sobre Deus, porque ninguém tem qualquer monopólio. Coloque diante dela todas as idéias de Deus que estiveram presentes em diferentes povos, em épocas diferentes, por religiões, culturas e civilizações diferentes. E lhe diga: 'Você pode escolher dentre essas aquela que mais lhe atrai. Ou você pode inventar a sua própria, se nenhuma estiver adequada. Se todas lhe parecerem defeituosas, e você achar que pode ter uma idéia melhor, então invente a sua própria. Ou se você achar que não há jeito de inventar uma idéia sem falhas, então abandone toda essa história, ela não é necessária. Um homem pode viver sem Deus.'
Não há qualquer necessidade de que o filho tenha que concordar com o pai. Na verdade parece muito melhor que ele não tenha que concordar. É assim que a evolução acontece. Se toda criança concordar com o pai, então não haverá qualquer evolução, porque o pai terá concordado com seu próprio pai, e todo mundo estará no ponto em que Deus deixou Adão e Eva: nus e expulsos do jardim do Éden. Todo mundo estará lá. O homem tem evoluído porque os filhos têm discordado de seus pais, dos pais de seus pais e de todas as tradições. Toda essa evolução é uma tremenda divergência com o passado. Quanto mais inteligente você for, mais você irá discordar. Mas os pais valorizam as crianças que concordam e condenam as que discordam.
Até os sete anos, se a criança puder ser deixada inocente, não corrompida pelas idéias dos outros, assim tornar-se-á impossível distraí-la de seu crescimento potencial.Os primeiros sete anos da criança são os mais vulneráveis. E elas estão nas mãos dos pais, dos professores, dos padres....
Como defender as crianças dos pais, dos padres e dos professores é uma questão de tamanha proporção que parece quase impossível de se fazer. Não é uma questão de ajudar a criança. A questão é proteger a criança. Se você tiver uma criança, proteja-a de si mesmo. Proteja a criança dos outros que possam influenciá-la, pelo menos até os sete anos, proteja-a. A criança é como uma pequena plantinha, fraca e suave. Um simples vento forte pode destruí-la, qualquer animal pode comê-la. Você põe um fio protetor ao redor dela, mas não a aprisiona, você está simplesmente protegendo-a.Quando a planta estiver maior, o fio será removido.
Proteja a criança de todo tipo de influência de modo que ela possa permanecer ela mesma. E isso é só uma questão de sete anos, porque então o primeiro círculo estará completo. Aos sete anos ele estará bem enraizado, centrado, forte o suficiente. Você não sabe o quanto uma criança de sete anos pode ser forte porque você só tem visto crianças corrompidas. Elas carregam os medos e a covardia de seus pais, mães e familiares. Elas não são elas mesmas.
Se uma criança permanecer sem ser corrompida por sete anos... Você ficará surpreso ao encontrar tal criança. Ela será tão afiada como uma espada. Seus olhos serão claros, seus insights serão claros. E você verá nela uma tremenda força que você não poderá encontrar nem mesmo num adulto de setenta anos.
Se você é um pai (ou mãe), você precisará muito dessa coragem para não interferir. Abra portas para direções desconhecidas de modo que a criança possa explorá-las. Ela não conhece o que ela tem dentro dela, ninguém sabe. Ela terá que tatear no escuro. Não faça com que ela tenha medo do escuro, não faça com que ela tenha medo do fracasso, não faça com que ela tenha medo do desconhecido. Dê a ela suporte. Quando ela estiver indo para uma jornada desconhecida, ofereça a ela todo o seu suporte, com todo o seu amor, com todas as suas bênçãos.
Não deixe que ela seja afetada pelos seus medos. Você pode ter medos, mas mantenha-os consigo mesmo. Não descarregue esses medos em cima da criança, porque isso será interferência.

Depois dos sete anos, no próximo círculo de sete anos, dos sete aos quatorze, algo novo é acrescentado à vida: os primeiros alvoroços da energia sexual da criança. Mas elas são apenas uma espécie de ensaio.
Ser pai é uma tarefa difícil. Assim, a não ser que você esteja pronto para assumir tal tarefa difícil, não se torne um pai. As pessoas simplesmente seguem se tornando pais e mães sem saber o que estão fazendo. Você está trazendo uma vida à existência e todo o cuidado do mundo será necessário.
Agora, quando a criança começa a brincar com seus ensaios sexuais, é o tempo em que os pais mais interferem, porque foi assim que fizeram com eles. Tudo o que eles sabem é o que foi feito com eles, assim eles seguem fazendo o mesmo com as suas crianças. As sociedades não permitem ensaio sexual, pelo menos não permitiram até o século XX, exceto nas duas e três últimas décadas em alguns países muito avançados. Agora já existem escolas mistas para as crianças, mas em um país como a Índia, mesmo agora, a educação mista começa a surgir apenas no nível universitário.
O menino de sete anos e a menina de sete anos não podem estar no mesmo internato. E este é o momento para eles, sem qualquer risco, sem perigo de gravidez, sem que quaisquer problemas surjam para suas famílias; este é o momento em que lhes deveriam ser permitidas todas as brincadeiras.
Sim, isso terá uma conotação sexual, mas será só um ensaio, não se trata de um drama teatral verdadeiro. E se você não permitir a eles nem mesmo esse ensaio, de repente então, um dia a cortina se abrirá e o verdadeiro drama começará... E eles não saberão o que está acontecendo e não haverá nem mesmo aquela pessoa escondida no palco para lhes soprar o que devem fazer. Você terá bagunçado a vida deles completamente.
Esses sete anos, o segundo círculo da vida, são significantes como um ensaio. Eles se encontrarão, se misturarão, brincarão e se conhecerão. E isso ajudará à humanidade a se livrar de quase noventa por cento das perversões. Se às crianças dos sete aos quatorze for permitido estarem juntas, nadarem juntas, estarem nuas juntas, noventa por cento das perversões e noventa por cento das pornografias irão simplesmente desaparecer. Quem irá dar atenção a essas coisas?
Quando um garoto conheceu tantas garotas nuas, que interesse uma revista tipo Playboy poderá ter para ele? Quando uma garota tiver visto tantos garotos nus, eu não vejo qualquer possibilidade de existir curiosidade a respeito do outro. Isso simplesmente desaparecerá. Eles irão crescer juntos naturalmente, não como duas espécies diferentes de animais. É assim que eles crescem agora, como duas espécies diferentes de animais. Eles não pertencem à mesma espécie humana, eles são mantidos separados. Mil e uma barreiras são criadas entre eles, e não lhes permitem qualquer ensaio de sua vida sexual que está chegando...
Se você tiver feito o dever de casa direitinho, se você tiver brincado com sua energia sexual exatamente com o espírito de um desportista (e naquela idade este é o único espírito que você poderia ter), você não se tornará um pervertido, um homossexual. Todo tipo de coisas estranhas não virão à sua cabeça, porque você está se movendo naturalmente com o outro sexo e o outro sexo está se movendo com você. Não haverá qualquer bloqueio e você não estará fazendo nada errado com quem quer que seja. Sua consciência estará clara porque ninguém pôs nela idéias do que é certo e do que é errado. Você simplesmente está sendo o que você é.

Dos quatorze aos vinte e um o seu sexo amadurece. E isso é significante para se entender: se o ensaio tiver sido bom no período dos sete aos quatorze quando o sexo amadurece, acontece uma coisa muito estranha que você nem mesmo deve ter pensado a respeito, porque não lhe foi dada a oportunidade. Eu disse a você que o segundo círculo de sete anos, dos sete aos quatorze, deu a você um vislumbre de antes da peça teatral. O terceiro círculo de sete anos da a você um vislumbre do que vem depois.Você está ainda com garotas ou garotos, mas agora uma nova fase começa em seu ser: você começa a se apaixonar.
Não é ainda um interesse biológico. Você não está interessado em procriar, você não está interessado em se tornar marido ou esposa. Esses são os anos dos jogos românticos. Você está mais interessado na beleza, no amor, na poesia, na escultura, que são fases diferentes de romantismo.

Dos vinte e um aos vinte e oito é um tempo em que eles podem se acertar. Eles podem escolher um companheiro. E eles são capazes de escolher agora, através de toda a experiência dos dois círculos passados eles podem escolher o companheiro certo. Não há mais ninguém que possa fazer isso por você. Isso é algo como um pressentimento. Nenhuma aritmética, nenhuma astrologia, nenhuma quiromancia, nenhum I-Ching poderão fazer isso.
Isso é um pressentimento: entrando em contato com muitas, muitas pessoas, de repente alguma coisa dá um clique que nunca deu com qualquer outra pessoa. E isso clica com tanta certeza e tão absolutamente, que você não pode nem mesmo duvidar. Mesmo se você tentar duvidar, você não conseguirá. A certeza é tão tremenda. Com esse clique vocês se acertam.
Entre os vinte e um e os vinte e oito, em algum lugar, se tudo correr bem do jeito que eu estou dizendo, sem interferência de outros, então vocês se acertam. E o período mais agradável da vida vem dos vinte e oito aos trinta e cinco: o mais alegre, o mais pacífico e harmonioso, porque duas pessoas começam a se derreter e a se fundir uma com a outra.

Dos trinta e cinco aos quarenta e dois, um novo passo, uma nova porta se abre. Se até os trinta e cinco você sentiu profunda harmonia, uma sensação orgástica e tiver descoberto a meditação através disso, então, dos trinta e cinco aos quarenta e dois vocês ajudarão um ao outro a ir mais e mais fundo na meditação sem sexo, porque o sexo neste ponto começa a parecer infantil, juvenil. Quarenta e dois anos é o tempo certo quando a pessoa deveria ser capaz de saber exatamente quem ela é.

Dos quarenta e dois aos quarenta e nove ela vai mais fundo e mais fundo na meditação, mais e mais para dentro de si mesmo, e ajuda o companheiro no mesmo caminho. Eles se tornam amigos. Não mais existe marido e não mais existe esposa. Esse tempo já passou. Isso já deu a sua riqueza para a sua vida. Agora existe alguma coisa mais alta, mais alta que o amor. Isso é amizade, um relacionamento de compaixão para ajudar o outro a ir mais fundo dentro de si mesmo, a se tornar mais independente, a se tornar mais só, como duas árvores altas, separadas mas ainda próximas uma da outra, ou dois pilares num templo suportando o mesmo teto, estando tão próximos e tão separados, tão independentes e tão sós.

Dos quarenta e nove aos cinqüenta e seis essa solitude se torna o foco de seu ser. Tudo no mundo perde o significado. A única coisa significante que permanece é essa solitude.

Dos cinqüenta e seis aos sessenta e três você se torna totalmente o que você está para ser: o florescimento potencial.

Dos sessenta e três aos setenta você começa a ficar pronto para deixar o corpo. Agora você sabe que não é o corpo, você sabe que também não é a mente. O corpo era conhecido como separado de você em algum lugar quando você tinha trinta e cinco anos. Que a mente está separada de você foi conhecido em algum lugar quando você tinha quarenta e nove anos. Agora, tudo mais foi deixado de lado exceto a auto observação. Só a pura consciência, a chama da consciência permanece com você, e isso é a preparação para a morte.

Setenta é a duração de vida natural para o homem. E se as coisas se moverem em seu curso natural, então ele morre com tremenda alegria, em grande êxtase, sentindo-se imensamente abençoado porque a sua vida não foi sem significado e que, pelo menos, ele encontrou o seu lar. E por causa dessa riqueza, dessa realização, ele é capaz de abençoar toda a existência.
Só por estar perto de tal pessoa, quando ela está morrendo, é uma grande oportunidade. Você sentirá, na medida em que ele deixa o corpo, algumas flores invisíveis caindo sobre você. Embora você não possa vê-las, você poderá senti-las."
OSHO Darkness to Light.

castelo chamado orgulho.


O acesso é dificultado por acidentes abruptos e pelos galhos
espinhosos de plantas ressequidas que formam uma "floresta" cerrada
em que a passagem é fechada a quem não se anima a romper a horda
ameaçadora de espinhos. As muralhas do castelo são muito sólidas e os
blocos de pedra utilizados na sua formação são altamente maciços e
fortemente ligados, o que dificulta o arremetimento por qualquer
arma. O senhor do castelo mantém em regime severo de prisão um
valente exército sempre na espreita de disputar em confronto com os
tenazes e bem armados carcereiros suas forças intima e
extraordinariamente contidas, fazendo com que se mantenha na
obscuridade da relativa impotência.

O castelo de imponente silhueta ao abrigo de densa névoa tem um nome
tão aparatoso quanto sua própria figura: ORGULHO. Sua localização:
bem no coração de uma mata densa, muito pouco explorada. Nunca se viu
no mundo objetivo uma defesa tão impenetrável, as abordagens do mundo
exterior, na maior parte das vezes, param no forte espinheiro que
protege o castelo. As que logram passar pela defesa batem no maciço
inespugnável, não encontrando meio de invadir fortaleza tão hermética.

Como acessar as dependências desta fortificação e resgatar o valoroso
exército mantido sob inclemente e forçada subjugação? O castelo é
absolutamente impenetrável, o que nos leva a concluir que se
possibilidade houver, somente uma revolução interna pode realizar a
façanha. Isto é, um motim! Ou o exército prisioneiro descobrir um
ponto fraco na guarda inimiga ou aproveitar-se de uma distração -
causada por algum afrouxamento do castelão - e dominar uns, ganhar a
adesão de outros, e assim, estar em condições de estabelecer uma
guerra no interior do castelo. Esta terá a duração comparável com a
resistência de um e de outro exército, que acabará - sabe-se lá
depois de quanto tempo! - com a libertação dos prisioneiros e a queda
do castelo, se não com a derrota destes e uma nova oportunidade de
luta terá que ser aguardada, após restabelecimento das forças
trancafiadas concomitante com novo ensejo oferecido pela guarda do
castelo. E o ciclo continua, mas até que a resistência do exército do
castelão seja minada pela persistência irresistível do intrépido
colosso que procura manter sob seu poder tirânico. Essa resistência
do comando e do povo do castelo exige uma concentração de esforços
insustentável ao longo do tempo - podem ser anos, séculos... - mas um
dia o castelo, por esgotamento das forças reinantes, cai. E do
coração dessa floresta, agora bela e exuberantemente transformada,
partem em decidida disparada, os tropéis libertos que vão reinar
soberanos por toda a vastidão que a imaginação alcança.

domingo, 8 de julho de 2012

"Êxtase - A linguagem esquecida" - Osho.


Um brinde a nós, amigos!
Um brinde à vida, à alegria, ao êxtase que escondemos em nossas próprias cabeças! Um
brinde que nos arranque de nosso sono cheio de sonhos, de ambição e desses truques do mundo que
substituíram a vida real. Bebamos da taça de um louco que nos permite abandonar todo o nosso
controle, as nossas tensões, as nossas restrições, que durante tanto tempo nos impediram de abraçar
Deus, a alegria e o êxtase!
Um brinde ao calor daquilo que derreterá nossos corações congelados, e pela primeira vez
nos permitirá fluir e sentir com todo o nosso ser.
Encontrem Bhagwan Shree Rajneesh, um bêbado, um louco que está aqui, vivo,
oferecendo-lhes o sabor de um outro louco de uma outra época — Kabir — um louco que através de
sua inocência, através de sua ignorância, através de sua admiração, canta uma canção onde a poesia
floresce", uma poesia que pode ser entendida por qualquer um que seja suficientemente inocente!
Bhagwan facilita-nos um desaprendizado, uma mudança de foco, um relaxamento — um mover-se
da cabeça para o coração e sua inocência, um tornar-se extraordinário sendo comum exactamente
como aconteceu a Kabir. ..e cada momento torna-se tão absolutamente precioso, traz tanta alegria e
recompensa em si mesmo, que nada mais resta a não ser desfrutá-lo, perder-se nele, embriagar-se de
vida!
Através desses novos olhos tem-se a sensação de que a vida é Deus e que Deus é a vida;
não importa o quanto possamos correr ou quão esperta possa ser a mente nas suas tentativas de
adiar,' não há possibilidade de escapar — não há outra maneira de existir. Como diz Bhagwan:
"Vivemos no oceano de Deus. .. Ele o circunda, Ele circunda tudo."
As velhas escrituras da Índia dizem que a existência vem quando Deus expira — você
nasce e a não-existência, quando Ele inspira — você desaparece na morte... mas você nunca deixa
Deus! Pode-se dizer: «Procurado — vivo ou morto. ..por Deus... pela vida... pela existência!»
Temos apenas que nos sacudir e nos despertar para esta grande bênção da vida. ..despertar a
memória desta linguagem esquecida do êxtase que repousa como que hibernada em nossos corações
adormecidos.
No Ocidente, a nossa memória tem sido entorpecida pela nossa ambição, pela nossa
entrega aos prazeres, pela nossa pressa em .satisfazer certas condições que, uma vez satisfeitas, nos
recompensarão com a felicidade que nos espera no final de algum arco-íris mítico. No Oriente, o
mundo, os negócios, são coisas para serem renunciadas, algo contra o qual se deve criar um
antagonismo.
Kabir, entretanto, não pertence a nenhum dos dois. É um homem de real compreensão —
sabe que não se trata de entrega aos prazeres ou de renúncia, mas sim, de consciência. Ou como diz
Bhagwan: "Esteja no mundo, mas conscientemente. Não vá a nenhum lugar, não crie qualquer
atitude antagónica em relação à vida. Deus nada mais é do que um profundo 'sim' à existência". No
caso de Kabir, conta-se que ele nasceu como muçulmano e foi educado por um hindu, ficando então
aberto para as riquezas das duas tradições — não ficou limitado pela escolha de uma e rejeição da
outra. ..disse SIM a ambas.
Desta maneira Bhagwan também reivindica toda a herança da humanidade, dizendo um
'sim' eternamente amoroso a todos: aos cristãos, aos hindus, aos parses, aos sikhs, aos muçulmanos,
aos judeus, aos ateus, aos teístas, ad infinitum.
Este 'sim' é a chave do reaprendizado desta linguagem esquecida. Este 'sim' é o que nos dá
coragem para continuar. Este 'sim' é o ingrediente que está faltando, é o elo perdido para a
recuperação, a reivindicação desse êxtase. Não é da cabeça — é do coração... não é do pensamento,
mas do sentimento.
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E o coração é a nossa totalidade. Sempre que dizemos 'sim' a alguma coisa, sempre que
respondemos com nossos corações, estamos respondendo com nossa totalidade. Sempre que somos
totais em qualquer coisa, ficamos extasiados. Bhagwan diz: "Sim, alegria é loucura. E só os loucos
podem suportá-la. Abandone-se e seja um bêbado!. ..Deus é selvagem e a alegria é o primeiro passo
em direcção a Ele. O êxtase é selvagem. Você tem que se perder nele, no seu próprio abismo".
E como a alegria é loucura e abandono, então é preciso estar pronto para saltar, para
mover-se livre e perigosamente, sem os condicionamentos e limites da sociedade, da religião, do
país, da tradição ou dos rituais que acumulamos — esses limites do nosso passado que nos
impedem de viver Deus, de viver a vida, de viver. ..agora mesmo. ..de viver esta linguagem do
êxtase. .. neste exacto momento!
Bhagwan e Kabir concordam que se Deus não puder ser encontrado nesta vida, não será
encontrado em lugar algum... que sempre que você for total, Ele estará presente. ..ser total é a porta!
Então, será que você está pronto para beber comigo, para beber da taça destes loucos —
Bhagwan Shree Rajneesh e o poeta-místico Kabir — e abandonar os seus controles e misérias?... e
mais uma vez, através da sua natureza, através da felicidade... falar a linguagem do êxtase?
Se você não puder controlar a sua alegria, não poderá controlar o seu êxtase... você tem
que se embeber dele na vida: ". ..e a vida jamais grita, apenas sussurra. A menos que você esteja
muito atento, sintonizado e ligado a ela, não será capaz de entender a vozinha silenciosa de Deus".
Tenha, através dos olhos deste Mestre iluminado, Bhagwan Shree Rajneesh, uma nova
visão do divino, a jornada infinita para dentro do amor, e aceite o seu brinde à nossa divindade, ao
gosto pela vida e à coragem para explorar:
"Convido-o a vir comigo aos domínios mais profundos deste louco, Kabir. Sim, ele era
um louco — todas as pessoas religiosas o são. Loucas, porque não confiam na razão. Loucas,
porque amam a vida. Loucas, porque podem dançar e cantar. Loucas, porque para elas a vida não é
uma questão, um problema para ser resolvido, mas um mistério no qual temos que nos dissolver".
Tudo o que você precisa é alegrar-se, meu amigo, e divertir-se! Leia este livro como se
entrasse pela porta que leva à terra da linguagem esquecida... abra seus braços e permita que a
confiança na vida e no amor afaste a sua cabeça, e com um grande oooouuhhh encha-se da
excitação, do êxtase desta aventura, da exploração desta linguagem esquecida. ..do êxtase: a
linguagem esquecida.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Corvo.


Corvo
Negro como piche
Místico como a Lua.
Fale-me de magia
E eu voarei com você
Muito em breve

O Corvo sempre foi o portador da magia. Este seu papel foi reconhecido pelas mais diversas culturas, ao longo dos tempos, em todo o planeta. E considerado sagrado honrar o Corvo como sendo o portador da magia. Se esta magia for ruim, ela inspirará muito mais medo do que respeito. Àqueles que trabalham com a magia de forma errada tem razoes para temer o Corvo, pois isto é sinal de que estão se imiscuindo em áreas que não dominam, e os feitiços que estão fazendo certamente acabarão retomando contra eles. Em vez de deplorar o lado negro da magia, conscientize-se de que você só irá temer o Corvo quando necessitar aprender algo sobre os seus temores secretos ou sobre os demônios criados por sua própria imaginação.

A magia do Corvo é poderosa e pode lhe infundir a coragem necessária para penetrar nas trevas do Vazio no qual residem todos os seres que ainda não tem forma definida. O Vazio é denominado "Grande Mistério". O Grande Mistério já existia antes que todas as outras coisas viessem a existir. O Grande Espírito é oriundo do Grande Mistério e vive no Vazio. O Corvo é o mensageiro do Vazio.

Se a carta do Corvo apareceu em seu jogo, isto é prenúncio de que você está às vésperas de experimentar uma mudança de consciência, que pode significar inclusive uma viagem pelo Grande Mistério ou por alguma senda situada à margem do tempo. A cor do Corvo é a cor do Vazio - o buraco negro no espaço sideral que congrega todas as energias criadoras. Esta carta traz a seguinte mensagem do Corvo: Você conquistou por seus próprios méritos o direito de vislumbrar um pouco mais da magia da vida.

Na cultura dos índios norte-americanos, a cor preta tem diversos significados, mas não simboliza o mal, como na cultura do homem branco. O preto pode expressar, por exemplo, a busca de respostas, o' Vazio, ou o caminho para as dimensões suprafísicas. A cor negro-azulada do Corvo possui uma luminosidade que simboliza a magia da escuridão e uma mutabilidade de forma que simboliza os nossos processos de transformação.

O Corvo é o guardião da magia cerimonial, e um curador que opera à distância, e que está sempre presente em qualquer Roda de Cura. O Corvo guia a magia curativa para promover uma mudança de consciência capaz de manifestar uma nova realidade na qual não há mais lugar para a doença e a ignorância. O Corvo nos traz diretamente do Vazio do Grande Mistério um novo estado de bem-aventurança e plenitude, proveniente do campo da fartura.

O Corvo é o mensageiro que conduz o fluxo de energia de uma cerimônia mágica, guiando-a até o seu objetivo final. Por exemplo, se uma cerimônia está sendo realizada para levar consolo e ajuda aos habitantes de uma região assolada por uma catástrofe natural, a tarefa do Corvo será precisamente a de ser o portador deste fluxo de energia. Seu papel é o de interligar as mentes dos praticantes do ritual com as mentes daqueles que estão necessitando daquele trabalho.

Se você tirou a carta do Corvo, isto é sinal de que há magia no ar ao seu redor. Não tente, porém, decifrá-la ou interpretá-la de modo racional, pois você não será capaz, visto que esta é a magia do desconhecido em ação, preparando a chegada de algum acontecimento muito especial. O maior mistério, no entanto, será a sua própria reação ante a maravilhosa sincronia proporcionada por esse momento de pura alquimia. Você será capaz de reconhecer este momento e aproveitar esta oportunidade para seu desenvolvimento espiritual? Será capaz de aceitar esta dádiva do Grande Espírito? Ou você deixará passar esta oportunidade, tentando explicar o poder do Grande Mistério de modo racional e intelectual?

Talvez seja tempo de chamar o Corvo como um mensageiro para transportar energias curativas, mensagens, ou, ainda, simples pensamentos. O Corvo é o protetor dos sinais de fumaça e das mensagens, espirituais representadas pela fumaça. Portanto, se você deseja entrar em contato com os Anciões ou enviar uma mensagem para a Estrada Azul do Espírito, peça auxílio ao Corvo. Ou, quem sabe, os Anciões estão chamando por você.

Lembre-se de que este momento mágico surgiu do vazio da escuridão. O seu desabo, a partir de agora, é iluminá-lo. Ao manifestar a magia luminosa deste momento você estará honrando plenamente o mágico que existe dentro de você!

sábado, 30 de junho de 2012

SUFISMO.


O Sufismo tem sido reconhecido há muito tempo como representantes da espiritualidade e detentores dos conhecimentos e práticas do caminho místico, no despertar da espiritualidade humana, e no resgate da relação do ser humano com o Divino, na busca do desenvolvimento pleno de sua consciência e suas infinitas potencialidades.
O Sufismo contém elementos comuns de outras tradições e pode dar continuidade à elas incorporando-as dentro de seu processo.
O Sufismo tem um caráter universal, mesmo estando ele ligado ao contexto do mundo Islâmico. Encontramos no Sufismo aspectos das tradições da antiga Pérsia, Egito, Grécia, e outras. Vemos dentro de seus conhecimentos e práticas um conhecimento mais amplo que praticamente sintetiza os elementos mais diversos. O Sufismo tem como objetivo o retorno do ser humano à sua dimensão mais perfeita aproximando-o ao Divino, como qualquer caminho místico verdadeiro.
O Sufismo foi o grande responsável por introduzir no Islã um grau cultural que acabou por influenciar o próprio Ocidente durante a Idade Média. O Sufismo influenciou tanto Cristãos e Judeus como as escolas esotéricas. Também influenciou a filosofia, com a tradução dos textos dos filósofos gregos e em todo o desenvolvimento posterior, nas ciências, na medicina, na matemática, na astronomia e nas Artes através da influência moura.
Os primeiros Sufis apareceram alguns anos após a morte do profeta Maomé. Eram indivíduos que se retiraram para o deserto ou para locais sem evidência, para preservar e dar continuidade aos conhecimentos que receberam. À eles Maomé teria confiado os aspectos mais esotéricos do
conhecimento que possuía, a dimensão mais mística ou espiritual.
Em contato com outras tradições, estes primeiros sufis foram os maiores responsáveis pelo desenvolvimento da dimensão mística do Islã, e aos poucos foram formando escolas e ganhando importância como os verdadeiros representantes da espiritualidade. Começaram a ser conhecidos como Sufis e inseriram suas escolas na comunidade.

A melhor aproximação na definição de Sufismo reside em um de seus próprios atributos, o Caminho. Uma via que dá acesso ao "Ser Humano Desperto".
O Sufismo considera o homem atual não plenamente no gozo das qualidades e atributos a que afirma ter direito e uso. O seu comportamento poderia ser qualificado de "Sono".
Para despertar esse homem, o Sufismo dispõe de um arsenal de meios, métodos e processos.
Existem princípios que permitem a escolha correta. O princípio do tempo correto, do lugar correto, de pessoas corretas, de situação social correta e a presença de um mestre preparado.
Reais progressos, segundo os sufis, só podem ser realizados sob a orientação de um mestre vivo e atuante. A aproximação ao Sufismo feita através de livros, palestras e discussões é mera aproximação.
O Sufismo é um processo vivencial e experimental que, sob as orientações de um mestre qualificado, dentro das condições de tempo, lugar e situação social e pessoal realiza a transformação do ser humano, de forma a levá-lo a um aperfeiçoamento, cujo produto final é conhecido como Sufi.
Este processo não entra em conflito com as necessidades, disposições, realizações e realidades, do mundo exterior ao indivíduo.
Um sufi pode existir em qualquer lugar. O Sufismo é a essência absoluta de todas as religiões. Sempre que uma religião se torna viva é por causa do Sufismo.
Sufismo significa simplesmente um caso de amor com o supremo, um caso de amor com o todo. Sufismo é a arte de remover obstáculos entre você e você, entre o self e o self, entre a parte e o todo.Ele não conhece formalidade.
Um sufi é um sufi. Não há como definí-lo. Através da mente e do intelecto não é possível conhecê-lo.Você pode apenas vivenciá-lo. A única maneira de saber o que é um sufi.é tornar-se um deles.
O Sufismo só pode ser transferido de pessoa a pessoa e não a partir de um livro. É uma transmissão além das palavras. Os sufis tem uma palavra especial para isso que é Silsila. Silsila significa uma transferência de um coração a outro coração, de pessoa a pessoa. O Sufismo é muito pessoal.
Um sufi tem de obter uma inocência primal. Ele tem de abandonar todos os tipos de cultura, condicionamento. Ele tem de se tornar novamente um animal.
Sufi significa lã, na raiz da palavra alemã e árabe.
Quando você escolhe que isto é bom e aquilo é mau, você permanece dividido.
Um sufi não conhece escolha. Ele é consciente sem escolha. O que quer que aconteça, ele aceita como uma causa dada por Deus. Ele confia na mente universal.
A palavra sufi pode ser derivada de sufa - pureza, limpeza, purificação. Quando você vive uma vida sem escolhas, surge uma pureza natural no sentido de ser divino.
Para um sufi Deus não é uma idéia. É sua realidade vivida. Esta realidade não está em algum lugar no céu. Ela está aqui e em todos os lugares, agora. Deus é apenas um nome para a totalidade da existência.
A palavra sufi pode ser derivada de outra palavra, sufia, que significa escolhido como amigo de Deus.
A sabedoria surge através do seu próprio ser. Você é a luz de si mesmo.
O Alcorão diz que três qualidades tem de estar no coração do buscador. A humildade, a caridade e a verdade (autenticidade). Estes são os três pilares do Sufismo.
Humildade define o homem que entendeu todas as formas do ego, não do desejo.
Caridade aparece quando você, a partir da sua abundância, compartilha a alegria de dar tal como a flôr dá o seu perfume.
O sufi vive no momento e esse pequeno momento torna-se luminoso através da concentração de energia.
O Sufismo é o caminho do amor e do sentimento. Sufismo é o despertar do coração.
Os sufis são aqueles que tem coração. O coração é a faculdade de perceber o bem amado. Só atravéz do coração você realiza a vida. É como uma celebração. O Sufismo é uma grande celebração. Um sufi lhe dá métodos, não doutrina. Os sufis são chamados "O povo do caminho" e eles dizem: Trabalhem o método!
Para seguir um método a pessoa precisa estar em busca. Um mestre vivo lhe dará apenas uma visão do que é possível. Então você começa a trabalhar por si mesmo. Cada um tem de encontrar sua própria disciplina.
Existem três planos: corpo, mente e alma.
O primeiro é sharia, que significa o corpo da religião. O ritual, o formal e mais social do que espiritual.
Sharia é o núcleo superficial da religião. Sharia é a circunferência de um círculo.
A segunda camada é hagiga. É o centro da circunferência, a alma da religião e a essência.
O terceiro plano é a tarica que significa o caminho, o método, de fora para dentro.
Só um raio pode ligar a circunferência ao centro e os raios são as pessoas do caminho, que transmitem muitas técnicas.
Tárica é levar a pessoa até a verdade para que ela possa ver por si mesma.
Cada degrau tem de ser celebrado.
O sufi dá a você o conhecimento sobre tárica, sobre o método mas não dá a você conhecimento sobre princípios.
Os sufis dizem que se um homem não tem consciência, nada pode ser ensinado.
Sufi significa consciência na vida, conciência num plano mais elevado do qual normalmente vivemos.
Um mestre não reajusta a sua mente, ele o ajuda a dissolvê-la livre de condicionamentos, leis, sociedade. Ele lhe dá liberdade.
Quando a pessoa começa a se perguntar o que é a religião verdadeira, o que é o verdadeiro Deus, ela se transforma em um buscador sufi.
Não há nenhum significado existindo na vida. Alguém tem de criá-lo.
A verdade religiosa não é uma coisa. É um significado e um sentido. Cada pessoa ir atrás dela para descobrí-la e explorá-la.
O conhecimento é uma teoria; o conhecer é uma experiência; conhecer quer dizer que você abre os olhos e você vê . Conhecimento significa que quem abriu os olhos viu e fala sobre isso e continua a acumular informações.
Os sufis dizem que se uma pessoa quer renunciar a algo, deve renunciar ao conhecimento que acumulou na memória. Essa é a verdadeira barreira para se tornar como crianças, um inocente.
Toda a existência é de cada pessoa. Ela deve explorá-la sem nenhum preconceito e filosofia mantendo a mente aberta. e assim ficará surpresa por descobrir que Deus existe.
A existência é um mistério, o imprevisível está em todo lugar. O corpo é a alma visível e a alma é o corpo invisível.
Contemplação Sufi significa pessoas sentadas em profunda recordação de Deus. Apenas sentadas silenciosamente observando a fonte fluindo energia. O que vier do mestre, a pessoa está pronta para recebê-la.
Baraka, a graça, está sempre fluindo do mestre. Se você estiver aberto, você será preenchido por ela. Você pode beber da fonte do seu mestre, onde quer que você esteja.
Meditação é um meio de ir para dentro de si mesmo, na profundidade onde os pensamentos não existem.
Sufis, o povo do caminho - Livro de Osho.