contos sol e lua

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O que acontece após a morte?


Ao morrer, a criatura humana que se encontrava preparada para esse evento cósmico ficará circunscrita à egregora à qual aderiu em vida terrestre.
Uma clara exposição desta questão o que acontece após a morte? , embora simplificada e reduzida a termos de compreensão humana, se torna necessária porque esta é a pergunta que os seres humanos se fazem desde que a evolução da consciência lhes permitiu questionar e raciocinar, sendo, também, o mistério principal que as religiões se propõem a clarificar, cada qual consubstanciando sua versão com dogmas, mitos e alegorias próprios, quase todos envolvendo tentativas de explicação da natureza da Divindade por meios mágicos, simbólicos, secretos, velados ou no mínimo de difícil compreensão para o comum dos mortais. Todas as correntes religiosas que tentam compreender Deus em sua essência parecem, contudo, concordar em um ponto: a natureza Trina e ao mesmo tempo Una da Divindade.
Por mais céptico e materialista que um homem seja, lá no fundo da sua consciência reside a certeza de que “não seria justo” tudo acabar com a morte, ou seja, o homem não se conforma em perder, dentro da Criação, aquilo que ele mesmo define como sendo a sua identidade. Na realidade, salvo a exceção dos nihilistas convictos, o homem espera após a morte continuar existindo, em forma incorpórea e invisível aos olhos dos mortais, porém mantendo sua personalidade (que ele julga ser sua identidade), sua sensação de autopercepção e seu aparente domínio sobre algumas coisas. Certas correntes de pensamento voltadas para essa visão querem fazer acreditar que uma personalidade desencarnada adquire “superpoderes”, pelo simples fato de já não estar presa a um corpo físico, como dons de cura, de previsão do futuro, capacidade de influir nos acontecimentos e outros prodígios. Ora, como poderia alguém vir a ser o que não era e passar a exercer um poder que antes não tinha, pelo simples fato de já não ter corpo, por ter morrido?
Infelizmente essas crenças tão primitivas encontram respaldo em grande parte da Humanidade e disso se valem pessoas inescrupulosas para explorar o próximo, cobrando para propiciar uma "ponte" entre o Além e aqueles que perderam entes queridos, sem a presença física dos quais julgam não poder viver, tal o apego que a eles desenvolveram, considerandoos, subjetivamente, extensões do seu próprio ego. Jesus disse: “Deixai os mortos em paz”. Isto porque quando um ser humano morre fisicamente, aquela personalidade que o caracterizava na Terra como "Fulano de Tal " deixa de existir ativamente (personaliticamente) e não mais pode se expressar no plano terreno, passando a existir passivamente, como memória de uma experiência de vida (e não mais como maneira de ser), não devendo, portanto, ser invocada. A individualidade que sobrevive à morte do corpo físico, como já foi explicado, nada tem a ver com personalidade. Por isso Jesus disse: “Um homem só morre uma vez”.
Quando a morte do corpo físico ocorre, duas coisas podem ter acontecido, não mais que duas: ou aquela pessoa que morreu estava preparada para a morte, ou não estava. Aquele que estava preparado, por acontecimentos iniciáticos compreendidos, por estudos metafísicos ou por alguma doutrina (religiosa ou não), toma determinado rumo no contexto cósmico. Aquele que não estava preparado e foi surpreendido pela morte segue outro caminho. Assim, vemos que a morte não é igual para todos em termos de destinação da identidade que a ela sobrevive.
Ao morrer, a criatura humana que se encontrava preparada para esse evento cósmico ficará circunscrita à egregora à qual aderiu em vida terrestre: o cristão irá para a Vida Eterna (no Paraíso Celeste, ou passando pelo Purgatório, ou descerá ao Inferno); o budista reencarnará ou escapará da “roda da encarnação” e entrará no Nirvana (Vida Eterna); e assim por diante com relação a outras religiões; o ateu convicto, que estava preparado para morrer deixando de existir, terá sua convicção realizada, dissolvendo-se no Nada; os voltados para as Forças das Trevas e que com elas pactuaram conscientemente durante suas vidas terrestres, estando preparados para morrer irão se juntar a elas. Vemos, por aí, que o livre arbítrio dado por Deus ao Homem é exercido in totum, consubstanciando-se in articulo mortis.
Os que não estavam preparados para deixar de existir fisicamente quedam como que atordoados, com sua identidade cósmica em estado letárgico, uma perigosa condição, na qual ficam ao sabor de variadas forças, podendo inclusive ser manobrados pelos demônios, como se fossem bonecos destituídos de vontade própria. Isso acontece por dois motivos: primeiro, porque não estavam preparados para morrer, pelo evidente fato de que viviam tão apegados ao mundo material, às suas ilusões e falsos objetivos que sequer consideravam seriamente a possibilidade de virem a morrer; segundo, porque não tendo exercido em vida, conscientemente, uma vontade espiritual voltada para a libertação da matéria, a ela quedaram presos mesmo após a morte, ficando sob a influência direta do diabo, que é o rei do mundo material. Nessa categoria se enquadram, também, os que se julgavam preparados mas na verdade não o estavam, porque os seus propósitos não eram sinceros.
A existência incorpórea post mortem, por ser despersonalizada, embora com identidade própria, não compreende uma interação “social” entre segmentos de alma, ou seja: os mortos não convivem uns com os outros. Cada um tem sua identidade própria e se encontra agrupado em sua família cósmica segundo a egregora à qual aderiu em vida, mas não se relaciona em termos de convivência terrestre (o que existe é uma interação, uma harmonização egregorial). Não há, pois, “convívio social” entre os mortos tal como entendemos esse convívio no plano terrestre, pelo simples fato de que não há o que ser dito de um para outro; não há experiências pessoais a serem comentadas ou intercambiadas, nem troca de energia, nem interesses de egos a se confrontarem, porque já não há personalidades ativas, mas, sim, memórias que pertencem ao Registro Cósmico Geral, (Arquivo Acásico)como uma experiência da Divindade vivida em sua Obra.
De onde estão, os mortos não podem ver os vivos, da mesma forma que os vivos não podem ver os mortos. Entretanto, uma comunicação entre mortos e vivos é possível, através da harmonização entre um vivo e um morto. Contudo, aquele que morreu apresenta-se na mente daquele que está vivo não como uma personalidade rediviva mas, sim, como uma autoconsciência identificada, que não mais tem nome, sexo ou características humanas. Trata-se de uma comunicação entre dois seres individuais, cada qual situado em uma esfera de compreensão com características próprias de manifestação, incompreensíveis uma para a outra, e que, por isso, não podem ser descritas: o morto não mais compreende o que seja a vida no corpo físico, embora tenha vindo de um plano material; o vivo não pode compreender o que seja a existência imaterial, embora possa um dia ter vindo dela.
Aqueles mortos que em sua peregrinação terrestre levaram vida santa ascendem a um nível de existência onde podem exercer o poder de intercessão pelos vivos junto a Deus. E é certo que Deus os atende (*), pois que não pedem em causa própria. E porque atendendo a estes, que se santificaram e já não estão na matéria, nutre a fé dos que a eles recorrem, e Deus quer que a fé se dissemine, para a salvação espiritual do Homem dentro do processo da Criação como um todo. Porque isto propicia a evolução, que é exatamente o combustível que dá movimento à Obra Divina, mantendo-a em estado de Existência, em contraposição ao Nada. O diabo não quer a evolução das espécies em termos de elevação de nível de compreensão, pois seu objetivo principal é a sabotagem da Criação, com a contração final e irreversível do Cosmos, o que não ocorrerá.
Vale aqui esclarecer que quando pessoas afirmam estar “tomadas” por espíritos de mortos, e se propõem a dar consultas perscrutando o passado e fazendo previsões sobre o futuro, dando palpites sobre o que uma pessoa deve fazer ou deixar de fazer, influindo na tomada de decisões e operando certos prodígios prestidigitatórios, na realidade essa pessoa está sendo usada pelos demônios, que agem da seguinte maneira: retiram memórias ligadas a um morto da parte posterior da cabeça de um vivo, onde ficam alojadas, e transpõem essas imagens para a frente, dando a ilusão de que se trata de um fato real, uma visão psíquica, uma assunção de personalidade, ou algo que o valha. Fica claro, então, que quem pensa estar consultando os mortos na verdade está consultando os demônios.
A orientação (espiritual) que tenha de ser dada a um vivo é propiciada pelo Espírito Santo, que é o Mestre Interior de cada ser humano. A orientação para propósitos materiais só pode ser dada a um vivo por outro vivente, mais experiente. A obtenção de benesses materiais tais como maior conforto, mais dinheiro para gastar em propósitos consumistas, obtenção de poder sobre pessoas, satisfação de desejos da carne, de vaidades e de todo e qualquer propósito egoísta ou é obtida por ação humana concentrada sobre determinado objetivo, através do exercício da vontade, ou com a ajuda do demônio, mediante pacto, como ocorre no caso das bruxas.
Após a morte, cada qual segue o caminho que escolheu em vida, porque a morte não é uma consumação final e sim, apenas uma transição para outro plano de compreensão, em que há vários níveis. Por isso os Rosacruzes a chamam de Grande Iniciação. A comunicação real entre vivos e mortos é permitida pelas Leis Cósmicas unicamente para que os vivos tenham prova concreta da existência de outros planos, invisíveis ao olho humano, mas que existem concretamente, tal como existem as ondas de rádio e televisão, que os seres humanos não são capazes de enxergar. É permitida, também, para amenizar a dor da ausência de um ser a cujo convívio se estava habituado. Essas comunicações, contudo, são muito raras não constituindo de forma alguma um fenômeno generalizado.
Resumindo: após a morte do corpo físico o ser humano continua a existir como entidade individual, dotada de consciência, autopercepção e identidade cósmica, porém despersonalizada, se se preparou para isso, podendo reencarnar ou não. Aquele que não se preparou, queda em estado letárgico e ao sabor dos desígnios de diversas forças. E, finalmente, aquele que se preparou para a não-existência post mortem nela ingressa, como quis por sua própria convicção, dissolvendo-se no Nada para todo o sempre.
As Leis Cósmicas permitem que cada ser humano escolha livremente a opção que mais lhe aprouver. E é precisamente esta particularidade que diferencia o Homem dos animais. Estes, quando morrem, também perdem suas personalidades, mas mantém suas identidades, como o Homem. A identidade cósmica de um animal, porém, é constituída pela maneira através da qual ele concebeu qualquer manifestação terrestre de Deus que lhe seja superior, qual seja o Homem, um trovão, o dia, a noite, e por algum sentimento que possa externar, por ato, olhar ou emissão de som.
Ao deixar o corpo físico, a alma do animal segue para a egregora da sua espécie, na qual permanece até o cumprimento de determinado ciclo, quando reencarna para fins evolutivos, dentro do processo da Criação, que se dá por expansão de oitavas e abarca todos os detalhes, nuances e refrações da Vida, dos mais insignificantes vírus às maiores constelações, nos sistemas atômicos e nos sistemas planetários, visíveis e invisíveis, já criados e ainda latentes, existentes ou que já existiram.
No chamado Universo Visível, composto por sistemas planetários, uns mais evoluídos que os outros os quais também nascem, vivem e morrem, passando a existir imaterialmente (em outros Universos, de outros planos), existem cerca de oito milhões de diferentes formas de vida. O Homem é apenas uma delas e todas foram feitas à imagem de Deus.Wikepédia.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Endless Dark (tradução)


Escuridão interminável
Suavemente a luz brilha através
dos portões da graça sobre eu e você
Enganando nosso corações inquietos
Uma chama vislumbrando tão serena
Devorando a noite, assim podíamos ver
O medo, nos agarramos a ele com tanta força

Mas eu sei onde é meu lugar
Longe dos seus deuses
Que curam todas as feridas e ilumina
Esta escuridão interminável
Escuridão interminável
Esta escuridão interminável

A luz brilha somente em você
através dos portões lapidados de fogo
Alimentando seu amor
Fraco é o incêndio que me manteve longe
Da crueldade e ternura abraçadas
Nunca mais salvando minha alma

Mas eu sei onde é meu lugar
Longe dos seus deuses
Que curam todas as feridas e ilumina
Esta escuridão interminável
Escuridão interminável
Esta escuridão interminável

Mas eu sei onde é meu lugar
Longe dos seus deuses
Que curam todas as feridas e ilumina
Esta escuridão interminável

Que curam todas as feridas
Curam todas as feridas
Curam todas as feridas e ilumina
esta escuridão interminável

Que brilha sobre você e doma a chama em seu coração
Que me enterra de verdade bem em seus braços
Que venera o túmulo do nosso amor desamparado
Que cura todas as feridas e ilumina
esta escuridão interminável

que cura todas as feridas e ilumina
Esta escuridão interminável.HIM

In The Nightside Of Eden (tradução)


Divididos estamos sob a luz de um Sol congelado
Amaldiçoando os Deuses que nos tornamos

Roubamos o fogo de um coração sagrado
E sangramos o vinho profano
Nos apaixonamos pela canção da serpente
E nada tememos

Na parte noturna do Éden
Nascemos novamente, mortos
Para sempre estamos
Para sempre estivemos
Para sempre estaremos crucificados a um sonho
Na parte noturna do Éden

Loucos, estamos arrancando as pétalas do desejo
Aprendendo a Matemática da maldade de cor

Nos enganamos para iniciar uma guerra
Dentro do Reino dos Sentidos
E descemos até o 4º Círculo
Onde nada somos

Na parte noturna do Éden
Nascemos novamente, mortos
Para sempre estamos
Para sempre estivemos
Para sempre estaremos crucificados a um sonho
Na parte noturna do Éden

Para sempre estamos
Para sempre estivemos
Para sempre estaremos crucificados a um sonho
Na parte noturna do Éden.HIM.

MÁGICA E RELIGIÃO NA MESOPOTÂMIA.


QUAL A DIFERENÇA?
Mágica e religião para os povos da Antiga Mesopotâmia eram partes inseparáveis de um mesmo todo, pois tanto uma quanto a outra eram vistas como o traço de união entre a realidade física e palpável e as esferas mais sutis da existência. Daí por que quase todas as invocações e encantos grafados em escrita cuneiforme em geral contém a expressão "Pelo Duranki", ou seja, pela união de Céu e da Terra,QUE QUER dizer: "ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU", bem antes da Tábua Esmeraldina de Hermes haver sido escrita. Especificamente, através da religião os antigos mesopotâmicos tinham um código de práticas estabelecidas e místicas para entrar em contato com os deuses, vistos como os poderes cósmicos que fizeram o universo, não sem antes deixar um pouco do seu espírito para os homens e mulheres, criados para completar por Eles os trabalhos da criação.
Era através da mágica, por outro lado, que os mesopotâmicos antigos procuravam entender o universo como uma realidade animada e multifacetada, sendo que a prática das artes mágicas visava fundamentalmente tentar afetar fatos ou prever acontecimentos da vida real e do mundo físico. A distinção entre mágica e religião, portanto, fica cada vez mais tênue neste contexto, porque a prática de mágica na Mesopotâmia era praticar religião, uma vez que as artes mágicas eram postas em prática por sacerdotes e sacerdotisas especializados para os mais diversos fins. Portanto, neste contexto, a religião também era (e ainda deve ser) vista como um ato mágico, pois crença, fé, confiança, dedicação e amor são em si mesmos características do divino dentro e fora de nós, e somente podem ser percebidas e sentidas com os Olhos do Espírito e a Abertura da Alma. Esta era a filosofia dos antigos mesopotâmicos, pois deles era um mundo onde a natureza não se diferenciava do divino, onde o mundano era um reflexo do extraordinário, e onde os efeitos da vida cotidiana podiam ser fundamentados nos céus.
Tendo em vista que os povos do Oriente Próximo eram literatos, amantes da palavra escrita, eles registraram com minúcia e precisão seus encantamentos/feitiços oficiais, e ainda temos conosco alguns exemplares deste material. Estas inúmeras tábuas cozidas de argila inscritas com encantamentos e preces mostram-nos claramente a importância das artes mágicas para os povos ancestrais de nossa cultura moderna.
Os hebreus ficaram famosos como magos da antigüidade até a Renascença. Entretanto, o Velho Testamento está cheio de admoestações contra mágica. Mas no próprio Judaismo existe um sistema místico, chamado A Árvore da Vida, ou a Cabala. Pesquisas recentes mostram que a origem da Cabala está sem sombra de dúvida na Mesopotâmia, tendo os hebreus provavelmente aprendido os fundamentos de seu sistema místico com os mesopotâmicos. Motivos da Árvore da Vida, a propósito, são abundantes em toda a iconografia suméria, babilônica e assíria, e de lá provavelmente passaram a influenciar todos os povos que entraram em contato com eles.
"Se os deuses são velhos ou novos, se eles vêm do Egito ou da Mesopotâmia, se vêm de tradições da antiga Canaã, da Grécia, da tradição hebraica ou cristã, [o que importa é que] a religião é tanto uma consciência quanto uma reação contra a dependência humana da mistura impenetrável de energias que vêm do universo. É neste ponto que [mágica] começa a se mostrar como uma necessidade nas vidas de pessoas comuns, pois havia a necessidade de entender o que não poderia ."
Ao longo dos últimos dois mil anos especificamente, tem havido uma grande má vontade para se entender o que é, na realidade, mágica. Conforme citamos anteriormente, mágica estava intrinsicamente ligada à religião nas culturas da Mesopotâmia antiga. Entretanto, com a ascenção do Judaismo e mais tarde do Cristianismo, começou-se a fazer a diferenciação de mágica e religião. Mágica era o que os pagãos faziam, e neste ponto, sempre é bom lembrar o dito popular.
Na realidade, porém, está nos olhos de quem quiser ver que um ato de mágica é, essencialmente, um ato religioso. Por exemplo, na transubstanciação do vinho e da hóstia durante a missa católica no corpo e sangue de Cristo temos um ato mágico perfeitamente seguido de preces, cantos e totalmente aprovado pelos pais da igreja católica. Ritos como este foram criticados por Martinho Lutero no começo de sua pregação, que levou à Reforma Protestante, bem como a veneração dos santos, que não deixa de ser uma forma velada de honrar a várias divindades menores: paganismo dentro da própria igreja cristã! Isto sem falar dos cultos carismáticos de nossos dias, onde curas em massa através da fé.
Tendo em vista o fato de que as pessoas quase sempre internalizam as crenças de sua cultura sem questionar sobre a validade destes preceitos, muitos estudiosos modernos não consideram mágica como um tema sério, nem mesmo quando discutem culturas da Antigüidade.
Ao olharmos para as crenças e práticas de outras culturas, tais quais aquelas de nosso passado, deve-se tentar compreender como estas pessoas viviam e pensavam sobre si mesmas. Isto não quer dizer que devemos aceitar ao pé da letra, sem questionar, as práticas mágicas do passado, mas sim que devemos Ter sempre em mente que ciência, mágica e religião formavam uma linha contínua, não existindo barreiras entre elas. Os mesopotâmicos que escreveram longas listas classificando seu universo sabiam que tais listas eram parte de um mesmo todo. Nossa obsessão de separar tudo em compartimentos deve fazer um esforço para entender um mundo onde tudo era polar dentro de uma maior complementaridade. É uma característica de nossos tempos separar em vários sistemas o que na realidade está intrinsicamente relacionado.
Também devemos nos lembrar que a maior parte da terminologia que encontramos ao lidar com culturas da Antigüidade é fruto de tradução. As palavras originais, e com elas o seu sentido mais puro, chegam a nós sempre incompletas. Tomemos a palavra "alta sacerdotisa", que em geral não tem significado dentro das religiões estabelecidas de nossos dias como o Judaismo, o Cristianismo e o Islamismo, e que está carregada de conotações negativas. Uma sacerdotisa na Antiga Mesopotâmia, entretanto, era uma mulher com autoridade religiosa e secular tão grande quanto a do monarca, muitas vezes sendo a sua consorte, uma mulher com indiscutíveis dotes de inteligência e sabedoria, que servia não só a divindades masculinas quanto femininas. Talvez a última representante destas grandes figuras femininas da Antigüidade tenha sido Cleópatra, Rainha do Egito, Alta Sacerdotisa de Isis e Estadista, que por vinte anos deixou o mundo em dúvida sobre qual seria a potência mundial do início da Era Moderna: se Egito ou Roma. Caso Cleópatra tivesse vencido, nossa história seria muito diferente.
Tomemos, num outro exemplo, a palavra "mágica". Como se sabe, ela vêm da palavra persa magus, que significa sacerdote da religião da Zaratusta (também chamado de Zoroaster). Como magos em grego e magus em latim, o termo logo mudou para significar charlatão na Antigüidade. De fato, o que provavelmente aconteceu é que o sacerdote de uma religião diferente, como não se enquadrava nos padrões locais, foi convertido então num embusteiro. Entretanto, práticas como adivinhação, astrologia, exorcismo, o estudo das ervas e plantas medicinais eram sancionadas pelos governantes, e demonstram o fundamento para as ciências de nossos dias. Adivinhação, por exemplo, hoje tão incompreendida, mostra as raízes do pensamento dedutivo. Além do mais, muitas práticas religiosas dos templos que incluíam astrologia ou adivinhação através da análise de sinais especiais nos órgãos de animais sacrificados aos deuses não eram consideradas práticas mágicas, mas atos normais de adoração dentro da cultura religiosa vigente.
Os povos para os quais foram aplicados os termos e conotações mais negativas com relação às suas práticas mágico-religiosas foram os Mesopotâmicos. Mas os detratores dos mesopotâmicos eram exatamente seus conquistadores ou os bárbaros que viviam às margens da Terra Entre Rios. Os judeus, por exemplo, tinham interesse em denegrir para suprimir práticas aprendidas dos babilônicos e cananeus durante os anos de exílio que não foram necessariamente tão ruins, uma vez que muitas são as raízes mesopotâmicas para as escrituras judaicas do Velho Testamento da Bíblia, enquanto que o governo romano controlava práticas que hoje consideraríamos mágicas, quando, por exemplo, envolviam previsões sobre a morte de governantes. Neste contexto, era interesse da elite romana na Palestina fazer magos e sacerdotes independentes paracer inescrupulosos e desprezíveis como uma forma de controle político e para manter a estabilidade social. Deve-se acrescentar o fato de que os demônios da religião dominante são, em geral, os grandes deuses da religião precedente: se estes não podem ser anulados, devem então ser destituídos de seu status anterior.
À questão básica, ou seja, "O que é mágica?" e tentar entendê-la dentro do contexto da Mesopotâmia antiga. Em primeiro lugar, algumas definições simplistas e sensacionalistas de mágica de nossos dias supõem que esta seja usada para controlar poderes mais fortes do que o homem, ou seja, poderes que estão além da esfera onde habitamos, para obrigá-los a obedecer à vontade do mago em questão, sendo também definida como truques barato e ilusão. Este tipo de pensamento está diametralmente oposto à visão de mundo e filosofia dos antigos mesopotâmicos, pois eles viam os deuses e deusas como a fonte das artes mágicas, uma vez que eles e elas eram os poderes cósmicos que haviam criado toda a criação, e que ao se fazer um ato de mágica, a pessoa buscava uma identificação com a deusa ou deus, a fim de obter a graça desejada. Eram os deuses e deusas os responsáveis pela mágica, eram os deuses e deusas que estabeleciam o contato com seus devotos, que eram o meio, e não o fim. Neste contexto, não é mais possível separar magia de religião. Isto não quer dizer que não havia atos puramente religiosos na Antiga Mesopotâmia, mas afirmar que mágica não era uma disciplina separada da religião, sendo, na realidade, uma parte integrante da outra. O mago, na maior parte das vezes um tipo de sacerdote na Antiga Mesopotâmia era, literalmente, um teurgista, ou seja, um trabalhador dos deuses, que procurava a mediação dos divina através de oferendas, cantos e preces, para intervir em assuntos mundanos, com a dedicação e altruísmo de um místico.
Na Antiga Mesopotâmia, assim como em muitas culturas de nossos dias, não havia esta separação entre o natural e o sobrenatural. Os mesopotâmicos viviam num mundo onde os eventos e fatos da vida mundana estavam fundamentados no mundo dos deuses e deusas, portanto tudo para eles era natural. Fundamentalmente, eles viviam num mundo onde a natureza era o espelho dos deuses (maravilhoso, terrível, intrigante), e portanto tudo o que existia era permeado pela força divina. Podiam, evidentemente, existir forças que se situavam além da esfera do Mundo Físico, onde habitava a humanidade, mas todas estas forças faziam parte da natureza, e por conseqüência, do divino.
Do ponto-de-vista cristão, mágica envolve demônios e Satã. Este argumento é totalmente irrelevante, pois Satã é uma criação judaico-cristã, e demônios são igualmente mais aterrorizantes dentro de religiões dualistas, cujos preceitos da fé assentam-se sobre a batalha do bem e do mal, e sobre dualidades irreconciliáveis. Na realidade, por muito tempo mesmo os cristãos fizeram atos de mágica, sendo que a Igreja considerava certos tipos de atos de mágica como aceitáveis - ou pelo menos toleráveis -, se tais atos envolvessem energias inerentes à natureza ou a produtos da natureza. O debate com relação a mágica natural X mágica demoníaca durou pelo menos meio milênio.
As religiões, que são criações humanas, servem para dar às pessoas a compreensão de que as energias que sentimos e os eventos de que participamos não são caóticos ou impenetráveis, mas sim que estes têm uma causa, e uma razão para acontecer. As artes mágicas, por seu lado, possibilitam que possamos nos envolver de forma direta com estas energias e eventos, não como recipientes passivos, mas como participantes e recipientes ativos, com a habilidade para influenciar eventos e experiências para o bem da humanidade, de uma ou mais pessoas ou mesmo outros sers. Em termos modernos, o(a) mago(a) é, na realidade:
Por todos estes motivos as artes mágicas têm persistido através dos tempos, a despeito da negação e críticas feitas por sistemas religiosos, mudanças científicas e tecnológicas, mudanças sócio-culturais. Mágica, independente do que radicais de todas as espécies e credos podem pensar, possibilita a todos nós os mecanismos para que nos tornemos participantes ativos de nosso próprio destino.F.P.Wiképedia.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

CONFIO NA SOMBRA.




Coizas acontecem que,não sabemos de onde vêm e como.
Estou em mundo que não é meu.Um sonho?não sei.
Ando por lugares sombrios.Sempre aconpanhada por uma sombra.
Que mais parece a morte.Derrepente me vejo em um túnel.
Não encontro o caminho de volta,o desepero a dor,minha
são minhas companheiras.Tento voltar.Mais me aprofundo mais.
Derreepente,essa mesma sombra que me seguia,adentra o túnel.
E com ele saio do túnel,pois não mais tinha forças.
A dor da morte me consumia.Me vejo fora desse túnel.
A confusão toma conta de meu ser,atordoada me vejo
em tribunal.A sombra é meu defensor.Terei de ser julgada.
Para ter direito a vida novamente.Transcorre o julgamento.
Essa sombra me dá novamente o direito a vida.É um renascer.
Aisha Jalilah.

ANJO.


Um rosto de anjo sorri para mim
Debaixo de uma manchete de tragédia
Aquele sorriso costumava me trazer calor
Adeus - sem palavras pra dizer
Ao lado da cruz sobre a sua sepultura
e aquelas velas que queimam eternamente

Necessários em toda parte
Para nos lembrar da rapidez do nosso tempo
Lágrimas derramadas por eles
Lagrimas de amor, lagrimas de medo
enterre meus sonhos,
desenterre minhas tristezas
Oh Deus, por que
os anjos caem primeiro?

Não revivido pelos pensamentos do Shangri-La
Nem iluminado pelas lições de Cristo
Eu nunca entenderei o significado do que é certo
Ignorância me carregue para a luz

Necessários em toda parte

Me cante uma canção
da sua beleza
do seu reino
que as melodias de suas harpas
consolem aqueles de quem ainda precisamos

Ontem, nós apertamos as mãos
Meu amigo
Hoje um raio de luar ilumina meu caminho
Meu guardião.A.D.

A ROSA VERMELHA.


Quando você catar a flor
Para me trazer e se cortar,
Colha também duas lágrimas
Brancas para me dar.
Sei que sou pior
Que meu cabelo,
Mas você é meu espelho
Só por dizer
Que sempre vai me amar.
Não tenha medo de ser linda
E ficar nua para mim,
De deixar os meus toques
Te seduzir.
Que eu sou o vento forte,
O tufão que lhe invade
E lhe possui.
Eu sou o espinho da rosa
Que lhe machuca
E depois lhe lambe a carne.
Suga o teu sangue.
Não tenha medo,
Eu também te desejo
E você sabe apreciar isso.
Somos os lençóis da noite
Escondidos do inimigo.
Somos negros e estamos de castigo,
Acorrentados um ao outro
Apanhando do destino.
Amanhã vamos morar juntos
E vamos ter um filho
Que nos vai trazer a paz.
Eu vou ninar você e ele
Com uma pomba branca,
E trazer-lhe a esperança
Que eu roubei lá no canteiro.
Vai ser eterna a sua noite
De alegria.
No nosso quarto exclusivo e fechado
Um colchão e um copo d’água
E eu sendo só seu,
Seu namorado.
Vai ser linda minha possuída,
Com uma rosa vermelha
E o dedo sangrado.[D.A.]