contos sol e lua

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

RITUAL DE PERSÉFONE[REALIZADO EM LUA CRESCENTE.]




Nesse ritual, use incenso de sândalo, olíbano, cássia ou pinho. Será necessário um bastão decorado com fitas coloridas, uma cesta de vime para depositar o bastão, um sino e uma maçã.
Abra o círculo, visualizando-o circundado por um círculo de fogo. Chame pelos quatro ventos para montarem guarda.
Fique de pé diante do altar, voltado para o leste. Erga seus braços em saudação e diga:
Entre os mundos eu ergui este altar.
Fora do tempo, este rito conduz ao antigo caminho,
Onde poderei encontrar Deméter do grande Olimpo,
E conjurar alta magia. Apareça, eu ordeno.
Coloque o bastão decorado na cesta de vime e leve-a para o leste e diga:
Perséfone retorna ao Submundo.
Não pranteie, Mãe Terra,
Pois a Criança Divina do Amor está aqui.
Vire a cesta para o sul e diga
Perséfone retorna ao Submundo
Apesar de a luz enfraquecer,
Ela retornará à Terra.
Vire a cesta para o oeste e diga:
Perséfone retorna ao Submundo.
O frio do inverno se aproxima,
Mas apenas por um breve período.
Termine voltando a cesta para o norte e diga:
Perséfone retorna ao Submundo.
A Terra permanecerá em repouso
Até que a luz de seu Filho Divino
Torne a se fortalecer e brilhe sobre nós.
Posicione a cesta no chão diante do altar. Toque o sino três vezes. Apanhe a adaga ritual com sua mão de poder e a maça com a outra. Diga:
Revele-me seus segredos ocultos
Para que eu possa
Compreender seus Mistérios sagrados.
Corte a maça na horizontal para revelar o pentagrama em seu interior. Contemple este símbolo sagrado por alguns instantes. A seguir, diga:
Na vida está a morte, na morte está a vida.
Tudo deve obedecer à sagrada dança do caldeirão,
Era após era, para morrer e renascer.
Ajuda-me a lembrar que cada início tem um fim
E que cada fim traz um novo início.
Morda um pedaço da maçã. Deixe o restante para posteriormente compartilhar com os passarinhos. Diga:
Sagrada Mãe Deméter,
Conforte-me e proteja-me em meus períodos de dificuldades,
Instrua-me nos Mistérios.
Você e sua filha Perséfone possuem o poder
Para conduzir-me a um novo entendimento.
Feche o círculo e dê por encerrado o ritual.

PERSÉFONE-A RAINHA DO INFERNO.


Veremos nesse mito uma comum e infeliz experiência que inibi a potencialidade da energia feminina. O mito da deusa Perséfone é um arquétipo através do qual todos lidam com ele, consciente ou inconscientemente.
Perséfone, a donzela da primavera, se alegrava nas campinas de Nisa brincando com as ninfas do Oceano; colhiam flores misturando violetas, íris, rosas, jacintos e lírios. Estava na companhia de Atená e de Ártemis, se afastando, foi atraída por um magnífico narciso (Nárkissos). Enquanto o contemplava e já embriagada pelo perfume estupefaciente (nárke) da flor, o solo se abriu a seus pés e Hades, o deus do mundo subterrâneo, apareceu em sua carruagem, puxada por imortais cavalos, tomou-a nos braços e a levou para ser sua noiva. De nada adiantou seus gritos, pois o próprio Zeus avia consentido nesse rapto.
Em sua inocência estava alegre a contemplar a vida quando foi raptada para habitar no Mundo Inferior. O deus Hades, simbolismo aqui do Animus hostil que consuma a flor virginal, o caráter natural do desenvolvimento infantil é obstruído por fenômenos que fogem ao domínio da jovem deusa. Um outro fator é o entorpecimento com o "Nárkissos", possuidor de um perfume venenoso (narcótico), representando a esterilização energética do indivíduo.
Ela estava acompanhada de Atena e Ártemis, são deusas de forte caráter de independência, de se fazer valer por si mesma. Podemos entender como referências de comportamento ( Personas ) de potencialidades a serem incorporada no ego, ou já existente, mas sem condições de manifestarem-se. Porém forças ctônicas lhe aprisionou - em termos da desempenho humano entende-se como experiências de caráter neurótica oriundas do meio. A Persona de Atená e Ártemis não podem ser desenvolvidas devido a forte masculinidade tirânica de Hades, a presença de forças de um meio hostil, tornando-a sujeita a potências do mundo inferior - o inconsciente. Neste caso, para o desenvolvimento da Individuação, há a necessidade do resgate do mundo infernal, transcender o sofrimento inevitável que se passou na inocência primária de estabelecimento da estrutura de personalidade.
Não podemos desconsiderar que Perséfone tornou-se a rainha do mundo infernal, afinal, ela é uma deusa – ciente de seu real valor - não é como uma simples mortal que necessita se auto-afirmar, se fazer valer no mundo. Ela é por si mesma, apenas, devido à violência de Hades, suas potencialidades foram desviadas, porém não foram perdidas. E quantas Perséfone inconscientes de suas potencialidades, não existem por aí; sendo excelentes mães e donas de casa que se desdobram para se fazer valer sob o pátrio poder de seu Hades? Quantas mulheres infernizadas no mundo patriarcal, desconhecem seu desejo? É pena que as que conseguem submergir desse mundo, ao invés de manifestarem seu esplendor, reproduzem a caótica referência de Hades.
A deusa Perséfone necessita ser descoberta não apenas pelas mulheres, os homens necessitam dela para serem mais criativos, sensatos e mesmo mais humanos; mas quando isso inicia-se, as forças da cultura de Hades surgem carregando-o involuntariamente.

O MITO ORIGINAL.


Perséfone é a donzela do Renascimento e da Regeneração identificada com a Lua, a Primavera, as Serpentes e o Mundo Subterrâneo.
Como Deusa Mãe, Demeter engendra a sua filha (Perséfone) junto com a criação simbolizada na Primavera e na Agricultura. Ambas vivem juntas colocando em marcha os ciclos da vida cósmica, vegetal, animal e humana. Depois de educar e iniciar sua filha, Deméter, em sua ausência, assume seu aspecto sombrio de deusa outonal. Neste momento, ela torna-se uma anciã sábia oculta nas raízes das ervas curativas, se refugiando debaixo da terra e dentro de covas, até que o ciclo da vida se complete.
É somente com o retorno de sua filha do Mundo Avernal, e isso acontece na Primavera, é que a Mãe também volta para povoar o mundo e a vida adormecida nasce sobre a terra. As plantas florescem, as árvores dão frutos e os animais procriam. Já os humanos participam deste retorno expressando sentimentos de amor, amizade e solidariedade.
No Mito de Deméter-Perséfone visualizamos o símbolo tardio da Virgem Maria frente a seu filho crucificado (cena encontrada no filme americano “A Paixão de Cristo”), que segue ressonando na consciência das pessoas. Não existe nada mais doloroso que chorar a morte de um filho ou uma filha.
Tanto o nosso mito grego, como o cristianismo exaltam a morte injusta e a dor materna como arquétipo de amor sublime e abnegado. Entretanto, Deméter-Perséfone, nos falam de uma concepção sagrada, onde a vida e a morte fazem parte de um mesmo processo. Ambas não estão dualizadas e não funcionam como irreconciliáveis. A morte natural como a vida é uma experiência de transformação, iluminação e amadurecimento que abarcam dimensões espirituais, psicológicas e culturais das pessoas.

BRUXA.


PORQUE SOU UMA BRUXA
Sou uma bruxa porque Sempre que abro os olhos ao despertar, me emociono por mais um dia para viver, livre e comprometida com as coisas e as causas da Grande Mãe. Neste momento procuro refletir a respeito dos tantos dias que nos foram tirados, por inveja, injúria e cobiça e peço luzes e força a Deusa Mãe para o dia de hoje.
Sou uma bruxa porque ao abrir as janelas e respirar o ar da manhã, agradeço a Deusa pelo dom da vida, e celebro o pai ar pela sua presença em mim.

Sou uma bruxa porque, ao me alimentar, celebro aquele bendito alimento e bendigo todos aqueles que contribuíram com seu trabalho para que o mesmo chegasse à minha mesa.
Sou uma bruxa porque, sempre de alguma forma, renasce o amor em mim, e minha alma agradecida transmite luz.
Sou uma bruxa porque sempre me envolvo e me comprometo a serviço da justiça e da paz no mundo.
Sou uma bruxa porque estou sempre insistindo em abrir as portas do meu coração para transmitir os ensinamentos dos antigos e facilitar o despertar da grande arte nos corações dos que me cercam.

Sou uma bruxa porque estou sempre acendendo um fósforo sem maldizer a escuridão.
Sou uma bruxa porque busco a verdade sem jamais me conformar com a mentira e o subterfúgio.
Sou uma bruxa sempre que renuncio ao egoísmo e procuro ser generosa.
Sou uma bruxa quando sorrio para alguém, mesmo estando muito cansada, pois conheço o valor do sorriso.
Sou uma bruxa quando preparo um chá que vai curar, ou pelo menos amenizar a enxaqueca daquela vizinha chata.

Sou uma bruxa quando tomo um animal em meu colo para lhe amenizar a dor. Quando planto e colho uma erva e agradeço a Gaia por tamanha dádiva.
Sou uma bruxa quando persigo a luz de uma estrela com o olhar e o coração nas trevas que nos circundam. Quando levo a fé nos Deuses por entre linhas, apenas com minhas ações.
Sou uma bruxa quando em rijo, sinto o rio do sangue da vida que escoa nas minhas entranhas. Quando sou fogo que estimula o coito, e água que transforma e modifica cursos.

Sou uma bruxa porque me aconchego no seio sagrado da terra, voltando ao colo sagrado. Quando abro o circulo invocando os ventos do norte, buscando no canal dos antigos o néctar do renascer.
Sou uma bruxa porque, quando falo em liberdade, me sinto águia. Quando falo de sabedoria, me sinto coruja, e, quando falo do belo, me sinto arara.
Sou uma bruxa porque estou sempre atenta ao perfume, que não posso derramar no próximo sem que também me atinja e a lei tríplice se faz em mim.

Sou uma bruxa quando vivencio o sabor do pão partilhado. Quando procuro pedir perdão e recomeçar.
Sou uma bruxa quando me recolho ao silêncio perante um julgamento preconceituoso ou injusto a meu respeito, entrego ao tempo. Único polo óptico da verdade imutável.
Sou bruxa quando desenvolvo em meu ser a humildade de viver e morrer como o grão de trigo, para depois frutificar searas de luz, de tenacidade e esplendor.
Sou uma bruxa porque estou sempre ressurgindo das cinzas como Fênix. E assim, retomar a minha vivência concreta, cujo itinerário principal é a minha Deusa interior, forte, guerreira, translúcida, serena e amorosa a despertar em mim.

ALMA GEMEA.


Preciso de sete ilhas para guardar minha solidão
porque ela é extensa, profunda
e enormemente densa!

Preciso de sete rios para banhar meu corpo,
e meus pés
porque eles estão cheios de cansaço,
de impureza e de desamor.

Preciso de sete mares...
o primeiro, para embalar e enfeitar meus sonhos;
o segundo, para esconder meus segredos
e me ensinar a desvendar meus mistérios;
o terceiro, para me reenergizar,
me purificar, me curar!
O quarto, para me contar todas as histórias,
todas as lendas...
me falar das sereias, das estrelas,
das espumas, das suas conchas,
dos seus corais, das suas ondas,
da sua paz...
o quinto, para me mostrar todas as magias,
todas as alquimias,
todas as fantasias...
o sexto, para transbordar as pessoas de beleza ,
de harmonia, de amor e de alegria;
e finalmente o sétimo, para ser contemplado,
respeitado, amado como
uma das muitas dádivas preciosas do Criador.

Preciso de um oceano para lavar minhas mãos,
meu rosto e meu espírito
e da "Alma gêmea" para juntas
flutuarmos no Infinito!

OUTRA CONCLUSÃO.




Uma outra conclusão sobre esse assunto, é que todo homem de negócio não tem tempo, ou tem medo de um relacionamento, pois todo relacionamento é uma doação. É muito provável que esses homens sejam solitários em seu íntimo e se perguntam o tempo todo onde estará sua Alma Gêmea? E eu, responderia numa simples e singela frase: "O homem que conhece a si mesmo, obtém o Elixir da Vida". Se Alma é sinônimo de Vida, então se dê tempo do auto-conhecimento, pois sua Alma Gêmea está a sua espera e você não a senti por falta de espaço no seu íntimo.
Almas Companheiras: São gêmeos, ou amigos cada um com sua personalidade, tem geralmente intuições com relação ao irmão. São pessoas geralmente que em vidas passadas foram amigas e retornaram como tais. As almas amigas, são aquelas que estão tão próximas a nós que chegamos a dizer "meu irmão". São pessoas tão unidas que chegam até sentir mesmos sentimentos com relação a vida. São companheiros, são sentinelas, nos ajudam nos amam do jeito que somos. Não tentam consertar o modo de vida do outro, mas sim ajudar a resolver seus conflitos mais íntimos. São os verdadeiros amigos. Não foram almas gêmeas no passado, são amigos.
É possível que, duas pessoas que quando iniciam um relacionamento via Internet finalmente se encontrem pessoalmente, pois o físico se torna secundário, sendo até mais verdadeiro, pois se torna mais fácil e menos inibido o conhecimento entre elas, para o amor não há limites, mas sim a coragem e ousadia.
BIBLIOGRAFIA:
O tarô dos Anjos autor: Kinberly Marroney.

ALMA GEMEA.SINÔNIMO DE VIDA.


Quando estiver apto a fazer essa pergunta, faça a si mesmo: "Por quem ou por que você daria a sua vida, ou passaria longas horas trabalhando prazerosamente?"
Essa é uma pergunta delicada, mas veja se essa pessoa faria o mesmo pela sua alma. É uma maneira sutil de encontrar a resposta certa, ela é ou não a minha alma gêmea? Mas, para se obter essa resposta, sinta a pesonalidade da pessoa, sinta o espírito, os desejos, os anseios dessa pessoa.
Russ Michael, autor do livro Como encontrar sua Alma Gêmea, diz : "O conhecimento de
certas leis pode ser utilizado para acelerar o encontro físico com sua Alma Gêmea. A seguinte lei é básica e muito importante, podendo ser utilizada por qualquer um: a energia acompanha o pensamento. Se você não se importa se sua alma gêmea vai aparecer ou não, a própria frieza de sua atitude a mantém afastada, conservando-a a uma distância segura.".
Concluindo, é necessário que você vá a luta. Não espere que orações dos outros façam isso por você. Sua própria energia resulta e concretiza os seus desejos. Você trabalhando nisso, estará gerando Energia, e consequentemente Luz e Calor.