contos sol e lua
sábado, 18 de julho de 2009
TERRA DOS CONTOS DE FADAS.
Fiquei com insolação da realidade,
Que queimou a minha alma,
Onde está você agora?
Você é a única com uma alma tão pura.
Você disse que existe um lugar,
Na qual a realidade não pode me machucar,
Um reino de fantasia a terra dos contos de fada,
E disse que o caminho,
Estava guardado nesse meu coração sombrio.
Agora que você se foi,
Já não consigo achar esse caminho,
E agora me encontro nessa miséria,
Não deixe a realidade matar o que resta da minha alma,
Carregue-me de novo nas suas asas encantadas.
Minha fada querida, que sempre cuidou de mim,
Como uma irmã mais velha,
Onde estás agora?
Eu preciso de você, preciso que volte,
Cure as minhas feridas,
E não deixe que outra ferida assim tão profunda,
Corroa-me assim por tanto tempo.
Esperarei por você no mesmo lugar,
Que é dentro da minha mente,
Só preciso que você volte para lá e venha me encontrar.
Fada querida, uma verdadeira raridade sombria..Kanzi Fry.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Não há de te oprimir tumba pesada;
Em tua relva as rosas criarão
Pétalas, as primeiras que virão,
E oscilará o cipreste em branda escuridão.
E junto da água a fluir azul da fonte
Inclinará a Tristeza a langue fronte
E as cismas nutrirá de sonho ardente;
Pausará lenta, e andará suavemente,
Como se com seus passos, pobre ente!
Os mortos perturbasse, mesmo levemente!
Basta! sabemos nós que o pranto é vão,
Que a morte, à nossa dor, não dá atenção.
Isso fará esquecer-nos de prantear?
Ou que choremos menos fará então?
E tu, que dizes para eu me olvidar,
Teu rosto acha-se pálido, úmido esse olhar.
(Lord Byron)
O império da terra
Não há mais nada para perceber
Espero ajuda para escapar desta existência
Eu estou me afogando em um mar de visões abusadas e sonhos despedaçados
Em uma ilusão sonolenta...
Estou paralisada
Distração da infinidade
Uma desordem humana piedosa
Cega à passagem de almas
Conclusão a partir de um momento
Transfixo...eu olho o mundo pela minha janela
Deitada sobre o chão frio
Em um delírio solitário
Sinto o queimar de olhos que me observam
Embora ninguém esteja aqui.
Destacada da realidade, no saber dos sonhos
Sei que a entidade da agonia certeira
Espera para me abraçar em seu peito frio
Em um quarto vazio.
Eu sonhei com a morte do sol
Acordei para uma manhã triste.
No vazio eu contemplei o destino
E a luz morta é uma premonição do que acontecerá...
Eu vi uma alma mergulhar da vida, através da morte
E chegar nos campos Elíseos
Com uma canção de boas vindas.
E eu ainda permaneço em um quarto
Preenchido pelos vultos que me rodeiam...
E não há nenhuma canção...
Apenas uma ilusão do silêncio.
Fernanda.C.
| Enquanto dreno meu fôlego E a prata enche meus olhos Eu ainda o beijei imóvel Pois ele nunca mais se erguerá Em meu fraco corpo Descansa a tua moribunda mão Através dos prados Celestes Onde corremos Como um ladrão à noite O vento sopra tão suave Eu guerreio com minhas lágrimas Que não secarão por muitos anos O amor é uma flecha dourada Até ele, deveria ter voado E não a flecha negra da Morte para feri-lo mortalmente. E.Darklunacy. |
FANTASMAS NOTURNOS QUE CHORAM,
PELAS TRISTEZAS QUE OS DEVORAM,
NOS PENSAMENTOS OBSCUROS
NOSSAS ALMAS MELANCOLICAS,
VAGAM PELA NOITE SOMBRIA,
EM BUSCA DA ALEGRIA ILUSORIA,
PERDIDA NAS SOMBRAS EXOTICAS
VIDA DESTRUIDA POR DESILUSÕES...
POR FAVOR NÃO TENHA MEDO
DE UMA ALMA Q E TRISTE E
AMALDIÇOADA
TRAJANDO QUASE SEMPRE LUTO,
SOMOS O ESTRANHO FRUTO,
DO MUNDO FELIZ Q NÃO EXISTE.
Wilson.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Espelho D'água
Gosto de ti, se me procuras à noite
Quando estou só, não ouço a voz, não vejo as cores
Posso sentir, sua presença em minha alma,
Se vens até mim, e a vejo num espelho d'água
Não posso tocá-la, por que está além dos olhos meus
Na madrugada somos três... a tristeza, a solidão e eu...
Se estás aqui, e adormeço em teus acalantos,
Não temo o Sol, não temo a luz nem seus quebrantos
Se tu me acolhes, já me inundo de desejos
Óh! Fada nua... Óh! Luz sombria do meu espelho
Quem dera... Se fosses a rosa branca dos meus vícios
A fumaça nos pulmões... o escudo, a espada e o espírito...
Eu vejo vozes e ouço vultos,
Eu fumo um cigarro e corto meus pulsos
Um corpo caído, um sonho do avesso
Duas taças de vinho, sangue e cianeto
Já não luto contra o luto, não amputo meus impulsos
Desmaio ao devaneio no meu leito moribundo
Noturno... soturno, na dor e na saudade
Nas flores do sepulcro até que a vida nos separe
A lágrima no rosto é mágoa
A lágrima no chão é um espelho d’água...
Rodrigo.Q.
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Justamente pelos incontáveis e inimagináveis motivos que assombram a consciência de cada um, não podemos tratar ninguém com preconceito. Seja por sua religião, sexualidade, estilo de música favorito, ideologia ou qualquer outra fator. Que tipos de pensadores são os góticos que desprezam o pensamento e a consciência dos outros? Onde está o respeito pela “liberdade” [mesmo que pela liberdade de escolha de ser manipulado] pelos outros? E pela natureza de cada um? Que divirjamos, e toleremos, jamais defendamos, mas respeitemos!
O goticismo pode ser resumido em uma pequena frase: "é a essência reflexiva, consciente, trágica e mórbida que faz do gótico o real gótico" a subcultura gótica é formada pelas produções e expressões de góticos reais, sendo residual.
Quanto ao suicídio, o gótico que suicida, ao meu ver, se revela um fracassado; não foi capaz de resistir diante do negro da vida e sucumbiu ao seu outono. Esta vida jamais deve ser o mais importante, mas desfazer-se dela é desfazer-se de sua natureza gótica; suicidar é destruir a essência gótica.