contos sol e lua

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domingo, 4 de abril de 2010

O Corpo de Pecado – A Autopossessão.


Há uma região (a inferior do Mundo do Desejo) que é o ambiente em que se movem os espíritos errantes. Neste plano eles estabelecem uma íntima ligação com as pessoas "vivas" que sejam mais facilmente influenciáveis. Geralmente, permanecem nestas condições durante cinquenta, sessenta ou setenta e cinco anos. Já observámos casos em que tais infelizes permaneceram séculos no ambiente físico. Tanto quanto foi possível investigar, parece não haver limite para o que possam fazer. Nem se pode prever, com segurança, quando possam deixar de actuar, por obsessão ou sugestão. Deste comportamento resulta uma tremenda responsabilidade da qual não poderão fugir, uma vez que o corpo vital reflecte e grava profundamente, no corpo de desejos, o registo de todas as acções. Quando, finalmente, abandonarem a vida errante, é que iniciam a existência purgatorial. E aí encontrarão o merecido castigo.
O sofrimento destas pessoas é, naturalmente, proporcional ao tempo em que estiveram nestas condições, depois da morte do corpo físico.
O corpo-de-pecado é o veículo formado pelos corpos vital e desejos amalgamados. Não se desintegra tão facilmente como os outros, quando é abandonado pelo espírito.
Quando este espírito renasce, atrai naturalmente o seu corpo-de-pecado. Vive com ele, geralmente, durante toda a vida, como um demónio. As investigações efectuadas revelam que este tipo de criaturas sem alma, eram abundantes nos tempos bíblicos. O Salvador referia-se-lhes chamando-lhes "demónios". São a causa de diversas obsessões e doenças físicas (erradamente atribuídas por vezes a outros espíritos). Ainda hoje, uma boa parte do Sul da Europa e Oriente é prejudicada pela sua influência. Em África, há tribos inteiras que, por causa das suas práticas de magia negra, arrastam consigo estes tenebrosos espectros. O mesmo se pode dizer dos indígenas da América do Sul.
No entanto, o mal não é um exclusivo dos povos menos desenvolvidos. Encontramos esses demónios mesmo entre os habitantes dos países ditos civilizados, no Norte da Europa e na América tanto do Norte como do Sul. A sua forma é, porém, menos repugnante do que nos casos atrás citados, frequentemente associados a práticas abomináveis.
A possibilidade de a guerra contribuir para que os corpos vital e de desejos se pudessem unir fortemente entre si preocupou-nos imenso tempos atrás. Poderia originar o nascimento de legiões de monstros que afligissem as gerações futuras. Concluímos, todavia, com satisfação, que esse receio era infundado. A cristalização do corpo vital e a sua forte ligação ao corpo de desejos só acontece como resultado da perversidade, da vingança premeditada e quando se alimentam estes sentimentos por muito tempo.
Os arquivos da Grande Guerra informam-nos até que, em alguns casos, os combatentes de ambos os lados, uma vez cessadas as hostilidades ou impedidos de permanecer em combate, se relacionavam normalmente sempre que para tal havia oportunidade.
Por isso, ainda que a guerra seja causadora de enorme mortalidade, mesmo infantil, não pode ser acusada, no entanto, das penosas consequências da obsessão nem dos crimes induzidos por esses tenebrosos corpos-de-pecado.
Os corpos-de-pecado abandonados permanecem normal e preferencialmente nas regiões etéreas inferiores. A sua densidade coloca-os no limiar da visão física. Algumas vezes materializam-se, atraindo alguns constituintes do ar, até se tornarem perfeitamente visíveis às suas vítimas.
Max Heindel.

A Astrologia e os Imperadores Romanos.


Octávio (63 a.C.-14 d.C.), que mais tarde seria Augusto, o primeiro imperador romano, estava certa vez em sua vila Apolónia; sentia-se aborrecido porque não tinha inimigos a vencer e então resolveu consultar um astrólogo para se distrair bem como ao seu amigo Agripa.
Em obediência às ordens do grande imperador apresentou-se o celebre astrólogo Theagenes, o favorito das damas romanas. O astrólogo principiou por se referir a Agripa. Revelou-lhe um futuro cheio de maravilhas, felicidades, riquezas e triunfos.
"Então, nada sobra para mim – observou Octávio –, é inútil dar-vos a data do meu nascimento. Jamais poderei ser tão feliz como meu amigo".
o astrólogo insistiu com tal habilidade que o César, intrigado, resolveu dar-lhe a data do nascimento. Depois de alguma reflexão o astrólogo precipitou-se aos seus pés e adorou-o como o futuro senhor do universo e do Império. Octávio, cheio de alegria, espalhou por toda parte a boa nova do astrólogo e, quando a profecia se realizou e ele assumiu o poder supremo, ordenou que gravassem medalhas com os signos zodiacais e as figuras planetárias sob as quais ele havia nascido e que tanto o favoreceram para conquistar a glória.
Tibério foi a Rodes para aprender astrologia com um sábio famoso e nomeou astrólogo oficial o celebre Trasilo, de renome universal. Esse desconfiado imperador lançava mão da astúcia e dos conhecimentos da astrologia para conhecer o futuro alheio. Temendo os rivais e os traidores, mandava levantar o horóscopo dos personagens mais célebres, para ver o que neles havia de perigoso.
Assim, a astrologia era um dos seus meios de governar o Império e de conservar sua posição. Nero quis aprender a levantar horóscopos, mas desistiu por achar muito difícil; não conseguindo resultados pessoais, servia-se frequentemente do astrólogo Babilus. Sua mulher, a bela e encantadora Pompeia, vivia com o palácio cheio de astrólogos que consultava noite e dia.
Seguindo o seu exemplo as damas romanas consultavam os astrólogos a respeito dos seus amigos, suas doenças, suas frivolidades. Os satíricos da época ridicularizavam essa mania e consideravam perigosas as mulheres que consultavam a astrologia para desvendar os segredos alheios.
Certas patrícias, sob o aspecto dos astros, recusavam acompanhar seus maridos à guerra ou nas viagens; outras, doentes, não se alimentavam nem tornavam remédios senão nas horas governadas pela Lua. Outras ainda procuravam encontros amorosos, somente na hora em que Vénus se encontrasse em bom aspecto com o planeta que favorecesse o marido.
Os astrólogos da época, os mais reputados, vinham da Ásia e gozavam, junto das senhoras ricas romanas, da fama de Magos do Oriente. Eram chamados "Caldeus". As patrícias ricas tinham astrólogos particulares e consultavam-nos para tudo, mesmo nas circunstâncias mais fúteis da vida. Um romano daqueles tempos não faria uma viagem, mesmo para almoçar fora da cidade, sem saber, por intermédio do seu astrólogo, qual a hora favorável para a partida, se o almoço seria bom, se as lampreias estariam saborosas ou não, e se o vinho de Falerno seria abundante, delicioso e fresco. As damas romanas usavam e abusavam do astrólogo: era uma espécie de móvel favorito, o complemento do vestiário, o objecto de adorno, a avis rara, o porta-felicidade, enfim, um deus mais forte e venerado do que Júpiter Olímpico.
Os sucessores de Augusto também consultavam os astrólogos, mas estes não tiveram o mesmo espírito e habilidade que o famoso Theagenes soube demonstrar perante Octávio; limitaram-se a dizer toda a verdade, embora nua e crua, revelada pelos astros. Isto custou-lhes a liberdade e até a vida. Segundo Juvenal, há um meio de se fazer conhecido e aumentar o renome. Não há nada de novo sob o sol, "nil novi sub sole": é o que se dá ainda com os políticos e a maior parte dos astrólogos.
Para se atingir o brilhante sol da glória é necessário que se fique na sombra. O grande satírico latino dí-lo com inimitável malícia: "Um astrólogo, nos nossos tempos, não terá fama enquanto não for acorrentado e não tiver dormido nas palhas das prisões. Se tu não tiveres sofrido condenação, ó caldeu, ó adivinho, ó astrólogo, ó feiticeiro, não passarás de um homem vulgar; mas se já escapaste da pena de morte, ou se, por um favor insigne, o édito de César te condenou ao exílio nas ilhas Cíclades, as damas romanas e as patrícias ficarão loucas por ti; haverá brigas e, onde fores, oferecer-te-ão refeições e bebidas que te arredondarão a pança." (Juvenal – Sátira VI).
Examinemos os outros césares. O guloso Vitélio (15-69 d.C.) detestava os astrólogos; chegou a publicar um édito para os expulsar de Roma. Os astrólogos, então, predisseram que o César sairia deste mundo antes que eles saíssem da cidade; isto aconteceu, de facto, pois, antes do fim do ano, César foi assassinado.
Vespasiano também os perseguia; entretanto, não desprezava as predições do celebre Babilus e recorria sempre aos horóscopos.
O amor às ciências ocultas e, em particular, à astrologia, custou caro a Septímio Severo. Tinha perdido a esposa e, desejando casar-se novamente, mandou levantar os horóscopos das jovens mais dotadas de beleza e, sobretudo, das mais ricas. Os temas natais indicaram-lhe que nenhuma das raparigas em questão possuía a fortuna que desejava. Todavia, um astrólogo informou-o que havia, na Síria, uma linda jovem a quem os astros lhe reservavam um rei como esposo. Severo ainda era um simples general, mas apressou-se em pedir a mão da jovem, tão favorecida pela sorte. O pedido foi aceite. Mas, uma duvida surgiu no espírito do general. Se a jovem fosse um dia coroada, participaria ele, Severo, dessa coroação, teria ele sucesso? Cruel angústia! Somente um astrólogo poderia solucionar a dúvida e Septímio, sabendo que na Sicília havia um sábio de renome, para lá se dirigiu. Mas o império romano estava a ser governado pelo louco e feroz Cómodo (161-192 d.C.). Este, sabendo que o seu general seria um dia o seu sucessor, resolveu mandar cortar-lhe a cabeça. Felizmente, Cómodo foi estrangulado antes disso. Um astrólogo já havia prevenido Septímio Severo e dito que ele e Júlia, sua esposa, ocupariam o seu lugar no trono dos Césares.
Como se vê, a astrologia não é uma ciência vaga e exige muito cuidado, trabalho e intuição para que se possa ler e dizer exactamente o que se acha anunciado pelos astros. Rev.R.Cruz. nº 368.

O porquê do Mal no Mundo.


O demônio disseminou a idéia de que é bom ser mau (!). Pasme-se em ver do que é capaz o diabo! E esse inacreditável conceito difundiu-se sobre a Terra através dos exemplos.
Agora que está claro o que é bom e o que é mau, deve ser explicada a razão do Mal proliferar no Mundo, transformando-o cada vez mais em um plano de manifestação aparentemente insuportável para os bem intencionados.
Como já foi dito, o Homem caiu em estado de pecado por obra do diabo, que enganou Eva. Ao cair no erro mortal (pois que por ele passou a ficar sujeito à finitude cósmica, isto é, à morte espiritual total, com a dissolução imediata no Nada ou com a desalmificação eterna, no Inferno), o Homem saiu do Paraíso e ingressou no Mundo fenomênico, que é justamente o reino do demônio.
Assim, pode-se afirmar que tudo o que existe de ruim, toda a maldade, toda iniqüidade, é diretamente relacionado com a matéria. No início, o ser humano foi enganado pelo diabo, evidenciando-se como é daninha a desobediência a Deus. Nos dias de hoje, a malignidade já proliferou a um ponto tal que os homens com ela compactuam conscientemente, transformando-se em verdadeiros demônios encarnados (e foi isso que levou Sartre a escrever que “O Inferno são os outros”).
Astuto, o demônio disseminou a idéia de que é bom ser mau (!). Pasme-se em ver do que é capaz o diabo! E esse inacreditável conceito difundiu-se sobre a Terra através dos exemplos, pois como já se explicou, é este plano uma escola de exemplos. De tanto ver a aparente vitória dos ímpios, os homens, em sua grande maioria, entregam-se à servidão mais abjeta e miserável aos desígnios de Satanás. Isto é feito através da glorificação do Bezerro de Ouro, com a adoração de bens materiais.
Quando um ser humano elege certos objetivos materiais como metas fundamentais de vida, está aderindo ao Mal. Por exemplo: o acúmulo de dinheiro ou de poder, a obtenção de vantagens sobre o próximo, a posse de cada vez mais bens, a satisfação dos desejos mais iníquos e que ferem profundamente os direitos do próximo, às vezes atingindo-o em sua inocência ou mera ignorância, tudo isso se constitui em parte da obra diabólica, que consiste essencialmente em tentar sabotar a Obra de Deus.
Freqüentemente homens ruins, perversos ao extremo, são bem sucedidos em atividades empresariais ou como funcionários de empresas, e vão subindo a cada dia em suas trajetórias rumo a um crescente sucesso, sem que nenhuma punição divina pareça desabar sobre eles. Muitas vezes esses homens são governantes de um país e se perpetuam no poder até a hora da morte, sem que se tenha visto alguma sanção sobre eles. Dirseia que foram bem sucedidos mesmo sendo extremamente execráveis (ou por isso mesmo). Esses exemplos vão fazendo escola e é por isso que o Mal se espalha pela Terra.
Por que tais demônios encarnados, que fizeram de suas vidas o Inferno de tantas outras criaturas obtiveram o sucesso material no plano terrestre? Muito simples: porquê contaram com o poderoso apoio do demônio, que os usou para que fossem erigidos em exemplos do sucesso do Mal na vida material. E assim vai o diabo firmando seu sofisma: é bom ser mau. O destino que aguarda aqueles miseráveis após a morte é o ingresso definitivo nas hostes da serpente que os apoiou e que, depois de tê-los usado como demônios encarnados, passa a utilizálos como demônios sem corpo físico e sem alma, isto é, como segmentos do Mal, dotados de autoconsciência e identidade própria. A identidade de tais seres se constitui da maneira pela qual compreenderam o diabo quando em vida e, após terem morrido, a personalidade hórrida que manifestaram no Mundo passa a figurar como registro infernal, como um dos incontáveis miasmas da podridão mais abominável de que é formada a Geena.
São justamente tais demônios que se corporificam como íncubos e se relacionam sexualmente com certas mulheres de índole perversa e ignóbil, dando seqüência à proliferação das bruxas. Como ensina Santo Agostinho em “De Christiana Veritate”, a origem de toda bruxaria se atém à associação pestífera entre seres humanos e demônios e é por essa via que o Mal vai se espalhando sobre a face da Terra, tudo fazendo para tentar solapar a unidade da Igreja.
Deus, em sua Perfeita Sabedoria, permite a disseminação do Mal e a multiplicação dos demônios encarnados, das bruxas e de outros entes igualmente asquerosos no Mundo para que o Homem tenha ocasião de usar seu livre-arbítrio e possa fazer sua opção conscientemente, repelindo essas abominações ou a elas aderindo. Pois que assim como se sucedem os maus exemplos, inclusive com o aparente êxito dos piores tipos, da mesma forma são numerosos os bons exemplos e é por isso que a Igreja canonizou tantos cristãos e cristãs de vida excelsa, que se entregaram ao cumprimento do Novo Mandamento(*), que nos foi legado por Nosso Senhor Jesus Cristo, e não esmoreceram ante nada para atingir o ideal seráfico.
Tamanha é a força do Mal neste Mundo governado por Satã que em certa época, apesar de toda a profilaxia que vinha sendo levada a termo pelo Santo Ofício, a multiplicação de bruxas havia atingido tal nível que a cada uma dessas miseráveis capturada surgiam duas outras (em certa diocese da Alemanha em um só dia 41 bruxas foram queimadas). Imagine-se nos dias atuais, quando a salutar cruzada contra aquele foco satânico foi desativada, a que ponto já não chegou o crescimento dessa pústula! Feiticeiras e bruxos, adoradores do diabo e toda uma miríade de energúmenos agem hoje impunemente, contando com a admiração das massas, que acreditam na impostura dos oráculos, nas falácias da astrologia e em outros embustes.
E desse modo vai a Humanidade caminhando para o precipício que dá para o Inferno post mortem. Na verdade, se o Santo Ofício viesse a ser reativado, em um governo teocrático o que seria uma possibilidade de melhoria para as atuais condições de vida na Terra, teria de ser feita a incineração implacável de todos os representantes do diabo, tais como traficantes de drogas, fomentadores de guerras, governantes corruptos e outras abominações, para que houvesse condições de se reiniciar a reconstrução da sociedade moderna com base em valores éticos e virtudes salvíficas, tal o ponto a que chegou a dissolução dos costumes, por obra de Satanás.
Entretanto, mesmo nesse cenário macabro qualquer homem pode se salvar, bastando que não ceda às tentações, não se deixando iludir pelos maus exemplos, permanecendo íntegro em meio a tanta iniquidade. Cabe mesmo dizer que teria sido mais fácil aos Santos Mártires enfrentarem o martírio pois que se deu praticamente de um só golpe do que ao homem moderno suportar o martirológio do dia-a-dia em meio a tantos demônios encarnados dos quais depende e com os quais tem de conviver para manter a família, sendo que muitos desses acólitos do diabo são justamente os que fazem as leis e as executam, para tormento dos justos e sofrimento dos humildes. Que são os assalariados de hoje, em sua esmagadora maioria, senão escravos modernos submetidos ao jugo de representantes das Trevas? O que é a sociedade de consumo senão uma engrenagem diabólica azeitada diretamente por Satã? O que são os governos modernos senão clones do Principado Infernal? Por isso disse Jesus, claramente: “Meu reino não é deste Mundo”Vicente Velado.

sábado, 3 de abril de 2010

COMPREENDENDO OS ANIMAIS.


Os animais pensam? Sabemos que alguns parecem que o fazem, especialmente as espécies domesticadas, as que entraram em contato com o homem há gerações e desenvolveram uma faculdade que outros animais, que não tiveram essa vantagem, não possuem. Isto é explicado pelo seguinte princípio: um fio carregado de eletricidade "induz" uma corrente mais débil em outro fio que lhe esteja próximo, assim como um homem de forte moral induz uma tendência parecida em outro de natureza mais fraca. Tudo quanto fizermos, dissermos, ou somos, reflete-se ao nosso redor. Esta é a razão porque os animais domésticos parecem pensar. Eles são os mais elevados de sua espécie, quase a ponto de individualizar-se, e as vibrações mentais do homem têm induzido neles uma atividade similar, porém, de ordem inferior.
Somente o homem possui a cadeia completa de veículos que o correlaciona com todas as divisões dos três mundos. Ao animal falta um elo desta cadeia, a mente.
OEspírito animal em sua descida alcançou somente o Mundo do Desejo. Não se desenvolveu ainda até o ponto de poder "entrar" em um Corpo Denso. Portanto, o animal não tem espírito interno individual, mas um Espírito-Grupo que o dirige de fora.
O animal possui o Corpo Denso, o Corpo Vital e, o Corpo de Desejos. Existe um ponto entre as sobrancelhas, cerca de meio centímetro abaixo da superfície da pele, que tem um ponto correspondente no corpo vital. Esses dois pontos eram também afastados nos homens dos primórdios da Atlântida, igualmente como o são nos animais atuais. Esses pontos estão mais próximos no cachorro do que em qualquer outro animal, com exceção, talvez, do elefante. O Corpo Vital e o Corpo de Desejos de um animal não estão completamente dentro do Corpo Denso, especialmente no que concerne à cabeça. Por exemplo, a cabeça etérica de um cavalo sobressai muito além e acima da cabeça densa. Quando, em raros casos, acontece da cabeça etérica de um cavalo penetrar na cabeça do seu Corpo Denso, esse cavalo pode aprender a ler, a contar e a executar operações elementares de aritmética. Entre os animais prodígios que realizaram isto e atraíram a curiosidade por todo o mundo, estão os quatro cavalos Elberfeld da Prússia Ocidental, pelo quais cientistas se interessaram antes da I Guerra Mundial. Porém, os quatro cavalos morreram durante a guerra, antes que qualquer explicação aceitável fosse apresentada. Tivemos notícia também da pequena e tímida égua, Lady Wonder, nos Estados Unidos. Sua dona tinha uma máquina de escrever especialmente construída para ela, com a qual respondia às perguntas dos seus inúmeros visitantes.
Devido a uma peculiaridade, os cavalos, os cães, os gatos e outros animais domésticos percebem o Mundo do Desejo, ainda que nem sempre distingam entre este e o Mundo Físico. Um cavalo pode se espantar ante uma figura invisível para o cavaleiro. Um gato pode tentar se esfregar em pernas invisíveis, pois ainda que veja o fantasma, não percebe não são densas. O cão, mais sábio que o cavalo e o gato, sente, muitas vezes, existir algo que não compreende, quando vê surgir seu dono já falecido e não pode lamber-lhe as mãos. Uiva, então, lugubremente, indo deitar-se a um canto com o rabo entre as pernas.
A seguinte ilustração talvez possa mostrar a diferença entre o homem com seu espírito individual interno e o animal com seu Espírito-Grupo.
Imaginemos um quarto dividido ao meio por uma cortina, um lado representando o Mundo do Desejo e o outro o Mundo Físico. Dois homens, um em cada divisão, não podem ver-se mutuamente. Mas, na cortina há dez furos pequenos e o homem que se encontra na divisão que representa o Mundo do Desejo pode meter seus dez dedos por esses furos para o outro lado que representa o Mundo Físico. Isto pode dar uma excelente representação do Espírito-Grupo que está no Mundo do Desejo. Os dedos representam os animais pertencentes a uma espécie. Pode movê-los a seu gosto, mas não pode empregá-los tão livre e tão inteligentemente quanto o homem que se encontra na divisão física pode ver seu corpo. Este último vê os dedos que atravessam a cortina, observa que todos se movem, mas não pode ver a relação que existe entre eles. Todos lhe parecem separados distintos uns dos outros. Não pode ver que os dedos são os do homem que, atrás da cortina, inteligentemente governa seus movimentos. Se fere um destes dedos, não é ferido somente o dedo, mas principalmente o homem que está por trás da cortina. Se um animal é ferido, este sofre, mas não tanto quanto o Espírito-Grupo. O dedo, não tendo consciência individualizada, move-se conforme a vontade do homem, Assim como os animais se movem sob os ditames do Espírito-Grupo.
Ouve-se falar de "instinto animal" e de "instinto cego". Não existe essa coisa indefinida e vaga como "instinto cego". Não há nada "cego" na maneira como o Espírito-Grupo guia seus membros, mas há, isto sim, Sabedoria escrita com maiúscula. O clarividente treinado, quando funciona no Mundo do Desejo, pode comunicar-se com esses Espíritos-Grupos das espécies animais e constatar que são muito mais inteligentes do que na grande porcentagem de seres humanos. Pode observar o maravilhoso tino que demonstram ao dirigir os animais, que são os seus corpos físicos. Os Espíritos animais separados ainda não são autoconscientes, daí agirem sem resistência às sugestões do Espírito-Grupo. O Espírito-Grupo é uma entidade que pertence a uma evolução diferente funciona nos mundos invisíveis onde as coisas são muito mais aparentes do que são aqui. Portanto, o que chamamos de instinto, verdadeiramente são sugestões do Espírito-Grupo, no mundo invisível, que guia os animais.
É o Espírito-Grupo que reúne os bandos de aves no outono e os impele a emigrar para o sul, nem demasiado cedo nem demasiado tarde, para escapar do sopro gelado do inverno. E é ele ainda quem os dirige de volta, na primavera, fazendo-os voar à altura adequada, altura que varia segundo as diferentes espécies.
O Espírito-Grupo do castor ensina-o a construir represas que cruzam a corrente no ângulo exatamente apropriado, considerando a velocidade da corrente e todas as demais circunstâncias, precisamente como faria um engenheiro experimentado, demonstrando que está tão atualizado sobre cada particularidade do seu ofício quanto qualquer indivíduo tecnicamente preparado em uma universidade. É a sabedoria do Espírito-Grupo que dirige construção da célula hexagonal da colméia com tanta exatidão geométrica, que ensina o caracol a construir e formar sua casa em bela espiral; ensina o molusco do oceano a arte de decorar sua concha iridescente. Sabedoria, sabedoria por toda parte! Tão grande, tão imensa, que o observador atento não pode deixar de sentir-se pleno de admiração e reverência.
Devido ao caminho em espiral da evolução, os animais altamente domesticados, particularmente o cão, o cavalo, o gato e o elefante, vêem objetos da mesma maneira que o homem - em contornos claros e distintos.
A relação da planta, do animal e do homem com as correntes de vida na atmosfera terrestre, é simbolicamente representada pela cruz, e o animal, que é simbolizado pelo madeiro horizontal da cruz, está entre a planta e o homem. Sua espinha dorsal está numa posição horizontal, e através dela passam as correntes do Espírito-Grupo, que é o guardião dos Espíritos animais. Nenhum animal pode permanecer constantemente em posição vertical, pois neste caso as correntes do Espírito-Grupo não poderiam guiá-lo. Morreria por não estar suficientemente individualizado a ponto de suportar as correntes espirituais que penetram através da medula espinhal humana. Os animais possuem somente vinte e oito pares de nervos espinhais, os quais estão ligados ao mês lunar de vinte e oito dias, comparado com o homem que tem trinta e um pares de nervos espinhais que o ligam ao mês solar. Conseqüentemente, o animal depende do Espírito-Grupo para uma infusão de raios solares necessários para produzir consciência. Eles são completamente incapazes de absorver os raios diretos do Sol.
Os animais são nossos "irmãos mais jovens" e, embora não estejam agora tão bem organizados, futuramente, alcançarão um estágio tão elevado quanto o nosso. Nessa ocasião, nos teremos subido para um grau mais elevado. Existem razões ocultas claramente explicadas no Conceito Rosacruz do Cosmos porque a criação de animais deveria ser, cuidadosamente, fiscalizada para o bem-estar e o avanço de todo o reino animal. Os animais em seu estado selvagem estão livres de doenças e de dor, porque sua propagação se faz sob o cuidado e a direção do sábio Espírito-Grupo somente naqueles períodos do ano que são propícios para esta finalidade.
Os iluminados sabem que os animais são seus "irmãos mais jovens" e deveriam ajudá-los da mesma maneira que estamos sendo ajudados desde que começamos a percorrer o caminho e para um aspirante com ideais elevados, o ato de matar - seja por iniciativa própria ou através de um mandatário - está completamente fora de cogitação.
No atual estágio de nossa viagem evolucionária, todos sabem, inerentemente, que é errado matar e o homem amará e protegerá os animais em todos os casos, onde sua ganância e seus interesses egoístas não o ceguem em relação aos direitos deles. A lei protege um gato ou um cão contra uma crueldade intencional. No entanto, é nos "esportes" que se cometem as maiores crueldades intencionais contra a criação animal. É visando o dinheiro e o lucro que os animais são assassinados e muitos também são criados para terem esse mesmo fim. Os aficionados pelo "esporte", os caçadores, atiram a criaturas indefesas sem outro propósito a não ser o de transmitir uma idéia falsa de sua bravura. É difícil compreender como pessoas que parecem sãs e bondosas podem passar por cima de todos os seus bons instintos e alcançar a selvageria, matando por pura luxúria e regozijando-se com essa destruição. É certamente uma reversão ao mais baixo dos instintos dos animais selvagens e jamais poderá ter qualquer remota semelhança com algo "nobre".
Após a morte, um animal permanece por um período maior ou menor de tempo, de acordo com o estágio de sua evolução, num corpo de desejos feito de matéria do Mundo do Desejo. O clarividente pode ver até mesmo o besouro que morreu indo por um caminho gradualmente, desaparecer. Ele permanece somente alguns poucos momentos em sua forma antes que o Espírito volte para a fonte central do Espírito-Grupo. No caso do cavalo, vaca ou de qualquer dos animais superiores, existe, correspondentemente, uma permanência maior e mais consciente no Mundo do Desejo, do que no caso dessas formas mais inferiores.
Os Espíritos animais são enviados de tempos em tempos pelo Espírito-Grupo para uma encarnação em corpos animais de sua tribo, um Espírito para cada corpo. Ao morrer, tornam ao Espírito-Grupo, tendo adquirido um grau mais elevado de consciência do que quando nasceram. Isto ajuda o Espírito-grupo a evoluir e, em troca, ele governa os Espíritos dos animais separados em suas tribos.
Depois da morte do corpo físico, o Espírito do animal deixa o corpo morto e logo retorna ao Espírito-Grupo. O amor e cuidados que demos a eles, naturalmente os favorecem em sua evolução. Enquanto os animais selvagens agem inteiramente sob os ditames do Espírito-Grupo, que chamamos instinto, os animais domésticos demonstram uma capacidade de pensar totalmente além da evolução normal alcançada por eles no presente momento. Uma vez que sabemos que os animais domésticos aprendem conosco e que todo ato bondoso que lhes fazemos ajuda-os em seu progresso, podemos seguramente deduzir que os animais que se tornaram domesticados, com o tempo se tornarão os mestres de seus irmãos menos avançados.
O serviço prestado pelos que estão num estágio inferior aos que estão mais elevados, como trampolim, só pode ser pago por serviço. O mais elevado deve ao mais inferior um débito de gratidão. Cristo reconheceu isto quando disse que sem alunos não poderia haver professor e, em gratidão pelo privilégio de ensinar e trazer para o mundo a maravilhosa Religião Cristã, Ele lavou os pés de seus discípulos. Em épocas futuras, os reinos inferiores, atuando agora como trampolim e como meios para nosso crescimento e experiência, precisarão de nossa ajuda e de nosso trabalho. Assim, a raça humana, que agora abusa dos animais, terá, então, que atuar como seus servidores, ajudando-os a alcançar o máximo na escola da evolução, o que será conseguido em dias futuros.
Os Espíritos animais, cujos corpos são agora torturados no inferno da vivisseção sem nenhum propósito, ou são mortos para alimentos, tornar-se-ão, futuramente, nossos alunos e será nosso dever como seus guardiãos, ajudá-los a crescer e a propagar a vida, da qual o homem agora os priva. A vivisseção é considerada por todos os estudantes ocultistas como uma abominação e está entre os mais negros de todos os crimes. Se, ao menos fosse possível para os vivissecionistas perceberem o que os aguarda depois da morte, a vivisseção seria abolida e as câmaras de tortura estariam vazias. Como Cristãos acreditamos ser nosso dever evitar sacrificar a vida dos animais por qualquer objetivo que seja. Consideramos a vivisseção diabólica e desumana.
É evidente que o progresso evolucionário está elevando os reinos inferiores assim como a humanidade. Os animais, particularmente as espécies domesticadas, estão se aproximando da individualização e essa manifestação já se iniciou. Como resultado, será impossível, com o tempo, obter-se carne fresca. Então, o dobrar do sino da morte do "Rei Álcool" será derrubado, pois só quem come carne fresca necessita de bebida alcoólica.
Na terminologia Rosacruz, os nomes dos sete períodos que são os sucessivos renascimentos de nossa Terra são:
1 - Período de Saturno;
2 - Período Solar;
3 - Período Lunar;
4- Período Terrestre;
5 - Período de Júpiter: (os animais alcançarão um estágio semelhante ao nosso de desenvolvimento, mas sob condições diferentes no Período de Júpiter).
6- Período de Vênus: (as plantas serão a humanidade presente sob condições diferentes).
7 - Período de Vulcano: (os minerais alcançarão o estágio humano sob as condições que temos aqui).
Estes períodos constituem o passado, presente ou as encarnações futuras de nossa Terra, sob cujas condições ela já passou, está passando ou passará no futuro.
A partir do momento em que os pioneiros de nossa onda de vida (As Raças Árias) ocuparam formas parecidas com os monos, eles progrediram até o seu presente estado de desenvolvimento, enquanto as Formas (que eram o "elo perdido" que os cientistas estavam procurando há tantos anos), degeneraram e estão agora animados pelos últimos atrasados do Período de Saturno.
Ao invés de serem os progenitores das espécies superiores, os monos são os atrasados que ocupam os mais degenerados exemplares daquilo que foi antes forma humana. Em lugar de ser o homem que ascendeu dos antropóides, o contrário é que é verdade: os antropóides são uma degeneração do homem. A ciência materialista, que trata só da forma, equivocou-se e tirou conclusões errôneas a esse respeito.
Cada onda de vida permanece, entretanto, definitivamente confinada dentro dos seus próprios limites. Os antropóides podem alcançar-nos e converter-se em seres humanos, mas dos outros animais, nenhum poderá alcançar nosso particular estado de desenvolvimento. Alcançarão um estado análogo.
A ciência descobriu ultimamente que a hemólise resultante da inoculação do sangue de um indivíduo nas veias de outro de espécie diferente, produz a morte do mais inferior dos dois. Assim, o animal no qual se inocule o sangue de um homem, morre. O sangue de um cachorro injetado nas veias de uma ave mata-a, mas o cachorro nada sofrerá com a inoculação do sangue da ave am suas veias. Por isso, quando se injeta sangue de um animal superior nas veias de outro de espécie inferior àquele, procurando afirmar-se, mata a forma que o aprisiona e liberta-se. Quando, pelo contrário, o sangue de um animal de espécie inferior é inoculado nas veias de um animal de espécie superior, o Espírito deste é capaz de expulsar o Espírito menos evoluído e assimilar o sangue para seus próprios propósitos, não se produzindo prejuízo algum visível.
O Espírito-Grupo sempre procura preservar a integridade de seu domínio no sangue da espécie que está a seu cargo. Ele se ressente da criação de animais que produzem híbridos. Por exemplo, quando um cavalo e uma jumenta produzem uma mula, a mescla do sangue estranho destrói a faculdade propagadora, de modo que o híbrido não pode perpetuar-se.
Esta é uma abominação sob o ponto de vista do Espírito-Grupo, pois a mula não está definitivamente sob o domínio do Espírito-Grupo dos cavalos, nem do Espírito-Grupo dos jumentos, se bem que não esteja tão afastada de ambos que possa ficar completamente fora de sua influência.
Portanto, quando se acasalam dois animais de espécies muito diferentes, o Espírito-Grupo dos animais que os envia ao nascimento como espíritos separados, simplesmente impede a fertilização do átomo-semente. Mas, se por um lado recusa a perpetuação dos híbridos, por outro permite que alguns dos que estão a seu cargo aproveitem a oportunidade para renascer quando dois de espécies análogas se acasalam. Assim, podemos ver que a infusão de sangue estranho debilita a influência do Espírito-Grupo e este, em conseqüência, destrói a forma ou a faculdade procriadora que está sob seu domínio.
Ella Wheeler Wilcox oferece-nos a legítima reivindicação de todo o reino animal na inspirada poesia que se segue:
Eu sou a voz daqueles que não falam;
e através de mim o mudo vai falar
até que, o surdo ouvido do mundo
seja aberto para escutar,
as injustiças contra o fraco, que não sabe se expressar.
A mesma força formou o pardal
o rei, a criatura moldada.
Tanto para seres de pele como de pena,
pelo Deus do Todo
uma centelha da alma, a cada um lhe foi dada.
Eu sou o guardião de meu irmão.
e até que o mundo corrija as coisas,
a luta dele lutarei,
e para animais e aves
a palavra falarei.Revista Rosacruz.

Viagem Interior.


A luz do Sol é um Templo. Sinta como o Sol da sua alma carrega você de Energia. Vestido/a de luz solar, desça para a cripta, olhando, olhando, sentindo o cheiro especial da cripta, esse cheiro de incenso e de profundeza, esse cheiro um pouco úmido. Lilith, a deusa do seu mundo profundo, aparece, materializa-se no seu misterioso vestido feito do tecido da noite. Sorridente, abraça você com afeição. Abre para você a porta dos subterrâneos, a porta escura das profundezas.
Irradiando de Luz, você entra através dessa porta de trevas. Lilith acompanha você, descendo, descendo Profundo, você está descendo Profundo, Profundo, deixando a luz da sua consciência guiar seu caminho.
E você está chegando ao templo secreto de Lilith. Perto de você Lilith brilha com uma Luz especial, com uma Luz meio escura que vem das profundezas. Olhando, sentindo, sentindo o perfume misterioso do lugar. Ouvindo o som especial do templo. Sentindo o clima sereno e Profundo do lugar. Inspirando esse cheiro de profundeza profunda.
A deusa está brilhando com uma Luz densa. Para você, abre a porta do abismo do templo. E você, vestindo um corpo de águia, mergulha nas profundezas ocultas do planeta.
Pode perceber, através da escuridão, à esquerda, longe, uma Luz. Mergulhe nessa Luz. Em um vôo Profundo, mergulhe nessa Luz misteriosa, que parece nascer da própria noite.
É um templo, o templo do terceiro nível. Entre. "Estamos juntos, não estamos sozinhos, estamos juntos." Com a ajuda de Lilith, você está descendo ainda mais Profundo. Inspirando devagar, inspirando a profundeza abismal do lugar. Expirando a profundeza abismal do lugar. Sentindo o cheiro das profundezas divinas em você. Escutando, atrás da música, a música das profundezas profundas. Escutando o silêncio abismal atrás da música. Ouvindo, atrás da música, um som de voz, a voz grave do silêncio. Escutando o barulhinho do rio subterrâneo.
No meio do templo, Lilith está acendendo uma fogueira. Escute o som da fogueira, o som das chamas, o som da lenha queimando e das brasas. O fogo é alguém. O fogo fala com você. Escute, com o seu ouvido esquerdo, a voz da salamandra, a deusa do fogo. A salamandra fala com você. Escute as palavras. As palavras se tornam claras no seu ouvido esquerdo.
Focalize sua percepção, seu sentir, para alguém que você conhece. Com o seu ouvido esquerdo, escute o que você deve saber a respeito dessa pessoa. Escute o que Lilith, em você, sabe a respeito dessa pessoa. O que você deve saber, conscientemente.
Focalize sua percepção para sua vida cotidiana. Com o seu ouvido esquerdo, escute o que você deve saber a respeito da sua vida cotidiana. O que Lilith em você sabe, o que você deve saber, conscientemente.
Focalize sua audição para onde você quiser, escute as palavras que chegam até você.
F.P.Wikepédia.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A Visão Espiritual e os Mundos Invisíveis.


Sentir a harmonia infinita sustenta as almas e estas não se sentem separadas. Sentindo-se não muitos, senão como se fosse apenas uma busca do princípio dessa unidade perfeita que transforma e sustém tudo num sentimento amplo da Harmonia Celestial de DEUS. Assim, hoje veremos como é difícil compreender a “visão espiritual”.
Isto dá lugar a que muitas almas incrédulas pensem que os que sustêm a vida espiritual são uns sonhadores. Ó, invertida realidade! O mundo da ilusão, o mundo fenomenal é este mundo no qual estamos! Graças ao entendimento que temos, já sabemos que este é o mundo da origem dos fenômenos e o mundo real das causas, do qual o Mundo Físico é um espelho obscurecido que apenas se deixa perceber para que a humanidade não esqueça que esta é uma grande escola à qual viemos para aprender. Ao andar por esta escola, no mundo obscurecido, nos é dado observar a beleza das estrelas, porque, nessa ânsia de alcançar as distâncias, vai o Espírito encontrando dentro de si a realidade.
E, amigos, as estrelas nos mostram de certa forma o mundo da realidade, ao qual se mantêm juntas ou distanciadas, para seguirmos adiante neste mundo ou sofrer. Assim, seremos sempre o resultado do que fomos capazes de alcançar. É preciso sentir que nós estamos vestidos com um Corpo Físico aparente, de matéria do mundo em que habitamos. No Mundo Celeste, as almas também estão vestidas do material do mundo em que vivem. Como vivem num mundo etéreo completamente oposto ao Mundo Físico, não as podemos ver, a não ser que aquele que busca ver tenha conseguido estabelecer em seu interior um contato com o poder das estrelas. O que é o poder das estrelas senão o reflexo de Corpos Luminosos que dirigem este e outros mundos, os planetas? Se bem que alguns destes mundos sejam muito superiores ao nosso em poder de vida e dinamismo.
Assim, estamos vestidos com um Corpo Físico e nos fazemos visíveis porque nos identificamos com a matéria que estamos usando. Com a morte, desintegra-se este corpo que volta a formar parte do poder químico da vida física, enquanto, na “real” vida, o Espírito já tem preparada a roupagem para usar no mundo invisível. Todos somos visíveis e invisíveis, tal qual nosso mundo. Então, o Espírito se veste com um corpo visível para o mundo em que vai atuar. E deixa de ser visível para o mundo em que cessou sua atuação. É semelhante a quando um mecânico vai entrar em sua oficina e veste um macacão, algo que o identifica, mas, quando sai ao mundo social, veste outra roupa, relacionada com o ato social a que vai assistir.
Assim, naturalmente, somos nós em Espírito. O vestido que o Espírito usa no mundo invisível denomina-se do Corpo de Desejos, o qual é invisível para o Mundo Físico e passa a ser realmente vivo, com reações. Apenas é um corpo mais leve, mais dinâmico e que o impulsiona tão rápido quanto o pensamento. É palpitante, tem o poder dinâmico que não poderia ter de forma nenhuma um ser que tivesse de manifestar-se fisicamente, pois não poderia concentrar-se no trabalho e atuar ao mesmo tempo. Este corpo responde à vibração do Mundo do Desejo.
Perguntarão os amigos: Todos possuem este corpo? Sim, por isso denominamos: “O Espírito e seus quatro veículos”. Este (Corpo de Desejos) é um veículo do Espírito com o qual se manifestam os que chamamos mortos. Assim, veremos que os mortos estão mais vivos do que nós, no pensamento e desejo, e têm atividade muito maior que um Espírito no Corpo Físico.
Podemos avaliar, pela imaginação, esta transformação que se identifica de um mundo a outro. O Espírito pode seguir amando sua família, seus amigos. Sim, amigos, nos primeiros tempos, o Espírito não faz outra coisa. Nos primeiros tempos, o Espírito não faz nada mais que permanecer em volta da família, do círculo de amigos, atuando, ou somente pretendendo agir da mesma forma que atuava. Perguntarão: Ama como amava quando tinha seu Corpo Físico? Tudo o que o sentimento irradiou uma vez, já que está no Corpo de Desejos, manifesta-se muito mais amplamente. Pode-se dizer que o sentimento se multiplica, cresce e vem agitado pelo amor daquele que amou. E o que não amava, e o que era para ele rancor, ódio, inveja, ambição? Isto também se multiplica muitas vezes. E tem uma vantagem sobre esta situação: é que ele pode entrar em casa, e pode vê-lo internamente e externamente, enquanto que, quando estava com o Corpo Físico, só podia ver externamente.
Mas este Mundo se subdivide em Regiões para quê? Para que os Espíritos atuem dentro das afinidades do sentimento da ação, e paixão, que envolvem o conjunto de pensamentos e sentimentos. Este Mundo, poderíamos dizer que são “escalas sociais”. Um Espírito que atue muito inferiormente na vida, a morte não lhe tira o estado natural de Espírito pensante; pelo contrário, dá-lhe então a oportunidade de multiplicar o que tem em seu interior.
É um perigo de atuar com aquilo que não se pode ver. Quantas vezes descobrimos que temos nosso coração ocupado com rancores ou ódios, com paixões; é como canais abertos por onde este perigo pode entrar e, de certa forma, impulsionar-nos. Por isso, é perigoso não estar atento com nossa vontade e sobretudo tendo em mente que aquilo que pensamos é produto exclusivo nosso.
E as almas boas? Os que amam cercam seus amados, acariciam-nos, envolvem-nos e os amparam. Quereis algo mais belo que ver uma mãe que deixou crianças e que vem cuidar delas, pois toda a sua vida vibrava através deste dever! Esta mãe voltará e não quererá sair de seu lar, quererá tratar, amá-lo, ampará-lo, antes de dar-se conta de que nada físico pode fazer. Quando se dá conta, procura inspirar seus familiares, derramar amor, seus cuidados sobre aqueles que vão tomando seus deveres e com quanta alegria a mãe abraça a alma daquele que dedica sua vida àqueles que ela não pode continuar tratando.
A morte não os separa; somente os tira do Corpo Físico para deixá-los num Corpo de Luz. Eis aqui o Grande Corpo de Luz. O Corpo de Luz faz com que não vejamos. Sim, nós vemos a luz física, a Luz que está adaptada aos nossos olhos, mas a Luz do Corpo de Desejos é uma Luz imensa, uma Luz que obscurece nossa visão física. A luz física é treva perante a Luz de um Corpo de Desejos. Esta Luz vai ofuscando os olhos de nosso mundo. É tão sutil que penetra todos os átomos. E quando dizemos que não há ninguém numa habitação e nosso amado foi-se do mundo e que estamos completamente sós, a Luz está ali. Junto a ele, nosso estado de consciência e nossa materialidade não nos permitem vê-lo, nem senti-lo. Ele está envolvido no Corpo de Luz.
É muito mais fácil ver estas almas nos primeiros dias após sua partida, nos primeiros meses, porque o Corpo de Luz está aderido à matéria inferior e este é muito mais denso e opaco, porque a matéria de pecado ainda lhe está aderida e é muito mais fácil, com um pouco de matéria física, poder materializar o Corpo de Desejos e fazer-se visível a nossos olhos e fazer-nos ouvir o que deseja.Irene Gómez Ruggiero.

A verdadeira História da Páscoa.


Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outros de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra “páscoa” - do hebreu “peschad”, em grego “paskha” e latim “pache” - significa “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.
A páscoa judaica (em hebraico פסח, ou seja, passagem) é o nome do sacríficio executado em 14 de Nissan segundo o calendário judaico e que precede a Festa dos Pães Ázimos (Chag haMatzot). Geralmente o nome Pessach é associado a esta festa também, que celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro de Êxodo.
A festa cristã da Páscoa tem origem na festa judaica, mas tem um significado diferente. Enquanto para o Judaísmo, Pessach representa a libertação do povo de Israel no Egito, no Cristianismo a Páscoa representa a morte e ressurreição de Jesus (que supostamente aconteceu na Pessach) e de que a Páscoa Judaica é considerada prefiguração, pois em ambos os casos se celebra uma “libertação do povo de Deus”, a sua passagem da escravidão (do Egito/do pecado) para a liberdade.
De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.
Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.
Estes antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos. O próprio costume de decorá-los para dar de presente na Páscoa surgiu na Inglaterra, no século X, durante o reinado de Eduardo I (900-924), o qual tinha o hábito de banhar ovos em ouro e ofertá-los para os seus amigos e aliados.
O ovo é um destes símbolos que praticamente explica-se por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.
Os celtas, gregos, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo havia nascido de um ovo. Na maioria das tradições, este “ovo cósmico” aparece depois de um período de caos.
Na Índia, por exemplo, acredita-se que uma gansa de nome Hamsa (um espírito considerado o “Sopro divino”), chocou o ovo cósmico na superfície de águas primordiais e, daí, dividido em duas partes, o ovo deu origem ao Céu e a Terra – simbolicamente é possível ver o Céu como a parte leve do ovo, a clara, e a Terra como outra mais densa, a gema.
O mito do ovo cósmico aparece também nas tradições chinesas. Antes do surgimento do mundo, quando tudo ainda era caos, um ovo semelhante ao de galinha se abriu e, de seus elementos pesados, surgiu a Terra (Yin) e, de sua parte leve e pura, nasceu o céu (Yang).
Para os celtas, o ovo cósmico é assimilado a um ovo de serpente. Para eles, o ovo contém a representação do Universo: a gema representa o globo terrestre, a clara o firmamento e a atmosfera, a casca equivale à esfera celeste e aos astros.
Na tradição cristã, o ovo aparece como uma renovação periódica da natureza. Trata-se do mito da criação cíclica. Em muitos países europeus, ainda hoje há a crença de que comer ovos no Domingo de Páscoa traz saúde e sorte durante todo o resto do ano. E mais: um ovo posto na sexta-feira santa afasta as doenças.
Coelhos não colocam ovos, isto é fato! A tradição do Coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?
No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.
Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas! Assim, os coelhos são vistos como símbolos de renovação e início de uma nova vida. Em união com o mito dos Ovos de Páscoa, o Coelho da Páscoa representa a renovação de uma vida que trará boas novas e novos e melhores dias, segundo as tradições.
O cordeiro é um dos principais símbolos de Jesus Cristo, já que é considerado como tendo sido um sacrifício em favor do seu rebanho. Segundo o Novo Testamento, Jesus Cristo é “sacrificado” durante a Páscoa (judaica, obviamente). Isso pode ser visto como uma profecia de João Batista, no Evangelho segundo João no capítulo 1, versículo 29: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo”.
Paulo de Tarso (na primeira epístola a Coríntio no capítulo 5, versículo 7) diz: “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.“
Jesus, desse modo, é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus (em latim: Agnus Dei) que supostamente fora imolado para salvação e libertação de todos do pecado. Para isso, Deus teria designado sua morte exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado. Assim, a partir daquela data, o Pecado Original tecnicamente deixara de existir.
A Cruz também é tida como um símbolo pascal. Ela mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no sofrimento de Jesus. No Concílio de Nicea em 325 d.C, Constantino decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo. Então, ela não somente é um símbolo da Páscoa, mas o símbolo primordial da fé católica.
O pão e o vinho simbolizam a vida eterna, o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos, conforme é dito no capítulo 26 do Evangelho segundo Mateus, nos versículos 26 a 28: “Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.“
O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Concílio de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a “lua eclesiástica”).
A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.
Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa “móvel”. De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.F.Wikepédia.